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Descobrindo a Alsácia - Por Luciano Zanetello

21 de abril de 2013 2

 

A região da Alsácia – Lorena quase sempre foi motivo de conflito entre a França e Alemanha .

         Originalmente, era território alemão  desde o tempo do Sacro Império Romano Germânico. Foi tomado por Luiz XIV e  desde então  seguiu – se a alternância no controle da região.

           Para ilustrar, na segunda guerra mundial, a região foi anexada à Alemanha, diferentemente do resto da França, que foi ocupada. Seus habitantes, à época franceses, foram obrigados a lutar nas fileiras do exército alemão , a maioria deles  mandados para a  Rússia, evitando que voltassem para casa por conta da distância, 120000 foram convocados, 40000 foram  mortos ou dados como  desaparecidos ao fim da guerra.

          Para aqueles que chegam na região, a impressão é de estar na  Alemanha.  

Desde a arquitetura, passando pelo nome  das cidades e vilarejos e  terminando na culinária, a influência  alemã é  predominante.

Colmar

            Saindo de Estrasburgo a dica é sair da auto estrada e procurar as  placas da ”Rota de vinhos da Alsácia” para perder-se  por seus vilarejos de casas coloridas e telhados pontudos, parecendo saídos de cenário de contos infantis.

Turkenheim

            A região é famosa pela produção dos seus Rieslings, que estão entre os mais renomados do mundo atraindo  milhares de turistas todos os anos. 

Os parreirais

             No período que fomos, o frio extemporâneo e também o mais forte nos últimos anos, atrapalhou um pouco.

             A melhor época para visitar a região é entre Maio e Outubro, já que várias cidades da região  estão  entre as certificadas como “Cidades Floridas da França“, concurso nacional para premiar aquelas que se destacam por seus jardins e flores. 

 O retorno é direto na medida que é mais um atrativo para os turistas e indiretamente eleva a auto estima dos habitantes.

          A cegonha é um símbolo regional. Esteve quase extinta mas hoje já conseguimos vislumbrar alguns ninhos sobre os telhados.

Ninho de cegonhas

         Recomendaria, sem medo de errar, a cidade de  Colmar, que por ser maior pode ser usada como base para incursões na região, nela destaque para seus museus, entre eles  o , que abriga peças importantes da  pintura sacra.

Museu Unterlinden

          O bairro característico é a Petit Venize assim chamado por seus vários canais   

Petit Venize

           É difícil destacar uma cidade em especial, pois corre – se o risco de esquecer de outras. Mas, sem dúvida, valem a visita : Eguisheim, Ingerheim, Kaysesberg, Ribeauville, e a mais famosa delas, Riquewihr. ( foto 945 / 943 – Heidesberg )  foto 973 / 967 – Ribeauville )  foto 1015 / 1022 – Riquewihr

Heidesberg

Ribeauville


Riquewihr

          Em Selestat, um bom passeio é visitar o  Castelo de Haut – Koenigsbourg. 

Castelo de Haut – Koenigsbourg.

           Para não parecer  que  tenha escrito um texto incondicional,  só com elogios, considero a comida na região uma das menos atrativas da França. A opinião é pessoal, por conta da influência alemã  na comida  e, por não fazer parte dos meus pratos favoritos o einsbein nem o chucrute .

         Em compensação, fui apresentado a tarte flambée que parece uma pizza de massa finíssima com variadas coberturas que vale a pena conhecer.

Pausa para a “tarte – flambée”

           Espero ter conseguido  transmitir um pouco das belezas e sensações que tivemos com as fotos aqui postadas . .  

              Auf wiedersehen / Á bientôt ….