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Posts de setembro 2015

Aparados da Serra: aprecie sem moderação

30 de setembro de 2015 6

Nosso chamado está dando frutos!

Recebemos este post maravilhoso de nosso leitor Luciano Leoneti. Na verdade um relato super completo sobre a região dos Aparados da Serra com fotos que transmitem toda a força da natureza local, uma ótima dica para o próximo feriado que se aproxima!

O que você vai fazer no próximo feriadão? Se sua resposta for: quero ir para um local calmo, isolado (porém perto de Porto Alegre), quero natureza em toda sua plenitude, quero mato, quero água e cachoeira. Também quero conforto, boa comida, momentos de deleite e até mesmo de aventura, creio que você deveria conhecer São José dos Ausentes nos campos de cima da serra do Rio Grande do Sul.

A mais de 1000 m de altitude, São José dos Ausentes é um daqueles lugares onde você é integrado imediatamente a sua magia e atmosfera. Imagine um lugar onde o silêncio só é interrompido pelo chacoalhar das folhas que insistem em se manter em seus galhos mesmo com a impaciência de um vento que não para de passar e seguir seu caminho. Um vento que pode vir do litoral ou do oeste, que pode ser suave porém que muitas vezes assola e gela essas terras de tanta história. Os campos de cima da serra são mágicos. Lá você sente que está mais próximo do céu, as nuvens passam e parece que você consegue tocá-las. Nessa região os declives e aclives não são tão intensos como em outras regiões de serra, porém não se engane, você está no “topo de tudo.”

O tempo em Ausentes é temperamental como em qualquer região do sul do país, aqui um dia pode estar um calorzinho gostoso, porém entra uma frente fria, chove e logo o frio invade essas terras. Então venha preparado para enfrentar fortes emoções, venha preparado para se deixar levar por uma natureza forte e delicada. Deixe seus olhos absorverem toda essa beleza e deixe seu coração repousar nas suas paisagens. Aqui você só não pode vir com receio de se apaixonar, de se entregar! O silêncio tem que ser externo e interno, deixe suas preocupações e dia a dia “lá embaixo”. Suba a serra até o topo e de lá zarpe por um mundo de dimensões gigantescas, de canions monumentais e de vistas estonteantes! Deixe-se levar por essa atmosfera e, ao final de sua jornada, desça para sua rotina com total energia e pronto para seguir a vida no mundo real. Porém jamais esqueça: Ausentes estará sempre lá lhe esperando com sua hospitalidade, sua beleza e sua energia. Quando der, dê outra “subidinha”.

 

 

A HISTÓRIA

A região de São José dos Ausentes está ligada a muitos fatos históricos do século 18 e lá se encontrava o maior latifúndio do Rio Grande do Sul. Com mais de 1.000 Km2 a Fazenda dos Ausentes compreendia uma grande parte dos campos de cima da serra. Segundo alguns

registros da época esse nome se deve a que seus primeiros proprietários nunca assumiram essas terras e as mesmas foram enfim leiloadas. Sendo assim, a região passou a ser chamada de Ausentes.

A CIDADE

Por muitos anos Ausentes perteceu a Bom Jesus, cidade que fica hoje a 40 Km de distância, e apenas em 1992 se emancipou. O maior status dessa cidade, e por isso conhecida nacionalmente, é de ser a cidade mais fria do Rio Grande do Sul e uma das mais frias do país.

Com aproximadamente 3.100 habitantes em seus 1.156,78 Km2 São José dos Ausentes fica a 1200 metros de altitude e nela se encontra o

  ponto mais alto do estado do Rio Grande do Sul: o pico do Monte Negro. Nessa cidade você irá encontrar aquele jeito pacato de uma cidade pequena e longe dos grandes centros. Se você procura por agitação, baladas, compras e todo um mundo consumista, não vá para lá. Porém, se você procura tranquilidade, boa conversa, amizade e hospitalidade, um final de tarde com um cair do sol tranquilo e silencioso, um cheiro de mato e natureza que há muito você não sente, então corra para lá e deixe-se seduzir por essa cidade e seu povo.

CLIMA (VESTUÁRIO):

Se você for no inverno leve MUITO agasalho, já que São José dos Ausentes é uma das cidades mais frias do Brasil. Porém se for em estações mais amenas não ache que vai encontrar um calor tropical. Em Ausentes sempre faz um friozinho gostoso, mesmo no verão, então leve um agasalho para as noites frias e estreladas. Você irá caminhar muito, e muitas vezes por leito de rios e campos que podem estar molhados, então não deixe de levar mais de 01 par de calçados. Com uma roupa confortável e uma mochila com alguns lanchinhos e água você irá poder aproveitar tudo o que Ausentes tem a lhe oferecer; muita natureza, aventura e contemplação.

 

O QUE FAZER EM UM FERIADÃO

 

Final de tarde em um dos riachos de São José dos Ausentes.

Umas das atrações deste roteiro é a viagem até o destino por si só. Sendo assim, o ideal é ir por uma rota e voltar pela outra, com isso você poderá apreciar paisagens distintas e se deliciar com essa diversidade de vistas de tirar o fôlego. Para melhor aprecia-las você tem que viajar durante o dia, já que à noite você não poderá curtir as montanhas ao longe, ou até mesmo a vista de cima da serra em direção ao litoral. Então, durma cedo no dia anterior e acorde ao amanhecer do outro dia já com as malas prontas e o carro pronto para partir. Se você sair bem cedo, poderá aproveitar todo o trajeto e ainda chegar a Ausentes para o almoço. Se quiser almoçar na sua pousada é só avisar com antecedência que eles o esperarão com tudo pronto! Porém se preferir poderá almoçar na cidade e depois já aproveitar o caminho até a pousada (que geralmente fica no interior do município) para fazer o seu primeiro passeio.

Por outro lado, se você estiver vindo de outras localidades que não sejam próximas, o ideal é começar a viagem um dia antes, seja de avião até Porto Alegre, ou de carro até uma das cidades ao pé da serra, dormir em uma delas e começar a sua viagem de carro no outro dia cedo conforme já comentado.

Em São José dos Ausentes, como em qualquer destino de natureza e aventura, planejar os seus passeios é fundamental, porém se dê o direito de ir conforme sua vontade o levar. Tire esses dias de descanso para sair da rotina e isto inclui não planejar o dia a dia, e sim escolher o passeio na noite anterior e sair sem destino. A beleza dos campos, das montanhas, dos cânions, riachos, cachoeiras, vão fazer com que você queira ir com calma e apreciando cada detalhe, sentindo a força da natureza e suas belezas. Lembre: o silêncio tem que ser exterior e interior, ou seja, não adianta estar no paraíso, rodeado de lugares fantásticos, calmos e deliciosos, se seus sentimentos estiverem tumultuados e você estressado com o próximo passeio, a próxima parada, o dia seguinte! Permita-se mergulhar na magia de Ausentes sem amarras e sem estresse, deixe-se levar pelo dia, pelas horas, fluindo em harmonia com a natureza ao seu redor e com a sua própria natureza. Chegue à hora que der e a partir daí entregue-se até o último dia à tarde apenas à contemplação, ao deleite e à magia de estar no topo da serra, rodeado de trilhas ao longo de riachos, que por sua vez estarão repletos de cachoeiras e corredeiras. Faça tudo no seu ritmo e sem pressa, apenas curta esses dias e harmonize-se interiormente. Tenho certeza que na volta você irá agradecer esse tempo “fora da realidade”.

Para que você possa começar a entrar na realidade de São José de Ausentes a seguir algumas sugestões de lugares que você poderá aproveitar algumas horas do seu final de semana prolongado:

  

CACHOEIRÃO DOS RODRIGUES –

Situado a 33 Km da cidade fica dentro da propriedade da Pousada de mesmo nome (Cachoeirão dos Rodrigues – 54-3237-2337) é formado por uma sucessão de grandes quedas, sendo que a maior tem 28 m de altura. A trilha que leva até o pé da cachoeira é fácil e a maioria das pessoas pode fazê-la. A mesma incluir passar por dentro do rio, então vá preparado para molhar os pés! Se estiver quente o banho de cachoeira é  permitido e delicioso.

 

  

PICO  E CÂNION DO MONTE NEGRO

 

Cânion do Monte Negro – veja que no alto há uma “minúscula pessoa” na borda

O Pico do Monte Negro é o ponto mais alto do Rio Grande do Sul (1.403 metros) e fica no borda do Cânion Monte Negro, a 45 Km do centro da cidade. O acesso é fácil e você pode chegar bem perto de carro através da estrada municipal Silveira e passando por dentro de uma fazenda. A partir desse ponto a caminhada é curta e plana.

Um dica para este passeio é ir bem cedo da manhã. A luz é muito mais bonita e você encontrará o mesmo deserto. Por outro lado muito cuidado já que não há infraestrutura no local e com isso é tudo por sua conta e risco. A caminhada pela borda do Cânion é de tirar o fôlego e tenho certeza que você irá fazer excelentes fotos.

Algumas pousadas têm passeios a cavalo até o local, porém o passeio a pé tem o seu valor e para um bom aventureiro não há melhor maneira de desbravar um novo local.

O acesso ao topo do Monte Negro exige um pouco mais do aventureiro, mas nada demais. Vá com calma, leve uma água e siga em frente. A subida é íngreme e a trilha não é muito sinalizada, mas é só ir subindo que não tem erro. A vista lá de cima é de tirar o fôlego e você poderá ver o cânion em sua total plenitude.

 

 Cânion Monte Negro visto do topo do Pico do Monte Negro

DESNíVEL DOS RIOS

Uma das mais interessantes curiosidades de São José dos Ausentes é este local inusitado. Aqui os rios Divisa e Silveira transportam suas águas juntos, porém com uma diferença de 18 metros de altura. Quando há fortes chuvas, que fazem com que o rio “mais alto” transborde, há formação de corredeiras entre um e outro aumentando ainda mais o espetáculo. Se você for um pouco aventureiro, poderá subir até o topo do morro próximo e ter uma das vistas mais bonitas dos campos de cima da serra. O final de tarde aqui é de tirar o fôlego. Se você estiver hospedado em uma das pousadas próximas, pode ir caminhando até o local (fica dentro da propriedade da Pousada Fazenda Potreirinhos).

 

Desnível dos Rios

 

Vista dos campos de cima da Serra  a partir do morro do Desnível dos Rios

 

OUTRAS ATRAÇÕES;

- Parque de Rodeios de São José dos Ausentes

- Pesca esportiva de Truta

- Museu Waldemar dos Santos Boeira

- Passeios a cavalo e mula

- Passeios a pé sem destino pré fixado.

 

POUSADAS

As pousadas de Ausentes são um espetáculo a parte. A hospitalidade de seus donos, a comida caseira preparada com carinho de mãe, o chimarrão ao pé do fogão à lenha, a lareira sempre acesa e todo o charme de fazendas transformadas em hotéis de uma forma simples mas confortável. Escolha a sua e aproveite cada momento de sua permanência.

Algumas pousadas ficam mais próximas dos cânions e outras mais para o lado das cachoeiras. Você poderá circular por todas elas sem estresse e todas as propriedades estão abertas à visitação. Umas têm uma vista mais grandiosa, porém outras ficam à beira de um riacho e o barulhinho das corredeiras durante à noite tem o seu valor. O ideal seria poder experimentar uma de cada vez, porém se você não for esse felizardo, escolha a que mais vier de encontro às suas necessidades.

 

Segue a lista de algumas delas:

POUSADA FAZENDA CACHOEIRÃO DOS RODRIGUES

Reservas e informações:
Telefones: (54) 9905.9522 / (54) 9905.9520
Endereço: Fazenda Lajeadinho, s/n
Bairro / Localidade: Distrito de Silveira
Cidade: São José dos Ausentes – RS

POUSADA FAZENDA POTREIRINHOS

Reservas e informações:
Telefone: (54) 9977.3482
Coordenadas geográficas: S 28.59577° W 49.97864°
Endereço: Estrada Fazenda Potreirinhos
Bairro / Localidade: Distrito de Silveira
Cidade: São José dos Ausentes – RS
Email:
potreirinhos@hotmail.com

POUSADA FLOR DE AÇUCENA

Reservas e informações:
Telefone: (54) 3504.5365
Endereço: Encruzilhada das Antas s/n – Fazenda São Gonçalo
Cidade: São José dos Ausentes – RS
Email:
reservas@flordeacucena.com.br
Site: www.flordeacucena.com.br

 

POUSADA FAZENDA MONTE NEGRO

Reservas e informações:
Telefones: (54) 9978.2299 / 9905.6456

Endereço: Estrada Monte Negro, 100

(Distrito de Silveira)

Cidade: São José dos Ausentes – RS

Email: fazendamontenegro@gmail.com

Site: www.fazendamontenegro.com.br

POUSADA FAZ. MORRO DA CRUZINHA

Reservas e informações:
Telefones: (54) 3234.1291 / (49) 9118.1901
Endereço: Estrada Chapadão, 1900
Cidade: São José dos Ausentes – RS

POUSADA FAZ. APARADOS DA SERRA

Reservas e informações:
Telefone: (54) 3504.5478 / (54) 9614.0952
Endereço: Estrada do Monte Negro
Cidade: São José dos Ausentes – RS
Email:
pousadaaparadosdaserra@yahoo.com.br

POUSADA FAZENDA DAS ARAUCÁRIAS

Reservas e informações:
Telefone: (54) 9977.1871
Endereço: 2º Distrito Silveira
Bairro / Localidade: Distrito de Silveira
Cidade: São José dos Ausentes – RS

 

 

APRECIE SEM MODERAÇÃO

            Agora que você têm várias dicas de como chegar, ficar, comer, passear em São José dos Ausentes, é tudo com você. A mais valiosa dica que pode-se dar sobre esse lugar encantador é: DEIXE-SE ENCANTAR por essa região magnífica e de uma força descomunal. A beleza e a energia desse lugar são maravilhosas, você irá sentir por dentro a força da natureza. Porém novamente, se você não se deixar encantar, não se abrir para o novo, para o que Ausentes tem para lhe oferecer, poderá voltar de lá totalmente frustrado, mas se você respirar fundo e deixar que o ar puro, a água cristalina, o friozinho e os campos sem fim penetrem nas suas entranhas, voltará de lá reabastecido, saciado, em estado de êxtase.

COMO CHEGAR

Partindo de Porto Alegre você pode tomar dois caminhos principais: indo em direção a São Francisco de Paula e depois indo por Cambará do Sul ou por Bom Jesus, ou ainda indo pelo litoral e subindo a serra da Rocinha já em Santa Catarina. Aconselho ir por um dos caminhos da serra gaúcha e voltar pela Serra da Rocinha. A vista é maravilhosa e você poderá conhecer um pouco mais dessa região do Sul de Santa Catarina.

 

 

Placa de orientação na BR 285

As rotas são as seguintes:

Porto Alegre / Ausentes
Saindo de Porto Alegre pela BR 116 passe por Canoas e continue em direção a Novo Hamburgo. Logo adiante entre a direita na RS 239, e vá até a cidade de Taquara, lá troque de estrada e entre na RS 020 até a São Franscisco de Paula e vá pela mesma RS 020 até a localidade de Tainhas. Lá pegue à direita, na RS 453, e logo à frente entre à esquerda, na RS 020, em direção a Cambará do Sul. Chegando em Cambará siga mais 50 Km de estrada de chão até chegar a São José dos Ausentes.
Distância: 250 km .

Outra opção é seguir a mesma rota acima até São Franscico de Paula e lá deixar a RS 020 e tomar a RS 110 em direção a Bom Jesus. Após aproximadamente 97 km (deixe a entrada de Jaquirana à direita e siga sempre pela RS 110) você chegará no entroncamento com a BR 285 em Bom Jesus. Lá tome à direita e rode mais 42 Km até São José dos Ausentes.

Porto Alegre / Ausentes (Via BR 101 / Litoral)
Saindo de Porto Alegre pegue a BR 290 no sentido de Osório. Até lá são quase 100 Km de pista tripla. Passando Osório siga na mesma estrada, mas com outro nome: BR 101 e aí é só seguir em frente até a fronteira do RS com SC (outra opção é virar a esquerda no final da BR 290 e tomar a estrada do mar, que é praticamente paralela à BR 101. Tem diversos pardais, porém não há caminhões e isso torna a sua viagem bem mais segura. No final dessa rodovia, tome à esquerda no acesso a Torres e em poucos quilômetros você encontrará novamente a BR 101 quase em SC). Após cruzar a divisa do RS com SC  vá até o acesso da cidade catarinense de Ermo. Da BR 101 até Ermo são 7 Km. O acesso fica à esquerda, no km 427. De lá rode mais 8 Km até chegar em Turvo. Siga por mais 21 Km até Timbé do Sul, ainda território catarinense. Daí para frente o percurso é feito por estrada de chão subindo a Serra da Rocinha. Serão mais 36 Km até  a cidade gaúcha de São José dos Ausentes.
Distância: 313 Km

 

Florianópolis / São José dos Ausentes
De Florianópolis pegue a BR 101 Sul e rode até o acesso da cidade catarinense de Ermo. Passe por Turvo e Timbé do sul. Até São José dos Ausentes serão 36 Km de estrada de chão.
Distância: 350 Km

Lages (SC) e São Joaquim (SC) / São José dos Ausentes
De Lages, um caminho bastante utilizado, segundo a Secretaria Municipal de Turismo, é via São Joaquim, pela localidade de Luizinho/SC. Atravessa-se o Rio Pelotas, passa-se pelas localidades gaúchas de Palheiro, Faxinal Preto e Silveira. Até São Joaquim tem asfalto, depois o percurso é feito por estrada de chão.
Distância: 138 Km .

Lages / São José dos Ausentes (Via Vacaria)
Um outro caminho é pela BR 116 no sentido para Vacaria. Rode até a RS 285. Lá dobre a esquerda, no sentido de Bom Jesus. Seguindo na RS 285 tem-se mais 45 Km de estrada, agora, asfaltada até Ausentes.
Distância: 197 Km

Bom Jardim da Serra (SC) / São José dos Ausentes
Partindo de Bom Jardim da Serra o caminho usado é via Várzea, atravessando o Estado no Rio das Contas. O trajeto é feito em 80 Km de estrada de chão.

Gramado e Canela / São José dos Ausentes
Saindo de Gramado pela RS-235 passe por Canela e siga até São Francisco de Paula aí pegue a RS 020 no sentido de Tainhas. Ao chegar em Tainhas pegue à direita e logo em frente à esquerda, pela RS-020, em direção a Cambara do Sul. De Cambará a Ausentes são 50 Km de estrada de chão, sempre pela RS 020.
Distância: 166 Km

Caxias do Sul / São José dos Ausentes
Partindo de Caxias pegue a RS 453, a Rota do sol, no sentido do litoral. Passe pela localidade de Lajeado grande e Tainhas. Logo em frente pegue, à esquerda, a RS 020, rumo a Cambará do Sul. De lá até Ausentes são 50 Km de estrada de chão.
Distância: 160 Km

 

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Marrocos, os sabores do deserto

28 de setembro de 2015 1

 O  Marrocos historicamente exportou  uma imagem algo entre exótico e encantador, atraente e sedutor. Atualmente – exceto por Aladim – tudo mais permanece como antes. Assim como em suas lendas, o Marrocos permanece mágico e tem em sua cidade mais emblemática,  Marrakech,  um contraste de rusticidade e luxo que imprime charme e a autenticidade suficientes para habitar a lista das mais desejadas de qualquer viajante. Visitar esta cidade é viver um sonho oriental, colorido em vermelho e rosa, recheado de sensações olfativas instigantes e experiências gastronômicas inesquecíveis.

A requintada culinária marroquina é pródiga na combinação de sabores: legumes e frutos secos, especiarias perfumadas, carnes soberbamente condimentadas, peixes e mariscos delicadamente preparados… Cabe aqui a máxima de Fernando pessoa “Primeiro estranha-se, depois entranha-se

Uma refeição típica marroquina começa com uma salada à base de pepino, tomate e pimentões ou uma sopa rica de carne, legumes e grãos (a Harira). Segue-se normalmente um Tajine, cozido de carnes com legumes, azeitonas e tomate, cozido e servido num recipiente de barro com o mesmo nome, com 1001 variações e acompanhado de Cuscuz, farinha de sémola cozida no vapor.

Verdade seja dita, o incensado Cuscuz marroquino come-se muito melhor no Maní , em São Paulo , do que in loco! Por lá o prato funciona como um acompanhamento e muitas vezes é pouco saboroso.

A experiência mais envolvente no país é sem dúvida passar uma noite no deserto, num acampamento bérbere sob as estrelas. Dunas que se movem ao sabor dos ventos, camelos que nos levam em direção a um horizonte difuso onde único contraste é o azul profundo dos turbantes tuaregs. A comunhão com a natureza é total, a imensidão do cenário escapa à nossa capacidade  de síntese e gera um sentimento de plenitude.

 

Depois de duas horas em lombo de camelo chegamos ao nosso ” bivouac” que é como são chamados estes alojamentos no deserto, fomos recebidos por músicos Gnowa cuja música tem um quê de hipnotizante, uma forte percussão.

Nestas andanças pelo Marrocos tive o privilégio de experienciar dois tipos de acampamentos bem diferentes no deserto de Erg Chebbi. A primeira vez a estadia foi num bivouac grande e distante duas horas em lombo de camelo  da civilização, disposto em círculo com tendas simples mas com colchões e roupas de cama limpas. Estávamos sozinhas com os funcionários do local e nosso guia. Curtimos uma noite silenciosa à luz da fogueira e da lua , longe de qualquer sinal de civilização. Quase irreal, mas sem nenhum conforto moderno. O banheiro ficava à cinquenta metros numa tenda única com água de galão , sem lanterna,  era quase como procurar agulha no palheiro!

Na segunda viagem, nosso bivouac era luxuoso, cada tenda oferecia instalações sanitárias, camas com dossel e luz elétrica! Ficava as margens do deserto onde pode-se chegar em caminhonetes 4×4. Nos serviram jantar em mesas postas, ofereceram um grupo musical que deu o tom da noite e o café da manhã foi digno de um pachá.

O Marrocos é bérbere e árabe, muçulmano e africano, secular e misterioso, enfim, uma mistura perfeita para um roteiro exótico e renovador.

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Rio de Janeiro preservado e renovado na Barra, Grumari e Prainha

22 de setembro de 2015 0

Sei que posso estar sendo óbvia para muitos , mas não posso deixar de dividir a minha surpresa ao me deparar com as praias quase virgens a menos de 30km da zona sul carioca! Já tinha andado por aqui nos anos 80 , aiiiii, e nunca imaginei que a preservação continuasse tão completa.

Grumari

O paraíso está na continuação da Barra, logo depois do Recreio dos Bandeirantes. Uma curva e a beleza se revela!

Prainha

Intocada , virgem e verde como deveriam ser sempre os morros de beira de praia. A sensação é de ter chegado na praia da Silveira em Garopaba , só que esta fica bem mais longe de qualqure centro urbano e mesmo assim tem um núcleo de preservação ativo para mantê-la como está.

A Prainha é o paraíso de surfistas e apesar dos muitos carros e pranchas , mantém uma áura meio alternativa, principalmente fora de finais de semana. As ondas , o barulho do mar , até a maresia é diferente, parece mais autêntica. Mas é Grumari que mais surpreende , maior e ainda mais deserta , a gente custa a acreditar que possa existir uma praia assim dentro da zona urbana do Rio.

Prainha

A proximidade da Zona Sul é tanta que mesmo sem muito zoom a gente pode vislumbrar a Pedra da Gávea de um mirante.

 Recreio dos Bandeirantes

Agora com a Cidade Olímpica sendo construída ali pertinho a região vai se desenvolver ainda mais. Um novo Shopping Center que valoriza os espaços e a luz natural já faz parte da paisagem na Barra, o Village Mall é lindo e super top em termos de lojas e restaurantes. Vale um passeio , uma almoço charmoso, compras nem sempre!

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Village Mall

Voltando para Zona Sul uma praia que vale uma parada é a Praia da Joatinga. Escondida na estrada do Joá ela é refúgio de surfistas e pessoal mais alternativo, por ter um acesso mais restrito . Como a entrada parece de um condomínio particular com cancelas e guardas , fica mais reservada do afluxo  massivo além de oferecer paisagens lindas.

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Joatinga

A preservação e a natureza estão fazendo a sua parte , que os investimentos e o povo do Rio consigam recuperar o status que a cidade merece no turismo mundial.

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Veneza , a experiência que faz a diferença

14 de setembro de 2015 0

Veneza é uma cidade sui generis. Partindo do princípio de que todo o mundo , literalmente , tem o desejo de conhecê-la , nem que seja para poder criticar , pelo excesso de exposição, reclamar do cheiro ou do que mais lhe aprouver!

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Pois eu amo Veneza,  sinto romantismo no ar , muito mais que qualquer outro odor, e sempre que posso volto pois entendo que é uma cidade inesgotável , que se tirarmos a casca de imagens pasteurizadas descobrimos belezas e delicadezas incríveis.

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Pois desta vez foi a Bienal de Artes que me trouxe a desculpa perfeita para explorar uma outra faceta da cidade.

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Foram dois dias explorando o Giardini e o Arsenale, e ao contrário dos críticos , a divisão da exposição por países me cai muito bem , organiza um pouco os pensamentos e facilita minimante o entendimento . Já sei , arte contemporânea não é para entender e sim para sentir , não é mesmo Renato Rizzo? Mas não consigo me furtar de buscar uma lógica ou um propósito nos trabalhos, faz parte de minha formação ainda muito arraigada na modernidade.

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Arte chinesa no Arsenale

No Giardini os Pavilhões históricos em meio à sombra revigorante das árvores valem a visita em qualquer ocasião , nos anos pares abrigam a Bienal de Arquitetura.

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Pavilhão de Israel

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Pavilhão Egito

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Pavilhão Coreia

Porém o grande diferencial desta visita foi a escolha da hospedagem, não sou da turma que defende a ideia de que o hotel é só para dormir e que portanto qualquer cama limpa e chuveiro honesto cumpre a função! Para mim a escolha de uma boa localização aliada a conforto e charme já são meia viagem andada. Curto um bom hotel assim como um bom vinho , não precisa ser caro mas tem que trazer um prazer extra ao momento.

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Bauer Il Pallazo

Nesta linha Veneza é um exemplo perfeito de que vale o investimento, às vezes até uma extravagancia. Todos sabem que a cidade borbulha de turistas da manhã à noite e o hotel passa a cumprir as vezes de um refúgio de paz e conforto mais do que merecido. Escolhemos o Bauer Il Palazzo por tudo isto e recebemos bônus.  Il Palazzo é um verdadeiro palácio pois preserva estilo clássico veneziano em seus ambientes, adornados com lustres de cristal Baccarat,  pisos de mármore, mosaicos e móveis entalhados.

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Pisis Restaurante

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Punta della Dogana

Uma janela para o Canal Grande , com gôndolas passando , um terraço de café da manhã ao ar livre , perfeitamente denominado de Settimo Cielo, com vista para as cúpulas mais lindas da cidade e o Pisis, um dos melhores restaurantes às margens do canal de frente para a Punta della Dogana e Basílica de Santa Maria dela Salute. Além disto oferece possibilidades de experiências em aulas de culinária e confecção de máscaras venezianas.

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 Settimo Cielo

O conforto e os mimos já seriam suficientemente convincentes se parassem por aí , foi então que numa noite de lua cheia descobrimos o serviço de barco privado para cruzar o canal e conhecer o jardim do Bauer Palladio que fica na Ilha da  Giudecca , um “bairro” bem tranquilo de Veneza , e ainda muito interessante e genuíno. Me senti num filme de James Bond , foram dois dias de luxos e devo confessar que Veneza nunca mais será a mesma depois desta experiência .

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Marrocos com Arte - Viagem em outubro de 2015

12 de setembro de 2015 4

O Marrocos foi talhado para os viajantes mais exigentes. Paisagens líricas de montanhas cobertas de florestas, o deserto mais árido que nos transporta para os antigos caravansarais, onde os viajantes faziam um pausa na sua longa jornada. Tudo é poesia nesta civilização milenar de Berberes e Tuaregs, onde vamos nos aprofundarem aventuras e descobrir os segredos de sua cultura e gastronomia.

Partindo da costa colorida de Casablanca, após conhecer a impressionante mesquita Hassan II, à beira mar, entraremos nos oásis das montanhas Atlas. Rios verdes de tamareiras correm por entre as dunas do deserto, até chegar a Marrakesh, a epítome de todos os nossos sonhos sobre o país.

Para os amantes da fotografia, andar pelas ruas movimentadas das medinas é como estar dentro da National Geographic: as vestimentas tradicionais estão presentes no quotidiano marroquino até os dias de hoje.

A mística cidade azul de Chefchaouen, a Imperial Fez com sua medina milenar, as cenográficas ruínas romanas de Volubilis e uma noite sob as estrelas no deserto de Erg Chebbi. Não poupamos imaginação para proporcionar experiências marcantes nesta jornada. Embarque conosco. Será inesquecível.

 Roteiro MarrocosA4

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Barcelona , 5 bons motivos para voltar e se apaixonar

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Barcelona e uma cidade onde a história se apresenta em camadas, ela se reinventa na mesma medida em que valoriza seu passado.

20150520_203928                        Palau de la Música Catalana

Mercados

Os catalães tem razões de sobra para cuidar bem e se orgulhar de sua capital, Barcelona atualmente só perde para Paris e Londres em número de visitantes , e um de seus pontos altos é o traçado modernista que se contrapõe ao núcleo medieval antigo do Bairro Gótico. Parte da história antiga pode ser conhecida no Mercat del Born, transformado em espaço cultural valorizando as ruínas da cidade conquistada pelos espanhóis em 1714. IMG_8615 IMG_8621

Mercat del Born

Barcelona valoriza sua história e consegue com maestria conectar o passado e futuro. Produto da inteligência, é uma cidade com projeto urbanístico onde antigos mercados foram remodelados e continuam cumprindo sua função de nutrir a cidade, exemplo é o de Santa Caterina revitalizado em 2005 com um design curioso , colorido e divertido.

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Mercat de Santa Caterina

Arco do Triunfo

A cidade que valoriza as pessoas busca criar espaços de convivência e ampliar parque e calçadas.  O portal erguido no final do século XIX para celebrar o progresso artístico e econômico hoje serve de moldura para turistas que passeiam pelo seu calçadão em busca do melhor ângulo para fotos. Forma com o Parque da Cidadela em entorno agradável que convida à convivência. IMG_8928

Arco do Triunfo

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Palau de la Música Catalana

O famoso modernismo catalão vai além de seu arquiteto mais conhecido , Gaudí. É de Domènech i Montaner a obra mais impactante que já visitei. O Palau de la Música Catalana abriga uma sala de concertos tão exuberante que até pode tirar sua atenção do fator principal , a música. É colorida, delicada e ao mesmo tempo exagerada e excessiva! Arrebata pelo detalhe mas se completa no conjunto.

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Palau de la Musica Catalana

Museu de Arte Contemporânea

O Raval estava decadente e a cidade fez o que sabe fazer melhor, instalou um equipamento público numa área degradada trazendo uma celebridade da arquitetura para criar um projeto para revitalizar o bairro. Richard Meyer desenvolveu o Museu de Arte Contemporânea , Macba de forma integrada, tanto que sua praça é reduto de skatistas que já fazem parte da paisagem.

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Museu de Arte Contemporânea , Macba

O Raval tem sua própria Rambla que abriga até uma gato gordo gigante do conhecido colombiano Botero.Vale um passeio pelas ruas descoladas e alternativas do bairro.

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Gato de Botero na Rambla do Raval

El Nacional, centro de gastronomia

Como a gastronomia é uma dos mais importantes elementos de atração turística da Espanha , um local de boas opções não poderia ficar de fora. Nos moldes do famoso Eataly que já  espalha pelos quatro cantos do mundo a gastronomia italiana,  o El Nacional propõe um espaço de experimentos dentro da culinária espanhola. Dividido em áreas , serve peixes, carnes, saladas e doces além é claro de muitos tapas. Além disto tem uma parte de bares que animam o espaço com uma bela decoração e muita gente interessante. Fica no Passeig de Grácia , 24.

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El Nacional

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Expo Milano 2015 - universal , imperdível e histórica !

01 de setembro de 2015 2

A Expo 2015 é uma exposição universal que acontece até 31 de outubro em Milão na Itália! O incrível é que algo desta magnitude tenha aparecido tão pouco na mídia brasileira.  Eu diria que se você tiver alguma possibilidade de estar por perto não deixe de visitar , é uma oportunidade histórica.

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Pavilhão da Malásia

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As exposições universais tiveram início em 1851 em Londres. Atualmente, uma exibição é realizada a cada cinco anos, em locais diferentes, onde os países apresentam os seus avanços tecnológicos.
São eventos que funcionam como plataforma para o diálogo internacional sobre temas relevantes, deixando heranças como a torre Eiffel, que foi construída em Paris para abrigar a Exposição Universal em 1889.

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Pavilhão do Brasil – Projeto Arthur Casas

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Pavilhão Brasil

A atual conta com 144 pavilhões de diferentes países em torno do tema “Alimentando o Planeta, Energia pra a Vida” . O objetivo é promover o debate sobre como nutrir o planeta de forma sustentável, justa e saudável, promovendo as identidades culturais. Mas para além do tema proposto a Expo é uma vitrine para os países  e um dos maiores temas desenvolvidos é o design e arquitetura.

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Pavilhão Polônia

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Pavilhão Polônia

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Pavilhão do Chile

Fiquei extasiada, encantada e admirada ! Os pavilhões são imensos e foram projetados pelos melhores arquitetos do mundo. No interior cada país mostrou o que produz de mais relevante em termos de alimentação , alguns fugiram do tema e outros acabaram focando em algo mais turístico. Alguns países se juntaram em torno de um produto comum , como  o café para um grupo de países Africanos ou os tubérculos para alguns sul americanos como a Bolívia. O Peru foi uma ausência sentida.

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Pavilhão da França

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Rússia (Crescer para o mundo, cultivar para o futuro)

Os meus prediletos foram Reino Unido , França, Brasil , Polônia, Rússia e Estônia. A maioria do publico e crítica também votou nos três primeiros , mas a partir daí vale o gosto pessoal, originalidade e a criatividade que não falta para ninguém. Alguns países focaram em algum produto especial como o Reino Unido cujo tema é Cultivado na Grã-Bretanha, compartilhado globalmente  , e a Suíça que falou de água e a Áustria que falou de ar.

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Pavilhão do Reino Unido

Muitos detalhes valem uma atenção especial , tendo em vista a ideia de sustentabilidade o mobiliário é super interessante.

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Para visitar com calma é preciso mais de um dia. Nós pegamos o fim das férias italianas e o gigantesco parque estava transbordando de gente. Ainda conseguimos ver todos os pavilhões de fora e entrar em pouco menos da metade.

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Pavilhão do Equador

Para agendar a próxima Expo Universal , acontecerá em 2020 em Abu Dhabi, mas ainda dá tempo de visitar Milão no segundo semestre.

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