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Posts na categoria "Africa"

Marrocos Histórico

12 de dezembro de 2019 0

A história do Marrocos está intimamente conectada com os acontecimentos da Europa e do Oriente Médio.
Assim como Istambul e a chave de conexão entre Europa e Ásia, o Marrocos marca a interseção da Europa com a África, tendo o estreito de Gibraltar a apenas 13km, menos do que a ponte Rio-Niterói.


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 Por ter um litoral que é banhado por dois oceanos , Mediterrâneo e Atlântico, o país foi um entreposto comercial fenício, os primeiros grandes comerciantes do Mediterrâneo.

Se fossem subtraídas as palavras místico, exótico ou mágico seria difícil descrever o país.

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Tânger é a porta de entrada do país , uma cidade com status internacional que serviu de cenário para acontecimentos que interligam Espanha , França e Inglaterra. A Guerra Civil Espanhola é retratada na cidade no seriado baseado no livro “O Tempo entre Costuras”

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A África do Sul promete te surpreender

06 de dezembro de 2019 0

Nosso roteiro na África do Sul começou em Cape Town, logo de inicio fomos impactadas pela visão das montanhas e do mar, a paisagem lembra um pouco a do Rio de Janeiro, com a diferença que Cape Town, assim como toda a África do Sul, tem pouquíssimos prédios altos, as cidades são horizontais e espalhadas o que dá uma sensação boa de espaço, de liberdade.

 

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É impossível falar da África do Sul sem lembrar do seu passado recente, historicamente falando, poderíamos dizer que ontem por ali negros eram segregados a guetos e tinham sua circulação restrita em muitos lugares. O Apartheid, um regime de segregação racial implementado em 1948, foi oficialmente extinto em 1994 com a eleição de Nelson Mandela como primeiro presidente negro depois de passar 27 anos na cadeia por lutar contra os opressores da minoria branca.

De lá para cá se passaram 25 anos e a África do Sul vem tentando encontrar um caminho, uma maneira de lidar com este passado da melhor maneira, as vezes explodem algumas manifestações de violência com cunho de vingança às minorias brancas, difícil passar incólumes depois de tanta discriminação e opressão.

Mas dito isto, durante os dias que passamos por lá, não senti em nenhum momento alguma tensão no ar, ao contrário depois da Copa do mundo, achei a cidade ainda mais linda.

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Subindo o Signal Hill com vista para a Table Mountain.

Egito com Arte 2018

25 de novembro de 2018 0

Acabamos de realizar nossa terceira edição do Viajando com Arte no Egito, a última vez tinha sido a exatos 10 anos, infelizmente depois de 2008 o país entrou em um longo período de turbulência politica que nos manteve afastadas deste lugar fantástico por bem mais tempo do que gostaríamos.

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Templo de Philae em Aswan, dedicado a deusa Isis.

Nosso roteiro começou pelo sul do Egito, fizemos nossa base em Aswan, cidade famosa na antiguidade por suas pedreiras de granito de onde saíram muitos obeliscos que foram usados para decorar templos por todo o Egito. Aswan também estava associada com o lugar de nascimento do rio Nilo, (que nasce no centro da Africa) de lá se podia navegar até o delta do mediterrâneo, pois os egípcios faziam todo o transporte via fluvial, por esta razão a roda demorou a se tornar algo comum por lá.

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Mercado de especiarias de Aswan.

Nos instalamos no Hotel Old Cataract , este hotel data do período colonial inglês, é um hotel lendário, foi aqui que Ágatha Christie escreveu seu famoso livro – A morte no Nilo.

O hotel fica em um dos tantos oásis a beira do rio Nilo, o lugar é belíssimo, e da sacada do quarto podemos ver o deserto.

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Vista da sacada do quarto do Hotel Old Cataract.

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Passeio de camelo ao entardecer em Aswan.

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Por do sol em Aswan.

Visitamos os grandes templos construídos por Ramsés II, que ficam uns 300 Km ao sul de Aswan, conhecidos como Abu Simbel, a gente chega em um vôo curto de menos de 1 hora.

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Visitando Abu Simbel, os templos construidos pelo faraó Ramses II

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Os templos são grandiosos, e devido a construção da grande represa de Aswan, eles foram literalmente fatiados e trasladados cerca de 200 m do seu lugar original, para evitar que ficassem submersos pelas águas do lago Nasser, em um empreendimento caríssimo financiado por vários países para salvar este grande monumento reconhecido pela Unesco como patrimônio da humanidade.

Aswan tem um mercado bem típico com muitas especiarias, e lá fomos nós, conferir as padarias que assam o pão na hora, comprar o chá mais típico daqui chamado de karkadi, que é o chá de Hibiscus.

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Happy hour navegando em Feluca pelo rio Nilo.

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Vista do Hotel Old Cataract em Aswan.

De Aswan saem os cruzeiros que sobem o rio Nilo até a cidade de Luxor, são 3 dias de navegação, na minha opinião uma das experiências mais legais para se ter no Egito, pois do barco vamos observando as margens verdes e exuberantes das tamareiras, e logo ali já se vislumbra a imensidão do deserto. Ao longo do caminho vão surgindo templos que a gente visita. A tardinha, o horário mágico, o Egito nos brinda com um por do sol mais lindo a cada dia. Ouvir o chamado para a reza (que acontece 5 vezes por dia) é lindo, emocionante.

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Vista da cabine no barco navegando o rio Nilo.

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deck do barco.

Na segunda noite no barco tivemos uma festa egípcia, todas vestidas como Cleópatras, Nefertaris, Nefertitis, nos divertimos demais.

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Festa Egípcia.

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Durante a navegação até Luxor a gente visita vários templos.

Chegando em Luxor fizemos o passeio de balão ao amanhecer, foi simplesmente espetacular, o dia estava perfeito, o ar límpido e levantar com o sol, junto com outros balões foi especial.
Nestes 10 anos eles se profissionalizaram muito, tudo melhorou, exceto que a gente sempre tem que madrugar, pois além de ser o horário mais bonito, é também o mais seguro, pois normalmente não tem vento.

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Enchendo os balões para subir aos céus junto com o sol no Vale dos reis.

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De cima se vê claramente o limite do vale irrigado e o inicio do deserto.

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O templo da faraó mulher Hatshepsut no vale das rainhas em Luxor.

Luxor é conhecida como o maior museu a céu aberto do mundo, você passeia pela cidade e vê o Egito antigo passando pelos seus olhos. Tem dois templos importantes Luxor e Karnac, este último dedicado ao todo poderoso deus Amon – Rá.
E foi no vale dos reis, na margem ocidental do rio Nilo, onde se fez um dos achados arqueológicos mais importantes da humanidade – o tesouro intocado do Faraó Tutankhamon, pelo inglês Howard Carter em 1922.
Hoje a gente visita várias tumbas incrivelmente bem preservadas com pinturas que conservam suas cores originais, mesmo depois de 3000 anos. Mas o tesouro do faraó Thut está conservado no Museu no Cairo.

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a Sala Hipostila do templo de Karnak, com sua floresta de colunas monumentais.

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Templo de Karnak

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detalhe do templo de Hatshepsut

Nossa última parada foi o Cairo, que sim é uma cidade caótica, confusa, mas a gente tem que procurar ver a sua beleza. Nossa localização ajudou bastante, ficamos no Four Seasons, cujos quartos dão de frente para o por do sol no Nilo, um lugar privilegiado, perto das atrações mais importantes.

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Vista do rio Nilo da sacada do Hotel Four Seasons no Cairo.

Fizemos muitas visitas legais na cidade, algumas fora do circuito normal dos roteiros, como é o caso do enorme Parque Al Azhar, um coração verde no meio da cidade, onde os casais vão para namorar e crianças fazer piquenique com suas classes.

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Parque Al Azhar, no Cairo.

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Mesquita de Alabastro no Cairo.

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Interagindo com as meninas locais, eles são super receptivos e adoram posar para foto com os turistas.

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Mercado Khan el Khalili, no Cairo

Ponto alto foi o Sitio de Gizé onde estão as famosas pirâmides e a esfinge, conseguimos um lugar especial para visitar com exclusividade a esfinge de pertinho sem outras pessoas, entramos na pirâmide de Kefrem, andamos de camelo próximo das pirâmides, almoçamos no Hotel Mena House, que tem vista única do sitio. Nos despedimos das pirâmides com o espetáculo de luz e som que conta de maneira bem didática um pouco da história desta civilização.

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Super tranquilo de visitar o sitio de Gizé, nada de multidões.

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o famoso beijo na Esfinge.

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Para fechar com chave de ouro nossa imersão na cultura do Egito antigo, fizemos uma visita privada ao Museu do Cairo antes da sua abertura. Foram 2 horas inteiras com o nosso acompanhamento mais nosso guia egípcio. Ter aquele museu só para nós, foi um privilégio, pois o museu é pequeno e costuma ficar lotadíssimo.

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Final da visita ao Museu do Cairo, como boas brasileiras, cada uma com a sua sacolinha : ) !

Nosso grupo foi muito bacana, super astral e muito parceiro,  pois no Egito se acorda muito cedo, para poder aproveitar as horas mais frescas do dia, e todas enfrentaram as madrugadas  com muito bom humor.

Foram dias intensos de muito aprendizado e ótima convivência.

Egito com Arte – viagem à terra dos Faraós

26 de outubro de 2018 0

Depois de dez anos desde nosso último Egito com Arte , estamos voltando ao país dos Faraós!

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Muita expectativa neste reencontro, é um país que nos marcou profundamente por ter sido nosso primeiro destino exótico nesta trajetória de quase quinze anos de estrada.

Vamos ao interior rever imagens de um país onde a vida parece seguir um ritmo do século passado ou em alguns momentos da própria civilização egípcia antiga.

Vamos retomar o roteiro dos sítios faraônicos com a Necrópole de Sakara , primeiro “cemitério”  de pedra do Antigo Egito, guarda nas suas muralhas o formato do antigo Palácio de Memphis. Foi aqui que o arquiteto Imhotep criou pela primeira vez uma pirâmide para abrigar os restos mortais do faraó e todo seu enxoval funerário, necessário para cumprir sua trajetória na vida eterna.

Pirâmide Escalonada ou Pirâmide de Degraus é a mais antiga construção neste formato que se tem notícia. Foi construída em blocos pequenos de pedra com estruturas sobrepostas. Guardava um estátua do faraó Djoser que hoje encontra-se no Museu do Cairo, na famosa Praça Tahrir centro da cidade.

Aqui a sensação de voltar no tempo é completa, bem menos turistas se aventuram a chegar até Sakara, principalmente ao entardecer.

Vamos para o sul do pais, seguindo o curso do Nilo em direção ao Alto Egito.

O Templo de Philae em Assuan  é primor histórico e um feito de engenharia. Ameaçado pelas águas do Lago Nasser , criado em decorrência da represa de Assuan construída na década de 60,  o templo ficava submerso boa parte do ano e estava entrando em deterioração. Um movimento internacional trabalhou na sua remoção e uma nova locação foi feita.Estivemos por lá em três ocasiões e posso dizer que este é meu templo favorito no país dos Faraós. Além do ótimo estado de conservação , Philae tem entorno especial pois a ilha para onde foi transferido não tem outra construção além do próprio templo.

Removido e reconstruído pedra a pedra, Philae é um passeio feito em pequenos barcos desde a cidade de Assuan. O passeio já é uma delícia, nesta região o Rio Nilo forma ilhas de pedra que criam um ambiente diversificado e encantador. O sol , sempre presente, reflete na água as pedras milenares que formam o templo.

Aqui aparece o Hotel Old Cataract , nosso alojamento na cidade, aqui  foi escrito o clássico de Agatha Christie, “Morte no Nilo”, ainda hoje o hotel mais luxuoso da região.
 As felucas compões a paisagem, embarcações típicas do país.

 

 Esta pequena construção na margem do Nilo é um quiosque , mandado construir pelo Imperador Romano , Trajano. Delicado e grandioso ao mesmo tempo, mostrava a força de dominação dos romanos no seu celeiro do mundo Antigo, o Egito.

Atualmente o povo egípcio é muçulmano e não guarda relação com a cultura do Antigo Egito , mas contribui com o exotismo e o colorido, criando uma mistura original presente em todos os momentos.

Muitas emoções nos aguardam , reeencontros e novas descobertas!

 
Vamos mandar relatos e fotos , nos acompanhem pelas redes sociais.

África do Sul e a magia de Capetown

17 de setembro de 2018 0

A África é uma experiência que recomendo sem restrições!

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Mesmo para os mais urbanos e avessos a natureza , tem encantos e recantos imperdíveis. Verdade que para quem não gosta de paisagens belíssimas, infra-estrutura bem montada , ótimas praias e gastronomia elaborada não é o canal!

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Vinhedos então! Afirmo que nunca vi mais lindos e bem cuidados, sem falar na qualidade dos vinhos. Sobre a região de Stellenbosch e Franschhouek vou falar no próximo post.

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País rico de uma natureza que reconhecemos em plantas e relevos na mesma latitude do outro lado do Atlântico. O Rio Grande do Sul tem clima e situação geográfica semelhantes.

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Saindo de Capetown chega-se ao Cape Point em 60km de estradas lindas e bem conservadas, só cuidado com a mão inglesa. O Cabo da Boa Esperança é o símbolo das Grandes Navegações Portuguesas do século XV, em busca do caminho marítimo para as Índias Bartolomeu Dias cruzou o cabo em 1488. Um parque preservado onde se pode fazer boas trilhas ou apenas uma visita mais comportada.

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Por lá os animais são mais selvagens, vivem soltos em um habitat que teimam em não entregar aos humanos. São babuínos, avestruzes e vários tipos de roedores convivendo livremente!

A África do Sul tenta se domar mas na praia de casinhas coloridas os surfistas tem que lidar com os tubarões, nas estradas placas avisam que podemos cruzar com pinguins e o Cabo da Boa Esperança já foi o fim de muitos navegantes !

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Não senti muita unidade , os descendentes de europeus (apesar de se dizerem locais) dominam uma sociedade exemplarmente moderna, limpa e bem estruturada! A riqueza é patente , mas continua sendo para poucos.

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A segregação está no ar, nos townships lotados, nas casas de lata e nos restaurantes onde negros estão sempre atrás do balcão. O apartheid persiste na economia , totalmente dominada pelos brancos.

Capetown é uma das três capitais , uma busca de integração de povos que formaram o país: africanos, holandeses e ingleses. A cidade tem uma geografia que nos faz lembrar o Rio de Janeiro, praias belíssimas dentro da cidade , um centro histórico com prédios que remontam aos primeiros colonizadores holandeses e o famoso Waterfront, um pier totalmente voltado para a diversão e o turismo.

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No Waterfront está o Silo Museu de Arte Contemporânea, foi mais interessante que visitei. Um prédio incrível num antigo silo onde se guardava grãos, adjacente fica o hotel de mesmo nome. Um espetáculo de arquitetura.

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A cidade guarda prédios que remontam aos primeiros colonizadores holandeses . Eu não deixaria de passear pelo centro histórico , para sentir um pouco mais a realidade como ela é! The Company´s Garden tem vários prédios históricos importantes, Long Street é turística, Kloof Street é descolada e cheia de bares legais. Não aconselho passeios a pé à noite.

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Mas é nas paisagens que a cidade se supera, a Table Mountain reina soberana, para onde se olhe ela serve de moldura. A dica suprema é pegar o teleférico no primeiro dia, porque nunca se sabe se o tempo vai virar e o passeio pode ficar prejudicado durante toda a estada. Não percam um dia bonito!

Para quem gosta de trilhas subir o Lion´s Head ao por do sol é incrível , uma caminhada de 1:30h leva ao topo com direto a um dos mais lindos visuais do mundo. Camps Bay, os 12 Apóstolos (que nada mais são do que a lateral da Table Mountain) , a cidade e o mar. 360 graus de belezas.

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Se o tempo ou o preparo não permitirem , da para subir de carro ao Signal Hill e ter uma experiencia parecida na montanha um pouco mais baixa.

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O bairro mais típico com suas casinhas coloridas e população muçulmana é Bo-Kaap, vale passear pelas ruas ou fazer um free walking tour para conhecer um pouquinho da sua história.

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Outro passeio imperdível é o Jardim Botânico Kirsten Garden, pelo lado de trás da Table Mountain, tem um panorama mais rustico em meio as flores mais típicas do país, as protéas. Elas estão por todos os lados em buquês nos hotéis e em feiras de rua.

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São diversos tipos, tamanhos e cores, são lindas , exóticas e meio selvagens. Alem disto tem uma passarela pela copa das árvores. Amei e me senti abraçada pela natureza.

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Bem pertinho dali fica o vinhedo mais próximo do centro de Capetown, num bairro residencial e elitizado , Constantia. Lindas ruas arborizadas repletas de mansões atrás de muros altos. Mas por aqui ótimas opções de gastronomia.

Destaque para os restaurantes La Colombe e o Chefs Warehouse em Beau Constantia.

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O artesanato é um capítulo à parte. O melhor é que o câmbio está favorável para nós brasileiros.

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Um país de contrastes que está me conquistando aos pouquinhos.

Marrocos , desvendando passeios e roubadas

15 de novembro de 2015 3

O Marrocos encarna todos os estereótipos da cultura muçulmana que o ocidental traz consigo, mas é muito mais do que isto, é um país africano e eminentemente berbere. Apesar de estar no hemisfério ocidental é uma civilização oriental e mística , repleta de superstições e tradições milenares que são mantidas e guardadas sob o véu da modernidade.  Seja pelas paisagens, arquitetura ou gastronomia e cultura sempre encontramos nossas referências e criamos aqui uma nova história em cada visita, e olha que já foram três grupos nos últimos cinco anos. A época mais indicada para fugir do calor do verão vai de setembro e abril, em outubro a temperatura é amena e é estação de romãs e laranjas! Curtam um pouquinho do o nosso vivenciou por lá.    IMG_0698

Casablanca

É diferente de todas as outras, uma cidade nova, grande e desenvolvida pelos franceses no século XX. Mais moderna e cosmopolita só vale uma passada para ver a Mesquita Hassan II à beira mar. Não precisa passar por aqui se não for escala de voo, pois o país tem muitos outros pontos que valem uma parada.

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Chefchaouen

Meio fora do circuito mais básico mas um lugar mágico e encantador.

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Uma cidade toda azul onde os moradores vivem e se veste de forma peculiar. Em volta terras aráveis com produção de cortiça e influencia espanhola , pois era parte do protetorado deste pais no inicio do século XX. É muito conhecida pelo comercio de haxixe, e por isto atrai a juventude europeia. Mas para além de tudo conserva um ambiente quase surreal , com o povo todo vestido em djelabas com capuz ,  um paraíso para fotógrafos em busca de cores e imagens genuínas. 

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Se começar o tour por Tanger fica no caminho para Fez!

Meknes

Uma capital criada nos moldes de Versailles no século XVII,  tem as muralhas maiores e bem conservadas do pais. Guarda uma atmosfera encantadora em seus muitos portões ou babs e merece uma visita mais demorada ao final da tarde , quando a luz tinge o ambiente de um tom âmbar.

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O mausoléu de Moulay Ismail , seu fundador é um dos lugares que valem a visita, no mais é passear pela medina e pelas muralhas.

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O mais remoto sítio romano  do norte da África conta a historia de Juba e Cleópatra Selene , filha da famosa Cleópatra egípcia. Aqui o casal governou em nome de Roma e construiu uma cidade com toda a infraestrutura característica. É um sitio pequeno mas cênico , com mosaicos da época , alguns prédios em ruinas e um arco muito bem conservado . Para quem gosta do assunto , uma visita rápida e interessante, que esta no caminho.

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Fez

A mais tradicional e antiga das cidade marroquinas. As medinas , que são as cidades medievais, guardam uma vitrine de séculos atrás.Esta denominação faz referência  a cidade do profeta Maomé, o fundador do Islã,

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A mais antiga e gigantesca é a de Fez , e até por ser mais genuína e não tão turística assusta um pouco os iniciantes pelo excesso de aromas e ruelas escuras.

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Gosto muito de Fez e reparei que a cidade melhorou a oferta de bons lugares para hospedagem e principalmente restaurantes modernos e mais ocidentalizados, onde se pode encontrar muito mais do que tajine e cuscous. Mas para que esta com o tempo apertado, pode pular Fez e fazer Marrakesh e o deserto.

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Deserto de Merzouga

A pergunta que não quer calar é: por que teríamos que viajar mais de 500km para o interior para irmos a Merzouga se o deserto começa bem antes. Pois então, o deserto do Saara é formado em grande parte por montanhas de pedra, a paisagem mais emblemática de dunas alaranjadas fica quase na fronteria com a Argelia, por isto a necessidade desta viagem.

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Mas vale cada quilometro rodado. Aqui esta a experiência mais impactante do percurso , a possibilidade de perambular de camelo pelas dunas de Erg Chebbi e passar a noite em tendas no deserto.

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Claro que é turístico , mas é envolvente e lindo demais. Desde a chegada em caminhonetes 4×4 , o passeio em cáfilas ate a duna mais alta para apreciar o por do sol mais lindo de toda sua vida até a chegada no acampamento com musica e fogueira.

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Tudo orquestrado e organizado para gostos mais exigentes, regado ao gostoso vinho rosé de Meknes. A noite a chuva de estrelas cadentes prefacia um sono tranquilo em em jaimas equipadas com agua corrente e camas com dossel.Acordar para ver o nascer do sol nas dunas é só um complemento para quem ficou arrebatado pela paisagem e não quer perder nenhum instante, o café da manha é preparado no melhor estilo berber.

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Existem alguns hotéis que ficam na beira das dunas e podem oferecer um belo visual para quem não quer passar a noite em tendas , mas eu não trocaria esta experiência por nada !

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Gargantas de Todra e Ouarzazate

O caminho entre o deserto e Marrakesh é uma das estradas mais interessantes que eu já passei, por isto aconselho a fazer um pit stop em Ouarzazate que é o polo cinematográfico do Marrocos , onde já foram rodados centenas de filmes que acreditamos terem sido feitos no Egito , Tibet e Sibéria , além  de eras remotas do passado.

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A cidade  é interessante com alguns atrativos imperdíveis e hotéis bons , desde luxuosos ate bem econômicos. Mas antes uma passada pelas Gargantas de Todra não pode faltar. Demais , as imagens falam mais do que as palavras.

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Em Ouarzazate a Kasbah de Ait Ben Haddou já foi cenário de Gladiador, Ultima Paixão de Cristo e mais recentemente Game of Thrones. É uma cidadela/fortaleza de barro onde o tempo parou e as pessoas vivem como no tempo das caravanas que faziam aqui suas paradas em trajetos de Tombouktou até Marrakesh.   

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Marrakesh

É a epitome da viagem , um destino mais sofisticado e meca de hippies nos anos 60. Para alcança-la é interessante esta adaptação , a compreensão de sua essência é a entrada no mundo das mil e uma noites que o deserto nos oferece.

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Marrakesh pode parecer simples e turística , mas tem camadas profundas de história e tradição, cujo ponto de referencia é sempre o minarete da mesquita Koutoubia.

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Dividida entre a medina e a cidade nova , construída pelos franceses , é segura e mais simples de ser compreendida e dominada.   A Praça Djemaa el Fna é uma verdadeira orgia sensorial , onde tudo converge ao cair da noite. Lá encontramos desde barraquinhas de comida até contadores de historias, muita música , artistas de rua, encantadores de serpente , tatuadores de henna e uma miríade de personagens da vida quotidiana. O espetáculo é de graça , basta escancarar os sentidos e deixar-se envolver. Os cafés no entorno oferecem camarotes para admirar o cair do sol atrás da Koutoubia.

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Pontos turísticos? Poucos , a cidade é por si só um grande atrativo em suas cores ,  mercados, tapetes e muitos aromas. Eu não deixaria de ir ao Jardin Majorelle , morada de YSL por aqui , ambiente e cores para relaxar a alma. No mais é se deixar perder na medina e curtir um fim de tarde num romântico passeio pelas de caleche pelas muralhas.  

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Oasis de la Pause

Para quem não tem tempo mesmo de ir ate o deserto de dunas, uma super opção para sentir o  clima nas proximidades de Marrakesh é o Oasis de la Pause.

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La se pode curtir um happy hour romântico ou divertido com um grupo de amigos, ver o sol se por em grande estilo e até passar a noite em tendas, fazer passeios a cavalo e ter uma experiência de uma noite mais próxima as estrelas.

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Se você gostou deste post visite nosso site www.viajandocomarte.com.br e saiba mais sobre os próximos grupos e roteiros personalizados.

Marrocos, os sabores do deserto

28 de setembro de 2015 1

 O  Marrocos historicamente exportou  uma imagem algo entre exótico e encantador, atraente e sedutor. Atualmente – exceto por Aladim – tudo mais permanece como antes. Assim como em suas lendas, o Marrocos permanece mágico e tem em sua cidade mais emblemática,  Marrakech,  um contraste de rusticidade e luxo que imprime charme e a autenticidade suficientes para habitar a lista das mais desejadas de qualquer viajante. Visitar esta cidade é viver um sonho oriental, colorido em vermelho e rosa, recheado de sensações olfativas instigantes e experiências gastronômicas inesquecíveis.

A requintada culinária marroquina é pródiga na combinação de sabores: legumes e frutos secos, especiarias perfumadas, carnes soberbamente condimentadas, peixes e mariscos delicadamente preparados… Cabe aqui a máxima de Fernando pessoa “Primeiro estranha-se, depois entranha-se

Uma refeição típica marroquina começa com uma salada à base de pepino, tomate e pimentões ou uma sopa rica de carne, legumes e grãos (a Harira). Segue-se normalmente um Tajine, cozido de carnes com legumes, azeitonas e tomate, cozido e servido num recipiente de barro com o mesmo nome, com 1001 variações e acompanhado de Cuscuz, farinha de sémola cozida no vapor.

Verdade seja dita, o incensado Cuscuz marroquino come-se muito melhor no Maní , em São Paulo , do que in loco! Por lá o prato funciona como um acompanhamento e muitas vezes é pouco saboroso.

A experiência mais envolvente no país é sem dúvida passar uma noite no deserto, num acampamento bérbere sob as estrelas. Dunas que se movem ao sabor dos ventos, camelos que nos levam em direção a um horizonte difuso onde único contraste é o azul profundo dos turbantes tuaregs. A comunhão com a natureza é total, a imensidão do cenário escapa à nossa capacidade  de síntese e gera um sentimento de plenitude.

 

Depois de duas horas em lombo de camelo chegamos ao nosso ” bivouac” que é como são chamados estes alojamentos no deserto, fomos recebidos por músicos Gnowa cuja música tem um quê de hipnotizante, uma forte percussão.

Nestas andanças pelo Marrocos tive o privilégio de experienciar dois tipos de acampamentos bem diferentes no deserto de Erg Chebbi. A primeira vez a estadia foi num bivouac grande e distante duas horas em lombo de camelo  da civilização, disposto em círculo com tendas simples mas com colchões e roupas de cama limpas. Estávamos sozinhas com os funcionários do local e nosso guia. Curtimos uma noite silenciosa à luz da fogueira e da lua , longe de qualquer sinal de civilização. Quase irreal, mas sem nenhum conforto moderno. O banheiro ficava à cinquenta metros numa tenda única com água de galão , sem lanterna,  era quase como procurar agulha no palheiro!

Na segunda viagem, nosso bivouac era luxuoso, cada tenda oferecia instalações sanitárias, camas com dossel e luz elétrica! Ficava as margens do deserto onde pode-se chegar em caminhonetes 4×4. Nos serviram jantar em mesas postas, ofereceram um grupo musical que deu o tom da noite e o café da manhã foi digno de um pachá.

O Marrocos é bérbere e árabe, muçulmano e africano, secular e misterioso, enfim, uma mistura perfeita para um roteiro exótico e renovador.

Para saber sobre roteiros em grupo ou assessoria particular do Viajando com Arte visite nosso site www.viajandocomarte.com.br

Marrocos com Arte - Viagem em outubro de 2015

12 de setembro de 2015 4

O Marrocos foi talhado para os viajantes mais exigentes. Paisagens líricas de montanhas cobertas de florestas, o deserto mais árido que nos transporta para os antigos caravansarais, onde os viajantes faziam um pausa na sua longa jornada. Tudo é poesia nesta civilização milenar de Berberes e Tuaregs, onde vamos nos aprofundarem aventuras e descobrir os segredos de sua cultura e gastronomia.

Partindo da costa colorida de Casablanca, após conhecer a impressionante mesquita Hassan II, à beira mar, entraremos nos oásis das montanhas Atlas. Rios verdes de tamareiras correm por entre as dunas do deserto, até chegar a Marrakesh, a epítome de todos os nossos sonhos sobre o país.

Para os amantes da fotografia, andar pelas ruas movimentadas das medinas é como estar dentro da National Geographic: as vestimentas tradicionais estão presentes no quotidiano marroquino até os dias de hoje.

A mística cidade azul de Chefchaouen, a Imperial Fez com sua medina milenar, as cenográficas ruínas romanas de Volubilis e uma noite sob as estrelas no deserto de Erg Chebbi. Não poupamos imaginação para proporcionar experiências marcantes nesta jornada. Embarque conosco. Será inesquecível.

 Roteiro MarrocosA4

Marrocos - 2015

 

Jardim Majorelle - o oásis de YSL em Marrakech

27 de julho de 2015 1

“Faz muitos anos que encontro no Jardim Majorelle uma fonte inesgotável de inspiração e seguidamente sonho com suas cores que são únicas”

                                                           Yves Saint Laurent

 

Este é um dos pontos altos da viagem para o Marrocos que faremos em outubro, um roteiro detalhadamente escolhido para encantar com a diversidade deste país único. 

 Para saber mais sobre o roteiro de outubro clique aqui :

http://cdn.wp.clicrbs.com.br/viajandocomarte/files/2015/04/RoteiroMarrocosA4.pdf

Ou entre em contato pelo fone (51) 3025.2626

Para quem conhece um pouco do Marrocos, esta imagem pode lembrar Chefchaouen, a cidade azul do Riff , norte do país. Ou mesmo o colorido mexicano de Frida Kahlo e Diego Rivera. Mas este belo cenário é um oásis em meio a turbulenta Marrakech.

Estando em Marrakech, uma cidade quase monocromática em tons de vermelho e ocre , é um deleite ainda maior a visita ao colorido Jardim Majorelle.

Visitando a Exposição de YSL no Petit Palais em Paris em 2013, me emocionei quando assisti a um video onde Pierre Bergé falava que as  coleções eram gestadas aqui nestes jardins onde ele e Yves passavam grandes temporadas, depois de tudo criado no imaginário é que iam para Europa executar.  Agora o deleite pode ser maior com o filme, “O Louco Amor de Yves Saint Laurent” que trata da vida deste homem genial e sua vida amorosa e mente perturbada, pela ótica de seu companheiro e emprésário por 50 anos. Adorei as imagens que mostram a casa do casal no Jardim Majorelle, com todos os objetos artísticos adquiridos durante a turbulenta estada no Marrocos, numa época em que o país era destino de artistas e pessoas em busca de emoções e inspiração.

O filme tem um arquivo de imagens rico , misturado  cenas  recentes, como a de seu velório e a do “leilão do século”, em que Bergé vendeu a vasta coleção de arte que ele e YSL montaram ao longo de meio século. O tom do documentário é de profunda melancolia, com longas e lentas panorâmicas dos lugares onde o casal viveu. 

YVES SAINT LAURENT, MARRAKECH, MOROCCO, 10TH APRIL 1969

Patrick Lichfield

Foi neste local que o famoso costureiro e colecionador de arte, Yves Saint Laurent, pediu para ter suas cinzas espalhadas após sua morte em 2008. YSL Pierre Bergé, adquiriram esta propriedade em 1980 e restauraram em todo seu explendor, criado por Jacques Majorelle em 1924.

Mausoléu de Yves Saint Laurent

Filho de um expoente da Art Nouveau da Escola de Nancy, Louis MajorelleJacques Majorelle foi pintor de aquarelas, apaixonado pelo mundo árabe. Chegou à Marrakech em busca da cura para uma tuberculose e da mística oriental, em 1919. Comprou um grande terreno, quase dentro da medina da cidade, e começou uma coleção de plantas que compreendia exemplares dos cinco continentes, com grande ênfase nos cactus.

 

O jogo de cores é arriscado mas encantador! Os pássaros parece que foram hipnotizados pelos tons fortes de amarelo e azul cobalto, conhecido como azul majorelle, e fazem um coro como música de fundo.

 

 

Mesmo já tendo visitado algumas vezes o jardim, que fica no coração da Nouvelle Ville de Marrakech, é um local de paz e frescor que não me canso de admirar. Uma ótima pedida é almoçar na cafeteria que tem sucos de laranja com romã e abacaxi como especialidade. Os sanduíches também são muito gostosos, ainda mais para quem já está no país há alguns dias e ávido para mudar o cardápio.

Nos dias de verão,  lufadas de vapor d’água são liberados a cada cinco minutos , tornando o ambiente super agradável

Mas a melhor parte da história começa quando Yves Saint Laurent,  natural da Argélia, vai para Paris estudar alta costura e é contratado por Christian Dior como assistente. Em 1960 volta para seu país para servir na guerra e no retorno funda sua própria grife. Inspirado em artistas como Mondrian , Picasso , Matisse e Delacroix cria moda que vai vestir mulheres marcantes.

Uma máxima de Bergé :

 Chanell libertou as mulheres, Saint Laurent lhes deu poder

Em 1980 os companheiros adquirem a propriedade, praticamente em ruínas. Reformam e mantém uma parte já  aberta ao público desde 1947.  Pelas frestas dos bambus pode-se vislumbrar a belíssima moradia. Na livraria, ao lado do café, encontrei um exemplar com fotos do interior da casa, indescritível pela arquitetura mas principalmente pelas obras de arte.

Apresentação roteiro "Marrocos com Arte" - confirme presença 3025.2626

29 de junho de 2015 2

A marrocos