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Posts na categoria "Barcelona"

Barcelona , 5 bons motivos para voltar e se apaixonar

04 de setembro de 2015 1

Barcelona e uma cidade onde a história se apresenta em camadas, ela se reinventa na mesma medida em que valoriza seu passado.

20150520_203928                        Palau de la Música Catalana

Mercados

Os catalães tem razões de sobra para cuidar bem e se orgulhar de sua capital, Barcelona atualmente só perde para Paris e Londres em número de visitantes , e um de seus pontos altos é o traçado modernista que se contrapõe ao núcleo medieval antigo do Bairro Gótico. Parte da história antiga pode ser conhecida no Mercat del Born, transformado em espaço cultural valorizando as ruínas da cidade conquistada pelos espanhóis em 1714. IMG_8615 IMG_8621

Mercat del Born

Barcelona valoriza sua história e consegue com maestria conectar o passado e futuro. Produto da inteligência, é uma cidade com projeto urbanístico onde antigos mercados foram remodelados e continuam cumprindo sua função de nutrir a cidade, exemplo é o de Santa Caterina revitalizado em 2005 com um design curioso , colorido e divertido.

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Mercat de Santa Caterina

Arco do Triunfo

A cidade que valoriza as pessoas busca criar espaços de convivência e ampliar parque e calçadas.  O portal erguido no final do século XIX para celebrar o progresso artístico e econômico hoje serve de moldura para turistas que passeiam pelo seu calçadão em busca do melhor ângulo para fotos. Forma com o Parque da Cidadela em entorno agradável que convida à convivência. IMG_8928

Arco do Triunfo

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Palau de la Música Catalana

O famoso modernismo catalão vai além de seu arquiteto mais conhecido , Gaudí. É de Domènech i Montaner a obra mais impactante que já visitei. O Palau de la Música Catalana abriga uma sala de concertos tão exuberante que até pode tirar sua atenção do fator principal , a música. É colorida, delicada e ao mesmo tempo exagerada e excessiva! Arrebata pelo detalhe mas se completa no conjunto.

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Palau de la Musica Catalana

Museu de Arte Contemporânea

O Raval estava decadente e a cidade fez o que sabe fazer melhor, instalou um equipamento público numa área degradada trazendo uma celebridade da arquitetura para criar um projeto para revitalizar o bairro. Richard Meyer desenvolveu o Museu de Arte Contemporânea , Macba de forma integrada, tanto que sua praça é reduto de skatistas que já fazem parte da paisagem.

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Museu de Arte Contemporânea , Macba

O Raval tem sua própria Rambla que abriga até uma gato gordo gigante do conhecido colombiano Botero.Vale um passeio pelas ruas descoladas e alternativas do bairro.

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Gato de Botero na Rambla do Raval

El Nacional, centro de gastronomia

Como a gastronomia é uma dos mais importantes elementos de atração turística da Espanha , um local de boas opções não poderia ficar de fora. Nos moldes do famoso Eataly que já  espalha pelos quatro cantos do mundo a gastronomia italiana,  o El Nacional propõe um espaço de experimentos dentro da culinária espanhola. Dividido em áreas , serve peixes, carnes, saladas e doces além é claro de muitos tapas. Além disto tem uma parte de bares que animam o espaço com uma bela decoração e muita gente interessante. Fica no Passeig de Grácia , 24.

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El Nacional

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De bicicleta por Barcelona:praias, personagens urbanos e modernidade

Tapeando por Barcelona : o Born

Barcelona nos passos de Gaudí (parte I)

Barcelona nos passos de Gaudí (parte II)

Para saber sobre roteiros em grupo ou assessoria particular do Viajando com Arte visite nosso site www.viajandocomarte.com.br

De bicicleta por Barcelona:praias, personagens urbanos e modernidade

19 de agosto de 2011 4

Barcelona é a cidade ideal para ser conhecer sobre duas rodas. Além de ter ciclovias em todas as principais avenidas, é plana e tem bons locais para alugar a magrinha.

Locamos em duas empresas diferente mas de longe a Budget Bikes (www.budgetbikes.eu)  é a melhor. Bicicletas novinhas, boa localização das lojas e um preço super convidativo de E$ 9,00 por quatro horas ou E$ 16,00 pelo dia inteiro. Eles oferecem ainda passeios guiados de três horas para quem se sente inseguro de andar só ou quer fazer uma visita de reconhecimento.

Pegamos as nossas bicis na loja da Plaça de Catalunya (Estruc, 38) e montamos um roteiro privilegiando a Barcelona de arquitetura moderna e a praia, mas sem deixar de passar pelo Parc de la Ciutadella.

Logo que pegamos a Via Laietana em direção a Ciutat Vella passamos  pelo bairro La Ribera onde está o Palau de la Musica , para mim dos prédios mais belos da arquitetura Modernista da cidade, pena não termos assistido algum espetáculo por lá.

O Mercat Santa Caterina, primeiro mercado coberto da cidade ,  foi recentemente restaurado pelo arquiteto Enric Miralles Moya com um telhado ondulado que é um show de movimento e cor. Muitos tem este mercado como o preferido, desbancando o famoso Boquería, localizado próximo à Rambla

Logo adiante está um dos bairros mais charmosos da cidade , o Born. Com lojas de design local e muitos restaurantes , dá para se perder entre suas ruas e bares sem nunca deixar de fazer descobertas interessantes. Tem como centro o Passeig del Born e a Igreja Santa Maria del Mar, na Carrer de l´Argenteria muitos bares de tapas fazem da noite uma criança no Born.

No próximo post dou umas dicas de restaurantes por aqui!

Mas voltamos as nossas duas rodas. 

Foi por aqui que entramos no Parc de la Ciutadella, que foi o palco da Feira Universal de 1888 e hoje abriga o Zoo , o Museu de História Natural de Barcelona e o Parlamento da Cataluña. Mas é como ponto de encontro e parque mais central da cidade que é muito apreciado. O calor estava forte e sentamos para uma água em frente a Cascada, um monumento Barroco feito no período da Exposição de 1888.

O banco de mamute foi o bônus do dia!

Saímos do parque pela parte de trás e seguimos pela Calle Bogatell em direção à praia, uma avenida super moderna que desemboca na Villa Olímpica , região totalmente remodelada na época da Olimpíada de 1992.

A praia de Barcelona é artificial , também feita para os jogos e hoje muito frequentada por jovens de toda as paragens, a gente parece ter saído da Europa e chegado na Califórnia ou Rio de Janeiro!

É um programa imperdível, tem de tudo que se pode imaginar , até uma figura folclórica , um “senhor” de uns setenta anos que passeia nú pelo enorme calçadão e tem um calção tatuado no corpo , não preciso dizer que já fez escola e agora vários companheiros seguem seu exemplo. Conversei com alguns moradores da cidade e todos conhecem a “figura” !

Andamos de bicicleta apreciando a diversidade humana e a arquitetura local , quem anda pelo centro nem pode imaginar no que a cidade se transforma ao se aproximar do mar. Eu adoro este contraste.

Depois de um bom banho de mar seguimos pela Barceloneta, um dos bairros mais antigos e pobres da cidade. Impressionante que uma zona ao lado da praia siga sendo um local tão simples, muitos jóvens que vem ganhar a vida na cidade acabam morando por aqui , pelos aluguéis baratos em prédios velhos e com o bônus da proximidade do mar.

O Porto Olímpico tem uma profusão de restaurantes de frutos do mar, mas não é meu gosto! Prefiro ficar nas partes mais típicas e sem tantos turistas. Shopping centers , grandes redes hoteleiras e um enorme aquário são as atrações por aqui.

Entramos de volta na cidade pelo monumento a Cristóvão Colombo que marca o início da famosa Rambla, onde a vida acontece e todo mundo converge ao cair da tarde.

Passamos pela parte baixa e logo seguimos pela Avenida del Paralel até a outra extremidade da cidade onde está a Plaça de España. Famosa pelas fontes e pelo Museu da Cataluña que fica no alto de Montjuic.

Conhecemos boa parte da cidade em duas rodas , tomamos banho de mar para refrescar e ainda ficamos com crédito para muitos tapas ao anoitecer!

Barcelona nos passos de Gaudí (parte II)

24 de maio de 2011 6

O nosso dia começou com uma visita ao Parque Güell, construído na montanha El Carmel, numa parceria do artista com o empresário e também artista, Eusebi Güell. Este não foi o primeiro projeto dos dois visionários , Güell já havia encomendado para Gaudí um prédio de moradia conhecido como Palácio Güell , era seu mecenas e lhe dava total liberdade na execução dos projetos.

 


 

Contudo, embora fruto de grande empenho , o Parque Güell foi um fracasso comercial: estava previsto construir um novo bairro aos moldes dos condomíneos modernos, com aproximadamente 60 moradias espalhadas num imenso jardim, nas imediações da cidade e com uma vista panorâmica sobre toda Barcelona. Mas o projeto se tornou pouco atrativo para os barceloneses –que achavam distante do centro de Barcelona– e somente foram vendidos dois terrenos: um deles é a atual Casa Museu Gaudí, onde viveu o arquiteto entre 1906 e 1926 , obra do seu colaborador Francesc Berenguer; e a outra a Casa Trias, propriedade de um amigo de Güell e Gaudí.

Em 1906 já se começou a ver que o projeto não daria certo; ainda assim, as obras prosseguiram nas áreas comuns até o começo da I Guerra Mundial. Depois da morte do conde Güell em 1918, os seus herdeiros decidiram vender o parque ao Município para convertê-lo em espaço público, sendo inaugurado em 1922.

Olhem o privilégio destas crianças que se exercitam praticamente dentro do parque!




Existem formas onduladas, parecidas aos rios de lava,  passeios cobertos com colunas em forma de árvores, estalactites e outros formatos orgânicos. Muitas das superfícies estão cobertas por mosaicos.

Uma curiosidade é que o artista escolhia os seus colaboradores  para estas montagens de mosaicos testando a sua capacidade de combinar cores com os pequenos cacos de cerâmica espalhados pelo chão, o que fosse capaz de criar uma obra equilibrada juntava-se ao grupo de empregados.

O parque é dos destinos turísticos mais procurados da cidade , aconselho a chegar cedo , depois é complicado conseguir enchergar o dragão, logotipo do parque. Falando em simbologia, por aqui não faltam alusões políticas e religiosas, já na entrada o acesso ao parque representa a entrada ao Paraíso, o dragão pode ser a representação de píton  de Delfos e assim vários elementos cristãos e mitológicos se misturam.

O ponto central do Parque Güell é a praça com o famoso banco ondulante de 110 metros de comprimento. Esta praça é mantida em chão batido, devido ao recolhimento da água que é drenada e canalizada pelas colunas que a sustentam e é acumulada num depósito subterrâneo , posteriormente empregada para regar o parque. Se o depósito ultrapassar um limite determinado, a água é expulsa pela salamandra que dá a boas-vindas ao parque. Reparem na modernidade disto tudo , somente há pouco tempo ouvimos falar em preservar água e recolher a chuva para reutilizá-la.

Terminamos nosso périplo ” Gaudiniano” com uma visita a menos conhecida Casa Batlló. Em pleno Passeio de Gracia foi resultado de uma reforma encomendada ao arquiteto, que, em dois anos, transformou o prédio em uma “ Casa de Ossos” .

A genialidade está em trabalhar somente com linhas curvas e cobrir toda estrutura em cores e mosaicos envolvendo o visitante, ou, no caso original , o morador, num cenário orgânico onde a luz compõe um elemento funcional. Nenhuma peça do empreendimento fica desprovida de luz natural, sendo que para isto o prédio foi idealizado como um caracol.

 

No poço central, onde a luz vai aumentando à medida que subimos, os ladrilhos diminuem a intensidade do azul na mesma proporção e todas as esquadria são desenhadas especialmente para sua posição na fachada, criando um esqueleto externo como uma carapaça.

 

 

A cobertura do prédio é trabalhada como se fosse a pele de um dinossauro ou dragão e a parte destinada ao serviçais tem detalhes criativos e funcionais, além de ser toda revestida de branco.

 

 

 

Para fechar a visita, o café foi decorado com móveis inspirados no artista e assim podemos experimentar a comodidade das lindas cadeiras e utensílios de mesa.

 

Para um jantar muito especial na cidade sugiro o moderníssimo Hotel Omm (Rosselon, 265) , que tem o restaurante Moo comandado pelos irmãos Roca, proprietários também do Celler de Can Roca, um dos melhores  restaurantes da Espanha, situado em Girona. Lá o menu é sempe degustação pois as porções são pequenas e caras,  mas divinas. O local tem em seu lobby uma concentração de modelos, artistas e pessoas super descoladas, vale passar por lá. http://www.hotelomm.es/

 

Mais que um tour , esta visita à Barcelona de Gaudí foi uma experiência de gerações , de aprendizado através de diferentes sensibilidades e de comprovação de que aquilo que mais prezamos e valorizamos, nossos exemplos, acabam um dia dando frutos e renascendo nas gerações vindouras, como uma releitura de uma obra de arte.

Barcelona nos passos de Gaudí (parte I)

23 de maio de 2011 1

 

Dizer que viajar é uma das melhores coisas da vida já é um lugar comum. Para mim, viajar e poder reconhecer obras de arte sobre as quais me debrucei como objetos de estudo, redobra meu prazer. Mas acabo de ter uma surpresa, uma dimensão diferente em termos de convívio de gerações e viagem, revisitar lugares e obras primas através do olhar virgem e encantado de meus filhos adolescentes .

  

Nos hospedamos no Passeio de Gracia , há poucos passos da Casa Milá e da Casa Batlló famosas obras Art Nouveau de Gaudí.O Hotel Condes de Barcelona (http://www.condesdebarcelona.com/) é uma ótima dica , bem localizado e com uma tarifa para lá de conveniente, tem até piscina na cobertura e o serviço é muito bom. Já é a segunda vez que paramos neste hotel e até nosso cadastro estava pronto , uma coisa rara ! O primeiro jantar foi quase ao lado do hotel , uma indicação do concierge que aprovamos com muito gosto, no Tenório, numa mesa na calçada   comi um dos melhores pão com tomate (pa amb tomàquet), a mais simples e deliciosa entrada catalã.

 

 

Não consegui segurá-los até a manhã seguinte,  a noite nos esperava com os prédios iluminados compondo uma atmosfera ainda mais mágica e surreal, Gaudí montou cenários que fazem de Barcelona um espetáculo ao ar livre.

 

 

A Casa Milá, ou Pedreira como é conhecida , ainda abriga moradias e escritórios e a visita turística inclui um apartamento desenhado e mobiliado pelo arquiteto , a cobertura  onde estão expostos objetos que inspiraram Gaudí na sua genialidade, além de maquetes das obras e muitos móveis desenhados especialmente para o projeto.

 

 

 

Toda a construção nos remete a formas simples da natureza, castelos de areia, cavernas trogloditas , colméias de abelhas, conchas do mar e muitas outras estão expostas ao lado da obra finalizada.

 

 

 

As cadeiras foram uma das partes mais interessantes, reunidas no mesmo local pareciam uma instalação.

 

 

 

Cada detalhe tem um toque de mestre, um filme mostra como as maçanetas e os puxadores foram idealizados , um a um, para serem perfeitamente moldados a mão humana. 

 

 

O ponto alto da visita é o telhado que pode ser visitado e além de ser totalmente trabalhado com forma inusitadas , oferece uma bela vista da cidade.

 

 

Para um adolescente menos envolvido com o assunto e também mais jovem, foi a construção interminável da Sagrada Família que mais entusiasmou. A história de vida de Antoní Gaudí , dedicado de corpo e alma ao projeto durante mais de quarenta  anos arrebatou a imaginação, e sua morte embaixo dos trilhos de um bonde como indigente foram os elementos que faltavam para dar mais tragicidade à obra.

 

 

 

A visita não foi uma tarefa fácil , nos custou mais de meia hora de fila, embaixo de um sol escaldante, mas foi recompensada pela curiosidade de ver uma obra em pleno desenvolvimento.

 

A finalização está prevista para 2026, ano do centenário de morte do artista , já que o financiamento para a construção tem que vir exclusivamente de doações privadas, a construção tem o andamento comparado as antigas catedrais Góticas.

O interior está com as obras aceleradas, existe um plano de abrir para o culto em setembro deste ano, o que eu acredito não vá ser uma tarefa muito simples.

 

 

Desenhos originais de Gaudí  estão exposto no subsolo e mostram uma perfeita maestria no traço arquitetônico , importante exemplo para uma geração que está aprendendo a valorizar um traçado à mão livre e que não se deslumbra mais com as facilidades do autocad. Muitos artesãos trabalham na confecção de detalhes e maquetes que vão ser estudadas antes de colocar os projetos em execução.

 

 

 

 

Depois deste primeiro dia de visitas nada melhor do que terminar com uma ” tapeda” na melhor cervejaria de Barcelona , a Cerveceria Catalana (Carrer de Mallorca, 236). Os tapas e pratos são de dar água na boca e não há hora que o local não esteja repleto de gente animada nos balcões e mesas que são muito bem atendidos, apesar da aparente confusão. Recomendo com muita ênfase.

 

 

No próximo post conto sobre visita à Casa Batlló e ao Parque Güel com mais umas dicas gastronômicas.

Adiós! Hasta la vista.






Tapeando por Barcelona : o Born

07 de outubro de 2010 1

O Born é um bairro boêmio, seria o espelho virado do Raval , outra região de Barcelona meio alternativa e muito interessante. Aqui tudo acontece , desde lojas descoladas , apresentações de grupos de música e muita vida noturna!

Na praça em frente a Igreja Santa Maria del Mar e no Passeig del Born encontramos vários bares muito legais , pena que não dava para ir em todos , e que era ainda 11 horas da manhã, quando passamos por lá.

Euskal Etxea (Placeda de Montcada, 1-3) é um bom exemplo , olhem as fotos abaixo , mas sem largar a leitura para ir em direção à cozinha!

Na mesma calçada , alguns passos adiante está outro local charmoso, Lonja de Tapas.

Voltamos à noite e em dois lugares comprovamos a delícia dos montaditos  e pinxos. A vontade é de passar a noite passando de bar em bar , tapeando para ser mais exata, mas haja estômago.

O Sagardi ( Carrer de l´Argenteria, 62) é um bar Basco com algumas especilidades típicas, para acompanhar pedimos o vinho basco, txacolí, e o mais comum por aqui o tinto de verano , que foi onde eu me perdi!

Prefiro os tapas da Catalunha porque abusam de frutos do mar e usam menos fritura que outras regiões.

 

Uma dica para os não iniciados aos prazeres dos tapas é que nos bares se pede um prato para o grupo e vai se escolhendo as rações (unidades)  que vem com um palito , este serve para comer sem se lambuzar muito e para o garçon contar ao final quantos foram consumidos. A conta somente na saída!

A Plaça Jacint Reventós, ao lado do Sagardi, foi onde acabamos a noite, por pura falta de onde sentar. O pessoal fica em pé nos balcões dos bares até quase cair, eu não tenho toda esta resistência e logo buscamos uma mesa que encontramos no CheeseMe. Acamos com mais tinto de verano e uma salada de queijo de cabra divida! Recomendo.

Futebol também é arte! Visitas ao Santiago Bernabeu e Camp Nou.

10 de setembro de 2010 0

Hoje a colaboração é do Torben Rizzo, que num mesmo dia fez um belo passeio pela arte milenar no Museu do Prado e pela sua paixão, o futebol, no “templo” do Real Madrid .

Visitar o Estádio de Real Madrid , considerado pela Fifa o maior clube do século XX ,  e do Barcelona , seu grande rival ,é uma experiência muito legal para os amantes do esporte.

O Real Madrid é responsável por quatro das cinco maiores contratações do futebol mundial de todos os tempo: Luís Figo em 2000, Zinedine Zidane em 2001 e Kaká e Cristiano Ronaldo em 2009 por mais de sessenta milhões de euros cada um. Mas apesar dos números monumentais a torcida do Barcelona supera a do clube da capital.

Os dois estádios são alcançados por metrô , o do Real Madrid fica na boca da Estação Santiago Bernabeu (linha 10) no Passeo da Castellana. Em Barcelona ainda precisa uma boa “pernada” desde a estação do metrô até Camp Nou e o Mini Estadi (Campo B), localizados no bairro de Les Corts, neste caso ir de taxi é uma boa pedida.

Os estádios são pontos turísticos muito visitados na Espanha, os ingressos custam caro, em torno de EU$ 20,00 e são uma importante fonte de arrecadação nas milionárias contratações dos clubes. Provando esta importância o plano de visitação é muito organizado, um tour digno da Capela Sistina do futebol. Só para comparar , em Roma o Estádio Olímpico não tem plano de visitação turística, só se pode entrar em dia de jogos.

Aqui o restaurante do Santiago Bernabeu.

No Santiago Bernarbeu o tour começa na sala de troféus , passando por tribunas de honra , campo, pelos vestiérios , sala de imprensa e finalizando em uma loja enorme e bem equipada para tentar o consumo dos aficcionados. Inaugurado em 1947 tem capacidade para mais de oitenta mil espectadores,

O Estádio do Real Madrid é em estilo “bombonera”, bem alto com a arquibancada mais perto do campo. O time é mais antigo e tradicional , e acredito ser este um dos motivos de o tour ser mais organizado e interessante.

Aqui as chuteiras de cada jogador!  Reparem nos ditos da chuteira do Kaká.

Uma dica , durante o passeio eles oferecem uma foto virtual ao lado do seu jogador predileto do plantel do time,  dizendo ser free. Na verdade todo o mis-en-scène de tirar a foto é de graça , mas levar a foto para casa custa bem caro. Quase uma pegadinha que os turistas caem e acabam pagando, achei meio fazer papel de bobo!

Os vestiários são muito bem equipados, e muito legal é sentar na cadeira dos reservas e quem sabe ser descoberto como uma nova revelação!  

Site do clube:

http://www.realmadrid.com/cs/Satellite/es/Prehome_ES2.htm

O Estádio do Barça , Camp Nou (Campo Novo)  tem em letras desenhadas na arquibancada seu lema: Mais que um clube“, o que de certa forma exprime o sentimento do seu torcedor que se identifica ao clube quase como uma identidade “nacional” da região da Cataluña.

O famoso torcedor Josep Carreras fez uma declaração que diz muito deste sentimento : Ser torcedor do Barça vai além do puramente esportivo. É o sentimento de raízes, de valores e de uma identidade de país: a Catalunha”.

No Camp Nou existe uma galeria virtual com videos contando a história de todos os jogadores que fizeram parte da história do time. Os torcedores são conhecidos como culers (diz-se culés) e o estádio inaugurado em 1957 com capacidade para noventa e oito mil pessoas.

Aqui vai o site para maiores informações: http://www.fcbarcelona.com/web/castellano/club/club_avui/territori_barca/fcbmuseu/index.html