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Do Rio Grande do Sul a San Martin de los Andes, de carro

12 de março de 2014 7

 

Uma sugestão legal de viagem de carro nas férias de julho!

Ano passado optamos em sair do Brasil pelo Uruguay para evitar a policia caminera argentina, que quanto mais perto da fronteira do Brasil, principalmente na região de Entre Rios, mais terrível e chata, param os carros com placa do Brasil e podem estar certos que sempre vão achar alguma razão para ganhar alguma propina.

Saimos da fazenda em Uruguiana às 6:30 da manhã, nossa última cidade no Brasil foi Quaraí, entramos no Uruguay por Artigas, e na ponte mesmo fizemos a aduana do carro e das pessoas, é fácil e rápido. Os uruguaios são ótimos, muito educados, não complicam, são um povo realmente hospitaleiro, não fomos parados nenhuma vez sequer dentro do Uruguay (e viva Jorge Drexler!).

Esta foi a nossa rota.

Então, fomos de Quaraí – Artigas – Salto – Paysandu onde cruzamos a ponte General Artigas e entramos na Argentina, passamos por Gualeguaychu – Zarate, até aí na Argentina a polícia nos parou 2 vezes, em uma delas alegaram que estávamos com os faróis apagados( lá é obrigatório viajar com eles acesos sempre) mas como tínhamos certeza que viajavamos com eles ligados, endurecemos e eles nos deixaram partir sem multas. Na segunda vez nos pararam e alegaram excesso de velocidade 102km/hora, disseram que se pagassemos ali na hora dariam 50% de desconto na multa, do contrário quando cruzassemos a fronteira pagariamos o valor integral…. imagina, eles com um bloquinho de papel na mão, não tinham nada do radar para nos provar que estávamos mesmo naquela velocidade e por coincidência só pararam nós, brasileiros. Decidimos arriscar e a verdade é que nunca nos cobraram a suposta “multa”.

E acabaram aí nossos contratempos, no restante a viagem é bárbara, linda, retas intermináveis e belos cenários, só estou querendo prepará-los para lidar bem com estes percalços.

Cruzando o Uruguay

 Nosso almoço já foi depois de Zarate em  Cañuelas ( que fica a 250km), um lugar muito bom para almoçar  tem várias opções de parrillas e restaurantes.

 As estradas são boas e o trecho mais pesadinho da viagem foi de Cañuelas até Azul, somente os primeiros 50km são duplicados, e porque já era final do dia e o cansaço vai pegando, chegamos em Azul em torno da 19:30.

Azul é uma cidadezinha muito simpática e deve ter tido um passado muito rico, tem prédios bonitos, um teatro muito legal estilo art noveau, foi a cidade escolhida para passarmos a primeira noite. 

Grandes criações de gado Aberdeen Angus e Hereford nas proximidades de Azul.

Lindo prédio da prefeitura de Azul, ostentando as imagens de dois heróis nacionais argentinos: San Martin e Belgrano.

Azul é uma cidade do porte de Uruguaiana, e que privilégio poder ostentar um teatro lindo destes e com uma extensa programação… bons tempos da Argentina rica.

 O hotel de Azul é sem luxos, mas limpo, com um bom banho e um desayuno com ótimo suco de laranja e medias lunas. Diária de 180 pesos o quarto duplo, ou seja R$ 90,00 reais. Se você quiser conferir…

http://www.granhotelazul.com/

Saímos de Azul em torno das 8 horas, nosso próximo destino era a cidade de Neuquén, já na província de Rio Negro a  890 km de distância.

Optamos o caminho que passa pela Serra da Ventana, uma estrada bonita e com pouco movimento.

Serra da Ventana.

Antes de cruzar os 300km do deserto, paramos para almoçar em Rio Colorado, num posto ACA, umas milanesas com papas fritas e saladas resolveram nosso problema.

Chegamos em Neuquén à tardinha, o comércio ainda estava aberto e aproveitamos para comprar o que eles chamam de “correntes liquidas” é um spray para colocar nos pneus para evitar que eles derrapem no gelo.

Neuquén é uma cidade bem maior com cerca de 200 mil habitantes.Não tem muuuitas opções de hotéis e eles não são baratos como no restante da Argentina. Paramos no Hotel Comahue, muito bom no centro da cidade, numa grande avenida com um canteiro no meio. Diária de U$139 por quarto duplo.

http://www.hoteldelcomahue.com/

Saindo de Neuquén de manhã cedinho, nosso destino é San Martin de los Andes que fica a 430km, uma barbada para quem vinha fazendo uma média de 800 por dia, e a partir daqui a paisagem vai ficando cada vez mais bonita.

Controle sanitário na entrada da provincia de Rio Negro, é proibido entrar com frutas e outros víveres para evitar a disseminação de doenças.

É uma emoção a primeira vista das montanhas nevadas, sensação de liberdade, de ganhar o mundo.

Chegando em San Martin de los Andes

San Martin é uma pequena cidade, muito charmosa e interessante, muitos argentinos que optaram por um lugar tranquilo e bonito para viver se mudaram pra cá e fizeram daqui um lugar diferenciado.

Finalmente depois de 2.600km chegamos!!

Valeu, foi uma viagem linda, e em outro post vou estar contando tudo de San Martin e de alguns passeios nos arredores dos lagos e do vulcão Lanin

Aguardem!!!

Adios muchachos!

Bariloche ou melhor seria dizer "Brasiloche"

18 de agosto de 2010 0

     

 Hoje o depoimento é do Luciano Zanetello, nosso amigo aqui do blog, que passou um temporada de esqui em “Brasiloche”.

 

 

 

          Com a temporada de férias estudantis acabando em Julho, programamos uma semana em Bariloche no início de Agôsto,  pois ninguém merece o “crowd’ que a cidade vive naqueles dias .

          Aproveitando a temporada de ski ( só nesta época é possível ) , pegamos um vôo que sai de Porto Alegre pela manhã e mesmo com a escala e troca de Aeroporto, à noite já jantamos em Bariloche.

          Por conta do câmbio muito favorável, mais do que nunca os brasileiros  invadiram a cidade.

 

 

 

 

 

 

         A  dificuldade é de se ouvir o Espanhol.

 Nas lojas e restaurantes somos maioria absoluta . Na montanha, esquiando já é mais parelha a distribuição pois a grande maioria dos brasileiros  vai até o Cerro p/ passear, e conhecer neve de perto.

 

 

 

 

 

 

 

 

          Bariloche fica em uma região belíssima e é um lugar para conhecer em qualquer época do ano pois conforme a estação variam os atrativos.

         A comida é boa sem ser nada do outro mundo . A maioria dos restaurantes é voltada aos turistas que preferem o “bom e barato”.

        Uma boa alternativa de passeio é fazer o “Circuito Chico” que percorre as principais atrações do entorno da cidade como o Cerro Otto , Cerro Campanário, Puerto Panuelo, Hotel Lao – Lao e Colonia Suíça.

 

 

 

 

Hotel Lao – Lao

 

 

 

 

Fronteira com o Chile ao fundo.

 

 

          Para passeios mais longos temos La Angostura e San Martin.

         No inverno,  o grande atrativo é a montanha e os esportes ( ski, snowboard ). Toda uma infra gira em função disto. Até as próprias cafeterias na montanha são voltadas aos praticantes que não querem perder um minuto do dia.

 

 

 

 

 

 

 

 

        Na volta, fechamos a programação em Buenos Aires , cada vez melhor ainda mais com TUDO barato.

        O Puerto Madero é tudo aquilo que nós Porto alegrenses gostaríamos para o nosso cais .

      Vale também a menção de Palermo,  (tanto faz Viejo, Soho ou Hollywood)    qualquer um deles vale uma noitada.