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Um dia em Amsterdam - Por Luciano Zanetello

12 de abril de 2013 0

Os famosos canais que cortam a cidade

Aproveitando uma conexão para nosso destino final  ( Strasburgo )  resolvemos revisitar Amsterdan,afinal  26 anos é um tempo considerável para percepção de mudanças. 

  Na primeira vez tínhamos chegado de carro, se bem que da mesma forma que agora, um carro na cidade tem pouca serventia.

 É muito melhor nos deslocarmos a pé ou utilizando o “tram”. O transporte principal é a bicicleta mas não recomendo para turistas pois elas estão para Amsterdam assim como os carros estão para São Paulo, é preciso estar familiarizado com o enorme fluxo e as preferências peculiares na cidade.

Estacionamento

Chegamos por Schiphol, o aeroporto que nenhum equivalente brasileiro conseguirá ser. Fica afastado uns 20 km do centro mas as modernas conexões com todo o país fazem o “transfer” para qualquer lugar  uma beleza.

Os problemas para os que chegam podem ser dois.   

Primeiramente, as informações são todas em Holandês  ou Inglês.   

Para aqueles que não dominam o idioma natal, não adianta falar ou entender um inglês “meia boca” pois o segundo problema é que absolutamente tudo é automatizado. Não existe o serviço prestado por pessoas. Tudo é feito seguindo as instruções das máquinas. Mesmo dominando bem o inglês, leva – se algum tempo até conseguir assimilar toda a automação  necessária, desde a marcação  do destino que queremos  na máquina, se cash ou em que  cartão  pagaremos,  se crédito ou débito e assim por diante.

 Museu Nemo

 Finalmente, na plataforma certa  pegamos o ótimo trem com destino ao Zentrum  e nosso hotel.

Para constar, a opção de comprar ou não os bilhetes é da pessoa. Ninguém aparece para cobrar o bilhete ou conferir. Eles, em princípio acreditam na honestidade de todos. Caso alguém seja pego em fiscalização as multas são pesadíssimas.  

Como a culinária holandesa não é das mais renomadas ( e dizem que o serviço é ruim e demorado nos restaurantes ) , a sugestão é se perder por suas estreitas ruas interligadas por centenas  de pequenas pontes.

Panorâmica

 É mais fácil trafegar no canal

Entardecer gelado

O cheiro característico da cidade é de maconha, ( até pensei que estivesse em uma das praças de Porto Alegre), famosa por seus “cafés” cuja especialidade são os blends de  cannabis …             

Nevou fraco nos dois dias que lá estivemos. Depois de uma certa hora  mesmo caminhando, o frio ficava insuportável. Resolvemos pegar um tour de barco pelos canais.

Ângulos Inusitados

Olhares sobre a cidade

L’Hermitage

Assim ficamos aquecidos e nos diversos pontos do passeio, marcamos as atrações para visitar no outro dia.  

Como da outra vez já tínhamos passeado pelo “Red Light”, esta vez não tomamos conhecimento de uma das maiores atrações da cidade.

Amsterdam é também famosa por seus museus.O Van Gogh estava fechado mas sua coleção estava toda exposta no L’Hermitage. O  nome não é uma coincidência pois é uma filial do museu de São Petesburgo.

A exposição de Van Gogh

As tulipas começando a florir

O outro museu muito conhecido, o Rijksmuseum está  fechado há dez anos e reabre agora em abril. 

Foram gastos mais de 375 milhões de euros na reforma, coisa inimaginável na nossa realidade. Aproveitamos e visitamos a exposição de Van Gogh e uma  outra só das obras de Rembrandt.

Um raro momento de sol

Tentamos como da outra vez, visitar a casa de Ane Frank, mas  as filas kilometricas e o frio cortante nos desestimularam.

As filas na casa de Ane Frank

   Como a cidade é toda construída em prédios de no máximo 03 andares, uma boa dica é subir no sétimo andar da biblioteca onde tem um café e contemplar a cidade deste “arranha – céu”.  :)

O centro histórico visto de cima

Pausa p/ aquecer

Como sugestão, se você não for um voyeur para ficar apreciando as vitrines no Red Light, se não quiser visitar todos os museus da cidade ou ainda se perder na “fumaça” dos cafés, marque Amsterdam como uma conexão e dois dias ficarão de bom tamanho para conhecer  as atrações mais importantes.

Visual Noturno

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Amsterdam no inverno parte 2

19 de fevereiro de 2013 2

Desculpem ter ficado tanto tempo sem dar noticias, mas viagem é uma coisa doida e já falei aqui que o tempo em viagem tem outra dimensão, a gente faz tanta coisa, vê tanta coisa nova que parece que o tempo se multiplica.

 Eu prometi aqui uma dica de um restaurante em Amsterdam, e promessa é divida. Na verdade o lugar é mais um bistrozinho, muito aconchegante nestes dias gelados que tem feito aqui no hemisfério norte.

Quem descobriu o restaurante na verdade foi o Leonel Obino, dono do Leôncio, um restaurante na Vila Madalena onde se pode comer um dos melhores entrecots de São Paulo, mas isso é assunto pra outro post.

O nome do lugar é De Eetkramer uld  Joordan, e serve pratos divinos, foi dificil escolher no menu, a sugestão do dono, um cara muito simpático que por coincidência tinha recém voltado de uma temporada na Tailândia, foi o Filet de cordeiro com pequenas panquecas com molho de mel, e como acompanhamento repolhinho de bruxelas com pedacinhos de bacon torradinho, nooossa estava de comer ajoelhado,  o custo de 22 euros. Eram grandes as opções Paulinho pediu filet mignon com cogumelos e molho de barbecue, já o Marcelo pediu um entrecot com gorgonzola derretido por cima e tomatinhos cereja confit, por 20 euros.

Este é o filet de cordeiro hmmmmm

E estas maravilhas acompanhadas por um bom vinho Montalcino da Toscana, que eles colocaram no decantador para “acorda-lo”. Na verdade não sou nenhuma expert em vinhos nem em altas gastromias mas quem não gosta de comer bem?

Outra coisa que você não pode deixar de provar em Amsterdam é um tira gosto deliciososo que eles chamam de ” bitter ballen”, que são umas bolinhas fritas, mas nada gordurosas, elas tem uma crostinha crocante e são recheadas com carne temperada, muito tipicas e se você pedir um Gluhwein, que é um vinho quente, é o acompanhamento perfeito.

Nós escolhemos este pub bem simples que parece ser frequentado por locais ali do bairro do nosso hotel, e sério era muito antiguinho, parecia existir há 100 anos inclusive os garçons, mas as tais Bitter ballen eram maravilhosas!!

Bom gente e para encerrar com Amsterdã, uma última dica: Se você gosta de compras,  vai achar Amsterdã em janeiro o paraíso!! Todas, mas todas as  lojas estão com grandes liquidações, e mesmo com o euro tão valorizado frente ao nosso real ainda vale muito a pena, marcas boas, tênis, Crocs, Rip curl, etc, etc, dá para fazer a festa!!

 

Amsterdam no inverno

22 de janeiro de 2012 5

Chegamos aqui no sábado dia 16 de janeiro, eu nunca tinha estado em Amsterdã no auge do frio, e está sendo uma experiência muito diferente. É claro que tem suas vantagens e desvantagens, o ruim é que o dia é curtinho, 5h já começa a anoitecer e o frio é claro corre a gente da rua, mas aí vem a parte boa, sentar nestes pubs bem típicos, sabe, sem recomendação de ninguém, sem guias de viagem na mão, simplesmente olhar achar simpáticoo lugar e arriscar, entramos em vários destes nestes dias e entre um irish coffee aqui, um bom vinho tinto da casa acolá e alguns petiscos conversamos muito e demos boas risadas. Acho que o turismo de inverno é mais introspectivo, convida a  longos papos, coisa que nos dias quentes de verão talvez não nos permitíssemos fazer.

Amsterdã está linda nesta paisagem de inverno, vários de seus canais congelados, e a garotada jovem que viaja conosco está adorando o astral daqui, é uma das cidades mais alegres da Europa e com certeza tem uma vibe diferente.

Nosso hotel é super bem localizado e achei um bom custo beneficio, uma diária de 95 euros sem café da manhã, mas tem vários lugares ao lado que oferecem café e é bom provar um diferente a cada dia, com conforto de um hotel que era Sofitel e agora é da rede Accor.

Como vamos ficar apenas 4 dias aqui escolhemos visitar ao menos dois museus, ontem fomos ao Rijks Museum, que é o museu mais importante de Amsterdã e onde estão expostas as obras primas  dos maiores mestres holandeses como Rembrandt, Vermeer, de Hooch, Steen, etc, uma pena que o museu ainda está em reforma e parece que só vai ficar pronto em 2012, mas vale a visita e em 2h dá pra ver tudo com calma.

Á noite segui uma das várias dicas do nosso amigo Diogo do blog dos Destemperados http://destemperados.blogspot.com/search/label/Europa%20-%20Holanda e fomos jantar na Brasserie Harkema, localizado numa antiga fábrica e hoje totalmente redecorado muito design e gente bonita, sem falar que comi um Coq au vin que estava nota dez! Valeu guris!!

Visita obrigatória em Amsterdã é o Red Light District, ou o bairro da luz vermelha, antigo bairro underground de prostituição, que hoje está bem mais comportado, é claro que ainda vemos as moças expostas nas vitrines, bonitas, bronzeadas, é sempre uma atração, tentei fotografa-las pra mostrar para vocês, mas elas não permitiram, então imaginem…..

Mil tipos de preservativos à escolha, curiosidades do Red Light District.

E o que vocês acharam deste mictório em plena rua?? Assim sem nenhuma privacidade? Modernidades holandesas, assim eles evitam aquele cheirinho desagradável de xixi pela rua não é mesmo?

Eu quero saber se colocarem assim em POA quem se habilita?

Mas uma viagem a Amsterdã não é completa se você não tiver a experiência de circular pela cidade de bicicleta, acho que só na China as pessoas andam mais de bicicleta do que aqui, é muito tranquilo, praticamente todas as ruas tem ciclovias, bom então não poderíamos passar sem essa né? Embora o clima e a temperatura não estivessem dos mais convidativos resolvemos conferir e passear pela cidade gelada em duas rodas.

Paisagem invernal no Vondelpark.

 

Bom gente já é tarde por aqui, amanhã vou contar pra vocês um restaurante fantástico que o Leonel Obino, dono de restaurante em São Paulo garimpou aqui nas ruelas de Amsterdã , olha vale a pena,  de fazer os guris destemperados babarem!!

Boa noite até amanhã!

 

 

 

Amsterdam em fevereiro

16 de janeiro de 2012 7

Amsterdam no inverno pode ser uma ótima opção. Se o dia estiver ensolarado pode-se alugar bicicleta e descobrir a cidade em poucas pedaladas , como fazem os locais. Os bares estão cheios e as flores já começam a dar seus primeiros sinais de vida.

Qualquer hotel tem serviço de aluguel de bicicletas para oferecer, é a forma mais prática , eles trazem a magrinha no horário combinado e buscam quando vocês quiser, deixando o kit para prendê-la em passeios mais demorados, porque não se iluda , é a cidade é campeã em roubos de bicicletas.

Ficamos no Hotel Rembrandt, super bem localizado mas muito simples, um hotel honesto e barato dentro dos padrões da cidade. O Rembrandt Hotel fica em um edifício monumental do século XVII, no famoso Canal Herengracht, a 5 minutos a pé da Praça Dam. A vista do canal é perfeita, e tudo acessível a pé ou de bicicleta. Mas não recomendo para quem acha que o hotel é parte bem importante da viagem! Neste caso ficaria com algo mais charmoso tipo o Dikker en Thijs Fenice Hotel ou o Hotel Estheréa. Para uma estadia verdadeiramente especial o Hotel Pulitzer Amsterdam é maravilhoso , ambientado em diversas casinhas integradas!

Vista do Rembrandt Hotel

O maior ponto turístico de Amsterdam não são seus maravilhosos museus, a cidade atrai um imensidão de turistas em busca de seu distrito da Luz Vermelha . Por ser um bairro muito freqüentado por todos os tipos de turistas tem um policiamento ostensivo a qualquer hora do dia e da noite, tornando o local bastante seguro.

Cortinas fechadas e luzes acesas indicam que a vaga está ocupada

Claro que é meio deprimente ver aquelas mulheres em vitrines minúsculas, se oferecendo enquanto lixam as unhas dos pés ou fazem tricot, mas é no mínimo diferente , pois não se encontra em nenhum outro lugar um turismo sexual tão organizado e institucionalizado, onde passeiam famílias curiosas ao lado de hordas de homens  que visitam a região em busca dos serviços sexuais. O mais estranho é que todo o aparato se organizou em trono de uma igreja que funciona normalmente.

Cinto de castidade masculino

Coelhinhos eróticos

Assim como o sexo , alguns tipos de droga são  liberadas para consumo particular nos coffee shops, que por lá não servem café,  mas  diversas modalidades de maconha em erva, cigarros, biscoitos , bolos e outras formas inusitadas. Eles estão espalhados pela cidade, é só prestar atenção e se aventurar, só cuidado com os comestíveis , levam mais tempo para “fazer efeito”e podem parecer inofensivos fazendo estragos a longo prazo  .

Assim como em Veneza a locomoção pelos canais pode ser feita por barcos taxi e outros tipos de transporte público. Comemorações de casamentos e formaturas também acontecem em movimento pelas águas da cidade. Famosos são os barcos/casa que tornam mais barato viver no coração de uma cidade onde os preços da moradia são proibitivos.

As pontes levadiças lembram as pintadas pelo mestre holandês Van Gogh, um passeio mais alongado nos leva aos diques que protegem a cidade das cheias e por lá muitas pontes parecem saídas dos quadros.

Outro elemento imperdível são as marcas medievais nas fachadas mais antigas, indicavam a profissão do morador numa época que não se usavam números para demarcar as propriedades, foram preservadas em muitas residências. Vale pegar um guia e procurá-las nas ruas mais tradicionais. Os recortes de telhado são indicativos de cada estilo arquitetônico: medieval, renascentista , barroco dependendo da época.

O Vondelpark pede um passeio mais demorado, e por lá nos divertimos com os acessórios de carregar de tudo em  bicicletas . São carrinhos onde os holandeses colocam os mais variados objetos , inclusive muitas crianças , quando for o caso.

Não deixem de visitar um enclave quase medieval bem no coração de Amsterdam, um dos mais antigos inner courts da cidade. Andando por Amsterdã não dá para saber que alguns prédios antigos tem uma área comum nos fundos.O acesso geralmente é privado e só dá para chegar nessa parte por dentro dos apartamentos. O Begijnhof fica atrás dos prédios da movimentada praça Spui. O conglomerado de prédios foi um centro religioso no século XIV, onde viveu uma congregação de freiras e guarda até hoje as casas de madeira mais antigas da cidade, milagrosamente conservadas apesar dos vários incêndios sofridos . A entrada parece um jardim particular e lá dentro tem-se a sensação de estar numa cidade do interior, muito embora esteja localizada no centro da cidade.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Begijnhof

 

Não se intimide com o frio , Amsterdam pode guardar boas surpresas no inverno!