Mesmo numa passagem rápida por São Paulo basta procurar um pouquinho que muitas novidades surgem! Fui em busca de renovação e voltei repleta.
Para começar não conhecia o Instituto Cultural Tomie Ohtake, e me interessei pela exposição "Dior , as seen by" que infelizmente estava em seu derradeiro final de semana. O projeto do arquiteto Rui Ohtake é controverso , mas apesar das cores fortes e marcantes me encantei com tudo. O Instituto tem como proposta apresentar as novas tendências da arte nacional e internacional, além daquelas que são referências nos últimos 50 anos, coincidindo com o período de trabalho da artista plástica que dá nome ao espaço, Tomie Ohtake.
Além da área de exposições encontram-se teatros e salas de convenções. Mas acima de tudo oferece um ambiente propício ao diálogo entre as artes e a sensação de cosmopolitismo que só São Paulo sabe ter.
A primeira das três exposições que o Instituto Tomie Ohtake prepara para comemorar, em 2013, o centenário da artista que lhe dá o nome, estabelece relações de aproximação e contraposição entre a sua produção desde 1956 até 2013 e obras de artistas contemporâneos: Correspondências. Também em cartaz a individual do artista Marco Gianotti, com obras concebidas durante sua permanência na cidade japonesa de Kioto, em 2011.
Depois de se deleitar com a arte que tal um almoço saudável e descolado no restaurante Santinho. Super disputado , reune uma mistura de empresários , artistas e muitos estudantes. Além do buffet super elaborado tem o prato do dia com sugestões deliciosas.
Sugiro também umas comprinhas na livraria Gaudi ou na loja de objetos de design IT.
Mas eu ainda não estava satisfeita e o dia era longo, sobrou um tempinho para espicular (esta palavra trouxa lá do dicionário da minha avó) o MIS, Museu da Imagem e do Som.
Lá o hit da hora é a exposição do chines Ai Weiwei. INTERLACING apresenta centenas de fotos, vídeos e textos do artista, reunindo parte da produção realizada entre 1983 e 2011. Além de dar uma dimensão da criação visual de Ai Weiwei, artista chinês considerado um dos mais influentes na arte contemporânea atual, a exposição mostra seu caráter multifacetado marcado pelo ativismo social e pela criação de redes que entrelaçam arte e vida.
Seguindo a tendência atual , o MIS não fica para trás e oferece um restaurante bem legal e moderninho, Chez Mis. Se intitula um bistrô mediterrâneo e é muito concorrido na hora do almoço, o ambiente é super descontraído .
Como dica de gastronomia de primeiríssima linha para um jantar perfeito, o Osaka , que acaba de desembarcar em SP , na rua Amauri onde já estão o Parigi, Forneria San Paolo e Lancheria da Cidade entre outros. Com filiais em Buenos Aires e Santiago , tem sua origem na culinária peruana de Lima, o que já é um super pré-requisito! Imperdível e igualzinho ao que experimentei em outras paragens!
O tartar de atum e o camarão com molho de maracujá são divinos, tudo uma mistura nikkei e peruana. Fique nos tapas que não terá arrependimentos e para acompanhar uma caipirinha de frutas vermelhas e maracuja.
Portanto três bons motivos para embarcar numa super viagem de re-conhecimento para São Paulo.










































































