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Por que você nunca ouviu falar no paradisíaco Saco do Mamanguá... Por Felipe S Pereira

20 de setembro de 2014 1

…apesar de ele ser o único fiorde do Brasil, oferecer incontáveis prainhas e cachoeiras, compor uma paisagem de tontear até os mais viajados, e ficar bem no meio do caminho entre São Paulo e o Rio de Janeiro? Confira 5 motivos possíveis:

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A cachoeira do Saco Bravo e o cenário de videogame que a rodeia – © Açony Junior

1- O acesso é difícil

A despeito da proximidade com Paraty, chegar no Mamanguá não é fácil. A rota mais comum envolve dirigir por uma estrada de terra sem iluminação até Paraty-Mirim e depois pegar um barco de pescador que corta a Baía de Ilha Grande até desembarcar na Praia do Cruzeiro. As outras opções não estão ao alcance de qualquer um: pode-se arriscar a longa caminhada que contorna o “fundo do saco” e atravessa um manguezal em cerca de 8 horas, fretar uma lancha desde Paraty, ou até (para os mais ousados) alugar um helicóptero e pousar na mansão onde o elenco do filme Crepúsculo ficou hospedado para gravar parte do quarto filme da série.

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O mapa do Saco do Mamanguá e da Ponta da Joatinga – © Associação Cairuçu

2- Conhecer as várias praias e cachoeiras exige esforço

Uma vez no Saco do Mamanguá, o deslocamento se dá somente por trilha ou barco. Para conhecer as 33 praias e 8 comunidades caiçaras que pontilham o perímetro desse braço de mar, é preciso andar por metade de um dia. Não que seja necessário passar por todos esses lugares. Há, no entanto, alguns (nem inclusos nessa soma) que merecem atenção especial. É o caso do Morro do Pão de Açúcar, um enorme monolito à beira d’água que oferece a vista mais deslumbrante da região, como recompensa para quem encarar os 50 minutos de subida. A cachoeira do Saco Bravo é outro atrativo imperdível. Não fica exatamente dentro do braço de mar: requer mais um ou dois dias de caminhada, contornando a península no sentido horário. Mas basta um vislumbre de sua queda sobre uma piscina natural em pleno costão para se ter certeza de que o desvio vale a pena.

 

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A vista literalmente estonteante do topo do Pão de Açúcar:  dá vontade de ficar girando pra ver sempre a beleza que se descortina mais adiante  - © Felipe Sant’Ana

3- Não há wifi nem 3G pra postar as férias no Facebook em tempo real

De fato, nem a energia elétrica chegou ao local definitivamente (ou tinha chegado, no início de 2014, quando estive por lá). Ainda que uma ou outra residência tenha seu gerador, a maioria dos campings e estabelecimentos apela para as velas e lampiões depois que o sol mergulha no horizonte. Sinal de celular é uma raridade. Mesmo assim (perdão pelo trocadilho), garanto que você nem vai ligar.

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Quem precisa de wifi num lugar como esse? – © Felipe Sant’Ana

4- Hotéis luxuosos ainda não se instalaram por lá

As opções de acomodação mais procuradas são o camping do Seu Orlando, na Praia do Cruzeiro (24-9916-3532), e a pousada Mamanguá Eco Lodge, essa um pouco mais confortável, na Praia Grande (http://www.mamangua.com.br). Quando em grupos maiores, vale a pena alugar uma das casas que se debruçam sobre as margens do fiorde, como a Casa Laranja (http://www.sacodomamangua.com/paginas/outrascasas.html). No entanto, os que buscam jacuzzis e serviços de quarto vão ter de esperar até que desembarquem os primeiros resorts no local… ou então ficar na casa que serviu de hospedagem ao elenco de Crepúsculo, como já mencionado.

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O terreno da casa que hospedou o elenco de “Crepúsculo” – © danbrazil.wordpress.com

5- Seu amigo que já visitou talvez não tenha te contado

A população que habita a Ponta da Joatinga (a península da qual o Saco do Mamanguá faz parte) é receptiva e apaixonada pelo lugar. Talvez por isso não seja grande o número de nativos que emigram para cidades grandes, e talvez por isso você não tenha ouvido histórias desse paraíso em primeira mão. Além disso, conhecidos que já estiveram no Saco do Mamanguá podem ter preferido manter o segredo para si, no intuito de preservar a virgindade do pedaço de litoral. Esse texto não tem a intenção de revelar muito, também, mas alguns segredos gastronômicos merecem o devido reconhecimento: é o caso dos camarões do chef Carlos, na Mamanguá Eco Lodge, e da comida preparada no forno da Dona Gracinha, na comunidade do Regato, onde só se chega por trilha. Quer conhecer o cardápio completo? É só reservar um tempinho no próximo feriado, e já começar a fazer as malas.

 

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Se no Mamanguá não há estradas, a criançada tem que aprender a remar desde

 

Comentários (1)

  • Camilla Kafino diz: 2 de outubro de 2014

    Pra mim um dos lugares mais lindos que já visitei no mundo! Achei que as outras pessoas nunca tinham ouvido falar porque imaginei que só havia aquelas mansões milionárias por lá e por causa do acesso. Tive a sorte de trabalhar na área e conhecer de perto esse tesouro.

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