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Posts na categoria "Alemanha"

Meu caso de amor imaginário com Leipzig

19 de agosto de 2015 0

Ultimamente estou tendo um caso de amor com a cidade de Leipzig, imaginário é óbvio, pois nunca estive lá. Que Leipzig sempre foi um grande centro artístico eu já sabia, mas não imaginava que é considerada O lugar artsy da Alemanha, fora que montar um roteiro a Leipzig, possibilita incluir vários outros lugares incríveis para quem ama arte e história, como Dresden e Berlim.
Então compartilho aqui com vocês esta minha nova paixão e um pouco da pesquisa que andei fazendo para que você fique tão inspirado quanto eu fiquei.

Leipzig é uma das mais antigas e vibrantes cidades da Alemanha . Uma cidade com passado comercial importante, por sua localização privilegiada.

Leipzig rapidamente se desenvolveu e  tornou-se um imãpara os maiores artistas da Alemanha , como  Bach , Mendelssohn , Schumann na música, e Goethe e Schiller na literatura -

Bach morou em Leipzig a partir de 1723 e viveu lá até sua morte em 1750. Uma visita obrigatória é o museu Bach, no coração da cidade antiga . O museu contém manuscritos originais de Bach e muitos instrumentos musicais barrocos que datam do tempo de Bach.

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Bach – um dos seus moradores mais ilustres.

O museu de belas artes de Leipzig, é um tesouro. Ele detém uma das maiores coleções de civis na Alemanha; E grande parte de seu acervo é  dedicado à arte contemporânea.Desde 1837, a coleção do  museu incluiu pinturas, gravuras e desenhos clássicos alemães, italianos e holandeses. Não deixe  de ver obras dos artistas da Escola de Leipzig , incluindo o New Rauch.

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Museu de Belas Artes

O centro criativo e incensado de Leipzig é Spinnerei, uma antiga fábrica de fiação de algodão no Plagwitz que contém  mais de 100 estúdios, incluindo a famosa “Galerie EIGEN + ART” de Leipzig. Spinnerei atrai jovens artistas criativos, arquitetos e músicos. Em 2007, Spinnerei ganhou a reputação de ser “o lugar mais hype do planeta”

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O bairro everfescente de Spinnerei, que atiçou muito minha curiosidade.

O centro antigo de Leipzig é lindo. Saindo da Market Square, você está a poucos passos do Steiberger Grand Hotel,  dali você pode ver os mais importantes locais históricos de Leipzig: A prefeitura da cidade, o Museu Coffe Baum, o antigo prédio da bolsa de valores, e a Igreja de St. Thomas.

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Torre da prefeitura de Leipzig, construída em 1905.

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Mural da liberdade.

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Foto da Feira anual do livro de Leipzig, a segunda maior da Alemanha, só fica atrás da Feira de Frankfurt.

 

Para saber sobre roteiros em grupo ou assessoria particular do Viajando com Arte visite nosso site 

www.viajandocomarte.com.br

Rota Romântica por Luciano Terra - Castelo de Neuschwanstein

09 de setembro de 2013 2

Nos contos de fadas lagos são rodeados por montanhas magníficas. Em castelos, príncipes e princesas vivem felizes para sempre. Como não viver assim tendo como vista margens de águas cristalinas que serpenteiam por entre campos verdes e floridos? Nessas histórias não poderiam ainda faltar os desfiladeiros, que servem como proteção e são adornados por cachoeiras de águas azuladas oriundas de picos nevados e que vão alimentar lagos e rios em um ciclo infinito de beleza e vida.

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Você pode estar pensando que contos de fadas não existem e que princípes e princesas, apesar de existirem, não são normalmente felizes para sempre. Entretanto, a fantasia termina por aí. Se você me disser que castelos incrustados em desfiladeiros, à beira de lagos de águas cristalinas e campos floridos e verdes também não existem, nisso, terei que discordar. Também terei que discordar se você me disser que não há como viver feliz para sempre em um lugar como esse. Claro que o nosso para sempre pode ser diferente. O meu durou uma semana. E foi tão intenso que, acredite, parece que foi uma eternidade.

Em uma rota para lá de romântica, parti em direção à fantasia. O sol brilhava lá fora enquanto minha carruagem moderna, e movida a gasolina, se deslocava por estradas sinuosas e rodeadas de cidadezinhas charmosas. Parecendo terem sido retiradas de contos encantados de tempos idos. Flores espalhadas pelo caminho mostravam que ali morava um povo ordeiro, amável e que sabia respeitar a natureza e a valorizava como deveria ser. Por detrás de muros medievais de cidades imperiais janelas coloridas exalavam o perfume das flores que adornavam seu parapeito. Imagens fixadas na retina para sempre.

A primeira parada foi no meio de um campo verde. Uma planície finita rodeada por montanhas de um lado e por um lago de outro. Um último fôlego antes de enfrentar os penhascos e se embrenhar de vez na fantasia real de um castelo encantado. À beira de uma igrejinha de peregrinação (St. Coloman) as preces foram desnecessárias. Ao inspirar o ar fresco que vinha das primeiras montanhas alpinas a minha frente, e sentir a leve brisa de verão em meu rosto, com certeza já estava em sintonia com a mais alta divindade do universo. Meus olhos famintos não conseguiam captar tudo que estava ao redor. Tentando desesperadamente, mas em vão, assimilar toda a beleza que me envolvia, só me restou a sensação de estar sendo abençoado pela oportunidade de estar ali, naquele exato momento.

Ao conseguir assimilar uma parte da beleza natural que me cercava pude localizar ao longe o castelo encantado que estava buscando. No meio da montanha ele nada mais era que um pontinho de cor diferente do todo. Acreditava que este seria o ponto alto da região, mas, apesar de toda a sua beleza e singularidade, comparado à natureza e a grandiosidade do local, era apenas um detalhe. Somente pude ver seu real tamanho ao me aproximar. Porém, mesmo de perto, a energia e a força da mata, das montanhas, das cascatas e penhascos foi tão forte, que a competição foi desleal. Não há o que o homem construa, seja ele um rei ou um imperador, que possa competir com a obra máxima da criação.

Seguindo caminho após o encantamento inicial, alguns poucos quilômetros de uma estrada sinuosa me separavam de um vilarejo que serve de base para a visitação ao castelo. Nele pode-se partir a pé por trilhas no meio da mata, ou asfaltadas, vai depender do seu desejo de se encantar e brincar com a fantasia. Ao final dessas trilhas está a entrada do Castelo de Neuschwanstein. Obra intelectual do Rei Ludwig II da Baviera e inspirado nas obras de seu amigo e protegido Richard Wagner.

No meio de árvores centenárias ele surge grandioso. Não há como ficar ileso e não liberar a imaginação. De suas janelas brotam imagens de uma corte em noite de baile de gala. O cheiro do vinho servido em banquetes e o som de Wagner chegam aos narizes e ouvidos mais fantasiosos. Uma viagem no tempo somente permitida àqueles que ainda acreditam em florestas encantadas e personagens de outras dimensões.

Desbravando um pouco mais o parque que circunda o castelo pode-se ainda chegar ao local de onde são disparados tiros fotográficos oriundos de armas óticas de todos os lugares do mundo. A partir da ponte Marienbrücke, uma construção metálica que liga os dois lados de um magnífico penhasco, é que vem o encantamento final. Aquela vista que ficará eternizada na sua memória. Um castelo magnífico emoldurado em uma das paisagens mais belas que vi até então. Se você for um pouquinho mais aventureiro, deve passar a ponte e buscar uma das trilhas na mata. Em uma delas dá para subir um pouco mais e chegar à beira do mesmo penhasco, mas alguns metros acima do nível anterior, e o melhor: poderá visualizar e fotografar o castelo sozinho. Sobre a ponte terá que travar quase uma batalha medieval por alguns centímetros de espaço.

Ainda extasiado, como um menino que acaba de descobrir contos fantásticos e proibidos, tomei minha carruagem e segui em direção ao próximo destino. Ao longe, em uma parada à beira do lago, não para dar de beber aos cavalos, mas para me alimentar um pouco mais daquela energia, pude vislumbrar ao fundo, quase imperceptível no meio do todo, o castelo. Nesse instante tive a certeza que o Rei Ludwig II era um visionário e até mesmo um louco. Não por ter construído um castelo dos sonhos, mas por tê-lo situado naquele local.

Para saber mais sobre roteiros em grupo ou particulares do Viajando com Arte visite nosso site www.viajandocomarte.com.br

Berlim : Nichts ist für Immer ou Nada é para Sempre

06 de agosto de 2013 1

Fazia tempo que o Luciano Leonetti Terra não escrevia para o blog , acho que isto ajudou-o a nos brindar com um dos textos mais inspirados que já li sobre Berlim , obrigada e parabéns!

Há lugares que dão a impressão de que há um para sempre. Cidades que resistem há séculos apenas com pequenas alterações. Aquele castelo da idade média, aquela igreja romana, aquele templo grego. Como se a vida pudesse ser vivida sem mudanças e sem traumas. Lugares dos sonhos de alguns que morrem de medo do inesperado, do novo e do desafiador. Para esses que buscam a morna paz da continuidade Berlim não é o lugar ideal.

A capital alemã é daqueles lugares onde a mudança é visível. Em guindastes por toda a parte, em paredes ainda furadas por tiros do passado. Pedaços de um muro concreto aparecem a cada esquina. Dores e preconceitos gritam em monumentos que lembram que mudanças trazem novos tempos. Berlim é cidade para os que buscam o novo a cada instante. É cidade para os fortes de espírito, para aqueles que resistem as dores do passado que pulsam em suas mentes.

Estar em Berlim e não sentir um desconforto, uma certa culpa pela dor alheia é impensável. Todos estão envolvidos. E, independentemente do lado, estão interconectados com a história.

Enxergar os dois lados é tão necessário quanto chorar seus mortos. Somente quando do lado oposto pode-se ter a real dimensão da dor e do sofrimento. Sempre haverá algozes e vítimas intercalando posições. Aqueles que um dia foram vítimas, hoje erguem muros.

Os que foram algozes lutam pela liberdade irrestrita. Enquanto alguns descendentes ainda choram ao lembrar o sofrimento de seus antepassados, outros se envergonham das atitudes dos seus. E na vergonha buscam a solução, o respeito. Buscam a compensação construindo uma nova geração que respeita os direitos e a individualidade alheia. Em Berlim sente-se a máxima de que é proibido proibir. Quem achar que o outro não pode ser como acredita que deve ser, se sentirá totalmente deslocado. Não sobreviverá a tanta liberdade.

Berlim é terra dividida por cicatrizes físicas que podem ser vistas nas diferentes texturas de seus calçamentos.denuncia que um dia houveram dois lados. Apesar da unificação política, ainda há resquícios de um preconceito que aos poucos vai dando lugar à tolerância e ao respeito.

Monumentos chocam os mais sensíveis. Mães de pedra hoje choram seus filhos mortos em nome daquelas que um dia derramaram lágrimas mornas e inaceitáveis. Mães alemãs e mães do mundo em uma mesma dor independente do lado político de seus filhos. Ou as lágrimas de umas foram mais nobres do que das outras? Seres humanos lutando por aquilo que acreditavam. Todos iludidos por uma supremacia passageira.

O que se vê nas ruas berlinenses é um povo vibrante, em movimento. Todas as raças convivendo em harmonia. A alegria geral pode ser apenas aparente. Provavelmente muitos ainda choram escondidos com medo do passado e do futuro. Esses devem temer as novas mudanças que em breve virão.

E nesse continuo caminho para frente, estar em Berlim é poder olhar o passado vendo o futuro. É sentir na pele que a vida é muito mais dinâmica do que muitas vezes aparenta ser. É buscar na história aquilo que um dia foram certezas e que logo ali na esquina se mostraram equivocadas. Quem não for capaz de fazer tal reflexão poderá não entender o ritmo da cidade. Corre o risco de não aproveitar o que Berlim pode oferecer de mais nobre: a certeza que nada é para sempre e que sempre haverá uma verdade, mesmo que passageira.

Roteiro pelos Alpes da Alemanha e Áustria - de Innsbruck ao Lago Konstanz (parte II)

24 de julho de 2013 4

Innsbruck

Voltamos para a capital do Tirol por paisagens encantadoras. Innsbruck está localizada no vale do rio Inn e é cercada por montanhas altíssimas , o que lhe confere o estatus de excelente ponto de esportes de inverno, tendo abrigado duas Olimpíadas em 1964 e 76. Mas além do ambiente e do ar bucólico , a cidade busca a modernidade do século XXI com equipamentos de inverno projetados pela festejada arquiteta iraquiana/inglesa Zaha Hadid.

Um passeio lindo em qualquer estação é subir o teleférico Nordkette, uma sensação incrível , visual estarrecedor e ainda a possibilidade de descer a pé ou de bicicleta para uma aventura mais radical.

 

Para um passeio mais tranquilo sugiro subir , de carro , até Igls e passear, ou mesmo se hospedar, nas cercanias de Innsbruck . Qualidade de vida , arquitetura típica e montanhas deslumbrantes , tudo com a vista da cidade. Na subida , uma visão especial da pista de esqui , também projeto de Zaha Hadid.

Lindau

Seguindo em direção a fronteira com a Suíça a estrada fica mais impactante , com montanhas mais altas e por incrível que pareça , paisagens ainda mais lindas. Paramos, meio por acaso, num vilarejo para abastecer e comer alguma coisa e vejam o que encontramos , um canion onde acabamos fazendo uma belíssima trilha .

Para quem já andou pelo blog sabe de minha fascinação por cachoeiras. Pois foi só ouvir o barulho da água e sair em busca. Só para sentir o clima , a cidade era tão pequena que nem estacionamento para o início da trilha havia, deixamos o carro em uma casa , por gentileza dos donos. Na entrada do canion , uma gurizada escalava as paredes , ahhh meus vinte anos!

 

O Mas nós não nos michamos , seguimos a trilha até o topo e o visual foi compensador, além do cheiro deliciosos da natureza.

 

 O vilarejo chama-se Schnann e o Canion Schnanner Klamm, fica no caminho entre Innsbruck e a Suíça.

Seguimos pela famosa Estação de Esqui de Sankt Anton am Arlberg, que estava repleta de motoqueiros curtindo a estrada de muitas curvas, até entrarmos na região de clima mais ameno , os balneários lacustres de Konstanz.

Um lago enorme que divide o território da Alemanha, Áustria e Suíça , pelos alemães é chamado de Bodensee. Optamos pela hospedagem na Ilha de Lindau , onde chegamos num final de domingo. Importante ter reservas no verão , é muito procurada e bomba mesmo!

Lindau -site divulgação

Torre da Rapunzel em Lindau , com a trança e tudo! Amei

Aqui é imprescindível alugar uma bicicleta , todo mundo passeia e as descobertas são maravilhosas, Detalhe , os aluguéis são muito baratos , EU$ 10 ou 12 por dia e só precisa um documento de comprovação (pode ser até carteira de motorista brasileira).

 

A viagem foi regada a muito vinho rosé , pois esta região dos lagos é grande produtora de vinhos, principalmente ao redor da cidade de Meersburg, o que já confere um charme especial as estradas. Além de muita apfelstrudel.

As flores são um capítulo à parte , sempre perfeitas e repletas de botões! Queria saber o segredo das roseiras com flores em profusão.

O roteiro completo durou 7 dias , foi estudado com carinho mas curtido sem pressa e sem compromisso, a não ser com com a busca de experiências de bem viver!

Roteiro pelos Alpes da Alemanha e Áustria - Tirol e Bavária (parte I)

22 de julho de 2013 15

Para quem gosta de viajar de carro e evitar as filas e tempo perdido em aeroportos , sugiro um roteiro que acabamos de fazer aproveitando o verão europeu. Saindo de Salzburg , entrando na Alemanha para curtir o sul da Estrada Romântica e chegando até o Lago Konstanz .Com isto exploramos  Bavária e Tirol , os Alpes que dividem os territórios de Áustria e Alemanha com paisagens incríveis e uma organização invejável! Se falam inglês, nem todo mundo , mas tudo funciona tão bem que nem precisa falar muito!

Foi uma viagem linda e tranquila, alugamos um carro mas só para grandes percursos, pois todos os passeios pelas cidades e proximidades fizemos em bicicleta. A estrutura para passeios ciclísticos é perfeita em todos os lugares por onde andamos. Sem muitos desvios foram 529km , mas claro que sempre entramos em cidades pequenas e acabamos aumentando bastante o percurso , o que vale cada quilômetro rodado.

Passeando em Füssen

Salzburg

Uma cidade concentrada , onde todas as principais atrações estão no centro histórico a poucos passos de distância umas das outras. Aqui começamos nossa saga ciclística com um passeio pelos arredores , o que significa menos de cinco quilômetros de distância do centro para estar em meio as montanhas e clima de interior. Fomos em direção a Elisabethbühne, seguindo pela beira do rio e depois até o sopé das montanhas.

Salzburg é dominada pela Fortaleza de Hohensalzburg e pelo charme da Getreidegasse, a rua principal da cidade antiga.  Mas me chamou atenção pelas novidades em termos gastronômicos e artísticos . O restaurante do Hotel Blaue Gans é um achado (assim como o hotel) , uma culinária inspirada nos pratos tradicionais austríacos ,é inovadora e super saborosa . Tão bom que repetimos a dose nos dois dias que por ali ficamos, algo inédito na minha trajetória. Uma sopa de tomates doce e branca , sem nada de acidez , vai ficar na minha memória para sempre!

Aqui esta o Blaue Gans, bem no coração da Getreidegasse

A outra super dica é o Museu der Modern , MDM, desde o projeto até a exposição de Alex Katz que vimos por lá, é show! Para subir o elevador corta a montanha e descortina toda a cidade. Tem ainda um restaurante super transado que oferece uma das mais belas vistas da cidade , imperdível.

MdM vislumbra Salzburg

Obras de Alex Katz

Bad Tölz

Optamos por parar em alguma cidade bem pequena e até desconhecida depois de Salzburg, aqui não tínhamos reserva e achamos bom desbravar um pouco. Passamos por Oberammergau que é famosa pelos entalhes em madeira e pela encenação da Paixão de Cristo a cada dez anos.

Oberammergau

Mas não era isto que buscávamos , queríamos algo mais genuíno e Bad Tölz caiu como uma luva . Conhecida como estação de águas termais , que os alemães adoram , mantém um clima amigável e ao mesmo tempo tem uma vida própria com turismo interno.

Cortada por um rio de águas cristalinas , aqui tivemos nosso jantar mais elaborado e de custo mais baixo de toda a viagem €45,00 para duas pessoas com entradas , pratos e vinho! Na Landgastoh Einbachmühle , que também funciona como hotel, fomos atendidos pelo dono que traduziu o cardápio(todo em alemão) e nos tratou como reis. Descobrimos uma culinária alemã moderna e leve, um achado.  Viajar pelo interior é muito mais barato e pode reservar muitas surpresas para quem esta aberto a se aventurar.

Landgastoh Einbachmühle

Füssen

Conhecida mundialmente por estar no final da Estrada Romântica e por abrigar o Castelo de Ludwig II , o Neuschwanstein, Füssen é um doce de cidade. Localizada às margens do Forggensee, cinco quilômetros ao norte da fronteira austríaca é um lugar de descanso, belas paisagens para velejar e boas trilhas  de caminhadas.

Forggensee

Aqui, onde os músicos divertidos circulam, nos Biergärten (jardins da cerveja) e tabernas rústicas as Masskrüger (canecas de cerveja de um litro) estão sobre as mesas a noite demora a cair no verão.

Meninas na primavera , escultura de rua

Para visitar o Neuschwanstein aconselho fazer reserva no site (http://www.neuschwanstein.de/englisch/tourist/index.htm) , e chegar em ponto na hora marcada. É uma caminhada e tanto até a entrada do castelo , mas o visual e a decoração do interior, baseada na óperas de Wagner e na mente louca e rocambolesca de Ludwig , são imperdíveis. Um detalhe é que Ludwig foi noivo da irmã da Imperatriz Sissi e morreu afogado junto com seu psiquiatra , o que até hoje gera controvérsias.

 

Vista desde o Castelo

Caminhando mais um pouquinho depois do castelo,  tem-se este encontro com a natureza

Em seguida posto a parte II , de Füssen até Lindau. Fiquem ligados.

Heidelberg , meca de estudantes na Alemanha

10 de abril de 2013 2

Prisão de estudantes

 Heidelberg é daquelas cidades que a gente , aqui destas terras tropicais, imagine somente existir em livros de história infantil. As margens do rio Neckar ela é um mosaico de ruelas e casas renascentistas e dominada pelo Castelo de Heidelberg na colina.

 

Em posição dominante sobre o rio, o primitivo castelo medieval adquiriu a forma actual a partir de 1550. serviu como residência dos Príncipes até à guerra contra a França, quando foi destruído pelos soldados de Luís XIV. Depois disso viria a ser restaurado apenas parcialmente.

As luzes do Castelo só são acesas três vezes por ano, no primeiro sábado de junho , julho e agosto, quando a cidade entra em festa !

Ficamos no Hotel Hollander , bem em frente a ponte , um lugar simpático e simples mas com uma bela tarifa tendo em vista a localização, € 110,00.

O babuíno com espelho também fica bem aqui na frente , uma obrigação tirar uma fotinho com ele!

Assim como o castelo , a maioria dos prédios medievais da cidade foram destruídos nesta época e a cidade adquiriu sua feição renascentista atual, sendo totalmente genuína por não ter sido bombardeada na II Guerra, é sede de uma base militar americana.

Este é o único prédio remanescente do período medieval

Sua Universidade é das mais antigas do país, dá ênfase à pesquisa e por ela passaram 55 ganhadores do Prêmio Nobel. Da saudade passear pelas ruas e ver tanta gente jovem , a maioria em duas rodas, com pastas e material de estudos! Acho que é um lugar especial para buscar uma bela formação em mais de 100 especialidades!

Mas nem sempre foi um local de estudos democráticos, como atesta a prisão de estudantes que guarda nas paredes protestos em grafitis quase contemporâneos ,de estudantes detidos por delitos nem sempre bem justificados!

Uma das instituições locais são os cafés de cada facção estudantil!

Depois é perambular pela cidade, quem sabe alugar uma bicicleta e passear pelo Vale do Neckar que oferece paisagens deslumbrantes e outras belas cidades para desvendar!

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Ich Liebe Berlim !

28 de novembro de 2012 8

A Sabrina é uma leitora e amiga aqui do Viajando com Arte, ela morou uns tempos em Paris e viajou pra caramba por todos os cantos da Europa. Este post já estava prometido há tempos, demorou mas valeu a pena, a descrição dela sobre a cidade de Berlim está show!!! Confiram:

  

 

Cheguei em Berlim com muitas expectativas, pois sempre ouvi de todos os meus amigos que já visitaram que era uma cidade especial. Bom, eu posso acrescentar mais milhões de adjetivos à Berlim, pois na minha opinião é a cidade mais show de toda Europa!!!

Berlim é historia pura! Mas o que eu mais gostei na verdade talvez eu nem consiga explicar… foi a “ambiance” (como dizem os franceses)… a atmosfera da cidade.

Ha muita coisa para se ver e visitar, entre elas:

A igreja Kaiser Wilhelm-Gedächtniskirche, destruída em 1943 durante um bombardeio na Segunda Guerra Mundial. Depois da guerra os destroços foram removidos, e foi construído uma parte nova e moderna, que hoje é também um memorial. As suas ruínas impõem um respeito inexplicável. Como se a gente pudesse ver um pouco dos horrores da guerra alí na nossa frente.

  

  

  

  

  

A praça Gendarmenmarkt – Pela majestade dos seus edifícios e a sua simetria, é considerado como o exemplo mais belo da arquitetura néo-classica em Berlim e também o “square” mais bonito da Europa. Os franceses construíram a catedral da direita e os alemães com inveja construíram a da esquerda!

                                                    

 

 

Berliner Dom, a catedral, simplesmente o “monumento” mais maravilhoso de todos! Eu comprei um postal que é uma foto da catedral bombardeada na guerra. Impressionante!

 

 

 

Na verdade eu achei isso de praticamente tudo ter sido destruido durante a guerra muito impressionante. A gente sabe que foi assim, ouve, pensa e imagina, mas quando se esta em Berlim é que se tem uma verdadeira idéia de tudo isso. Em Berlim de cada 10 prédios 6 foram completamente destruidos e 3 danificados, ou seja… so restava 1 inteiro. E hoje a cidade esta la, linda e imponente, tudo reconstruido, renovado, remodelado. Realmente impressionante.

 

 

 

Berlim também é uma cidade democratica que propicia o acesso a informação a todos. Pelo menos eu achei. Eles não escondem o que aconteceu. Esta la exposto a céu aberto e de graça, pra todo mundo ver. Eu soube que foi bem dificil para os alemães se orgulharem da sua nacionalidade depois dos horrores do holocausto. Em ocasiões como jogos, olimpiadas e etc era bem dificil de ver alguém com a camiseta da Alemanha ou com bandeiras asteadas. Faz muito pouco tempo que eles conseguiram superar o trauma. Superaram mas não esqueceram, o que é importante!

 

Dentre os museus a céu aberto esta o famoso Check Point Charlie – um dos postos militar entre a Alemanha Ocidental e a Alemanha Oriental durante a Guerra Fria. Na foto a representação de um soldado soviético que controlava a entrada para o lado oriental. Checkpoint Charlie se tornou um símbolo da Guerra Fria, representando a separação do leste e oeste, e — para alguns alemães orientais — uma estrada para a liberdade. Da até pra carimbar o passaporte com um “visto”. Custa 1 Euro, é claro!

 

 

 

 

 

 

 

Tem também a exposição a céu aberto e gratuita – Topografia do Terror – que conta a história do Nazismo. A exposição fica no terreno onde antigamente se situava os principais prédios do regime nazista. Neste lugar está sendo construído um museu que abrigará a exposição.

 

 

 

O controverso “Memorial aos Judeus Mortos da Europa ” – Imponente e tocante. Eu “gostei” muito do museu, mas tu sai de la mal. Não é recomendado para pessoas muito sensiveis!

“It happened, therefore it can happen again: this is the core of what we have to say. It hapen, and it can happen everywhere.” Primo Levi, sobrevivente do holocausto.

 

 

 

A “East Side Gallery ” – A maior extensão do muro reconstruída e conservada. Quase1 kilometro. Em 1990, 118 artistas de 21 países se encontraram no East Side Gallery para realizar a maior pintura a céu aberto do mundo. Eu achei impressionante ver o muro e saber de todas as historias que aconteceram naquela época… O surgimento do muro “da noite pro dia”, ele começou a ser construído em 13 de agosto de 1961, não respeitou casas, prédios ou ruas. Policiais e soldados da Alemanha Oriental impediam e até mesmo matavam quem tentasse ultrapassar o muro. Muitas famílias foram separadas e perderam o contato. O muro chegou a ser reforçado por quatro vezes. Possuía cercas elétricas e valas para dificultar a passagem. Havia cerca de 300 torres de vigilância com soldados preparados para atirar. As formas que a galera encontrava pra pular o muro, eram as mais diversas! Desde saltar das janelas de edificios que ficavam na margem, até se esconder em porta-malas, etc…

 

 

 

 

Ainda restam pelas ruas muitas placas como esta que indicam que ali existia o muro.

 

 

E hoje é possivel até levar pra casa um souvenir do muro!

 

 

 

 

A queda do muro não dependeu de nenhuma ordem oficial, apenas o desejo latente e cada vez maior de liberdade, união e reencontro, além do enfraquecimento dos regimes socialistas. Um mal-entendido em relação a um comunicado oficial do governo da Alemanha Oriental, somado às pressões políticas e sociais externas e internas, provocou a derrubada do Muro de Berlim. Na verdade Günter Schabowski, porta-voz do Politburo da Alemanha Oriental, recebeu do chefe do Partido Comunista o anúncio de que, no dia seguinte, iriam fornecer passaportes aos alemães para saírem. Mas, confuso, divulgou a notícia como se a concessão de passaportes – e a possibilidade de sair – fosse imediata. Isso provocou a multidão que foi as ruas e começou a pressionar. Os guardas sem saber o que fazer e sem orientação acabaram abrindo “as portas” do muro! E “vive la liberté”! Nos postais com fotos do momento da queda da pra se ver a alegria estampada nos rostos dos alemães!

 

 

 

 

 

Reunificada oficialmente em outubro de 90, a Alemanha rica e próspera luta ainda hoje para superar a desigualdade existente entre ossies (orientais) e wessies (ocidentais). Esses dias mesmo eu vi na TV que 3 em cada 5 alemães orientais nunca foram para o lado ocidental.

 

Eu também fiz um city tour de bike muito legal, durou 5 horas com direito a parada para o almoço num Biergarten! 

         

 

 

 

           

        

 

 

 

 

 

 

                    

 

Nada mais a dizer senão que Berlim é sem dúvidas a cidade mais show da Europa!

 

Sabrina Porcher – http://binaporcher.blogspot.com/

 

 

Rothenburg ob der Tauber, a mais genuína das cidades medievais alemãs

10 de agosto de 2012 6

Rothenburg ob der Tauber” significa Fortaleza Vermelha acima do Tauber. A cidade datada de 950 é um dos melhores exemplos de uma cidade medieval , tão perfeita que já serviu de cenário para vários filmes , inclusive a cidade natal de Pinóquio. Falando em Natal , ela esta intimamente ligada a data , lá existem diversas lojas que vendem enfeites de Natal o ano inteiro e sua decoração em dezembro é famosa pelo mundo afora!

 

Eu estive por aqui nos anos 90, como fora minha primeira visita a uma cidade medieval tinha um certo receio de me decepcionar agora! Nada disto aconteceu, tudo está na mais perfeita ordem e chegar a Rothenburg pela Estrada Romântica tem um gostinho especial! A viagem no tempo é completa porque nada da parte mais nova é visto deste ângulo.

Fizemos um passeio de bicicleta pelas marges do Tauber ! É de tirar o fôlego em todos os sentido:  bucólico , romântico e físico , pois na subida de volta tem que se puxar ou então descer e empurrar a bicicleta, que foi o que nós fizemos. Mas valeu cada pingo de suor derramado, pois são caminhos que de carro não temos como seguir e quando vemos a idade do pessoal que anda por ali , não dá para questionar a possibilidade , dos 8 aos 80 anos !

Rothenburg teve um significado especial para a ideologia nazista. Para eles , a cidade era o epítome da cultura genuinamente germânica, a quintaessência do espírito alemão. Nos anos 1930s eram organizadas viagens regulares de todo o Reich para conhecer a cidade e seus habitantes , muitos simpáticos ao Nacional Socialismo, se consideravam “a mais germânica de todas as cidades alemãs”. Em outubro de 1938, Rothenburg expulsou seus cidadãos judeus . 

Em 1945 , durante a II Guerra Mundial , soldados alemães protegiam a cidade. No dia 31 de março bombas foram jogadas sobre a cidade por 16 aviões , matando 39 pessoas e destruindo 306 casas, 6 prédios públicos e nove torres de vigia, além de 600 metros da muralha de proteção. O secretário americano da guerra conhecia a importância histórica do complexo e decidiu não usar artilharia na tomada de Rothenburg. O comando alemão local ignorou a ordem de Hitler de lutar até o final e se rendeu para salvar o que restara da destruição  Após a Guerra seus residentes rapidamente restauraram os estragos, doações para a reconstrução vieram de muitas partes. Nas paredes da muralha placas comemoram a reconstrução com os nomes e os países dos doadores  .

O doce mais encontrado pela cidade é o Scheneeballenkönig, o nome é um palavrão mas ele não passa de uma espécie de massinha frita , tipo calça-virada, que vem com diversas coberturas! Não é muito meu paladar, mas…

Sem querer acabamos repetindo o mesmo hotel de 20 anos atrás! O Romantik Markusturm é super bem localizado e tem um atendimento simpático, os quartos são diferentes entre si e decorados com móveis típicos ! Para mim foi bem divertido voltar e o preço bastante convidativo de € 110,00 com café da manhã.

Para me despedir , uma das tantas figuras encontradas nos prédios da cidade que mais uma vez me conquistou totalmente!

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Alemanha de bicicleta, já pensou? Parte I

28 de maio de 2012 29

 

Pois eu já e muito, sempre ouvia relatos de amigos que tinham feito roteiros na França, Toscana e aqui dentro eu pensava ” putz eu ainda quero fazer isso!!” E fiz. Foi no verão europeu de 2011 . Na Alemanha, lugar perfeito para estrear esta categoria de aventuras, pois nada como um pais organizado, com toda infra estrutura para a gente constatar que 6 dias pedalando uma média de 60km por dia não só é muito tranquilo,  como a gente não precisa ser um super atleta pra fazer isso acreditem!

Comecei pesquisando na internet quais seriam os melhores lugares, e a Alemanha me acenava com um circuito de 6 dias margeando os rios Danúnio e Altmul, numa área que me pareceu ter muita floresta e cidadezinhas medievais no percurso.

Cruzamos o Rio Danúbio várias vezes, ele nos acompanhou em quase todo o trajeto.

Agora vou dizer para vocês que acabei fazendo tudo por uma companhia californiana a Bike tours http://www.biketoursdirect.com/ eles tem centenas de opções de tours por vários lugares do mundo. No nosso caso eles na verdade contrataram os serviços de um empresa alemã a  Radweg Reisen http://www.radweg-service.com/startpage.html , que faz tours na Alemanha de acordo com o seu perfil, então se você quiser, pode entrar em contato direto com a empresa alemã.

O tour que acabei escolhendo foi este: http://www.biketoursdirect.com//?location=tourdetail&tid=17&searching=yes - por várias razões, eram 6 dias, um nivel bom pra começar, sem muitas subidas, numa região linda e o preço muito razoável uma média de 600 euros por pessoa com 7 diárias em hoteis 3 e 4 estrelas, aluguel das bikes e vouchers para algumas atrações.

Nosso tour foi perfeito! Sério não poderia ter sido mais de acordo com a nossa expectativa. Vou contar pra vocês, primeiro ele era self guided, ou seja eramos nós conosco mesmo, não havia guia, nem outras pessoas, nosso único compromisso era o de deixar as malas até as 9h da manhã na portaria do hotel para que eles levassem até o nosso próximo destino.No mais, éramos donos do nosso tempo, parávamos  quando a fome ou a sede ou simplesmente a vista linda do Danúbio exigia uma foto.

É uma viagem perfeita pra fazer com a familia, com os filhos mais crescidinhos, é uma vivência do lugar sem precedentes.

Nosso ponto de partida foi a cidade de Regensburg. Imaginem, verão, dia longo. Tivemos a sorte de estar lá na data de uma festa enorme bienal que eles comemoram a entrada do verão, mais ou menos o mesmo espirito da festa da musica na França. Bancas de comidas, muito chope e bandas de música espalhadas por toda a cidade. Bah! Eu pensei , isto só pode ser um aviso que não vou morrer de exaustão no primeiro dia…

Grande festa bienal em Regensburg  para comemorar a entrada do verão.

A festa começa na sexta e só termina no domingo, bandas de música se apresentam por toda a cidade.

É gente eu estava com medo de não aguentar o tirão, e neste tour não tinha aquela moleza que se você cansou eles vem e te levam na van, nã, nã nã, achou que era atleta? Agora guenta!!!

Saindo de Regensburg em direção a Bad Gogging, passamos por várias cidadezinhas.

Saímos de Regensburg sem falar com uma única pessoa, alguém deixou no nosso hotel as bicicletas, já com as alturas e pesos de cada um de nós devidamente ajustadas ( ah este mundo virtual existe mesmo!!) mapas, guias, lista de hotéis reservados no percurso e um refinamento: vouchers incluidos no nosso pacote de trechos de barco, visita ao castelo, caverna, enfim as atrações que nos esperavam.

Passamos no meio de algumas florestas, onde a qualquer momento poderia surgir uma fada ou quem sabe um gnomo..

E por muitos trigais dourados e lavouras

Bueno, lá fomos nós: Eu, Paulinho, Victoria (minha filha que mora na França) Johan ( namorido) e Luisa ( amiga das indiadas). Saimos num dia de verão alemão, ou seja céu pesado de nuvens, nada animador, mas mesmo assim, me rendi à paisagem, e como sempre faço, agradeci a seja lá quem for o responsavel de estar lá.

Muitas paradas hidráulicas  para registrar os belíssimos cenários que se apresentavam

Quase 70% do tempo fomos pedalando ao lado do rio Danúbio, quase sempre por ciclovias ou pequenas estradinhas de terra, os jardins, os trigais, as várias plantações que passamos ao longo do percurso, foram a melhor maneira de conviver com este pais.

Isto que nós nem éramos profissionais do pedal, eles vão de capacete, roupinha de ciclista, nosso máximo de aparato foi comprar aquelas bermudas estofadinhas e confesso elas foram ouro!!! No mais fomos de bermuda, boné e uma mochila com bikini, protetor solar, câmera fotográfica, uma capinha de chuva e só.

Outra razão por ter escolhido a Alemanha foi porque eu estava com muita saudades de comer uma boa bratwurst com cerveja bem gelada. No  nosso  primeiro almoço não deu outra, foi a primeira de muitas, e o que é melhor, sem culpa!!! Pois pedalando o dia inteiro eu tinha muitos créditos para comer e beber!!!

Muitos lugares simpáticos para parar ao longo do percurso, onde a gente encontra com outros ciclistas.

Olhem só que maravilha! Salsichas de todos os tamanhos e paladares, um paraíso!

No segundo dia nosso destino era a cidade universitária de Eichstatt e já tinha esquentado bastante, então fizemos uma parada estratégica para tomar um banho de rio, coisa que eu não fazia desde que era criança.

Banho de rio no Danúbio.

Cidadezinhas que mais pareciam de bonecas, tudo é muito cuidado, limpo e charmoso.

Foi no final do dia quando chegamos em Neuburg, que tivemos uma das boas surpresas desta viagem, minha sensação era que havíamos entrado dentro de um cenário de filme. Esta estória eu vou contar da parte II. Aguardem pessoal!

Auf wiedersehen!!!

 

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Alemanha de bicicleta, já pensou? Parte II

08 de setembro de 2011 13

Para aqueles que não leram a Parte I do roteiro eu peço um pouquinho de paciência e aconselho que dêem uma olhada no linck aqui para poder entender bem a viagem.

http://wp.clicrbs.com.br/viajandocomarte/2011/08/30/alemanha-de-bicicleta-ja-pensou-parte-i/?topo=77,1,1,,,77

Feito isso vamos continuar com  as nossas andanças de bicicleta pela Bavária, que é uma região lindíssima no sul da Alemanha.

Depois de pedalar por um caminho sombreado pela floresta, onde passamos por um castelo, chegamos a cidade de Neuburg à tardinha, mas ainda com sol alto.

Chegando em Neuburg

Os hotéis foram todos selecionados pela companhia Bike tours com quem fechamos o pacote,  em média 3 estrelas, e principalmente bem localizados.

Nosso hotel em Neuburg

A grande vantagem de fazer este passeio no verão, é que mesmo tendo em média 60km para percorrer por dia, com os dias longos a viagem rende muito, teve um dia que alcançamos nosso destino as 4h da tarde, o que na Europa no verão significa ainda muitas horas de dia para aproveitar. Nosso esquema era chegar dar uma descansadinha, e sair para conhecer a cidade. E foi o que fizemos aqui em Neuburg, mas antes, fizemos uma parada estratégica para aplacar a sede, e começamos a perceber uns personagens muito diferentes pela cidade.

Parada estratégica na chegada.

 

Ops! Pessoas muito diferentes começaram a desfilar pelas ruas da cidade, vinham de todas as direções num movimento febril e todas se dirigiam para um mesmo lugar, começamos a nos perguntar se tinhamos bebido cervejas a mais da conta…

Quando chegamos no hotel tudo foi esclarecido e a sorte parecia nos acompanhar, pois estava acontecendo justamente naquele dia a grande festa medieval/ renascentista da cidade. Eles fecham o centro histórico da cidade, que fica no alto, e lá montam como que um cenário de filme para nos transportar no tempo.

A organização é alemã, ou seja – perfeita! A idéia era que eu estava no século XV e que a qualquer minuto poderia deparar com o próprio Durer!!!

Entrada da festa, no centro histórico de Neuburg

 

A produção das crianças é um capítulo a parte, parecem saidas de um filme do Rei Arthur.

Bandas, bobos da corte, muitos jogos da época reproduzidos com as pessoas brincando participando.

Carrocel puxado pelo muque do homem.

Olhem só os tipos que andavam por lá.

A noite foi chegando e depois de fazer um boa refeição nas muitas barraquinhas de comida voltamos ao hotel, pois no dia seguinte mais estrada nos esperava

Pegamos a estrada cedinho, e logo percebemos que hoje o calor ia pegar, paramos num super mercadinho no caminho e compramos tudo para um farto piquenique no caminho.

lavouras de batatas floridas no caminho.

Piquenique é um programa obrigatório, tem muitos lugares na rota pra você escolher.

Depois de Bad Gogging, NeuburgEichstatt, nosso último destino antes de voltar a Regensburg era a cidadezinha de Riedenburg, para chegarmos lá depois de pedalar a média do dia, eles colocaram um trecho de barco, o que foi uma delicia, pois depois de pedalar uma boa parte do dia pudemos desfrutar na paisagem do deck do barco.

Trecho de barco incluido no passeio até a cidadezinha de Riedenburg.

Riedenburg é uma cidadezinha medieval com 5 mil habitantes, muito linda, na margem do rio Altmuhl.

Riedenburg

Para a nossa sorte o melhor restaurante era o próprio do nosso hotel.

E aí já viu né? Ir a Alemanha e não comer uma boa Apfelstrudel é imperdoável!

Na terceira e última parte da minha “saga” de bicicleta pela Alemanha, vou mostrar um castelo lindíssimo que visitamos, uma caverna de eslactites, mais algumas paisagens bacanas neste passeio que eu super aconselho a todos a experimentar !