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Posts de julho 2015

Alentejo , além mar, além...

29 de julho de 2015 0

Começar a falar de um lugar sempre tem um que de melancolia, dos momentos que lá passamos e dos carinhos que lá deixamos. O Alentejo é mestre neste quesito , nos toca o coração mais que aos outros sentidos mais superficiais. Tem um que de desamparo , de solidão características de uma região de grande extensão e  pouca população. Amplitude que toca do Atlântico à fronteira com a Espanha, espaços de campos banhados de luz pontilhados por oliveiras e corticeiras. Onde a população se concentra em pequenos povoados caiados com janelas emolduradas de azul do céu ou amarelo dos campos.

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Alentejo

Saindo de Lisboa e cruzando a Ponte 25 de Abril está o Alentejo, região entre a capital portuguesa e a fronteira espanhola, é uma área predominantemente rural, ocupada por extensos olivais e vinhedos. Évora fica na rodovia A6 de Portugal, à uma hora e meia de carro de Lisboa.

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Évora – Templo de Diana

Grande parte dos excelentes presuntos do país e outros produtos de porco vem daqui, assim como a maioria das rolhas do mundo. Os famosos porcos de patas pretas da região, aliás, engordam com os frutos que caem dos sobreiros e azinheiras. Sem falar, é claro, de seus vinhos, de primeira linha. Suas atrações são numerosas, mas muito perto umas das outras.

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Nas estradas os sobreros, de onde se tira a cortiça, montam um cenário de cartão postal combinando com trigais e paisagens campestres. Eu adoro vagar por estradas tranquilas e descobrir cidades que nem sonham ser atrações turísticas, é lá que, na maioria das vezes deixo um pedacinho do meu desejo de retornar.

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Este foi o caso de Montemor-o-Novo onde escapamos da autoestrada para adentrarmos no coração de um Portugal rural , antigo e genuíno. Não sei muito sobre a cidade , foi uma descoberta casual e prefiro mantê-la assim, um encontro de olhares sem pretensões históricas.

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Três imagens de Montemor-o-Novo

A maior cidade da região é Évora, mas todo o Alentejo possui um grande número de cidadezinhas de arquitetura típica, com casinhas caiadas, fortalezas medievais, palácios, igrejas barrocas, resquícios da época romana e até sítios arqueológicos do Paleolítico.

 

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Évora

Ao contrário das metrópoles , que exigem tempo para serem desbravadas, Évora é um bibelô que se encaixa perfeitamente em um passeio de um dia.

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A cidade reúne, em espaço relativamente pequeno, uma incrível combinação de arquitetura romana, gótica e barroca – que fez de Évora Patrimônio da Humanidade pela Unesco.

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Ruas de Évora

Capital do Alto Alentejo, Évora é dona uma história peculiar, com períodos como importante centro  urbano romano e baluarte fortificado mouro. Ela foi centro da corte portuguesa na dinastia Avis (1385-1580), quando muitos de seus prédios mais interessantes foram edificados.

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 Praça do Giraldo

O centro da cidade é a Praça do Giraldo , mas acho que a atração mais fotografada é o Templo de Diana , resquício do passado romano da região.

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Templo de Diana

Monsaraz é uma cidade amuralhada no topo de um monte, com uma bela vista para a barragem do Alqueva, cheia de casinhas brancas e que ainda mantém intactas as ruas construídas há muitos séculos. Uma cidade cheia de silêncios, ausências e histórias.

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Cidade e Igreja de Monsarás

Eu tenho uma  especial com a cidade , indiquei para um casal de amigos passarem e conhecerem a região . Pois foram e se apaixonaram, acabaram ficando por lá quase uma semana , estadia esta que acabou gerando um livro de poesias.

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Monsarás

Copio aqui o poema do Celso Gutfreind, que traduz um pouco a alma do lugar :

Silêncio em Monsarás

Chegamos ao silêncio absoluto. O silêncio onde o sino aparece soberano de si e do que não é sino e também resplandecem os ruídos de dentro , melodias que trazem as palavras que tentam sair pelo intestino, dizendo o que foi paz e hoje são murmúrios. Chegamos ao silêncio que expõe nosso barulho.

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Passear sobre a muralha da cidade é uma experiência “elevada”, uma das menores e mais pitorescas vilas do Alentejo, mas que foi o ponto alto da estadia de quase todos que passam por lá!

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Campos do Alentejo

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 Muralhas de Monsarás

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Jardim Majorelle - o oásis de YSL em Marrakech

27 de julho de 2015 1

“Faz muitos anos que encontro no Jardim Majorelle uma fonte inesgotável de inspiração e seguidamente sonho com suas cores que são únicas”

                                                           Yves Saint Laurent

 

Este é um dos pontos altos da viagem para o Marrocos que faremos em outubro, um roteiro detalhadamente escolhido para encantar com a diversidade deste país único. 

 Para saber mais sobre o roteiro de outubro clique aqui :

http://cdn.wp.clicrbs.com.br/viajandocomarte/files/2015/04/RoteiroMarrocosA4.pdf

Ou entre em contato pelo fone (51) 3025.2626

Para quem conhece um pouco do Marrocos, esta imagem pode lembrar Chefchaouen, a cidade azul do Riff , norte do país. Ou mesmo o colorido mexicano de Frida Kahlo e Diego Rivera. Mas este belo cenário é um oásis em meio a turbulenta Marrakech.

Estando em Marrakech, uma cidade quase monocromática em tons de vermelho e ocre , é um deleite ainda maior a visita ao colorido Jardim Majorelle.

Visitando a Exposição de YSL no Petit Palais em Paris em 2013, me emocionei quando assisti a um video onde Pierre Bergé falava que as  coleções eram gestadas aqui nestes jardins onde ele e Yves passavam grandes temporadas, depois de tudo criado no imaginário é que iam para Europa executar.  Agora o deleite pode ser maior com o filme, “O Louco Amor de Yves Saint Laurent” que trata da vida deste homem genial e sua vida amorosa e mente perturbada, pela ótica de seu companheiro e emprésário por 50 anos. Adorei as imagens que mostram a casa do casal no Jardim Majorelle, com todos os objetos artísticos adquiridos durante a turbulenta estada no Marrocos, numa época em que o país era destino de artistas e pessoas em busca de emoções e inspiração.

O filme tem um arquivo de imagens rico , misturado  cenas  recentes, como a de seu velório e a do “leilão do século”, em que Bergé vendeu a vasta coleção de arte que ele e YSL montaram ao longo de meio século. O tom do documentário é de profunda melancolia, com longas e lentas panorâmicas dos lugares onde o casal viveu. 

YVES SAINT LAURENT, MARRAKECH, MOROCCO, 10TH APRIL 1969

Patrick Lichfield

Foi neste local que o famoso costureiro e colecionador de arte, Yves Saint Laurent, pediu para ter suas cinzas espalhadas após sua morte em 2008. YSL Pierre Bergé, adquiriram esta propriedade em 1980 e restauraram em todo seu explendor, criado por Jacques Majorelle em 1924.

Mausoléu de Yves Saint Laurent

Filho de um expoente da Art Nouveau da Escola de Nancy, Louis MajorelleJacques Majorelle foi pintor de aquarelas, apaixonado pelo mundo árabe. Chegou à Marrakech em busca da cura para uma tuberculose e da mística oriental, em 1919. Comprou um grande terreno, quase dentro da medina da cidade, e começou uma coleção de plantas que compreendia exemplares dos cinco continentes, com grande ênfase nos cactus.

 

O jogo de cores é arriscado mas encantador! Os pássaros parece que foram hipnotizados pelos tons fortes de amarelo e azul cobalto, conhecido como azul majorelle, e fazem um coro como música de fundo.

 

 

Mesmo já tendo visitado algumas vezes o jardim, que fica no coração da Nouvelle Ville de Marrakech, é um local de paz e frescor que não me canso de admirar. Uma ótima pedida é almoçar na cafeteria que tem sucos de laranja com romã e abacaxi como especialidade. Os sanduíches também são muito gostosos, ainda mais para quem já está no país há alguns dias e ávido para mudar o cardápio.

Nos dias de verão,  lufadas de vapor d’água são liberados a cada cinco minutos , tornando o ambiente super agradável

Mas a melhor parte da história começa quando Yves Saint Laurent,  natural da Argélia, vai para Paris estudar alta costura e é contratado por Christian Dior como assistente. Em 1960 volta para seu país para servir na guerra e no retorno funda sua própria grife. Inspirado em artistas como Mondrian , Picasso , Matisse e Delacroix cria moda que vai vestir mulheres marcantes.

Uma máxima de Bergé :

 Chanell libertou as mulheres, Saint Laurent lhes deu poder

Em 1980 os companheiros adquirem a propriedade, praticamente em ruínas. Reformam e mantém uma parte já  aberta ao público desde 1947.  Pelas frestas dos bambus pode-se vislumbrar a belíssima moradia. Na livraria, ao lado do café, encontrei um exemplar com fotos do interior da casa, indescritível pela arquitetura mas principalmente pelas obras de arte.

Chiado e Bairro Alto - onde tudo acontece em Lisboa

23 de julho de 2015 7

Lisboa está na moda em toda a Europa e por aqui não há quem não tenha colocado Portugal em sua mais nova lista de desejos.

Pois é , e em Lisboa o que mais bomba em termos de restaurantes , lojas transadas e muita gente bonita é o Chiado e sua extensão mais acima , comumente chamado de Bairro Alto.

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A região mais artística e cosmopolita de da cidade foi devastada por um incêndio em 1988. Embora tenha perdido na tragédia parte dos edifícios Art Nouveau do século 18, o Chiado foi reconstruído e remodelado com maestria do arquiteto português Álvaro Siza Vieira.

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Seguindo nosso itinerário , partindo da Baixa pode-se subir à parte alta da cidade de várias maneiras.

Numa transversal da rua Augusta, na rua de Santa Justa,  está o Elevador de Santa Justa , que desemboca no Largo do Carmo , uma dos mais simpáticos recantos da região.

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Elevador Santa Justa

Aproveitem para entrar nas ruínas mais emocionantes de Lisboa na minha modesta opinião, o Convento do Carmo , uma igreja parcialmente destruída mas que foi conservada em ruínas e é um monumento forte e importante para a memória portuguesa. A Igreja e Convento do Carmo foram construídos no século 14, mas devastados no grande terremoto de 1755, a tragédia que quase varreu Lisboa do mapa.

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Convento do Carmo

No entorno está um dos bons hotéis do Chiado , e olha que aqui são muitos. O Hotel do Carmo , com um budget mais alto e para quem quer economizar o  Teatro Bed & Breakfast fica logo na próxima esquina e é bem simpático, confortável  e mais simples.

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Hotel Teatro Bed & Breakfast

Para quem vem do Rossio a subida para o Bairro Alto pode ser feita pelas escadarias da Calçada do Carmo e depois emendar na Calçada do Duque. Uma subida cenográfica , com restaurantes e bandeirinhas nas escadarias. Encantador principalmente ao cair da noite.

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Calçada do Duque

Já no Bairro Alto, considerado a zona boemia da cidade, é quase uma  extensão do Chiado. É frequentado por intelectuais, artistas, designers e oferece um clima vanguardista. Lá em cima , rumar para o Miradouro de Santa Catarina que oferece uma das mais lindas vistas da cidade em meio a um jardim bem cuidado e aprazível.

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Ao longe o Castelo de São Jorge emoldurado pelo casario colorido, parece uma montagem de tão lindo. Aproveitem para visitar o Museu da Farmácia que fica logo em frente e traz 5 mil anos de história da Saúde!

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A terceira opção para alcançar esta região é tomar um dos vários elétricos que sobem as ladeiras com seu charme pitoresco.

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Não deixem de passear pela rua Garrett, o coração do Chiado onde está o famoso café A Brasileira , os Armazéns do Chiado , uma espécie de shopping com várias lojas que continuam a vocação comercia da rua. Daqui a descida para o Tejo é especialmente  impactante.

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Rua Serpa Pinto

São muitos endereços interessantes de lojas e designers legais por aqui. Perambulem pelas rua da Misericórdia, rua da Rosa, rua das Gáveas e muitas surpresas estarão no caminho. Desde lojas de roupas de estilistas locais até produtos inusitados como flores , perfumes , charutos e chocolates.

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Para um happy hour o bar do Hotel Bairro Alto (Praça Luís de Camões 2) é um must , oferece uma paisagem única. Para jantar eu indico o bistrô 100 Maneiras (Largo Trindade 9 ), super moderno e avant garde na apresentação dos pratos. Para um jantar mais refinado o Tágide (Largo da Academia Nacional de Belas Artes 18-20) ou o Largo (Serpa Pinto 1200) podem ser  excelentes opções  também. Para um endereço moderninho o Sacramento na Calçada do Sacramento vale a visita. E para provar que Lisboa está sintonizada com as tendências de qualquer outro país pipocam hamburguerias transadas pela cidade. Curtimos o visual da Honorato Hamburgueria Artesanal na esquina da Tv. do Carmo com a Serpa Pinto.

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Sacramento

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Prato de bacalhau do Bistrô 100 Maneiras

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Hamburgueria Honorato

Mas para além de tudo isto , a região conserva sua alma genuína , com as fachadas cheias de roupas penduradas e um clima nostálgico e original. As tradições são preservadas e ainda passam de geração em geração, na religiosidade e na postura  e seriedade de comportamentos.

 20150516_195935                Meninas comemorando a Primeira Comunhão

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Lisboa mais perto de Porto Alegre

Compartilhar viagens de carona - Bla Bla Car

20 de julho de 2015 0

Bla Bla Car

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Minha filha que mora na França me contou sobre este serviço que lá não é novidade, eu mesmo nunca tinha ouvido falar, mas achei a ideia genial para quem quer viajar gastando pouco de forma segura e de quebra ter a chance de fazer amizades no exterior, pois olhem do que se trata:

Vocês já ouviram falar?

Cada vez mais difundida é uma ideia genial criada em 2006 pelo super jovem francês Frederic Mazella .

Bla bla car – é a maior comunidade de compartilhamento de carona do mundo.

Você entra no site que tem milhares de motoristas cadastrados, coloca o trecho que você quer fazer e voilá , aparecem várias opções de pessoas que oferecem carona entre cidades e compartilham o custo da viagem.

O Bla bla car já conta com mais de 20 milhões de membros cadastrados em 19 países.

Não é genial?

Aqui está a página de Portugal, dá uma olhada:

https://www.blablacar.pt/

 

A ilha das 113 praias (e da 7º mais bonita do mundo!): Ilha Grande no Rio de Janeiro

19 de julho de 2015 0

Quando se trata de viagens, é difícil encontrar unanimidades (Rio ou São Paulo? Madri ou Barcelona? Nova Iorque ou São Francisco?). Na tentativa de formar consensos, tornam-se populares os rankings que ordenam destinos em diferentes categorias. Em 2013, o Tripadvisor  divulgou sua lista das 10 praias mais bonitas do mundo, e duas brasileiras deram as caras. Em quarto lugar, aparecia a Baía do Sancho, em Fernando de Noronha. Até aí, nenhuma novidade. A surpresa surgia mais adiante, no sétimo lugar: Lopes Mendes, na Ilha Grande, estado do Rio de Janeiro. Por mais que o destino já fosse conhecido, a ilha costumava viver à sombra de vizinhos mais populares, doméstica e internacionalmente: Angra dos Reis, Paraty, e a própria cidade maravilhosa.

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A praia de Lopes Mendes. ©IlhaGrandeTours

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Justiça seja feita: Ilha Grande é um paraíso natural que merece incontáveis visitas. A Vila do Abraão é a comunidade que abriga o cais onde chegam e partem as embarcações que fazem a ligação com o continente. Maior núcleo local de urbanização, é lar de 3000 habitantes, e concentra a maioria das pousadas e da infraestrutura turística da ilha. De lá partem 5 das 16 trilhas que costuram a porção de terra – na ilha, não circulam carros ou motos que não sejam do governo.

 

felipe 2Anoitecer na praia em frente à Vila do Abraão. ©Felipe Gaúcho

 

Lopes Mendes, a sétima praia mais bela do mundo, é o destino da mais famosa dessas trilhas. Em cerca de três horas de caminhada, passa-se pelas enseadas de Mangues, Palmas e Pouso, até que se chegue do fim do percurso. A recompensa se descortina por detrás das folhagens sobre um caminho de areia que encerra a trilha: depois dele, adentra-se uma faixa larga de areia, nas extremidades da qual ficam a sombra das palmeiras, de um lado; e a água esmeraldina e refrescante, do outro. A visita também pode ser feita de barco, o que substitui a caminhada de três horas por uma navegação de vinte minutos. Mas o conforto tem seu preço. Quem opta pelo barco deixa de conhecer Palmas, uma das praias no meio do caminho, onde ficam alguns balanços feitos de corda, píers que parecem cenários de filme, e dez vezes menos gente em comparação com a vizinha famosa.

 

felipe 3A recepção aconchegante de um nativo da praia do Pouso. ©Felipe Gaúcho

 

A relação entre facilidade de acesso e quantidade de visitantes é uma tônica em todas as 113 praias da ilha. No geral, quanto mais para o sul ou para o oeste se vai, mais selvagens e despovoadas são as baías. Aventureiro, a três horas de barco da Vila do Abraão, não tem energia elétrica, e nela só é possível pernoitar em campings. Parnaioca, igualmente isolada e encantadora, não tem nem sinal de celular, e hospeda meros cinco valentes habitantes.

 

felipe 4Criança desconfiada observa a chegada de visitantes em uma praia inóspita. ©Felipe Gaúcho

 

Ilha Grande não carece de opções para os menos destemidos, no entanto. Agências de turismo oferecem passeios de barco que contornam toda a ilha ou metade dela, em um dia, com paradas e lanches em algumas das suas mais bonitas enseadas. Os fãs de mergulho podem se esbaldar nas águas límpidas da Lagoa Azul e da Lagoa Verde, que, quando não superlotadas (é sempre bom evitar esses locais na alta temporada), colocam o visitante em contato com cardumes vastos e tartarugas marinhas acostumadas à proximidade com humanos. E, em um circuito que se percorre a pé em uma hora, partindo da Vila do Abraão, é possível conhecer a Cachoeira da Feiticeira, um paredão vertical com uma queda d’água de 15 metros e um poço agradável; e as ruínas do Lazareto, um antigo hospital que isolava pacientes em quarentena do resto da sociedade, até o começo do século passado.

 

felipe 5A Cachoeira da Feiticeira. ©Navegantes Turismo Ilha Grande

 

O antigo Lazareto não é a única construção da ilha que carrega consigo as marcas de um passado sombrio. Resguardando a praia de Dois Rios (na minha humilde opinião, muito mais linda do que a famosa Lopes Mendes), fica um antigo presídio, um dia considerado “de segurança máxima”. Dentro dele, na época da ditadura, a convivência entre presos políticos e assaltantes de banco incitou a formação de grupos que inciaram um nova capítulo na história da violência urbana nacional. Foi ali, diante de uma das praias mais bonitas do país, que surgiu o Comando Vermelho, hoje uma das maiores facções criminosas brasileiras.

felipe 6Fim de tarde na praia de Dois Rios. ©Felipe Gaúcho

 

Desde que um dos líderes da facção deixou o presídio em um helicóptero, numa das fugas mais espetaculares da nossa história carcerária, o legado desses tempos foi ficando pra trás. O complexo penal foi desativado, uma unidade da UFRJ se instalou nas proximidades, e se constituiu uma espécie de cidade fantasma, onde charmosas casas de estudantes se avizinham a mansões abandonadas, num cenário misterioso que só engrandece a aura mística em torno da praia de Dois Rios.

felipe 7O pôr do sol ao fim de um passeio de barco. ©Felipe Gaúcho

 

Pousadas abundam na Vila do Abraão, e vão das mais básicas às que oferecem algum conforto extra (nada perto de cinco estrelas, contudo). Algumas opções de hospedagem mais charmosas são a Pousada do Tagomago, na Praia do Canto, e a Pousada Estrela da Ilha, dentro de uma construção elegante de madeira e pedra na Praia Freguesia da Ilha. Há, também, acomodações para os que buscam um pouquinho mais de extravagância. A vinte minutos de caminhada da Vila do Abraão, fica um sítio recentemente premiado pela Casa Claudia por seu jardim impecável, com nove suítes e privacidade total, ideal para viagens de famílias grandes.

 

Diferentes embarcações fazem o trajeto entre a ilha e o continente. Para conferir os horários, é só http://ilhagrande.org/

Felipe Sant’Ana Pereira

Para saber mais sobre o litoral Carioca e Paulista

Litoral Paulista : Camburi , Baleia e Boiçucanga

Por que você nunca ouviu falar no paradisíaco Saco do Mamanguá… Por Felipe S Pereira

Grumari e Prainha, o Rio de Janeiro preservado

 

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5 motivos para amar Paris

17 de julho de 2015 6

Paris é uma das cidades mais lindas do mundo, o que já razão suficiente para você visita-la, mas se só este argumento não te convenceu, vou listar 5 razões para que você ame Paris tanto quanto eu.

5 motivos porque eu AMO Paris

Paris é uma cidade plana, perfeita para percorrer de bicicleta. Os motoristas estão super acostumados a dividir o trânsito com bicicletas o que aliado com todas as ciclovias e sinalizações, torna pedalar muito seguro. E se você já pedalou em alguma cidade, sabe como é gostoso, pois a gente tem a oportunidade de vivenciar, experimentar mais a vida da cidade e não cansa tanto quanto andar à pé. E algo que me dá extremo prazer é voar as tranças pelas ruas e parques de Paris de bicicleta.

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Qualquer pessoa com um cartão de crédito pode alugar uma Velib, aquelas bicicletas disponibilizadas em todos os lugares da cidade.

Experimente, garanto que você nunca mais vai querer ficar andando de metro para cima e para baixo  outra vez.

Uma das regiões mais legais de Paris na minha opinião, é a vizinhança do Canal Saint Martin. É um bairro descolado e jovem. Todos os finais de tarde a margem do canal se enche de gente bonita fazendo happy hour, saindo do trabalho, sentando na murada do canal e armando grandes pic nics. Um astral ótimo, tem uma pizzaria inclusive onde você faz o seu pedido e eles te dão um balão cor de rosa, quando a pizza fica pronta eles vêem o seu balão de longe e vão lá entregar a pizza em mãos!

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Canal Saint Martin

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Toda a galera picnicando à tardinha.

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Caminhar pelas margens do Sena especialmente à tardinha quando a cidade se cobre de um colorido sépia, a visão do por do sol a partir da Pont des Arts  amolece até os corações mais duros.

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Ver o por do sol na Pont des Arts

Parques e jardins incríveis

Os parques de Paris tem uma beleza diferente em cada estação do ano, um dos meus preferidos é o Buttes-Chaumont, que fica no 19º arrondissement, perto de Belleville, é enorme, com  25 hectares de um terreno acidentado, com colinas verdes, uma ponte gigante, o parque é cheio de cerejeiras, o que torna sua visita em abril um espetáculo, pois as cerejeiras rosas e brancas estão no auge da floração.

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Cerejeiras em flor no Parque Buttes-Chaumont

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a ponte e o coreto neoclássico do parque

Outro lugar muito legal é o Parc Floral, um jardim botânico que fica dentro do Parque Bois de Vincennes. É um lugar para fugir do barulho da cidade. Tem 31 hectares e várias estufas para a gente visitar. Tem um bar/restaurante onde se pode sentar na rua pegando sol e tomando um bom vinho rose.

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Parque Floral

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Comida justa no restaurante/bar do parque Floral

Boulangeries e mercados

Tem coisa melhor do que pão crocante com queijo e vinho?

Em Paris nem precisa gastar muito, você pode entrar em qualquer boulangerie ( padaria) que a baguette vai ser crocante e deliciosa. Passe em algum dos muitos mercados da cidade, tem um bárbaro aos sábados na Bastilha, na Rua Richard Lenoir, os pequenos produtores dos arredores de Paris trazem seus produtos frescos direto da fazenda. A gente come com os olhos, tudo lindo, as frutas, ostras, queijos, presuntos, tudo convida a um grande pic nic, em algum parque ou jardim da cidade.Tem uma grande ala reservada as comidas de todos os gêneros e outra ala de antiguidades e objetos vários, na verdade tem de tudo! O negócio é garimpar!

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Mercado aos sábados na Bastilha, na Rua Richard Lenoir

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Frutas, verduras, ostras e todo o tipo de produto fresquinho, direto dos produtores

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E a parte do mercado dedicado as antiguidades

 

Fora que somente andar pelas ruas de Paris e observar os detalhes dos prédios, as portas, a influência clássica da arquitetura já me deixa levitando. E a todo momento fico perdida nos meus pensamentos e digo baixinho “ como estou feliz, estou em Paris”

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as portas de Paris

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Se vocês gostou deste post :

Primavera em Paris – Parte I

Primavera em Paris – Parte II

Recantos de Paris

 

Lisboa renovada: Cais Sodré , Alfama e Rua Augusta

16 de julho de 2015 1

Estive em Portugal nos primeiros dias ensolarados do verão e vou contar e experiência numa série de posts nos próximos dias, acompanhem aqui!

Minha experiência em Lisboa era antiga , numa época em que imperava um espírito ranzinza,  de um momento de poucas perspectivas e baixa autoestima. Portugal era o primo pobre da Europa , e Lisboa cheirava a mofo com prédios mal conservados e pessoas mal humoradas.

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Arco da Rua Augusta

Bom , nesta primavera minhas péssimas lembranças foram dissipadas como num toque de mágicas. Voltei a Lisboa e encontrei uma capital jovem e renovada por um povo que se reciclou e recebe o turista como ninguém.  Gentileza , cortesia e principalmente um desejo profundo e autêntico de mostrar o que o país tem de melhor em termos de tradição , mas também de novos projetos.

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Cais Sodré

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Cais Sodré

As mais conhecidas atrações de Lisboa foram remodeladas e estão prontas em seu mais reluzente esplendor! Partindo da Praça do Comercio , passando pelo Arco e entrando pela  Rua Augusta , não se vê uma parede descascada e nenhum andaime de restauração , raridade nas cidades históricas europeias.

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Praça do Comércio

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Arco da Vitória

Já na beira do Tejo, o novo Cais Sodré encanta pela modernidade integrada a paisagem antiga. Dali da para pegar todos os meios de transportes que estão integrados , trem , barco ou até os famosos bondes de Lisboa . Ali convivem em harmonia lisboetas e turistas de todas as nacionalidades. Em tempo , a Europa descobriu Portugal , hordas de franceses e anglo-saxões vem em busca de sol , temperaturas mais amenas e dos preços que por aqui ainda são bem mais convidativos.

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Cais Sodré

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Cais Sodré

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Daqui dá para pegar o elétrico 28 e seguir para Alfama e seu Castelo de São Jorge. Subir a ladeira a pé  pode ser interessante , mas é cansativo e pode faltar fôlego para explorar o que Alfama tem de mais interessante. O bairro ainda conserva um ar mais retrô , mas esta mais limpo e  repleto de opções. Muito giro na gíria local!

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Alfama e o Castelo de São Jorge

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Alfama

Os telhados de Alfama são espetaculares e de lá se avista o porto onde muitos navios turísticos aportam diariamente trazendo muitos visitantes de 1 dia para a cidade.

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Voltando para a rua Augusta uma volta no tempo , ela lembra um tempo de fausto nas fachadas coloridas e nas pastelarias com doces deliciosos. Um passeio desde o arco a outra extremidade leva até a Praça do Rossio, o coração da cidade que prepara a subida para o Bairro Alto .

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Fachadas da Rua Augusta

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 Doces portugueses

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Para saber mais:

Passando por Lisboa

Crônica de Lisboa

Em Setembro - mais um roteiro do Viajando com Arte: PERU!

15 de julho de 2015 0

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Um pequeno grupo irá desbravar com Mylene Rizzo a trilha LARES – de lodge a lodge!

Um roteiro para quem quer aventura (na sua medida) mas também não abre mão do conforto e da boa gastronomia peruana.

Com passeios de bicicleta, pic-nic no Vale Sagrado, aulas de história em Cuzco e Machu Picchu .. e todos os detalhes que quem já viajou conosco conhece.

Aqui o roteiro em detalhes :

https://issuu.com/mondaycomunicacao/docs/peruadventure?e=0

Informações pelo viagens@portobrasil.com.br ou pelo fone (51) 3025.2626
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Saindo dos trilhos em Buenos Aires

09 de julho de 2015 0

Buenos Aires é uma cidade que chama a gente no inverno , nem que seja como ponto de conexão para alguma estação de esqui . Por isto os programas muitas vezes se repetem e então lembrei de colocar aqui duas sugestões saindo dos trilhos e das lojas.

Uma ótima opção de museu na cidade é a Coleção de Amalia Lacroze de Fortabat (Puerto Madero, dique 4, na frente da Torre Fortabat). É surpreendente pela qualidade e variedade de obras que apresenta, com exemplares de Chagall, Miró, Andy Wharol, Klimt, Peter Brueghel e  vários pintores argentinos.  Inaugurada em Puerto Madero em 2008, tem o acervo baseado na fortuna de uma das famílias mais poderosas do país dona da da  empresa de cimento , Loma Negra. O prédio é um atrativo a parte , todo em aço e vidro é um obra do arquiteto uruguaio Rafael Vigñoli. O teto tem um sistema móvel de alumínio que abre e fecha conforme a incidência do sol.

The Fortabat Art Museum

Museu Amalia de Fortabat

Para completar o programa dá para almoçar no Puerto Madero e ainda cruzar o canal para passear neste bairro super moderno e cheio de opções.

 

 

Pois aqui mais uma ideia super descolada, o  Faena Arts Center , além de ficar na região de Puerto Madero , mas do outro lado do rio onde a sensação é de estar numa metrópole rica e moderna ( calma , eu adoro a cidade velha também) que em nada se assemelha a Buenos Aires tradicional, o centro de artes contemporânea é lindo e oferece exposições itinerantes.

 

 

Ali já rolou uma individual do artista brasileiro Ernesto Neto que anda bombando pela cena Artsy mundial  e até um site specific com o duo artístico do Assume Vivid Astrofocus que simulava uma retrô roller dicoteca  para comemorar os 10 anos do Hotel Faena. A performance foi aberta ao público e contou com um grupo eclético de DJs internacionais. Desde a inauguração do Hotel Faena num silo de 1902, a região,  até então abandonada na beira do rio , experimentou um renascimento cultural .  

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 (http://www.assumevividastrofocus.com/page.html?id=41)

A partir de 23 de julho de 2015 entra em cartaz a exposição

Faena by Studio Jobs : Futopia

Faena Arts Center

Aimé Painé 1169,
Segunda a sexta, 2:00 p.m. – 8:00 p.m.
sábados 2:00 p.m. – 10:00 p.m.

 

Coleccion de Arte Amalia Lacroze de Fortabat

Olga Cossettini 144
Terças a domingos 12 a 20.
Segunda cerrado.

 

Para saber sobre roteiros em grupo ou assessoria particular do Viajando com Arte visite nosso site www.viajandocomarte.com.br

 

Litoral Paulista : Camburi , Baleia e Boiçucanga

02 de julho de 2015 1

Fazia muito tempo que eu não andava por lá . Não dá nem para contar quanto .

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Camburi

Minha lembrança era de paisagens agrestes e praias maravilhosas. Mas o tempo é meio inclemente neste aspecto de preservação e como o litoral é tão próximo da maior cidade do país , confesso que não acreditava que tudo continuava igual , ou no mínimo tão lindo quanto naquelas priscas eras.

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Pois não é que eu estava redondamente enganada . Para meu regozijo , parece que os valores são altos demais , as estradas conservadas em seu precário estado de mão simples e as praias em seu estado mais interessante , o natural!

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A natureza esta tão preservada que fomos surpreendidos por um bicho preguiça passeando pelas arvores na varanda de nossa casa , e olha que a preguiça não era ninguém na rede depois do vinho do almoço.

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Camburizinho

Tudo lindo e calmo , especialmente no inverno , quando os termômetros assustam os moradores do Sudeste que se mantém nas montanhas como convém aos seres mais friorentos. Mas vamos combinar que 22 graus não é nenhuma temperatura que cause desconforto para curtir uma praia , ainda mais quando a brisa é amena e o sol aquece a areia. A água consegue ser bem mais quente do que a de Santa Catarina no auge do verão .

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Baleia

Uma floresta tropical que chega a estourar a retina de tão colorida. Uma paisagem que me fez lembrar um pouco os jardins da Tailândia. Muitos condomínios se espalham pelas praias , mas sempre tem caminhos que levam ao mar.

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Portanto , tudo de bom e dale curtir caminhadas , peixe na folha de bananeira e de quebra uma procissão de pescadores com direito a missa na beira da praia.

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Mas foi em Boiçucanga que tivemos a maior surpresa, uma vila de pescadores que mantem sua vocação original , casinhas coloridas , pessoas simples nas varandas e o espírito religiosos do interior.

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Na praia uma missa celebrava o dia de São Pedro e a festas dos pescadores , logo depois saiu um procissão marítima , mas esta não ficamos para ver ! Nem sempre o tempo do viajante combina com o das atrações.

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Para se hospedar muitas pousadas , à beira mar ou nas ruas que levam as praias. Em Camburi simpatizei muito com a Nau Royal que faz parte dos roteiros de charme e tem até massagem na beira do mar!

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