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Descobrindo Myanmar a antiga Birmânia - Por Carla Oliveira

29 de setembro de 2010 Comentários desativados

 

 

            Myanmar é o nome atual da antiga Birmania e, sobre ela, Rudyard Kipling escreveu:

            “Esta é a Birmania, e ela será muito diferente de todas as terras que você já conheceu.” (This is Burma and it will be quite unlike any land you know.)

            E esta é uma excelente apresentação para este país de extraordinária beleza e cultura riquíssima, localizado no sudeste asiático, com fronteiras com a Índia, Bangladesh, China, Laos e Tailândia.

            Iniciei minha viagem pelo país por Yangon, onde localiza-se o icônico Shwedagon Pagoda, imensa estupa de ouro, supostamente construída há 2500 anos, para guardar oito fios de cabelo de Buda. Ao longo dos anos, a estupa foi sendo aumentada e templos foram sendo construídos ao seu redor, onde budistas de todo o país vem adicionar folhas de ouro a imagens do Buda ou verter água

sobre imagens que representam o dia da semana no qual a pessoa nasceu.

 

 

 

              Shwedagon Pagoda

 

           Cúpula do Shwedagon Pagoda incrustrada por milhares de pedras preciosas.

 

 

                              

 

                                  Templo no complexo de Shwedagon Pagoda

 

 

 

                                      Detalhe de ornamentação de um templo

 

           

            Assim inicia-se, então, minha mágica jornada por esta terra dourada, budista, agrária, atravessada pelo mítico rio Ayeyarwady. De Yangon viajo de avião a Mandalay, onde embarco a bordo do barco Road to Mandalay, para navegar por este magnífico rio.

            Nossa primeira parada foi em Mingun, uma pequena vila localizada 11km ao norte de Mandalay, acessível somente por barco. Lá localiza-se o grandioso e inacabado Mingun Pagoda, impressinante, mesmo tendo sido muito danificado por um terremoto em 1838.

 

 

 

 

 

 

                                                               Mingun Pagoda

 

                                                    Fenda causada pelo terremoto

 

 

            Adjancente ao pagoda, há um sino de bronze que é considerado o maior do mundo.

 

 

 

                                                     Sino de bronze em Mingun

 

            Velejando ao nosso próximo destino, Katha, cidade onde George Orwell viveu na época do Império Colonial Britânico e onde escreveu seu primeiro romance, Dias na Birmânia, passamos por pitorescos vilarejos, onde fomos nos encantando com a vida local e com a amabilidade das pessoas,  especialmente das crianças.

 

 

 

 

 

 

    

 

      

 

          

 

            Um dos hábitos que mais se destaca é o uso de uma pasta amarela, o thanaka, para proteção solar e também com finalidade cosmética. É usado tanto por adultos, como pelas crianças.

 

          

 

        O budismo é absolutamente presente, é uma característica marcante do país.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

                         E esta característica é ainda mais acentuada quando, após nosso passeio ao norte do país, visitando vilarejos, mercados, monastérios e centros de meditação, retornamos para Mandalay, capital espiritual do país.

 

 

 

          

 

      

 

De Mandalay, partimos novamente de barco em direção a Bagan. Bagan é um dos sítios arqueológicos mais impressionantes da Ásia. O Reino de Bagan floresceu entre 1044 e 1283, até ser conquistado por Kublai Khan. É composto por mais de 2000 templos e pagodas.

 

 

 

           

 

 

 

          

 

 

                                                 detalhe da entrada de um pagoda

 

 

 

 

 

                                

                                     imagem de Buda dentro de um pagoda

 

 

                                   

                                           pintura original no interior do pagoda

 

 

           

 

            E de Bagan me despeço deste país lindo e surpreendente. Myanmar vive sob uma ditadura militar, e vive isolada da comunidade internacional. Muitas pessoas questionam se o turismo no país é válido, e sobre isto cito uma frase do Dalai Lama, referindo-se ao Tibet: “Vá ao Tibet e veja muitos lugares, tantos quanto você conseguir, e então conte ao mundo.” (Go to Tibet and see many places, as much as you can; then tell the world.) O povo de Myanmar é extremamente gentil, recebe o turista com alegria e delicadeza, e não quer mais ficar alheio ao que se passa em nosso mundo.