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Posts na categoria "Brasil"

O Rio para além das praias – Parque Lage , Vista Chinesa , Mosteiro de São Bento e outras maravilhas

29 de agosto de 2019 0

Quantas vezes você já foi ao Rio de Janeiro na vida?  Pois repito a pegunta com um adendo , e quantas vezes saiu da praia para uma vista cultural ou mesmo uma trilha alternativa?

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Hoje o hábito de veranear por lá já não é tão comum , mas antigamente as pessoas costumavam ter apartamentos onde passavam longas férias de inverno , aproveitando o clima aprazível. Mas mesmo assim , em muitas visitas alongadas quase nunca nos afastávamos mais de alguns metros do mar da Zona Sul.

Vou começar meu périplo longe do mar , não tao longe assim. Fazendo uma Trilha no Morro da Urca. Isto mesmo , o bondinho do Pão de Açúcar pode servir de transporte para subir e a trilha vira um passeio lindo de 40 minutos pelo meio da Mata Atlântica, numa descida que desemboca na Praia Vermelha.

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O visual é incrível , a trilha é fácil , segura e demarcada , não tem erro.  A Trilha do Morro da Urca nos faz esquecer que estamos no meio de uma metrópole de mais de 6 milhões de habitantes, coisas do nosso querido Brasil. O acesso é livre, somente fique atento aos horários, pois a Trilha Claudio Coutinho  funciona das 06h às 18h .

Por ser um lugar que tem contato direto com a natureza é muito comum encontrar animais silvestres como saguis e lagartos.

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O Rio é bem mais do que a Zona Sul – Descobrindo a Cinelândia

24 de agosto de 2019 0

Para mim Cinelândia era sinônimo de degrado, uma região central de um Rio de Janeiro onde nunca pensei em colocar meus pés em tantas visitas praianas à Cidade Maravilhosa. Quanta Ignorância a minha, a região pode ter ficado meio abandonada por um tempo mas guarda uma riqueza arquitetônica e histórica impagável e faz pouco renasceu em todo seu esplendor.

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De VLT, dá para fazer um passeio por 2 séculos de arte no Rio de Janeiro. Usando o novo meio de transporte da cidade, o Veículo Leve (ou lento como os cariocas chamam)  sobre Trilhos, você pode combinar a ida ao Museu Nacional de Belas Artes, que guarda o maior e mais relevante acervo de arte brasileira do século XIX até o Porto Maravilha para visitar o Museu do Amanhã e ao MAM (Museu de Arte Moderna) que fica no aterro do Flamengo. Senti não ter mais tempo para fazer o trajeto com calma.

Mas vamos à Cinelândia que é o foco deste post. Tudo começou na Praça Floriano com a ideia de transformar a nova região num Times Square tupiniquim.

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Glamping nos Aparados da Serra: Cachoeira dos Borges

09 de outubro de 2018 0

Glamping , você já ouviu falar ?

Pois é , eu também nunca tinha ouvido este termo , mas fui chamada pela sua sonoridade. Algo como camping com glamour…

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Resolvi arriscar e ir até Mampituba, uma cidade próxima a Torres no litoral gaúcho ou a Praia Grande em Santa Catarina , que é conhecida como a capital da aventura neste estado. Para isto contei com o apoio de sete amigos , aventureiros que às vezes topam levar um cocar para os programas de índio que eu invento! Desta vez não foi usado.

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O Glamping da Cachoeira dos Borges foi uma super e grata surpresa. São cabanas de madeira em meio a natureza , com charme e conforto na medida do necessário. O lugar é encantador , de frente a esta enorme cachoeira ao pé dos Aparados da Serra. Pertence ao mesmo dono do Refúgio da Pedra Afiada que fica perto,  também conhecemos e é muito bacana, mas mais tipo pousada de aventura.

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As três cabanas mais simples, chamadas de glamping,  são equipadas com camas confortáveis e um lavabo com vaso, duas tem também uma pequena banheira.

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As 3 cabanas chamadas Jacuzzi , são maiores e tem um banheiro com uma grande banheira. No mais tem um banheiro coletivo que é usado também por quem acampa de maneira tradicional. Tudo uma grande curtição num fim de semana de temperatura amena.

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Eles oferecem churrasqueiras portáteis para alugar e a possibilidade de fazer uma fogo de chão para aquecer as noites que são frias por ali.

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Muitas trilhas pelas belas paisagens da redondeza são acompanhadas por guias profissionais. Para trilhas mais curtas até a cachoeira ou as piscinas naturais que ficam muito próximas as cabanas,  é tranquilo e seguro fazer por conta.

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A fauna e a flora são um capítulo à parte! Super rica e  abundante.

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As piscinas naturais são incríveis , parecem saídas de imagens do pinterest! Mas preparem o coração para a água gelada, quase tive uma síncope cardíaca , mas valeu a pena. As águas cristalinas são potáveis e convidam a gente a se atirar após uma caminhada pelas montanhas.

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Para completar eles oferecem uma área comum onde servem o café da manhã (incluído na diária) , cheio de produtos locais , uma delícia. O Gustavo é o administrador, cozinheiro e quebra galhos, um encanto de pessoa. Levamos uns bifes de hambúrguer que ele transformou num banquete , com pão feito em casa , acompanhamentos bem apresentados e para fechar a festa de Babete, bananas orgânicas flambadas na cachaça.

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Uma experiência a ser repetida!

Convidem os amigos, desconectem-se do mundo virtual , curtam a natureza de uma forma lúdica e intensa.

Faz um bem danado para o corpo e para a mente! Recomendo sem restrições.

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Amazônia - impressões de encantamento

28 de setembro de 2018 2

Numa primeira viagem para a Amazônia o encantamento de vivenciar o Brasil mais profundo me tomou de assalto.

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Foi um roteiro sob medida e enxuto , saindo de Manaus e subindo o Rio Negro por três dias de barco.

Pegamos o Untamed, um barco com 8 cabines com todo o conforto e charme , que incluía um chef inspirado , camareiras e o melhor e mais profundo conhecedor da selva que poderíamos sonhar.

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Foi uma aula sem fronteiras, que abriu nosso léxico de Amazônia e colocou uma semente de brasilidade em nosso coração.

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A pergunta mais frequente já respondo de cara, não tem mosquitos por aqui, nem nenhum outro tipo de inseto incômodo. O Rio Negro tem uma acidez que não deixa que eles sobrevivam, o que torna a viagem aprazível da manhã a noite.

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Manaus tenta resgatar sua rica historia do tempo das glórias do ciclo da borracha. O Teatro Amazônia está lindo e já vale a visita. Mas ainda tem o Mercado , Palácio Rio Negro e o delicioso hotel Villa Amazônia que além de bem localizado é lindo e confortável.

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Em três dias de navegação vimos muitos dos mamíferos e répteis  da selva como jacaré, macacos, preguiças e muitos botos.

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Fizemos todas as atividades que a floresta oferece: caminhadas, pescarias, banhos de rio, visita a comunidades indígenas e nado com o boto cor de rosa! Voltamos encantadas e inspiradas e este texto abaixo fala um pouco de tudo isto.

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“O Brasil não pode esperar para ser redescoberto.

São tantas águas, cursos abertos como veias na mata.

Um planeta água, verde, intocado. Rios que trazem sua verdade e não se entregam em luzes cristalinas.

Negro , Amazonas ou Solimões, cada qual mantém intacto o seu percurso. Igarapés singram os igapós, os manauara comem o seu tacacá feito de tucupi e jambu!

Um novo idioma , uma plêiade de criações da natureza ainda virgem e inviolada.

E nós, gente do sul, cheia de sabedoria estrangeira alheia ao nosso âmago, nossa verdade primordial.

Uma floresta tão rica em diversidade quanto em sensações , cores, reflexos e aromas.

Macacos que espiam com curiosidade, botos que nadam livres e interagem sem medo de seu maior predador.

Jacarés dividem as águas repletas de alimento conosco , e quem tem mais a temer?

Pirarucu, piranhas e tucumãs, o anzol não dá conta de tirá-los da água , criando uma nova paleta de sabores.

A selva se oferece abundante, açaí, cupuaçu, graviola ou cajá o paladar também vai aprender.

Cada palmeira com seu milagre, o palmito que mata ou o açaí que perpetua, a escolha é sua.

E mais água, e cipós e seringueiras que trouxeram a riqueza e logo a decadência.

A selva é sustentável, se sugada em excesso seca, murcha e morre.

E mais conhecimento em curas para todos os males, até para aqueles que nem sabemos que temos.

Curas para o corpo e para a alma que retorna repleta de orgulho de fazer parte de um Brasil que alheio à tudo insiste em sobreviver.”

Bagé, me caíram todos os butiás do bolso

08 de junho de 2018 0

Chegamos a Bagé ao entardecer e se você nunca ouviu falar da luminosidade do pampa, não perde por esperar!

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Seguimos direto para cidade cenográfica de Santa Fé, e parecia que eu estava ouvindo o Capitão Rodrigo irrompendo no bar do Nicolau e dizendo:

“Buenas e me espalho! Nos pequenos dou de prancha e nos grandes dou de talho!” na pele do ator Tiago Lacerda.

Em 2012, Bagé foi um dos cenários escolhidos pelo diretor Jayme Monjardim, por sua luz (olha a luz aqui novamente!) e paisagem ideal para as filmagens do longa “O Tempo e o Vento” construindo aqui uma cidade em meio ao pampa.

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O filme é inspirado na maior obra do escritor gaúcho Érico Veríssimo, que conta a história da família Terra Cambará até o final do século XIX. Retrata a formação do Rio Grande do Sul, a formação do território brasileiro, a construção da sua cultura e a demarcação de suas fronteiras. Além de ter imortalizado personagens como Ana Terra, Capitão Rodrigo e Bibiana.

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O cenário está um pouco desgastado pelo tempo, sua construção foi feita para ser efêmera mas a comunidade pediu e o espaço foi doado a  prefeitura  que  busca recursos para a reconstrução em material mais resistente.

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Mas a magia está presente e a gente torcendo para que consigam manter viva este pedacinho da história recente. Enquanto isto aproveitemos o ambiente bucólico e vejamos a beleza que ele conserva.

Seguimos com pressa para não perder o entardecer na Vila Santa Thereza, também na entrada da cidade e com um passado com muito o que contar.

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A Charqueada de Santa Thereza iniciou em 1897, fundada pelo comerciante português Antônio Nunes de Ribeiro Magalhães,  que chegou a ser o maior arrecadador de impostos da província, contando com 600 homens trabalhando e abatendo cerca de 100.000 reses .

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No entorno da charqueada Santa Thereza, foi edificado um amplo complexo urbano e industrial, formado pela vila de operários, palacete do proprietário, capela, coreto, teatro, padaria, lagos artificiais,  alfaiataria,  fábrica de tonéis, restaurante popular além de uma escola para mais de 60 alunos. O trilho da via férrea chegava até dentro da propriedade.

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Tudo está bem conservado pela Associação Pró – Santa Thereza, fundada em 2003 ,  que mantém o patrimônio, com exceção do palacete que já estava em ruínas.

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Chegamos a Bagé em noite de festa. Era dia 24 de maio, dia da  padroeira da cidade, Nossa Senhora Auxiliadora. A população toda mobilizada para a procissão que corta as principais ruas do centro, casas enfeitadas com velas nas janelas e música em frente ao IMBA , Instituto Municipal de Belas Artes.

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O Museu Dom Diogo de Sousa, antiga Beneficência Portuguesa iluminado pelo luar era um primor.

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Jantamos um honesto buffet de sopas no café Tarragona, uma das belas casas restauradas da Praça Júlio  de Castilhos.

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Também conhecida como Praça da Estação,  abriga o monumento homenageando um dos personagens mais famosos da cidade, o Analista de Bagé , sua secretária Lindaura e o criador Luis Fernando Veríssimo, além de nossa companheira de todas as roubadas, Magda Garcia. Ali o impagável dito:

“Tem muito paciente que acha que o umbigo dele é o centro do mundo,                                                     quando todo mundo sabe que é Bagé”                   Analista de Bagé

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O centro histórico é muito gracioso e bem conservado, muitas casas do século XIX mantém o legado de uma passado rico e glamoroso. Diversas praças dão um clima de um lugar onde se pode aproveitar o tempo, vendo a vida passar.

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A antiga estação férrea inaugurada em 1884 é testemunha de um passado onde o trem de passageiros trazia as autoridades, saudadas por bandas musicais da cidade. Bagé, então, estava ligada à cidade de Pelotas  e Rio Grande via férrea, o gado e o charque bajeenses chegariam a outros mercados. O progresso chegava e a cidade orgulhava-se. Hoje o prédio faz parte do centro administrativo.

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Para finalizar um pit stop na LEB, Livraria e Café Bageense. Na minha opinião uma cidade que consegue manter uma livraria/café deveria receber um selo de qualidade! Foi um prazer conhecê-la.

“Eu sempre digo que Deus criou o resto do mundo primeiro e o Rio Grande do Sul quando pegou a prática, mas as pessoas dizem que isso é bairrismo. ”  Luis Fernando Verissimo
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Ecoturismo em Bagé - Rincão do Inferno , Casa de Pedra e Estância Vinícola Paraizo

03 de junho de 2018 0

Sabe aqueles lugares que a gente chega e pensa:

“Por que não descobri isto antes?”

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Pois a região rural de Bagé está exatamente no momento perfeito, antes de entrar nas rotas de turismo de massa e com maravilhas da natureza. Depois não vão dizer que nós não avisamos!

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O Rincão do Inferno é um cânion no Rio Camaquã, decorre de uma formação rochosa radical de beleza natural incomparável , localizada entre os municípios de Lavras do Sul e Bagé, às margens do Rio Camaquã. Distante 70 km de Bagé por estrada de terra, é indispensável contratar um guia para chegar e entrar na propriedade que é particular mas aberta a visitação. O valor da entrada é R$ 20,00.

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Esse local, outrora hostil para se viver, recebeu este nome assustador pois serviu de refúgio para  descendentes africanos que fugiam da escravidão. Como Bagé aboliu a escravatura quatro anos antes do resto do Brasil com uma visita da Princesa Isabel a localidade,  o Rincão do Inferno passou a fazer parte do quilombo das Palmas, que também é composto pelo Rincão dos Alves, Rincão da Pedreira e Campo do Ourique. Atualmente a comunidade quilombola local é formada por algumas famílias que são as guardiãs da identidade, da história e da tradição dos descendentes de escravos.

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Mas é na experiência de aventura que mora o maior interesse, aqui pode-se fazer caminhadas , acampamentos e até descidas de caiaque. Tudo monitorado pelos experts na região,  Juliano Munhoz e Silvana Silva, ambos conhecedores da história, da natureza e das peculiaridades locais. Uma escola de cultura pampeana sem paredes.

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Fiquei louca para voltar no verão e tomar um bom banho de rio entre as caminhadas. Agora os 4 graus de temperatura não eram muito adequados a estes arroubos aventureiros.

O local também foi palco das filmagens do longa de Jaime Monjardim baseado na obra de Erico Verissímo, ” O Tempo e o Vento” . Foi no Rincão do Inferno que Ana Terra encontrou Pedro Missioneiro na beira do rio.

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Na mesma região a Casa de Pedra é uma gruta gigante , ou uma brecha sedimentar para usar o termo erudito! Serviu como esconderijo para tropas revolucionárias em vários momentos desta nossa conturbada história gaúcha. Também conhecida como Galpão de Pedra, dizem ser possível esconder na gruta 200 homens a cavalo .

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Aqui, no filme o “Tempo e o Vento” , Ana Terra esconde o filho Pedro , quando sua casa é destruída pelos castelhanos. Como veem o local entra na história real e na imaginária.

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Além disto tudo é um local perfeito para criar cenários para refeições glamorosas, pode ser um piquenique ou algo mais elaborado . Nós mesmos fomos surpreendidos pela iniciativa dos guias de montar uma churrasco campeiro , trouxeram carvão, linguiça e pão e criaram um almoço inesquecível , uma verdadeira travel experience personalizada. Quase chorei de tão lindo!

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Esta região é palco de inúmeras possibilidades de escaladas mais profissionais. Mas também de trilhas para todos os tipos de preparo. É só dizer o tempo e suas possibilidades físicas que eles montam o programa na medida.

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Voltando para a cidade fechamos a exploração campeira com uma visita a uma estância típica de criação de gado  do pampa e que está entrando em uma nova fase, começando a explorar a produção de vinhos e a experiências relacionadas a isto.

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A Estância Paraizo, dos queridos Thomáz, Mônica e Victória Mércio, nos recebeu com carinho e nos mostrou um ambiente repleto de tradição em  busca de novos caminhos. Um galpão de pedra cheio de referências pampeiras transformado em cave, a mangueira à sombra de um cinamomo dá nome a fazenda paraíso.

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Mas o encanto maior é o parreiral e a degustação dos vinhos no entorno do Mausoléu da Família Mércio. O por do sol emoldurou o momento sensorial e os vinhos Cabernet Sauvignon Don Thomaz e Vitoria safra 2012 completaram o deleite. Recomendo agendar a visita e disfrutar deste pequeno paraíso.

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A Família Mercio é originária da Ilha de São Jorge, nos Açores, e partiu por cerca de 1690 com destino a Colônia do Sacramento. A Estância Paraizo nasce 100 anos após a chegada , em 1790, como parte de uma Sesmaria entregue pela Coroa Portuguesa pelos serviços militares prestados na constante Guerra contra a Coroa Espanhola pelos então campos neutrais da atual região de Bagé.

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Tradicional Estância de pecuária e ovinocultura desde o ano de 2000 iniciou um novo capítulo de empreendedorismo e foi uma das pioneiras a implantar vinhedos na região da Campanha. Desde então, vem se dedicando ao cultivo de uvas finas, varietais Shiraz e Cabernet Sauvignon com mudas originárias da Itália.

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O vinhedo Don Thomaz y Victoria está situado na faixa dos paralelos ideais no Hemisfério Sul para o cultivo de uvas vitiviníferas e onde também se encontram tradicionais países produtores como Argentina, África do Sul, Nova Zelândia e Austrália.

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A Estância Paraizo é membro da Associação dos Vinhos da Campanha Gaúcha que até o final de 2018 deve receber o certificado do Instituto Nacional de Patentes Industriais (INPI) para o selo de Indicação de Procedência da Campanha Gaúcha. Em parceria com as outras vinícolas da Região faz parte do projeto do SEBRAE para a criação em 2019 da Rota do Enoturismo da Campanha Gaúcha.

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Informações

Guias para organizar passeios ao Rincão do Inferno e Casa de Pedra

Silvana Carvalho Silva  : (53) 99995. 5509

Juliano Munhoz : (53) 99974.7115

 

Estância Paraizo

www.estanciaparaizo.com

Facebook : Estância Paraizo

Instagram : @estanciaparaizo

 

 

Ecoturismo no Pampa - Guaritas e Minas de Camaquã

30 de maio de 2018 0

O Pampa Gaúcho é uma região com paisagens lindas , estâncias e cidades que contam muitas histórias. Um potencial riquíssimo para o ecoturismo , pois sua a maior riqueza são as vastas dimensões inexploradas, e tudo isto é ainda quase desconhecido no turismo local.

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Daí vem aquela questão do que vem antes o ovo ou…. Não tem uma boa infraestrutura, mas se não tem turistas não sustenta a criação de uma rede de hospedagem qualificada , guias e tudo mais.  Resolvemos parar de esperar as respostas e desbravar o que já temos com o suporte que encontramos  e o resultado foi surpreendente. Temos que agradecer o apoio , acompanhamento e informações preciosas da amiga Rossana Weiler.

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Saímos de Porto Alegre num amanhecer gelado, mas com toda a luminosidade que um céu de inverno pode ofercer. Seguimos direto para a região do Alto Camaquã, na RS 153 a caminho de Bagé. São 289km da capital , sendo somente os últimos 20 km por estrada de chão batido.

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Nosso primeiro destino foram as Guaritas da Serra do Sudeste, formações rochosas que lembram a paisagem da Capadócia na Turquia, e que são uma das 7 Maravilhas do RS junto com as Missões e Antônio Prado. A grande vantagem é que aqui o lugar é todo nosso, um campo nativo e rochas que chegam a 500 metros de altura , proporcionando trilhas e pequenas caminhadas, subindo nas formações para ter uma visão completa da paisagem. Nossos únicos companheiros de aventura foram uma chibarrada, um grupo de cabritos que vive em cima das pedras e o som da natureza.

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Uma sensação deliciosa é fotografar este cenário idílico e sentir-se como uma desbravadora de novos destinos! Inclusive, o cenário já apareceu em produções cinematográficas nacionais como Anahy de las Misiones (1997), Valsa para Bruno Stein (2007), Os Senhores da Guerra (2014) e a série Animal (2014).

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Para fazer as trilhas ou escaladas é necessário contatar a Associação das Guaritas para ser acompanhado por um guia local.

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Seguimos para as Minas de Camaquã que fica uns 15km adiante, na mesma estrada. Lá uma estrutura de turismo de aventura foi montada , Minas Outdoor Sports, e conta com uma represa para prática esportiva, estrutura para arvorismo, lugares para trilhas e uma tirolesa com 1.100m , partindo do Morro da Cruz e passando por cima da mata e do arroio João Dias.

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A história desta localidade é muito interessante, criada a partir da descoberta das minas de cobre na região, tornou-se uma vila modelo quando o neto do Conde Matarazzo recebeu a concessão de exploração das minas. Conhecido playboy da sociedade brasileira , Francisco (Baby) Pignatari foi um empreendedor ousado e criou a Companhia Brasileira do Cobre – CBC  em 1942.

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Nas Minas do Camaquã, construiu uma cidade privada para atender seus funcionários, com hospital, um cinema ao estilo western americano, clubes de lazer e campo de aviação . Uma estrutura super avançada para a época, onde viveram cerca de 5 mil habitantes, no auge da mineração. As casas hoje foram vendidas para particulares e alguns prédios são belas testemunhas deste período áureo.

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Aqui se pode fazer um tour histórico para conhecer a casa de Baby Pignatari e suas 4 esposas , com casos impagáveis de roubo de princesas ,  amores e traições. Compramos até um livro da vida do personagem , para nos deliciarmos com os detalhes. No momento a visita a mina esta fechada pela FEPAM , o que é uma pena, pois nos disseram ser a parte mais interessante e bonita do lugar.

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Chegamos a Bagé ao cair da noite onde uma gostosa lareira nos aguardava acesa em nosso quarto na Pousada do Sobrado. Uma tradicional estância bem próxima ao centro de Bagé, com um clima familiar e serviço atencioso. Um ambiente campestre encantador com todas as facilidades de um hotel fazenda, galinhas, ovelhas e pavões, lago com barquinho, piscina e o mais lindo por do sol.

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A casa histórica foi palco de muitas façanhas, uma construção típica das fazendas do Pampa. Um privilégio poder ter esta vivência.

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Daqui saem cavalgadas para diversos pontos interessantes. No próximo dia 17 de junho de 2018 estão organizando a Cavalgada dos Vinho da Campanha, saindo do Sobrado até a Vinícola Peruzzo, Programa Imperdível para quem gosta de camperear, novas experiências e um bom vinho.

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Nós fizemos uma cavalgada mais curta , mas nem por insto menos interessante. Passamos por campos, matas e nos sentimos parte desta linda coxilha pampeira.

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Informações e reservas para os passeios:

Associação das Guaritas

Jorge Luis Preto – (55) 9973.8677

 

Minas Outdoor Sports

(55) 9976.5682 ou (55) 9650.1312

 

Pousada do Sobrado e Cavalgadas

Rua Zoroastro Lamote , s/n – Zona Rural , Bagé

(53) 3242. 2713

Opção em São Chico – Parador Hampel desde 1899

22 de maio de 2018 1

Quando a gente não está pelo mundo está em busca de boas possibilidades de turismo aqui pertinho.

São Francisco de Paula é uma cidade serrana bem pertinho de Canela e Gramado , eu diria que é uma prima com uma pegada mais campeira e com uma natureza diferente , chamada de campos de cima da serra. O lugar mais fotogênico da cidade é o Lago São Bernardo , que no outono fica espetacular, tingido de laranjas e nuances da foliage.

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              Lago São Bernardo São Francisco de Paula

Neste domingo fui conferir a nova paginação do antigo Veraneio Hampel, que não é tão nova assim porque já tem dois anos , mas está muito interessante.

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O Chef Marcos Livi , que tem sete projetos gastronômicos em São Paulo mas que é natural de São Chico, assumiu a direção da pousada e do restaurante e está com uma proposta muito tri. No sábado faz uma menu degustação que varia conforme a estação.

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No domingo , que foi a nossa experiência, propõe “A Ferro e Fogo” um churrasco feito em fogo de chão mas com toda os acompanhamentos de cozinha campeira : batata doce, farofa, feijão , verduras e muito mais. O chef é conhecido por propagar  a cultura culinária do sul do Brasil e tem uma pesquisa muito consistente no assunto.

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Foto de divulgação Parador Hampel

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Além de muito gostoso é plasticamente lindo, e no inverno o fogo ainda faz o ambiente externo ficar super aconchegante. O interior do restaurante é muito típico , uma casa de madeira delicadamente conservada e uma cozinha que lembra a casa da vó na serra.

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Para completar a sobremesa oferece frutas assadas na grelha , fumegando numa tina de açúcar com nata, de matar!!!

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Depois da orgia gastronômica de carnes variadas, tinha porco , gado e cordeiro, uma trilha que chega a duas cachoeiras espera você para a digestão. Tudo bem demarcado e de fácil acesso. A natureza bem preservada mas acessível e convidativa.

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Para que quer fazer uma bate e volta ou mesmo aproveitar um fim de semana mais prolongado. O Parador tem acomodações simples mas charmosas.

Reservas são aconselhadas .

SERVIÇO
O QUÊ
Parador Hampel
ONDE
Rua Boca da Serra, 445 – São Francisco de Paula – RS
CONTATO
(54) 3244-3655 e (54) 3244-1363
www.paradorhampel.com

A novidade é que o Brasil não é só litoral ....

16 de maio de 2018 0

Inspirada por  uma viagem surpresa para um destino inusitado escrevi este texto ainda lá na Chapada dos Veadeiros, um lugar místico e envolvente por natureza.

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O Cerrado é um ambiente que não se entrega ao primeiro olhar, não é um amor a primeira vista. Tem uma grandeza comedida, mais interior, assim como sua localização no Brasil. É o segundo maior bioma da America do Sul, mas a sua força esta mais nas raízes do que nas copas das árvores , na terra do que no ar.

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A secura de mais da metade do ano faz a força ficar contida num desabrochar parcimonioso que é descoberto por baixo da poeira. As nascentes das três maiores bacias hidrográficas do Brasil ficam disfarçadas entre pedras e troncos retorcidos , e vão escorrendo do alto do Cerrado, de uma altura de mais de 1500m,  umedecendo o coração da terra e se espalhando em todas as direções.

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A morte serve de semente , o homem conhece os segredos da terra e de seus frutos. Toda a secura e aridez da Savana brasileira esconde uma diversidade rica e abundante, de texturas , cores e aromas que se mesclam às almas mais sensíveis . A beleza só acontece quando tem um interlocutor, o belo precisa de testemunhas para se reconhecer e é isto que o homem da Chapada nos presenteia, abre nossos olhos para uma beleza que está lá, mas que nossos olhos impregnados de civilização nao veem.

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Parques naturais, cachoeiras, garimpos e quilombos tudo faz parte de um grande palco, onde nosso Brasil se forjou e nós ficamos alheios a nossa própria historia, como se fôssemos vindos de outras paragens , outros contornos feitos só de sal e mar, um enorme litoral.

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Cada pedaço daquela terra é grávido de milagres, não é por nada que a região é palco e centro de energias e crenças.

O homem é um valente, pois o coração do Cerrado está sempre repleto de vazios. Usa a natureza para curar e sabe todas as nuances e alquimias das folhas e raízes. O futuro sempre incerto lhe permite escapar de si mesmo e transcender. A espiritualidade é uma espécie de teimosia, acreditar que um deus vai se ocupar de nós, uma pretensão de dar-se importância. Por isto que que todos partem para a ação, acreditando sempre em um bem maior.

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Voltei com a alma carregada de energia e apaixonada por um Brasil que não é só litoral.    IMG_4690

 

Para quem gostou deste roteiro e quer saber mais sobre nossos “Roteiros sob Medida

www.viajandocomarte.com.br

Trilha da Galheta em Florianópolis ou pode chamar de Parque Arqueastronomico das Pedras Sagradas

05 de setembro de 2017 0

Florianópolis lembra praia , lembra descanso, jogar os pés para o alto e tomar uma caipirinha?

Mas se não for assim , um pouco de esforço e a recompensa pode ser esta!

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Partindo da Barra da Lagoa nos chamou a atenção uma placa que dizia : Trilha Arqueastronomica das Pedras Sagradas. Desci do carro e na lojinha em frente me informei . A trilha é particular e se cobra $ 10,00 por pessoa, é uma subida de uns 30 minutos mas o visual é fantástico, de lá se vê toda a região norte da Ilha , com especial ênfase na Lagoa da Conceição, Praia Mole e a Galheta (famosa praia de nudismo de Floripa).

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Como adoramos um desafio foi o que bastou! Nada que um preparo físico básico não seja suficiente. Não desista sem tentar, vale cada pingo de suor.

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A trilha pelo meio da mata logo se abre num campo no alto do morro , e dai é só alegria! O visual não pode ser mais maravilhoso e o vento refresca o calor úmido da trilha fechada. Para os mais sensíveis aconselho usar repelente e nõ esqueçam o protetor solar. Estava um dia nublado que se abriu num sol maravilhoso quando chegamos no alto. Mas o mais importante de tudo , éramos só nós dois na trilha , um paraíso particular.

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Mas o mais interessante é a história do lugar, a curiosidade de um menino e a inquietação do pescador que sonhava conhecer o mundo pelo mar transformaram a vida de Adnir Ramos, o Maninho. Sem precisar sair da Barra da Lagoa, onde criou e e mantém o IMMA (Instituto Multidisciplinar de Meio Ambiente e Arquoastronomia ) no Parque da Galheta , ele localizou os agrupamentos de pedras sobrepostas que formam pequenas janelas. São frestas de onde se vê o nascer do sol nos solstícios e equinócios, eventos celestes que marcam a troca das estações do ano. Os dolmens são grandes calendários luno-solar que fazem parte da sabedoria ancestral utilizada para marcar as estações do ano, com instrumentos de medição do tempo que ainda hoje permitem entender a mecânica do universo.

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São formações rochosas gigantescas que não se entende como foram parar ali , assim como nos Parques de Stonehenge na Inglaterra ou os Moais da Ilha da Pascoa , mas que por aqui são ainda mais desconhecidos e intrigantes. Por via das dúvidas me coloquei exatamente embaixo da pedra mais importante , onde a energia seria mais forte! Pena que não era no solstício!

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O Solstício de Verão,  o dia onde o Sol brilha mais tempo no céu, costuma ter grande afluencia de pesquisadores e são motivo de comemorações por aqui . A partir desse momento há um declínio do sol, os dias começam a ficar mais curtos e começamos a armazenar forças para o outono. Tradicionalmente as ervas colhidas nesse dia são muito poderosas.
O fogo marca esta festa como o Sol que permanece por mais tempo no Céu. Esta é a melhor época para queimar as preocupações do ano que passou.

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Para os mais místicos , existe a crença que são épocas importantes para se harmonizar com as energias do ciclo solar Nelas os solstícios e equinócios são  reconhecidos como ocasiões importantes para uma ligação para a meditação, para a ascensão da mente.

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Mas como ninguem é de ferro e nem só de energia vive o homem , no final da trilha seguimos para um barzinho n Bara da Lagoa . Lugarzinho tranquilo e típico da região.

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E para cmpletar um mergulho na Praia Mole , que fica logo ao lado.

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