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Posts na categoria "Africa do Sul"

A África do Sul promete te surpreender

06 de dezembro de 2019 0

Nosso roteiro na África do Sul começou em Cape Town, logo de inicio fomos impactadas pela visão das montanhas e do mar, a paisagem lembra um pouco a do Rio de Janeiro, com a diferença que Cape Town, assim como toda a África do Sul, tem pouquíssimos prédios altos, as cidades são horizontais e espalhadas o que dá uma sensação boa de espaço, de liberdade.

 

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É impossível falar da África do Sul sem lembrar do seu passado recente, historicamente falando, poderíamos dizer que ontem por ali negros eram segregados a guetos e tinham sua circulação restrita em muitos lugares. O Apartheid, um regime de segregação racial implementado em 1948, foi oficialmente extinto em 1994 com a eleição de Nelson Mandela como primeiro presidente negro depois de passar 27 anos na cadeia por lutar contra os opressores da minoria branca.

De lá para cá se passaram 25 anos e a África do Sul vem tentando encontrar um caminho, uma maneira de lidar com este passado da melhor maneira, as vezes explodem algumas manifestações de violência com cunho de vingança às minorias brancas, difícil passar incólumes depois de tanta discriminação e opressão.

Mas dito isto, durante os dias que passamos por lá, não senti em nenhum momento alguma tensão no ar, ao contrário depois da Copa do mundo, achei a cidade ainda mais linda.

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Subindo o Signal Hill com vista para a Table Mountain.

África do Sul e a magia de Capetown

17 de setembro de 2018 0

A África é uma experiência que recomendo sem restrições!

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Mesmo para os mais urbanos e avessos a natureza , tem encantos e recantos imperdíveis. Verdade que para quem não gosta de paisagens belíssimas, infra-estrutura bem montada , ótimas praias e gastronomia elaborada não é o canal!

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Vinhedos então! Afirmo que nunca vi mais lindos e bem cuidados, sem falar na qualidade dos vinhos. Sobre a região de Stellenbosch e Franschhouek vou falar no próximo post.

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País rico de uma natureza que reconhecemos em plantas e relevos na mesma latitude do outro lado do Atlântico. O Rio Grande do Sul tem clima e situação geográfica semelhantes.

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Saindo de Capetown chega-se ao Cape Point em 60km de estradas lindas e bem conservadas, só cuidado com a mão inglesa. O Cabo da Boa Esperança é o símbolo das Grandes Navegações Portuguesas do século XV, em busca do caminho marítimo para as Índias Bartolomeu Dias cruzou o cabo em 1488. Um parque preservado onde se pode fazer boas trilhas ou apenas uma visita mais comportada.

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Por lá os animais são mais selvagens, vivem soltos em um habitat que teimam em não entregar aos humanos. São babuínos, avestruzes e vários tipos de roedores convivendo livremente!

A África do Sul tenta se domar mas na praia de casinhas coloridas os surfistas tem que lidar com os tubarões, nas estradas placas avisam que podemos cruzar com pinguins e o Cabo da Boa Esperança já foi o fim de muitos navegantes !

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Não senti muita unidade , os descendentes de europeus (apesar de se dizerem locais) dominam uma sociedade exemplarmente moderna, limpa e bem estruturada! A riqueza é patente , mas continua sendo para poucos.

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A segregação está no ar, nos townships lotados, nas casas de lata e nos restaurantes onde negros estão sempre atrás do balcão. O apartheid persiste na economia , totalmente dominada pelos brancos.

Capetown é uma das três capitais , uma busca de integração de povos que formaram o país: africanos, holandeses e ingleses. A cidade tem uma geografia que nos faz lembrar o Rio de Janeiro, praias belíssimas dentro da cidade , um centro histórico com prédios que remontam aos primeiros colonizadores holandeses e o famoso Waterfront, um pier totalmente voltado para a diversão e o turismo.

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No Waterfront está o Silo Museu de Arte Contemporânea, foi mais interessante que visitei. Um prédio incrível num antigo silo onde se guardava grãos, adjacente fica o hotel de mesmo nome. Um espetáculo de arquitetura.

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A cidade guarda prédios que remontam aos primeiros colonizadores holandeses . Eu não deixaria de passear pelo centro histórico , para sentir um pouco mais a realidade como ela é! The Company´s Garden tem vários prédios históricos importantes, Long Street é turística, Kloof Street é descolada e cheia de bares legais. Não aconselho passeios a pé à noite.

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Mas é nas paisagens que a cidade se supera, a Table Mountain reina soberana, para onde se olhe ela serve de moldura. A dica suprema é pegar o teleférico no primeiro dia, porque nunca se sabe se o tempo vai virar e o passeio pode ficar prejudicado durante toda a estada. Não percam um dia bonito!

Para quem gosta de trilhas subir o Lion´s Head ao por do sol é incrível , uma caminhada de 1:30h leva ao topo com direto a um dos mais lindos visuais do mundo. Camps Bay, os 12 Apóstolos (que nada mais são do que a lateral da Table Mountain) , a cidade e o mar. 360 graus de belezas.

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Se o tempo ou o preparo não permitirem , da para subir de carro ao Signal Hill e ter uma experiencia parecida na montanha um pouco mais baixa.

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O bairro mais típico com suas casinhas coloridas e população muçulmana é Bo-Kaap, vale passear pelas ruas ou fazer um free walking tour para conhecer um pouquinho da sua história.

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Outro passeio imperdível é o Jardim Botânico Kirsten Garden, pelo lado de trás da Table Mountain, tem um panorama mais rustico em meio as flores mais típicas do país, as protéas. Elas estão por todos os lados em buquês nos hotéis e em feiras de rua.

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São diversos tipos, tamanhos e cores, são lindas , exóticas e meio selvagens. Alem disto tem uma passarela pela copa das árvores. Amei e me senti abraçada pela natureza.

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Bem pertinho dali fica o vinhedo mais próximo do centro de Capetown, num bairro residencial e elitizado , Constantia. Lindas ruas arborizadas repletas de mansões atrás de muros altos. Mas por aqui ótimas opções de gastronomia.

Destaque para os restaurantes La Colombe e o Chefs Warehouse em Beau Constantia.

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O artesanato é um capítulo à parte. O melhor é que o câmbio está favorável para nós brasileiros.

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Um país de contrastes que está me conquistando aos pouquinhos.

Áfica do Sul - O País da Copa 2010 - Parte III

14 de janeiro de 2010 0

Como eu havia prometido conto aqui  minha aventura nos arredores do Parque Nacional Kruger, que é um dos maiores games reserves ( área de preservação da vida selvagemque tem por fim o turismo e as vezes, a caça controlada) da África. O parque se extende por uma área de 20 mil Km².

Pegamos o vôo na Cidade do Cabo com uma escala em Johanesburgo, onde embarcamos num avião turbo-hélice pequeno, eu que tenho um certo… hm desconforto em matéria de aviões, não estava muito contente com aquele modêlo que me pareceu um tanto ultrapassado, mas resolvi pensar que fazia parte da aventura e decolamos num vôo tranquilo de 1h até HOESDSPRUIT, que fica exatamente no meio do nada.

Desembarcamos em Hoedspruit que fica nos arredores do Kruger Park, à nossa espera no aeroporto, o “ranger” que será o nosso guia e instrutor durante os próximos dias no  Kapama Game Reserve.

Partimos num jipe aberto por estradas de terra através das enormes Acácias e árvores de Marula ( fruta da qual se faz a bebida nacional sul-africana – o Amarula ), e já no caminho começamos a avistar todos aqueles animais que eu só tinha visto de perto no zoológico, foi uma ótima sensação ve-los ali tão à vontade, soltos na natureza.

Os lodges nesta região são no sistema de  “all inclusive“, ou seja, no valor da diária estão incluidas todas as refeições, os safaris fotográficos, tudo é pensado para proporcionar a melhor das sensações em termos de vida selvagem. Foram 3 dias acordando antes do sol nascer e partindo para a “caça” fotográfica dos “big Five” ou dos 5 grandes, que são o elefante, o búfalo, o rinoceronte, o leão e o mais difícil de todos – o leopardo, horas de puro encantamento em meio à natureza.

Vista do Kapama Game Reserve, o resort é todo murado, e não é permitido afastar-se dos limites desacompanhado. Mas no interior se pode ver várias espécies de veados, gazelas, macacos e diversos pássaros.

Estivemos lá no mes de julho, que é também o inverno deles, mas é uma ótima época pois os invernos nesta região são secos. Nós levantávamos antes do sol e nesta hora fazia muito frio mesmo, éramos acolhidos em uma sala com uma enorme lareira com um fogaréu crepitante e ali tomávamos chá, café ou chocolate quente, feito isso saíamos para ver o espetáculo do nascimento do sol e quando os animais já iniciaram o seu dia. Nossa camionete tinha um lugarzinho bem na frente onde um guia treinado olhava atentamente as pegadas ainda frescas deixadas pelos animais, nós apelidamos ele de “isca” pois ficava cara a cara com os Big Five!

Mas à tarde esquentava a ponto de podermos tomar banho de piscina. Os rangers são pessoas bem preparadas e respondem a muitas das nossas questões referentes á natureza, aos animais e a noite quando tivemos um jantar ao livre em volta da fogueira, podemos conversar um pouco sobre os duros anos do Apartheid.

Fizemos um passeio opcional que foi o Sáfari de elefantes, saímos de manhã bem cedinho, e fomos recebidos pelo grupo de domadores, na sua maioria de Zimbawe. Eles tem uma plataforma para a gente poder montar. Não é facil manter aquele corpinho pois eles vão comendo todas as árvores que encontram pelo caminho!

Sempre no meio de cada saída, pela manhã ou à tardinha, fazíamos uma parada estratégica quando os rangers montavam umas mesinhas com petiscos e canapés, vinhos, cerveja, champanhe, um luxo!!!

 Difícil dizer em que momento fui capturada por este lugar: pode ter sido o céu africano quando a noite começava a cair e parecia não haver lugar para tantas estrelas, ou o som dos pássaros anunciando o dia, ou o nascer do sol, uma enorme bola vermelha no horizonte.

São tantas as paisagens arrebatadoras que dificilmete você sairá de lá indiferente.

África do Sul - O país da copa 2010 - parte II

05 de janeiro de 2010 2

Oi pessoal, antes de tudo Feliz Ano Novo pra todos!!!!

Que este seja um ano de grandes realizações e de muuitos sonhos, pois quem pode viver sem sonhos não é mesmo?

Tivemos um probleminha e ficamos alguns dias fora do ar, mas agora (ufa!!) já está tudo resolvido e voltamos com muitas coisas interessantes pra vocês.

Em ano de copa do mundo, nada melhor que conhecer um pouco da África do Sul, então aproveitem!

Conforme eu havia prometido no primeiro post, neste vou contar um pouco sobre as várias opções de passeios nas cercanias da Cidade do Cabo, são viagens curtas de um dia, mas que tem paisagens espetáculares, imperdíveis.

Para aqueles que não têm medo de se aventurar no trânsito com mão inversa, como na Inglaterra, uma bela opção de passeio é ir serpenteando a costa até o Cabo da Boa Esperança, e se sua memória escolar estiver boa, você vai lembrar que foi aqui que o navegador português Bartolomeu Dias, em 1487, abriu o caminho marítimo para as Indias. É um lindo passeio, e no caminho a atração são as baleias Jubarte, que nos meses entre julho e setembro buscam a costa do Cabo para criar seus filhotes.

O ponto alto da rota é o trecho chamado de Chapman´s Drive, uma estradinha estreita pendurada em encostas rochosas à beira mar.

Almoce em qualquer dessas prainhas no caminho, com muita oferta de ” crayfish”, que é uma espécie de lagosta, isto é claro, acompanhado por um bom vinho sul africano!

O cabo da Boa Esperança propriamente dito fica dentro de um parque nacional, e se paga um ingresso para entrar, já no caminho fomos recepcionados por um bando de macacos, que vivem soltos naquela região.

Os vinhos aqui são um capítulo à parte: são mais de 82 vinícolas que produzem o melhor vinho do continente africano, situadas nos arredores da pequena cidade de Stellenbosch, que além de abrigar a universidade mais importante do Cabo, e é o grande reduto da cultura Africanêr (população de origem holandesa).

As videiras sul africanas, na região de Stellenbosch

Uma ótima pedida são os passeios de bicicleta, pode-se alugar as bicicletas com guia ou não.

Outro passeio legal que fizemos foi para o Cabo das Agulhas que fica à sudeste da Cidade do Cabo, no caminho também passamos por várias praias bonitas como a chamada Hermanos, ponto conhecido de surf local

É no cabo das Agulhas o marco que divide os dois oceanos, o Atlântico e o Indico, um lugar bastante agreste de uma beleza selvagem.

Na volta optamos por vir pelo interior onde se pode ver vários campos cultivados, pastagens plantações de várias culturas.

E quase em casa a natureza nos contemplou com este incrível por do sol!

Neste post apresentei algumas opções legais de passeios próximos a Cidade do Cabo, na África do Sul parte III, estarei contando a grande aventura dos safaris fotográficos na reserva do Parque Kruger, até lá!!

África do Sul - Parte I

21 de dezembro de 2009 2

 

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Quando surgiu uma oportunidade de visitar a África do sul, um destino muito diferente das minhas escolhas habituais. Fiquei na dúvida, pois não sentia aquela atração pela vida selvagem, e se você pensa como eu, vai ficar surpreso como eu fiquei, ao ser completamente conquistada por este pais.

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Cidade do Cabo vista da Table Mountain

       Começamos  nossa viagem pela Cidade do Cabo, no extremo sul do pais. Com o fim do Apartheid, a cidade mais bonita da África do sul finalmente foi anistiada e pode tranquilamente ser considerada uma das cidades mais gostosas do mundo.

Colonizada pelos holandeses e posteriormente pelos ingleses,  misturados a várias tribos que ocupavam esta região resultou num enorme caldeirão étnico ( são 11 idiomas oficiais!)  que hoje compõe a África do Sul. Durante o regime do Apartheid os negros que eram 23 milhões de pessoas ocupavam o relativo a 13% do território, enquanto que a minoria branca, de 4,5 milhões, ocupava 87%, criando uma terrível desigualdade. Nos anos 80, a comunidade internacional impôs sanções econômicas ao país, maior produtor de ouro e diamantes do mundo, e pressionou o então presidente Pieter Botha a terminar o Apartheid e liberar o preso político mais famoso do mundo. Nelson Mandela foi libertado em 1990, após 27 anos de prisão.

É claro que não se pode apagar um passado destes da noite para o dia, e historicamente,  20 anos  é  nada. O que pude sentir foi a grande vontade do país de olhar para frente e ir curando suas feridas aos poucos, numa Africa onde as prioridades básicas ainda não foram atingidas em muitos lugares, na África do Sul percebemos que muito já foi alcançado.

A Cidade do Cabo lembra um pouco o Rio de Janeiro, só que bem menor e com muito mais ares coloniais.  

 Em dia de céu claro o programa é subir a Table Mountain, uma majestosa elevação que se ergue onipresente, o panorama é magnífico, a gente sobe num teleférico e se tem uma vista da cidade e das praias.

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 Uma dos lugares mais chiques e festejados da Cidade do Cabo é a área chamada de Waterfront, um lugar em volta do porto com lojas, hotéis, restaurantes, um anfiteatro à céu aberto, onde se vê apresentações informais de músicos locais fazendo o que eles sabem fazer melhor – música com muita percussão.

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Waterfront, um lugar cheio de bares e restaurantes e um teatro ao ar livre para apresentações musicais.

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 É do Waterfront que saem os barcos para passeios para a ilha de Robeen Island, onde ficava a famosa prisão que manteve Mandela.Outra opção é pegar um barco para um passeio de 1h de onde se tem uma bela visão da cidade.

No Waterfront tem também um aquário gigante, o Two Oceans Sea Aquarium, que é uma ótima opção para quem está com crianças, e olha que no nosso grupo as crianças já eram bem crescidinhas e adoraram!  

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Two oceans Sea Aquarium, diversão garantida.

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Você concorda com a afirmação acima? 

Outra grande atração é o Greenmarket que foi um mercado de frutas e verduras até os anos 50s e agora é um mercado de artesanato, super legal, com colares coloridos feito pelas diversas tribos, cada um com uma característica diferente. Instrumentos musicais, máscaras africanas, túnicas, enfim tudo o que você puder imaginar.E aqui  eles também tem o hábito da pechincha, eu que depois de andar pelo Egito, Marrocos e outros países árabes já sou pós graduada no assunto, mas haja paciência!

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  Artesanato, colares, máscaras, você vai ficar louco no Greenmarket!! 

 Você deve estar se perguntando sobre a segurança, já que a África do Sul é o maior consumidor de cercas elétricas do mundo… em nenhum momento me senti  minimamente ameaçada, nós estávamos parando em uma praia fora da cidade e no caminho passávamos por favelas gigantescas, eram os antigos guetos negros do Apartheid, e a tardinha observamos várias camionetes pick ups cheias de trabalhadores voltando para casa, vi muitas escolas, e apesar da pobreza não é miserável, as crianças vão bem uniformizadas a escola, um povo tentando achar seu espaço depois de sofrer tanta iniqüidade.

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 A National Gallery da Cidade do Cabo merece uma visita, não é um museu muito grande e sua coleção vai desde o período colonial até a Arte contemporârea, tem no seu acervo obras inglesas, holandesas,francesas, além é claro de arte africana. Exposições temporárias de fotografias, texteis, pinturas e esculturas. No próximo post sobre a África do Sul eu estarei mostrando as opções de passeios nas cercanias da Cidade do Cabo, até lá!!