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A novidade é que o Brasil não é só litoral ....

16 de maio de 2018 0

Inspirada por  uma viagem surpresa para um destino inusitado escrevi este texto ainda lá na Chapada dos Veadeiros, um lugar místico e envolvente por natureza.

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O Cerrado é um ambiente que não se entrega ao primeiro olhar, não é um amor a primeira vista. Tem uma grandeza comedida, mais interior, assim como sua localização no Brasil. É o segundo maior bioma da America do Sul, mas a sua força esta mais nas raízes do que nas copas das árvores , na terra do que no ar.

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A secura de mais da metade do ano faz a força ficar contida num desabrochar parcimonioso que é descoberto por baixo da poeira. As nascentes das três maiores bacias hidrográficas do Brasil ficam disfarçadas entre pedras e troncos retorcidos , e vão escorrendo do alto do Cerrado, de uma altura de mais de 1500m,  umedecendo o coração da terra e se espalhando em todas as direções.

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A morte serve de semente , o homem conhece os segredos da terra e de seus frutos. Toda a secura e aridez da Savana brasileira esconde uma diversidade rica e abundante, de texturas , cores e aromas que se mesclam às almas mais sensíveis . A beleza só acontece quando tem um interlocutor, o belo precisa de testemunhas para se reconhecer e é isto que o homem da Chapada nos presenteia, abre nossos olhos para uma beleza que está lá, mas que nossos olhos impregnados de civilização nao veem.

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Parques naturais, cachoeiras, garimpos e quilombos tudo faz parte de um grande palco, onde nosso Brasil se forjou e nós ficamos alheios a nossa própria historia, como se fôssemos vindos de outras paragens , outros contornos feitos só de sal e mar, um enorme litoral.

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Cada pedaço daquela terra é grávido de milagres, não é por nada que a região é palco e centro de energias e crenças.

O homem é um valente, pois o coração do Cerrado está sempre repleto de vazios. Usa a natureza para curar e sabe todas as nuances e alquimias das folhas e raízes. O futuro sempre incerto lhe permite escapar de si mesmo e transcender. A espiritualidade é uma espécie de teimosia, acreditar que um deus vai se ocupar de nós, uma pretensão de dar-se importância. Por isto que que todos partem para a ação, acreditando sempre em um bem maior.

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Voltei com a alma carregada de energia e apaixonada por um Brasil que não é só litoral.    IMG_4690

 

Para quem gostou deste roteiro e quer saber mais sobre nossos “Roteiros sob Medida

www.viajandocomarte.com.br

Viajando com Arte Podcast - para ouvir a qualquer hora

09 de maio de 2018 0

Tá no ar: Viajando com Arte.
A nova série de podcasts do America Podcast Collection.

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Nessa série de três episódios, Clarisse Linhares e Mylene Rizzo, as criadoras do Viajando com Arte ​ – Viagens de experiências, contam as maravilhas da Rússia, Turquia e Peru sob um olhar muito especial.

Vem ouvir e ficar com muita vontade de conhecer esses lugares!

www.americapodcastcollection.com.br
www.soundcloud.com/americapodcast

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Rússia um panorama : Moscou , San Petersburgo e o Anel de Ouro

08 de maio de 2018 2

 Neste prenúncio de Copa do Mundo várias pessoas tem nos pedido dicas da Rússia, país que já constou em nossos roteiros por diversas vezes. Difícil escolher , na verdade , difícil excluir alguma coisa! Vou tentar fazer um resumo de algumas das melhores atrações pelo país, para uma primeira visita de reconhecimento! 

Palácio de Tsarskoe Selo

A cultura russa é antiga mas acima de tudo tem uma riqueza e violência que não encontra paralelo. Nada por aqui é mediano , tudo é intenso e forte, a literatura fala de sentimentos atávicos como nenhuma outra, a arte pictórica inova e enfrenta sem concessões e a história é uma sucessão de tragédias seguindo o fio condutor de uma povo que tem na resiliência sua marca.

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A viagem pode começar em São Petersburgo, cidade que faz jus ao título de “Rússia com Arte”. Uma cidade repleta de história e simbolismo, mas que ainda conserva um ar meio decadente , principalmente se comparada a Moscou, mas que está caminhando rapidamente em busca de restaurar a antiga grandeza.

Museu Hermitage

No século XVIII, sob a dinastia dos Romanov, Pedro, o Grande vai construir uma nova capital e abrir uma janela para o Ocidente. Este Czar queria tirar a Rússia de seu atraso milenar e busca na Europa a inspiração para as reformas. São Petersburgo surge às margens do Mar Báltico como uma legítima capital européia, cercada de canais o que lhe valeram o título de “Veneza do Norte”. Ela não é uma cópia de outra cidade europeia , mas um resumo do que há de melhor em todas.

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Igreja do Sangue Derramado

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Rio Neva em San Petersburgo

O Hermitage, misto de palácio e museu, ainda tem janelas abertas com o sol batendo sobre telas de Reembrandt e Matisse, no entanto seu luxo imperial nos dá a sensação de que os palácios franceses são simples casas de campo. Ele foi construído por Catarina, a Grande, herdeira de Pedro, para tornar-se sua moradia nos meses mais frios,  por isto ser conhecido também como Palácio de Inverno. Guarda tesouros da arte ocidental , de Românticos a Impressionistas, de Neoclássicos a Barrocos.

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Mas para os apreciadores de arte o Museu Russo é uma visita imperdível, quase sempre vazio em contraste com as hordas de turistas que lotam o Hermitage. Aqui se encontra o âmago da alma russa , contado em quadros e imagens que captam  com maestria técnica e sensibilidade uma riqueza  ainda muito desconhecida pelo Ocidente.

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Museu Russo

Hermitage

Nos arredores da cidade de St Petersburgo  os Palácios de Verão de Peterhoff e Tsarskoe Selo são insuperáveis no colorido do Barroco Russo e no bailado das fontes e jardins. Aqui o trabalho de restauração está completo e o esplendor  e riqueza são testemunhos de um passado de luxo e ostentação.

Peterhof

Peterhof foi o primeiro palácio construído por Pedro , o Grande às margens do Golfo da Finlândia.  Apesar de todos os esforços, nada impediu que as tropas nazistas se instalassem em Peterhof durante a II Grande Guerra , em 1941, onde permaneceram até Janeiro 1944. Foi ali que prepararam  o longo cerco de Leningrado. As forças ocupantes do exército alemão provocaram grandes destruições:  o Grande Palácio foi pilhado e incendiado , obras destruídas e o parque depredado. Felizmente, pouco depois do fim da guerra foi iniciado um minucioso programa de restauro que conseguiu restituir ao conjunto o seu aspecto primitivo.

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Monplaisir primeira residência de Pedro em Peterhof

Peterhof é uma verdadeira joia da arte e da arquitetura russas, que vai muito para além do Grande Palácio. Na verdade, o conjunto é formado por mais dezenove outros palacetes, vilas e mais de 120 fontes espalhados pelo parque de mil hectares.

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Fontes de Peterhof

Tsarskoye Selo é o auge do estilo Rococó Russo, uma escultura que parece um bolo de açúcar em detalhes e cores. Foram usados mais de 100 kg de ouro para dourar a sofisticada fachada e suas numerosas estátuas .

 

IMG_4219                                                                                                                           Tsarskoye Selo

Construído pela Imperatriz Catarina , a Grande e por sua sucessora,  como palácio de verão da Dinastia Romanov. Quando as forças militares germânicas recuaram depois do Cerco de Leningrado, destruíram intencionalmente a residência, deixando, apenas, a carcaça do palácio para trás. Antes da Segunda Guerra Mundial, os arquivistas russos tinham removido plantas e desenhos do palácio , o que se mostrou fundamental na reconstrução do pós guerra.

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O país mais uma vez tenta se abrir para o Ocidente e apagar o passado, um paradoxo que se perpetua na sua história e que fica claramente representado no seu brasão imperial que adota a Águia Bicéfala

 

Em torno do século X um monge Bizantino, Cirilo, fez uma peregrinação  para converter este povo, eslavo e pagão, ao cristianismo e por esta razão hoje o alfabeto russo chama-se cirílico e multiplicam-se igrejas cristãs ortodoxas cuja característica mais marcante são as cúpulas em formato de bulbo de cebola.

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Dos séculos XI e XII, datam as cidades do chamado Anel de Ouro, um circuito medieval que circunda a capital, Moscou, e que nos faz viajar no tempo e apreciar um panorama que mescla a natureza exuberante e construções multicoloridas. Suzdal encanta com suas casas de madeira e seu Kremlin, fortaleza cujas cúpulas azuis com estrelas douradas representam a Virgem, adorada no país.

Suzdal

Vladimir foi a mais antiga capital do Principado de Moscou e guarda vestígios deste florescimento. Yaroslavl e Kostroma são cidades maiores onde se pode vislumbrar mercados do século XIX em pleno funcionamento, além de uma atmosfera retrô com muitas características do período soviético.

Mas é em Sergiev Possad que está o mosteiro mais importante para a fé ortodoxa russa e o principal centro de peregrinação do país, onde a arquitetura e a fé dão um espetáculo de grandeza.

Sergiev Possad

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Depois de um período de invasões dos mongóis no século XIII, foi  Ivan IV, mais conhecido por Ivan, o Terrível, que expulsou os invasores e reunificou a Rússia a partir de Moscou. Um dos maiores emblemas russos, a Catedral de São Basílio em Moscou, foi construída por Ivan em comemoração a conquista de Kazan, uma possessão mongol. Ela situa-se na Praça Vermelha, cujo nome não faz referência ao período comunista , mas sim a uma tradição muito mais antiga de denominar “vermelho” o mais belo , importante e honroso local.

Praça Vermelha

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Moscou guarda características orientais muito marcantes, além da monumentalidade devida ao período soviético. O Kremlin, centro do poder político e religioso, abriga o Museu da Armeria onde podemos ver as jóias da coroa russa, os ovos Fabergé e vestimentas imperiais, uma riqueza que contrasta com a pobreza e simplicidade do povo. Mas a Rússia é um país de contrastes!

Kremlin

O Museu da II Guerra Mundial situa-se num parque que, por si só, já vale a visita. Mas é um passeio muito ilustrativo para percebermos os sacrifícios e a importância deste povo para a vitória dos Aliados na II Guerra Mundial, chamada por eles de “Guerra Pátria”.

Para os turistas desavisados uma dica, não deixem de visitar a Galeria Tretyakov, um museu de arte russa que não pode faltar numa visita a Moscou e que normalmente não consta nos roteiros tradicionais. A arte russa é um capítulo à parte e uma lástima ser tão desconhecida no Ocidente!

 Galeria Tretyakov

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Descobrindo novos caminhos no Peru : Deserto de Paracas

17 de abril de 2018 13

 

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Depois de conhecer , Lima, Cuzco, Machu Picchu e o Vale Sagrado e ter simplesmente se apaixonado pelo Perú, queríamos mais,  nossa vontade era ficar e poder explorar todos os recantos deste país que dá lições de como receber bem as pessoas. É importante relatar para vocês o tamanho da hospitalidade deste povo que é humilde sem ser servil e ao mesmo tempo tem orgulho de ser peruano. Cada vez que volto ao Peru eu fico mais encantada, seja pela beleza natural, pela história do seu povo, das suas antigas crenças pagãs, e sobre tudo pela sua autenticidade.Dos muitos  lugares que tenho andado por aí dificilmente encontrei uma cultura tão genuína.. Quando a gente anda pelo Vale Sagrado, aquele povo colorido, as mulheres carregando as crianças em panos coloridos nas costas, não estão ali para serem vistos pelos  turistas, as pessoas estão somente levando sua vida da mesma maneira que seus ancestrais incas faziam.

Nesta viagem exploratória colocamos Paracas no nosso roteiro. Paracas fica na beira do Pacífico a 250 km ao sul de Lima e de lá saem 2 ou melhor 3 passeios imperdíveis.

O primeiro e mais famoso sai precisamente da cidade de Pisco, que fica uns 20km de distância de Paracas, Do aeroporto de Pisco saem os voos que sobrevoam as famosas linhas de Nazca, você não está lembrando das linhas de Nazca? Lembra daquele livro “Eram os Deuses astronautas?” Pois este livro questionava se aquelas figuras enormes feitas no deserto não teriam sido feitas por seres de outro planeta.A verdade é que até hoje nenhum estudioso chegou a uma teoria conclusiva de como foram feitas, o que se sabe é que elas estão  lá intocadas há pelo menos 1500 anos.São figuras enormes de macaco, colibri, condor ( a maior de todas com 360metros),aranha, além de muitas outras linhas que se assemelham a campos de pouso. A visão destas misteriosas figuras no meio do deserto é impactante. Os voos são feitos em aviões Cesna que levam até 12 pessoas, e leva uns 30 minutos de Pisco até chegar nas linhas de Nazca.

Decolando a bordo do Cesna em Pisco. Depois de 30 minutos de vôo chega-se as famosas Linhas de Nazca

O vôo é tranquilo, pois no deserto o céu é quase sempre azul, mas confesso que, quem tem estômago delicado é complicado, pois o piloto inclina muito o avião hora para a direita ora para a esquerda afim de as pessoas possam ver bem as figuras lá embaixo.

E começa o show das figuras, vejam ali o macaco.

O beija flor, uma das mais nitidas.

A aranha.

O segundo passeio, que confesso foi o que mais me deslumbrou, foi conhecer as Ilhas Ballestas, conhecidas como as Galápagos do sul.

Nossa lancha saiu do Hotel Paracas – http://www.libertador.com.pe/pt/2/1/5/paracas-hotel, que aliás é um espetáculo! Vou falar mais sobre ele na sequência. Nossa primeira parada na lancha foi depois de 10 minutos, quando deparamos com uma imensa figura como que entalhada na pedra de um morro, a figura conhecida como “Candelabro”. Existem teorias que dizem que o candelabro tinha a função de um farol, sinalizava para os navegadores a proximidade da terra.

Saindo do pier do Hotel Paracas

O enigmático “Candelabro”, seria como um farol para os antigos navegadores?

Seguimos de lancha por mais uns 20minutos até chegarmos nas Ilhas Ballestas, são várias ilhotas de pedra onde não se pode descer, e o interessante e lindo é que as ilhas são cobertas de pássaros de muitas espécies, pinguins e leões marinhos. É um verdadeiro santuário ecológico, eu só tinha visto uma cena parecida na National Geographic, as aves deram um espetaculo, aquelas revoadas com milhares de pássaros, ver os leões marinhos a 1metro de distância, foi muito legal, foi inesquecível.

Chegando nas Ilhas Ballestas

Várias grutas com muitos ninhos.

 

muitos leões lagarteando ao sol.

Conhecer estas  ilhas foi de verdade uma experiência marcante.

Nosso terceira aventura foi no deserto. Saimos à tardinha em camionetes 4×4 em direção ao deserto. O famoso rally Paris / Dakar que agora acontece nesta região . Então já viu né? A gente se sentiu fazendo parte da corrida mais glamorosa das areias.

O famoso rally Paris / Dakar que agora acontece nesta região.

Eram dunas muuuito altas e nossos motoristas aceleravam e faziam umas curvas bem radicais, uma dose de adrelalina na medida certa.

Depois de uma parada estratégica para ver o sol se por lindíssimo como só no deserto, seguimos em direção do leste, quando para a nossa surpresa a camionete da frente parou sobre a crista de uma duna e quando nos aproximamos tivemos a visão do que nos aguardava.

 

Alto astral contagiante

Até que deparamos com este acampamento nos esperando….

Champanhe, vinho, espetinhos, quitutes peruanos e música, o que poderámos pedir mais?

Como vocês puderam ver o Perú tem infinitas possibidades de lugares para todos os tipos de turismo. Citei aqui 3 passeios bárbaros que conseguimos fazer em apenas 2 dias.

Deixo vocês aqui com umas imagens deste verdadeiro oásis no deserto – o Hotel Libertador Paracas! Adios!

 

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Trilhas nos Pirineus - para descobrir uma outra Espanha

12 de abril de 2018 0

Faz um ano eu vi uma foto das formações dos Mallos e Riglos quando estava pesquisando sobre trens na Europa e desde lá fiquei com esta ideia fixa , queria ir para a região dos Pirineus espanhóis. Eu já conhecia a região dos Pirineus  francêses mas a perspectiva de cruzar a fronteira e descobrir o que estaria por trás daquelas montanhas lindas me capturou a imaginação.

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Mallos de Riglos – Espanha

Foi uma viagem bem diferente , saímos de Barcelona e fomos em direção a Huelva. No caminho ainda veio de lambuja uma passada no Mosteiro de Montserrat. Um lugar lindo , mas como era domingo e estava lotado perdeu um pouco do encanto . Mas acho que vale muito a pena , para quem é mais religioso ou só pela paisagem também.

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Santuário de Montserrat

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Bom , seguimos para nosso destino por umas três horas por estradas ótimas. As cidades dos Pirineus espanhóis são bem mais rústicas e simples que suas vizinhas francesas. Muitas casas de pedras em vilarejos quase abandonados. Igrejas do século XII e XIII abundam , mas sem indicações mais precisas e muitas fechadas.

   A Espanha (291) Igreja de Panticosa

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Chegando a Murillo Gallego , onde estava nossa pousada veio o impacto. Nenhuma foto  retratava o que são estas formações rochosas ao vivo. As mão de Deus poderiam ser seu apelido, algo forte e desconcertante.

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Foto dos Mallos desde a janela da Pousada

Nosso hotel , encarapitado num monte bem à frente nos deixava com a melhor parte, ver suas mudanças de cor conforme o sol caía no horizonte.

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Murillo Gallego

 

Murillo Gallego é uma cidade medieval com não mais que 100 moradores, mas fora a dona do hotel e seu ajudante/ namorado francês que sumiu depois da primeira noite , não encontramos mais ninguém .

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Mas tudo é encantador , até o campo abandonado onde crescem as papoulas selvagens

A região é toda voltada para turismo de aventura , nas corredeiras é possível fazer rafting, as paredes dos Mallos são o cenário perfeito para o rapel e escaladas, nós ficamos com a trilha que dá a volta no monte.

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Partindo da pequena vila ao pé dos morros , subimos todo o caminho pedregoso até o topo e de lá voltamos pelo outro lado. Logo na saída nos deparamos com esta família com duas crianças pequenas, nos motivou a pensar que o caminho seria mais fácil do que o encontramos , ledo engano. As crianças é que tem cruza com cabrito montês e subiram sem nem reclamar!

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Mallos de Riglos – a vila

Foram umas 3h de caminhada , no inicio uma trilha tranquila e depois com subidas muito íngremes, confesso que duvidei da minha própria capacidade de vencê-las quando olhei para cima a primeira vez, mas como devagar se vai ao longe …

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O visual é fantástico e cruzar com o pessoal escalando as paredes é emocionante. Eles desafiam seus limites ao máximo.

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Lá pelas tantas encontramos esta placa que dizia, 1:30h para seguir caminho ou voltar pela mesma trilha . Quase demos a volta , mas daí já era uma questão de honra!

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A quase desistência

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    Mas o visual compensou o cansaço

 

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Aqui o visual desde o melhor hotel da região, o Spa de Mallos de Riglos!

Seguindo em direção a França passando pela estação de esqui de Formigal chegamos as paisagens  dos montes mais altos da região dos Pirineus, ainda com picos nevados. Aqui a ideia era fazer uma trilha , mas nossos casacos não contavam com o frio de 8 graus e só curtimos a paisagem de dentro do carro mesmo. Tudo já iluminado por um sol fraco de primavera.

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Fronteira de Portalet

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