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Posts na categoria "Canela"

Parador Casa da Montanha, canions com charme nos Aparados da Serra

22 de julho de 2014 2

Natureza , te cercando , tomando todos os espaço e criando um ambiente avassalador! Assim são os Campos de Cima da Serra, uma das regiões mais lindas e desconhecidas do Rio Grande do Sul. Mas o Parador Casa da Montanha,  localizado numa fazenda próxima a Cambará do Sul, é o contraponto tornando o que lá existe ainda mais atrativo. Aconchegante, com estilo rústico e um toque de sofisticação, a vista panorâmica dos campos, matas de araucárias e do Rio Camarinhas é surpreendente.

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Um lugar para descansar , aproveitar as diversas trilhas pelos canions da região e curtir a natureza mais deslumbrante do Rio Grande do Sul, com a vantagem de estar bem pertinho e de dividir o espaço com poucos turistas , um privilégio cada vez mais apreciado e raro nos dias de turismo tão massificado. Da para levar a cesta e fazer um picnic sempre com um visual privilegiado,  gastando bem pouquinho e curtindo ao máximo.

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Para quem se interessa temos outros posts contando sobre as possibilidades de passeio por ali: http://wp.clicrbs.com.br/viajandocomarte/2013/09/27/canion-fortaleza-potencial-turistico-desperdicado-ate-quando/?topo=77,1,1,,,77

 

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O Parador oferece trilhas e passeios aos hóspedes . Com veículos equipados e guias especializados, proporcionam caminhadas com visuais inesquecíveis nos canions. Mas as visitas ao Itaimbezinho, que fica bem pertinho , 9km dali, pode ser feita por conta própria. A estrutura do Parque do Aparados da Serra é boa , com mapas e guias.

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O Canion Fortaleza fica bem mais longe , são 30km por uma estrada bem ruinzinha no final . Dá para ir sozinho , mas quem quer poupar o carro e conhecer outras trilhas por lá , melhor contratar o passeio no Parador ou em alguma agência em Cambará.

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Dentro da fazenda do Parador, cavalo, bicicleta, incríveis banhos de rio e cachoeira, trekking e pesca esportiva são algumas opções.

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Algumas tendas tem jacuzzi na varanda , um luxo e tanto.

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Além de se deliciar com a gastronomia típica da região, você pode desfrutar de uma experiência única no Brasil ao se hospedar em Barracas Térmicas inspiradas nos lodges Africanos. . O restaurante é aberto para visitantes que não estão hospedados. Recentemente a parte social foi ampliada , incorporando um ambiente com lareira , sala de jogos e deixando mais espaço para o restaurante.

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Acabaram de ser construídas cabanas com teto de palha e lareira na varanda , mais um conforto bem vindo nestes dias de frio invernal.

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Em noites agradáveis um fogo de chão chama para a roda de viola , num clima campeiro onde o pessoal da região se junta para contar “causos” e falar da diversidade da fauna local. Durante o dia o banho na corredeira é uma delícia!

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Claro que dá para ir até lá só passar o dia , mas o entardecer e a noite são um espetáculo à parte.

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Para quem gostou deste post , visite nosso site e descubra outros passeios ou contrate uma assessoria particular para montar sua própria viagem :)

https://www.viajandocomarte.com.br

Turismo Rural em Gramado: origens italianas na Linha 28 e Linha Bonita

15 de abril de 2014 9

Temos recebido muitos comentários de leitores que nos dizem que nos acompanham no blog pois não podem viajar para longe.  Este post contempla quem gosta de natureza mas não quer ou não pode alçar voos mais distantes !

Vou a Gramado pelo menos uma vez por mês e para quem diz que já viu tudo por lá um aviso: cada vez consigo fazer uma nova descoberta , basta sair em busca com espírito aventureiro e disposição. A natureza é pródiga e as possibilidades quase infinitas. A paisagem se modifica em cada estação do ano , com flores diversas e muito colorido natural.

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Para um passeio contemplativo e histórico a Linha Bonita é uma excelente opção , descendo pelo Mato Queimado em direção a Caxias do Sul, oferece paisagens idílicas e muito rurais. Uma verdadeira volta ao passado! Pinhão , abóbora ,uva, morangos , dependendo da época do ano é possível comprar os produtos diretamente na fonte. Uma fábrica de massa caseira faz parte do roteiro.

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Moinho Cavichion

Para começar a Casa Centenária , uma construção que segue conservada como quando foi construída! E detalhe , tudo sem muros ou grades de proteção!

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Descendo a estrada , que pode ser feita até a pé desde o centro da cidade (contanto que alguém possa buscar de carro porque a subida na volta é dureza!), são menos de 10km, muitas descobertas nos esperam! Adorei ver a profusão de dálias , uma flor meio fora de moda que minha bisavó tinha muito em seu jardim de flores misturadas!

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No coração da Linha Bonita o Moinho Cavichion pede uma parada mais demorada! Uma pintura em cada detalhe , eu amo! Cheio de patinhos nadando em seu lago e uma paisagem quase intocada.

 

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No coração de Linha Bonita a indefectível capelinha e indicações de seguir o passeio para a Cachoeira do Panelão ou Linha Ávila.

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Seguindo para o fundo do vale em direção a Caxias do Sul ,só então acaba o asfalto e a passagem pela ponte de ferro nos leva a Vila Oliva e outras possibilidades a serem exploradas!

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Uma opção mais familiar e de fácil acesso (por estrada de terra) é o Eco Parque Sperry na Linha 28 , descendo na estrada entre Canela e Gramado, no Vale do Quilombo. É uma propriedade de 20 hectares de Mata Atlântica aberta a visitação e onde pode-se vivenciar, em uma trilha de uma hora de caminhada , o espetáculo de 4 cachoeiras. Tudo isto , a menos de 8km do centro de Gramado.

 

Vale do Quilombo – Gramado Magazine.com.br

Bêrga Motta Restaurante

Pomar

 

Para completar o passeio , o restaurante Bêrga Motta oferece um buffet nada simplinho! Não é comida caseira e nem tem sagu e ambrosia de sobremesa, ufa! Não tenho nado contra este tipo de restaurante , mas já chega e o Bêrga Motta saiu da linha com delícias que vão além do trivial!

 

 

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“Baseada no conceito Comfort Food, um resgate da culinária dos antespassados, onde o aroma e o carinho no preparo dos pratos alimentavam a alma. Dentre as especialidades do fogão a lenha, destaque para o frango assado na cerveja com batatas coradas e alecrim, escondidinho de mandioca com costela desfiada, Macaroni ao molho carne de panela com cogumelos frescos e polenta recheada ao forno com ragú de calabresa. “

 

Adorei as saladas com molhos especiais e as sobremesas, tudo gostoso e muito bem apresentado. Quem vai ao restaurante não paga entrada no parque e o buffet tem um preço amigável, super justo para o que oferece.

A trilha é totalmente demarcada , autoexplicativa e leve para caminhantes de final de semana. A cachoeira do Trombão é a primeira que se avista, linda , alta e distante. Vai dando o clima.

 

No caminho de árvores demarcadas, inclusive encontramos o senhor Vitor Hugo Travi, o biólogo responsável pela preservação do parque. Uma pessoa apaixonada pelo que faz , transmite isto em poucas palavras: “conhecer para preservar”. Foi fundador do Projeto Lobo Guará em 1992, que agora também funciona no parque Sperry. Para mim foi uma descoberta o Gerivá, qual criança não chamou um amigo alto deste apelido , na época não existia bulling e ninguém nem sabia bem o que era isto! Descobri uma palmeira bem fininha e altaaaaa!

 

 

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A Cachoeria do Poço é perfeita para um banho, tem uma piscina natural com água cristalina e gelada como deve ser! Só não me atirei porque estava despreparada, na próxima não vou deixar de levar biquini e meus companheiros de indiada! 

 

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A Cachoeira da Usina tem 45 metros de altura , com mirante e tudo. Pode-se descer os mais de 200 degraus até sua base, um passeio que já serve para queimar as calorias do almoço.

 

Cachoeira da Usina

Enfim , não precisa ir longe nem gastar muito para curtir uma bela viagem ! Basta sair do conforto habitual e estar aberto a novas descobertas. O sábado fora do “sofá” comum foi delicioso e o fim de semana rendeu quase como se fosse férias.

Eco Parque Sperry http://www.ecoparquesperry.com.br/sperry/

 

 

Na volta a lua quase cheia deu o espetáculo! Primeiro entrando na partitura depois boianado no céu colorido de outono!

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Se você gostou deste post e curte dicas de viagem, arte, restaurantes e afins, conheça nosso site Viajando com Arte :

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Templo Budista em Três Coroas, mais um passeio bem pertinho!

09 de abril de 2013 0

Não sou religiosa e por falta de fé , nenhuma religião me conquista e , principalmente , me convence de suas verdades! Mas o budismo tem um quê de espiritual sem ser dogmático, que me atrai mais do que as outras filosofias , apesar da quase completa ignorância sobre preceitos mais profundos. Foi com o espírito aberto e a curiosidade aguçada que visitei o Templo Budista de Três Coroas , perto de São Francisco de Paula no Rio Grande do Sul.

 

A viagem é um prazer , saímos de Porto Alegre pela BR 116 e em menos de 1:30h estávamos lá, em meio a uma natureza exuberante o colorido e a paz do templo nos tomou de assalto! A estrada é linda e, passando Taquara, torna-se vazia e conforme vai-se subindo a serra oferece uma vista que instiga a contemplação.

A entrada do Templo Khadro Ling é simples e no portão , pelo porteiro eletrônico, a gente deve identificar-se para entrar com o carro. Ninguém veio conferir nossa identidade e seguimos direto para a sala de video onde um filme conta a história do lugar. O templo é  réplica do templo celestial de Zangdog Palri (“Gloriosa Montanha Cor de Cobre”) na cidade de Kogpo, no Tibete e traz símbolos de valores universais como a não-violência e a clareza interior.


Os praticantes sentam-se em fileiras nas mesas mais baixas.

Fonte :http://kl.chagdud.org/tour-on-line/

Internamente é ainda mais encantador e pode-se visitar fora do horário de aulas e meditação. Infelizmente não pode ser fotografado.

Zangdog Palri é a Terra Pura , um reino que expressa o ambiente esplêndido surgido da mente iluminada.

Nenhuma outra Terra Pura de Padmasambava no Ocidente foi construída tão completamente no estilo tradicional como a retratada abaixo.

Chagdud Tulku Rinpoche era um mestre de meditação do Budismo Tibetano. Rinpoche trouxe aos Estados Unidos e à América Latina ensinamentos espirituais extremamente raros e profundos, totalmente desconhecidos no Ocidente até poucas décadas atrás. Erguer a Terra Pura foi seu último desejo e seu último grande projeto antes de morrer em 2002. Ele já havia começado a pesquisar os traços específicos da arquitetura e havia completado a estátua do Buda Amitaba, que agora ocupa o terceiro andar da Terra Pura. Após o falecimento de Chagdud Rinpoche, o projeto passou a ser coordenado por Chagdud Khadro, sua viúva e atual diretora espiritual do Chagdud Gonpa na América Latina..

Detalhe das bandeiras.

Fonte :http://kl.chagdud.org/tour-on-line/

Este é um grande exemplo das bandeirinhas que às vezes vemos pela cidade e não sabemos bem para o que servem, levam a escritas as ideias budistas e  a crença de que o vento vá espalhá-las levá-las ao longe! Uma imagem romântica e simpática, que espelha a esta filosofia que me parece ser um exemplo de generosidade!

Como não era final de semana  não tivemos acesso a todos os prédios, restritos aos moradores durante a semana. Esta é a Casa das Rodas de Oração que giram incessantemente emitindo um som meio hipnótico,  contém  rolos com mantras inscritos que ao serem girados (mecanicamente) emanam bençãos para os que estiverem em suas proximidades,  . O que também chama atenção é o colorido em todas as imagens e a dedicação de jóvens que vem de muitas paragens para pintá-las. O Buda Akshobia  representa consciência e sabedoria. Sua existência é para nos inspirar a seguir seus passos de superar a raiva e a maldade

 

As estupas fazem na repetição a oração ser internalizada, simbolizam o cosmos para os budistas que caminham a sua volta em um ritual  de monumentos sagrados que representam  8 fases da vida do Buda. Diz-se que deve-se percorrer em sentido horário toda sua extensão, a cada estupa percorrida sua mente se ilumina e recebe-se bençãos. Aproveito para pedir desculpas por algum engano em qualquer explicação  , não conhecia quase nada e relato aqui o pouco que descobri por lá! Aproveitem para visitar e aprender um pouco mais!

Acabamos nosso dia  comendo pinhão com cuca e queijo colonial, numa cidade serrana que guarda seu passado colonial bastante preservado, São Francisco de Paula.

 

Informações práticas:

Templo Khadro Ling
Estrada Linha Águas Brancas, 1211 Cx. Postal 121 CEP 95660-000 – Três Coroas – RS – Brasil
Tel: (51)3546-8201
Qua a Sex das 9h às 11:30h e 13:30 às 17h, Sáb e Dom das 9h às 16:30h
Terra Pura de Padmasambava Sáb e Dom das 9h às 16:30h
Entrada: gratuita

Trilha no Parque da Ferradura em Canela, um programa de índio ou um domingo perfeito?

18 de outubro de 2011 7

Um domingo que nasceu para ser igual a qualquer outro e esquecido na semana seguinte, acabou com um programa memorável! 

Caminhada pelo centro de Gramado, almoço demorado em família e um filmezinho à tarde para esperar a hora de retornar a Porto Alegre, nada disto, quem sabe vamos encarar um programa de índio! Uma trilha de 3h no Parque da Ferradura em Canela. Só poderia ser coisa de sogra, foi o que pensaram filhos e agregados, mas a vantagem é que sendo ideia da sogra não dá para refugar de cara! Pedi um voto de confiança e acabei sendo acatada, meio a contra-gosto no princípio. Ainda mais que o pai  estava fazendo a trilha pela segunda vez no mesmo final de semana, tinha que ser muito boa!

O Parque da Ferradura é um de mais de uma dezena de parques naturais que oferecem trilhas , mata nativa e muitas cachoerias entre São Francisco de Paula e Canela. O acesso é muito simples e bem sinalizado, fica 6 km depois do final da Estrada do Caracol em Canela , a míseros 15km do trevo na entrada da cidade. Logo que passamos o pórtico do Parque da Cascata do Caracol, a primeira surpresa, a pequena estrada do Rancho Grande é chamada de Caminho das Graças e toda serpenteada por pequenas grutas com santinhas, um mimo! Além disto a estrada é linda , de chão batido mas bem cuidada.

A entrada no parque custa R$ 8,00 por pessoa , mas a trilha dispensa guias especializados pois é totalmente demarcada , sem perigo de se perder. É considerada de nível médio/avançado pois o trekking alcança um desnível de 420m desde o mirante até o fundo do cânion do Rio Caí onde fica a cachoeira do Arroio Caçador. Uma trilha bem puxada de 1h de descida e quase 2h para subir, aconselho  pegar o desvio na volta pois torna a subida bem menos íngrime , apesar de um pouco mais longa. Para quem quer um programa mais light o parque oferece churrasqueiras e briquedos infantis e o mirante fica bem próximo da entrada.

Antes de começar a descida não deixem de dar uma chegada até o Mirante da Ferradura, na passada o Bar do Quati tem um exemplar do animalzinho que anda sempre por alí.

A vista é incrível , não deixa dúvidas dos motivos da denominação do local.

A descida é quase mais difícil do que o retorno, pois é uma região úmida e os caminhos bastante escorregadios. Aqui alguns instantâneos dos tombos da descida e marcas deixadas pela natureza!

Mesmo em dias frescos vale levar uma roupa de banho pois é uma delícia se atirar no Rio Caí quando alcançamos o fundo do vale. Sem falar na maravilhosa Cachoeira do Arroio Caçador, mas preparem-se , a água parece que vem da Patagônia!

Cenas de um pic-nic improvisado e de uma lagarteada ao sol! Não esqueçam de levar água e repelente para os mais sensíveis.

Cada vez que conheço um novo destino de ecoturismo no Brasil me pergunto , por que não sabemos divulgar nossas belezas naturais? Quantos turistas poderiam transformar o Rio Grande do Sul , sem falar em outras partes do Brasil, numa meca de turismo ecológico . Nossa serra e região dos cânions são perfeitas para atrair um turismo que só cresce no mundo, olhem o exemplo da Costa Rica, um país minúsculo que recebe metade do número de  turistas do Brasil inteiro, somente divulgando turismo ecológico. E falta tão pouco a fazer , o mais difícil a natureza deixou pronto!

Foi  um domingo delicioso , que cansou o corpo e descansou a alma. Voltamos sujos e famintos mas com uma sensação de desafio cumprido. Agradecemos a santinha por estarmos todos inteirinhos apesar de alguns arranhões e a certeza de várias dores musculares para contar a história segunda-feira.

 E quanto a sogra , sobreviveu a mais este programa de índio!

Descobrindo novos caminhos até Gramado!

12 de setembro de 2011 18

Feriado de inverno chama uma subida à Serra. Mas atualmente estamos com a RS 15,  estrada mais curta, bloqueada não se sabe até quando! Então , que tal aproveitar para descobrir novos caminhos e também fazer um turismo no interior do Rio Grande?

Nosso trajeto foi pela Rota Romântica, mas partimos do desvio de Ivoti , seguindo por Presidente Lucena e retornando a BR 116 em Picada Café. Daí seguimos o trajeto comum até Gramado.

Partimos pela BR 116 em direção a Novo Hamburgo, logo em seguida tomamos o desvio em Ivoti e foi aí que começaram as descobertas. Ivoti é muito bonitinha, uma cidade alemã com casinhas do século XIX muito bem conservadas na na rua principal . É conhecida como a cidade das flores. Nossos companheiros paulistas só queriam mais frio para se sentirem na Europa, e nós bem orgulhosos de termos uma estrada bem cuidada em uma região de paisagens exuberantes e grandiosas.

 

A Igreja de São Pedro Apóstolo, que hoje é conhecida como Antiga Igreja Matriz ou Igreja Velha foi construída a partir de 1869. Em novembro de 1924, a igreja incendiou. Conta-se que foi devido a alguns meninos que quiseram ir ver os ninhos dos pássaros no alto da torre à noite, sendo que levaram consigo um lampião. O fogo do lampião teria incendiado a palha dos ninhos, provocando o incêndio acidentalmente. Atualmente está em restauração , mas as plantas que crescem dentro dão um ar meio lúgubre e misterioso.

Logo passando Ivoti veio a maior surpresa, um desvio de alguns metros da estrada principal leva a Ponte do Imperador e o grupo de casas enxaimel que compõem o primeiro núcleo de imigração alemã da região. Eu já tinha passado por ali em outra ocasião, mas agora está muito mais bem cuidado e contando com um café para uma parada deliciosa! A Ponte do Imperador leva este nome pois o próprio D. Pedro II teria emprestado o dinheiro para a construção da ponte em estilo romano de três arcos.

O conjunto arquitetônico de casas é composto por mais de 10 casas que datam desde 1826 a mais antiga até início do século XX as mais novas, formam um conjunto harmonioso que nos faz viajar no tempo. O melhor de tudo é que estão num lugar lindo e sem nenhuma interferência de construções modernas.

Este local deu origem a Linha 48 , onde em 1826 as primeiras famílias de imigrantes alemães se instalaram e contruíram casas em estilo enxaimel , onde primeiro são montadas as estruturas de madeira que depois são preenchidas com barro e pedras.

O café colonial , ou simplesmente um local para uma parada estratégica para um refresco ou chá, funciona num dos prédios construídos no início do século XX.

Logo em frente , a antiga sede do Banco da Província , conforme informaram , é atual propriedade do Banco Santander e está em ruínas! Bem que poderia entrar num projeto de restauração para aumentar o parque e ajudar no crescimento do turismo na região.

Seguimos passando por Presidente Lucena que não é mais do que uma única rua encantadora em sua simplicidade!

Chegando em Picada Café o desvio acabou e voltamos para a BR 116 com a sensação de termos feito uma viagem diferente do que a tradicional subida até Gramado! A boa notícia é que este caminho ainda encurta o percurso até Nova Petrópolis em 10 km.

Chegamos em Gramado e estava assim!

Fotos de Maurício Colmenero

Que venham mais descobertas! Quem tiver um desvio ou lugar desconhecido , mande para nós que publicamos aqui !