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Posts de outubro 2013

De Salta até San Pedro de Atacama - aventuras de uma viagem de carro. Parte I

27 de outubro de 2013 3

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Pois é mais um ano se passou, mais um aniversário – dos anos já perdi a conta, e mais um destino para a minha lista. Desta vez fiquei longe das areias da praia, escolhi as areias do deserto. Visitar o norte da Argentina e o deserto do Atacama me chamava como um canto da sereia, uma boa dose de aventura, de paisagens belíssimas, áridos desertos e vulcões, muitos vulcões.

Este foi o nosso trajeto no norte da Argentina.
A – Cafayate
B – Salta
C – San Salvador de Jujuy
D- Purmamarca
E – Susques – a última cidade na Argentina antes de cruzar o Paso de Jama , que leva até San Pedro de Atacama no Chile.

Nosso vôo era Porto Alegre/Buenos Aires/Salta, chegamos tarde e fomos direto para o nosso Hotel Finca Valentina, ele fica situado um pouco fora do centro, é muito legal, tem um astral de fazenda, mas se você for só de passagem, vale mais a pena escolher um hotel no centro de Salta, que não é muito grande e é uma cidade bem simpática.

Finca Valentina
 Finca Valentina

Pela manhã um rapaz  da locadora de carros veio trazer nosso Corolla, o carro que escolhemos para cruzar até San Pedro de Atacama, já que as estradas até lá são todas boas e asfaltadas, herança do falecido presidente Kirchner.

Um dia é suficiente para conhecer Salta, o centrinho é bonitinho, tem muitas lojas de lindo artesanato, muitos objetos de prata, mantas, tudo lindo com muita influência peruana.

Praça principal de Salta, onde fica o Museu Arqueológico de Altas Montanhas

Artesanato com forte influência peruana


Charme nos detalhes 


 

Se você tem intenção de comprar alguma coisa, os preços são sempre melhores aqui na Argentina, em San Pedro você vai encontrar tudo semelhante, mas mais caro.

Uma visita imperdível em Salta é o Museu de Arqueologia de Alta Montanha, ali estão expostas as múmias das 3 crianças incas achadas em 1999 conhecidas como “crianças de Llullallaico“. As 3 crianças  estavam enterradas há mais de 500 anos no cume do vulcão de Llullallaico, perto da fronteira com o Chile, foram encontradas intactas.  Eles caminharam por centenas de quilometros desde Cuzco e foram levados até o cume do monte Llullaillaco As crianças foram sacrificadas como parte de um ritual religioso, conhecido como “capa cocha”, no qual são alimentadas e bebem chicha (cerveja de milho) durante um ritual antes de seu sacrifício. Com a administração da Chicha, o cansaço e a grande altitude, as crianças adormeceram e logo após foram enterradas. De acordo com as crenças incas, as crianças não morrem, mas se juntam aos seus ancestrais e vigiam suas aldeias a partir das montanhas.

Garota de aproximadamente 15 anos, possivelmente uma sacerdotisa do Templo do sol em Cuzco.

Menino de aproximadamente 7 anos.  Fonte fotos das crianças: Temic 9

Decidimos pegar a estrada para  dormir em Cafayate, que fica a 189 Km ao sul. Cafayate é uma mini cidade no epicentro dos vinhedos do norte da Argentina. Grandes bodegas, como Echart e El Esteco estão sediadas em Cafayate. O vinho famoso por aqui é o Torrontés, que tem os vinhedos plantados a uma altitude média de 1.500m o que traz excelentes diferenças de temperatura entre o dia e a noite, retardando a maturação da uva.

A estrada é linda a paisagem vai se alternando de montanhas com várias tonalidades, paisagens lunares, llamas , cactus gigantes conhecidos pelo nome de Cardón.

Passamos por um trecho chamado de “Quebrada de las Conchas” que tem 2 atrações que você não pode perder a primeira chamada a “garganta do diabo”, um caniôn estreito que a gente entra dentro e se sente pequenininho com a magnitude das montanhas. Tudo monocromático, fiz uma associação com Petra na Jordânia. Outra um pouco mais à frente chama-se o “anfiteatro”, as duas merecem a sua visita, é só parar o carro caminhar uns poucos metros para ver.

Quebrada de Las Conchas

Garganta do diabo


 Imagens lunares

O Anfiteatro

Chegamos em Cafayate à tardinha, e aqui foi a roubadinha da viagem, não tínhamos feito reserva prévia de hotel ( vi que tem ótimos!)  todos os melhores relação custo/beneficio já estavam cheios, o lugar é cheio de turistas de todos os cantos do mundo. Entrei na internet e acabei pegando o melhorzinho que apareceu, era horrível, isto que dá quando a gente improvisa, mas tudo bem só para uma noite,  afinal era para ser uma viagem de aventuras.

A cidade é um amor, tranquila, boa de andar a pé ou de bicicleta, os melhores restaurantes e lojinhas ficam na praça principal da cidade. Nós escolhemos jantar no Restaurante Terruño, onde comemos super bem, acompanhados por um Torrontés da bodega Colomé, uma das mais prestigiadas da região, ouvindo umas conversas em francês aqui e outras em inglês acolá.

Um Torrontés de primeira da Bodega Colomé.

Centrinho de Cafayate movimentado à noite

No dia seguinte pela manhã fomos visitar a bodega El Esteco (mais conhecida aqui como Michel Torino), que produz o vinho Elemento e o top de linha Altimus. Pegamos uma visita guiada que começou pelos vinhedos, explicações bem elementares para leigos como nós. Achei muito interessante que as videiras mais antigas de + de 50 anos ainda são aquelas altas que a gente não vê mais na Europa. Depois passamos para a parte dos barris de carvalho, muitos importados da França ou dos EUA para logo em seguida começar a melhor parte – a degustação!!! É meu amigo por aqui não importa se são somente 11h da manhã, degustação é cultura! :)!!

Saindo de Cafayate para visitar a Vinícola El Esteco.

Visita guiada pela vinícola.

Barris de carvalho importados da França e EUA.

E o melhor da festa – a degustação! :)!

De volta na estrada voltamos até Salta para seguirmos caminho até nosso próximo destino - Purmamarca, a estrada que vai de Salta até San Salvador de Jujuy tem um trecho bem chatinho, uma estrada estreita de subida de serra com muitas curvas. Depois de passar SS de Jujuy tudo fica mais tranquilo. Chegamos em Purmamarca ao anoitecer, nosso hotel era muito bom, chama Terrazas dela Posta, charmoso, bem localizado, bom mas em Purmamarca tudo é bem localizado, a cidade é micra! Um charme, dá ares de intocada pela avalanche de turismo que já chegou em San Pedro de Atacama.

Hotel Terrazas della Posta em Purmamarca

Cerro siete colores, uma das atrações da cidade.

Artesanato lindo da região

Na continuação vou contar a travessia no Paso de Jama que cruza a fronteira com o Chile, atravessa o Salar chamado Salinas Grandes e chega até San Pedro de Atacama.

Ístria, a Croácia italiana. Por Luciano Zanetello

23 de outubro de 2013 4

istria

Depois de uma recorrida geral passando nos “points” mais visitados e comentados de quem visita a Croácia, chegamos ao nosso destino principal que era a península da Istria. Por sua formação geográfica  e característica dos povos que lá habitaram ,as cidades principais são todas na costa. A herança mais marcante é do tempo que Veneza dominava a  região, seja na arquitetura de suas inúmeras igrejas quanto nos símbolos  Venezianos  presentes por tudo.

Símbolos Venezianos

Arquitetura típica  

Simbolismos à parte, dizem aos turistas  que do alto do campanário em Motovun / Montana  num dia claro , pode – se avistar San Marco em Veneza ….

Motovun

Motovun encravada na montanha 

A infra estrutura para o turismo é de fazer inveja. Tudo organizado , com opções para todos os bolsos. Para  passear ( sem pressa )  e para aqueles que não querem pagar o pedágio,  estradas  regionais e vicinais ,todas com um ótimo  estado de conservação.

    Anfiteatro Pula    

Custei mas definitivamente desta vez joguei a toalha. O Brasil será sempre o país do eterno futuro !

Uma coisa é fazer turismo na França , Itália, Suíça “crème de la crème” da Europa e encontrar uma infra perfeita. Bem diferente é visitar um país que foi destruído há 20 anos atrás e constatar que dificilmente chegaremos lá . Lidando com a desvantagem de não terem  a  nossa areia branca, a Croácia como um todo é hoje um dos destinos mais procurados por aqueles que buscam praias.

Iha do Hotel Istria

A cozinha mediterrânea  aliada a grande fartura de frutos do mar torna fácil gostarmos da culinária Croata. Particularmente não me entusiasmou muito. A pouca variedade nas opções dos restaurantes torna monótona as opções . Quem vê um cardápio em um restaurante numa cidade , quase que seguramente terá visto todos.

Culinária Croata

 Ruas de Bale

 A Istria é palco de iguarias que a tornam  única na culinária mundial . As famosas trufas ( brancas e negras ) fazem a diferença em vários pratos . Os vinhos da região também são muito apreciados . Outro destaque são os óleos extra virgens, tendo inclusive locais  específicos para degustação das diversas modalidades. Quando a cidade não tem uma beleza natural, criam – se as oportunidades.

 Produtos regionais

Trufas Negras e brancas

No interior da Istria  passamos por uma pequena cidade que estava realizando uma feira com degustação dos produtos locais . Pagava – se um valor bem baixo, 20 Kunas  (R$ 8,00 ) p/ pessoa por um cálice que dava direito a provar todos os vinhos e Prosecos da feira e, mais outro valor de 25 kunas ( R$ 10,00 )para degustar pratos feitos na hora por chefs locais . Nossa sorte é que não havia na saída a versão local do balada segura.. .

A grande diferença destes países para o Brasil é que todos os pequenos núcleos sejam eles vilas e pequenas cidades  tem vida própria . As pessoas podem ficar ligadas a seus locais de nascença sem precisar sair para usufruir de comodidades.

 Hum

 Hum que  segundo o Guiness, é  a menor cidade do mundo.

Finalmente, repisando no tema que no final de contas faz toda a diferença,- a educação de um povo – aliada   a certeza   de que os atos ( ilegais ) terão consequências, seja  o simples fato de sujar a cidade  ou exceder o limite de velocidade ,  mostram que a civilidade sempre funciona melhor sendo controlada, na contramão do Brasil dos  mensalões  e black bLocs impunes.

Igreja Eufrasiana / Porec

Porec

Mosaicos Porec 

Porec

Uma última dica, se a sua praia for o agito, não vá depois do verão. Em compensação se este não for a sua motivação, você vai poder curtir hotéis espetaculares por preços irrisórios comparados a Rio e S. Paulo , vai poder visitar as cidades sem brigar por estacionamentos e frequentar os restaurantes sem reservas.

A Croácia tem belezas para todos os gostos e épocas.

 Rovigno à noite

Rovigno

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Cambodja, que país é este?

23 de outubro de 2013 0

O Ricardo Freire usa um termo quando volta de alguma viagem, que acho bem apropriado, ele diz “desempacotando” tal lugar. E hoje eu quero “desempacotar” o Cambodja para vocês.

Eu não tinha muita informação sobre o Cambodja antes de chegar lá, já ouvira falar muito sobre os templos de Angkor, vira alguns documentários a respeito na National Geographic, e ficamos por aí. Tudo foi uma grande descoberta, saimos de Bangkok e 50min depois chegamos em Siem Reap, que é a cidade próxima dos templos de Angkor. Fizemos nosso visto ali mesmo no aeroporto, e trocamos um pouco de dinheiro para a moeda deles, o Rial , o que foi totalmente inútil, pois a moeda corrente é de fato o dólar americano.

No aeroporto já nos esperavam o nosso guia, Kim Thay e o motorista com a van que nos levariam a todos os  lugares. Seguimos direto para o nosso hotel o Angkor Village Resort, que fica um pouco afastado do centro, mas vale, pois a sensação é que a gente está em um oásis.

Vocês estão vendo aquela pequena casinha de madeira no meio das folhagens? Pois aquela é a casa dos espiritos, uma crença que a gente vê muito na Tailândia também, todas as casa tem ao seu lado uma pequena casinha como esta reservada para os espiritos dos ancenstrais, para que eles protejam a casa dos maus espiritos.

A piscina é como uma serpente que vai passando pelos bangalôs, fazendo curvas e se pode nadar até a cabeça dela numa das extremidades onde ela aumenta e tem a forma mais oval , é lindo!!

Assim como na Tailândia, eles arrumam tudo com flores naturais, os pratos, os drinks, aqui um lindo arranjo de flores de Lótus.

Nosso primeiro destino foi visitar o templo de Ta Phrom, aquele onde as raizes das árvores imensas se fundiram com as paredes do templo, e construiu uma estética própria, imponente.

Na minha opinião Ta Phron (ancestral de Brahma) é um dos templos mais românticos e lindos do complexo de Angkor, um lugar mágico construido em 1186 por Jayavarman VII, que quando ascendeu ao trono Kmer ( assim como nós nos designamos brasileiros, os cambojanos se designam Kmer) o rei construiu muitos prédios religiosos e públicos. Jayavarman VII construiu Ta Phron em homenagem a sua familia, a imagem principal do templo é a de Prajnaparamita, a personificação da sabedoria, esculpida com o rosto da mãe do soberano.

Na saída vimos esta menina cambojana linda, como são todas as crianças por lá.

O povo é um capítulo à parte, pois apesar de tudo o que sofreram nos anos negros do Kmer rouge, entre o ano de 1975 até  serem libertados pelos vietnamitas em 1979,  das mãos do  ditador sanguinário, Pol Pot, que dizimou mais de um terço da população. Eles são afáveis, gentis, e só querem tocar a vida para frente, esquecer o passado.

Vou revelando o Cambodja aos poucos para não deixar os posts muito longos, no próximo conto para vocês um pouco mais dos templos e de um passeio que fizemos pelo interior do maior lago de água doce do sul da Ásia, o Tonlé Sap.

Roteiro pelo Vêneto

20 de outubro de 2013 13

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A região do Vêneto no norte da Itália, é bastante familiar na serra Gaúcha, pois foi de lá que muitos de seus ancestrais emigraram no século XIX em busca de uma vida nova em terras distantes.

Eu me incluo neste passado com a diferença que meu pai emigrou mais recentemente, depois da segunda guerra mundial. Desde muito cedo fui familiarizada com os nomes das cidades, das comidas, lembro de quando comprávamos alcachofra e a moça do caixa invariavelmente tinha que perguntar o que era aquilo tão diferente…

É uma região muito bonita e interessante, e para aqueles que tem vontade de conhece-la, resolvi montar um roteiro básico onde inclui as coisas que são imperdíveis neste trajeto.  

Nosso roteiro começa na cidade de Verona, imortalizada na tragédia de Shakespeare que narra o romance impossível de Romeu e Julieta.

Saindo do Brasil até Milão, você pode optar alugar um carro no aeroporto e pegar a auto estrada, ou pegar um trem até Verona e lá alugar um carro.

Verona 

Vista da cidade de Verona.

Dois dias em Verona dá para fazer muita coisa, não é uma cidade enorme, o centro histórico é lindo e bom de fazer a pé ou de bicicleta.

As principais atrações são a arena romana, um anfiteatro romano, construído no ano 30dc, que está muito bem conservado, e até hoje são apresentadas óperas e shows durante o verão.

Anfiteatro romano.

A casa de Julieta também atrai muitos turistas e apaixonados que deixam bilhetinhos de amor na entrada do túnel que leva até a famosa sacada.

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A famosa sacada de Julieta.

O comércio de Verona é especialmente atraente, pois tem concentrados em uma única rua, que vai da Arena até a casa de Julieta, as melhores grifes italianas.

Passeie pela cidade, entre em suas igrejas, elas as vezes escondem raros tesouros.

Seguindo nosso roteiro , nossa próxima parada é a pequena cidade de Soave, onde videiras e um lindo castelo medieval no topo de uma colina, dominam a paisagem. Estacione o carro e vá caminhando até o castelo, vale a subida, pois de lá se tem uma vista de 360 graus de toda a região. E a cidadezinha nos dá a sensação de ter voltado nos tempos de Ticiano e Tintoretto. Pare em algumas das tantas caves e bares para saborear um Spritz, bebida muito em moda por estas bandas.

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Soave

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E o Spritz, a bebida de verão italiana que já chegou no Brasil.

Depois de uns 45km chegamos na cidade de Vicenza, famosa pela suas feiras de ourivesaria. Vicenza é outra cidade que vale muito a pena conhecer, não é uma cidade que transborda de turistas como a maioria das cidades italianas.

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Piazza del Signore -Vicenza Foto: Wikipédia

No centro tem a Pizza del Signore, com um café estrategicamente colocado de onde se pode ver a vida dos vicentinos passar.

Não deixe de visitar o, projeto do ilustre arquiteto renascentista Andrea Palladio. O teatro  agenda apresentações até hoje e tem incrivelmente bem conservados cenários da sua criação.

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Jardins do Teatro Olímpico.

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A perfeita ilusão do cenário em perspectiva no Teatro Olímpico.

Passeie pela rua principal, a Corso Palladio, cheia de lojas, cafés, livrarias e muitos restaurantes nas adjacências. Antes de deixar Vicenza reserve um tempo para conhecer ao menos 2 das villas projetadas por Palladio, talvez a mais famosa seja a La Rotonda, um belíssimo exemplo da arquitetura renascentista, só confira os horários de visitação, que são poucos. Em Vicenza suba o Monte Bérico e almoçe no Restaurante Sette Santi, a comida é muito boa e você tem uma vista incrível da cidade.

Confira o site : http://www.settesanti.it/homepage.html

 

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 Villa La Rotonda, projeto de Andrea Palladio. Foto WikiArquitectura.

De Vicenza você tem algumas opções de passeios, se quiser um pouco do ar da montanha, minha sugestão é subir até Asiago, uma espécia de Gramado dos vicentinos, uma cidadezinha que guarda muito as características austríacas, e centro de esqui no inverno. A paisagem é muito bonita, no verão com aqueles gramados que parecem campos de golfe. O queijo famoso é o chamado grasso de Asiago. Esta região de montanhas nas proximidades de Vicenza eram muito utilizadas como estação de veraneio, assim como as pessoas se retiravam para as praias nos meses quentes de verão, muito vicentinos vinham para a montanha onde o ar era mais fresco e o contato com a natureza maior.

A familia do meu pai possuia uma pequena casa num vilarejo chamado Mazo, este lugar povoou a minha infância pois meu pai falava dele como fosse o paraíso sobre a terra. Nas suas memórias ligadas a Itália, este lugarzinho perdido é o que ocupa o lugar mais importante e ele fez questão que todos nós fossemos lá conhecer. É um lugar de onde sai uma linda trilha montanha acima, muito agreste, perfeito para um piquenique.  Casa de verão em Mazo de tempos imemoriais….  não deixe de conhecer, é linda! Na descida de Asiago em direção a Vicenza não perca de parar na Birreria Sumano, além da cerveja produzida por eles, tem umas bruschettas de presunto de parma e parmiggiano de Asiago que são o acompanhamento perfeito.

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Birreria Sumano

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Casa de Mazo

Nossa próxima visita é a cidade universitária de Padova. Entre as atrações de Padova ou Pádua em Português está a Basílica de Santo Antônio, este mesmo o santo casamenteiro, além de você ir lá pedir uma ajudinha ao santo, você aprecia as 29 peças executadas por Donatello para o altar desta igreja.

Se você for devoto passe por trás do altar e lá está exposta a lingua(!) de Santo Antônio.   É claro que qualquer roteiro no Vêneto que se preze deve incluir sua cidade mais famosa,  Veneza, também conhecida por La Sereníssima.

Veneza capital de uma das repúblicas mais poderosas da Itália, a República de Veneza, onde existia um intenso comércio com o oriente, principalmente com Constantinopla e conserva até hoje em sua arquitetura influências bizantinas. Veneza que sedia umas das bienais de Arte mais prestigiadas e importantes do mundo.

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Ponte do Rialto.

Se você já foi a Veneza certamente terá alguma queixa de mau atendimento de garçons, uma vez um garçom se negou a nos servir só saladas… essas coisas acontecem em Veneza, hordas de turistas?? Essa é uma constante em Veneza, mas não desanime, a cidade vale a pena estes transtornos. Meu conselho durma ao menos uma noite em Veneza, está provado que a grande maioria dos turistas vai apenas passar o dia e a noite você pode passear tranquilamente e se transportar no tempo quem sabe para  clima da peça de Shakespeare, o mercador de Veneza! Que no filme atual com Al Pacino tão bem soube reproduzir a cidade dos tempos do gueto judeu.    

Este post já está longo demais, espero que vocês tenham se inspirado e estejam planejando em incluir a região do Vêneto na sua próxima viagem para a Itália!!

Arrivederci!

Desbravando passeios e roubadas na Toscana: Montalcino e Sant´Antimo

16 de outubro de 2013 2

Seguindo nossa saga pelo interior da Toscana , o dia foi de muitas descobertas e surpresas.

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Montalcino é uma gracinha em todos os sentidos. A cidade tem ruelas medievais, fica na ponta de uma elevação com uma bela vista dos Vale de Asso , Ombrone e Arbia, estava toda decorada com bandeiras coloridas e ainda é a terra natal do Brunello e do Rosso di Montalcino.

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No período medieval a cidade era conhecida pelos curtumes que produziam um couro desejado por toda a Itália. Fazia parte da importante via de ligação entre Canterbury, na Inglaterra e Roma , a Via Francigena, que marcou como polo comercial toda a região.  Além disto a cidade estava sempre envolvida nas brigas internas entre Siena e Florença. Quando Siena foi conquistada por Florença,  em 1555, Montalcino ainda resistiu por 4 anos mas acabou sendo incorporada também pela Família Medici, .

 

No século XX a cidade começou seu crescimento como polo turístico e foi o vinho o grande incentivador deste renascimento. O Brunello feito da uva sangiovese, tinha  11 produtores em 1960 e hoje são mais de 200. Este foi um dos primeiros vinhos a receber a DOCG (Denominazione di Origine Controllata e Garantita) ,Brunello tem que envelhecer por pelo menos 5 anos para começar a ser comercializado, o Rosso, feito da mesma uva sangiovese , precisa de um envelhecimento menor , 1 ano.

Assim como Siena , Montalcino é dividida em bairro chamado de contrade.

 

Almoçamos muito bem numa Enoteca -Osteria bem tradicional com uma bela vista do vale, oferecia como diferencial enviar vinhos para o mundo todo. Na Osticcio comemos um pão com azeite virgem digno dos deuses de entrada , variações de pasta como prato acompanhados , é claro , de um delicioso Brunello, o almoço custou EU$ 30,00 por pessoa.

Depois de termos nossos apetites terrenos saciados partimos para o alimento do espírito. Sant´Antimo é uma abadia Beneditina cuja lenda conta teria sido fundada pelo Imperador Carlos Magno. Nada comprova este romance , mas sua história remonta ao século XII e a arquitetura atual tem típica influência francesa.

Depois de um dia meio cinzento meio chuvoso , chegamos a Abadia quando o sol brilhava nas videiras alaranjadas iluminando a paisagem como se fosse abençoada pelo espírito santo. Tudo conspirou a favor, a caminhada pela estrada vazia, o ambiente límpido pela atmosfera outonal e principalmente a paz que emana de suas paredes centenárias.

Atualmente um grupo pequeno de monges , na verdade oito, vive no local , e sua principal atividade, além da liturgia e contemplação, é o desenvolvimento de coro de cantos gregorianos , que infelizmente não estava em funcionamento neste dia. A Abadia oferece alguns cursos de canto e também programas como o  ” Canta e Caminha”  para exercitar o corpo e a alma. http://www.antimo.it/

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Pelos caminhos do Vale d'Orchia na Toscana

15 de outubro de 2013 5

 

Hoje nosso roteiro desvenda uma Toscana um pouco menos conhecida mas cujas paisagens povoam nosso imaginário , principalmente depois de tantas novelas globais ambientadas na região. As paisagens também foram muito bem exploradas em filmes como Beleza Roubada, Irmão Sol, Irmã Lua , Sob o Sol da Toscana e no mais recente , Cartas para Julieta.

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São colinas ondulantes, matizadas por tons outonais que encantam em cada curva. Claro que muitas vezes a chuva atrapalha um pouco o visual , mas não costuma ser constante e é totalmente recompensada pelo fato de nos deixar com uma Toscana quase particular , sem muitos turistas e nem dificuldades de acesso aos pontos mais concorridos.

 

Foi numa destas curvas que nos deparamos com a igrejinha que já foi cenário de vários casamentos cinematográficos e também novelescos , como o de Clara e Totó na novela Passione.

 

Várias cidadezinhas pontuam o caminho, desta vez passeamos por Montalcino, Bagno Vignone, San Quirico , Pienza e finalizamos na Abadia de Sant’Antimo.

Nenhuma  destas pequenas cidade tem uma história muito variada, tirando o fato de serem partidárias de guelfos ou guibelinos ou serem a favor de Siena ou Florença , nas disputas territoriais da Itália Medieval. Mas todas possuem centros medievais preservados e paisagens criadas pelo homem dignas de cartões postais. Nossa primeira parada foi Bagno Vignone, uma antiga estação de águas termais romana e que tem entre seus famosos frequentadores Lourenço , o Magnífico, o mais conhecido mecenas da família Medici que vinha aqui tratar de sua  saúde, era acometido pela doença de reis: a gota.

O pequeno borgo não é mais que um minúsculo centro onde o principal núcleo aglutinador é uma grande piscina de águas termais, bastante quente e convidativa num dia frio e chuvoso. Os banhos são oferecidos num ambiente coberto que fecha justamente às quintas-feiras , o dia que estávamos por lá. Mas a visita foi plenamente recompensada pelo ambiente bucólico e quase solitário.

 

Almoçamos muito bem no restaurante Il Pozzo, numa cidade murada que parece saída das histórias da Távola Redonda, Monteriggioni. O borgo conta com uma muralha de 570 metros de circunferência e 14 torres, sendo totalmente cercada por vinhedos e colinas. No interior das muralhas uma vida melancólica nos faz viajar no tempo.

 

 

 

Em dois pontos distintos pode-se subir na muralha para observar a paisagem e imaginar como os defensores se prepararvam para um possível ataque. Vale a pena dar uma caminhada , é bem curta pois não se consegue dar a volta inteira , só estavam cobrando a subida na entrada principal , a outra estava liberada. 

 Nosso próximo destino foi Pienza, cidade projetada no Renascimento pelo Papa Pio II (daí seu nome).  Lá fizemos deliciosas compras para um pic-nic organizado em nosso hotel na mesma noite. O queijo pecorino é uma especialidade feita de leite de ovelha , pecora em italiano, grissini, tomates adocicados e para completar um vinho de Montalcino,  a festa foi irreparável!

 

 

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Quatro mulheres (perdidas) na Cornualha. Parte I

10 de outubro de 2013 0

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Cornualha entrou na minha vida através dos livros da Rosamund Pilcher,  autora dos famosos best sellers como Os catadores de conchasO regresso, ambos ambientados lá. A descrição de Rosamund daquelas falésias despencando no mar, dos campos ingleses floridos, de lugares ermos e lindos, marcaram indelevelmente meu imaginário. Em julho duas grandes amigas decidiram passar 1 mês estudando inglês em Londres e nos convidaram para visitá-las. Era a oportunidade que eu tanto esperara e agarrei-a com as duas mãos.

A  história da Cornualha está intimamente ligada ao mar, sua costa é pontuada de pequenos portos de pesca, seu folclore quase sempre ligado a contos de velhos pescadores. Tem paisagens deslumbrantes, de altos penhascos na beira do mar. Até hoje a indústria da pesca é muito importante para a região, mas hoje o turismo é de longe o que traz mais prosperidade. Difícil não se apaixonar por sua beleza selvagem, suas casinhas com jardins cobertos de flores. Rosamund não exagerou nem um pouquinho, a beleza da Cornualha compensou os anos de espera.

Quando contei meus planos para o meu marido ele me olhou com a expressão mais desconfiada do mundo, Cornu o que? Será que eu entendi bem?  É Paulinho, Cornualha, uma região ao sudoeste da Inglaterra, nada demais, é só um lugar que encasquetei há anos que queria conhecer, relaxa.

Planejar um roteiro da estaca zero é complicado, como saber os lugares legais, as boas? O tipo da pesquisa que pode render horas na internet, e em quem confiar?

Minhas amigas são super parceiras e mesmo sabendo que eu iria dirigir sem nenhuma prática, do lado “errado”, toparam a parada.

Precisávamos de um carro, e achei que sair dirigindo de Londres era abusar da confiança das minhas amigas. Achar uma cidadezinha que tivesse uma locadora de automóveis foi o que decidiu nosso ponto de partida na aventura pela Cornualha. E foi um pontinho minúsculo no mapa, a cidade de Barnstaple, o lugar escolhido para iniciar nossa viagem. Em Barnstaple aconteceu uma coisa muito bizarra, a companhia locadora era a americana Thrifty, que pode funcionar muito bem nos EUA, na Inglaterra foi um desastre. Nosso trem de Londres, nada britânico, chegou com atraso de meia hora, e o local da retirada do carro era longe da cidade, resumindo, chegamos lá com 1 hora de atraso da hora marcada para retirar o carro.

O funcionário que lá estava, que por sua vez não atendia ao telefone, já que ligamos insistentemente para alertar que estávamos chegando, declarou que não iria nos alugar carro nenhum, que estávamos 1 hora atrasadas e portanto havíamos descumprido o trato.Este mesmo funcionário, que depois descobrimos era o próprio gerente, começou aos gritos de ponham-se daqui para fora, o cara era totalmente louco. Não preciso dizer que nós 4 ficamos apavoradas, o lugar era isolado e o cara tinha todo o perfil de serial killer, pois o humor dele oscilava entre o bonzinho e o monstro em segundos. Nossa salvação foi o santo taxista que nos levou até lá e percebendo a loucura não arredou pé do nosso lado.

E agora ? :0 !

Cada coisa que acontece não é mesmo? Olha que eu já viajei um bocado, mas aquela era uma situação completamente nova, o que iríamos fazer no interior da Inglaterra à pé?

Achamos que o melhor era assumir uma postura de submissão e quase de joelhos imploramos que o louco nos alugasse o carro, depois de o taxista e ele quase partirem para agressão física e ameaças mútuas, o doidão virou um cordeiro e nos liberou o carro – detalhe: o carro não era automático como eu havia alugado. Fazer mudança com a mão esquerda? Por esta eu não esperava… nem elas!

Barnstaple ficou para trás, mas  o gosto amargo daquele episódio nos acompanhou por algum tempo.

Verão inglês, pleno julho, fazia frio e chovia. Primeira noite em um hotelzinho bem simpático exatamente no meio do nada, mas os donos era um casal que já tinha viajado o mundo, sentamos para jantar com uma boa garrafa de vinho italiano e foi naquele momento que nossa viagem realmente começou.
As 4 mosqueteiras: Magda, Mylene, Cleo e eu.

 

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Esperem pela Parte II – A saga continua :)))!

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Escócia , explorando castelos e descobrindo paisagens

08 de outubro de 2013 7

Visitar a Escócia , mesmo no auge do verão , é sempre um passeio agradável pela temperatura e temperamento do seu povo. A Escócia faz parte do Reino Unido da Gran Bretanha desde o século XVIII, mas mantém muito viva sua cultura e diversidade.  O país faz fronteira com a Inglaterra ao sul , e tem seu território formado por mais de 700 ilhas e arquipélagos. Aconselho fazer este tour de carro alugado, pois várias paisagens pitorescas situam-se em vilarejos onde o trem não tem acesso. As distâncias que percorremos não foram muito expressivas , mas não chegamos até as Highlands, região bastante famosa e visitada da Escócia.

Convoco algum visitante apaixonado ou morador a nos mandar dicas da região dos Lagos e das Highlands, ok?

Nosso recorrido começou em Edimburgo , ponto de partida para um passeio  pelo que é conhecido como The Kingdom of Fife.

No primeiro dia saímos de Edimburgo em direção a North Berwick, uma caminho que costeia o Mar do Norte e vai descurtinando uma paisagem pontilhada por pequenas praias , cidades pequenas e muitos campos de golfe. Já na saída da cidade vale dar uma passada em Leith , o que seria a versão marítima de Edimburgo. Seguindo para o leste o clima bucólico  nos faz sentir que a vida pode ter uma batida mais lenta e contemplativa, a parte rural muitas vezes se confunde com belíssimos campos de golfe que vão até a beira do mar. Paisagens que me trazem lembranças até do que eu não vivi.

No dia seguinte nosso destino foi cruzar a ponte em Queensferry em direção a Dunfermline, cidade que foi capital da Escócia no período das Guerras de Independência e guarda a tumba do herói nacional , Robert Bruce, em sua imponente abadia que encontra-se parcialmente em ruínas. Para quem não conhece a história escocesa , aconselho a ver o filme Rob Roy com Lian Neeson, conta um pouco da saga dos escoceses e sua coragem na tentativa de evitar a anexação inglesa.

Dunfermline foi uma descoberta maravilhosa, nunca tinha escutado falar nesta cidade que é super engraçadinha , é considerada uma grande cidade de 50 mil habitantes, num país de pequenos centros urbanos, mas guarda todo o clima de uma cidade de interior.

O mais famoso filho desta cidade é o rico industrial , Andrew Carnegie, que saiu daqui para fazer fortuna nos Estados Unidos e por lá construiu o Carnegie Hall , com seu nome. Na cidade deixou um legado importante , o Pittencrieff Park que era um parque privado onde o menino Andrew não tinha acesso quando morador da cidade . Ele prometeu para si mesmo que compraria as terras e doaria ao povo da de Dunfermline quando adulto. Cumpriu a promessa e hoje podemos desfrutar , além de um centro esportivo , escola e outras benfeitorias deixadas pelo ilustre cidadão. Um belo exemplo de filantropia para o bem comum.

Seguimos para o norte passando por Kirkcaldy e outras pequenos portos e cidades pesqueiras. Eu adoro o litoral em dias cinzentos , e por aqui é o clima mais comum, isto cria um visual sereno e profundo .

Nosso destino do dia foi St. Andrews, que eu considero a melhor surpresa e descoberta desta região. Apesar de já ter várias indicações da cidade , que tem o campo de golfe mais antigo do mundo de 1784, a cidade superou nossas expectativas em todas as possibilidades. Tudo é especial, hotéis e restaurantes muito charmosos e atrações para vários gostos. A parte relacionado ao golfe é um capítulo a parte, até um museu do esporte a cidade oferece, se alguém conheceu mande suas impressões, não sou a pessoa mais indicada porque nem sei como pegar num taco de golfe!

A pedido o nosso leitor Vicente, morador da região há 8 meses ,mandou mais informações. Adoramos quando nos ajudam a enriquecer os posts, complementando com dicas locais:

” A questão do golfe é o seguinte: Aqui que começou a se jogar golfe há mais de 500 anos atrás, e também onde foram concebidas as regras do golfe. Atualmente ainda ocorrem campeonatos importantes, como o Open Championship e o Dunhill Cup. Mesmo para os golfistas profissionais, os campos daqui têm um charme e uma tradição única. Pra quem é iniciante, uma dica é fazer uma aula com professores muito experientes, ou arriscar umas tacadas no “driving range” com uma vista de cinema.

Vocês pediram comentários também sobre as Highlands. Bom, a minha melhor dica é a região de Glencoe, onde tem uns vales muito pitorescos, e onde foram gravados filmes como o Coração Valente. Lá também tem esportes de inverno, lindas trilhas e muito sossego num dos lugares mais isolados da Europa. Outra dica é a região de Deeside, onde fica o castelo de Balmoral (casa de verão da rainha), entre outros. Quanto ao lago Ness, acho muito mais “marketing” em torno do tal monstro, do que propriamente um “local obrigatório” de visita.”  Obrigada Vicente!

St Andrews é uma cidade costeira e universitária , guarda as ruínas de uma abadia do século VIII e do castelo do arcebispo da mesma época. Tudo a poucos passos do centro da cidade, uma delícia para belas caminhadas à beira mar.

Sua tradição celta está presente por todos os lados, e as cruzes no cemitério são um passeio de muitas descobertas. A Universidade de St Andrews é das mais antigas do mundo e a uma das mais prestigiadas do Reino Unido. Aqui estudaram o Príncipe William  de Gales e sua futura esposa , Kate Middleton.

Nosso último ponto de parada no país foi Stiriling, conhecida como o portão de entrada para as “Terra Altas” , sendo o ponto de encontro das Lowlands e das Highlands. No castelo de Stirling o filho de Mary Stuart , James VI, foi coroado rei dos escoceses em 1567 e posteriormente uniu as coroas inglesa e escocesa como rei James I da dinastia Stuart, herdeiro da rainha Elisabeth I que morreu sem filhos.

O Castelo é muito bem conservado , sendo um dos mais visitados do país. Eu sempre adoro as cozinhas dos castelos e a de Stirling tem uma remontagem de época! Mas para além da visita turística deste monumento histórico o visual que se tem desde este local é imperdível e de tirar o fôlego.

Aqui também  o famoso William Wallace , que entrou para posteridade com o filme “Coração Valente” de Mel Gibson, participou de várias batalhas nas cercanias e tem um monumento bastante imponente numa das colinas de Stirling em sua homenagem.

 

 

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No mundo como criança

06 de outubro de 2013 4

“Não devemos explicar nada a uma criança, é preciso maravilhá-la.”
Marina Tsvetana

Edfu, Egito (foto Cleo Milani) – ” Privilégio”
Como uma criança eu me sinto em cada novo destino que conheço, sei que muitas pessoas gostam de voltar a lugares antes navegados , claro que o aconchego do conhecido é agradável e mais acolhedor. Para mim o desconhecido é sempre mais atrativo , e o desafio de continuar me maravilhando com o mundo , como uma criança!

Foi com este espírito que busquei as imagens captadas pelo mundo, olhares, cores e sorrisos delicados e maravilhosos!

 

Bergen, Noruega – ” O Mundo em cores”

Alagoas, Brasil – ” Alegria descalça”

Cairo , Egito – ” Pirâmide de lenços”

York, Inglaterra – ” Vai uma batatinha , aí?”

Edfu, , Egito (foto Cleo Milani) – ” Vestidas como a vovó”

São Petersburgo , Rússia – ” Um olhar  fala mais que mil palavras”

Luxor, Egito – ” Me espera…”

Roma, Itália – ” Conan , o bárbaro”

Dubrovnik, Croácia – ” Sombras da inocência”

 

Cusco, Peru – ” Cores genuínas”

Rissani, Marrocos – ” Qual é a tua?”

Cusco,`Peru – ” Graça”

Oslo, Noruega – “Cadê a cor?”

Edfu, Egito (foto Cleo Milani)

Edimburg, Escócia – ” Tricolor”

 

Krabi, Tailândia – ” A Balança”

Regensburg ( foto Clarisse Linhares) – ” Comos nossos pais”

Luxor, Egito – ” Digitais”

York, Inglaterra – “Seriedade”

 

Cusco, Peru – “Verdadeira herança”

 

 

Só as crianças e os velhos conhecem a volúpia de viver dia-a-dia, hora a hora, e suas esperas e desejos nunca se estendem além de cinco minutos…”
                                                                                             Mario Quintana