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Posts de abril 2015

Rota dos Faróis : Para quem gosta de uma boa indiada!!!

16 de abril de 2015 23

Eu já tinha consultado a meteorologia e a previsão era sol, achei que não podia esperar mais nem um dia para empreender a tão esperada aventura pela Rota dos Faróis que eu já vinha flertando desde que fiz um curso de Light room com o André Nery, fotógrafo  fera aqui da cidade, onde as fotos do curso eram sempre deste lugar tão mágico.

Já explico, a rota dos Faróis fica na estrada quem vai para Mostardas até São José do Norte. É daquelas indiadas que eu particularmente adoro! Se você só gosta de conforto  e super hotéis então nem pense em se aventurar nesta viagem, esta é só para os rústicos, para jipeiros que curtem um barro, areia fofa e muita, muita natureza.

Saimos de Porto Alegre no sábado de manhã, e fomos em direção a Cidreira,  pegamos à direita  na famosa ” Estrada do Inferno” só que agora é moleza, ela é todinha asfaltada. Na altura de Solidão  entramos à esquerda e poucos km depois estávamos na beira da praia, no famigerado farol da solidão, que confesso pra vcs me desapontou um pouco, pois eu imaginava na minha fantasia, um farol ermo numa ponta de praia desolada, e qual nada, hoje já existe uma pequena vila ao redor do dito cujo. Mas o dia ajudou, estava lindo, sem vento e o mar que eu imaginara rebelde e marrom estava verdinho, perfeito.

Resolvemos ir pela praia até Mostardas, e foi muito bom mesmo, primeiro porque já não me lembrava de praia com tantos pássaros, montes de gaivotas, garças, piru-pirus( nome de um passáro de longo bico vermelho) muuuuitas conchas, e incrivel! Uma tartaruga enorme morta na praia a cada 10 km, não me perguntem porque, não posso imaginar a razão.

Mostardas é uma cidadezinha muito simpática com prédios coloniais que ficou muito tempo isolada do mundo, em poucos minutos achamos um restaurantezinho bem típico onde serviram um bom filé à pé que foi exato para o tamanho da nossa fome.

Depois de um passeio até a praça da igreja seguimos o nosso rumo até Tavares, que seria o lugar indicado para passarmos a noite. Mas antes fomos conhecer a Lagoa do peixe, uma reserva onde a gente pode observar muitas espécies de pássaros e em especial os Flamingos que migram da Patagônia e do Chile.

Neste dia, nada de Flamingos, o que vimos foi um belíssimo por do sol na saída da Lagoa, e uma porção de jipeiros circulando até a beira do mar. Chegamos no nosso hotel o Parque da Lagoa, muito bonzinho, tem tudo que a gente necessita para passar uma noite, tranquilo, bom banho e cama. Saimos pra jantar na pizzaria da cidade, onde  o pessoal de Tavares se encontra aos sábados, e os turistas breves como nós também, pois os paulistas que estavam no nosso hotel também estavam por lá.

Este farol fica na Lagoa dos Patos na altura de Tavares, ele chama “farol da marca de dentro” é todo de ferro e foi importado da França.

 

Foi bem legal ter conhecido o Batista, no hotel, ele é um guia profissional e conhece toda a região, nos forneceu dicas preciosas do point onde poderíamos avistar os Flamingos. No dia seguinte partimos cedo com um mate em uma mão e a camera fotográfica na outra para a caça aos Flamingos. Entramos em uma fazenda onde se paga 5 reais para uma senhora na porteira e seguimos por dentro do campo, numa trilha onde só carros tracionados andam, e chegamos na parte sul da Lagoa do Peixe, e adivinhem quem estava lá esperando por nós? Os próprios – os belos Flamingos! Me lembrei de quando na África fazíamos os safaris fotográficos atrás dos big five, aqui a sensação foi parecida, eu mesmo só tinha visto Flamingos no Zoo.

Seguimos até São José do Norte que é uma cidade pequena, muito cuidada e tranquila, lá almoçamos no Brisamar, um restaurante que serve espeto corrido por 18 reais e rodizio de frutos do mar por 26, comemos super bem pois tinha vários tipos de camarão, peixe, casquinha de siri, mexilhões e o que é um bom indício  que o restaurante é bom, estava cheio.

Vista da cidade de Rio Grande.

 Nossa idéia inicial era cruzar de balsa de São Jose do Norte até Rio Grande e voltar pela BR116, mas pensamos melhor e escolhemos voltar pelo mesmo caminho, pela RS 101, pois a BR 116 é movimentada demais, sobretudo aos domingos.

Bom gente eu espero que vocês tenham gostado da nossa aventura caseira, foi um fim de semana perfeito, muito sol, natureza, voltamos com a cabeça e a alma mais leve. Altamente recomendável :-D

A Grécia para além de Mikonos e Santorini! Um passeio pelas ilhas Argo Saronicas

15 de abril de 2015 0

Dentre as mais de 700 ilhas habitadas na Grécia , eu duvido que você consiga enumerar mais de quatro ou cinco. Pois é , e isto não é um desconhecimento raro , poucas pessoas fora da Europa exploram o país como ele merece.

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Pois então, embarquem conosco para as Argo Saronicas, um grupo de ilhas bem próximo a capital Atenas e , ao contrário do que se possa imaginar , são mais preservadas e genuínas do que as famosas Mikonos e Santorini.

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A melhor forma de explorar este arquipélago é de barco ou ferry partindo de Atenas. Para que for de ferry existem muitas possibilidades de hospedagem nas diversas ilhas.

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Nosso caso era uma comemoração especial , um aniversário de 50 anos cuja festa durou uma inesquecível semana. Os alugueis de barco são bem frequentes nas marinas de Pireus e podem caber em vários orçamentos diferentes, dependendo da categoria do barco e do número de pessoas em cada um.

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Depois de uma noite em Atenas onde passeamos por Plaka e nos deliciamos com o visual do Monte Likabettus, iniciamos nossa semana de sonhos.

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Nosso roteiro iniciou em Poros. Um porto distante 60km de Atenas e que fica separado por um estreito canal do continente grego , a região do Peloponeso.

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Aqui tudo é preguiça , a vida é tranquila e tirando o barulho das festas que alguns bracos fazem no porto , o silêncio é total.

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Todos os dias fazíamos paradas estratégicas para mergulhar , andar de caiaque ou stand up paddle em alguma baía tranquila. As águas da região são tépidas, mesmo no final do verão quando o sol já não arde na pele.

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Spetses com seus quatro mil habitantes é a maior cidade que encontramos. Um charme com ruas fechadas a automóveis particulares, por aqui somente vespas , carruagens e taxis.

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Tem um porto relativamente grande que recebe ferrys diretamente de Atenas. Nos anos 60 e 70 foi um destino da moda entre ingleses e outros que buscavam mais tranquilidade. Desta época é o Poseidonion Grand Hotel que até hoje é o mais luxuoso da região, em estilo clássico buscando imitar o Negresco de Nice.

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Muitos bares e restaurantes se alinham pela beira das várias marinas que formam baías simpáticas e coloridas. Aqui daria para ficar mais uns dias sem cansar.

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Nosso próximo destino foi uma noite ancorada no meio do nada ! Isto mesmo , era noite de lua cheia e aproveitamos a luminosidade natural para curtir o silencio da noite com vinho rosé e polvo grelhado ! Cozinhávamos quase todos os dias no próprio barco , mas para isto levamos um amigo chef que foi nossa salvação.

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Para os menos agraciados com dotes culinários os barcos oferecem um serviço básico de cozinha ou a possibilidade de contratar um chef que faça a viagem no barco! Também pode-se jantar nos portos e almoçar lanches no barco.

Acordar com o balanço do mar e ver o sol nascer no horizonte é algo que não tem preço.

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As cabines/suites não eram grandes , mas acomodavam muito bem 2 pessoas com uma mala cada. Banhos bem comodos no próprio banheiro de cada suíte.

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Passamos a noite seguinte num pequeno porto simpático onde compramos mais polvo! Quase criámos tentáculos nesta viagem , mas não dava para resistir! Ermione, bem assim como a menina de Harry Poter. Minúscula mas também ligada a Atenas por ferry, foi a que menos me apaixonou no trajeto.

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Seguimos para a cereja do bolo! Tínhamos que chegar cedo pois a marina é a mais concorrida e queríamos aproveitar o dia inteiro em Hydra.

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Hydra foi um dos lugares mais intocados que eu conheci , uma legítima colônia de pescadores com menos de 2 mil habitantes, nenhum veículo motorizado e um turismo muito tranquilo . Aqui os únicos meios de transporte são burricos , que levam grande parte da carga também e uns poucos mini tratores para o serviço mais pesado.

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Tudo é encantador, parece que os bouganvilles são mais floridos , os gatos encontram um paraíso de descanso e paz e as águas… são de uma transparência alucinante. Sabe aquelas fotos onde os barcos parecem estar boiando no ar , pois é assim mesmo!

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Monastérios se espalham pelas ruelas que sobem até as montanhas do interior. Cafés , lojas transadas e muito para desfrutar em termos de praias de pedra e grutas para praticar mergulho. Em 2007, a National Geographic Traveler classificou Hydra no mais alto grau de preservação da integridade ambiental entre todas as ilhas gregas e décima primeira do mundo.

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Acabamos nosso périplo com uma sensação de que o paraíso existe e pode ser usufruído sem que precisemos abrir mão do resto de nossas vidas nem vender a alma ao diabo!

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Para quem gostou deste post , visite nosso site e descubra outros passeios em grupos especiais ou contrate uma assessoria particular para montar sua própria viagem :)

https://www.viajandocomarte.com.br

 

Frida Kahlo no Intituto Ling - Palestra de Clarisse Linhares

02 de abril de 2015 0

Dia 7 de abril , terça-feira , às 19:30h

Ingressos no local

Rua João Caetano 440, Bairro Três Figueiras , Porto Alegre

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