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Posts de março 2014

Santa Catarina , Ganchos e o luxo de praias inexploradas

31 de março de 2014 0

O verão já está dando adeus mas é no outono que o tempo fica mais seco e podemos desfrutar das praias com toda a tranquilidade para descobrir recantos e lugares menos explorados. Foi com este intuito que partimos para o norte de Florianópolis , mais especificamente Governador Celso Ramos.

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 Esperamos uma previsão de tempo quente no final de março e mesmo sem reserva , que nesta época não é muito necessário fizemos descobertas memoráveis. A região é mesmo menos explorada pelo turismo mais comercial , cheia de baías recortadas por montanhas verdejantes, é o paraíso das fazendas de ostras e das vilas de pescadores quase nativas. Partimos pela BR 101 até a saída para a SC 401 que faz a volta inteira na península.

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Ganchos de Fora

A primeira praia que avistamos foi de Ganchos do Meio, uma praianha onde o tempo parece que não passou , os pescadores reunidos para a saída do dia fazem o clima remontar a um passado já longínquo em outras paragens. Tudo é colorido , barcos partem traçando linhas no mar, na beira da praia as crianças criam desenhos na areia, tudo respira calma e completude.

 

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Ganchos do Meio

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Ponta dos Ganchos é um dos resorts mais exclusivos do Brasil e faz jus a sua fama, em meio a uma natureza perfeita o homem só fez acrescentar espaços idílicos e delicadezas. O hotel oferece acomodações simplesmente fantásticas e o serviço é perfeito em cada detalhe.

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Para dias não tão lindos , oferece opções para uma lua de mel perfeita!

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Em busca de um diferencial acabaram de contratar um artista , para pintar as almofadas de praia , ficou um show!

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Gastronomia? Querem babar com pratos de ostras frescas , frutos do mar grelhados e sobremesas de tirar o fôlego! Pois aí vai só um gostinho.

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E para completar , uma massagem com visual de arrasar? Pois nunca vi tão perfeita , pode não ter a técnica das tailandesas , mas o visual não perde para lugar nenhum do mundo!

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Mesmo com toda a mordomia , não aguento ficar muito tempo parada, e partimos para desbravar outras opções. Palmas é a maior praia da região mas mesmo assim ainda tem um clima meio retrô, muitos terrenos vazios e espaço para corridas e futebol ao entardecer. Seguindo pela estrada que costeia o mar , fazendas de gado e plantações dominam a paisagem.

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Palmas

Logo adiante algumas praias praticamente desertas , um luxo inestimável em dias de planeta repleto em todos os pontos cardeais! Praia de Cordas , Praia das Bananeiras e muitas outras só acessíveis por trilhas a pé. Ficou um gostinho muito forte de quero mais!

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Praia de Cordas

Armação da Piedade é uma prainha que é de chorar no cantinho , tão lindinha. Tudo no diminutivo mesmo , porque é pequena e ainda tem uma capelinha que faz um tipo meio cenário de novela das seis. Uma trupe de ciclistas fazia picnic por ali, o maior astral. Amei. A partir de Fazenda da Armação não fomos mas não vai demorar.

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Armação da Piedade

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Tchau e até muito breve, para desvendar a outra parte da península!

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Segundo Caderno 28 de março - Coluna Fernanda Pandolfi ZH

28 de março de 2014 0

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Experiências desconcertantes em ambientes luxuosos : uma Índia de sonhos possíveis

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Eu já andei um bocado por este mundo , descobri lugares diferentes que eu não sonhava e me surpreendi com luxo e a gentileza no sul da Asia.

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Mas a India superou qualquer previsão, um povo amável, apesar de pobre e muitas vezes sofrido, nos aguarda em ambientes criados para surpreender o mais exigente dos mortais.

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Foi um roteiro de hotéis, ambientes e experiências fora do lugar comum.

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Começando em New Delhi onde se poderia esperar uma hospedagem tradicional no estilo inglês, ( que é possível no Hotel Imperial) mas nos aguardava o Hotel The Lodhi , uma construção moderna com decoração contemporânea. Cada quarto é servido por um butler, ou mordomo, que faz seus desejos virarem realidade, roupas penduradas nos cabides e vestidos amarrotados passados num passe de mágicas.

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Um Spa repleto de aromas e massagens para relaxar até costas castigadas por mais de 24 horas de voo, além de um clube completo com quadras de tenis e academia. Cada suíte é servida pela sua piscina particular, privacidade e conforto sem precedentes.

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A experêencia por aqui foi um jantar na sala de vidro , cerca por um espelho d’agua e toda iluminada por tochas. Para completar falávamos sobre as bonecas vestidas de indianas e como por encanto surgiram 4 barbies indianas que nos foram regaladas como mimo. O sonho estava somente começando.

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Seguimos para Agra, afinal o Taj Mahal é a epítome indiana. Mas ter a varanda do seu quarto voltada para este monumento ao amor inspira qualquer um, acho que comecei a deixar um pedaço do meu coração por lá. O Oberoi Amarvilas é um oásis em meio a uma cidade caótica , que sobrevive praticamente dos turistas , a maioria indianos,  que vão em busca das promessas de amor eterno do Taj. Uma piscina nababesca nos aguardava para ver o sol se por como uma bola vermelha em meio as brumas.

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Em cada despedida nossos dedicados cozinheiros , camareiras e outros funcionários do hotel perfilavam-se para o adeus. Um extremo de gentileza .

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Uma viagem aventuresca por estradas sem lei nos aguardava entre Agra e Jaipur, a capital do Rajastão , reino de Marahajas e Maharanis de mil e uma noites. Muitos deles falidos,  acabaram transformando seus palácios em hotéis, para nosso regozijo.

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Jaipur é uma enorme muvuca, e o Oberoi Rajvilas fica fora do centro , com a graça de Shiva. O serviço começa com a indumentária do pessoal , um charme histórico . As pessoas te chamam pelo nome e nao cansam de se oferecer para ajudar em qualquer dificuldade.

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Jardins impecáveis e um templo de mais de 300 anos completam o ambiente. Assistimos a cerimônia, Puja que acontece duas vezes ao dia depois de uma aula de yoga .

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A lua que vinha crescendo já se mostrava luminosa e foi num clima de excitação que cada um de nos ganhou seu sari ou kurta pajamas,  para uma festa a rigor, com o detalhe de ter uma camareira particular para montar o visual.

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Nos aprofundamos na região, o Rajastão tem um clima mais seco e os campos deixam de ser verdejantes para se tornarem áridos. Mas a população é eminentemente agrária e os personagens que vemos pelo caminho são quase bíblicos. Mulheres carregando a água do dia na cabeça, peregrinações até o Rio Ganges em busca da água sagrada, camelos , elefantes juntam-se a macacos e vacas pelo caminho, chamamos os big five da Índia.

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A velocidade tem que ser controlada, a estrada é pontuada por surpresas , mas vale cada susto.

Depois de oito horas de emoção na estrada chegamos a Udaipur, e aqui nenhum adjetivo será suficiente, a Veneza da India flutua sobre lagos encantados que exalam misticismo. O City Palace domina a paisagem sobre a encosta da montanha e das ilhas do lago surgem castelos que parecem brotar das brumas de Avalon. 

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O Oberoi Udaivilas incrivelmente supera seus irmãos em tamanho, serviço e bom gosto. A beira do lago com uma vista deslumbrante, cerca-se de água com piscinas privativas de cada uma das vilas. Eu já não caminhava , levitava entre estes ambientes perfumados com  som delicado e sutil como os indianos.

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Ao entarder o barquinho do hotel nos pegou e fomos levados ate o Hotel Taj Lake Palace, antiga residência do Maharani de Udaipur. Uma construção que surge diretamente da água sem que se vislumbre nem um tantinho de terra, como uma miragem . Ele possui um barco privado que faz o passeio pelo lago, gente,  fico engasgada para descrever este momento .

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Como queria ter o talento da Martha Medeiros com as palavras para conseguir pintar este quadro. Tenho que parar um pouco para tomar fôlego e continuar.

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Som de cítara, o barco todo rodeado de almofadas, vinho e o céu vermelho, num por de sol deslumbrante enquanto deslizávamos sobre a água prateada. As luzes dos  palácios foram se acendendo a medida que navegávamos, quando ninguém mais poderia imaginar um cenário mais perfeito a lua nasceu atrás da cidade e paramos em uma floresta de colunas de onde uma música forte , meio cigana, começou a tocar e dançarinas portando tochas de fogo surgiram para um show particular.

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Se as emoções já estava a flor da pele , aqui transbordaram, como uma chuva de pétalas de rosas que jogaram sobre nós quando nos encaminhávamos para jantar na  ilha. #Chorei #Morri.

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Rishikesh no pé do Himalaya e SPA Anada vão ter que ficar para o próximo post , fiquei esgotada com tantas lembranças.

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India Inspirations- Roteiro de Viagem Outubro 2014

26 de março de 2014 0

Roteiro completo da viagem “India Inspirations” , grupo guiado em outubro de 2014

http://issuu.com/mondaycomunicacao/docs/folderindiaweb

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Evento de lançamento calendário de viagens 2014

21 de março de 2014 0

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Cusco: o encontro de dois mundos

18 de março de 2014 0

Dia 18 de maio estaremos partindo em mais um grupo , “Peru com Arte” que parte de Cusco. Serão 8 dias de viagem passando por Machu Picchu , Vale Sagrado e Lago Titicaca. Se você quer mais informações sobre o roteiro http://www.portobrasil.com.br/peru2014/peru2014.pdf

 

Cusco, antiga capital do Império Inca ,  é atualmente uma cidade charmosa e repleta de jovens em busca de turismo de aventura. Guarda um panorama espanhol, mas a herança inca esta em todas as bases de pedra das construções coloniais. A maioria dos edifícios incas foi arrasada pelos clérigos católicos com o duplo objetivo de destruir a civilização inca e construir com suas pedras e tijolos as novas igrejas cristãs e demais edifícios administrativos dos dominadores, desta forma impondo sua pretensa superioridade européia.

 

  Uma curiosidade é que Cusco encontra-se a 3.400 metros, num platô mais elevado que Machu Picchu, para onde se vai numa estrada descendente. Mascar folhas de coca ou tomar o mate desta planta ajuda a minimizar os efeitos da altitude.  Numa rua de San Blas fui abordada por um menino que me contava histórias locais, acabou citando o fato de estarmos na rua onde foi gravada uma cena do filme “Diários de Motocicleta” , quando fui rever a cena era ele mesmo que guiava o protagonista , Gael Garcia Bernal,  na pele de Che Guevara , por esta viela estreita .

 

 

 

Cusco é uma cidade surpreendente. Tirando a sensação de tontura e certo enjôo das primeiras horas devido a altitude , quando tudo se acomoda é puro encantamento. Todas as viajantes sucumbiram e compraram as pinturas religiosas locais , cusquenhas, inclusive com molduras. 

 

O centro gira em torno da Plaza de Armas, onde as ladeiras despejam tipos dignos de cartões postais. A cidade é um centro de onde partem grupos para visitas as ruínas incas e muitos programas de aventura como rappel, rafting e caminhadas pelas montanhas. Já podem imaginar que a juventude aventureira do mundo se encontre nos bares que circundam a praça central e a noite seja bastante agitada e cosmopolita!

 

Se você gostou deste post , e quer saber mais dicas de viagens, exposições ou mesmo um roteiro personalizado nosso site é:

www.viajandocomarte.com.br

Do Rio Grande do Sul a San Martin de los Andes, de carro

12 de março de 2014 7

 

Uma sugestão legal de viagem de carro nas férias de julho!

Ano passado optamos em sair do Brasil pelo Uruguay para evitar a policia caminera argentina, que quanto mais perto da fronteira do Brasil, principalmente na região de Entre Rios, mais terrível e chata, param os carros com placa do Brasil e podem estar certos que sempre vão achar alguma razão para ganhar alguma propina.

Saimos da fazenda em Uruguiana às 6:30 da manhã, nossa última cidade no Brasil foi Quaraí, entramos no Uruguay por Artigas, e na ponte mesmo fizemos a aduana do carro e das pessoas, é fácil e rápido. Os uruguaios são ótimos, muito educados, não complicam, são um povo realmente hospitaleiro, não fomos parados nenhuma vez sequer dentro do Uruguay (e viva Jorge Drexler!).

Esta foi a nossa rota.

Então, fomos de Quaraí – Artigas – Salto – Paysandu onde cruzamos a ponte General Artigas e entramos na Argentina, passamos por Gualeguaychu – Zarate, até aí na Argentina a polícia nos parou 2 vezes, em uma delas alegaram que estávamos com os faróis apagados( lá é obrigatório viajar com eles acesos sempre) mas como tínhamos certeza que viajavamos com eles ligados, endurecemos e eles nos deixaram partir sem multas. Na segunda vez nos pararam e alegaram excesso de velocidade 102km/hora, disseram que se pagassemos ali na hora dariam 50% de desconto na multa, do contrário quando cruzassemos a fronteira pagariamos o valor integral…. imagina, eles com um bloquinho de papel na mão, não tinham nada do radar para nos provar que estávamos mesmo naquela velocidade e por coincidência só pararam nós, brasileiros. Decidimos arriscar e a verdade é que nunca nos cobraram a suposta “multa”.

E acabaram aí nossos contratempos, no restante a viagem é bárbara, linda, retas intermináveis e belos cenários, só estou querendo prepará-los para lidar bem com estes percalços.

Cruzando o Uruguay

 Nosso almoço já foi depois de Zarate em  Cañuelas ( que fica a 250km), um lugar muito bom para almoçar  tem várias opções de parrillas e restaurantes.

 As estradas são boas e o trecho mais pesadinho da viagem foi de Cañuelas até Azul, somente os primeiros 50km são duplicados, e porque já era final do dia e o cansaço vai pegando, chegamos em Azul em torno da 19:30.

Azul é uma cidadezinha muito simpática e deve ter tido um passado muito rico, tem prédios bonitos, um teatro muito legal estilo art noveau, foi a cidade escolhida para passarmos a primeira noite. 

Grandes criações de gado Aberdeen Angus e Hereford nas proximidades de Azul.

Lindo prédio da prefeitura de Azul, ostentando as imagens de dois heróis nacionais argentinos: San Martin e Belgrano.

Azul é uma cidade do porte de Uruguaiana, e que privilégio poder ostentar um teatro lindo destes e com uma extensa programação… bons tempos da Argentina rica.

 O hotel de Azul é sem luxos, mas limpo, com um bom banho e um desayuno com ótimo suco de laranja e medias lunas. Diária de 180 pesos o quarto duplo, ou seja R$ 90,00 reais. Se você quiser conferir…

http://www.granhotelazul.com/

Saímos de Azul em torno das 8 horas, nosso próximo destino era a cidade de Neuquén, já na província de Rio Negro a  890 km de distância.

Optamos o caminho que passa pela Serra da Ventana, uma estrada bonita e com pouco movimento.

Serra da Ventana.

Antes de cruzar os 300km do deserto, paramos para almoçar em Rio Colorado, num posto ACA, umas milanesas com papas fritas e saladas resolveram nosso problema.

Chegamos em Neuquén à tardinha, o comércio ainda estava aberto e aproveitamos para comprar o que eles chamam de “correntes liquidas” é um spray para colocar nos pneus para evitar que eles derrapem no gelo.

Neuquén é uma cidade bem maior com cerca de 200 mil habitantes.Não tem muuuitas opções de hotéis e eles não são baratos como no restante da Argentina. Paramos no Hotel Comahue, muito bom no centro da cidade, numa grande avenida com um canteiro no meio. Diária de U$139 por quarto duplo.

http://www.hoteldelcomahue.com/

Saindo de Neuquén de manhã cedinho, nosso destino é San Martin de los Andes que fica a 430km, uma barbada para quem vinha fazendo uma média de 800 por dia, e a partir daqui a paisagem vai ficando cada vez mais bonita.

Controle sanitário na entrada da provincia de Rio Negro, é proibido entrar com frutas e outros víveres para evitar a disseminação de doenças.

É uma emoção a primeira vista das montanhas nevadas, sensação de liberdade, de ganhar o mundo.

Chegando em San Martin de los Andes

San Martin é uma pequena cidade, muito charmosa e interessante, muitos argentinos que optaram por um lugar tranquilo e bonito para viver se mudaram pra cá e fizeram daqui um lugar diferenciado.

Finalmente depois de 2.600km chegamos!!

Valeu, foi uma viagem linda, e em outro post vou estar contando tudo de San Martin e de alguns passeios nos arredores dos lagos e do vulcão Lanin

Aguardem!!!

Adios muchachos!