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Posts de setembro 2014

Happy Hour dia 6 de outubro : O México de nossos sonhos

28 de setembro de 2014 2

EventoMexico 06OCT

Um México profundo e colorido : San Miguel de Allende

24 de setembro de 2014 1

Assim como você , nós também nunca tínhamos pensado em colocar San Miguel de Allende num roteiro do Viajando com Arte , até chegarmos lá e nos apaixonarmos. Na verdade o México é um grande desconhecido por aqui e , tirando Cancún e para os mais antigos Acapulco , a Cidade do México é nossa única referência. Mas as cidade coloniais são encantadoras , coloridas e muito divertidas. O povo mexicano é hospitaleiro e adora os brasileiros, ainda mais quando visitam o interior, não somente as famosas praias do país.

San Miguel de Allende, junto com Querétaro ,  Guanjuato e Oaxaca (entre outras) são cidades coloniais espanholas, mas sua peculiaridade é que foi eleita pelos “gringos” uma cidade de veraneio , os mexicanos chama seus veranistas de “snow birds” , algo como pássaros do inverno. Isto mateve um ar mais preservado e estimulou o artesanato e o cuidado com a preservação do patrimônio histórico. É uma delícia caminhar pelas ladeiras e se perder entre contruções típicas e coloridas.

A cidade é bastante pequena para os padrões mexicanos. Segundo os dados do recenseamento de 2005, o município de Allende tem uma população de cerca 140 000 habitantes, dos quais cerca de 62.000 residem na cidade. A população estrangeira residente em San Miguel de Allende ronda as 12.000 pessoas. Quase todos trabalhando com arte em pequenos ateliers que podem ser visitados e são muito charmosos.

Os mexicanos não gostam de ser fotagrafados

Historicamente San Miguel tem uma relação estreita com a Guerra da Libertação do México , já que seu nome vem de Inácio Allende um herói desta odisséia. A sorte de San Miguel é que ficou esquecida no tempo até o início do século XX e só foi redescoberta por artistas que se mudaram para cá e fundaram um Instituto de Artes onde o muralista David Alfaro Siqueiros foi professor.

Igreja de San Francisco , estilo “gótico mexicano”

Flores de papel . exemplo do colorido artesanato mexicano

Bomba de gasolina antiga no centro de San Miguel

Mas o melhor na cidade é caminhar sem destino, descobrir ruelas, se encantar com o colorido artesanato e ao fim da tarde beber uma tequila num dos tantos bares e restaurantes espalhados pelos terraços e  ruas estreitas. Galerias de arte não faltam para encher o dia, muitos americanos usam a cidade como fonte de inspiração e tem aqui casas para descanso do frio que grassa na América nos meses de janeiro e fevereiro. A temperatura por aqui não chega a ser de calor extremo, mas o frio também não assusta.

Pátio interno de um restaurante local

San Miguel também é conhecida pelas festas populares, quase todas ligadas a algum acontecimento religioso. No mês de novembro acontece uma das maiores e mais coloridas, a festa do Dia dos Mortos, em 2 de Novembro, que para os mexicanos não tem uma conotação taciturna. Perdemos por questão de dias , mas ainda pudemos ver alguns altares dedicados a personagem símbolo , Catrina.

Catrina

O Hotel Sierra Nevada é um achado, espraiado entre várias casas bem preservadas, é puro charme e cuidado. O restaurante fica num pátio interno e além de lindo é super gostoso. Recomendo também pela localização, dá para conhecer a cidade toda a pé partindo do hotel. Aqui ficará o grupo do México com Arte em maio de 2015! Vão preparando as malas , voltarão repletas de lembranças coloridas.

Restaurante do Hotel Sierra Nevada

Casinhas onde ficam os apartamentos do Hotel Sierra Nevada

Fim de tarde com tequila e por do sol!

Para quem quer saber mais sobre o roteiro México com Arte ligue para (51) 3025.2626 ou pelo  link  :

http://www.portobrasil.com.br/files/docs/88a466ef1a8ce79add8c7093f84a5604.pdf

Por que você nunca ouviu falar no paradisíaco Saco do Mamanguá... Por Felipe S Pereira

20 de setembro de 2014 1

…apesar de ele ser o único fiorde do Brasil, oferecer incontáveis prainhas e cachoeiras, compor uma paisagem de tontear até os mais viajados, e ficar bem no meio do caminho entre São Paulo e o Rio de Janeiro? Confira 5 motivos possíveis:

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A cachoeira do Saco Bravo e o cenário de videogame que a rodeia – © Açony Junior

1- O acesso é difícil

A despeito da proximidade com Paraty, chegar no Mamanguá não é fácil. A rota mais comum envolve dirigir por uma estrada de terra sem iluminação até Paraty-Mirim e depois pegar um barco de pescador que corta a Baía de Ilha Grande até desembarcar na Praia do Cruzeiro. As outras opções não estão ao alcance de qualquer um: pode-se arriscar a longa caminhada que contorna o “fundo do saco” e atravessa um manguezal em cerca de 8 horas, fretar uma lancha desde Paraty, ou até (para os mais ousados) alugar um helicóptero e pousar na mansão onde o elenco do filme Crepúsculo ficou hospedado para gravar parte do quarto filme da série.

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O mapa do Saco do Mamanguá e da Ponta da Joatinga – © Associação Cairuçu

2- Conhecer as várias praias e cachoeiras exige esforço

Uma vez no Saco do Mamanguá, o deslocamento se dá somente por trilha ou barco. Para conhecer as 33 praias e 8 comunidades caiçaras que pontilham o perímetro desse braço de mar, é preciso andar por metade de um dia. Não que seja necessário passar por todos esses lugares. Há, no entanto, alguns (nem inclusos nessa soma) que merecem atenção especial. É o caso do Morro do Pão de Açúcar, um enorme monolito à beira d’água que oferece a vista mais deslumbrante da região, como recompensa para quem encarar os 50 minutos de subida. A cachoeira do Saco Bravo é outro atrativo imperdível. Não fica exatamente dentro do braço de mar: requer mais um ou dois dias de caminhada, contornando a península no sentido horário. Mas basta um vislumbre de sua queda sobre uma piscina natural em pleno costão para se ter certeza de que o desvio vale a pena.

 

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A vista literalmente estonteante do topo do Pão de Açúcar:  dá vontade de ficar girando pra ver sempre a beleza que se descortina mais adiante  - © Felipe Sant’Ana

3- Não há wifi nem 3G pra postar as férias no Facebook em tempo real

De fato, nem a energia elétrica chegou ao local definitivamente (ou tinha chegado, no início de 2014, quando estive por lá). Ainda que uma ou outra residência tenha seu gerador, a maioria dos campings e estabelecimentos apela para as velas e lampiões depois que o sol mergulha no horizonte. Sinal de celular é uma raridade. Mesmo assim (perdão pelo trocadilho), garanto que você nem vai ligar.

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Quem precisa de wifi num lugar como esse? – © Felipe Sant’Ana

4- Hotéis luxuosos ainda não se instalaram por lá

As opções de acomodação mais procuradas são o camping do Seu Orlando, na Praia do Cruzeiro (24-9916-3532), e a pousada Mamanguá Eco Lodge, essa um pouco mais confortável, na Praia Grande (http://www.mamangua.com.br). Quando em grupos maiores, vale a pena alugar uma das casas que se debruçam sobre as margens do fiorde, como a Casa Laranja (http://www.sacodomamangua.com/paginas/outrascasas.html). No entanto, os que buscam jacuzzis e serviços de quarto vão ter de esperar até que desembarquem os primeiros resorts no local… ou então ficar na casa que serviu de hospedagem ao elenco de Crepúsculo, como já mencionado.

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O terreno da casa que hospedou o elenco de “Crepúsculo” – © danbrazil.wordpress.com

5- Seu amigo que já visitou talvez não tenha te contado

A população que habita a Ponta da Joatinga (a península da qual o Saco do Mamanguá faz parte) é receptiva e apaixonada pelo lugar. Talvez por isso não seja grande o número de nativos que emigram para cidades grandes, e talvez por isso você não tenha ouvido histórias desse paraíso em primeira mão. Além disso, conhecidos que já estiveram no Saco do Mamanguá podem ter preferido manter o segredo para si, no intuito de preservar a virgindade do pedaço de litoral. Esse texto não tem a intenção de revelar muito, também, mas alguns segredos gastronômicos merecem o devido reconhecimento: é o caso dos camarões do chef Carlos, na Mamanguá Eco Lodge, e da comida preparada no forno da Dona Gracinha, na comunidade do Regato, onde só se chega por trilha. Quer conhecer o cardápio completo? É só reservar um tempinho no próximo feriado, e já começar a fazer as malas.

 

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Se no Mamanguá não há estradas, a criançada tem que aprender a remar desde