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Posts na categoria "Aventura"

A conciliadora e surpreendente Jordânia

28 de novembro de 2019 0
Começando mais uma jornada de prospecção! Desta vez e o Oriente Médio é o nosso destino, vamos buscar o que há de mais interessante , as experiências mais legais na Jordânia !

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A Jordânia é um país quase sem litoral e relativamente pequeno com uma população de pouco mais de 9,5 milhões de pessoas. São muçulmanos e predominantemente sunitas. O país é considerado um dos lugares mais seguros do do Oriente Médio, tendo se submetido a políticas de paz tanto americanas e israelenses, quanto da Arábia Saudita. Em 1920, a antiga Jordânia tinha uma população de 200 mil pessoas, sendo que deste total mais da metade era nômade, vivendo nas terras áridas do comércio e pastoreio. Em 100 anos , o pais recebeu migrantes de todas as regiões vizinhas.

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A Jordânia tem sido muito hospitaleira mesmo em meio ao tumulto dos países circundantes, aceitando refugiados de praticamente todos os conflitos desde 1948, com estimativas dizendo que quase 70% de sua população é proveniente de refugiados palestinos  e  atualmente 1,4 milhões de sírios vivem no país. Os iraquianos trouxeram muito dinheiro, os sírios vivem em campos refugiados em situação mais precária, os palestinos com passaporte da Jordânia que vieram depois da guerra 1967 foram praticamente incorporados à população . E , apesar dos tratados de paz, muitos jordanianos continuam considerando o Estado hebreu como um “inimigo”. Continuar lendo …

Egito com Arte 2018

25 de novembro de 2018 0

Acabamos de realizar nossa terceira edição do Viajando com Arte no Egito, a última vez tinha sido a exatos 10 anos, infelizmente depois de 2008 o país entrou em um longo período de turbulência politica que nos manteve afastadas deste lugar fantástico por bem mais tempo do que gostaríamos.

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Templo de Philae em Aswan, dedicado a deusa Isis.

Nosso roteiro começou pelo sul do Egito, fizemos nossa base em Aswan, cidade famosa na antiguidade por suas pedreiras de granito de onde saíram muitos obeliscos que foram usados para decorar templos por todo o Egito. Aswan também estava associada com o lugar de nascimento do rio Nilo, (que nasce no centro da Africa) de lá se podia navegar até o delta do mediterrâneo, pois os egípcios faziam todo o transporte via fluvial, por esta razão a roda demorou a se tornar algo comum por lá.

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Mercado de especiarias de Aswan.

Nos instalamos no Hotel Old Cataract , este hotel data do período colonial inglês, é um hotel lendário, foi aqui que Ágatha Christie escreveu seu famoso livro – A morte no Nilo.

O hotel fica em um dos tantos oásis a beira do rio Nilo, o lugar é belíssimo, e da sacada do quarto podemos ver o deserto.

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Vista da sacada do quarto do Hotel Old Cataract.

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Passeio de camelo ao entardecer em Aswan.

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Por do sol em Aswan.

Visitamos os grandes templos construídos por Ramsés II, que ficam uns 300 Km ao sul de Aswan, conhecidos como Abu Simbel, a gente chega em um vôo curto de menos de 1 hora.

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Visitando Abu Simbel, os templos construidos pelo faraó Ramses II

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Os templos são grandiosos, e devido a construção da grande represa de Aswan, eles foram literalmente fatiados e trasladados cerca de 200 m do seu lugar original, para evitar que ficassem submersos pelas águas do lago Nasser, em um empreendimento caríssimo financiado por vários países para salvar este grande monumento reconhecido pela Unesco como patrimônio da humanidade.

Aswan tem um mercado bem típico com muitas especiarias, e lá fomos nós, conferir as padarias que assam o pão na hora, comprar o chá mais típico daqui chamado de karkadi, que é o chá de Hibiscus.

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Happy hour navegando em Feluca pelo rio Nilo.

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Vista do Hotel Old Cataract em Aswan.

De Aswan saem os cruzeiros que sobem o rio Nilo até a cidade de Luxor, são 3 dias de navegação, na minha opinião uma das experiências mais legais para se ter no Egito, pois do barco vamos observando as margens verdes e exuberantes das tamareiras, e logo ali já se vislumbra a imensidão do deserto. Ao longo do caminho vão surgindo templos que a gente visita. A tardinha, o horário mágico, o Egito nos brinda com um por do sol mais lindo a cada dia. Ouvir o chamado para a reza (que acontece 5 vezes por dia) é lindo, emocionante.

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Vista da cabine no barco navegando o rio Nilo.

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deck do barco.

Na segunda noite no barco tivemos uma festa egípcia, todas vestidas como Cleópatras, Nefertaris, Nefertitis, nos divertimos demais.

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Festa Egípcia.

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Durante a navegação até Luxor a gente visita vários templos.

Chegando em Luxor fizemos o passeio de balão ao amanhecer, foi simplesmente espetacular, o dia estava perfeito, o ar límpido e levantar com o sol, junto com outros balões foi especial.
Nestes 10 anos eles se profissionalizaram muito, tudo melhorou, exceto que a gente sempre tem que madrugar, pois além de ser o horário mais bonito, é também o mais seguro, pois normalmente não tem vento.

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Enchendo os balões para subir aos céus junto com o sol no Vale dos reis.

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De cima se vê claramente o limite do vale irrigado e o inicio do deserto.

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O templo da faraó mulher Hatshepsut no vale das rainhas em Luxor.

Luxor é conhecida como o maior museu a céu aberto do mundo, você passeia pela cidade e vê o Egito antigo passando pelos seus olhos. Tem dois templos importantes Luxor e Karnac, este último dedicado ao todo poderoso deus Amon – Rá.
E foi no vale dos reis, na margem ocidental do rio Nilo, onde se fez um dos achados arqueológicos mais importantes da humanidade – o tesouro intocado do Faraó Tutankhamon, pelo inglês Howard Carter em 1922.
Hoje a gente visita várias tumbas incrivelmente bem preservadas com pinturas que conservam suas cores originais, mesmo depois de 3000 anos. Mas o tesouro do faraó Thut está conservado no Museu no Cairo.

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a Sala Hipostila do templo de Karnak, com sua floresta de colunas monumentais.

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Templo de Karnak

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detalhe do templo de Hatshepsut

Nossa última parada foi o Cairo, que sim é uma cidade caótica, confusa, mas a gente tem que procurar ver a sua beleza. Nossa localização ajudou bastante, ficamos no Four Seasons, cujos quartos dão de frente para o por do sol no Nilo, um lugar privilegiado, perto das atrações mais importantes.

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Vista do rio Nilo da sacada do Hotel Four Seasons no Cairo.

Fizemos muitas visitas legais na cidade, algumas fora do circuito normal dos roteiros, como é o caso do enorme Parque Al Azhar, um coração verde no meio da cidade, onde os casais vão para namorar e crianças fazer piquenique com suas classes.

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Parque Al Azhar, no Cairo.

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Mesquita de Alabastro no Cairo.

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Interagindo com as meninas locais, eles são super receptivos e adoram posar para foto com os turistas.

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Mercado Khan el Khalili, no Cairo

Ponto alto foi o Sitio de Gizé onde estão as famosas pirâmides e a esfinge, conseguimos um lugar especial para visitar com exclusividade a esfinge de pertinho sem outras pessoas, entramos na pirâmide de Kefrem, andamos de camelo próximo das pirâmides, almoçamos no Hotel Mena House, que tem vista única do sitio. Nos despedimos das pirâmides com o espetáculo de luz e som que conta de maneira bem didática um pouco da história desta civilização.

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Super tranquilo de visitar o sitio de Gizé, nada de multidões.

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o famoso beijo na Esfinge.

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Para fechar com chave de ouro nossa imersão na cultura do Egito antigo, fizemos uma visita privada ao Museu do Cairo antes da sua abertura. Foram 2 horas inteiras com o nosso acompanhamento mais nosso guia egípcio. Ter aquele museu só para nós, foi um privilégio, pois o museu é pequeno e costuma ficar lotadíssimo.

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Final da visita ao Museu do Cairo, como boas brasileiras, cada uma com a sua sacolinha : ) !

Nosso grupo foi muito bacana, super astral e muito parceiro,  pois no Egito se acorda muito cedo, para poder aproveitar as horas mais frescas do dia, e todas enfrentaram as madrugadas  com muito bom humor.

Foram dias intensos de muito aprendizado e ótima convivência.

Glamping nos Aparados da Serra: Cachoeira dos Borges

09 de outubro de 2018 0

Glamping , você já ouviu falar ?

Pois é , eu também nunca tinha ouvido este termo , mas fui chamada pela sua sonoridade. Algo como camping com glamour…

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Resolvi arriscar e ir até Mampituba, uma cidade próxima a Torres no litoral gaúcho ou a Praia Grande em Santa Catarina , que é conhecida como a capital da aventura neste estado. Para isto contei com o apoio de sete amigos , aventureiros que às vezes topam levar um cocar para os programas de índio que eu invento! Desta vez não foi usado.

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O Glamping da Cachoeira dos Borges foi uma super e grata surpresa. São cabanas de madeira em meio a natureza , com charme e conforto na medida do necessário. O lugar é encantador , de frente a esta enorme cachoeira ao pé dos Aparados da Serra. Pertence ao mesmo dono do Refúgio da Pedra Afiada que fica perto,  também conhecemos e é muito bacana, mas mais tipo pousada de aventura.

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As três cabanas mais simples, chamadas de glamping,  são equipadas com camas confortáveis e um lavabo com vaso, duas tem também uma pequena banheira.

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As 3 cabanas chamadas Jacuzzi , são maiores e tem um banheiro com uma grande banheira. No mais tem um banheiro coletivo que é usado também por quem acampa de maneira tradicional. Tudo uma grande curtição num fim de semana de temperatura amena.

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Eles oferecem churrasqueiras portáteis para alugar e a possibilidade de fazer uma fogo de chão para aquecer as noites que são frias por ali.

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Muitas trilhas pelas belas paisagens da redondeza são acompanhadas por guias profissionais. Para trilhas mais curtas até a cachoeira ou as piscinas naturais que ficam muito próximas as cabanas,  é tranquilo e seguro fazer por conta.

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A fauna e a flora são um capítulo à parte! Super rica e  abundante.

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As piscinas naturais são incríveis , parecem saídas de imagens do pinterest! Mas preparem o coração para a água gelada, quase tive uma síncope cardíaca , mas valeu a pena. As águas cristalinas são potáveis e convidam a gente a se atirar após uma caminhada pelas montanhas.

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Para completar eles oferecem uma área comum onde servem o café da manhã (incluído na diária) , cheio de produtos locais , uma delícia. O Gustavo é o administrador, cozinheiro e quebra galhos, um encanto de pessoa. Levamos uns bifes de hambúrguer que ele transformou num banquete , com pão feito em casa , acompanhamentos bem apresentados e para fechar a festa de Babete, bananas orgânicas flambadas na cachaça.

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Uma experiência a ser repetida!

Convidem os amigos, desconectem-se do mundo virtual , curtam a natureza de uma forma lúdica e intensa.

Faz um bem danado para o corpo e para a mente! Recomendo sem restrições.

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Amazônia - impressões de encantamento

28 de setembro de 2018 2

Numa primeira viagem para a Amazônia o encantamento de vivenciar o Brasil mais profundo me tomou de assalto.

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Foi um roteiro sob medida e enxuto , saindo de Manaus e subindo o Rio Negro por três dias de barco.

Pegamos o Untamed, um barco com 8 cabines com todo o conforto e charme , que incluía um chef inspirado , camareiras e o melhor e mais profundo conhecedor da selva que poderíamos sonhar.

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Foi uma aula sem fronteiras, que abriu nosso léxico de Amazônia e colocou uma semente de brasilidade em nosso coração.

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A pergunta mais frequente já respondo de cara, não tem mosquitos por aqui, nem nenhum outro tipo de inseto incômodo. O Rio Negro tem uma acidez que não deixa que eles sobrevivam, o que torna a viagem aprazível da manhã a noite.

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Manaus tenta resgatar sua rica historia do tempo das glórias do ciclo da borracha. O Teatro Amazônia está lindo e já vale a visita. Mas ainda tem o Mercado , Palácio Rio Negro e o delicioso hotel Villa Amazônia que além de bem localizado é lindo e confortável.

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Em três dias de navegação vimos muitos dos mamíferos e répteis  da selva como jacaré, macacos, preguiças e muitos botos.

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Fizemos todas as atividades que a floresta oferece: caminhadas, pescarias, banhos de rio, visita a comunidades indígenas e nado com o boto cor de rosa! Voltamos encantadas e inspiradas e este texto abaixo fala um pouco de tudo isto.

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“O Brasil não pode esperar para ser redescoberto.

São tantas águas, cursos abertos como veias na mata.

Um planeta água, verde, intocado. Rios que trazem sua verdade e não se entregam em luzes cristalinas.

Negro , Amazonas ou Solimões, cada qual mantém intacto o seu percurso. Igarapés singram os igapós, os manauara comem o seu tacacá feito de tucupi e jambu!

Um novo idioma , uma plêiade de criações da natureza ainda virgem e inviolada.

E nós, gente do sul, cheia de sabedoria estrangeira alheia ao nosso âmago, nossa verdade primordial.

Uma floresta tão rica em diversidade quanto em sensações , cores, reflexos e aromas.

Macacos que espiam com curiosidade, botos que nadam livres e interagem sem medo de seu maior predador.

Jacarés dividem as águas repletas de alimento conosco , e quem tem mais a temer?

Pirarucu, piranhas e tucumãs, o anzol não dá conta de tirá-los da água , criando uma nova paleta de sabores.

A selva se oferece abundante, açaí, cupuaçu, graviola ou cajá o paladar também vai aprender.

Cada palmeira com seu milagre, o palmito que mata ou o açaí que perpetua, a escolha é sua.

E mais água, e cipós e seringueiras que trouxeram a riqueza e logo a decadência.

A selva é sustentável, se sugada em excesso seca, murcha e morre.

E mais conhecimento em curas para todos os males, até para aqueles que nem sabemos que temos.

Curas para o corpo e para a alma que retorna repleta de orgulho de fazer parte de um Brasil que alheio à tudo insiste em sobreviver.”

Trilha pelo topo do mundo - Cordilheira Huayhuash, Peru.

07 de setembro de 2018 0

Ano passado fizemos a trilha de Salkantay, próximo a Cusco, que foi uma experiência muito legal, éramos um grupo de 12 pessoas do mundo inteiro. Mas meu coração pulsava pelas montanhas no norte do Peru onde em 2015, havíamos feito a trilha da Laguna de Santa Cruz na Cordilheira Blanca.

Se você quiser saber mais sobre Huaraz e a Cordilheira Blanca olha aqui: http://www.viajandocomarte.com.br/trilha-e-avent…ra-branca-peru/

Na ocasião jantamos na melhor (única : )  ) creperia em Huaraz, a do francês Patrick, e ele falou muito sobre a beleza impressionante da Cordilheira de Huayhuash, aquilo ficou marcado a fogo na minha mente e voilá! 3 anos depois estávamos de volta a Huaraz, a meca latino americana de trilhas e escaladas.
Desta vez a pegada era bem mais forte, a trilha seria de 6 dias e mais 2 trilhas prévias  de aclimatação, ou você está achando que andar entre 4000 e 5000 metros de altitude é moleza?

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Aqui nós 3, eu, Luisa e Ana, saindo para nossa primeira trilha de aclimatação, em uma montanha próxima a Huaraz.

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Tudo correu bem nas trilhas de aclimatação, nada de soroche,  como eles chamam o mal da altitude. A gente se sente um pouco mais ofegante, mas tem várias pessoas que passam mal, os sintomas mais comuns são dor de cabeça e enjôo. Mas treino é treino e jogo é jogo, só lá nas montanhas que realmente poderíamos saber como nosso organismo iria responder.

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Tudo certo, muita expectativa, zarpamos em uma viagem de van de umas 6 horas.
E aqui transcrevo meu diário dos dias que se seguiram:

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Saindo da estrada Pan americana, a paisagem já começou a mudar.

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Este é o mapa do nosso circuito

Dia 1 – Maracancha ou Cuartelhuain.

Saimos de Huaraz as 9hs, dia lindo de sol. Gravei a chamada para o nosso podcast do Peru e pegamos a estrada em direção ao sul, a mesma que vai para Lima. Depois de 1 hora entramos a esquerda e entramos em uma estrada cênica tendo a Cordillera Huayhuash ao fundo, lindo demais.

Paramos ao lado de um rio de corredeira em um lugarzinho gramado perfeito e almoçamos papas com crema de espinaca. As comidas de acampamento aqui são deliciosas, os “chefs” das trilhas fazem cursos de culinária especial para acampamento, a gente come trutas assadas, cereais com frutas aquecidos, sopas energizantes, tudo muito bom.

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Nosso pic nic durante a viagem.

Seguimos viagem por estradinhas cada vez mais estreitas e ingremes.

Entrando para dentro do vale.

Chegamos a Llamac e depois entramos no parque na vila de Pocpa, 15 soles por pessoa.

Chegamos ao acampamento em torno das 14:30, já havia 2 grupos e chegaram mais.

Tomamos o cha da tarde e agora começou a chover, espero que não dure tanto tempo.

Parou a chuva e o final de tarde foi lindo, dourado, auspicioso.

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Entardecer de tirar o fôlego previa um começo auspicioso para o nosso grande desafio

Dia 2 - Cuartelhuain / Mitucocha.

Saimos as 6hs e cruzamos o passo Cacanan 4700m

Depois seguimos e almoçamos e subimos o segundo Passo através do lugar chamado Quebrada Caliente. E a chuva gelada feito mini granizos nos pegou no caminho.

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Esta foto foi logo depois da primeira subida forte, a gente acha que não vai conseguir afinal 4.700mt, é um bocado, mas o segredo, é respeitar o seu ritmo, ir devagar, e quando a gente chega lá no topo, o sentimento é indescritível.

Foi muito difícil, um desafio enorme, fazermos em 1 dia o que as pessoas normalmente fazem em 2 dias, caminhamos 11 hs e chegamos no acampamento já quase escuro. Foi muito, muito, muito exaustivo.

Acampamos ao lado da lagoa Mitucocha.
O lugar é fantástico, mas só pudemos apreciar o cenário quando amanheceu, ontem estávamos completamente exaustas, jantamos e capotamos.

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Quando amanheceu o visual era este, e toda a bronca do dia anterior já havia passado

 Dia 3 – Laguna Carhuacocha – Passo Carniceiro (4.800mts)

Saimos as 7h 30 e o trajeto foi cinematográfico, lindíssimo, 3 lagunas e subimos, subimos até o miradouro a 4400m. Uma das paisagens mais lindas que já vi na vida. As vezes ouvíamos uns estrondos ameaçadores que eram pequenas avalanches e gretas estourando. A água das lagoas era muito verde, foi uma visão inesquecível.

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Lupinas nos acompanharam por todo o caminho.

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Visão espetacular das 3 lagoas

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Nestor nosso guia preparando o almoço.

Ali naquele lugar espetacular sentamos para descansar e comer um lanche.

Mas ainda era cedo para festejar, nos esperava um dos pasos mais duros, o Carniceiro, com este nome sugestivo subimos por ele até o topo de 4800m e lá no teto do mundo, almoçamos.

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No topo do Carniceiro

Mas ainda estávamos a quase 3 horas de caminhada do acampamento e começamos a descer com um sol forte por um vale lindo.

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Quando olhamos na direção que estávamos seguindo de um minuto para o outro havia se formado um céu escuro ameaçador e víamos mangas fortes de chuva mais ao longe. Quando a tempestade nos alcançou era um vento forte com mini granizos de neve que açoitavam o nosso rosto, caminhamos uma meia hora nestas condições, quando de repente assim como veio, a tempestade e as nuvens se foram o sol voltou e chegamos ao acampamento pelas 4h da tarde. Ana que foi a cavalo e por outro caminho evitando o Carniceiro havia chegado ao acampamento as 13:30, bem descansada e faceira.

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Arrumamos tudo, jantamos, na janta sempre temos uma sopa deliciosa de entrada, ontem foi de Zapallo, (moranga) depois frango com cogumelos e arroz e uma mini torta de sobremesa.

As 9h fomos dormir, dormi muitíssimo bem, foi restaurador.

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lanchinho da tarde.

Dia 4 – domingo – Passo Portachuelo (4750mts) / Laguna Viconga

Saimos 7:15h do acampamento, com bastante neblina e logo abriu um dia magnifico de sol, hoje fomos todo o trajeto juntas, Ana no cavalo e Luisa e eu caminhando. O dia foi ótimo, tivemos um Paso Portachuelo, leve não tão ingreme. Vistas incríveis de montanhas, lagos verdes um lago enorme, o Viconga que serve de reserva de água em caso de seca.

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Fizemos um lanche após o Passo, e depois subimos ao longo da barragem, para cairmos em um vale lindo, verde, uma área super remota, com cachoeiras, e aprendemos que neste mesmo lugar era usado como campo de treinamento da facção terrorista Sendero Luminoso. Até chegarmos ao nosso acampamento as 13:30, foi o dia mais light e que chegamos mais cedo. Aqui tem 3 piscinas termais com água extremamente quente, tomamos banho! Foi uma glória! Já estávamos nos sentindo um tanto azedas e poder relaxar o corpo cansado naquela água quente foi maravilhoso! Tempo tão lindo que colocamos a mesa e almoçamos ao ar livre, memórias para a vida.

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Piscinas de águas termais, perfeito para depois de dias de trilhas, um luxo!

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Dia 5 – Laguna Viconga / Passo Cuyoc (5.000mts) / Passo Guanacpatay ( 4.300mts)

A noite passada foi fria, o ar estava fino e o céu absurdamente estrelado, nestas horas me dou conta porque estou neste lugar, porque tantas horas caminhando, e me sinto minúscula diante desta natureza onipresente, dos seus barulhos noturnos, das águas correndo cristalinas, e parece que chego muito próxima do paraíso, ou ou menos do que penso ser o paraíso e tudo faz sentido.
Hoje raspamos o topo do mundo, subimos o Passo Cuyoc o mais alto de todo o circuito, 5000mts, a visão é incrível, o dia estava ensolarado e nosso astral animado. Descemos e almoçamos em um vale gramado, e nosso guia, muito gente boa, o Nestor, nos permitiu até uma sestiazinha gaúcha no sol.
Seguimos pela quebrada Huanactapay e acampamos em Rinconada a 4.300mts.

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mãos de 5.000 mts, o lugar mais alto de todo o circuito – Passo Cuyoc

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almocinho no sol, a gente merecia!

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Nosso último acampamento, lugar lindo demais.

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Dia 6 -  Huayllap / Huaraz

Acordamos cedinho, e partimos para aquele que seria nosso último dia de caminhada, nesta noite passei muito mal fui acometida pela maldição de Cortez, se é que vocês me entendem… foi um deus nos acuda, durante a noite. Comecei caminhando, mas depois da 2a parada, estava me sentindo muito fraca e montei no cavalo. Subimos bastante, e garanto que prefiro mil vezes estar sobre as minhas pernas do que montada a cavalo naqueles desfiladeiros, mas eu não tinha escolha. A descida foi caminhando por um vale tranquilo e bonito, até chegarmos a um vilarejo onde a van estava nos esperando para uma longa jornada de volta a Huaraz.

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Trilhas nos Pirineus - para descobrir uma outra Espanha

17 de julho de 2018 0

Faz um ano eu vi uma foto das formações dos Mallos e Riglos quando estava pesquisando sobre trens na Europa e desde lá fiquei com esta ideia fixa , queria ir para a região dos Pirineus espanhóis. Eu já conhecia a região dos Pirineus  francêses mas a perspectiva de cruzar a fronteira e descobrir o que estaria por trás daquelas montanhas lindas me capturou a imaginação.

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Mallos de Riglos – Espanha

Foi uma viagem bem diferente , saímos de Barcelona e fomos em direção a Huelva. No caminho ainda veio de lambuja uma passada no Mosteiro de Montserrat. Um lugar lindo , mas como era domingo e estava lotado perdeu um pouco do encanto . Mas acho que vale muito a pena , para quem é mais religioso ou só pela paisagem também.

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Santuário de Montserrat

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Bom , seguimos para nosso destino por umas três horas por estradas ótimas. As cidades dos Pirineus espanhóis são bem mais rústicas e simples que suas vizinhas francesas. Muitas casas de pedras em vilarejos quase abandonados. Igrejas do século XII e XIII abundam , mas sem indicações mais precisas e muitas fechadas.

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Chegando a Murillo Gallego , onde estava nossa pousada veio o impacto. Nenhuma foto  retratava o que são estas formações rochosas ao vivo. As mão de Deus poderiam ser seu apelido, algo forte e desconcertante.

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Foto dos Mallos desde a janela da Pousada

Nosso hotel , encarapitado num monte bem à frente nos deixava com a melhor parte, ver suas mudanças de cor conforme o sol caía no horizonte.

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Murillo Gallego

 

Murillo Gallego é uma cidade medieval com não mais que 100 moradores, mas fora a dona do hotel e seu ajudante/ namorado francês que sumiu depois da primeira noite , não encontramos mais ninguém .

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Mas tudo é encantador , até o campo abandonado onde crescem as papoulas selvagens

A região é toda voltada para turismo de aventura , nas corredeiras é possível fazer rafting, as paredes dos Mallos são o cenário perfeito para o rapel e escaladas, nós ficamos com a trilha que dá a volta no monte.

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Partindo da pequena vila ao pé dos morros , subimos todo o caminho pedregoso até o topo e de lá voltamos pelo outro lado. Logo na saída nos deparamos com esta família com duas crianças pequenas, nos motivou a pensar que o caminho seria mais fácil do que o encontramos , ledo engano. As crianças é que tem cruza com cabrito montês e subiram sem nem reclamar!

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Mallos de Riglos – a vila

Foram umas 3h de caminhada , no inicio uma trilha tranquila e depois com subidas muito íngremes, confesso que duvidei da minha própria capacidade de vencê-las quando olhei para cima a primeira vez, mas como devagar se vai ao longe …

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O visual é fantástico e cruzar com o pessoal escalando as paredes é emocionante. Eles desafiam seus limites ao máximo.

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Lá pelas tantas encontramos esta placa que dizia, 1:30h para seguir caminho ou voltar pela mesma trilha . Quase demos a volta , mas daí já era uma questão de honra!

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A quase desistência

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    Mas o visual compensou o cansaço

 

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Aqui o visual desde o melhor hotel da região, o Spa de Mallos de Riglos!

Seguindo em direção a França passando pela estação de esqui de Formigal chegamos as paisagens  dos montes mais altos da região dos Pirineus, ainda com picos nevados. Aqui a ideia era fazer uma trilha , mas nossos casacos não contavam com o frio de 8 graus e só curtimos a paisagem de dentro do carro mesmo. Tudo já iluminado por um sol fraco de primavera.

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Fronteira de Portalet

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Roteiro pela França e país Basco – St Jean de Luz – Hondarríbia e os Pirineus

Para saber sobre roteiros em grupo ou assessoria particular do Viajando com Arte visite nosso site www.viajandocomarte.com.br

Ecoturismo em Bagé - Rincão do Inferno , Casa de Pedra e Estância Vinícola Paraizo

03 de junho de 2018 0

Sabe aqueles lugares que a gente chega e pensa:

“Por que não descobri isto antes?”

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Pois a região rural de Bagé está exatamente no momento perfeito, antes de entrar nas rotas de turismo de massa e com maravilhas da natureza. Depois não vão dizer que nós não avisamos!

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O Rincão do Inferno é um cânion no Rio Camaquã, decorre de uma formação rochosa radical de beleza natural incomparável , localizada entre os municípios de Lavras do Sul e Bagé, às margens do Rio Camaquã. Distante 70 km de Bagé por estrada de terra, é indispensável contratar um guia para chegar e entrar na propriedade que é particular mas aberta a visitação. O valor da entrada é R$ 20,00.

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Esse local, outrora hostil para se viver, recebeu este nome assustador pois serviu de refúgio para  descendentes africanos que fugiam da escravidão. Como Bagé aboliu a escravatura quatro anos antes do resto do Brasil com uma visita da Princesa Isabel a localidade,  o Rincão do Inferno passou a fazer parte do quilombo das Palmas, que também é composto pelo Rincão dos Alves, Rincão da Pedreira e Campo do Ourique. Atualmente a comunidade quilombola local é formada por algumas famílias que são as guardiãs da identidade, da história e da tradição dos descendentes de escravos.

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Mas é na experiência de aventura que mora o maior interesse, aqui pode-se fazer caminhadas , acampamentos e até descidas de caiaque. Tudo monitorado pelos experts na região,  Juliano Munhoz e Silvana Silva, ambos conhecedores da história, da natureza e das peculiaridades locais. Uma escola de cultura pampeana sem paredes.

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Fiquei louca para voltar no verão e tomar um bom banho de rio entre as caminhadas. Agora os 4 graus de temperatura não eram muito adequados a estes arroubos aventureiros.

O local também foi palco das filmagens do longa de Jaime Monjardim baseado na obra de Erico Verissímo, ” O Tempo e o Vento” . Foi no Rincão do Inferno que Ana Terra encontrou Pedro Missioneiro na beira do rio.

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Na mesma região a Casa de Pedra é uma gruta gigante , ou uma brecha sedimentar para usar o termo erudito! Serviu como esconderijo para tropas revolucionárias em vários momentos desta nossa conturbada história gaúcha. Também conhecida como Galpão de Pedra, dizem ser possível esconder na gruta 200 homens a cavalo .

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Aqui, no filme o “Tempo e o Vento” , Ana Terra esconde o filho Pedro , quando sua casa é destruída pelos castelhanos. Como veem o local entra na história real e na imaginária.

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Além disto tudo é um local perfeito para criar cenários para refeições glamorosas, pode ser um piquenique ou algo mais elaborado . Nós mesmos fomos surpreendidos pela iniciativa dos guias de montar uma churrasco campeiro , trouxeram carvão, linguiça e pão e criaram um almoço inesquecível , uma verdadeira travel experience personalizada. Quase chorei de tão lindo!

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Esta região é palco de inúmeras possibilidades de escaladas mais profissionais. Mas também de trilhas para todos os tipos de preparo. É só dizer o tempo e suas possibilidades físicas que eles montam o programa na medida.

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Voltando para a cidade fechamos a exploração campeira com uma visita a uma estância típica de criação de gado  do pampa e que está entrando em uma nova fase, começando a explorar a produção de vinhos e a experiências relacionadas a isto.

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A Estância Paraizo, dos queridos Thomáz, Mônica e Victória Mércio, nos recebeu com carinho e nos mostrou um ambiente repleto de tradição em  busca de novos caminhos. Um galpão de pedra cheio de referências pampeiras transformado em cave, a mangueira à sombra de um cinamomo dá nome a fazenda paraíso.

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Mas o encanto maior é o parreiral e a degustação dos vinhos no entorno do Mausoléu da Família Mércio. O por do sol emoldurou o momento sensorial e os vinhos Cabernet Sauvignon Don Thomaz e Vitoria safra 2012 completaram o deleite. Recomendo agendar a visita e disfrutar deste pequeno paraíso.

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A Família Mercio é originária da Ilha de São Jorge, nos Açores, e partiu por cerca de 1690 com destino a Colônia do Sacramento. A Estância Paraizo nasce 100 anos após a chegada , em 1790, como parte de uma Sesmaria entregue pela Coroa Portuguesa pelos serviços militares prestados na constante Guerra contra a Coroa Espanhola pelos então campos neutrais da atual região de Bagé.

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Tradicional Estância de pecuária e ovinocultura desde o ano de 2000 iniciou um novo capítulo de empreendedorismo e foi uma das pioneiras a implantar vinhedos na região da Campanha. Desde então, vem se dedicando ao cultivo de uvas finas, varietais Shiraz e Cabernet Sauvignon com mudas originárias da Itália.

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O vinhedo Don Thomaz y Victoria está situado na faixa dos paralelos ideais no Hemisfério Sul para o cultivo de uvas vitiviníferas e onde também se encontram tradicionais países produtores como Argentina, África do Sul, Nova Zelândia e Austrália.

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A Estância Paraizo é membro da Associação dos Vinhos da Campanha Gaúcha que até o final de 2018 deve receber o certificado do Instituto Nacional de Patentes Industriais (INPI) para o selo de Indicação de Procedência da Campanha Gaúcha. Em parceria com as outras vinícolas da Região faz parte do projeto do SEBRAE para a criação em 2019 da Rota do Enoturismo da Campanha Gaúcha.

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Informações

Guias para organizar passeios ao Rincão do Inferno e Casa de Pedra

Silvana Carvalho Silva  : (53) 99995. 5509

Juliano Munhoz : (53) 99974.7115

 

Estância Paraizo

www.estanciaparaizo.com

Facebook : Estância Paraizo

Instagram : @estanciaparaizo

 

 

Ecoturismo no Pampa - Guaritas e Minas de Camaquã

30 de maio de 2018 0

O Pampa Gaúcho é uma região com paisagens lindas , estâncias e cidades que contam muitas histórias. Um potencial riquíssimo para o ecoturismo , pois sua a maior riqueza são as vastas dimensões inexploradas, e tudo isto é ainda quase desconhecido no turismo local.

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Daí vem aquela questão do que vem antes o ovo ou…. Não tem uma boa infraestrutura, mas se não tem turistas não sustenta a criação de uma rede de hospedagem qualificada , guias e tudo mais.  Resolvemos parar de esperar as respostas e desbravar o que já temos com o suporte que encontramos  e o resultado foi surpreendente. Temos que agradecer o apoio , acompanhamento e informações preciosas da amiga Rossana Weiler.

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Saímos de Porto Alegre num amanhecer gelado, mas com toda a luminosidade que um céu de inverno pode ofercer. Seguimos direto para a região do Alto Camaquã, na RS 153 a caminho de Bagé. São 289km da capital , sendo somente os últimos 20 km por estrada de chão batido.

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Nosso primeiro destino foram as Guaritas da Serra do Sudeste, formações rochosas que lembram a paisagem da Capadócia na Turquia, e que são uma das 7 Maravilhas do RS junto com as Missões e Antônio Prado. A grande vantagem é que aqui o lugar é todo nosso, um campo nativo e rochas que chegam a 500 metros de altura , proporcionando trilhas e pequenas caminhadas, subindo nas formações para ter uma visão completa da paisagem. Nossos únicos companheiros de aventura foram uma chibarrada, um grupo de cabritos que vive em cima das pedras e o som da natureza.

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Uma sensação deliciosa é fotografar este cenário idílico e sentir-se como uma desbravadora de novos destinos! Inclusive, o cenário já apareceu em produções cinematográficas nacionais como Anahy de las Misiones (1997), Valsa para Bruno Stein (2007), Os Senhores da Guerra (2014) e a série Animal (2014).

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Para fazer as trilhas ou escaladas é necessário contatar a Associação das Guaritas para ser acompanhado por um guia local.

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Seguimos para as Minas de Camaquã que fica uns 15km adiante, na mesma estrada. Lá uma estrutura de turismo de aventura foi montada , Minas Outdoor Sports, e conta com uma represa para prática esportiva, estrutura para arvorismo, lugares para trilhas e uma tirolesa com 1.100m , partindo do Morro da Cruz e passando por cima da mata e do arroio João Dias.

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A história desta localidade é muito interessante, criada a partir da descoberta das minas de cobre na região, tornou-se uma vila modelo quando o neto do Conde Matarazzo recebeu a concessão de exploração das minas. Conhecido playboy da sociedade brasileira , Francisco (Baby) Pignatari foi um empreendedor ousado e criou a Companhia Brasileira do Cobre – CBC  em 1942.

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Nas Minas do Camaquã, construiu uma cidade privada para atender seus funcionários, com hospital, um cinema ao estilo western americano, clubes de lazer e campo de aviação . Uma estrutura super avançada para a época, onde viveram cerca de 5 mil habitantes, no auge da mineração. As casas hoje foram vendidas para particulares e alguns prédios são belas testemunhas deste período áureo.

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Aqui se pode fazer um tour histórico para conhecer a casa de Baby Pignatari e suas 4 esposas , com casos impagáveis de roubo de princesas ,  amores e traições. Compramos até um livro da vida do personagem , para nos deliciarmos com os detalhes. No momento a visita a mina esta fechada pela FEPAM , o que é uma pena, pois nos disseram ser a parte mais interessante e bonita do lugar.

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Chegamos a Bagé ao cair da noite onde uma gostosa lareira nos aguardava acesa em nosso quarto na Pousada do Sobrado. Uma tradicional estância bem próxima ao centro de Bagé, com um clima familiar e serviço atencioso. Um ambiente campestre encantador com todas as facilidades de um hotel fazenda, galinhas, ovelhas e pavões, lago com barquinho, piscina e o mais lindo por do sol.

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A casa histórica foi palco de muitas façanhas, uma construção típica das fazendas do Pampa. Um privilégio poder ter esta vivência.

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Daqui saem cavalgadas para diversos pontos interessantes. No próximo dia 17 de junho de 2018 estão organizando a Cavalgada dos Vinho da Campanha, saindo do Sobrado até a Vinícola Peruzzo, Programa Imperdível para quem gosta de camperear, novas experiências e um bom vinho.

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Nós fizemos uma cavalgada mais curta , mas nem por insto menos interessante. Passamos por campos, matas e nos sentimos parte desta linda coxilha pampeira.

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Informações e reservas para os passeios:

Associação das Guaritas

Jorge Luis Preto – (55) 9973.8677

 

Minas Outdoor Sports

(55) 9976.5682 ou (55) 9650.1312

 

Pousada do Sobrado e Cavalgadas

Rua Zoroastro Lamote , s/n – Zona Rural , Bagé

(53) 3242. 2713

A novidade é que o Brasil não é só litoral ....

16 de maio de 2018 0

Inspirada por  uma viagem surpresa para um destino inusitado escrevi este texto ainda lá na Chapada dos Veadeiros, um lugar místico e envolvente por natureza.

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O Cerrado é um ambiente que não se entrega ao primeiro olhar, não é um amor a primeira vista. Tem uma grandeza comedida, mais interior, assim como sua localização no Brasil. É o segundo maior bioma da America do Sul, mas a sua força esta mais nas raízes do que nas copas das árvores , na terra do que no ar.

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A secura de mais da metade do ano faz a força ficar contida num desabrochar parcimonioso que é descoberto por baixo da poeira. As nascentes das três maiores bacias hidrográficas do Brasil ficam disfarçadas entre pedras e troncos retorcidos , e vão escorrendo do alto do Cerrado, de uma altura de mais de 1500m,  umedecendo o coração da terra e se espalhando em todas as direções.

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A morte serve de semente , o homem conhece os segredos da terra e de seus frutos. Toda a secura e aridez da Savana brasileira esconde uma diversidade rica e abundante, de texturas , cores e aromas que se mesclam às almas mais sensíveis . A beleza só acontece quando tem um interlocutor, o belo precisa de testemunhas para se reconhecer e é isto que o homem da Chapada nos presenteia, abre nossos olhos para uma beleza que está lá, mas que nossos olhos impregnados de civilização nao veem.

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Parques naturais, cachoeiras, garimpos e quilombos tudo faz parte de um grande palco, onde nosso Brasil se forjou e nós ficamos alheios a nossa própria historia, como se fôssemos vindos de outras paragens , outros contornos feitos só de sal e mar, um enorme litoral.

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Cada pedaço daquela terra é grávido de milagres, não é por nada que a região é palco e centro de energias e crenças.

O homem é um valente, pois o coração do Cerrado está sempre repleto de vazios. Usa a natureza para curar e sabe todas as nuances e alquimias das folhas e raízes. O futuro sempre incerto lhe permite escapar de si mesmo e transcender. A espiritualidade é uma espécie de teimosia, acreditar que um deus vai se ocupar de nós, uma pretensão de dar-se importância. Por isto que que todos partem para a ação, acreditando sempre em um bem maior.

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Voltei com a alma carregada de energia e apaixonada por um Brasil que não é só litoral.    IMG_4690

 

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Descobrindo novos caminhos no Peru : Deserto de Paracas

17 de abril de 2018 13

 

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Depois de conhecer , Lima, Cuzco, Machu Picchu e o Vale Sagrado e ter simplesmente se apaixonado pelo Perú, queríamos mais,  nossa vontade era ficar e poder explorar todos os recantos deste país que dá lições de como receber bem as pessoas. É importante relatar para vocês o tamanho da hospitalidade deste povo que é humilde sem ser servil e ao mesmo tempo tem orgulho de ser peruano. Cada vez que volto ao Peru eu fico mais encantada, seja pela beleza natural, pela história do seu povo, das suas antigas crenças pagãs, e sobre tudo pela sua autenticidade.Dos muitos  lugares que tenho andado por aí dificilmente encontrei uma cultura tão genuína.. Quando a gente anda pelo Vale Sagrado, aquele povo colorido, as mulheres carregando as crianças em panos coloridos nas costas, não estão ali para serem vistos pelos  turistas, as pessoas estão somente levando sua vida da mesma maneira que seus ancestrais incas faziam.

Nesta viagem exploratória colocamos Paracas no nosso roteiro. Paracas fica na beira do Pacífico a 250 km ao sul de Lima e de lá saem 2 ou melhor 3 passeios imperdíveis.

O primeiro e mais famoso sai precisamente da cidade de Pisco, que fica uns 20km de distância de Paracas, Do aeroporto de Pisco saem os voos que sobrevoam as famosas linhas de Nazca, você não está lembrando das linhas de Nazca? Lembra daquele livro “Eram os Deuses astronautas?” Pois este livro questionava se aquelas figuras enormes feitas no deserto não teriam sido feitas por seres de outro planeta.A verdade é que até hoje nenhum estudioso chegou a uma teoria conclusiva de como foram feitas, o que se sabe é que elas estão  lá intocadas há pelo menos 1500 anos.São figuras enormes de macaco, colibri, condor ( a maior de todas com 360metros),aranha, além de muitas outras linhas que se assemelham a campos de pouso. A visão destas misteriosas figuras no meio do deserto é impactante. Os voos são feitos em aviões Cesna que levam até 12 pessoas, e leva uns 30 minutos de Pisco até chegar nas linhas de Nazca.

Decolando a bordo do Cesna em Pisco. Depois de 30 minutos de vôo chega-se as famosas Linhas de Nazca

O vôo é tranquilo, pois no deserto o céu é quase sempre azul, mas confesso que, quem tem estômago delicado é complicado, pois o piloto inclina muito o avião hora para a direita ora para a esquerda afim de as pessoas possam ver bem as figuras lá embaixo.

E começa o show das figuras, vejam ali o macaco.

O beija flor, uma das mais nitidas.

A aranha.

O segundo passeio, que confesso foi o que mais me deslumbrou, foi conhecer as Ilhas Ballestas, conhecidas como as Galápagos do sul.

Nossa lancha saiu do Hotel Paracas – http://www.libertador.com.pe/pt/2/1/5/paracas-hotel, que aliás é um espetáculo! Vou falar mais sobre ele na sequência. Nossa primeira parada na lancha foi depois de 10 minutos, quando deparamos com uma imensa figura como que entalhada na pedra de um morro, a figura conhecida como “Candelabro”. Existem teorias que dizem que o candelabro tinha a função de um farol, sinalizava para os navegadores a proximidade da terra.

Saindo do pier do Hotel Paracas

O enigmático “Candelabro”, seria como um farol para os antigos navegadores?

Seguimos de lancha por mais uns 20minutos até chegarmos nas Ilhas Ballestas, são várias ilhotas de pedra onde não se pode descer, e o interessante e lindo é que as ilhas são cobertas de pássaros de muitas espécies, pinguins e leões marinhos. É um verdadeiro santuário ecológico, eu só tinha visto uma cena parecida na National Geographic, as aves deram um espetaculo, aquelas revoadas com milhares de pássaros, ver os leões marinhos a 1metro de distância, foi muito legal, foi inesquecível.

Chegando nas Ilhas Ballestas

Várias grutas com muitos ninhos.

 

muitos leões lagarteando ao sol.

Conhecer estas  ilhas foi de verdade uma experiência marcante.

Nosso terceira aventura foi no deserto. Saimos à tardinha em camionetes 4×4 em direção ao deserto. O famoso rally Paris / Dakar que agora acontece nesta região . Então já viu né? A gente se sentiu fazendo parte da corrida mais glamorosa das areias.

O famoso rally Paris / Dakar que agora acontece nesta região.

Eram dunas muuuito altas e nossos motoristas aceleravam e faziam umas curvas bem radicais, uma dose de adrelalina na medida certa.

Depois de uma parada estratégica para ver o sol se por lindíssimo como só no deserto, seguimos em direção do leste, quando para a nossa surpresa a camionete da frente parou sobre a crista de uma duna e quando nos aproximamos tivemos a visão do que nos aguardava.

 

Alto astral contagiante

Até que deparamos com este acampamento nos esperando….

Champanhe, vinho, espetinhos, quitutes peruanos e música, o que poderámos pedir mais?

Como vocês puderam ver o Perú tem infinitas possibidades de lugares para todos os tipos de turismo. Citei aqui 3 passeios bárbaros que conseguimos fazer em apenas 2 dias.

Deixo vocês aqui com umas imagens deste verdadeiro oásis no deserto – o Hotel Libertador Paracas! Adios!

 

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