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Posts de maio 2014

Depoimento de Viajantes "Peru com Arte"

30 de maio de 2014 0

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Encarando o Peru

“Fiz uma viagem para o Perú com as meninas do Viajando com Arte/ Porto Brasil!!! No início, relutei, Peru, insegurança, grupo e outros receios! Chegando em Cusco embarcamos em uma nave pilotada pelas gurias do Viajando com Arte, Clarisse e Mylene. Começei a conhecer um outro planeta chamado Peru. Fomos recebidos por um povo hospitaleiro, simpático e afetivo, um povo orgulhoso da sua descendencia americana-INKA! Eu que sou descendente de europeus colonizadores, que cometeram várias barbáries nesta nossa América Latina, fiquei confuso, com inveja e orgulho deste sentimento. Explodiram emoções e pensamentos nunca experimentados por mim! Mas a viagem seguiu, paisagens, gastronomia, habitos e cultura de um mundo novo! As gurias nos surpreendendo a todo instante com almoços, jantares, piqueniques e passeios de perder o fôlego ( nos dois sentidos, chegamos a 4200m de altitude!) Os de trem, simplesmente indescritíveis, só indo lá para ver! Os guias locais atenciosos e afetuosos, Erik, Magali,Mário, ……e Zulema, esta minha preferida, rolou até um clima entre nós,hehehe! O grupo daqueles de deixar saudade e uma vontade de continuar viajando, sem falar nas aulas de história das gurias ( a Clarisse não te deixou falar né Mylene?). O vinho prometido ainda vai ser tomado gurizada medonha! Uma viagem inesquecível!!! Viajei a um Planeta chamado Peru!!! Agradeço a todos os viajantes desta nave!!!”
Vasco Rosa

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Claudia Gasperin , Mylene Rizzo e Leila Germany

Gurizada medonha!
O depoimento do Vasco foi perfeito, mas gostaria de deixar umas palavras aqui também. Como representante da ala feminina e majoritária do grupo (mazááá!), como Colorada (aêêêêê!) e como participante da primeira “viagem com arte”. Já conhecia Clarisse e Mylene há alguns anos quando, apaixonada por história, comecei a frequentar os cursos. Grécia, França, Itália, tudo com gostinho de querer voltar aos lugares que elas nos apresentavam e ensinavam a ver com outro olhar.

E aí num almoço corrido no intervalo do trabalho Cláudia me avisa: as gurias vão ao Peru, visitar Machu Picchu e Lago Titicaca, estás a fim? Pronto, lascou. Frase absolutamente irresistível pra mim: Leila, vamos viajar? E para conhecer um lugar que sempre tive vontade…lógico que sim! Na madrugada do dia 18 lá estávamos todos, ainda sem nos conhecermos direito, meio zonzos de sono mas sem dúvida animados para a aventura.

E QUE aventura! E QUE grupo! Unido, parceiro, com espírito aberto e disposto a curtir tudo com leveza. Nenhuma cara amarrada (mesmo com a cabeça rachando, o fôlego de um asmático em crise, o coração pinoteando e o estômago dançando chula com o intestino), sem reclamações, enfrentando umas indiadas beeeem boas, como sair bicicleteando com chuva no meio da lama misturada a titica (sou phynna…) de ovelha, cabra, cavalo e sabe-se lá o que mais, rindo e achando tudo ótimo.

Grupo que aguentou com bravura os efeitos da altitude e das comidas, com alternância de vítimas… Grupo que se superou na escalada do Wayna Picchu, para mim particularmente extenuante mas gratificante como desafio pessoal. Grupo que viveu momentos de magia como a apresentação de cada um, todos sentados no chão de Sexy Woman (pros íntimos) ou Sacsayhuaman (pros nativos) e dando as mãos para invocar Haram Pacha!!!

E a primeira visão da maravilhosa, emocionante e indescritível Machu Picchu. E o piquenique perfeito numa colina do Vale Sagrado com vista para os terraços Incas. E o nascer e o por-do-sol sobre o Titicaca, quase tão espetacular como o de Porto Alegre (sim, sou bairrista!) E…sei lá, tanta coisa linda que vimos e tão cedo não sairá de nossa lembrança, nossos corações, nossa alma… Depoimento longo, mas precisava dizer que adorei a experiência, que seja a primeira de muitas viagens “arteiras”!

Agradeço a atenção, organização e eficiência da equipe da Porto Brasil e, acima de tudo, do carinho e dedicação da Clarisse e da Mylene e da GRANDE parceria de toooodos vocês do grupo. Bjo!

Leila Germany

Lago Titicaca a bordo do trem do Andean Express

29 de maio de 2014 2

O Peru não cansa de me surpreender. A cada viagem para lá , e já são cinco nos últimos quatro anos, descubros novos destinos e me encanto com diferentes experiências .

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Desta vez o diferencial foi o Lago Titicaca. Queríamos encontrar a história gloriosa da origem dos Incas, fazer um mergulho em lugares com ecos do passado. Fiquei com dois corações, tinha vontade de voltar ao deserto de Paracas que deixara boas lembranças, mas como todo o presente espera pelo passado para nos comover optamos por inovar , e a experiência de viajar dez horas pelo altiplano andino no Andean Express nos chamou com mais veemência, e acho que acertamos na escolha.

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Saímos de Cusco as 8h da manhã e embarcamos num trem com ares de exploradores do século XIX. A velocidade não ultrapassa os 50km/hora , várias refeições são servidas enquanto a paisagem muda na janela como se fosse um documentário da natureza andina, o que faz da viagem um deleite para todos os sentidos. No último vagão , envidraçado e aberto para uma contemplação geral , música e dança folclóricas são apresentadas de maneira singela e simpática , como o povo peruano se mostra em todos os momentos.

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O pisco souer embalou a animação

Uma parada estratégica no ponto mais alto da travessia nos faz sentir no topo do mundo , são mais de 4 mil metros de altitude e o ar gelado custa a entrar nos pulmões. Mas o que tira a respiração mesmo são as manadas de lhamas e alpacas que correm soltas pelos campos e os picos nevados que emolduram corredeiras geladas! Uma feirinha de artesanato colorido está armada e claro que ninguém resiste!

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Seguimos nossa trajetória , rumo ao lago navegável mais alto do mundo. Dividido entre Peru e Bolívia o Titicaca é quase uma divindade, é amado e temido pelo locais. Depois de um dia repleto de imagens enternecedoras , chegamos a Puno.

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O Lago Titicaca está mais para uma experiência vivencial do que para um destino turístico , não é repleta de “atrações ” mas nos oferece um clima bucólico e muitas possibilidades de mergulhar no passado reinventado em toda sua plenitude imaginária.

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A cidade de Puno é bem menos glamurosa do que outras cidades turísticas peruanas, não tem nenhum resquício histórico, e ao longe parece uma favela penduradas nas encostas , sem revestimento e nem pintura em suas construções. É muito conhecida pelo artesanato e principalmente por ser a porta de entrada da cidade de ilhas flutuantes feitas de junco totora, os Uros.

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Aqui tudo muda , o turismo é super organizado e controlado. Cada uma das 80 Uros tem uma ou duas famílias vivendo em algumas casinhas de junco e recebem somente um barco de turistas por semana , para apresentar seu modus vivendi e vender seu artesanato colorido de junco e lã!

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Parece um museu a céu aberto, todo o processo de feitura das ilhas de totora é explicado pelos habitantes, antigos descendentes da tribo de aimaras que sobrevivem por ali. Começaram seu périplo de viver sobre as águas para fugir da tribo dos quéchuas que habitavam as margens. É um visual interessante , diferente e colorido.

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Seguimos pelas águas do Titicaca em direção a Bolívia, com a cordilheira nevada ao fundo e depois de 2 horas de navegação chegamos a ilha de Taquile, um ponto perdido no meio deste mar de água doce onde uma população isolada sobrevive do que alega ser a melhor tecelagem do mundo.

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Fomos recebidos com música , mas tenho que confessar que a todas estas já estava meio farta de flautas e ritmos andinos!

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As tradições são mantidas pelo isolamento, mulheres não olham no rosto de estranhos, as solteiras usam um lenço preto que esconde seu rosto , hábito valorizado pelos homens locais. A fiação é feita por elas , mas a tecelagem com agulhas somente pelos homens. É um lugar onde o tempo parou e a gente se sente invadindo o túnel do tempo.

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Partimos para uma viagem de reconhecimento , de descobertas de um mundo único e isolado. Obrigada aos nossos companheiros que partiram nesta aventura de descobertas conosco e encararam tudo com espírito espostivo e alto astral.

Que venha a selva peruana e suas montanhas intocadas , quem sabe de uma próxima vez!

Se você gostou deste post e curte dicas de viagem, arte, restaurantes e afins, conheça nosso site Viajando com Arte :

www.viajandocomarte.com.br

India Inspirations - Encontro para Apresentação do Roteiro

29 de maio de 2014 0

Convite Apresentação Roteiro

Peru com Arte 2014 - Pic-nic em Pisac e Vale Sagrado dos Incas

16 de maio de 2014 1

Maio de 2014 , partindo para mais uma edição do Peru com Arte com toda a empolgação como se fosse a primeira vez!

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Depois de tantas experiências  inusitadas era difícil ainda surpreender a todos com algo inesperado! Mas o Peru sempre guarda alguma surpresa, dentro de sua simplicidade uma outra possibilidade , um personagem cativante ou um novo colorido.

Pois o Vale Sagrado , local mais fértil do país, no brindou com sua terra multifacetada , formando um mosaico ao longo do rio sagrado Urubamba. Ruínas incas em Ollantaytambo foram palco da invasão espanhola e ofereceram muitos visuais imbatíveis do vale.

Vale Sagrado visto desde as ruínas de Ollantaytambo

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Mas foi em Pisac, onde o mais famoso mercado inca do Vale Sagrado domina o centro da pequena cidade , que foi nosso deslumbrante pic-nic na montanha. O dia amanhecera chuvoso, até algumas capas e chapéus foram adquiridas pelo caminho, a perspectiva de um almoço na relva não se mostrava como a melhor opção. Com o passar da manhã as nuvens foram se dissipando e o sol aparecendo timidamente.

Tudo conspirava a favor, mas a imaginação do que nos esperava não ia além de toalhinhas vermelhas  espalhadas num pé de montanha ! Quando estacionamos e vimos nossa recepção com toldos brancos em mesas montadas em frente as ruínas de Pisac, num ambiente onde vaquinhas pastavam e camponeses pastoreavam em seus trajes típicos coloridos , mas num cenário totalmente genuíno , o encantamento foi completo e envolvente.

 

Mesa em frente aa ruínas de Pisac

Algumas crianças passeavam em volta, intrigadas com a situação. Uma aula de como enrolar um bebê para amarrá-lo as costas nos foi dada pela mãe que vendia sua arte enquanto conversávamos sobre costumes incas ainda mantidos pela população do vale.

O vinho gelado foi o brinde perfeito para este momento arrebatador! Os pratos variavam entre carne de alpaca fatiada bem fininha, saladas verdes com abacate e outras especiarias, quiche de legumes e para finalizar uma cheese cake de amoras!

 

Depois desta Festa de Babete, seguimos para a cidadezinha a tempo de aproveitar as últimas horas do mercado diário, uma babilônia de produtos artesanais, panos coloridos, bijuterias e muitas quinquilharias que quando tiramos do seu ambiente tornam-se tesouros de lembranças.

Como era a véspera do dia de finados, saí para procurar o cemitério da cidade que estava sendo preparado para a festa!

No caminho encontrei uma criação de cuy, um tipo de porquinho da índia servido como iguaria nas nos andes peruanos. O dono da casa me fez entrar para conhecer o ninho que reproduz a montanha atrás da cidade, um local sagrado,  me explicou que a criação completa o orçamento da família! O povo peruanos é extremamente simpático e acolhedor.

 

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Dordonha - Uma das regiões mais lindas da França - Périgueux, Bergerac e Les Eyziers

04 de maio de 2014 3

Este ano escolhi conhecer a Dordonha, uma região que fica no sudoeste da França.

É um lugar com cenários fantásticos, eu, uma amante inveterada da Provence tive que dar o braço a torcer, pois a Dordonha é  páreo duro para qualquer região da França. Tem tantas opções legais, você pode apreciar a gastronomia que tem nas trufas e no Foie Gras o seu ponto alto, para quem adora um castelo,  é  chamada  a terra dos 1001 castelos, é lá que se concentram as grutas com desenhos pré históricos e  pinturas rupestres que parecem ter sido pintadas ontem, fazer trilhas à pé ou à cavalo. O Rio Dordonha é o que dá o nome a região, mas tem mais  um punhado de rios que cortam diversos vales tornando a paisagem ainda mais bonita. Os franceses costumam chamar esta região de Perigord como era conhecida a região quando ali habitavam os gauleses.

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A gente logo aprende que existem 4 Perigords diferentes  - o verde, devido aos seus exuberantes vales cobertos de florestas e rios, onde se destaca a cidade de Brentôme, também chamada de Veneza do Perigord.  O Perigord Branco, que é o coração da Dordonha, onde fica a capital Périgueux, onde maioria dos prédios são construídos em pedra calcária branca. O Perigord Negro, que tem densas florestas de carvalho e cujo centro fica na cidade de Sarlat-la-Canéda e  o Perigord Púrpura, que é a região produtora de vinhos e sua capital é a lindinha Bergerac.

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De tudo o que  arrebatou meu coração para sempre foi a natureza exuberante do lugar, em cada curva eu via paisagens de tirar o fôlego, acredito que parte da magia foi por conta da estação, o mês de abril, com a primavera em plena brotação – cerejeiras, pessegueiros, o campo tapado de pequenas flores silvestres. Ter viajado em abril foi realmente uma grata surpresa, achei que ainda seria frio e talvez até chuvoso, mas foi perfeito, muitos dias de sol, temperatura boa, tudo certo.   Fui nos primeiros dias, quando recém abre a temporada, ou seja tudo já está funcionando, mas o movimento é muito tranquilo, os hotéis reservávamos de um dia para o outro, viajávamos levadas pela beleza dos lugares, me ouvindo falar assim nem dá  para acreditar, já o que o mundo e principalmente a França está sempre lotado de turistas, mas confesso – é a pura verdade.

Eu prefiro sempre sair de Paris de trem, evitando o stress de dirigir na cidade grande e aproveitando que adoro andar de trem. Escolhemos Limoges para pegar o carro e tudo funcionou como um relógio suiço, 15 minutos depois de chegar na estação já estávamos na estrada em um lindo dia de primavera no interior da França. Yupiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii  !!!! Tem sensação melhor?

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Nosso primeiro destino foi a capital Périgueux, assim chamando de capital você até pode achar que é uma grande cidade, que nada, na Dordonha não tem grandes cidades, ao menos no nosso padrão, e é aí que reside a grande beleza do Perigord, as cidades não mudaram muito nos últimos 500 anos, elas são pequenas, tranquilas, com feições medievais autênticas, cada uma com o seu mercado com produtos frescos vindos diretamente dos produtores da região.

Uma coisa que adotei é chegar diretamente no Office de Turismo, poupa muito tempo, as pessoas são treinadas para te dizer tudo de interessante que existe num raio de 50 km. Ali nos munimos de mapas, folhetos e indicações  dos hot spots locais.

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Vista da Catedral de St Front, do século XII, fica no centro histórico. Aqui a margem do Rio Isle que corta a cidade de leste a oeste.

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Passeando pelas ruas medievais de Périgueux.

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Vou ter que confessar nosso crime, contra tudo o que eu prego, aqui acabamos ficando no Hotel Ibis, nada contra quem gosta do Ibis ( Para quem não conhece o Ibis é uma cadeia de hoteis budget francesa, que tem hoteis espalhados pelo mundo)  por principio não fico, pois os quartos e o hotel como um todo, são absolutamente iguais, esteja você em Bangkok, Paris ou Rio de Janeiro, não tem surpresa, para mim o Ibis não tem alma.

Mas aqui em Périgueux ele era absurdamente bem localizado, na beira do rio a 2 quadras do centrinho, ok desta vez passa!

Jantamos no Restaurante Le Clos de Saint Front, era TOP, sério, pratos muito elaborados, eu comi uma truta maravilhosa e a Victoria que é vegetariana foi contemplada com um prato cheio de abobrinhas, beringelas, tomatinhos confit, queijos, tudo delicioso. A casa do restaurante toda de pedra, antiga linda, recomendo.

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Restaurante Le Clos de Saint Front

Na manhã seguinte fomos tomar café na praça principal da cidade, as vezes acho muito bem pegar hotel sem café da manhã e tomar nas boulangeries ou cafés da cidade. Estava acontecendo o mercado semanal, melhor lugar para se conhecer mais profundamente uma cultura é o mercado. Frutas, verduras, queijos, embutidos e a estrela local – o Foie Gras, tudo direto dos pequenos produtores locais – mastercard não?

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Abril, temporada de Aspargos e Morangos ( rabanetes dão o ano inteiro)

De Périgueux seguimos para Bergerac, aposto que você já ouviu falar no Cyrano de Bergerac,   personagem  de uma peça de teatro com o mesmo nome,  de autoria de Edmond Rostand, que tinha o nariz enorme, é inspirado em uma pessoa real Savinien de Cyrano de Bergerac , um escritor cuja familia possuia terras na região.

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O Rio Dordonha passa ao longo de Bergerac, ali nas margens saem vários passeios de barco .

O centro histórico de Bergerac é lindo, uma volta no tempo, tudo nos remete a idade média, as construções perfeitamente preservadas, a tranquilidade só foi perturbada por uma feirinhas de antiguidades que estava instalada na praça.

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Feira de antiguidades em Bergerac

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Uma homenagem ao seu cidadão mais ilustre – Cyrano de Bergerac

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Em cada recanto um clique de cartão postal.

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Já no mercado de Perigueux havíamos nos abastecido de queijos, presuntos, tomates, azeitonas, cogumelos e tudo o mais que é necessário para um pic nic de primeira, o vinho compramos aqui em Bergerac, já que a região é célebre por seus vinhos, as uvas cultivadas aqui são Merlot, Cabernet Sauvignon e Cabernet Franc e para os brancos Sauvignon Blanc e Semillon. A região não é tão famosa quanto a sua vizinha Bordeuax. Em Bergerac se produz vinhos de alta qualidade até os mais simples.

Entramos em uma estradinha e escolhemos o lugar do primeiro de uma série de pic nics que fizemos aqui na Dordonha. 

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Nosso destino era a cidadezinha de Les Eyzies-de-Tayac, lugar da Caverna de Font de Gaume.

Font de Gaume -  A Gruta de Font-de-Gaume é a última grande gruta decorada da França que, apresentando obras policromas, permanece aberta ao público. As obras são comparáveis pela sua riqueza às da caverna de Altamira ou da de Lascaux, embora o seu estado de conservação seja claramente inferior. Fonte Wikipédia.

Em  Lascaux e Altamira a gente visita  reproduções das grutas, pois as originais estão fechadas há anos para visitação pública.  Aqui a gente vê as pinturas originais feitas algo em torno de 15000 anos, eu fiquei arrepiada, é daquelas memórias que ficam com a gente para sempre. O número de visitantes é limitado, a Gruta abre as 9h, chegamos lá às 8:30h e fomos as primeiras, o guia disse que no verão as pessoas chegam as 3h da madrugada…

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Entrada da Gruta de Font de Gaume

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Pintura de um Bizão. Foto: Turismo de Les Eyzies

Les Eyzies acabou se revelando uma boa surpresa, chegamos à tardinha, quando toda a paisagem se cobre com um manto dourado. A cidadezinha fica na confluência de 2 rios o Vézère e o Beune de um lado e do outro um massivo de montanhas.

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Entrando em Les Eyziers-le-Tayac

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Neste massivo de montanha que está localizado o Museu Nacional da Pré História.

Nosso Hotel chama-se  Hostellerie du Passeur, recém reaberto, muito bom, na margem do rio e o restaurante é maravilhoso.

Destaque para as sobremesas que são divinas, comi um suflê de Grand Marnier que era uma loucura!

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Hotel em Les Eyziers – Hostellerie du Passeur

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Vista da janela.

Na sequência vou falar de Beynac, Domme, Rocamadour e a jóia de St Cirq Lapopie.