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Uzbequistão - na trilha da antiga Rota da Seda

17 de maio de 2016 0

A primeira vez que ouvi falar no Uzbequistão foi quando estive na Russia pela primeira vez, e nossa guia mencionou nomes como Samarkand, Caravanserai, rota da seda, falou de noites estreladas no deserto, dormindo em Yurts. Na época aquilo me pareceu um mundo muito remoto e distante, mas ficou impresso na minha mente, naqueles lugares reservados para o sonho. Lugares onde nomes como Alexandre, o grande, Genghis Khan, Timur e Marco Polo, dançavam e davam a ideia de grandiosidade.

E foi agora em setembro que finalmente realizei o sonho de conhecer a Asia Central, fui explorar os 5 “Stãos” os cinco países que estão incluídos que terminam com o sufixo persa “stan” que significa, terra de – são o Cazaquistão, Kirguistão, Uzbequistão, Tajiquistão e Turcomenistão. Historicamente ligados a antiga Rota da Seda, tiveram um papel importante  no intercâmbio da cultura, bens e ideias entre a Europa, China e India. A Asia central era habitada por tribos nômades, também chamadas de Turkic e foram islamizadas no século VIII, mas o Budismo e o Zoroastrismo também deixaram um legado importante.

De todos os “stâos”, o Uzbequistão é  o coração pulsante da antiga Rota da Seda. Seu passado é bem mais antigo, berço de diferentes culturas há mais de 2000 anos, fez parte do grande império Persa de Aquemênidas , foi ocupada por Alexandre, o grande em 327 ac, casou-se por lá com Roxana, uma princesa Sogdiana.

Em 1220 foi invadida por Genguis Khan e suas hordas mongóis.

Timur e Baboor são seus heróis nacionais.

No século XIX foi  absorvido pelo império russo e mais tarde se tornou parte da União Soviética,  até 1991 quando conquistou sua independência.
Depois desta brevíssima introdução vocês concluem o quanto de história e de camadas de raças e etnias é formada a jovem República do Uzbequistão.

Para mim o Uzbequistão captura a imaginação como quase nenhum outro lugar. Se orgulha de possuir sozinho as cidades mais importantes da Rota da Seda. Sua história fascinante está intimamente ligada a um importante encontro e intercâmbio de múltiplas culturas, troca de idéias, bens materiais, que viajavam do Ocidente para o Oriente, e,também de oeste para leste,este intenso intercâmbio  deixou marcas indeléveis na paisagem do Uzbequistão, na sua cultura e na composição genética do seu povo, enfim, o lugar mais arrebatador de toda a Asia central.

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Regestan Plaza, em Samarkand, um complexo religioso com 3 madrassas em forma de U, das maravilhas para se ver à noite.

 

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Subindo uma das torres em Regestan Plaza, em Samarkand, vista das famosas cúpulas de mosaico azul.

Samarkand, Bukhara e Khiva, são nomes que evocam as caravan sarais que paravam nestas cidades/oásis no deserto e que este comércio intenso, trouxe riquezas e culturas de todos os cantos do planeta.  Durante a viagem percebi que os seus maiores tesouros começam com a letra M – Mesquitas, Mausoléus, Minaretes e Madrassas, todos cobertos com mosaicos azuis simplesmente deslumbrantes.

 

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Visitando a impressionante necrópole de Samarkand – Avenida dos reis viventes.

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Cúpulas e mosaicos belíssimos em todos os lugares.

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Dia terminando em Samarkand, como não sonhar com as antigas caravanas que faziam o comércio entre o ocidente e o oriente e por aqui paravam.

Caminhar pelas ruas da cidade murada de Khiva é como se transportar no tempo, turistas são raros por lá e quem aprecia aquela sensação de estar desbravando lugares remotos, sabe do prazer que traz esta experiência.

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Antigas muralhas da cidade oásis de Khiva.

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passeando pelo centro antigo de Khiva.

Você já deve ter ouvido falar de Bukhara, mas nem imagina o tesouro que está por traz deste nome de padrão de tapete. Com uma história de 5 mil anos, seu centro histórico é considerado patrimônio da humanidade pela Unesco, e faz jus a este título.

Andar por suas ruas estreitas cheias de tapetes pelo chão,  vendedores de peças antigas vindas do Afeganistão, India , é como estar em algum cenário de filmes das mil e uma noites.

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Os mercados de tapetes a céu aberto de Bukhara são como uma viagem no tempo.

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A Madrassa de Chor Minor ( quatro minaretes) é outra atração imperdível para conhecer em Bukhara.

O turismo esta em pleno desenvolvimento, a internet está por todos os lugares e pode-se beber bons vinhos da Georgia e cervejas russas. O islã por lá é muito light, as mulheres não andam cobertas, trabalham e graças aos russos o índice de analfabetismo é baixíssimo.

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happy hour de frente para uma das praças mais bonitas de Bukhara.

Sei que não posso me estender, mas não poderia deixar registrado aqui que um dos maiores tesouros desta parte do mundo é o seu povo, todas as pessoas recebem os turistas sorrindo, mesmo sem falar inglês se esforçam para ajudar, pedem para tirar fotos, enfim me senti muito acolhida por aquele povo com sua recente autonomia que ainda está buscando seu próprio caminho.

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Estação de Romãs – Bazar Syob em Samarkand

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Camelos pela estrada quando atravessamos o deserto de Kyzil-Khum

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Eu , Clarisse, em Regestan Plza em Samarkand, completamente arrebatada por tanta beleza.

Nós do Viajando com Arte estamos partindo nesta jornada com um grupo de 14 aventureiros. Vai ser uma viagem incrível, completa, com trechos de trem, de ônibus, com muitas travel experiences  inesquecíveis. Quem já viajou conosco conhece, quem não conhece pode acompanhar pelo instagram #viajandocomarte ou facebook @viajandocomarte

Se você se interessou e quer receber nossos próximos roteiros, liga pra Porto Brasil , nossa agencia parceira  (51) 30252607 ou acompanha pelo site www.viajandocomarte.com.br.

Abração,

Clarisse Linhares e Mylene Rizzo

Filmes que humanizam os conflitos no Oriente Médio

04 de maio de 2016 0

A questão do Oriente Médio entra em nossas casas diariamente em noticiários que nem sempre esclarecem os conflitos.

São anos de guerras que já se perde o motivo e as razões de cada lado .

Pensando nisto tenho visto muitos filmes que tratam destas questões e posso dizer que humaniza-las é uma forma singela de tentar evitar que se perpetuem.

Aqui vão algumas sugestões para quem gosta do tema e quer tentar entender melhor os tantos fatores envolvidos, povos e países que formam a região.

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Os Árabes também dançam (2015)

Eyad (Razi Gabareen), um jovem árabe e orgulho de seus pais, vive com a família em Tira. Ele é aprovado em uma grande universidade em Jerusalém. Quando se muda, parece não se enquadrar no novo ambiente, pois é tímido e não é fluente em hebraico. Naomi (Danielle Kitzis), uma colega de classe, é a única a se aproximar. Eles se envolvem o que complica a situação . Bem apropriado para sentir as intrincadas relações de árabes e judeus em Israel.

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Uma garrafa no mar de Gaza (2013)

Tanto Tal (Agathe Bonitzer) quanto Naïm (Mahmud Shalaby) nasceram na mesma região. Entretanto, as vidas deles são bem diferentes. Tal tem 17 anos, é judia e mora em Jerusalém, enquanto que Naim tem 20 anos, é palestino e mora em Gaza. Apenas 60 milhas os separam em relação à distância, mas o histórico de guerra entre os povos é um grande complicador. Uma garrafa jogada ao mar pode mudar a situação entre eles, trazendo forças para que suportem esta dura realidade. Uma história de conflitos, que fala de segregação mas também de caminhos.

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Andando sobre as águas (2004)

Após o suicídio de sua esposa, agente secreto israelense recebe a tarefa de capturar o criminoso nazista Alfred Himmelman, supostamente vivo. Sua pista é o neto de Alfred, que está em Israel para visitar a irmã. O israelense torna-se amigo do rapaz e da moça, o que gera uma crise de consciência no agente. Istambul , Jerusalém , Mar Morto fazem parte da paisegem deste Thriller .

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Caramelo (2007)

Beirute. Cinco mulheres costumam se encontrar regularmente no salão de beleza Sibelle: Layale (Nadine Labaki), amante de um homem casado e que sonha com o dia em que ele se separará; Nisrine (Yasmine Elmasri), que está prestes a se casar mas não é mais virgem e não sabe como contar isto ao noivo; Rima (Joanna Moukarzel), que sente atração por mulheres; Jamale (Gisèle Aouad), que tem medo de envelhecer; e Rose (Sihame Haddad), que abriu mão de sua vida para cuidar da irmã mais velha. Temas da vida , religião, politica são tratados no dia a dia das mulheres

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A noiva Siria (2004)

Colinas de Golam, na fronteira entre Israel e Síria. Está em andamento a preparação das bodas de uma jovem drusa, que mora no lado israelense, com um astro de TV também druso, mas que mora do lado sírio. A noiva precisa atravessar a fronteira, mas a burocracia do procedimento atrapalha a realização do casamento. Além disto   ela sabe que corre o risco de nunca mais poder voltar para sua cidade em Israel.  Com isto os conflitos se apresentam , mas é leve e divertido mesmo assim.

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Para saber mais sobre o Viajando com Arte entre no site : www.viajandocomarte.com.br

 

 

 

 

 

 

Viagem mágica ao coração da rota da seda - Uzbequistão

18 de março de 2016 0

Você já pensou em fazer um roteiro conosco pelo coração da antiga Rota da Seda.
Conhecer a maravilha arquitetônica e cultural do Uzbequistão? Um destino exótico, seguro e muito instigante.

Vejam detalhes do roteiro aqui ou liguem para (51) 3025.2626

http://www.portobrasil.com.br/roteiros/Usbek2016.pdf

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Picasso e as Mulheres - Palestra dia 15 de março

04 de março de 2016 0

A partir de março vamos retomar um de nossos grandes prazeres: falar sobre arte, história e viagens.

Vamos iniciar um ciclo de palestras mensais , encontros que buscam um enfoque cultural leve recriando um espaço de relacionamento e discussão.

O primeiro encontro vai enfocar a biografia de Picasso, sua arte e o conturbado relacionamento com as mulheres, bem no clima do mês de março.

Todos convidados!

Félix da Cunha 1009, anfiteatro

15 de março (terça-feira) `as 19h

Reserva de vagas pelo fone :(51) 9967.4581 com Magda Gomes de Garcia

Valor R$60,00 — em Porto Alegre, Brasil

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Novidades em NYC - Memorial e Museu 11/09 e Brookfiled Place

01 de março de 2016 0

Já fazia um tempo que não andava por NYC e algumas novidades me encantaram por lá!

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Em Downtown, na região financeira onde a ferida aberta pelas Torres Gêmeas ainda estava punjante da última vez, está quase pronto o complexo que naquele espaço foi construído . O Memorial do 11/09 é carregado de simbolismo, duas piscinas localizadas exatamente onde estavam as torres despejam agua num buraco negro , lágrimas infinitamente rolando num trauma que tem que ser sempre lembrado. Os nomes dos quase tres mil mortos de 2001 estao escritos nas bordas , uma homenagem linda e emocionante.

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O Museu do 11/09 fica logo ao lado , uma construção separada com vidros que refletem o entorno. Não é um museu , principalmente para quem tem alguma lembrança ou está ligado de alguma forma as vítimas daquele dia. Guarda as entranhas do antigo prédio, como se fosse os fósseis de um animal. Os depoimentos, gravações e imagens do dia fatídico estão distribuídos em salas imensas e cheias de sentimentos que nos comovem mais ainda por termos sido todos testemunhas oculares da tragédia. Gostei de ter visto , me emocionei em alguns momentos e na minha opinião o único senão é a lojinha,  vende produtos ufanistas, roupas de bombeiros e policiais! Não precisava.

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O prédio ali construído chama-se  One World, uma torre única de 104 andares que também abriga um observatorio no topo. Aqui duas observações. Se você nao tem medo de subir , o que é o meu caso, poupe os U$ 32,00 e use no Top of the Rock no Rockefeller Center. Lá o visual é mais interessante com o Central Park de um lado e o Empire State de outro. Além disto aqui não tem um lugar aberto , somente envidraçado, o que frustra um pouco as expectativas.

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Por ali só o que ainda não estava pronto era o terminal de transporte , projeto do controverso arquiteto  Santiago Calatrava (o mesmo do Museu do Amanhã no Rio) que atrasou sete anos para sua conclusão e teve um custo de mais de 4 milhões de dólares. Começou como um pássaro que moveria as asas e agora , já um pouco deteriorado antes da inauguração,  é chamado de dinossauro. Mas mesmo assim é imponente e incrível e acaba de ser inaugurado hoje, perdemos por uma questão de alguns dias.

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Mas não deixem de atravessar a rua em direção ao Rio Hudson e dar uma passeada pelo Brookfield Place, um jardim de inverno de palmeiras naturais iluminadas por lanternas quadradas que mudam de cor. Na verdade é um pequeno mall com lojas de grife, mas se for ao entardecer é um dos melhores lugares para ver o por do sol na ilha , e não custa nada.

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No inverno tem uma pista de patinação no gelo , adoro o astral.

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Para completar o programa não pode faltar a dica gastronômica , no Brookfield Place está o Le District , uma espécie de mini Eataly com produtos e culinaria francesa. Vale a parada

e voilá!    IMG_8382 IMG_8384

Para saber mais sobre roteiros em grupo ou sob medida do Viajando com Arte visite nosso site www.viajandocomarte.com.br