Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

Posts na categoria "Cuzco"

Picnic dos deuses no Vale Sagrado no Peru

10 de maio de 2012 6

Depois de tantas experiências inusitadas era difícil ainda surpreender a todos com algo inesperado! Mas o Peru sempre guarda alguma surpresa, dentro de sua simplicidade uma outra possibilidade , um personagem cativante ou um novo colorido.

Pois o Vale Sagrado , local mais fértil do país, no brindou com sua terra multifacetada , formando um mosaico ao longo do rio sagrado Urubamba. Ruínas incas em Ollantaytambo foram palco da invasão espanhola e ofereceram muitos visuais imbatíveis do vale. Foi neste vilarejo que desembarcamos do trem Expedition vindo de Águas Calientes.

Mas foi em Pisac, onde o mais famoso mercado inca do Vale Sagrado domina o centro da pequena cidade , que foi nosso deslumbrante pic-nic na montanha. O dia amanhecera ensolarado, e nossa viagem de 1:30h pelo Vale foi uma volta ao passado remoto dos Incas.

Tudo conspirava a favor, mas a imaginação do que nos esperava não ia além de toalhinhas vermelhas  espalhadas num pé de montanha ! Desembarcamos um pouco distante de onde estavam montadas as mesas, o que nos possibilitou uma caminhada pelo meio das culturas do vale, amaranto , quinua e milhos. O vermelho do pendão do amaranto contra o céu azul , arrancou lágrimas de encantamento.

A recepção com toldos brancos em mesas montadas em frente as ruínas de Pisac, foi feita primorosamente pelo restaurante Cicciolina de Cuzco, num ambiente onde vaquinhas pastavam e camponeses pastoreavam em seus trajes típicos coloridos , mas num cenário totalmente genuíno , a magia foi completa e envolvente.

A chicha morada , um refresco de milho negro usado desde os incas, nos foi servida como um agrado! Os pratos variavam entre carne de alpaca fatiada bem fininha, saladas verdes com abacate, guaca mole com chips de mandioca e batata , quiche de legumes e para finalizar uma bolo de figos com um molho que não consegui identificar! Tudo absolutamente delicioso.

Depois desta Festa de Babete, seguimos para a cidadezinha a tempo de aproveitar as últimas horas do mercado diário, uma babilônia de produtos artesanais, panos coloridos, bijuterias e muitas quinquilharias que quando tiramos do seu ambiente tornam-se tesouros de lembranças.

No caminho encontrei uma criação de cuy, um tipo de porquinho da índia servido como iguaria nas nos andes peruanos. O dono do forno gigante nos fez entrar para conhecer o ninho que abriga a criação, me explicou que a iguaria completa o orçamento da família! O povo peruanos é extremamente simpático e acolhedor.

Foi um dia intenso e surpreendente! O que nos leva a admirar cada vez este nosso país vizinho.

Se você gostou deste post e curte dicas de viagem, arte, restaurantes e afins, curta a nossa página Viajando com Arte no Facebook:

 https://www.facebook.com/pages/Viajando-com-Arte/121374657937187

Peru com Arte, por Martha Medeiros

11 de novembro de 2011 1
Peru
 
Zero Hora, 09 novembro de 2011
 
 
Algumas atrações turísticas, de tão fotografadas, frustram a expectativa quando conhecidas ao vivo. Não é o caso de Machu Picchu. Por mais que se tenha visto mil vezes aquela imagem da montanha pontiaguda com as ruínas da cidadela inca a seus pés, nada se compara à emoção ...de estar lá.
 
O Peru é perto, porém pouco visitado por nós. Quem planeja um roteiro cultural e gastronômico, quase sempre elege a campeã Argentina, ou então o Chile, com suas vinícolas e estações de esqui. O Peru? Coisa pra surfista e bicho-grilo. Pois temos hoje um voo direto que liga Porto Alegre a Lima em pouco mais de quatro horas, o que é um convite para expandir nosso conhecimento sobre a América do Sul. Se europeus e asiáticos atravessam oceanos para visitar esse país andino, por que nós, vizinhos, permanecemos indiferentes?
 
Minha viagem se iniciou pela graciosa Cuzco, que foi o coração do império inca. Depois, fomos de trem até Aguas Calientes, num percurso que margeia o Rio Urubamba e que invade a floresta amazônica, proporcionando um visual arrebatador. Desse pequeno vilarejo, saem ônibus a cada cinco minutos que levam a Machu Picchu.
 
Uma vez lá, escolha como entrar em transe. Há os que ficam meditando diante da energia que emana do lugar. Há os que fazem trilhas que os deixam fisicamente preparados para disputar um triatlo. Há quem não consiga parar de clicar – é um dos locais mais fotogênicos do planeta. E há os que emudecem e ficam gratos pela oportunidade de conhecer um pouco mais da história da civilização e por constatar o quão pequenos somos diante de uma natureza tão intimidante.
 
A altitude incomoda, mas não derruba. Folhas de coca combatem o ligeiro mal-estar. Masquei algumas. Muito amargas, troquei por um Trident. O chá é bebível, mas insípido. Sendo ecologicamente incorreta, bom mesmo para não tontear é um infalível comprimido, consulte seu médico.
 
Estivemos de passagem também por Ollantaytambo e Pisac, incrustadas no Vale Sagrado, e mais uma vez ficamos sem fala diante do visual montanhoso. E, por fim, Lima, a única capital sul-americana banhada pelo mar, apesar da água gélida e da areia preta. Se não é nenhuma Ipanema, ao menos tem as espetaculares falésias, que dão um tom dramático ao cenário. E tem o artesanato, as lhamas, a culinária: nunca comi tão bem.
 
Fui por minha conta com amigas que, além de amigas, são profissionais hábeis em reunir um pequeno grupo e proporcionar experiências sensitivas e surpreendentes, como a viagem no luxuoso trem da linha Orient Express, o piquenique sobre uma colina do Vale Sagrado e o tour de bicicleta pelas ruas da capital peruana. Estou falando de Clarisse Zanetello Linhares e Mylene Rizzo, que, em parceria com a Porto Brasil Viagens, organizam essas excursões diferenciadas.
São professoras de história da arte, mas o que mais se aprende com elas é ter gosto pela vida."
 
 
 

Pic-nic em Pisac, Vale Sagrado dos Incas

10 de novembro de 2011 2

Depois de tantas experiências  inusitadas era difícil ainda surpreender a todos com algo inesperado! Mas o Peru sempre guarda alguma surpresa, dentro de sua simplicidade uma outra possibilidade , um personagem cativante ou um novo colorido.

Pois o Vale Sagrado , local mais fértil do país, no brindou com sua terra multifacetada , formando um mosaico ao longo do rio sagrado Urubamba. Ruínas incas em Ollantaytambo foram palco da invasão espanhola e ofereceram muitos visuais imbatíveis do vale.

Vale Sagrado visto desde as ruínas de Ollantaytambo

Ollantaytambo

Mas foi em Pisac, onde o mais famoso mercado inca do Vale Sagrado domina o centro da pequena cidade , que foi nosso deslumbrante pic-nic na montanha. O dia amanhecera chuvoso, até algumas capas e chapéus foram adquiridas pelo caminho, a perspectiva de um almoço na relva não se mostrava como a melhor opção. Com o passar da manhã as nuvens foram se dissipando e o sol aparecendo timidamente.

Tudo conspirava a favor, mas a imaginação do que nos esperava não ia além de toalhinhas vermelhas  espalhadas num pé de montanha ! Quando estacionamos e vimos nossa recepção com toldos brancos em mesas montadas em frente as ruínas de Pisac, num ambiente onde vaquinhas pastavam e camponeses pastoreavam em seus trajes típicos coloridos , mas num cenário totalmente genuíno , o encantamento foi completo e envolvente.

 

Mesa em frente aa ruínas de Pisac

Algumas crianças passeavam em volta, intrigadas com a situação. Uma aula de como enrolar um bebê para amarrá-lo as costas nos foi dada pela mãe que vendia sua arte enquanto conversávamos sobre costumes incas ainda mantidos pela população do vale.

O vinho gelado foi o brinde perfeito para este momento arrebatador! Os pratos variavam entre carne de alpaca fatiada bem fininha, saladas verdes com abacate e outras especiarias, quiche de legumes e para finalizar uma cheese cake de amoras!

 

Depois desta Festa de Babete, seguimos para a cidadezinha a tempo de aproveitar as últimas horas do mercado diário, uma babilônia de produtos artesanais, panos coloridos, bijuterias e muitas quinquilharias que quando tiramos do seu ambiente tornam-se tesouros de lembranças.

Como era a véspera do dia de finados, saí para procurar o cemitério da cidade que estava sendo preparado para a festa!

No caminho encontrei uma criação de cuy, um tipo de porquinho da índia servido como iguaria nas nos andes peruanos. O dono da casa me fez entrar para conhecer o ninho que reproduz a montanha atrás da cidade, um local sagrado,  me explicou que a criação completa o orçamento da família! O povo peruanos é extremamente simpático e acolhedor.

 

Trilhas em Machu Picchu - Huayna Picchu

06 de novembro de 2011 17

Mesmo tendo visto milhares de imagens, ouvido relatos de amigos, assistido programas em HD na Nat Geo, nada, nada mesmo pode me preparar para a experiência impactante na chegada na cidade perdida dos Incas – Machu Picchu.

 

Esta é a foto clássica de Machu Picchu, aquela montanha ao fundo é Huayna Picchu, nossa trilha foi subir ao topo desta montanha.

Depois de atravessar o Vale Sagrado, em uma viagem memorável no trem Hiram Bingham que são 4h acompanhando o rio sagrado para os Incas, o Rio Urubamba, viajando por um vale muito verde, cercado de montanhas altíssimas, onde em várias partes do caminho avistamos os caminhantes da trilha inca em suas roupar coloridas.

Já instalados no nosso hotel, o Inkaterra, que se localiza praticamente dentro da espessa mata, bangalôs que dão total privacidade, onde a gente toma banho olhando a floresta e as montanhas.

No dia seguinte de manhã bem cedo partimos nos ônibus que nos levam a entrada do parque da cidadela de Machu Picchu, a idéia é ver o sol nascer do alto de Huayna Picchu.

Éramos estas seis guerreiras dispostas a enfrentar o desafio de conquistar a montanha.

 

Fila para a entrada da trilha, o número de pessoas por dia é de 400, em 2 turnos de 200, evitando aglomerados, pois tem passagens muito estreitas.

Aqui nosso grupo se dividiu, uns iriam fazer a trilha da porta do sol – Inti Punku, por onde os caminhantes da trilha Inca chegam em Machu Picchu. Nossa trilha era montanha acima pelos desfiladeiros que se elevam até Huayna Picchu, aquela montanha que sempre aparece atrás da cidadela de MP nas fotos clássicas do lugar.

Éramos 6 mulheres no nosso grupo, verdadeiras guerreiras, pois a trilha exige um bom preparo físico, pois Huayana Picchu se eleva a uma altura de 2.720 metros, e muitas vezes passamos por degraus muito estreitos beirando os abismos que parecem infinitos vistos lá de cima.

Se você tem intenção de fazer qualquer uma destas trilhas tem que reservar com antecedência, pois eles só liberam um número limitado de pessoas por dia, nosso era o primeiro horário que sai as 7h da manhã.

O caminho se alterna em escadas muito íngremes e corredores estreitos, e salvo alguns momentos, não me senti medo ou insegurança, o segredo é não ter pressa, ir devagar sentindo nossos limites e principalmente sentindo a energia do lugar. Nosso estado era de muita excitação e adrenalina, é impossível não se envolver com a grandiosidade da natureza, com o passado Inca e confesso – não ficar revoltada com os espanhóis que lentamente destruíram e saquearam a civilização Inca.

E começa a subida..

Depois de uma 1/2 hora de subida já podemos ter uma visão da estradinha em zig zag que leva de Aguas Calientes até Machu Picchu

As pessoas que sobem estão todas embuidos do mesmo espírito e o astral reinante é dos melhores, não preciso dizer que Huayna Picchu mais parece a Torre de babel, pois tem gente de todas as partes do mundo, se ouve vários idiomas e  no caminho vamos cruzando com pessoas de todas as idades.

A visão de MP  lá de cima é indescritível. A sensação de chegar ao topo do mundo, de conquistar a montanha é inebriante e única. Paramos por momentos, silenciosas, reverenciando aquele lugar certamente abençoado pelos deuses.

Levamos em torno de 2h para atingir a parte mais alta, você pode fazer mais rápido, até em 1h, mas tomamos nosso tempo, fomos curtindo, fotografando prologando aquele momento especial.

Quando você for subir não esqueça de levar seu passaporte, pois na volta eles carimbam uma figura da montanha com a data, verdadeiro troféu!

Em uma parte perto do topo tivemos que atravessar uma caverna muuuuito estreita!

O carimbo no passaporte para registrar nossa aventura.

Na chegada já na entrada do parque onde fica o Hotel Sanctuary Lodge, abrimos um champanhe, nada mais adequado para comemorar nossa conquista, superação e aventura – altamente recomendável, pois na minha opinião estas são nossas melhores memórias.

 

Hiram Bingham – Saindo de Cuzco até Machu Picchu

30 de outubro de 2011 0


 

Hoje foi um dia absolutamente especial, começou quando chegamos na estação de trem de Poroy, a poucos minutos de Cuzco para embarcar não só em uma viagem de trem, mas em uma experiência visual, sensorial de viagem inesquecível.

Já na estação fomos recebidos com música, danças típicas, com os bailarinos trajando as roupas folclóricas super coloridas, e já as 9h da manhã nos ofereciam uma taça de champanhe de boas vindas, ali naquele momento começou meu encantamento com toda a vivência que se desenrolou com o passar do dia.

Entramos no trem o famoso Hiram Bingham, assim batizado em homenagem ao explorador norte americano que descobriu Machu Picchu em 1911.  A idéia é que eu tinha voltado no tempo e estava embarcando no Orient Express com destino a  qualquer destino exótico, imaginem o interior do trem lindíssimo, todo de madeira com ferragens douradas com as inicias HB jateadas nos vidros, as mesas postas com taças, abajures, uma profusão de pessoas gentis prontas para atender todos os seus desejos.

 

A paisagem no percurso que atravessa o Vale sagrado e acompanha o Rio Urubamba é espetacular, o trem vai pelo vale, entre montanhas altíssimas. Elas nos dão as boas vindas explicam que será servido um brunch a bordo mais tarde e nos convidam a passar para o Coche/Bar, são dois vagões com poltronas e mesinhas baixas, um bar totalmente equipado e no último vagão com teto todo de vidro estavam dois músicos tocando violão e um músico na percussão mandando ver!

 

Não preciso contar para vocês que aquele cenário, a música, o champanhe e principalmente a companhia, tornou aquela viagem uma experiência intraduzível em palavras, como a minha amiga Martha Medeiros estava conosco, ela que tem o dom de se expressar através das palavras, vai poder descrever melhor esta vivência.

 

Chegamos em Machu Picchu em torno de  1h da tarde, e depois te ter pego uma chuvinha o sol saiu de trás das nuvens e veio para nos abençoar, o grande Deus Inti dos Incas estava presente para coroar aquela viagem fantástica.

Chegando em Aguas Calientes

Amanhã vamos acordar antes do sol para espera-lo na cidade perdida de Machu Picchu, depois conto tudo pra vocês!!

Fotos Clarisse Linhares e Mylene Rizzo