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Posts na categoria "Cambodja"

O sol rege os caminhos em Angkor Wat no Cambodja

12 de dezembro de 2013 0
 O Cambodja , instigante , diferente mas acima de tudo gentil e riquíssimo em cultura e aventura. Nos parece exótico , não mais do que o Brasil seria para eles, mas posso servir de testemunha e dizer que é muito mais seguro e bem estruturado turisticamente do que estamos acostumados por aqui.
 
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A ideia era acordar as 4:30h para ver o sol nascer em Angkor Wat , o principal templo /palácio do Império Khmer, um poderoso complexo que muitas vezes é comparado ao Império Romano no Ocidente e que dominou todo o norte da Tailândia , Laos e o atual Cambodja e que floresceu entre os  séculos IX e XV , quando aquele já havia entrado em completo declínio. Fomos de tuk-tuk ainda aproveitando o frescor da madrugada…mas um clarão já brotava no meio do verde.
 
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Os tuk-tuks ficaram estacionados e fomos caminhando por uma estrada lateral ao templo.  Caminhávamos ouvindo nossos passos, as multidões entravam pela entrada principal e ficavam em frente ao lago sagrado. Os olhos se acostumando com lusco fusco e um som envolvente , quase onírico vinha de longe.  O canto dos monges se misturava ao som vinha da floresta numa música ininterrupta. Aos poucos, pudemos ver a silhueta alta das torres de pedra de Angkor Wat. 

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O sol iria nascer , mas antes coloria de amarelo e vermelho o contorno das torres de Angkor, o símbolo do país retratado na bandeira e em todos os brazões nacionais. Sentamos em frente ao lago que refletia a imagem do templo. Indescritível , as imagens falam por si. A cada dia as cores mudam , eu gostaria de ver muitas vezes esta imagem , só para poder comparar, mas isto implicava em madrugar sempre , o que estava acima das minhas forças.

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Subimos as escadas do templo. Passamos por paredes decoradas com bailarinas , cenas de guerra….Vishnu era o primeiro deus por aqui, o senhor que mantém a existência criada por Brahma e destruída por Shiva. As dançarinas sagradas , apsaras,  se exibiam pra ele em todas as paredes.

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Aqui fica uma explicação, as apsaras são figuras mitológicas hindus e budistas que correspondem a espíritos femininos das nuvens e das águas. São símbolos de fertilidade e têm como missão guiar os guerreiros mortos em combate ao paraíso e casarem-se com eles. Há representações de apsaras em todos os templos que fomos. Elas são onipresentes e cada uma de uma forma diferente. Há templos em que há milhares, cada uma numa posição diferente…

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Os homens são somente guerreiros ou figuras do próprio deus. Depois da fase hindu, vieram os budistas e budas de pedra estão espalhados por reentrancias e pelas paredes. Muitos estão  decapitados, Budas cujas cabeças foram arrancadas e vendidas pelo mundo. O calor úmido prometido pelas terras tropicais do Cambodja não se concretizou, o tempo ainda pesado pelas chuvas retardadas pelo furacão que acabara de passar nas Filipinas.  Alguns monges colorem de laranja a paisagem monocromática do templo, uma loterias perseguida por fotógrafos de todas as paragens.

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Ao entardecer nosso destino foi uma passeio de barco pelo fosso de Angkor Thon, nenhuma aventura  emocionante , mas um visual lindo emoldurado pelos barcos típicos dalí, kong kea boats.

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Para saber mais sobre roteiros em grupo ou particulares do Viajando com Arte visite nosso site www.viajandocomarte.com.br

 

 

Cambodja, que país é este?

23 de outubro de 2013 0

O Ricardo Freire usa um termo quando volta de alguma viagem, que acho bem apropriado, ele diz “desempacotando” tal lugar. E hoje eu quero “desempacotar” o Cambodja para vocês.

Eu não tinha muita informação sobre o Cambodja antes de chegar lá, já ouvira falar muito sobre os templos de Angkor, vira alguns documentários a respeito na National Geographic, e ficamos por aí. Tudo foi uma grande descoberta, saimos de Bangkok e 50min depois chegamos em Siem Reap, que é a cidade próxima dos templos de Angkor. Fizemos nosso visto ali mesmo no aeroporto, e trocamos um pouco de dinheiro para a moeda deles, o Rial , o que foi totalmente inútil, pois a moeda corrente é de fato o dólar americano.

No aeroporto já nos esperavam o nosso guia, Kim Thay e o motorista com a van que nos levariam a todos os  lugares. Seguimos direto para o nosso hotel o Angkor Village Resort, que fica um pouco afastado do centro, mas vale, pois a sensação é que a gente está em um oásis.

Vocês estão vendo aquela pequena casinha de madeira no meio das folhagens? Pois aquela é a casa dos espiritos, uma crença que a gente vê muito na Tailândia também, todas as casa tem ao seu lado uma pequena casinha como esta reservada para os espiritos dos ancenstrais, para que eles protejam a casa dos maus espiritos.

A piscina é como uma serpente que vai passando pelos bangalôs, fazendo curvas e se pode nadar até a cabeça dela numa das extremidades onde ela aumenta e tem a forma mais oval , é lindo!!

Assim como na Tailândia, eles arrumam tudo com flores naturais, os pratos, os drinks, aqui um lindo arranjo de flores de Lótus.

Nosso primeiro destino foi visitar o templo de Ta Phrom, aquele onde as raizes das árvores imensas se fundiram com as paredes do templo, e construiu uma estética própria, imponente.

Na minha opinião Ta Phron (ancestral de Brahma) é um dos templos mais românticos e lindos do complexo de Angkor, um lugar mágico construido em 1186 por Jayavarman VII, que quando ascendeu ao trono Kmer ( assim como nós nos designamos brasileiros, os cambojanos se designam Kmer) o rei construiu muitos prédios religiosos e públicos. Jayavarman VII construiu Ta Phron em homenagem a sua familia, a imagem principal do templo é a de Prajnaparamita, a personificação da sabedoria, esculpida com o rosto da mãe do soberano.

Na saída vimos esta menina cambojana linda, como são todas as crianças por lá.

O povo é um capítulo à parte, pois apesar de tudo o que sofreram nos anos negros do Kmer rouge, entre o ano de 1975 até  serem libertados pelos vietnamitas em 1979,  das mãos do  ditador sanguinário, Pol Pot, que dizimou mais de um terço da população. Eles são afáveis, gentis, e só querem tocar a vida para frente, esquecer o passado.

Vou revelando o Cambodja aos poucos para não deixar os posts muito longos, no próximo conto para vocês um pouco mais dos templos e de um passeio que fizemos pelo interior do maior lago de água doce do sul da Ásia, o Tonlé Sap.

Cambodja parte II - Phnom Penn e os "Killing Fields"

22 de novembro de 2011 0

 

 Royal Palace / Moonlight Palace  

 

 

          Chegamos na capital no início da tarde vindos de Angkor. O calor era sufocante:  era só sair do ar condicionado que o suor aflorava. Largamos as coisas no hotel e fomos conhecer o Royal Palace conjunto arquitetônico no centro da capital.

          São vários prédios, o Throne Palace por exemplo, originalmente construído em madeira (1860) quando a capital mudou para cá, o Moonlight Palace e muitos outros. Os jardins têm grande influência francesa e os detalhes da construção são tailandeses. O Silver Pagoda faz parte do conjunto e nas suas galerias encontramos a “Ramayana Scenes”,  hoje bastante deterioradas pela ação do tempo. Em alguns lugares dos prédios, os macacos circulam livremente olhando para os turistas com curiosidade.

Throne Palace

macacos e monges

Silver Pagoda

Ramayana Scenes

          Dali, fomos visitar o Museu Nacional, que tem lindas peças da história do povo Khmer. Há também uma bela avenida acompanhando o rio Mekong, considerada a principal zona turística, concentrando a maioria dos hotéis e restaurantes.

Museu Nacional

Museu Nacional

 Riverside Avenue

           O problema em Phnom Penn é que, devido ao calor e à umidade, não se consegue admirar as paisagens caminhando. O negócio é fazer roteiros curtos, sempre a bordo dos “Tuk – tuks“, já que o trânsito é caótico e incompreensível para nós: qualquer sentido é permitido para motos, bicicletas, scooters e Tuk – tuks em várias ruas e avenidas. Impossível entender como aquilo fluia, aparentemente sem controle, e, até onde vimos, sem acidentes. Para facilitar, optamos por contratar um “Tuk – tuk” permanente por  U$ 15,0 / dia.

                    Na manhã do dia seguinte, fomos conhecer Choeung Ek, o principal dos chamados “Killing Fields”. Situado a uns 20 Km de Phnom, o local é hoje um marco na história do Cambodja, destinado a perpetuar na memória de todos as atrocidades cometidas por Pol Pot e seus correligionários do Khmer vermelho.

 “Stupa” / Killing Fields

 Ali, toda a barbárie era extravasada sem os requintes da tecnologia. No Cambodja da época, não havia dinheiro para comprar balas e os adversários do regime (que em linhas gerais eram todos) eram sacrificados com machadadas, enxadadas ou decapitados. Para se ter uma noção do tamanho da tragédia, assim que tomaram o poder, Pol Pot e seu  Khmer vermelho esvaziaram  todas as cidades, removendo a população para o campo. A capital virou uma cidade fantasma. A utilização de óculos era motivo para uma sentença de morte, pois associavam sua utilização com a necessidade de ler que já demonstrava uma mente contestadora dos novos valores . Os filhos dos condenados eram mortos também, pois uma das máximas do regime era ” Para acabar com as ervas daninhas, é preciso arrancar  suas raízes”. O resultado 30 anos depois é que praticamente não existem velhos no País.

Ossos

Arvore onde matavam crianças batendo contra o tronco

interior do Mausoléu, crânios e roupas

   

           Não há como visitar o local e não colocar em dúvida a razão do ser humano. É chocante, assustador e, ao mesmo tempo, didático de como ciclicamente o homem retorna a bestialidade. Saímos de lá pesados e calados, sentimentos que foram se esvanecendo à medida que cruzávamos com o povo nas ruas:  são risonhos, amistosos e decidiram reconstruir a história do país, apesar de protagonizarem aquela tragédia.

 Cova coletiva 100 corpos sem a cabeça   

         Dali, fomos para o “Russian market”, onde todos os artigos imagináveis são encontrados. Não resitimos 10′ caminhando por seus corredores estreitos, pois a sensação térmica passava dos 40ºC. Voltamos ao hotel para nos refugiarmos no ar condicionado e desfrutar de uma relaxante massagem. Para o jantar, seguimos uma indicação da revista de bordo da Bangkok Airlines, o Van’s , restaurante tradicional de cozinha franco – cambojana. O prédio é antigo, de arquitetura típica da Indochina dos filmes de antigamente e a comida era excelente, com preços risíveis.

 Russian Market

 

          Em nosso último dia em Phnom, fomos conhecer alguns outros pontos turísticos: Phnom Vat, onde a cidade nasceu; o antigo mercado, onde exploradores gastronômicos encontram um mundo a ser descoberto e, por fim, fomos passear na beira do rio.  Até lá, no distante Cambodja, já descobriram o potencial turístico de uma orla bonita com atrações, bares e restaurantes, coisa que Porto Alegre ainda não fez. À noite, fomos noutro restaurante, localizado em um terraço que se debruçava sobre a avenida da beira rio. O astral era ótimo; o problema é que, como era ao ar livre, depois de meia hora já não aguentávamos de calor e tivemos que ir embora.

Phnom Vat

             Para concluir, recomendo muito visitar o Cambodja. Além do aspecto cultural (Angkor é uma das maravilhas do mundo), como o País está recém redescobrindo a democracia, o fluxo turístico ainda é pequeno se comparado aos lugares tradicionais, sem contar o atrativo dos preços muito baixos. Melhor ir  antes que os Europeus, que estão começando a invadir as praias do País, tomem conta. Para aqueles que podem achar que não tem tanta coisa assim para ver, sempre se pode incluir lugares, como Tailândia, Vietnã, Malásia, Singapura, Laos ou mesmo Bali, como fizemos e que contarei como foi no próximo post.  

     

 

Cambodja parte I - Pedalando nos templos de Angkor

19 de novembro de 2011 6

 

Fazendo valer a máxima de que é melhor conhecer coisas novas do que repetir roteiros carimbados, este ano elegemos o Cambodja como destino.

Na internet descobrimos que uma boa maneira de conhecer os muitos – e pôe muitos – templos de Angkor seria de bicicleta, já que a geografia do terreno favorece. Ao final de uma looonga viagem que incluiu escalas em  Dubai e Bangkok , aterrisamos em Siem Reap pequena cidade vizinha ao conjunto dos templos do povo Khmer. Os templos tiveram sua popularidade amplificada  quando o filme “Tomb Rider” e Angelina Jolie mostraram p/ o mundo sua arquitetura e belezas .

Armados contra o calor, com roupas leves e muita água, pegamos as bicicletas,  mapa e demos início ao nosso tour. Um “quebra – molas” na entrada para os templos, onde compramos o passe de 03 dias, era a única elevação no trajeto. Aqui um conselho: se for visitar o país, nem se preocupe em trocar dinheiro. A moeda corrente é o dolar. Só é preciso assegurar – se de ter muitas notas pequenas, pois praticamente tudo é cotado assim, sempre com valores muito baixos .

 

 Entrada de Angkor Wat

Nossa primeira parada foi o conjunto de Angkor Wat, uma das antigas cidades do povo Khmer, antiga denominação dos Cambojanos. É realmente impressionante, fazendo jus à fama de uma das maravilhas a serem conhecidas.

Detalhe de torre em Angkor Wat

Panorâmica do conjunto de Angkor Wat

O guia nos informou que todas as construções  têm um significado e propósito para estarem construídas daquela maneira. Ora era para que reparássemos que todas as figuras esculpidas nas paredes representando o bem (são milhares) estavam  olhando para uma mesma direção, ora para que víssemos que as que representavam o mal olhavam na direção contrária. Explicou também que a janela do quarto do soberano era posicionada na direção, de maneira que ele fosse o primeiro a visualizar  o sol do equinócio e assim por diante .

A cidadela

No detalhe, as Upsaras, bailarinas sagradas.

Depois de 03 hs de uma visita resumida, pedalamos, entre florestas e desviando dos macacos, para o nosso segundo destino Angkor Thon . Cruzamos o portão que dava acesso ao segundo conjunto, e logo estávamos dentro do principal edifício, o “Bayon”. Aqui, tenho que registrar a maravilha que são as paredes dos templos, todas elas esculpidas com cenas retratando o cotidiano da cidade.

habitante local

Portão Sul Angkor Thon

Monges em visita ao templo

Bayon

Detalhe dos muros

Os templos eram relativamente perto, então deixamos as bicicletas e trilhamos a direção sugerida. Tudo é grandioso e belíssimo: o “terraço dos Elefantes” e os jardins de “Lepper King”.

 Terraço dos Elefantes

Jardins de Lepper King

Acabamos a visita no meio da tarde quando o temporal diário já estava se armando. Nesta época chove todos os dias, religiosamente, variando apenas o horário. Ainda tínhamos no roteiro do dia a visita ao “Tah Prom”, o templo retratado em Tomb Rider. No caminho a chuvarada nos pegou e chegamos completamente ensopados.

Ali é  difícil não pensar em Indiana Jones ou coisas do gênero. A combinação das árvores centenárias enroscadas nas paredes dos templos cria uma atmosfera indescritível.

Cansados de tanto clicar, pois para cada lugar que olhássemos havia algo p/ fotografar, iniciamos a volta ao hotel. O calor conseguia ser ainda maior após a chuva. Foram aproximadamente 30 Km de pedaladas e chegamos ao hotel aos pedaços. Nada que uma boa piscina e uma massagem não recuperassem. Aliás, é impossível viajar para estes lados e não virar fã de massagem. São baratíssimas comparadas com os preços no Brasil e tem opções para todos os gostos .

No dia seguinte, seguimos o mesmo roteiro, visitando diferentes templos. A distância era maior, mas estávamos mais acostumados. Visitamos o “Preah Khan”, antiga  cidade e universidade Budista, onde os arqueólogos mantiveram a vegetação entre os templos, deixando o clima ainda mais cenográfico. Na volta, paramos noutro conjunto localizado no alto de uma colina, onde as pessoas costumam subir no dorso dos elefantes para apreciar o pôr do sol.

Único templo com colunas redondas / Preah Khan

 Preah Khan

Preparando p/ subir

Não tivemos sorte, pois o temporal diário coincidiu com nossa visita e só visualizamos as pesadas nuvens descarregando água por tudo. Repetimos a sequência piscina e massagem e à noite pegamos um “Tuk – Tuk” para conhecer a culinária típica. Pedimos o “Camboja Tasting”, um prato com seis variedades de comida que faz um bom apanhado da cozinha local. A comida é uma mistura da Tailandesa que conhecemos com a Vietnamita e influências locais. Tudo com muito curry e pimenta.

Outra dica, se você não for um apreciador da comida muito codimentada, peça sempre - not spicy. Ainda assim, é bom ter uma garrafa d’agua por perto .

No último dia aqui (nosso vôo saía p/ Phnom às 13:00 h) levantamos cedo e fomos conhecer o mercado da cidade. É uma mistura de cheiros e sabores, plus uma versão mais quente e úmida de Ciudad del’ Este. O artesanato é ótimo, tem tudo que se possa imaginar para enfeites de mesa, casa e esculturas. O único problema é segurar o ímpeto para não detonar o orçamento na viagem .

tuk-tuk

Mercado de Siem Reap

No próximo post, falarei mais do povo, costumes e também da visita que fizemos aos Killing Fields.

Minha tarefa aqui foi inglória, pois por mais que queira sintetizar a descrição dos templos e a atmosfera do lugar, não conseguirei transmitir mais do que uma pálida idéia da impressão que tivemos no local .

Boa Viagem para todos .

 

 

Cambodja, que país é este? Angkor Wat

09 de março de 2010 3

No nosso segundo dia em Siem Reap acordamos cedinho para a visita mais esperada da viagem ao Cambodja – O templo de Angkor Wat. O complexo de Angkor cobre uma área de 81 hectares, sua 5 torres estão como um brazão na bandeira do país. Angkor Wat é considerado a obra prima clássica da arte e arquitetura da civilização Kmer.

 Fiquei encantada com a magnitude e beleza do lugar, Angkor Wat é dedicado ao deus hindu Vishnu, e em muitas de suas paredes estão representadas centenas de passagens da religião hinduista, que confesso conhecer pouco, ou quase nada, mas viajando com a minha filha Victoria que é budista e morou na India, fui aos poucos ganhando alguma familiaridade com todos aqueles deuses, Vishnu, Shiva, Brahma…. suas histórias não diferem muito da mitologia egipcia, grega, cristã, é uma eterna disputa entre o bem e o mal,  são histórias lindas, ricas, exemplares.

Angkor foi construída pelo rei Suryavarman II no início do século XII, e representa o auge do poder político e militar da civilização Kmer na região.

As bailarinas sagradas, Apsaras, estão representadas em vários lugares do templo.

Este relêvo faz parte de uma enorme galeria absolutamente esculpida, um trabalho de técnica e fé impressionantes.

O ingresso de entrada para 3 dias custa  40 dólares, e dá acesso irrestrito a todos os templos, meu conselho: tente chegar o mais cedo possível ( os templos abrem as 6h da manhã) pois mais tarde é muito quente, sem falar que cedinho o número de turistas é bem menor.

Em Siem Reap faz um calor úmido, a pedida é visitar os templos pela manhã e lá pelas 11 e meia voltar para o hotel e aproveitar a piscina e só sair de novo depois das 4h.

Esta é a vista de uma das torres que é permitido subir, mas esteja atento se você for de vestido ou shorts não é permitido subir, embora estes templos tenham sido abandonados no século XV, eles ainda são considerados lugares sagrados.

Angor Wat é cercado de água, através de um sistema de canalização da água que remonta a construção dos templos eles mantém estes tanques sempre cheios, apesar de chover pouquíssimo no Cambodja, a média anual é de 250mm.

Me despedi de Angkor com esta foto.

O templo é cercado de uma floresta com árvores muito antigas, uma boa opção é alugar uma bicicleta e passear por toda a região que é bem arborizada. Os templos não ficam longe da cidade, uma média de 5km de distância, ou seja uma bárbada!

Mas se você tem preguiça ou morre de calor então vá de tuk-tuk, que é divertido e baratinho 

Bom pessoal devagarinho vou revelando o Cambodja pra vocês, as pessoas já estão nos cobrando uma viagem para Tailândia e Cambodja… bem quem sabe no final do ano??

Beijão!