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Posts na categoria "Africa"

Marrocos, os sabores do deserto

25 de outubro de 2012 0

 O  Marrocos historicamente exportou  uma imagem algo entre exótico e encantador, atraente e sedutor. Atualmente – exceto por Aladim – tudo mais permanece como antes. Assim como em suas lendas, o Marrocos permanece mágico e tem em sua cidade mais emblemática,  Marrakech,  um contraste de rusticidade e luxo que imprime charme e a autenticidade suficientes para habitar a lista das mais desejadas de qualquer viajante. Visitar esta cidade é viver um sonho oriental, colorido em vermelho e rosa, recheado de sensações olfativas instigantes e experiências gastronômicas inesquecíveis.

A requintada culinária marroquina é pródiga na combinação de sabores: legumes e frutos secos, especiarias perfumadas, carnes soberbamente condimentadas, peixes e mariscos delicadamente preparados… Cabe aqui a máxima de Fernando pessoa “Primeiro estranha-se, depois entranha-se

Uma refeição típica marroquina começa com uma salada à base de pepino, tomate e pimentões ou uma sopa rica de carne, legumes e grãos (a Harira). Segue-se normalmente um Tajine, cozido de carnes com legumes, azeitonas e tomate, cozido e servido num recipiente de barro com o mesmo nome, com 1001 variações e acompanhado de Cuscuz, farinha de sémola cozida no vapor.

Verdade seja dita, o incensado Cuscuz marroquino come-se muito melhor no Maní , em São Paulo , do que in loco! Por lá o prato funciona como um acompanhamento e muitas vezes é pouco saboroso.

A experiência mais envolvente no país é sem dúvida passar uma noite no deserto, num acampamento bérbere sob as estrelas. Dunas que se movem ao sabor dos ventos, camelos que nos levam em direção a um horizonte difuso onde único contraste é o azul profundo dos turbantes tuaregs. A comunhão com a natureza é total, a imensidão do cenário escapa à nossa capacidade  de síntese e gera um sentimento de plenitude.

 

Depois de duas horas em lombo de camelo chegamos ao nosso ” bivouac” que é como são chamados estes alojamentos no deserto, fomos recebidos por músicos Gnowa cuja música tem um quê de hipnotizante, uma forte percussão.

Nestas andanças pelo Marrocos tive o privilégio de experienciar dois tipos de acampamentos bem diferentes no deserto de Erg Chebbi. A primeira vez a estadia foi num bivouac grande e distante duas horas em lombo de camelo  da civilização, disposto em círculo com tendas simples mas com colchões e roupas de cama limpas. Estávamos sozinhas com os funcionários do local e nosso guia. Curtimos uma noite silenciosa à luz da fogueira e da lua , longe de qualquer sinal de civilização. Quase irreal, mas sem nenhum conforto moderno. O banheiro ficava à cinquenta metros numa tenda única com água de galão , sem lanterna,  era quase como procurar agulha no palheiro!

Na segunda viagem, nosso bivouac era luxuoso, cada tenda oferecia instalações sanitárias, camas com dossel e luz elétrica! Ficava as margens do deserto onde pode-se chegar em caminhonetes 4×4. Nos serviram jantar em mesas postas, ofereceram um grupo musical que deu o tom da noite e o café da manhã foi digno de um pachá.

O Marrocos é bérbere e árabe, muçulmano e africano, secular e misterioso, enfim, uma mistura perfeita para um roteiro exótico e renovador.

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"Marrocos com Arte" na Revista Claudia de abril 2012, por Martha Medeiros

16 de abril de 2012 4


 

 

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Chefchaouen - a cidade azul do Marrocos

01 de março de 2012 0

Chegamos em Chefchaouen, depois de um longo roteiro no Marrocos. Era um final de tarde e estávamos vindo da antiga cidade  romana de Volubilis. Nosso hotel era muito lindinho, super típico, ficava no alto de uma montanha com uma vista maravilhosa da pequena cidade azul.  Poucos  se aventuraram  por  suas ruelas à noite, então saímos em petit comitê com  Ali, nosso guia.

Ver a cidade à noite foi uma experiência muito interessante, a luminosidade, as ruelas desertas deram um certo clima de mistério.  Ali nos deu duas opções de bons restaurantes no centrinho de Chefchaouen, um servia  vinho e cerveja e o outro nada de bebidas alcoólicas, e vocês já imaginam qual foi a nossa escolha não?

Um curiosidade sobre Chefchaouen, ela é a capital mundial do haxixe. Esse é um dos motivos pelo grande movimento de jovens espanhóis.

 

Amanheceu um dia ensolarado perfeito para explorarmos a cidade. Tudo é muito genuíno, a cidade pequena propicia um contato muito próximo entre turistas e moradores. Além disto é um local que abriga muitos estrangeiros que largaram suas origens pelo exotismo e calor marroquino, criando uma comunidade multicultural com opções interessantes!

 

Chaouen, como é chamada pelos espanhóis, é muito autêntica, o que me surpreendeu, pois como fica mais  próxima do estreito que separa a África do continente europeu, eu imaginava que a influência européia se faria sentir com maior intensidade, mas ao contrário, a vida da cidade segue tranqüila , indiferente aos turistas barulhentos com suas câmeras fotográficas. 

 

 

 

 

 

 Adoramos a indumentária típica da região , o jlaba , espécie de caftan com capuz só vimos por aqui! Parecem duendes os velhinhos que vagueiam pelas ruas da cidade.

 

 Saímos de Chefchaouen costeando as montanhas do Rif em direção a Tanger onde pegamos o ferry para cruzar o estreito de Gibraltar.

 

  

  

Última visão do continente africano.....

   

  

Em em solo espanhol, rumo a Andaluzia que guarda o herança moura de 700 anos de dominação!

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O Egito em busca do turismo perdido

26 de janeiro de 2012 0

arquivo particular

No dia que marca a esperança da volta da democracia a esta civilização milenar , resgatei um dos passeios mais marcantes nas cercanias do Cairo : Sakkara a mais antiga necrópole do Egito

A visita ao Sítio de Sakkara é imperdível , mas é no caminho até a necrópole do Antigo Império que vamos descurtinando imagens de um país onde a vida parece seguir um ritmo do século passado ou em alguns momentos da própria civilização egípcia antiga. Deixe-se ser levado pelo encantamento e não se incomode se o trânsito for interrompido por um rebanho de cordeiros ou por alguns ciclistas desavisados.

 
Sakkara , primeiro "cemitério"  de pedra do Antigo Egito, guarda nas suas muralhas o formato do antigo Palácio de Memphis, primeira capital do Império Egípcio. Foi aqui que o arquiteto Imhotep criou pela primeira vez uma pirâmide para abrigar os restos mortais do faraó e todo seu enxoval funerário, necessário para cumprir sua trajetória na vida eterna.
Situada na periferia do Cairo, menos de 20km de distância, oferece um vislumbre do Egito rural para aqueles que não terão tempo de explorar o interior do país.
A Pirâmide Escalonada ou Pirâmide de Degraus é a mais antiga construção neste formato que se tem notícia. Foi construída em blocos pequenos de pedra com estruturas sobrepostas. Guardava um estátua do faraó Djoser que hoje encontra-se no Museu do Cairo, na famosa Praça Tahrir centro da cidade.

 
 
A entrada do complexo é uma pequena linha de colunas que remontam a origem da vida para os antigos egípcios, como um pântano de onde a vida surgiria. O mais interessante é que todas estas crenças antigas são completamente desconhecidas para a população atual, que vive dentro da cultura islãmica e só teve acesso ao seu passado pelos livros e pela leitura dos hieróglifos feita pelo linguista francês Champollion.
 
Aqui a sensação de voltar no tempo é completa, bem menos turistas se aventuram a chegar até Sakkara, principalmente ao entardecer.
 
 
Para além dos grandes monumentos de Sakkara , várias tumbas escavadas na rocha estão abertas para visitação com relevos coloridos e muito bem conservados.
Ao longe pode-se vislumbrar o contorno de outras pirâmides anteriores a Gisé, a Pirâmide Vermelha e a Romboidal.
A população local cria um ambiente acolhedor e colore a paisagem monocromática das areias do deserto. Crianças oferecem souvenirs ou pedem gorjetas por fotos ou qualquer outro motivo, e repetem sem parar o bordão que soa como algo assim: "meibileita". Depois de vários dias conseguimos decifrar o enigma, eles tentam dizer em inglês , "maybe later", o que seria algo como "talvez mais tarde"!
 
 
Esperamos que o Egito consiga superar suas dificuldades políticas em breve e que o turismo seja restaurado! Seremos as primeiras a reinaugurar a rota com um Egito com Arte.
 
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Esse papo já tá qualquer coisa....

28 de agosto de 2011 4

 

Foi com este por do sol e cantando Caetano Veloso que chegamos em Marrakesh pela auto estrada vindos de Casablanca, com  o espirito aberto e pleno de expectativas pois só o nome de Marrakesh evoca mil imagens deste mundo exótico e misterioso.

 

 

Chegamos no Hotel e só deu tempo para um banho e "tout suite" saimos para o nosso jantar de boas vindas no restaurante Dar Moha, que eu super recomendo, o menu degustação é simplesmente uma festa de Babete ou seja uma celebração  aos sentidos, sentamos no jardim, pois a noite estava perfeita, estrelada.

 

 

 

Eu ainda quero escrever sobre a dimensão do tempo quando a gente viaja, é incrivel, mas depois de um diazinho em Marrakesh a impressão que tenho é que já estamos aqui há uma semana!!!! Tudo é novo e intenso. Nosso dia foi cheio, saimos do hotel para conhecer as principais atrações como a famosa mesquita Kotoubia, cujo minarete é simbolo da cidade e pode ser vista de quase todos os lugares.

 

 

Visitamos também o Palais Bahia, que foi propriedade de um importante vizir de Marrakesh e depois se tornou sede do protetorado francês no inicio do século XX.

Uma das coisas mais marcantes de Marrakesh é o seu " souk" ou mercado, que fica no coração histórico da cidade, são ruelas labirinticas onde eu não aconselho ninguém a entrar sem guia, não que represente qualquer perigo, mas porque é impossível voltar ao mesmo lugar, são centenas de pequenos negócios que vendem desde tapetes, lenços, babouches até frutas, verduras, cabeças de carneiro, um lugar que é um retrato de uma cultura.

 

Fechamos o dia com chave de ouro na famosa Praça Djeema el-Fna que é um espetáculo único no mundo , eles montam pequenos restaurantes no centro da praça e é o lugar onde estão os encantadores de serpentes, os contadores de estórias, bailarinos, enfim é o coração pulsante de Marrakesh.


E a nossa longa jornada terminou com este espetáculo da lua nascendo na praça....

Salam Aleikum!!!!!!!