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Posts de dezembro 2013

Rafting e muita beleza no Rio das Antas

18 de dezembro de 2013 0

Quando nosso inverno termina e os dias começam a ficar mais longos é tempo de aproveitar a natureza que está logo ali e que as vezes tudo o que a gente precisa é de um empurrãozinho. Eu adoro uma aventura e já rio quando os amigos me chamam de rainha das indiadas, para mim  é elogio.

Num domingo ensolarado de dezembro nos encontramos às 6h da manhã na frente da Associação Leopoldina Juvenil, com uma turma animada reunida pelo  Ed da Rota Sul Adventure ( professor de bike do clube) e mais a amiga querida, Margarete Pecke que é personal trainer das boas. Partimos em direção a Nova Roma do Sul, distante 150km de Porto Alegre, para  enfrentar o rafting no rio das Antas.

A estrada já adianta  bastante a paisagem que veremos ao longo do rafting, a partir de Feliz, o cenário vai ficando cada vez mais verde e bonito.

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Cruzando a antiga ponte sobre o Rio das Antas no município de Nova Roma do Sul.

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Fizemos uma parada estratégica no caminho para tomar café da manhã. Nosso destino era aquela ponte clássica que sempre aparece nas fotos dos Rio das Antas, uma ponte antiga de ferro,  ali é o ponto de onde saem as equipes treinadas da Radical Sul, empresa do Pinto Antônio, que é um cara muito legal, super experiente e absolutamente talhado para divertir e encantar as pessoas que fazem o rafting.

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Recebemos os coletes, capacetes, importante ir de tênis ou aqueles sapatos de borracha que os europeus usam para ir a praia. Subimos numa caçamba de caminhão que nos levou 10km rio acima por uma estradinha de terra.

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Eu sempre tinha ouvido falar que o rafting no rio das Antas era bem mais desafiador do que o de Três Coroas, mesmo já tendo feito rafting em outros lugares, o momento antes sempre é um pouco tenso, afinal tinha chovido dias antes e o rio estava correndo rapidinho. Mas já tranquilizo vocês pois foi um percurso muito tranquilo, mesmo com algumas cachoeiras legais, alguma adrenalina, em nenhum momento me senti em perigo. Eu diria que é uma emoção ótima, sem nenhum pavor.

E começa a aventura!!!

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Éramos uns 6 botes com uma média de 6 pessoas por bote, no nosso tivemos a felicidade de ter como piloto, ora quem! O Pinto Antônio! Vocês imaginam o número de piadas só com o nome dele! :)) !  Foi muita diversão, o cenário é alguma coisa de espetacular, diferente de Três Coroas que também é bonito, mas o rio das Antas é largo, a gente desce o rio cercado de montanhas verdes, do bote a gente olhava as cachoeiras descendo lá em cima. Eu estive recentemente no Laos e a semelhança é muito grande, uma paisagem intocada e uma natureza exuberante, em torno do rio Mekong, só que aqui estávamos do lado de casa,  eta sensação boa!!!

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Pulando na água!

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E um pouco de adrenalina, é claro! :))

Chegamos até o ponto de partida, ali o Pinto reuniu o pessoal e deu algumas instruções, cada equipe com um instrutor experiente, um friozinho na barriga até entrar no bote, já percebi que nossa expectativa é o maior fantasma, uma vez no bote e descida a primeira cachoeira, o medo evapora e é  pura diversão!

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A paisagem é lindíssima, notem a cachoeira lá em cima.

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Todo o trajeto durou umas 2h e meia, mas isto porque paramos várias vezes para ver a descida dos outros botes, para se atirar de uma pedra muito alta ou simplesmente pular na água e se deixar levar pela correnteza que em determinados pontos é bem tranquila e agente pode admirar toda a beleza do cenário.

E para aqueles que não querem se aventurar no rafting a Radical Sul também faz trilhas + piqueniques até algumas cachoeiras.

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 Aventuras cansam e abrem o apetite, depois da manhã cheia de emoções fomos até o Caminho de Pedras,  e lá comemos para valer, galetinho com polenta, presunto, copa, queijos, tortas, bolos, tudo delicioso.

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Às 6h estávamos de volta em POA, cansados, mas com a cabeça cheia de boas memórias.

Este é um programa para colocar na sua lista de desejos para 2014!

Para saber mais sobre roteiros em grupo ou particulares do Viajando com Arte visite nosso site www.viajandocomarte.com.br

Pedra Afiada , aventura e conforto nos canions do Rio Grande do Sul e Santa Catarina

17 de dezembro de 2013 6

Feriado de aventura no verão, pode ser uma boa opção fora da praia ! Contribuição de Valentina e Pilar Rossi.

 

Para uma opção perto do litoral mas fora das areias e da água salgada , nossos cânions entre Rio Grande do Sul e Santa Catarina,  são uma opção imbatível e  singular, uma “travel experience ” no quintal de casa!

O Refúgio Pedra Afiada se propõe a ser um resort natural , próximo a natureza e com um tanto de aventura. Uma casa de madeira bem rústica , com alimentação de fazenda, dá a sensação de estar no sítio da vovó. O atendimento é voltado para as atividades e descobertas da biodiversidade.

 

fonte divulgação: http://www.pedraafiada.com.br/br/refugio.asp

Um dos objetivos do Refúgio Ecológico Pedra Afiada é ser uma extensão da Unidade de Conservação, uma área em que a fauna se sinta tranquila em buscar alimento, em se abrigar, aumentando a zona protegida do Parque Nacional.
“Há praticamente 10 anos desenvolvendo este projeto, onde, inicialmente tivemos que reflorestar o terreno, expulsar a caça, hoje somos orgulhosos de observar os pequenos mamíferos, os répteis, os anfíbios, as aves, os insetos, povoando mais e mais nosso Refúgio. Atualmente, além de buscar maneiras de manter nossa área atrativa para eles, estamos catalogando todos estes seres vivos e temos percebido que a cada ano mais animais estão circulando na propriedade. Uma grande alegria! Você também poderá observá-los!”

 

Seguindo pela BR 101 passando Torres chega-se a Praia Grande onde se deve entrar na SC 450 até a pousada. Fica embaixo dos cânions na fronteira do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, no coração dos Aparados da Serra com vista para o Cânion Malacara.

O passeio mais radical que fizemos foi o rapel na cachoeira , fomos caminhando  até o pé da cachoeira onde uma piscina de água pura e muito gelada nos aguardava. Depois do banho só dois se encorajaram a descer de rappel.

 

Um passeio de quadriciclo , um mini arvorismo , tirolesa e em épocas especiais um passeio de bóia cross completam as muitas atividades , para ninguém ficar entediado e sentir falta da praia .

Um fim de semana com adrenalina e conforto na medida!

http://www.pedraafiada.com.br/br/refugio.asp

Quem quer ampliar a aventura pode subir a serra e chegar até o Cânion do Itaimbezinho , a estrada é bem ruinzinha mas a vista é imperdível, quando não baixa a neblina. Fazer o circuito ao contrário também é uma boa opção , subir a Rota do Sol entrar em Cambará e descer por Praia Grande.

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O sol rege os caminhos em Angkor Wat no Cambodja

12 de dezembro de 2013 0
 O Cambodja , instigante , diferente mas acima de tudo gentil e riquíssimo em cultura e aventura. Nos parece exótico , não mais do que o Brasil seria para eles, mas posso servir de testemunha e dizer que é muito mais seguro e bem estruturado turisticamente do que estamos acostumados por aqui.
 
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A ideia era acordar as 4:30h para ver o sol nascer em Angkor Wat , o principal templo /palácio do Império Khmer, um poderoso complexo que muitas vezes é comparado ao Império Romano no Ocidente e que dominou todo o norte da Tailândia , Laos e o atual Cambodja e que floresceu entre os  séculos IX e XV , quando aquele já havia entrado em completo declínio. Fomos de tuk-tuk ainda aproveitando o frescor da madrugada…mas um clarão já brotava no meio do verde.
 
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Os tuk-tuks ficaram estacionados e fomos caminhando por uma estrada lateral ao templo.  Caminhávamos ouvindo nossos passos, as multidões entravam pela entrada principal e ficavam em frente ao lago sagrado. Os olhos se acostumando com lusco fusco e um som envolvente , quase onírico vinha de longe.  O canto dos monges se misturava ao som vinha da floresta numa música ininterrupta. Aos poucos, pudemos ver a silhueta alta das torres de pedra de Angkor Wat. 

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O sol iria nascer , mas antes coloria de amarelo e vermelho o contorno das torres de Angkor, o símbolo do país retratado na bandeira e em todos os brazões nacionais. Sentamos em frente ao lago que refletia a imagem do templo. Indescritível , as imagens falam por si. A cada dia as cores mudam , eu gostaria de ver muitas vezes esta imagem , só para poder comparar, mas isto implicava em madrugar sempre , o que estava acima das minhas forças.

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Subimos as escadas do templo. Passamos por paredes decoradas com bailarinas , cenas de guerra….Vishnu era o primeiro deus por aqui, o senhor que mantém a existência criada por Brahma e destruída por Shiva. As dançarinas sagradas , apsaras,  se exibiam pra ele em todas as paredes.

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Aqui fica uma explicação, as apsaras são figuras mitológicas hindus e budistas que correspondem a espíritos femininos das nuvens e das águas. São símbolos de fertilidade e têm como missão guiar os guerreiros mortos em combate ao paraíso e casarem-se com eles. Há representações de apsaras em todos os templos que fomos. Elas são onipresentes e cada uma de uma forma diferente. Há templos em que há milhares, cada uma numa posição diferente…

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Os homens são somente guerreiros ou figuras do próprio deus. Depois da fase hindu, vieram os budistas e budas de pedra estão espalhados por reentrancias e pelas paredes. Muitos estão  decapitados, Budas cujas cabeças foram arrancadas e vendidas pelo mundo. O calor úmido prometido pelas terras tropicais do Cambodja não se concretizou, o tempo ainda pesado pelas chuvas retardadas pelo furacão que acabara de passar nas Filipinas.  Alguns monges colorem de laranja a paisagem monocromática do templo, uma loterias perseguida por fotógrafos de todas as paragens.

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Ao entardecer nosso destino foi uma passeio de barco pelo fosso de Angkor Thon, nenhuma aventura  emocionante , mas um visual lindo emoldurado pelos barcos típicos dalí, kong kea boats.

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De Salta até San Pedro de Atacama - aventuras de uma viagem de carro. Parte II

09 de dezembro de 2013 4

Para você ficar por dentro desta aventura desde o começo, leia a primeira parte aqui ó:

 http://wp.clicrbs.com.br/viajandocomarte/2013/10/27/6745/

Deixamos Purmamarca pela manhã e nossa próxima noite já seria em San Pedro do Atacama, a viagem entre estas duas cidades não é super longa, em torno de 480  kms e tínhamos o dia inteiro para cobrir esta distância.
No caminho a paisagem vai se alternando, enormes montanhas de pedra, com algumas veias muito verdes perto dos leitos dos rios, salinas, flamingos, uma beleza selvagem, indomada, impressionante.

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O trajeto é com trechos de grande altitude já na saída chegamos perto dos 4.200m, o indicado é tomar bastante água, evitar bebidas alcoólicas, para ir fazendo uma aclimatação sem sofrer com dores de cabeça e náusea para os mais sensíveis.

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De Purmamarca até Susques que é a última cidade na Argentina antes do Paso de Jama, onde se cruza para o Chile, são 131kms. Foi onde almoçamos e abastecemos o carro.
Antes de chegar em Susques a gente passa por uma enorme salina, um cenário surreal.

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Ao longe a gente já avista uma grande mancha branca sinalizando as grandes salinas pela frente.

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Tudo feito de sal, casas, pequenas esculturas, e eu já sentindo minha pele ficando craquelê…

Susques é uma cidade pequenina, esquecida no meio das montanhas, a gente passeou por lá procurando um lugar para almoçar, mas na cidade mesmo que parecia fantasma, não encontramos nada, na estrada uns 3km em direção ao Chile achamos esta pousada onde comemos um bife de chorizo acompanhado de um tinto argentino.

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Susques

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Esta pousadinha que fica já na saida da cidade de Susques foi o melhor lugar que achamos para almoçar antes de pegar o Paso de Jama que nos levaria até o Chile.

Chegamos na fronteira que é um lugar ermo, e ventoso, ali a gente entra em um prédio com vários guichês o primeiro de uma série de burocracias entre guichês que são argentinos e outros que são chilenos… perdemos uns 40 minutos entre sair da Argentina e entrar no Chile. Para completar eles exigem que a gente abra todas as malas em uma mesa que fica na rua, chatinho, mas esta parte é rápida.

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Saindo da aduana em seguida pegamos o Paso de Jama que nos levou até San Pedro de Atacama.
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A paisagem é deslumbrante, no caminho vimos Flamingos, pássaros, a natureza na sua forma mais selvagem, e a medida que subimos os resquicios de neve começaram a aparecer.

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Em determinado ponto da estrada, estávamos há uns 70 Km de San Pedro, avistamos uma lagoa cheia de flamingos descemos até lá, a paisagem era linda e eu queria fotografar um flamingo de perto. Na volta como estava frio tentei correr numa lombinha de nada, nossa! Meu coração parecia que saltava pela boca, fiquei exausta, e olha que tenho um preparo físico bom, mas menosprezei a altitude, estávamos a 4.800mts e cadê o oxigênio?? Foi minha experiência mais forte de falta de fôlego, fico imaginando os montanhistas em elevações de 6000 mts para cima!

Já na chegada em San Pedro de Atacama somos recebidos pela belíssima visão do vulcão Licancabur, figura onipresente na região, pois aonde quer que se vá, ele está sempre a vista.

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Vulcão Licancabur, imagem onipresente em San Pedro

Chegamos à tardinha em San Pedro e fomos direto para o hotel. Depois de muita pesquisa acabei optando pelo Hotel Kunza, sem regime de meia pensão, pois como a cidade tem muitas opções de restaurantes e bares não quis ficar amarrada a jantar todas as noites no hotel.

O Hotel Kunza superou minhas expectativas, o hotel é muito legal, com todo o conforto possível, vista para o Licancabur, super organizado em termos de passeios para as atrações da região. À noite a temperatura caia bastante,  e eles acendiam  uns fogos nos lounges externos, com uma boa música de fundo, um astral perfeito para uma happy hour e para ver o céu, já que o Atacama é reconhecidamente uns dos melhores lugares do mundo para ver as estrelas.

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Hotel Kunza

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Na continuação vou escrever sobre os passeios, são tantas opções oferecidas que a gente pode ficar um pouco confusa, pois não querendo perder nada é melhor escolher com cuidado o que realmente vale a pena fazer.

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De pés descalços - Martha Medeiros

02 de dezembro de 2013 1

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Para quem vive em locais quentes e com praia, andar de pés descalços não é nenhuma novidade. Já para nós, gaúchos, que passamos a metade do ano usando botas e sapatos fechados, a chegada do verão resgata o prazer de receber diretamente do solo a energia vital que circula pelo corpo todo. Posso estar dando uma importância excessiva ao fato, mas é que andar de pés descalços me remete ao menino das selvas que habitou minhas fantasias da infância, o Mogli. Sapatinhos de cristal sempre me pareceram afetados e apertados demais.

Porém, só fui me dar conta disso, conscientemente, agora, depois de ter feito a viagem pela Tailândia e Camboja que já mencionei na coluna de quarta-feira passada. O que menos levei na bagagem foi algo para calçar. Apenas um chinelo para o dia, uma rasteirinha para a noite e um par de tênis para as aventuras mais radicais – inclusive os tênis ficaram por lá: não sobreviveram às emoções off road vividas de bicicleta em torno do templo de Angkor nesse finalzinho da estação das chuvas cambojanas.

Na Tailândia, o convite para deixar os calçados na porta, antes de entrar nos lugares, é frequente, e isso me fez ter contato direto com a madeira, com o mármore, com pedras rústicas e, principalmente, com a terra: visitando plantações de arroz, andando de barco por aldeias flutuantes, visitando templos e palácios, e mesmo em restaurantes, meus pés reaprenderam a sentir, e não falo de sentir vergonha, ainda que devesse, já que os meus são poucos inspiradores para fetiches. Falo em sentir um grau de pertencimento que o costume e o conforto geralmente impedem.

Se nas vilas e cidades tive o mundo aos meus pés, o que dizer das praias de Krabi, Koh Phi Phi e demais ilhas paradisíacas do sudeste asiático? Pisava na areia de dia e inclusive à noite, jantando a poucos passos do mar, monitorada pela lua. Nem mesmo pés-de-pato coloquei para mergulhar.

Está aí o verão, que nos Estados do norte e nordeste do Brasil não é uma temporada tão diferente do inverno. Nesses casos, os pés descalços já fazem parte da indumentária habitual. Mas para os que têm apenas esses próximos meses para descer do salto, é hora de conceder-se a delícia de sentir o calor e o frio que vem da base. Perceber o seco e o úmido, o macio e o árido, o liso e o áspero – que absorvamos todas as texturas, sem se importar que esse despojamento nos roube a classe e o charme: aliás, rouba nada, a meu ver. Se, em sentido figurado, somos obrigados a manter os pés no chão o ano inteiro, que o façamos agora também literalmente, pelo simples e relaxante exercício de uma liberdade que anda cada vez menos em uso.

Caderno Donna – Domingo , 01 de dezembro de 2013