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Posts de janeiro 2014

Peru com Arte 2014

30 de janeiro de 2014 0

Para conhecer o roteiro clic aqui : http://www.portobrasil.com.br/peru2014/peru2014.pdf

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O equilíbrio entre corpo e espírito na India nos Himalayas

28 de janeiro de 2014 0

A India mais conhecida e presente no imaginário coletivo é aquela do Rajastão , das mulheres com saris coloridos num clima tórrido ou de Varanasi , com escadarias repletas de fiéis buscando um lugar a beira de um rio Ganges poluído de dejetos de variadas procedências.

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Minha experiência com o Ganges em Rishikesh e nas montanhas aos pés do Himalaya não poderia ter sido mais diversa. Estou falando de uma Índia onde o clima é ameno , com temperaturas beirando o zero grau à noite e um rio que , que perto da sua nascente , exibe uma cor esverdeada e oferece até aventuras de rafting e canoagem.

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Rishikesh é uma cidade sagrada : yoga, meditação, espiritualidade, o rio Ganges e cultura hindu. Se para você a Índia é sinônimo de tudo isso, o seu lugar é Rishikesh, uma cidade bem pequenininha, até para os padrões ocidentais. Ela se divide em duas partes: Swarg Ashram, onde estão os ashrans e Lakshman Jhula, onde estão restaurantes, lojinhas, hostels e uma ponte enorme liga os dois lados. Por aqui muitos ocidentais vem em busca de algo que não encontraram em outras paragens(ou dentro de si mesmos).

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O rio Ganges é um dos deuses mais sagrados da Índia, Ganga. E, assim como em Varanasi, em Rishikesh ele também é a atração principal. E todo dia, ao nascer e ao pôr do sol, os indianos fazem a Ganga aarti, uma cerimônia de purificação pelo fogo. Ela envolve a circulação de uma ” lâmpada Aarti “em torno de uma pessoa ou divindade e é geralmente acompanhada pela entonação de canções em louvor .

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Na tarde em que participamos a cerimônia foi celebrada pelo Guru Pujya Swamiji, um dos mais famosos da cidade e o por do sol foi um capítulo à parte.

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Mas a nossa experiência ainda não estava completa.

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Hospedados no Spa Ananda in the Himalayas pudemos vivenciar a espiritualidade das montanhas num ambiente tranquilo onde a filosofia ayurvédica é levada a sério em sessões e tratamentos que fazem qualquer um atingir o nirvana. Para começar todos vestidos com um  pijama branco longo , faz a gente se sentir no céu.

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Uma alimentação de acordo com o dosha de cada um , foi o resultado da consulta particular que ajudou a alcançar o equilíbrio geral, tanto alimentar como espiritual. O corpo é cuidado com sessões de yoga, massagens a quatro mãos , oléos escorrendo pela face e cabelos, esfoliações e banhos de pétalas de rosas. Para quem quer ir mais a fundo , aulas de meditação e um pouco de cultura védica são ministradas todos os dias. Se o tempo permite , tudo pode ser feito ao ar livre.

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Fotos divulgação Ananda

O Ananda fica quinze quilômetros acima de Rishikesh  ,nas montanhas,  oferecendo uma vista linda da cidade e do rio Ganges. Tudo conspira a favor de uma descoberta interior. Todos os apartamentos são virados para o nascer do sol  , jantares são servidos à luz da lua com fogareiros e cobertores fazendo a ambientação. Apesar de sermos cobertos de mimos , existe um  rigor e profundidade por trás dos tratamentos, isso porque o spa está localizado no berço disso tudo.

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Na cosmologia hindu, esta é a área onde Shiva pisou na Terra pela primeira vez, onde o Rio Ganges começa.  Além disto a região é  famosa por ser o local onde os Beatles conheceram o guru Maharishi e ainda um ponto de peregrinação até hoje .

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Mas o Ananda não é um ashram. Na verdade, ele está localizado no centro do palácio de um vice-rei, construção que tem um século de idade. Tem piscinas , trilhas de caminhadas e possibilidades de algumas aventuras. É cotado como uma dos melhores spas do mundo , o que eu assino embaixo.

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É um lugar inigualável para quem busca um encontro interior com conforto e privacidade.

Se você gostou deste post ou quer juntar-se a nós numa experiência de viagem , visite nosso site www.viajandocomarte.com.br

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Peru com Arte, por Martha Medeiros

27 de janeiro de 2014 4
Peru
 
 
 
Algumas atrações turísticas, de tão fotografadas, frustram a expectativa quando conhecidas ao vivo. Não é o caso de Machu Picchu. Por mais que se tenha visto mil vezes aquela imagem da montanha pontiaguda com as ruínas da cidadela inca a seus pés, nada se compara à emoção …de estar lá.
 
O Peru é perto, porém pouco visitado por nós. Quem planeja um roteiro cultural e gastronômico, quase sempre elege a campeã Argentina, ou então o Chile, com suas vinícolas e estações de esqui. O Peru? Coisa pra surfista e bicho-grilo. Pois temos hoje um voo direto que liga Porto Alegre a Lima em pouco mais de quatro horas, o que é um convite para expandir nosso conhecimento sobre a América do Sul. Se europeus e asiáticos atravessam oceanos para visitar esse país andino, por que nós, vizinhos, permanecemos indiferentes?
 
Minha viagem se iniciou pela graciosa Cuzco, que foi o coração do império inca. Depois, fomos de trem até Aguas Calientes, num percurso que margeia o Rio Urubamba e que invade a floresta amazônica, proporcionando um visual arrebatador. Desse pequeno vilarejo, saem ônibus a cada cinco minutos que levam a Machu Picchu.
 
Uma vez lá, escolha como entrar em transe. Há os que ficam meditando diante da energia que emana do lugar. Há os que fazem trilhas que os deixam fisicamente preparados para disputar um triatlo. Há quem não consiga parar de clicar – é um dos locais mais fotogênicos do planeta. E há os que emudecem e ficam gratos pela oportunidade de conhecer um pouco mais da história da civilização e por constatar o quão pequenos somos diante de uma natureza tão intimidante.
 
A altitude incomoda, mas não derruba. Folhas de coca combatem o ligeiro mal-estar. Masquei algumas. Muito amargas, troquei por um Trident. O chá é bebível, mas insípido. Sendo ecologicamente incorreta, bom mesmo para não tontear é um infalível comprimido, consulte seu médico.
 
Estivemos de passagem também por Ollantaytambo e Pisac, incrustadas no Vale Sagrado, e mais uma vez ficamos sem fala diante do visual montanhoso. E, por fim, Lima, a única capital sul-americana banhada pelo mar, apesar da água gélida e da areia preta. Se não é nenhuma Ipanema, ao menos tem as espetaculares falésias, que dão um tom dramático ao cenário. E tem o artesanato, as lhamas, a culinária: nunca comi tão bem.
 
Fui por minha conta com amigas que, além de amigas, são profissionais hábeis em reunir um pequeno grupo e proporcionar experiências sensitivas e surpreendentes, como a viagem no luxuoso trem da linha Orient Express, o piquenique sobre uma colina do Vale Sagrado e o tour de bicicleta pelas ruas da capital peruana. Estou falando de Clarisse Zanetello Linhares e Mylene Rizzo, que, em parceria com a Porto Brasil Viagens, organizam essas excursões diferenciadas.
São professoras de história da arte, mas o que mais se aprende com elas é ter gosto pela vida.”
 
 
 

Disconcerting experiences in luxurious surroundings: an India of possible dreams

21 de janeiro de 2014 0

I’ve walked a bit through this world, I found different places that I was not dreaming and I was surprised with luxury and kindness in southern Asia.

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But India surpassed any forecast, a kind, although poor people and often suffered awaits us in environments created to surprise the most discerning of mortals.

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Foi um roteiro de hotéis, ambientes e experiências fora do lugar comum.

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Starting in New Delhi where one might expect a traditional hosting in English style (which is possible in the Imperial Hotel) but waiting in the Hotel The Lodhi, a modern building with contemporary decor. Each room is served by a butler or steward, making their wishes come true, hanging clothes on hangers and crumpled dresses passed if by magic.

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A spa full of aromas and massage to relax until punished back for more than 24 hours of flight, and a clubhouse complete with tennis courts and gym. Each suite is serviced by its own private pool, privacy and unprecedented comfort.

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The experience here was a dinner in the glass room, surrounding by a water mirror and all lit by torches. To complement talked about dolls dressed in Indian and as if by magic 4 Indian barbies we were regaladas emerged as a treat. The dream was just beginning.

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Continue to Agra, the Taj Mahal is after all the Indian epitome. But having the balcony of your room facing this monument of love inspires anyone, I think I started to leave a piece of my heart there. The Oberoi Amarvilas is an oasis in the midst of a chaotic city that survives virtually the tourists, mostly Indians, who are in search of promises of eternal love Taj. A nababesca pool waiting for us to see the sun go down as a red ball amid the mists

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In each farewell our dedicated cooks, maids and other hotel staff perfilavam up for goodbye. An extreme kindness.

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An adventurous journey through lawless roads awaited us between Agra and Jaipur, the capital of Rajasthan, and Maharanis Marahajas kingdom of a thousand and one nights. Many of them failed, eventually transformed their palaces into hotels for our rejoicing.

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Jaipur is a huge muvuca and Oberoi Rajvilas is off center, with the grace of Shiva. The service begins with the clothing of staff, historic charm. People call you by name and not tire of offering to help in any difficulty.

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Immaculate gardens and a temple over 300 years complete the ambience. Witnessed the ceremony, Puja which happens twice a day after a yoga class.

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The moon had been growing ever showed light and was an atmosphere of excitement that each of us has won her sari or kurta pajamas to a party strictly speaking, with the detail of having a private maid to assemble the visual.

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Deepened in the region, Rajasthan has a drier climate and verdant fields no longer to become arid. But the population is predominantly agrarian and the characters that we see along the way are almost biblical. Women carrying water on the head of the day, pilgrimages to the Ganges River in search of the sacred water camels, elephants join monkeys and cows along the way, we call the Big Five of India.

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The speed must be controlled, the road is punctuated by surprises, but worth every scare.

After eight hours of excitement on the road we arrived in Udaipur, and here no adjective will suffice, the Venice of India floats on lakes delighted that exude mysticism. The City Palace dominates the landscape on the hillside and lake islands castles that seem to sprout from the mists of Avalon arise.

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The Oberoi Udaivilas incredibly surpasses its siblings in size, service and taste. A lake with a breathtaking view, it is about water with private pools for each of the villages. I could no longer walk, levitated between these scented with delicate and subtle sound like the Indian environments.

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Entarder to the boat from the hotel picked us up and we were taken up to the Taj Lake Palace, former residence of Maharani of Udaipur. A construct that arises directly from the water without even a glimpse of that tiny bit of land, like a mirage. He has a private boat that makes the ride by the lake, folks, I’m choking to describe this moment.

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Since I wanted to have the talent of Martha Medeiros with words to get to paint this picture. I have to stop just to take a breath and continue.

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Sound of sitar, the whole boat surrounded by pillows, wine and red sky, a dazzling sun by as we glided over the silver water. The lights of the palaces were lighting up as we sailed, when no one could imagine a more perfect setting to moon rose behind the town and stopped at a forest of columns where a strong music, Gypsy half, started playing and dancers carrying torches fire appeared for a particular show.

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If emotions were already surfacing here overflowed, like a shower of rose petals that dropped on us when we encaminhávamos for dinner on the island. #died #cried.

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Rishikesh at the foot of the Himalaya and SPA Anada will have to stay for the next post, frazzled with so many memories.

If you enjoyed this post or want to join us in a travel experience, visit our website www.viajandocomarte.com.br

Introduzindo a India

16 de janeiro de 2014 4

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Nossa viagem foi no mês de julho que certamente não é a melhor época para viajar para India, é muito quente e estão começando as monções, prefira os meses de outubro a março quando as temperaturas são bem mais amenas e o tempo  é seco.

Como planejamos ficar bastante tempo, foi o mês que calhou. E quando dei por mim já estava voando Paris/ Déli.

Meu primeiro teste de desapego, foi minha bagagem, uma mochila com apenas 9kgs pra passar um mês inteiro, antes mesmo de aterrissar na India eu já estava me sentindo um ser humano evoluído.
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Esta era toda a minha bagagem, na mochila verde, câmera, lenços umedecidos, diário, guia e água, sempre!

Eu queria conhecer uma India real, quotidiana, das ruas, dos mercados , dos trens, uma viagem assim não pede, exige- pouca bagagem, não dá para caminhar naquelas ruas lotadas de vacas, rickshaws, bicicletas e de gente, muita gente, puxando malas.

Chegamos em Nova Déli em torno das 10h da noite. Minha cabeça girava, pois eu tinha um sentimento ambíguo com relação a India. Desde sempre quis conhecer este país,  já havia pesquisado muito sobre a cultura, os hábitos, a religião, tudo me atraia e encantava, mas ao mesmo tempo lá no fundo eu tinha medo. A idéia de um pais de um bilhão de pessoas, com tão pouca violência, uma cultura dominada pela espiritualidade, pela idéia do desapego e da impermanência, geraram uma expectativa muito grande e por mais que eu estivesse preparada, a India foi muito mais do que eu poderia pensar.

Meus planos eram passar um mês, viajando basicamente pelo norte, e se eu não gostasse? Não me adaptasse… todas estas dúvidas me assaltavam durante o vôo.

Quando o avião pousou no aeroporto Indira Gandhi, meu coração estava aos pulos, olhei a minha volta, onde estavam as pessoas dormindo no chão? Onde estava o caos e a bagunça? Até ali um aeroporto normal, moderno, limpo, tudo muito curricular.

Meu primeiro contato com a verdadeira India foi na saída do saguão principal quando o calor de 35 graus nos atingiu, táxis de todos os tipos oferecendo serviços, pegamos um táxi pré pago do aeroporto até o nosso hotel.

Pessoalmente não sou a favor de viagens bolha, ou seja,  aquelas que a gente fica só encerrado nos hotéis de luxo e  assiste tudo da janela do ônibus. Acho que o ideal é misturar, andar pelas ruas e templos sentir de perto a realidade, o trânsito, a muvuca mesmo da India e quando isto for demais, fugir para algum lugar tranqüilo, longe das buzinas sim muuuitas buzinas, muitos  carros na India tem uma placa na traseira escrito blow horn! Ou seja buzine!
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É claro que eu gosto de luxo, quem não gosta?

Mas gosto também de viver profundamente os lugares, e para isto muitas vezes a gente tem que sair da zona de conforto, neste sentido a India é um lugar de extremos. Em um momento a gente está num lugar onde o luxo é algo inimaginável, suntuoso, opulento a poucos passos de uma miséria pungente e onipresente, mas tudo isto acontece sem drama, isto foi o que mais me surpreendeu. As pessoas são o que a India tem de melhor, eles tem uma alegria que beira a inocência. Eu adoro fotografia, principalmente fotografar pessoas, e eu tentava capturar as pessoas discretamente com receio de estar sendo invasiva,  e quando eles percebiam, invariavelmente abriam um enorme sorriso e queriam mais fotos e chamavam os amigos e parentes para posar, sempre uma festa, e ninguém pedia dinheiro para isso.

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As mães pintam os olhos das crianças como proteção – “para afugentar o demônio”

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As mulheres do Rajastão são lindas e usam todo o tipo de pulseiras e ornamentos.

É claro que se você está lendo este texto é porque tem interesse pela India o que faz de você uma pessoa diferente, e aqui nenhum demérito por quem não se interessa, a India não é uma unanimidade, ela requer vontade. Eu acredito que certos lugares precisam de um tempo de aclimatação, assim como as altitudes, lugares tão complexos  exigem tempo. A India  é intensa, são muitas informações para processar, todos os sentidos ficam sobrecarregados. E a partir do momento que você começa a entender como o pais funciona, tudo fica mais leve e você aproveita tudo que a India tem para oferecer foi assim que aconteceu comigo.

Como se deslocar

De Nova Déli contratamos um carro com motorista para viajar até Rishikesh. Aqui abro um parênteses para falar um pouco sobre a melhor maneira de se deslocar na India. Nem pense em alugar um carro e sair dirigindo, isto seria loucura, aquele trânsito só eles entendem, pois é um caos total, com um agravante para nós brasileiros, é mão inglesa. Uma coisa que funciona super bem são os trens, por várias razões, a gente pode relaxar, ler, olhar a paisagem sem o stress da estrada onde o motorista costurava loucamente e onde várias vezes dei adeus ao mundo cruel, pois é muito natural em uma ultrapassagem ficar cara a cara com ônibus, caminhões e outros automóveis. Pegávamos uma cabine que à noite virava cama, com lençóis limpinhos e engomados, luz de leitura, e amanhecíamos no nosso destino. Se a distância for muito grande, vá de avião, tem boas companhias aéreas que cobrem todo o país.

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As vacas dividem as ruas com motos, automóveis, rickswas, bicicletas e gente.

Nosso roteiro começou por Rishikesh, que fica ao norte próximo ao lendário Himalaia, a simples menção dos Himalaias me provocava um arrepio, o nome da cadeia de montanhas para mim sempre foi sinônimo de aventura e beleza.

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Se você gosta dos Beatles (alguém não gosta?) talvez já tenha ouvido falar em Rishikesh, que ficou célebre no final da  década de 60, quando os Beatles passaram uma temporada no Ashram do guru Maharishi Mahesh Yogi .

Rishikesh é um lugar mágico. A  Meca para quem pratica ioga e meditação, lá existem várias opções para esta pratica e muitas pessoas vão lá em busca de um despertar espiritual ou reforçar suas crenças, seu auto conhecimento. Confesso que não foi o meu caso, eu queria ver de perto o que atraia tanto as pessoas, queria ver os rituais diários nas escadarias (gats) banhadas pelo poderoso e venerado rio Ganges, tudo isso em uma cidade pequena para padrões indianos, onde a autenticidade é mais forte.

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Ponte de Ram Jhula, reparem nos macacos.

Fui em busca também da natureza, das florestas, e do Rio Ganges que em Rishikesh, assim como em outros lugares da India é uma entidade sagrada (Ganga Ma – mãe Ganga) que domina o quotidiano das pessoas, todos acorrem às suas margens buscando purificação diária, rituais nos seus gats acontecem todos os dias. O ritual diário do fogo, realizado pelo  ashram Parmarth Niketan , uma cerimônia na qual 40 meninos brâmanes (da antiga casta dos sacerdotes) entoam mantras para depois serem abençoados, junto com os turistas da platéia, pelo líder Pujya Swami Chidanand Saraswatiji’s, que encerra a cerimônia passando às pessoas taças com fogo sagrado para purificação.

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Nos gats (escadarias) no asrham Parmarth Niketan , a cerimônia diária do fogo.

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Reparem naquela moça toda de branco no meio das pessoas, fiquei muito impressionada com a figura dela, optou por uma vida de ascetismo, parece uma santa.

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Ritual de purificação pelo fogo.

Como é uma cidade sagrada, andar pelas ruas de Rishikesh é como se a gente estivesse vendo a National Geographic ao vivo, todos aqueles sadus (sábios, que renunciaram todo o tipo de prazer mundano e optaram por uma vida de ascetismo) pelas ruas, pessoas em peregrinação de todas as partes da India.

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Os Sadhus, que no Hinduísmo é sinônimo de asceta, monge, vivem para meditar e tem um status de quase divindade na sociedade indiana.

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Rishikesh também é um magneto para muitos jovens europeus que vem passar temporadas aqui, como um veraneio, alugam apartamentos, dormem em  pousadas, tudo e muito barato, e aqui pode se fazer rafting no Ganges, que aqui tem as águas transparentes agente pode tomar banho á vontade. Passear em motinhos alugadas, aproveitar os pubs, meditar, praticar ioga, tudo muito eclético.

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Alugamos duas scooters e fomos passear pelas montanhas na região e se purificar nas águas do Ganges.

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O visual é muito lindo cheio de campos e lavouras de arroz.

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Os macacos estão por todos os lugares.

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Hora de mergulhar nas águas sagradas do Rio Ganges.

 

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Os ashrans mais famosos, os hotéis e restaurantes e as escolas de yoga, ficam entres as duas jhulas (pontes) Laskham e Ram jhulas, ambas mais ao norte da cidade de Rishikesh ( esta não é muito interessante) o legal é ficar do outro lado destas pontes perto da base das montanhas.

Em Rishikesh tem restaurantes para todos os paladares um lugar que eu gostei muito, tem um astral super bom e uma vista do por do sol incrível é o Little Buddha, tem muitas batidas de frutas, wifi, se você viajar sozinho é o lugar para conhecer pessoas.

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Rua principal de Laxman Julah

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Vista da varanda do Little Buddha Café. 

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minha bebida favorita na India – Iced coffe

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Por do sol no Ganges.

Próxima parada Jaipur no Rajastão. 

Punta del Diablo, La Pedrera, Cabo Polônio -Praias alternativas do Uruguay

04 de janeiro de 2014 48

 

Tenho uns amigos de Bagé que há anos nos falavam destes lugares perdidos no Uruguay. Eles que vão pra lá há anos nos contam que no inicio não havia luz elétrica, muitas vezes nem água encanada, o lugar era pra lá de rústico. Quem já leu outros posts meus aqui sabe que tenho esse lado mais alternativo e que acalentava uma ida a Punta del Diablo há muito tempo.

 

 

No carnaval, decidimos alugar uma casa, o que hoje é muito fácil, é só acessar o site do portal  http://www.portaldeldiablo.com.uy/modules/inicio/mainFrame.php e ali eles tem várias opções de hospedagem, casas, pousadas, etc.

Nossa casa era na frente da praia em Punta del Diablo, 3 quartos, luz, banho maravilhoso, enfim todo o conforto, e a vista…. indescritível!!

 

 

 

Víamos o sol nascer no mar todas as manhãs da nossa sacada, um espetáculo diário.

Eu adorei Punta del Diablo, é uma praia jovem, não só de idade, pois vi gente de todas as idades, mas de espirito, se é que vocês me entendem. Quem vai pra lá não pode esperar grandes restaurantes, nem aqueles lounges de beira de praia luxuosos de Punta del Este, tudo é muito simples, os barcos de pescadores chegam a tardinha na praia trazendo muitos frutos do mar fresquinhos que comprávamos ali mesmo numa grande variedade: berberechos, polvo, lula, camarões, enfim fizemos banquetes dignos dos melhores restaurantes estrelados Michelin.

É muito interessante o jeito de ser dos uruguaios, me parece que tudo lá é permitido, muito liberado, ao mesmo tempo eles são organizados e mesmo naquela prainha perdida agente encontra queijos maravilhosos, carne de churrasco deliciosa, sem falar nos produtos derivados do leite, manteiga, requeijão, e no doce de leite é claro!!! 

 

 

Punta del Diablo tem tudo o que a gente precisa; mini mercados, livraria, restaurantes, pizzarias, bares, internet  tem até um shopinzinho, O Paseo del Rivero, que é bem legal.

 

 

Como passamos os 4 dias de carnaval lá, sobrou tempo para explorarmos as praias da região, saimos em direção ao sul e fomos até Cabo Polônio, que é uma prainha pequena onde não tem luz elétrica, mas vários lugares tem geradores. O lugar é lindo demais e tem uma populaçõa fixa muito pequena de pescadores, artistas e funcionários do farol.

Em Cabo Polônio tem 3 ilhas em frente a praia que servem de morada para os lobos marinhos, La Encantada, la Rosa e el islote.

Automóveis não chegam em Cabo Polônio (somente os moradores tem permissão) então a gente vai nuns caminhões adaptados e leva uns 30 minutos até o ponto final, a espera é rápida e no verão eles transportam as pessoas até as 21h ao custo de R$ 15 por pessoa.

Esperando a condução para Cabo Polônio, que tem este nome devido a um galeão espanhol que afundou lá em 1735.

 

 

Muito artesanato, feirinhas, bares, uma gurizada bonita, ateliers de artistas, o lugar tem um astral bárbaro

 

Até que chegamos no farol, que dá frente para as ilhas com os lobos marinhos, olha o visual!! 

   

Explorarmos toda a região e ficamos um bom tempo na praia, e acreditem a água do mar estava tépida! O que já sei é uma coisa muito rara aqui por estas bandas. 

Hora de abrir os trabalhos! Que tal começar com uma Patricia bem gelada, guacamole, saladas e porções de lulas fritinhas???

 

 

 

 

Cabo Polônio foi uma experiência bárbara, o lugar é muuuito rústico, selvagem mesmo, minha impressão é de ter voltado no tempo e estar em Santa Catarina há uns 50 anos atrás, uma sensação de lugar ainda intocado, que é cada vez mais raro hoje em dia.

De Cabo Polônio fomos conhecer La Pedrera que fica uns 50 km mais ao sul. É uma praia bonita e dizem que os argentinos endinheirados estão comprando tudo por lá.

Entrando em La Pedrera.

 Surfe em La Pedrera.

Foram 4 dias de muito sol, praia, descontração, sem a menor preocupação em todas as esferas, só biquini, havaianas, canga, um moleton, pois a noite com o vento nordeste pode ficar bem fresquinho… ideal para saborear um vinho tinto chileno comprado ali no Chui.

A praia que realmente marcou meu coração indelevelmente foi Punta del Diablo e espero poder voltar muitas outras vezes.

Eu deixo voces com mais algumas fotos deste lugar mágico, junto com um pedido de desculpas a esta minha amiga bageense que me apresentou estes lugares legais, pois quebrei minha promessa de não divulgar eles aqui no blog. Mas eu sei que quem opta por ir a lugar assim, são pessoas que se preocupam em conservar o mundo, não poluir, não desperdiçar, então gente fica registrado nosso compromisso.

 

Lojinhas e mais lojinhas. 

  

 

 

Reliquias Uruguaias.

Restaurante Cero Stress.