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Posts na categoria "Argentina"

Saindo dos trilhos em Buenos Aires

09 de julho de 2015 0

Buenos Aires é uma cidade que chama a gente no inverno , nem que seja como ponto de conexão para alguma estação de esqui . Por isto os programas muitas vezes se repetem e então lembrei de colocar aqui duas sugestões saindo dos trilhos e das lojas.

Uma ótima opção de museu na cidade é a Coleção de Amalia Lacroze de Fortabat (Puerto Madero, dique 4, na frente da Torre Fortabat). É surpreendente pela qualidade e variedade de obras que apresenta, com exemplares de Chagall, Miró, Andy Wharol, Klimt, Peter Brueghel e  vários pintores argentinos.  Inaugurada em Puerto Madero em 2008, tem o acervo baseado na fortuna de uma das famílias mais poderosas do país dona da da  empresa de cimento , Loma Negra. O prédio é um atrativo a parte , todo em aço e vidro é um obra do arquiteto uruguaio Rafael Vigñoli. O teto tem um sistema móvel de alumínio que abre e fecha conforme a incidência do sol.

The Fortabat Art Museum

Museu Amalia de Fortabat

Para completar o programa dá para almoçar no Puerto Madero e ainda cruzar o canal para passear neste bairro super moderno e cheio de opções.

 

 

Pois aqui mais uma ideia super descolada, o  Faena Arts Center , além de ficar na região de Puerto Madero , mas do outro lado do rio onde a sensação é de estar numa metrópole rica e moderna ( calma , eu adoro a cidade velha também) que em nada se assemelha a Buenos Aires tradicional, o centro de artes contemporânea é lindo e oferece exposições itinerantes.

 

 

Ali já rolou uma individual do artista brasileiro Ernesto Neto que anda bombando pela cena Artsy mundial  e até um site specific com o duo artístico do Assume Vivid Astrofocus que simulava uma retrô roller dicoteca  para comemorar os 10 anos do Hotel Faena. A performance foi aberta ao público e contou com um grupo eclético de DJs internacionais. Desde a inauguração do Hotel Faena num silo de 1902, a região,  até então abandonada na beira do rio , experimentou um renascimento cultural .  

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 (http://www.assumevividastrofocus.com/page.html?id=41)

A partir de 23 de julho de 2015 entra em cartaz a exposição

Faena by Studio Jobs : Futopia

Faena Arts Center

Aimé Painé 1169,
Segunda a sexta, 2:00 p.m. – 8:00 p.m.
sábados 2:00 p.m. – 10:00 p.m.

 

Coleccion de Arte Amalia Lacroze de Fortabat

Olga Cossettini 144
Terças a domingos 12 a 20.
Segunda cerrado.

 

Para saber sobre roteiros em grupo ou assessoria particular do Viajando com Arte visite nosso site www.viajandocomarte.com.br

 

Porto Alegre , Rivera , Minas de Corrales , Montevideo: cruzando o Uruguai de carro.

22 de abril de 2014 5

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Partimos de Porto Alegre pela BR 290, a estrada que leva à fronteira do Uruguai e Argentina. Pode parecer muito óbvio para quem trilha estes pagos corriqueiramente mas vou dar umas dicas de onde parar na estrada, até porque as opções não são muitas e mesmo as que temos não são paradores muito bem estruturados .

O primeiro ponto para um café da manhã , para quem sai ao alvorecer de Porto Alegre é a Raabelândia em Pantano Grande, foi recentemente reformada e pode ser também uma boa opção na volta , quando o cansaço já está pegando.

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O Papagaio , ou Constante para os de boa memória , é a parada de Cachoeira do Sul . Para quem está na estrada há duas horas , já é tempo de um café ou um banheiro limpo. Aqui pode-se também almoçar num buffet livre com churrasco. Como podem ver , tudo muito simples. O almoço mais famoso da 290 é o a la minuta de São Gabriel , no Batovi, já a 320km da capital.

Em Rosário do Sul desviamos a rota e saímos da BR 290 em direção a Santana do Livramento, uma cidade que cresceu com a co-irmã Riveira em função de ser zona franca. Pode ser uma parada interessante para compras e hospedagem, dois hotéis antigos estão em Livramento  Jandaia e Portal, quase sempre lotados.

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Uma ótima novidade por aqui é o Hotel Casino Rivera, moderno , eficiente e de muito bom gosto! Conseguimos reservas para a Páscoa com apenas 3 dias de antecedência e adoramos a experiência. A noite anida dá para se divertir no Casino Rivera, conectado ao hotel.

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Numa próxima prometo um post com mais detalhes de Livramento, guardo ótimas recordações do Clube Campestre. Para os saudosistas lembro que Páscoa é época de empinar pandorgas na fronteira e por onde passamos a cena se repetia! Lindo de ver crianças brincando como crianças!

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Entrando nas estradas uruguaias a paisagem se transforma, a calmaria se instala e vimos até um casal de aventureiros coreanos que vinha de bicicleta de Ushuaia com planos de seguir até o Alaska.

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Em Rivera entramos no Uruguai , pela Ruta 5 vamos até nossa primeira parada 100 km adiante, em Minas de Corrales. O país é eminentemente agrário e as paisagens campestres encantam por serem bucólicas e simples. Pernoitamos numa fazenda de amigos e sinto informá-los que não está aberta a visitação , o que é uma grande lástima.

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A Páscoa é período de renascimento , o outono traz um clima seco e o ar fica mais acolhedor e límpido! Fiquei extasiada com as flores e colorido dos campos. 20140420_124221

  

A lua também deu espetáculo , nascendo a cada dia uma hora mais tarde e semprede uma cor diferente, desde o vermelho escarlate até um amarelo quase em chamas! Pena as lentes não conseguirem captar todo o ambiente de céu estrelado , fogueira acesa e mate aquecendo os corpos!

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Mas foi o pôr do sol que nos arrebatou a imaginação! Aqui estamos na região dos Três Cerros  , entre Rivera e Taquarembó, e eles parecem que foram feitos para emoldurar o sol em seu adeu diário. O açude ajudava a refletir todo o colorido e as nuances do céu. Não pude deixar de lembrar as palavras de Caio Fernando Abreu :

Nunca desista. Tente. Sei lá. Tem sempre um pôr do sol esperando para ser visto.

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 Pela manhã a neblina imprime um clima mais bucólico e introspectivo , que vai se dissipando a medida que o sol se impõe. 

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Mas todo o entorno fica dourado pelas cores de um outono que é promessa para quem  acredita sempre que o amanhã possa ser melhor!

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Mais uma noite de fogo na lareira que também serve para assar uma carne e embalar a conversa jogada fora até a madrugada! Só esperando mais um dia de sol com churrasco na varanda .

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 A fazenda Los Ombues é assim denominada pelos umbus centenários que fazem parte da paisagem.

Durante o dia o programa é passear pelos campos e se encantar com o trabalho dos peões na mangueira ou encilhando seus cavalos para a lida. Tudo tem sua poesia e tradição. Olhem que maravilha esta parede decorada com utensílios campeiros!

 

As árvores secas são a moldura perfeita para a paisagem invernal que se anuncia, no Uruguai ainda podemos apreciar todo o trabalho no campo como se fazia “antigamente” , mesmo para quem anda somente pelas estradas.

Para quem não tem a sorte de ter amigos no Uruguai,  existe a possibilidade de hospedagem em Taquarembó no Hotel Carlos Gardel. Está região é famosa pelos Cerros , estas montanhas cortadas que delineiam a paisagem pelos caminhos. Seguimos pela Ruta 5 passando por Paso de los Toros, Durazno e Florida.

Hotel Carlos Gardel em Taquarembó

Chegamos a Montevideo pela Ruta 5 , passando pela região de Bodegas  ou vinhedos em Canelones.

Por este caminho rodamos 500 km até Minas de Corrales e mais 450km para chegar em Montevideo !

Rambla de Montevideo

Se você gostou deste post e curte dicas de viagem, arte, restaurantes e afins, conheça nosso site Viajando com Arte :

www.viajandocomarte.com.br

Do Rio Grande do Sul a San Martin de los Andes, de carro

12 de março de 2014 7

 

Uma sugestão legal de viagem de carro nas férias de julho!

Ano passado optamos em sair do Brasil pelo Uruguay para evitar a policia caminera argentina, que quanto mais perto da fronteira do Brasil, principalmente na região de Entre Rios, mais terrível e chata, param os carros com placa do Brasil e podem estar certos que sempre vão achar alguma razão para ganhar alguma propina.

Saimos da fazenda em Uruguiana às 6:30 da manhã, nossa última cidade no Brasil foi Quaraí, entramos no Uruguay por Artigas, e na ponte mesmo fizemos a aduana do carro e das pessoas, é fácil e rápido. Os uruguaios são ótimos, muito educados, não complicam, são um povo realmente hospitaleiro, não fomos parados nenhuma vez sequer dentro do Uruguay (e viva Jorge Drexler!).

Esta foi a nossa rota.

Então, fomos de Quaraí – Artigas – Salto – Paysandu onde cruzamos a ponte General Artigas e entramos na Argentina, passamos por Gualeguaychu – Zarate, até aí na Argentina a polícia nos parou 2 vezes, em uma delas alegaram que estávamos com os faróis apagados( lá é obrigatório viajar com eles acesos sempre) mas como tínhamos certeza que viajavamos com eles ligados, endurecemos e eles nos deixaram partir sem multas. Na segunda vez nos pararam e alegaram excesso de velocidade 102km/hora, disseram que se pagassemos ali na hora dariam 50% de desconto na multa, do contrário quando cruzassemos a fronteira pagariamos o valor integral…. imagina, eles com um bloquinho de papel na mão, não tinham nada do radar para nos provar que estávamos mesmo naquela velocidade e por coincidência só pararam nós, brasileiros. Decidimos arriscar e a verdade é que nunca nos cobraram a suposta “multa”.

E acabaram aí nossos contratempos, no restante a viagem é bárbara, linda, retas intermináveis e belos cenários, só estou querendo prepará-los para lidar bem com estes percalços.

Cruzando o Uruguay

 Nosso almoço já foi depois de Zarate em  Cañuelas ( que fica a 250km), um lugar muito bom para almoçar  tem várias opções de parrillas e restaurantes.

 As estradas são boas e o trecho mais pesadinho da viagem foi de Cañuelas até Azul, somente os primeiros 50km são duplicados, e porque já era final do dia e o cansaço vai pegando, chegamos em Azul em torno da 19:30.

Azul é uma cidadezinha muito simpática e deve ter tido um passado muito rico, tem prédios bonitos, um teatro muito legal estilo art noveau, foi a cidade escolhida para passarmos a primeira noite. 

Grandes criações de gado Aberdeen Angus e Hereford nas proximidades de Azul.

Lindo prédio da prefeitura de Azul, ostentando as imagens de dois heróis nacionais argentinos: San Martin e Belgrano.

Azul é uma cidade do porte de Uruguaiana, e que privilégio poder ostentar um teatro lindo destes e com uma extensa programação… bons tempos da Argentina rica.

 O hotel de Azul é sem luxos, mas limpo, com um bom banho e um desayuno com ótimo suco de laranja e medias lunas. Diária de 180 pesos o quarto duplo, ou seja R$ 90,00 reais. Se você quiser conferir…

http://www.granhotelazul.com/

Saímos de Azul em torno das 8 horas, nosso próximo destino era a cidade de Neuquén, já na província de Rio Negro a  890 km de distância.

Optamos o caminho que passa pela Serra da Ventana, uma estrada bonita e com pouco movimento.

Serra da Ventana.

Antes de cruzar os 300km do deserto, paramos para almoçar em Rio Colorado, num posto ACA, umas milanesas com papas fritas e saladas resolveram nosso problema.

Chegamos em Neuquén à tardinha, o comércio ainda estava aberto e aproveitamos para comprar o que eles chamam de “correntes liquidas” é um spray para colocar nos pneus para evitar que eles derrapem no gelo.

Neuquén é uma cidade bem maior com cerca de 200 mil habitantes.Não tem muuuitas opções de hotéis e eles não são baratos como no restante da Argentina. Paramos no Hotel Comahue, muito bom no centro da cidade, numa grande avenida com um canteiro no meio. Diária de U$139 por quarto duplo.

http://www.hoteldelcomahue.com/

Saindo de Neuquén de manhã cedinho, nosso destino é San Martin de los Andes que fica a 430km, uma barbada para quem vinha fazendo uma média de 800 por dia, e a partir daqui a paisagem vai ficando cada vez mais bonita.

Controle sanitário na entrada da provincia de Rio Negro, é proibido entrar com frutas e outros víveres para evitar a disseminação de doenças.

É uma emoção a primeira vista das montanhas nevadas, sensação de liberdade, de ganhar o mundo.

Chegando em San Martin de los Andes

San Martin é uma pequena cidade, muito charmosa e interessante, muitos argentinos que optaram por um lugar tranquilo e bonito para viver se mudaram pra cá e fizeram daqui um lugar diferenciado.

Finalmente depois de 2.600km chegamos!!

Valeu, foi uma viagem linda, e em outro post vou estar contando tudo de San Martin e de alguns passeios nos arredores dos lagos e do vulcão Lanin

Aguardem!!!

Adios muchachos!

Um trekking no teto da América : Aconcágua - Luciano Zanetello

21 de fevereiro de 2014 0

Aconcágua 159

Uma viagem sempre começa  alguns anos antes, esta  foi algumas vezes adiada pois  implicava abrir mão de uma semana longe da praia no verão !!

Como já estávamos quase candidatos a vaga do casal mais velho a fazer o trekkng, resolvemos fechar a data e, no meio de Janeiro fomos encarar a encrenca.

Por conta dos problemas da Argentina,  mas também na aviação brasileira, as opções de vôo de  Porto Alegre p/ Buenos Aires estão mais restritas.

A única que fechava diretamente até Mendoza ( 200 km do parque do Aconcágua ) era a Aerolineas  ( que não recomendo  pois hoje é o retrato do caos Argentino). Chegamos a Mendoza na madrugada de sábado e tínhamos o dia para agilizar nossos “permissos” p/ o trekking bem como alugar o equipamento que faltava.

Mendoza é uma cidade agradável com temperaturas muito altas nesta época.

O que ainda não mudou por conta da crise é a culinária que continua ótima e mais barata do que aqui. Eu recomendaria sem erro p/ o trivial o Bistrô da Anna e para incursões mais refinadas o Azáfran.

Por conta dos vinhedos e dos esportes radicais nas cercanias, Mendoza atrai muitos  estrangeiros.

No domingo pela manhã a van nos pegou no hotel e 3 hs depois estávamos apresentando nossa documentação na portaria do parque. A estrada até o Aconcágua é lindíssima com montanhas imponentes, vales profundos e  muitas vinícolas. Por ser uma passagem internacional o trânsito de caminhões é intenso.

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Transporte com mulas

Na chegada a primeira má noticia; as mulas que estavam alugadas para transportar nosso equipamento pesado até o primeiro campo ( Confluência ) ,estavam todas no alto da montanha dando cobertura para resgatar  as várias equipes que tentavam o cume colhidas por uma tempestade que deixou 30 cm de neve no campo base.  A solução segundo nosso guia era carregarmos  o que necessitaríamos para a primeira noite e deixar o restante para que as mulas levassem no outro dia .

Era pegar ou largar …

Acomodamos o melhor possível o equipamento nas mochilas e iniciamos o percurso

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 Parque do Aconcágua

Em todos os posts sobre o trekking, tinha lido que este primeiro trecho era quase um passeio.

Não podíamos estar mais enganados !!

Olhando em retrospectiva, foi a parte mais difícil de todas.

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 Pausa p/ lanche

Primeiramente porque tivemos que carregar muito mais peso do que o que estava  estabelecido, segundo e mais importante; era nosso primeiro contato com a altitude tendo que cumprir um desnível de 600 m em 7 Km.  Me arrependi umas dez vezes no caminho mas, quem está no inferno abraça o diabo. Três, quatro horas depois nem acreditamos que avistávamos o acampamento, exauridos.

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 Acampamento Confluência

Na caminhada ,o  calor oscilava em  31-32 ºC. Por conta das condições  extremas da  radiação UV  tínhamos que caminhar com todas as partes do corpo protegidas suando por todos os poros.

Um pouco depois de nossa chegada no acampamento ,o sol desapareceu escondido   atrás  das altas montanhas que nos cercavam. Em questão de pouco tempo a temperatura despencou  para valores negativos e manteve – se na casa dos -8ºC a noite.

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 Visual do acampamento

Tínhamos a opção  de dormir na “cuchera” ( barraca coletiva com beliches ) ou fazer uso de uma barraca individual para dois.

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 Cuchera  

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Em caso de necessidade ….

Optamos por um pouco de privacidade e ficamos na barraca . A noite foi horrível pois no lado que dormi havia uma mínima declividade no terreno . A medida que eu me acomodava dentro do saco de dormir , ia escorregando suavemente até encostar na parede da barraca . Cumpri este percurso várias vezes durante a noite e acordei sentindo todas as imperfeições tanto do terreno quanto das minhas costelas .Depois de novos hábitos, é difícil recuperar os antigos …..

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Comida boa e farta

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Um dos segredos para adaptação a altitude é uma grande hidratação ( bebíamos no mínimo 3 l por dia ). Os sintomas do desconforto são num estágio leve dor de cabeça e alguma insônia. Já num estado moderado tonturas e  o mais grave são os vômitos . Ficamos só na primeira fase .

Depois de recompostos com o café, colocamos os “lunch – boxes” na mochila, mais os artigos básicos ( luvas ., gorros , casaco corta – vento ,bastões ,agua ) e iniciamos a segunda etapa do trekking . O trecho hoje era de 10 hs ( ida e volta ) e iríamos até o mirante da famosa e perigosa face sul do Aconcágua. Mais 700 m de aclive nos esperavam em aproximadamente 9 km.

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 Rumo a Plaza Francia

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Por incrível que possa parecer a caminhada neste dia foi bem mais fácil que o primeiro  trecho . A natureza  aqui é impiedosa. Além de subirmos o tempo todo, o chão sobre nossos pés movia – se  o tempo todo ( tudo eram pedras soltas ).

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Sempre p/ cima

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Para cada lado que olhávamos tínhamos uma paisagem mais impressionante do que a outra. Diferentemente da trilha Inca no Peru  onde o tempo todo somos acompanhados ou cruzamos com muitos caminhantes, aqui a sensação de solidão é total. Tanto pela baixa  frequência de pessoas quanto o silêncio da montanha ( quebrado só pelo barulho dos passos e do vento ).

Mais cedo do que esperávamos chegamos ao mirante da Plaza Francia ( face Sul ) e almoçamos olhando para aquele gigante de pedra coberto de neve que, lá no pico soltava um spray de neve  por conta da grande velocidade do vento no cume.

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 Mirante Face Sul

Na volta, o vento tinha aumentado bastante e precisamos fazer uso de todos os acessórios para proteção.

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O vento é sempre constante

Quando chegamos de volta ao acampamento todos os meus dedos doe pés estavam destruídos pois como era descida o tempo inteiro o pé vinha para a frente da bota e ficava comprimido .Chegamos cobertos de pó. Quando fomos nos lavar, A água em contato com  o vento congelou nossas mãos.  Uma janta quente e só pensávamos em dormir. Tivemos que passar por uma consulta médica para atestar que teríamos condições de seguir até o campo base ( Plaza de Mulas )  no dia seguinte. Apesar de termos passado no exame físico, o trekking  já estava se transformando em sacrifício e decidimos abrir mão da última parte que seria a mais longa,  fazer  um trekking pelas redondezas e depois descer p/ Mendoza. De todo jeito,  o campo base estava quase vazio pois as várias expedições que estavam tentando o cume tinham todas sido afastadas da montanha por conta da velocidade excessiva dos ventos naqueles dias.  Optei por dormir no beliches coletivos e pelo menos não escorreguei toda a noite.

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 Visuais  

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O “spray” da neve no cume

O trekking ”básico” segundo nosso guia foi de 3 horas até um olho d’agua que formava várias cachoeiras num contraste bem bonito do verde com as montanhas da volta.

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 Cachoeiras

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Por volta das 14:00 hs nos juntamos a um grupo que descia por conta da impossibilidade de atingirem o cume e, como na descida todo santo ajuda, três horas depois estávamos na van a caminho de Mendoza.

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A última visão do cume

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Laguna de Horcones

Para ilustrar as dificuldades de quem busca escalar o Aconcágua, este grupo, (03 Quenianos, um Inglês que documentava a escalada , um esloveno e mais o guia ), tiveram que interromper as várias tentativas pois o vento perto do cume estava destruindo tudo e impossibilitando as escaladas. O Aconcágua entre tantas montanhas caracteriza – se por apresentar as maiores variações climáticas dificultando sobremaneira a conquista do cume.

Foi uma experiência fascinante com paisagens inesquecíveis mas, por conta das dificuldades já retiramos o Kilimanjaro e o campo base do Everest de futuras viagens.

 Para saber mais sobre roteiros em grupo ou particulares do Viajando com Arte visite nosso site www.viajandocomarte.com.br

Patagônia, um estado de espírito

10 de fevereiro de 2014 2

A Patagônia é mais que um destino, é um estado de espírito e comunhão com a natureza.

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Para começar uma informação prática , a região compreende todo o sul da Argentina , desde o sul da província de Buenos Aires até a Terra do Fogo. É um continente enorme e quase deserto, onde o céu se confunde com o horizonte infinito de picos nevados e lagos azulados.

O homem patagônico é um guerreiro , venceu intempéries e desbravou o fim do mundo com garra e determinação. Divide sua terra com um rebanho de ovelhas gigantesco e com a qual faz sua especialidade gastronômica, o cordeiro patagônico.

É nas estâncias que a história se faz, extensões de terra de mais de quinze mil hectares são comuns e o homem montado no cavalo se assemelha ao gaúcho no domínio do pampa. Mas é no céu que a alma é aprisionada, ele muda de cor e forma constantemente com um vento que insiste em soprar em fortes lufadas e tem a limpidez e pureza das terras perdidas.

O turismo trouxe um novo alento, pequenas vilas tornaram-se cidades e o mundo descobriu ” o fim do mundo” . Europeus vem de suas terras, também geladas, para desvendar seus segredos. Me pergunto, o que os atrai? A resposta vem dos bem preparados guias: ” a solidão, esta sensação de estar desbravando um território quase virgem, onde não se vê sinal de civilização ,é incomparável!

El Calafate é a capital do turismo patagônico, uma cidade charmosinha muito paracida com outras vilas de montanha da Argentina. Localiza-se as margens do Lago Argentino e em dez anos triplicou seu tamanho para mais de 20 mil habitantes, mas mantém o clima e o astral de um pueblo.

Oferece um boa rede hoteleira, restaurantes e cafés e a localização perfeita para descobrir uma série de atrações próximas ou nem tanto. Muitas agências organizam os passeios que justificam uma estada de pelo menos três dias, desde os mais imperdíveis como o Glaciar Perito Moreno até os mais improváveis , sendo que os preços variam pouco , não vale a pena perder tempo com muita pesquisa.

Para hospedagem escolhemos Los Alamos, um hotel grande mas com clima de montanha nas áreas comuns, os quartos eram espartanos demais para meu gosto. Compensa a falta de conforto com uma boa localização , central mas não demais. Para que quer algo mais intimista , existem boas opções com vista para o lago mas o acesso ao centro é um pouco mais distante.

No próximo post conto sobre os passeios, imperdível!

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De Salta até San Pedro de Atacama - aventuras de uma viagem de carro. Parte II

09 de dezembro de 2013 4

Para você ficar por dentro desta aventura desde o começo, leia a primeira parte aqui ó:

 http://wp.clicrbs.com.br/viajandocomarte/2013/10/27/6745/

Deixamos Purmamarca pela manhã e nossa próxima noite já seria em San Pedro do Atacama, a viagem entre estas duas cidades não é super longa, em torno de 480  kms e tínhamos o dia inteiro para cobrir esta distância.
No caminho a paisagem vai se alternando, enormes montanhas de pedra, com algumas veias muito verdes perto dos leitos dos rios, salinas, flamingos, uma beleza selvagem, indomada, impressionante.

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O trajeto é com trechos de grande altitude já na saída chegamos perto dos 4.200m, o indicado é tomar bastante água, evitar bebidas alcoólicas, para ir fazendo uma aclimatação sem sofrer com dores de cabeça e náusea para os mais sensíveis.

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De Purmamarca até Susques que é a última cidade na Argentina antes do Paso de Jama, onde se cruza para o Chile, são 131kms. Foi onde almoçamos e abastecemos o carro.
Antes de chegar em Susques a gente passa por uma enorme salina, um cenário surreal.

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Ao longe a gente já avista uma grande mancha branca sinalizando as grandes salinas pela frente.

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Tudo feito de sal, casas, pequenas esculturas, e eu já sentindo minha pele ficando craquelê…

Susques é uma cidade pequenina, esquecida no meio das montanhas, a gente passeou por lá procurando um lugar para almoçar, mas na cidade mesmo que parecia fantasma, não encontramos nada, na estrada uns 3km em direção ao Chile achamos esta pousada onde comemos um bife de chorizo acompanhado de um tinto argentino.

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Susques

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Esta pousadinha que fica já na saida da cidade de Susques foi o melhor lugar que achamos para almoçar antes de pegar o Paso de Jama que nos levaria até o Chile.

Chegamos na fronteira que é um lugar ermo, e ventoso, ali a gente entra em um prédio com vários guichês o primeiro de uma série de burocracias entre guichês que são argentinos e outros que são chilenos… perdemos uns 40 minutos entre sair da Argentina e entrar no Chile. Para completar eles exigem que a gente abra todas as malas em uma mesa que fica na rua, chatinho, mas esta parte é rápida.

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Saindo da aduana em seguida pegamos o Paso de Jama que nos levou até San Pedro de Atacama.
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A paisagem é deslumbrante, no caminho vimos Flamingos, pássaros, a natureza na sua forma mais selvagem, e a medida que subimos os resquicios de neve começaram a aparecer.

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Em determinado ponto da estrada, estávamos há uns 70 Km de San Pedro, avistamos uma lagoa cheia de flamingos descemos até lá, a paisagem era linda e eu queria fotografar um flamingo de perto. Na volta como estava frio tentei correr numa lombinha de nada, nossa! Meu coração parecia que saltava pela boca, fiquei exausta, e olha que tenho um preparo físico bom, mas menosprezei a altitude, estávamos a 4.800mts e cadê o oxigênio?? Foi minha experiência mais forte de falta de fôlego, fico imaginando os montanhistas em elevações de 6000 mts para cima!

Já na chegada em San Pedro de Atacama somos recebidos pela belíssima visão do vulcão Licancabur, figura onipresente na região, pois aonde quer que se vá, ele está sempre a vista.

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Vulcão Licancabur, imagem onipresente em San Pedro

Chegamos à tardinha em San Pedro e fomos direto para o hotel. Depois de muita pesquisa acabei optando pelo Hotel Kunza, sem regime de meia pensão, pois como a cidade tem muitas opções de restaurantes e bares não quis ficar amarrada a jantar todas as noites no hotel.

O Hotel Kunza superou minhas expectativas, o hotel é muito legal, com todo o conforto possível, vista para o Licancabur, super organizado em termos de passeios para as atrações da região. À noite a temperatura caia bastante,  e eles acendiam  uns fogos nos lounges externos, com uma boa música de fundo, um astral perfeito para uma happy hour e para ver o céu, já que o Atacama é reconhecidamente uns dos melhores lugares do mundo para ver as estrelas.

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Hotel Kunza

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Na continuação vou escrever sobre os passeios, são tantas opções oferecidas que a gente pode ficar um pouco confusa, pois não querendo perder nada é melhor escolher com cuidado o que realmente vale a pena fazer.

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De Salta até San Pedro de Atacama - aventuras de uma viagem de carro. Parte I

27 de outubro de 2013 3

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Pois é mais um ano se passou, mais um aniversário – dos anos já perdi a conta, e mais um destino para a minha lista. Desta vez fiquei longe das areias da praia, escolhi as areias do deserto. Visitar o norte da Argentina e o deserto do Atacama me chamava como um canto da sereia, uma boa dose de aventura, de paisagens belíssimas, áridos desertos e vulcões, muitos vulcões.

Este foi o nosso trajeto no norte da Argentina.
A – Cafayate
B – Salta
C – San Salvador de Jujuy
D- Purmamarca
E – Susques – a última cidade na Argentina antes de cruzar o Paso de Jama , que leva até San Pedro de Atacama no Chile.

Nosso vôo era Porto Alegre/Buenos Aires/Salta, chegamos tarde e fomos direto para o nosso Hotel Finca Valentina, ele fica situado um pouco fora do centro, é muito legal, tem um astral de fazenda, mas se você for só de passagem, vale mais a pena escolher um hotel no centro de Salta, que não é muito grande e é uma cidade bem simpática.

Finca Valentina
 Finca Valentina

Pela manhã um rapaz  da locadora de carros veio trazer nosso Corolla, o carro que escolhemos para cruzar até San Pedro de Atacama, já que as estradas até lá são todas boas e asfaltadas, herança do falecido presidente Kirchner.

Um dia é suficiente para conhecer Salta, o centrinho é bonitinho, tem muitas lojas de lindo artesanato, muitos objetos de prata, mantas, tudo lindo com muita influência peruana.

Praça principal de Salta, onde fica o Museu Arqueológico de Altas Montanhas

Artesanato com forte influência peruana


Charme nos detalhes 


 

Se você tem intenção de comprar alguma coisa, os preços são sempre melhores aqui na Argentina, em San Pedro você vai encontrar tudo semelhante, mas mais caro.

Uma visita imperdível em Salta é o Museu de Arqueologia de Alta Montanha, ali estão expostas as múmias das 3 crianças incas achadas em 1999 conhecidas como “crianças de Llullallaico“. As 3 crianças  estavam enterradas há mais de 500 anos no cume do vulcão de Llullallaico, perto da fronteira com o Chile, foram encontradas intactas.  Eles caminharam por centenas de quilometros desde Cuzco e foram levados até o cume do monte Llullaillaco As crianças foram sacrificadas como parte de um ritual religioso, conhecido como “capa cocha”, no qual são alimentadas e bebem chicha (cerveja de milho) durante um ritual antes de seu sacrifício. Com a administração da Chicha, o cansaço e a grande altitude, as crianças adormeceram e logo após foram enterradas. De acordo com as crenças incas, as crianças não morrem, mas se juntam aos seus ancestrais e vigiam suas aldeias a partir das montanhas.

Garota de aproximadamente 15 anos, possivelmente uma sacerdotisa do Templo do sol em Cuzco.

Menino de aproximadamente 7 anos.  Fonte fotos das crianças: Temic 9

Decidimos pegar a estrada para  dormir em Cafayate, que fica a 189 Km ao sul. Cafayate é uma mini cidade no epicentro dos vinhedos do norte da Argentina. Grandes bodegas, como Echart e El Esteco estão sediadas em Cafayate. O vinho famoso por aqui é o Torrontés, que tem os vinhedos plantados a uma altitude média de 1.500m o que traz excelentes diferenças de temperatura entre o dia e a noite, retardando a maturação da uva.

A estrada é linda a paisagem vai se alternando de montanhas com várias tonalidades, paisagens lunares, llamas , cactus gigantes conhecidos pelo nome de Cardón.

Passamos por um trecho chamado de “Quebrada de las Conchas” que tem 2 atrações que você não pode perder a primeira chamada a “garganta do diabo”, um caniôn estreito que a gente entra dentro e se sente pequenininho com a magnitude das montanhas. Tudo monocromático, fiz uma associação com Petra na Jordânia. Outra um pouco mais à frente chama-se o “anfiteatro”, as duas merecem a sua visita, é só parar o carro caminhar uns poucos metros para ver.

Quebrada de Las Conchas

Garganta do diabo


 Imagens lunares

O Anfiteatro

Chegamos em Cafayate à tardinha, e aqui foi a roubadinha da viagem, não tínhamos feito reserva prévia de hotel ( vi que tem ótimos!)  todos os melhores relação custo/beneficio já estavam cheios, o lugar é cheio de turistas de todos os cantos do mundo. Entrei na internet e acabei pegando o melhorzinho que apareceu, era horrível, isto que dá quando a gente improvisa, mas tudo bem só para uma noite,  afinal era para ser uma viagem de aventuras.

A cidade é um amor, tranquila, boa de andar a pé ou de bicicleta, os melhores restaurantes e lojinhas ficam na praça principal da cidade. Nós escolhemos jantar no Restaurante Terruño, onde comemos super bem, acompanhados por um Torrontés da bodega Colomé, uma das mais prestigiadas da região, ouvindo umas conversas em francês aqui e outras em inglês acolá.

Um Torrontés de primeira da Bodega Colomé.

Centrinho de Cafayate movimentado à noite

No dia seguinte pela manhã fomos visitar a bodega El Esteco (mais conhecida aqui como Michel Torino), que produz o vinho Elemento e o top de linha Altimus. Pegamos uma visita guiada que começou pelos vinhedos, explicações bem elementares para leigos como nós. Achei muito interessante que as videiras mais antigas de + de 50 anos ainda são aquelas altas que a gente não vê mais na Europa. Depois passamos para a parte dos barris de carvalho, muitos importados da França ou dos EUA para logo em seguida começar a melhor parte – a degustação!!! É meu amigo por aqui não importa se são somente 11h da manhã, degustação é cultura! :)!!

Saindo de Cafayate para visitar a Vinícola El Esteco.

Visita guiada pela vinícola.

Barris de carvalho importados da França e EUA.

E o melhor da festa – a degustação! :)!

De volta na estrada voltamos até Salta para seguirmos caminho até nosso próximo destino - Purmamarca, a estrada que vai de Salta até San Salvador de Jujuy tem um trecho bem chatinho, uma estrada estreita de subida de serra com muitas curvas. Depois de passar SS de Jujuy tudo fica mais tranquilo. Chegamos em Purmamarca ao anoitecer, nosso hotel era muito bom, chama Terrazas dela Posta, charmoso, bem localizado, bom mas em Purmamarca tudo é bem localizado, a cidade é micra! Um charme, dá ares de intocada pela avalanche de turismo que já chegou em San Pedro de Atacama.

Hotel Terrazas della Posta em Purmamarca

Cerro siete colores, uma das atrações da cidade.

Artesanato lindo da região

Na continuação vou contar a travessia no Paso de Jama que cruza a fronteira com o Chile, atravessa o Salar chamado Salinas Grandes e chega até San Pedro de Atacama.

San Martin de los Andes - Amor antigo

28 de julho de 2013 19


Eu nem lembro bem em que ano conheci San Martin, mas seguramente faz muito tempo.


Chegando em San Martin

Para aqueles que não sabem, San Martin de los Andes é uma cidadezinha que fica na provincia de Neuquén, no sul da Argentina, há 158km de Bariloche. Com pouco mais de 24 mil habitantes, não dá pra se perder por lá.

E garanto para voces, não mudou muito, o que nos dias que correm é uma benção. San Martin não foi tomada por nenhuma febre imobiliária, nem muito menos foi fruto de modismos passageiros. Ela continua lá, linda, charmosa e com muitos moradores que escolheram uma vida mais tranquila, longe do estress das grandes cidades.

A cidade é banhada pelo Lago Lácar

Tenho muitas passagens em San Martin, e lembro que ficávamos contando que tinha mais bons restaurantes do que Porto Alegre, é claro que hoje isto mudou muito, mas a cidade ainda tem uma dezena de ótimos lugares que não ficam atrás de nenhum restaurante bom por aí, com uma diferença bem importante: os preços são pra lá de baratos e tem opções para todos os paladares.

É claro que San Martin não é só restaurantes, a razão maior de ir até lá é a nossa paixão pelo esqui.

Da cidadezinha até a base do Cerro Chapelco são uns 15km, você tem a opção de alugar um carro no aeroporto na chegada para fazer este trajeto, mas também pode contratar um seriço de tranfer diário, muitos hoteis oferecem este serviço.

O Cerro Chapelco tem pistas muito boas para o esporte e nos últimos tempos eles investiram em novos meios de elevação. Se você nunca tentou esquiar e pode, eu lhe dou um conselho: tente!!

O cenário na montanha é espetacular, e de muito lugares se avista o vulcão Lanin, que fica na fronteira entre Argentina e Chile.

 



No Cerro tem várias opções de restaurantes/bares, onde se come desde sanduiches até refeições completas como um delicioso bife de chorizo.

 

Meios de elevação novos substituiram as velhas cadeirinhas da pista dos italianos

É uma sensação incrível, e não tem idade , é claro que uma criança que não tem medo, vai aprender muito mais rápido, mas aqueles que já passaram da adolescência não precisam perder as esperanças, é possível sim!

Os 3 primeiros dias são duros, mas se você vencer este desafio, nunca mais vai querer parar, acredite!! Sem falar que uma estação de esqui tem um astral fantástico, gente bonita, música, bares e restaurantes legais, visuais incomparáveis, enfim, você precisa ao menos tentar, para me dizer que não conseguiu, combinado?

Eles tem uma infra estrutura muito boa para receber as crianças, meu filho esquiou pela primeira vez com 4 anos, neste caso as crianças ficam no jardim de neve, onde esquiam 1h pela manhã, e 1h  na parte da tarde, no restante do tempo, eles brincam, desenham, vêem filmes, fazem todo o tipo de atividade.

Paisagens incríveis com o Lanin ao fundo

Tem alguns lugares muito lindos em San Martin e arredores, vou dar aqui uma dica que pouca gente conhece, mas que vale muito a pena experimentar, pois fica no trajeto de subida entre a cidade e a montanha. Mais exatamente dentro do condominio Pahuén, e chama-se Wine bar, o lugar perfeito para fazer um pit stop na descida, ver o por do sol e simplesmente agradecer por poder estar lá. As fotos falam por si.

 

 

Você pode  tomar um vinho com algumas “picadas” (aperitivo) e apreciar o visual

Uma boa dica de restaurante na cidade é o imperdível La Tasca, um lugar tradicional de San Martim, onde você deve provar a truta ou o javali com molho de frutas del bosco, eu não tenho fotos pra mostrar e acabei de descobrir que eles não tem site na internet, então você vai ter que confiar em mim :) !

Outro lugar que recomento para jantar é o restaurante Doña Quela, que fica na rua principal de San Martin, advinhem?Avenida San Martin!

Este lugar é especial, começando pelo prédio que é de 1910 e abrigou o primeiro hotel de San Martin, decorado dentro do estilo de arquitetura patagônica, com muita madeira, objetos antigos que revivem a antiga glória do hotel.


Em San Martin a gente pode saborear vários tipos de trutas ou este salmão do Doña Quella tem um toque meio tailandês.

 

E para o café a tarde nada melhor do que o Tio Paco, com mil opções de tortas, croissants e demais pecados da gula.

No próximo post vou mostrar para vocês um passeio que fizemos ao Parque Lanin, que fica perto de San Martin. É o passeio ideal para aqueles dias que por alguma razão não deu para esquiar. Um lugar lindo demais. Olhem só:


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Drops de Buenos Aires : novidades gastronômicas e culturais

30 de abril de 2013 0

Algumas novidades na capital portenha me chamaram atenção nesta passada rápida que fiz por lá em direção a Patagônia. Foram somente dois dias mas , apesar de a situação não estar muito tranquila por lá, aproveitamos sem percalços.

Para começar fomos conhecer o restaurante do famoso chef Francis Mallmann, já fazia muito tempo que tinha vontade , mas como é meio fora de mão , no coração da Boca , sempre deixava para depois.

 

Há muito anos atrás , quando fui a Las Leñas pela primeira vez, ele era um chef iniciante e eu me apaixonei pela culinária criativa e na época muito diferente de tudo que já tinha provado. Hoje ele tem várioas restaurantes espalhados pela Argentina e Uruguai com pratos que valoriza a terra e o fogo . O Patagônia Sur é intimista , pequeno e muito agradável, são 3 pratos na refeição e a carne é o carro chef. Valeu o jantar e o passeio para uma zona da cidade pouco visitada em minhas andanças por lá.

Para um passeio diferente o novo Faena Arts Center é a pedida perfeita, além de ficar na região de Puerto Madero , mas do outro lado do rio onde a sensação é de estar numa metrópole rica e moderna ( calma , eu adoro a cidade velha também) que em nada se assemelha a Buenos Aires tradicional, o centro de artes contemporânea é lindo e oferece exposições itinerantes.

Homenagem Juan Manuel Fangio , em frente ao Faena Arts Center

Ernesto Neto , artista neo-concreto carioca , cuja produção situa-se entre a escultura e a instalação foi um das grandes exposições de 2012.

Em novembro passado a Sala Molinos apresentou um site specific de 260m2 de Franz Ackermann , isto é só para dar um clima do que anda acontecendo por lá. Para se informar que qual exposição estará durante sua visita , de uma olhada no site : http://www.faenaartscenter.org/exhibiciones-actuales

Para fechar com chave de ouro o jantar no novo Osaka, um restaurante peruano/japones de estilo fusion moderno que fica no mesmo prédio do Faena Arts Center. Eu já conhecia e até tinha falado aqui do Osaka de Pallermo , este é mais bonito e conserva a mesma culinária insuperável . O mais novo Osaka abriu este mês em Sâo Paulo seguindo Lima, Santiago e Cidade do México, sendo assim , são muitas oportunidades de comprovar , eu boto minha mão no fogo , não tem como não gostar.

Na hospedagem resolvemos não inovar e não nos arrependemos , perto da central Praça San Martin uma rua charmosa chama atenção pela profusão de galerias de arte e pelo clima retrô chic que conserva, a Calle Arroyo. Ali reina solitário o Hotel Sofitel , um projeto arrojado e super confortável! Tudo perfeito e além disto próximo do Aeroparque de onde embarcamos de volta!

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Hotel Eolo, que tal uma lua de mel agora?

04 de março de 2013 1

Programei minha viagem para Patagônia para descansar , namorar, contemplar a paisagem local, fazer quase uma viagem interior. Leitura , contato com a natureza, boa culinária e paz eram ingredientes especiais no cardápio! O Eolo , deus do vento, foi uma inspiração e tanto para tudo isto.

Para tanto escolhi a dedo um dos únicos Relais & Chateaux da América do Sul que faz jus a cadeia a que pertence em todos os quesitos. Localizado numa estância de criação de gado , cerca de 25km do centro de El Calafate , na Patagônia Argentina, o Eolo está no sopé do Cerro Frias e em dias claros avista-se o Lago Argentino e as Torres del Paine , já em território chileno.

Ele está na medida entre o rústico e o chic, o mínimo e o máximo, a solidão e o excelente acolhimento. Tudo por ali recende a algo muito familiar, as salas tem livros e jogos para passar a tarde contemplando a paisagem que entra nos espaços por enormes janelas voltadas para um entorno sempre deslumbrante. Decoração despojada de acordo com o clima, nada fora do ambiente de fazenda , mas com conforto, charme e aconchego!

A comida foi um capítulo à parte, desde a louça, toda comprada em antiquários e leilões tudo é de um bom gosto estupendo ! O difícil era escolher o menu já que as opções eram variadas e todas deliciosas!

Muitas atividades estão disponíveis para quem quer vida ao ar livre. Optamos por um passeio de bicicleta até o centro de El Calafate. Foi quase uma maratona , mas o visual compensou todo o esforço . Deixamos as bicicletas por lá onde foram recolhidas pelo pessoal do hotel.

Com o corpo cansado o retorno foi ainda mais recompensador. Uma paisagem assim gigantesca, limpa a alma para enfrentar o ano que se aproxima. Um lugar que preenche todos os requisitos para uma lua de mel , nem que seja depois de 25 anos de casado.