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Posts de fevereiro 2014

Lima - opção para um feriado diferente

27 de fevereiro de 2014 Comentários desativados

Eu sei que vocês devem estar pensando que me enganei de destino, fim-de-semana prolongado em Lima , no Peru ???

Mas é isto mesmo.  Nossa idéia de que uma viagem diferente tem que durar um tempo longo acaba impedindo-nos de fazer belas descobertas ou nos limitando a trilhar o caminho das pedras e repetir destinos para lá de manjados. Ou pior, nos levando para aquela velha e conhecida praia, para onde todo mundo vai nos feriados, e fica preso num engarrafamento de 4h , quase o tempo de vôo até Lima.

 Em tempo , o clima em Lima é sempre seco e não faz menos do que 12 graus, mas no inverno a cidade é seguidamente envolta em bruma.

Para quem mora em Porto Alegre temos, desde o final de 2009, um vôo direto pela TACA/Avianca que sai cedo pela manhã chegando em Lima antes do meio dia, na verdade são 4:30h de vôo , descontando o fuso horário de 2 horas . A passagem não é muito barata mas existem boas promoções e por lá tudo é bem em conta!

Os aviões da Taca/Avianca são bem mais modernos do que os ônibus urbanos de Lima, mas bem menos charmosos.

 

Passei o último feriado no Peru, foram apenas duas noites, mas foi o suficiente para me encantar com a capital e ficar fã da culinária peruana . Lima é uma cidade de quase 10 milhões de habitantes, numa região desértica à beira do Oceano Pacífico. Muito grande e espalhada em função dos terremotos que impedem maior concentração urbana, oferece uma programação variada para todos os gostos.

 

Sugiro começar a desbravar os bairros litorâneos com um passeio de bicicleta organizado pela bike tours of lima ( www.biketoursoflima.com ) uma bela forma de fazer o primeiro reconhecimento sem maiores dificuldades, pois a região é eminentemente plana e as bicicletas super cômodas, como as de antigamente, sabe? Pneu balão, banco grande e guidon alto, não entendo porque não fazem mais bicicletas assim…

O tour parte do centro de Miraflores : Bolívar, 150, e já é uma boa oportunidade para conhecer pessoas interessantes. Nosso grupo era composto de  cinco americanos , duas holandesas e uma francesa.

O Bairro de Miraflores era um antigo local de veraneio dos Limenhos moradores do centro. Hoje é o coração litorâneo , onde quase tudo acontece. Com belos jardins à beira mar em seu alto promontório abriga o shopping Larcomar. Quem já leu Mário Vargas Llosa , o mais festejado escritor peruano, tem familiaridade com o bairro sempre citado em seus romances, para quem não conhece indico “Travessuras de uma menina má“, uma delícia!

 

O Shopping Larcomar é um exemplo de como a arquitetura pode se inserir na paisagem sem agredi-la. Um ótimo local para um almoço com vista eu fico entre o Mango e o Vivaldina. Aqui pode-se encontrar bons artigos em lã de alpaca, prata e tapeçaria. O artesanato peruano é uma perdição até para os mais controlados, colorido e variado tem sua maior concentração e melhor preço no Mercado Inca, cinco quadras do mar pela avenida Larco.

 

O Parque dos Amantes é uma homenagem aos casais enamorados inspirada em Gaudí, o artista espanhol. Deste parque pode-se descer para a praia de Waikiki onde os mais corajosos tem pranchas de surf para alugar. Segundo os entendidos as ondas são perfeitas e o mar é calmo , ideal para iniciantes.

 

 

O mais conhecido restaurante por aqui é o Rosa Náutica , não tanto pela sua cozinha mas mais pela fantástica localização, no final dos molhes da praia de Miraflores. Nós não temos do que nos queixar, tirando terem nos colocado meio de canto por estarmos muito à vontade de bermuda e camiseta, comemos ótimas entradas de peixes com um belo pôr do sol.

A comida peruana é um pouco picante para nosso paladar e abusa dos temperos agridoces, mas os frutos do mar são imperdíveis. O prato nacional é o ceviche, uma marinado de peixes, polvos e mariscos crus temperados com limão, coentro e cebola , pode acompanhar milho e um tipo de batata doce, eu adoro! Também é muito apreciado é um espetinho de coração bovino e o cuy , um porquinho da índia usado na culinária andina , que também é uma delícia.

Eu costumo arriscar novos paladares quando viajo , mas para os mais tradicionais existe muita variedade de peixes cozidos e carne de vaca regados ao pisco souer, uma cachaça de uvas batida com clara de ovos e açúcar.

Para um lanche à tarde uma ótima pedida são os tradicionais churros espanhóis no Manolo, (Av. Larco 605) complementados pela Inca Cola, uma cola tipicamente peruana terrivelmente doce mas com um colorido encantador.

O bairro boêmio de Lima é o Barranco , fica ao lado de Miraflores mas se não fosse tão perto também não seria problema pois os taxis são muito baratos. Uma corrida de meia hora (bem comum entre os bairros de Lima) custa em torno de R$ 5,00 ou $8,00 soles, a moeda local. O Barranco tem um ar meio decadente de colônia espanhola, mas é cosmopolita e divertido com muitos bares e boates, uma indicação noturna é o Santo.

 
 

 Uma visita a Lima não é completa sem ir ao centro da cidade , considerado o mais bem conservado centro histórico das Américas. Eu diria que é mais interessante do que muitas cidades européias bem mais famosas. A Plaza de Armas domina o cenário com os principais prédios : catedral , prefeitura, arcebispado… Mas as ruas laterais abrigam prédios muito interessante em sua arquitetura colonial espanhola, com muitas varandas de madeira onde as mulheres podiam ver o movimento das ruas sem serem notadas.

  Eu fiquei hospedada no Marriott Miraflores, em frente ao mar, recomendo pela localização e instalações. O bairro San Isidro fica entre o centro e a praia e tem boas opções de hotéis em todas as categorias.

 

 Uma das mais interessantes viagens que fiz no último ano! Vamos descobrir a América Latina.

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Vamos esquiar na neve em Gramado? Na Snowland, agora é possível!

24 de fevereiro de 2014 3

Aproveitando o último fim de semana de fevereiro longe da praia elegemos Gramado como um destino tranquilo e fresquinho.

Para nossa surpresa , muito mais que ficarmos longe do calor , acabamos na neve mesmo. O Snowland foi uma grata surpresa, um parque bem montado , super organizado e muito lindo!

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Com diversas opções para todas as idade e gostos ele só fica a dever para aqueles verdadeiros esquiadores, que podem se frustrar com uma pista de 120 metros e sem grande adrenalina . Para quem busca diversão com capricho e estrutura , o lugar é ali!

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Vamos para o início, o Snowland é o único parque de neve indoor da América , isto mesmo aqui bem pertinho e muita gente ainda nem ouviu falar! Fica na entrada da cidade de Gramado , para quem vem pela RS 235 de Nova Petrópolis.

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É dividido em quatro partes , o Vilarejo alpino onde encontramos lojas de artigos relacionados ( roupas de esporte para o frio , chocolates , e até relógios cuco!) e uma pista de patinação no gelo. Aqui a temperatura ronda os 15 graus , portantanto vé com roupas adequadas , todo o complexo tem um clima invernal desde a decoração até os termômetros.

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A segunda parte é a montanha propriamente dita com opções de esqui , snowbording e airbord em versões adulta e infantil. Diversão certa e muito bem aproveitada pela gurizada de todas as idades. Para o airbord (espécie de trenó inflável) a subida é por escadas , para os esquis uma esteira rolante facilita a subida. Para vestir as roupas adequadas a montanha , a única exigência é estar vestindo meias, os outros apetrechos estão incluídos no valor da entrada.

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Nesta parte uma caverna com animais glacias mecatrônicos é bem interessante também . As crianças pequenas se encantam com os ursos polares , pinguins e outros animais extintos em seu habitat natural.

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A parte de restaurantes e bares tem vista para a pista e uma decoração muito simpática! Não chegamos a experimentar o cardápio , mas tudo pareceu apetitoso!

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O passaporte adulto de R$ 79,00 e infantil de R$59,00 da direito a roupa adequada para o frio que faz lá dentro – 4graus : calça, casaco , capacete, botas e luvas. Tudo novinho e bem limpinho!

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Pode-se entrar em todas as áreas e aproveitar 30 minutos de patinação no gelo , o airbord à vontade e toda a estrutura pelo tempo que lhe parecer adequado . O único valor extra é para praticar esqui ou snowbording , neste caso o equipamento custa R$25,00 para quem já sabe praticar e para os iniciantes disponibilizam aulas em grupos pré-agendadas.

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Quem ficar com frio e quiser se aquecer , na pista cafés e chocolates quentes dão o clima da montanha.

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Na saída as lembrancinhas são umas gracinhas! A dica mais preciosa é chegar cedo, abre às 9h e até as 11h é bem tranquilo… depois o bicho pega.

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Um trekking no teto da América : Aconcágua - Luciano Zanetello

21 de fevereiro de 2014 0

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Uma viagem sempre começa  alguns anos antes, esta  foi algumas vezes adiada pois  implicava abrir mão de uma semana longe da praia no verão !!

Como já estávamos quase candidatos a vaga do casal mais velho a fazer o trekkng, resolvemos fechar a data e, no meio de Janeiro fomos encarar a encrenca.

Por conta dos problemas da Argentina,  mas também na aviação brasileira, as opções de vôo de  Porto Alegre p/ Buenos Aires estão mais restritas.

A única que fechava diretamente até Mendoza ( 200 km do parque do Aconcágua ) era a Aerolineas  ( que não recomendo  pois hoje é o retrato do caos Argentino). Chegamos a Mendoza na madrugada de sábado e tínhamos o dia para agilizar nossos “permissos” p/ o trekking bem como alugar o equipamento que faltava.

Mendoza é uma cidade agradável com temperaturas muito altas nesta época.

O que ainda não mudou por conta da crise é a culinária que continua ótima e mais barata do que aqui. Eu recomendaria sem erro p/ o trivial o Bistrô da Anna e para incursões mais refinadas o Azáfran.

Por conta dos vinhedos e dos esportes radicais nas cercanias, Mendoza atrai muitos  estrangeiros.

No domingo pela manhã a van nos pegou no hotel e 3 hs depois estávamos apresentando nossa documentação na portaria do parque. A estrada até o Aconcágua é lindíssima com montanhas imponentes, vales profundos e  muitas vinícolas. Por ser uma passagem internacional o trânsito de caminhões é intenso.

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Transporte com mulas

Na chegada a primeira má noticia; as mulas que estavam alugadas para transportar nosso equipamento pesado até o primeiro campo ( Confluência ) ,estavam todas no alto da montanha dando cobertura para resgatar  as várias equipes que tentavam o cume colhidas por uma tempestade que deixou 30 cm de neve no campo base.  A solução segundo nosso guia era carregarmos  o que necessitaríamos para a primeira noite e deixar o restante para que as mulas levassem no outro dia .

Era pegar ou largar …

Acomodamos o melhor possível o equipamento nas mochilas e iniciamos o percurso

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 Parque do Aconcágua

Em todos os posts sobre o trekking, tinha lido que este primeiro trecho era quase um passeio.

Não podíamos estar mais enganados !!

Olhando em retrospectiva, foi a parte mais difícil de todas.

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 Pausa p/ lanche

Primeiramente porque tivemos que carregar muito mais peso do que o que estava  estabelecido, segundo e mais importante; era nosso primeiro contato com a altitude tendo que cumprir um desnível de 600 m em 7 Km.  Me arrependi umas dez vezes no caminho mas, quem está no inferno abraça o diabo. Três, quatro horas depois nem acreditamos que avistávamos o acampamento, exauridos.

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 Acampamento Confluência

Na caminhada ,o  calor oscilava em  31-32 ºC. Por conta das condições  extremas da  radiação UV  tínhamos que caminhar com todas as partes do corpo protegidas suando por todos os poros.

Um pouco depois de nossa chegada no acampamento ,o sol desapareceu escondido   atrás  das altas montanhas que nos cercavam. Em questão de pouco tempo a temperatura despencou  para valores negativos e manteve – se na casa dos -8ºC a noite.

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 Visual do acampamento

Tínhamos a opção  de dormir na “cuchera” ( barraca coletiva com beliches ) ou fazer uso de uma barraca individual para dois.

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 Cuchera  

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Em caso de necessidade ….

Optamos por um pouco de privacidade e ficamos na barraca . A noite foi horrível pois no lado que dormi havia uma mínima declividade no terreno . A medida que eu me acomodava dentro do saco de dormir , ia escorregando suavemente até encostar na parede da barraca . Cumpri este percurso várias vezes durante a noite e acordei sentindo todas as imperfeições tanto do terreno quanto das minhas costelas .Depois de novos hábitos, é difícil recuperar os antigos …..

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Comida boa e farta

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Um dos segredos para adaptação a altitude é uma grande hidratação ( bebíamos no mínimo 3 l por dia ). Os sintomas do desconforto são num estágio leve dor de cabeça e alguma insônia. Já num estado moderado tonturas e  o mais grave são os vômitos . Ficamos só na primeira fase .

Depois de recompostos com o café, colocamos os “lunch – boxes” na mochila, mais os artigos básicos ( luvas ., gorros , casaco corta – vento ,bastões ,agua ) e iniciamos a segunda etapa do trekking . O trecho hoje era de 10 hs ( ida e volta ) e iríamos até o mirante da famosa e perigosa face sul do Aconcágua. Mais 700 m de aclive nos esperavam em aproximadamente 9 km.

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 Rumo a Plaza Francia

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Por incrível que possa parecer a caminhada neste dia foi bem mais fácil que o primeiro  trecho . A natureza  aqui é impiedosa. Além de subirmos o tempo todo, o chão sobre nossos pés movia – se  o tempo todo ( tudo eram pedras soltas ).

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Sempre p/ cima

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Para cada lado que olhávamos tínhamos uma paisagem mais impressionante do que a outra. Diferentemente da trilha Inca no Peru  onde o tempo todo somos acompanhados ou cruzamos com muitos caminhantes, aqui a sensação de solidão é total. Tanto pela baixa  frequência de pessoas quanto o silêncio da montanha ( quebrado só pelo barulho dos passos e do vento ).

Mais cedo do que esperávamos chegamos ao mirante da Plaza Francia ( face Sul ) e almoçamos olhando para aquele gigante de pedra coberto de neve que, lá no pico soltava um spray de neve  por conta da grande velocidade do vento no cume.

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 Mirante Face Sul

Na volta, o vento tinha aumentado bastante e precisamos fazer uso de todos os acessórios para proteção.

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O vento é sempre constante

Quando chegamos de volta ao acampamento todos os meus dedos doe pés estavam destruídos pois como era descida o tempo inteiro o pé vinha para a frente da bota e ficava comprimido .Chegamos cobertos de pó. Quando fomos nos lavar, A água em contato com  o vento congelou nossas mãos.  Uma janta quente e só pensávamos em dormir. Tivemos que passar por uma consulta médica para atestar que teríamos condições de seguir até o campo base ( Plaza de Mulas )  no dia seguinte. Apesar de termos passado no exame físico, o trekking  já estava se transformando em sacrifício e decidimos abrir mão da última parte que seria a mais longa,  fazer  um trekking pelas redondezas e depois descer p/ Mendoza. De todo jeito,  o campo base estava quase vazio pois as várias expedições que estavam tentando o cume tinham todas sido afastadas da montanha por conta da velocidade excessiva dos ventos naqueles dias.  Optei por dormir no beliches coletivos e pelo menos não escorreguei toda a noite.

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 Visuais  

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O “spray” da neve no cume

O trekking ”básico” segundo nosso guia foi de 3 horas até um olho d’agua que formava várias cachoeiras num contraste bem bonito do verde com as montanhas da volta.

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 Cachoeiras

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Por volta das 14:00 hs nos juntamos a um grupo que descia por conta da impossibilidade de atingirem o cume e, como na descida todo santo ajuda, três horas depois estávamos na van a caminho de Mendoza.

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A última visão do cume

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Laguna de Horcones

Para ilustrar as dificuldades de quem busca escalar o Aconcágua, este grupo, (03 Quenianos, um Inglês que documentava a escalada , um esloveno e mais o guia ), tiveram que interromper as várias tentativas pois o vento perto do cume estava destruindo tudo e impossibilitando as escaladas. O Aconcágua entre tantas montanhas caracteriza – se por apresentar as maiores variações climáticas dificultando sobremaneira a conquista do cume.

Foi uma experiência fascinante com paisagens inesquecíveis mas, por conta das dificuldades já retiramos o Kilimanjaro e o campo base do Everest de futuras viagens.

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Antonio Prado, sem muita expectativa, um belo passeio de fim de semana

17 de fevereiro de 2014 1

Fazia  muito tempo que eu queria conhecer Antonio Prado, desde os tempo do filme “O Quatrilho” em 1995. Surgiu um casamento para irmos em Caxias e o pretexto estava criado.

 

 

A cidade é muito pequena e é considerada a cidade mais italiana do Brasil , verdade que na chegada paramos para almoçar , adivinhem …, numa galeteria e reparei que muitas pessoas falavam italiano por ali. Por sinal esta é a primeira dica, como Antonio Prado fica a 45km de Caxias do Sul em direção a Vacaria , aproveitamos para almoçar antes da entrada da cidade , a  Nostra Cantina é muito gostosinha e oferece o cardápio completo com  polenta frita, galeto e vários tipos de massa num ambiente bem agradável.

Antônio Prado foi a última colônia italiana criada no período imperial , em 1886, e hoje a cidade possui o maior e o mais completo conjunto arquitetônico da colonização italiana no Brasil, com 48 imóveis do centro urbano tombados pelo IPHAN.

 

Pena é que este patrimônio é permeado por construções de gosto , no mínimo, duvidoso, o que acaba estragando um pouco o conjunto. Mas valeu a experiência , os 14 mil habitantes tem muito orgulho e mantém com capricho suas casas de madeira.

 

Na época do filme “O Quatrilho”  as ruas foram cobertas com areia e os postes retirados para dar o clima de época. No centro de informações tem algumas fotos desta época.

A pracinha central tem uma bela igreja , a matriz do século XIX , bem mais recente do que o casario , mas também muito bem cuidada.

Por ali andava uma trupe de jipeiros que tem nas encostas da serra um palco perfeito para suas peripécias. reparem no estado dos carros estacionado na praça!

 Aproveitamos para andar pelo interior e descobrimos as cachoeiras da Usina bem pertinho do centro , uns 3km. Um visual legal em meio as fazendas com parreiras e outras culturas familiares.

O portico , um dos raros de bom gosto que já vi, se despede em bom italiano!

Mais uma dica para sair do sofá no final de semana

Baile de máscaras em Versailles

10 de fevereiro de 2014 0

Paris é dessas cidades que por mais que a gente vá, sempre tem coisas novas para fazer e lugares para conhecer. Esse ano fiz algo inusitado, fui a um baile de máscaras no palácio de Versalhes. Tudo começou com um post da Mylene Rizzo, no Facebook, sobre essa festa que acontece em junho, no início da temporada de fogos de artifício, nos jardins do palácio.

No post dizia, “Se você vai estar em Paris no dia 14 de junho, não pode deixar de ir a um Baile em Versalhes.” Na mesma hora eu respondi: “Eu vou.” Mas depois fiquei preocupada. É um baile de máscaras, com fantasias de época, tem os ingressos, o deslocamento…Aonde consigo as fantasias????

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Fonte : divulgaçaõ Versailles

É tudo super organizado, no site tem lista das lojas de aluguel de fantasias, a venda dos ingressos e todas as informações. Fui na loja mais barata, que fica na Passage Brady, um lugar cheio de restaurantes indianos bem diferente e que vale a pena visitar. A loja era simples, mas o atendimento super simpático. O meu marido, de cara encontrou a fantasia dele, foi pelo preço. Eu experimentei várias opções e acabei escolhendo um vestido com detalhes rosa e com a última saia de armação que estava disponível. Fantasia escolhida, foi a vez de escolher a máscara. A procura é grande, então não deixe para a última hora.

Já na loja comecei a me empolgar, pois todos iam ao baile e não era a primeira vez. Sai de lá e corri para o site para comprar os ingressos. Também muito fácil. Tem 3 tipos de ingressos: o VIP com direito a comida,bebida,área VIP e lugar para trocar a fantasia, o meio VIP com direito a duas taças de champanhe e o comum que custa 75 euros com acesso ao show de fogos e água que ocorre antes do início do baile.

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Baile 1

O show de fogos e água ocorre por todos os jardins do palácio,com banquinhas vendendo champanhe e música de época tocando. Muito lindo, parece que volta-se no tempo.

O baile começa a meia noite já com atrações na entrada. Durante toda a noite atrações variadas vão ocorrendo. Malabaristas, ilusionistas, performers, animais raros (tigres albinos,águias). E a música eletrônica pop sempre bem dosada anima demais a pista que não para antes das 7h da manhã.

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As pessoas são bonitas e capricham muito nas fantasias. Uma mais glamurosa que a outra. Os homens não perdem em nada cuidando de cada detalhe, sapatos,perucas,lenços e máscaras.

Baile 7

O ambiente é maravilhoso,bem produzido, com venda fácil de bebidas geladas, cada taça de champanhe custa 12 euros, mas vale a pena,pois você está em um baile em Versalhes.

Recomendo demais esse grande evento que em 2014 ocorrerá no dia 28 de junho. Se não tiver parceria,me convide que eu não perco mais nenhum!!

Por Lenara Bastos.

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Patagônia, um estado de espírito

10 de fevereiro de 2014 2

A Patagônia é mais que um destino, é um estado de espírito e comunhão com a natureza.

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Para começar uma informação prática , a região compreende todo o sul da Argentina , desde o sul da província de Buenos Aires até a Terra do Fogo. É um continente enorme e quase deserto, onde o céu se confunde com o horizonte infinito de picos nevados e lagos azulados.

O homem patagônico é um guerreiro , venceu intempéries e desbravou o fim do mundo com garra e determinação. Divide sua terra com um rebanho de ovelhas gigantesco e com a qual faz sua especialidade gastronômica, o cordeiro patagônico.

É nas estâncias que a história se faz, extensões de terra de mais de quinze mil hectares são comuns e o homem montado no cavalo se assemelha ao gaúcho no domínio do pampa. Mas é no céu que a alma é aprisionada, ele muda de cor e forma constantemente com um vento que insiste em soprar em fortes lufadas e tem a limpidez e pureza das terras perdidas.

O turismo trouxe um novo alento, pequenas vilas tornaram-se cidades e o mundo descobriu ” o fim do mundo” . Europeus vem de suas terras, também geladas, para desvendar seus segredos. Me pergunto, o que os atrai? A resposta vem dos bem preparados guias: ” a solidão, esta sensação de estar desbravando um território quase virgem, onde não se vê sinal de civilização ,é incomparável!

El Calafate é a capital do turismo patagônico, uma cidade charmosinha muito paracida com outras vilas de montanha da Argentina. Localiza-se as margens do Lago Argentino e em dez anos triplicou seu tamanho para mais de 20 mil habitantes, mas mantém o clima e o astral de um pueblo.

Oferece um boa rede hoteleira, restaurantes e cafés e a localização perfeita para descobrir uma série de atrações próximas ou nem tanto. Muitas agências organizam os passeios que justificam uma estada de pelo menos três dias, desde os mais imperdíveis como o Glaciar Perito Moreno até os mais improváveis , sendo que os preços variam pouco , não vale a pena perder tempo com muita pesquisa.

Para hospedagem escolhemos Los Alamos, um hotel grande mas com clima de montanha nas áreas comuns, os quartos eram espartanos demais para meu gosto. Compensa a falta de conforto com uma boa localização , central mas não demais. Para que quer algo mais intimista , existem boas opções com vista para o lago mas o acesso ao centro é um pouco mais distante.

No próximo post conto sobre os passeios, imperdível!

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Trilhas em Machu Picchu, possibilidades para todas as idades

05 de fevereiro de 2014 0

Machu Picchu oferece várias trilhas para os mais preparados fisicamente e a dúvida que fica é qual a melhor, mais interessante, afinal nem todos tem o privilégio de ficar por lá mais de um ou dois dias. A primeira pergunta a ser respondida é sobre o preparo físico de cada candidato! A escolha vai depender de fatores bem pessoais.

 

 

Huayna Picchu é a montanha que aparece atrás nas fotos clássicas da cidadela,como acima,  pode ser alcançada por uma trilha íngreme e exige preparo além de nenhum problema de vertigem ou medo de altura. É um caminho quase todo feito por degraus de pedra e que leva mais ou menos 1:30h de subida , tendo que reservar o ingresso com antecedência pois o número de pessoas é limitado a 200 por dia. O visual é deslumbrante , vê-se a cidadela de cima e a sensação é de estar quase no céu.

A trilha mais conhecida é a Intipunku, Porta do Sol para nós, é a entrada oficial do sítio de Machu Picchu. Por onde os antigos incas chegavam e justamente onde atualmente o caminho inca leva os peregrinos que fazem todo o trajeto de 4 dias  a pé! Oferece uma visão maravilhosa da cidadela e de Huayna Picchu atrás, inclusive tem a mesma altura deste monte, 2800 metros.

 

Daqui pode-se ter a noção exata do caminho que os ônibus traçam desde Águas Calientes e também de como Putucusí ocupa uma posição central em todo o complexo de montanhas do entorno. A natureza exuberante da selva amazônica é um capítulo a parte, abundam bromélias e orquídeas por todos os lados.

A trilha alterna rampas com alguns degraus e pode facilmente ser alcançada em 1h de caminhada desde a entrada de Machu Picchu, não é necessário reservar a subida , é livre de cobrança.

No caminho encontramos a Pedra da Fertilidade que era palco de um ritual bastante movimentado, com danças e calculamos, a ingestão de algum alucinógeno!

Uma trilha divertida para qualquer idade e algum preparo físico.

Daqui se pode vislumbrar a silhueta do inca, que estaria inscrita nas montanhas! Com alguma ajudazinha e imaginação vai!

A mais fácial e rápida das três é a trilha da Ponte Inca, 20 minutos são suficientes para alcançar o topo, que leva por um caminho diferente para a parte de trás do sítio. É mais plana e estreita , uma desafio menos intenso e pode ser , inclusive, a segunda opção do dia!

O que importa não é o desafio ,  é poder curtir e se deixar envolver a energia que emana deste lugar !

Se você gostou deste post e tem vontade de ir ao Peru , de uma olhadinha em nosso roteiro para maio de 2014:

 http://www.portobrasil.com.br/peru2014/peru2014