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Posts na categoria "Chile"

Deserto do Atacama , seu próximo destino de férias familiares

22 de dezembro de 2015 0

Partir em férias familiares é sempre um desafio, como agradar a todos, se divertir e ainda não se estressar com organização! O Atacama foi a resposta exata para uma viagem com filhos adultos que acabaram declarando : a melhor viagem que já fizemos em família.

Nos hospedamos em San Pedro , como todo mundo faz , alugamos um carro e a cada dia fazíamos um passeio conforme a disposição , sem correria nem madrugadas. Quando o destino era mais complicado de chegar procurávamos um guia ou seguíamos o grupo do hotel e depois nos liberávamos para seguir nosso ritmo.

A maior vantagem do Atacama é que praticamente não tem época do ano , sendo indicado para qualquer idade , o que importa é o espírito de aventura!

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Lagunas Altiplanicas e Pedras Rojas

Este foi o passeio mais distante que fizemos , são quase 2:30h desde San Pedro, mas é também o mais lindo! A paisagem muda conforme subimos a montanha. O deserto vai tomando um ar mais andino quando avistamos os picos nevados e por mais de uma vez nos deparamos com grupos de guanacos pelo caminho. A estrada por si só já é um atrativo incrível.

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Os dois passeios são distintos, as Pedras Rojas são mais difíceis de acessar, mas o visual é diferente e a temperatura muito fria em função da altitude. Tem um ar meio desolado , de uma região abandonada no tempo e espaço , além de atrair menos turistas pela distância maior.

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Já as Lagunas Altiplanicas formam um dos visuais mais impressionantes que eu já presenciei,  de um azul profundo contrastando com o terracota e o branco da neve . Mas as imagens falam por si. Como não há lanchonetes num raio de 100km , aconselho a todos levarem seu próprio picnic e se o capricho ajudar  já proporciona o cenário para belas fotos.

 

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Vale da Lua, caminhada ao por do sol

 

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San Pedro do Atacama está a 2.400 metros de altitude e o Vale da Lua situa-se menos de dez minuto do centro do vilarejo. O deserto do Atacama é considerado o mais alto e mais árido do mundo, e aqui vai uma curiosidade, nós pegamos chuva por lá e isto que já fazia sete anos que não viam uma gota d’água! Isto tornou a paisagem mais branca , pois a agua lavou a terra deixando o branco do sal a mostra. Acho que vou me oferecer para levar chuva aos desertos do mundo , também fui testemunha ocular de um grande temporal no Cairo, Egito!!!!

 

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Voltando ao Atacama, o inverno nos brinda com temperaturas amenas durante o dia e muito frio ao cair do sol.  Partimos para a caminhada à tarde , o sol estava fraco e já fazia um pouco de frio. Aconselho a iniciar com um passeio deste tipo , pois o corpo pode ir se adaptando à altitude sem muito esforço. Apesar do terreno acidentado , cumprimos o trajeto sem baixas.

 

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O Vale da Lua faz parte da Cordilheira de Sal formada  por um lendário lago, cujo fundo foi sendo levantado e verticalizado pelos mesmos movimentos da crosta terrestre que criaram a Cordilheira dos Andes. Experimentamos cristais de sal tirados da rochas, como esta abaixo.

 

 

 

 

Termas de Puritama

Este seria o meu passeio eleito , uma paisagem que parece um cenário. Localizada 30km ao norte de San Pedro do Atacama, as termas de Puritama são formadas por um rio quente que cruza um vale verdejante, formando um belo paisagismo natural.

Com temperatura em torno de 30 graus, são atribuídas propriedades curativas a estas águas. Não sei se curam ou rejuvenescem , como acreditam os locais , mas são de uma transparência incrível e um dos banhos mais deliciosos que já tomei.

O complexo oferece cabines de banho simples e é construído sobre passarelas de madeira que dão acesso as piscinas naturais, tudo muito simples e charmoso. Exitem algumas mesas e locais para pic-nic também.

 

Por do sol no Salar do Atacama.

Este é um programa que tem que ser feito no fim da tarde, as cores são incríveis e todos os dias mudam completamente de tom . Já fui três vezes e cada uma foi uma experiência diferente.

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Vale da Morte

O Vale da Morte pode ser explorado de várias maneiras diferentes, a cavalo , de bicicleta e desta vez viemos de van pela parte superior da duna e descemos quase surfando na areia. Inclusive tem gente que aluga sandboard e fica explorando as possibilidades da enorme parede de areia.

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Achei o visual incrível desde este ângulo mais alto e aconselho esta possibilidade. Para descobrir a entrada reservamos um passeio no hotel e tivemos um guia neste passeio.  

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San Pedro do Atacama, a vila.

Com pouco mais de 3000 habitantes a vila de San Pedro do Atacama oferece mais de 80 hotéis e pousadas e com isto um clima de aventura e muito charme em sua extrema simplicidade. Sei que sou acusada de “gostar muito de qualquer coisa” por uma parcela significativa de amigos mais exigentes, confesso sou uma entusiasta de locais alternativos e paisagens diferentes, mas San Pedro não é puro entusiamo.

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Na verdade a vila é uma rua que acaba numa praça com uma igrejinha, até aí nada de novo! Mas nesta rua uns 5 restaurantes fazem a diferença , num clima descontraído e culinária honesta. O vulcão Licancabur coroa a paisagem.

Nós tomamos uns pisco sauer (piscosauro para os íntimos!), a bebida nacional do Chile que é feita com pisco (cachaça de uva ) peruano, no Café Adobe. Uma fogueira no meio do ambiente não poderia ser mais adequado para criar o clima. Tudo bem , a gente sai meio defumado do jantar, mas a vantagem é que nem precisa tomar banho depois dos passeios para curtir a noite! Pizzas, carnes e peixes fazem um menu variado e gostoso, as vezes um pouco caro por ser eminentemente turística a cidade.

Além dos restaurantes , lojas de artesanato , na maioria com artigos peruanos , alguma oferta de roupas e parafernália para aventura completam o ambiente.

 

Recomendo muito esta viagem para quem gosta de contato com a natureza e um pouco de movimento em belas paisagens!

Para quem quer mais informações sobre roteiros personalizados ou viagens em grupo www.viajandocomarte.com.br

 

Trilha em Torres del Paine

09 de dezembro de 2015 0

Por : Renato Rizzo

Eu e meu grande e velho amigo Rodrigo , temos feito todo ano uma trilha de uma semana de caminhada pelas montanhas . Este ano optamos pela trilha W na Patagônia Chilena .

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Fica dentro do Parque Torres Del Paine e leva este nome pelo seu formato se assemelhar a letra W , com subidas e decidas e geralmente realizada em 4 dias (ligação dos pontos da letra W) . Os Refúgios abrem em Setembro e fecham em abril , época indicada para realização da trilha .

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Fim de Outubro , data escolhida , é um ótimo período pois o clima é mais ameno não e se pode apreciar toda beleza do local sem muitos turistas . No período de Dezembro a fevereiro é necessário reservar as camas nos refúgios ou as barracas com muita antecedência devido à grande procura .

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Saímos de Santiago dia 20/10  , devido à logística , chega-se na entrada Laguna Amarga somente a tarde , o que praticamente obriga os caminhantes a fazer o percurso no mínimo em 5 dias .   Voo Santiago / Punta Arenas ( 3 horas e vinte minutos ) ; chegando na cidade à beira do Estreito de Magalhães , que fora o principal porto na navegação entre os oceanos Pacífico e Atlântico antes da abertura do Canal do Panamá . Ali já fomos surpreendidos com ruas limpas e uma arquitetura com traços europeus e prédios muito bem conservados .

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Dali pegamos um Bus (U$ 10) para Puerto Natales ( 247 km / 3 horas ).

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Uma cidade pequena e encantadora . Ao redor da praça principal boas opções de gastronomia . Sugestão Cordeiro Patagônico na Parilla Don Jorge ou uma deliciosa Pizza no Mesita Grande . À noite caminhantes de vários países se reúnem no bar Baguales. O Hotel Singular é indescritível . Sem duvida o melhor da cidade . Um antigo frigorífico que virou hotel butique  e que pela qualidade tem uma tarifa amigável , algo em torno de  U$ 165 .

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Pela manhã , tomamos um ônibus da Rodoviária de Puerto Natales para uma das entradas do parque ; Laguna Amarga ( em torno de duas horas ). Ingresso no Parque U$ 30 . Ao ingressar uma Van nos levou ao Refúgio Central .

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Neste local existe uma opção de ficar em hotel , Hotel las Torres . Nas outras paradas somente paradouros , que oferecem camas armadas ( U$ 70) ,barraca ( U$ 10) e em alguns casos quarto ou cabana para 2 pessoas ( U$ 180 ).

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Para saber mais sobre roteiros em grupo ou particulares do Viajando com Arte visite nosso site www.viajandocomarte.com.br

De Salta até San Pedro de Atacama - aventuras de uma viagem de carro. Parte II

09 de dezembro de 2013 4

Para você ficar por dentro desta aventura desde o começo, leia a primeira parte aqui ó:

 http://wp.clicrbs.com.br/viajandocomarte/2013/10/27/6745/

Deixamos Purmamarca pela manhã e nossa próxima noite já seria em San Pedro do Atacama, a viagem entre estas duas cidades não é super longa, em torno de 480  kms e tínhamos o dia inteiro para cobrir esta distância.
No caminho a paisagem vai se alternando, enormes montanhas de pedra, com algumas veias muito verdes perto dos leitos dos rios, salinas, flamingos, uma beleza selvagem, indomada, impressionante.

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O trajeto é com trechos de grande altitude já na saída chegamos perto dos 4.200m, o indicado é tomar bastante água, evitar bebidas alcoólicas, para ir fazendo uma aclimatação sem sofrer com dores de cabeça e náusea para os mais sensíveis.

paso Jama

 

De Purmamarca até Susques que é a última cidade na Argentina antes do Paso de Jama, onde se cruza para o Chile, são 131kms. Foi onde almoçamos e abastecemos o carro.
Antes de chegar em Susques a gente passa por uma enorme salina, um cenário surreal.

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Ao longe a gente já avista uma grande mancha branca sinalizando as grandes salinas pela frente.

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Tudo feito de sal, casas, pequenas esculturas, e eu já sentindo minha pele ficando craquelê…

Susques é uma cidade pequenina, esquecida no meio das montanhas, a gente passeou por lá procurando um lugar para almoçar, mas na cidade mesmo que parecia fantasma, não encontramos nada, na estrada uns 3km em direção ao Chile achamos esta pousada onde comemos um bife de chorizo acompanhado de um tinto argentino.

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Susques

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Esta pousadinha que fica já na saida da cidade de Susques foi o melhor lugar que achamos para almoçar antes de pegar o Paso de Jama que nos levaria até o Chile.

Chegamos na fronteira que é um lugar ermo, e ventoso, ali a gente entra em um prédio com vários guichês o primeiro de uma série de burocracias entre guichês que são argentinos e outros que são chilenos… perdemos uns 40 minutos entre sair da Argentina e entrar no Chile. Para completar eles exigem que a gente abra todas as malas em uma mesa que fica na rua, chatinho, mas esta parte é rápida.

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Saindo da aduana em seguida pegamos o Paso de Jama que nos levou até San Pedro de Atacama.
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A paisagem é deslumbrante, no caminho vimos Flamingos, pássaros, a natureza na sua forma mais selvagem, e a medida que subimos os resquicios de neve começaram a aparecer.

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Em determinado ponto da estrada, estávamos há uns 70 Km de San Pedro, avistamos uma lagoa cheia de flamingos descemos até lá, a paisagem era linda e eu queria fotografar um flamingo de perto. Na volta como estava frio tentei correr numa lombinha de nada, nossa! Meu coração parecia que saltava pela boca, fiquei exausta, e olha que tenho um preparo físico bom, mas menosprezei a altitude, estávamos a 4.800mts e cadê o oxigênio?? Foi minha experiência mais forte de falta de fôlego, fico imaginando os montanhistas em elevações de 6000 mts para cima!

Já na chegada em San Pedro de Atacama somos recebidos pela belíssima visão do vulcão Licancabur, figura onipresente na região, pois aonde quer que se vá, ele está sempre a vista.

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Vulcão Licancabur, imagem onipresente em San Pedro

Chegamos à tardinha em San Pedro e fomos direto para o hotel. Depois de muita pesquisa acabei optando pelo Hotel Kunza, sem regime de meia pensão, pois como a cidade tem muitas opções de restaurantes e bares não quis ficar amarrada a jantar todas as noites no hotel.

O Hotel Kunza superou minhas expectativas, o hotel é muito legal, com todo o conforto possível, vista para o Licancabur, super organizado em termos de passeios para as atrações da região. À noite a temperatura caia bastante,  e eles acendiam  uns fogos nos lounges externos, com uma boa música de fundo, um astral perfeito para uma happy hour e para ver o céu, já que o Atacama é reconhecidamente uns dos melhores lugares do mundo para ver as estrelas.

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Hotel Kunza

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Na continuação vou escrever sobre os passeios, são tantas opções oferecidas que a gente pode ficar um pouco confusa, pois não querendo perder nada é melhor escolher com cuidado o que realmente vale a pena fazer.

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De Salta até San Pedro de Atacama - aventuras de uma viagem de carro. Parte I

27 de outubro de 2013 3

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Pois é mais um ano se passou, mais um aniversário – dos anos já perdi a conta, e mais um destino para a minha lista. Desta vez fiquei longe das areias da praia, escolhi as areias do deserto. Visitar o norte da Argentina e o deserto do Atacama me chamava como um canto da sereia, uma boa dose de aventura, de paisagens belíssimas, áridos desertos e vulcões, muitos vulcões.

Este foi o nosso trajeto no norte da Argentina.
A – Cafayate
B – Salta
C – San Salvador de Jujuy
D- Purmamarca
E – Susques – a última cidade na Argentina antes de cruzar o Paso de Jama , que leva até San Pedro de Atacama no Chile.

Nosso vôo era Porto Alegre/Buenos Aires/Salta, chegamos tarde e fomos direto para o nosso Hotel Finca Valentina, ele fica situado um pouco fora do centro, é muito legal, tem um astral de fazenda, mas se você for só de passagem, vale mais a pena escolher um hotel no centro de Salta, que não é muito grande e é uma cidade bem simpática.

Finca Valentina
 Finca Valentina

Pela manhã um rapaz  da locadora de carros veio trazer nosso Corolla, o carro que escolhemos para cruzar até San Pedro de Atacama, já que as estradas até lá são todas boas e asfaltadas, herança do falecido presidente Kirchner.

Um dia é suficiente para conhecer Salta, o centrinho é bonitinho, tem muitas lojas de lindo artesanato, muitos objetos de prata, mantas, tudo lindo com muita influência peruana.

Praça principal de Salta, onde fica o Museu Arqueológico de Altas Montanhas

Artesanato com forte influência peruana


Charme nos detalhes 


 

Se você tem intenção de comprar alguma coisa, os preços são sempre melhores aqui na Argentina, em San Pedro você vai encontrar tudo semelhante, mas mais caro.

Uma visita imperdível em Salta é o Museu de Arqueologia de Alta Montanha, ali estão expostas as múmias das 3 crianças incas achadas em 1999 conhecidas como “crianças de Llullallaico“. As 3 crianças  estavam enterradas há mais de 500 anos no cume do vulcão de Llullallaico, perto da fronteira com o Chile, foram encontradas intactas.  Eles caminharam por centenas de quilometros desde Cuzco e foram levados até o cume do monte Llullaillaco As crianças foram sacrificadas como parte de um ritual religioso, conhecido como “capa cocha”, no qual são alimentadas e bebem chicha (cerveja de milho) durante um ritual antes de seu sacrifício. Com a administração da Chicha, o cansaço e a grande altitude, as crianças adormeceram e logo após foram enterradas. De acordo com as crenças incas, as crianças não morrem, mas se juntam aos seus ancestrais e vigiam suas aldeias a partir das montanhas.

Garota de aproximadamente 15 anos, possivelmente uma sacerdotisa do Templo do sol em Cuzco.

Menino de aproximadamente 7 anos.  Fonte fotos das crianças: Temic 9

Decidimos pegar a estrada para  dormir em Cafayate, que fica a 189 Km ao sul. Cafayate é uma mini cidade no epicentro dos vinhedos do norte da Argentina. Grandes bodegas, como Echart e El Esteco estão sediadas em Cafayate. O vinho famoso por aqui é o Torrontés, que tem os vinhedos plantados a uma altitude média de 1.500m o que traz excelentes diferenças de temperatura entre o dia e a noite, retardando a maturação da uva.

A estrada é linda a paisagem vai se alternando de montanhas com várias tonalidades, paisagens lunares, llamas , cactus gigantes conhecidos pelo nome de Cardón.

Passamos por um trecho chamado de “Quebrada de las Conchas” que tem 2 atrações que você não pode perder a primeira chamada a “garganta do diabo”, um caniôn estreito que a gente entra dentro e se sente pequenininho com a magnitude das montanhas. Tudo monocromático, fiz uma associação com Petra na Jordânia. Outra um pouco mais à frente chama-se o “anfiteatro”, as duas merecem a sua visita, é só parar o carro caminhar uns poucos metros para ver.

Quebrada de Las Conchas

Garganta do diabo


 Imagens lunares

O Anfiteatro

Chegamos em Cafayate à tardinha, e aqui foi a roubadinha da viagem, não tínhamos feito reserva prévia de hotel ( vi que tem ótimos!)  todos os melhores relação custo/beneficio já estavam cheios, o lugar é cheio de turistas de todos os cantos do mundo. Entrei na internet e acabei pegando o melhorzinho que apareceu, era horrível, isto que dá quando a gente improvisa, mas tudo bem só para uma noite,  afinal era para ser uma viagem de aventuras.

A cidade é um amor, tranquila, boa de andar a pé ou de bicicleta, os melhores restaurantes e lojinhas ficam na praça principal da cidade. Nós escolhemos jantar no Restaurante Terruño, onde comemos super bem, acompanhados por um Torrontés da bodega Colomé, uma das mais prestigiadas da região, ouvindo umas conversas em francês aqui e outras em inglês acolá.

Um Torrontés de primeira da Bodega Colomé.

Centrinho de Cafayate movimentado à noite

No dia seguinte pela manhã fomos visitar a bodega El Esteco (mais conhecida aqui como Michel Torino), que produz o vinho Elemento e o top de linha Altimus. Pegamos uma visita guiada que começou pelos vinhedos, explicações bem elementares para leigos como nós. Achei muito interessante que as videiras mais antigas de + de 50 anos ainda são aquelas altas que a gente não vê mais na Europa. Depois passamos para a parte dos barris de carvalho, muitos importados da França ou dos EUA para logo em seguida começar a melhor parte – a degustação!!! É meu amigo por aqui não importa se são somente 11h da manhã, degustação é cultura! :)!!

Saindo de Cafayate para visitar a Vinícola El Esteco.

Visita guiada pela vinícola.

Barris de carvalho importados da França e EUA.

E o melhor da festa – a degustação! :)!

De volta na estrada voltamos até Salta para seguirmos caminho até nosso próximo destino - Purmamarca, a estrada que vai de Salta até San Salvador de Jujuy tem um trecho bem chatinho, uma estrada estreita de subida de serra com muitas curvas. Depois de passar SS de Jujuy tudo fica mais tranquilo. Chegamos em Purmamarca ao anoitecer, nosso hotel era muito bom, chama Terrazas dela Posta, charmoso, bem localizado, bom mas em Purmamarca tudo é bem localizado, a cidade é micra! Um charme, dá ares de intocada pela avalanche de turismo que já chegou em San Pedro de Atacama.

Hotel Terrazas della Posta em Purmamarca

Cerro siete colores, uma das atrações da cidade.

Artesanato lindo da região

Na continuação vou contar a travessia no Paso de Jama que cruza a fronteira com o Chile, atravessa o Salar chamado Salinas Grandes e chega até San Pedro de Atacama.

As paisagens rústicas da Bolívia por Luciano Zanetello

14 de novembro de 2012 2

A van nos pegou no hotel e 50 km depois estávamos em  Hito Cajon na fronteira Boliviana

 

Fronteira

A distância real é pequena porém quando cruzamos para o lado Boliviano passamos para uma outra realidade .

Uma lembrança marcante é o pó .  Não existem estradas asfaltadas.

Os traçados  muitas vezes cruzam  por leitos de rios . Agora é tranquilo mas em Janeiro / Fevereiro  dependendo do volume das chuvas as estradas ficam  interrompidas esperando baixar o nível das águas. A pobreza é muito grande. As pessoas por não conhecerem uma outra realidade, contentam – se com pouco. De preferência um trabalho, ainda que semi – escravo como nosso guia e motorista no tour que não conhece finais de semana ou feriados, tendo como “descanso” 10 dias no final do ano. A Bolívia detém as maiores reservas de Lítio do mundo  bem como vários outros minerais valiosos . O problema é que não sabe como explora – los.

A natureza é linda !!

Entardecer no Salar 

Árvore de pedra

Reflexo

Mas também é agressiva, inóspita e insalubre.

Como estamos quase sempre acima dos 5000 m, o simples fato de andar já nos cansa . Os olhos estão sempre secos, os vasos do nariz são os primeiros a sangrar .Não existe um relaxar, mesmo a noite, por conta do ar rarefeito dormimos mal e quase certamente com dor de cabeça.

Apesar desta descrição, é um lugar que vale muito a pena conhecer.

A beleza é diferente, selvagem , intocada .Como bem disse um brasileiro que compartilhou o trajeto conosco,” Paris é para os fracos” ……

O tour percorre aproximadamente 1000 km em três dias.

No  primeiro , pouco mais de 500 , parando para fotos e almoço até o Hotel de Sal na borda do Uyuni, o maior salar do mundo.

 Almoço do jeito que dá  

O hotel é muito charmoso, todo construído em blocos de sal num visual bem inusitado.

 Hotel de Sal 

A cozinha é ótima e temos banho quente a qualquer hora ( coisa rara por aqui ).  No outro dia, cruzamos aquele oceano branco.

 O Uyuni

 Paisagem no Salar  

Na época da chuva, todo o salar fica com uma camada de 5/10 cm d’água restringindo sua exploração. O salar tem 28 m na sua parte mais espessa.

brincando com as fotos

Várias “ilhas” emergem em alguns pontos criando uma ilusão de mar ao redor.

 Ilha Incahuasi

 Quando decidimos fazer este passeio, escolhemos a opção “mega super ultra mordomia” e mesmo assim é “punk”. Como varia bastante o grau de loucura de cada um , encontramos pessoas fazendo o trajeto de bicicleta e até dois franceses fazendo o mesmo a pé !!

Bicicleta ao fundo

 Percurso a pé

Depois de cruzarmos o Salar, visitamos um cemitério pré – incaico onde os esqueletos estavam todos bem conservados por conta da umidade zero.

Múmia

Necrópole

Outra curiosidade ali é que os nobres, para diferenciarem – se do restante do povo, desde pequeno usavam instrumentos para deformar o crânio de seus filhos, sendo que o resultado deve ter inspirado Spillberg no seu ET , a cabeça  daquele era uma cópia fiel dos desenhos mostrados no museu da Necrópole.

Passamos por várias “Lagunas Altiplânicas” com centenas de Flamingos em cada uma delas.

Flamingos

Laguna Hedionda

Fomos dormir no Hotel del Desierto situado mais ou menos no final do mundo ,onde certamente ao cabo de dois dias  morre – se deprimido . As temperaturas no inverno chegam fácil aos – 30 ºC . É uma opção só por conta de que não existe outra .

Hotel del Desierto

No outro dia ( nosso último) saimos cedo pois  visitaríamos os Geisers Bolivianos onde as maiores erupções são ao nascer do sol . O local é grande com vários geisers espalhados,  um lindo espetáculo da força da natureza. Este foi o ponto onde estivemos mais altos ( 5400 m ) . As fotos mostravam que estavámos acima do pico de várias montanhas no entorno.

Geisers

As montanhas ficaram pequenas

Agora, já na reta final ( muito cansados)  fotografávamos os belos cenários que nos conduziam de volta para a fronteira . Foi uma maratona cansativa e agressiva mas, sem dúvida valeu muito a pena.

Laguna Verde

Laguna Blanca

Laguna Colorada

Boliviana típica

O outro lado do Licancabur

San Pedro do Atacama - Parte II - Passeios - Por Luciano Zanetello

11 de novembro de 2012 1

A grosso modo, a cidade de San Pedro  resume – se em  duas ruas num sentido por quatro quadras no outro.

É no centro ( rua Caracoles )  onde tudo acontece. Ali estão concentrados quase todos os restaurantes e agencias de turismo . A cidade tem toda uma arquitetura característica onde o adobe é muito utilizado nas construções.

Igreja de San Pedro

No cair da tarde , a rua “bomba” com o retorno dos turistas.

Em pouco tempo ali, vemos muito mais estrangeiros do que em um mês em Porto Alegre. Os europeus são a maioria . Em conversa com alguns , perguntamos se já tinham visitado o Brasil e vários comentaram  que principalmente a violência os desencorajava. Em contrapartida a sensação de segurança aqui é total.

Nosso hotel ficava afastado do centro uns 2 km ,íamos e voltávamos a qualquer hora pelos caminhos desertos sem nenhum problema . O trânsito de vans e micros é intenso apanhando e largando os turistas nos hotéis e pousadas .

No centro existe um “solmaforo” que mostra a intensidade da radiação. As temperaturas variavam de 30ºC / dia aos 0ºC  na madrugada . A cozinha é internacional com bastante influência local, os restaurantes que eu recomendaria seriam o Adobe e o Todo Natural , ambos na Caracoles.

Clima no restaurante  

Vai um risoto de Quinua ?

        Os atrativos aqui são inúmeros . Escolhemos os roteiros “carimbados” pois tínhamos pouco tempo .

No primeiro passeio  fomos conhecer o “Vale de la Luna” assim chamado por sua geografia que lembra a desolação lunar  e o “Vale de la Muerte”  pois registra as condições mais adversas de temperatura e umidade . Este passeio é sempre feito a tarde para que ao cair do sol estejamos posicionados estrategicamente num lugar onde acompanhamos as variações de cor que a mesma paisagem vai sofrendo conforme o sol vai chegando ao ocaso.

Vale de la Luna / Estádio

As 3 Marias , Vale de la Luna 

Paisagem lunar    

Licancabur ao pôr do sol 

No outro dia , fomos visitar o “Salar do Atacama” com algumas lagunas, entre elas a Laguna Cejar que tem uma salinidade tão grande que a pessoa não afunda . Também visitamos  os “Ojos del Salar” que são duas piscinas circulares ,com agua surpreendentemente  doce onde  aproveitamos para tirar o sal . .

Laguna Cejar  

Ojos del Salar  

Final de tarde

               O ponto alto foi a visita no dia seguinte ao “Campo Geotérmico” , para nós :os geisers, sendo o maior deles o “El Tatio”. Como as maiores erupções dão – se ao nascer do sol, o tour saía de San Pedro  as 4:00 hs da manhã . A recomendação era de muita roupa pois o frio seria intenso. Ao cabo da visita, os corajosos poderiam tomar banhos nas águas termais que emanavam dos geisers . É um espetáculo grandioso. A temperatura na chegada  era de -8ºC , um pouco antes do nascer do sol. Uma hora depois foi servido um café da manhã ao lado dos geisers e findo este, nos levaram até a piscina para aqueles que quisessem tomar banho. O maior problema foi “descascar’ as várias camadas de roupa. A temperatura nesta hora era de -3ºC. A água estava a 33º C e era muito agradável. O único problema era na saída até colocar novamente a roupa, nada que nós, acostumados com nosso mar e vento aqui em Julho, não encarássemos.

Geisers

El Tatio  

 Borbulhar

Ofurô Natural  

     A volta ,agora na luz do dia proporcionava lindas paisagens com montanhas , vulcões e observação da   fauna nativa com muitas Lhamas e Vicunhas.

Povoado Atacamenho / Machuca

 Vulcão  

 Descansamos no hotel o resto do dia , pois na manhã seguinte  sairíamos para um tour de 03 dias no altiplano Boliviano.

De carro até o Atacama - Parte I - Por Luciano Zanetello

08 de novembro de 2012 4

Convivendo com a rotina  dos problemas do cotidiano,  há algum tempo pensava numa maneira de dar um “brake” para recarregar as baterias.

Uma viagem padrão não seria uma alternativa ao que buscavamos , por isso resolvemos pegar o carro para explorar San Pedro de Atacama no Chile .

É um tipo de viagem peculiar, função da distância  (+ de 2300 Km ) ,   passando pelas naturais dificuldades de alfândega e condições da travessia nos Andes .

Há 30 anos atrás , tínhamos encarado uma viagem até  Lima de carro e San Pedro estava no roteiro . Na época, as chuvas de Fevereiro não deixaram que conhecessemos  a cidade. Hoje que San Pedro virou uma das esquinas do mundo tentaríamos de novo .

O caminho mais fácil e mais curto é sair por Uruguaiana ,subir  passando pelo  Chaco Argentino, Jujuy , Purmamarca e via Paso de Jama  ingressar no Chile .

 A ponte em Uruguaiana 

Entardecer no Pampa 

Fizemos uma parada em Corrientes,  cidade com uma bela ponte sobre o Paraná e também com algo que causou – nos  inveja , uma “costanera” cheia de praias , restaurantes e toda uma estrutura voltada ao aproveitamento da orla .

Será que algum dia aproveitaremos a potencialidade do Guaíba e seu pôr do sol  ??

A ponte sobre o Paraná 

Os restaurantes na Costanera 

No dia seguinte, fizemos quase a mesma distância do primeiro ( 950 km ) e fomos dormir em Purmamarca, uma agradável cidadezinha aos pés dos Andes . A cidade é pequena mas tem uma boa estrutura , recebendo centenas de turistas diariamente atraídos pelo “Cerro de las Siete Colores”.

Purmamarca

 Cierro de las Siete colores 

Hotel em Purmamarca

Resolvemos esticar mais um dia ali pois nossa reserva em San Pedro seria para dois dias à frente e as cidades da volta são reconhecidas por suas belezas.

Depois de explorarmos Purmamarca, fomos conhecer a “Quebrada de Humahuaca” onde um conjunto de pequenos vilarejos nos apresenta   uma Argentina completamente diferente daquela mostrada em Buenos Aires .

Paisagem local 

Arquitetura em Huacalera  

Feira artesanal  

A afinidade aqui é muito maior com o Peru e Bolívia, a maioria da população descende dos Quechuas e Aimarás, habitantes ancestrais do continente .

O contraste da tradição e do novo .

Passamos por atrações inacessíveis em uma viagem de avião, ( marco do Trópico de Capricórnio )

Trópico de Capricórnio 

Conhecemos as feiras das pequenas cidades com seu artesanato multicolorido. Experimentamos pratos diferentes da cozinha argentina e na manhã seguinte encaramos a travessia .

Bife de Lhama 

  Paisagem   

Logo após Purmamarca, um trecho subia muito em poucos kilometros. Após umas 800 curvas, o carro literalmente “pediu água” tornando- se dali para a frente uma preocupação constante.

Sempre pra cima 

Pedindo água 

Mesmo com a tensão do problema mecânico, as belas e inusitadas paisagens ( salares e vulcões )  compensavam a nossa opção.

O primeiro Salar 

Rebanho local 

Formações inusitadas

No meio da tarde, o vulcão Licancabur  cartão postal de San Pedro saudava  nossa chegada.

O Licancabur

El Chiringuito - Lugar fantástico para quem vai ao Chile

13 de abril de 2012 0


Este restaurante foi indicação de um amigo que morou anos no Chile e passava as férias de verão em Zapallar.

O lugar por si só já vale um passeio até lá, o El Chiringuito fica localizado numa linda baía e serve o melhor em termos de frutos do mar.

Ao entrar, você verá uma decoração simples ,mas bonita, tudo de madeira com uma bela vista da baía, é do tamanho ideal. Na sequência de um terraço que fica como uma sacada para o mar. O lugar tem um astral ótimo.
Estávamos em um grupo de 18 pessoas, e houve grande variedade nos pedidos,para beber provamos os Mojitos, pisco sour (que os chilenos disputam a autoria com o Peru), cerveja e vinho branco. Foi uma verdadeira orgia gastronômica, atacamos de porções de lula, polvo, camarões, centollas, machas recheadas com pesto, de comer ajoelhado!

 Vinho Branco: Isso já depende do gosto de cada um, eu gosto dos leves, principalmente no verão, pedi um Sauvignon blanc que estava “rebueno” mas … sorry não lembro o nome, mas vinhos chilenos geralmente são ótimos!
Eles explicaram que os pratos podem ser preparados de acordo com o paladar de cada um.

Fomos super bem atendidos, notem que não é fácil atender 18 pessoas que chegam juntas, eles foram muito atenciosos, providenciaram os pratos das crianças bem rápido, enfim tudo perfeito e profissional


Então fica aqui a minha dica:

El Chiringuito

Av Zapallar, Zapallar

Teléfonos: (0)33 741 02

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Um roteiro para os amantes de vinho no Chile!

12 de janeiro de 2012 8

Chile é um dos destinos favoritos para quem adora vinho. Não é a toa que a fama deles é esta: na dúvida peça um vinho chileno, sempre são bons. O país reúne todas as condições ideais para o cultivo da uva: inúmeros vales, a brisa do Oceano Pacífico, a proteção natural a para Cordilheira dos Andes, que também fornece a água para irrigar os vinhedos. Então, é quase obrigatório ir a Santiago e aproveitar para visitar algumas vinícolas.

 Mirador da Vinicola Ventisquero

Mais próximo a capital, a dica é visitar a Santa Carolina. dá para ir de metrô. Muito tradicional, ainda preserva construções do início de 1900. Seus vinhos são elaborados com rígidos padrões de qualidade e as uvas vem de vinhedos de todo o Vale Central. Com antecedência, você pode agendar uma degustação especial e até almoço entre as barricas. Santiago está dentro da área chamada de Vale de Maipo, onde a uva que melhor se adaptou foi a Cabernet Sauvignon, sendo que lá são elaborados alguns dos melhores vinhos do mundo desta variedade, como o Don Melchor.

 

Outra região imperdível para quem gosta de vinho, gastronomia, arquitetura, é o Vale de Colchagua. Os pequeninos vilarejos, como Santa Cruz, ainda preservam as características do interior, mesclando a cultura de montanha, mar com a simplicidade do homem do campo. Lá é hábito andar a cavalo, estar ao ar livre e beber um bom vinho descomplicadamente. O Museu do Colchagua é uma das maiores coleções privadas do mundo: desde múmias, carruagens, peças indígenas, uniformes militares a uma impressionante coleção de jóias astecas, merece ser visitado com tempo e atenção. Nestes arredores estão vinícolas como Viu Manent, Estampa, Santa Helena, além da tradicionalíssima Casa Silva, integrada a um haras e pousada de charme. O grande destaque é o Vale de Apalta: mais do que altíssima qualidade (Clos Apalta já foi considerado “Wine of the Year” – Wine Spectator), tem vinícolas de incrível arquitetura e uma das paisagens de vinhedos mais belas do Chile. Lá estão marcas como Montes, Casa Lapostolle e a Ventisquero. Na Ventisquero, um mirador no alto da montanha possibilita conferir toda esta paisagem.

 Vale de Apalta

Para visitação nestas empresas, é super necessário fazer agendamento e há também cobrança de ingresso, conforme o estilo de visitação. O ideal é contratar serviço de motorista ou guia, pois não se deve dirigir depois de beber, bem como as leis no Chile são bastante severas em relação a este tema.

 

E, o passeio pode continuar pela Argentina… basta cruzar a Cordilheira e já estaremos em Mendoza! Mas isto é assunto para o próximo post…

 

Para o carnaval, a Porto Brasil Viagens, parceira do Viajando com Arte, junto com a enóloga Maria Amélia Duarte Flores, prepararam um tour completo para esta região, com agendamento especial nas principais vinícolas, com destaque para almoço na Viña Santa Carolina e brunch no mirador de Apalta, na Ventisquero. Imperdível! 

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De Uruguaiana ao Chile - Parte II

08 de janeiro de 2012 0

Na primeira parte deste post eu narrei aqui nossa viagem de carro saindo de Uruguaiana até Mendoza na Argentina. Hoje vou contar para vocês a segunda parte da nossa aventura que vai de Portillo até o oceano Pacífico.

Saimos de Mendoza pela manhã e depois de percorrer os 250km que ligam Mendoza a fronteira com o Chile, chegamos em Portillo, famosa e antiga estação de esqui que fica bem perto da fronteira, quase na hora do almoço. A passagem na fronteira hoje em dia é tranquila, mas ainda está presente na minha memória quando passamos de carro por aqui nos anos 80 e dentro do túnel bem na fronteira fomos parados por homens encapuzados ( era pleno inverno) com uma pomada branca no rosto, não sei se para proteção contra o frio ou simplesmente para despertar mais terror do que já sentíamos, a verdade é que eles tinham uma lista de nomes na mão e pediram nossos documentos e depois de fazer muitas perguntas, nos liberaram, duros tempos com toque de recolher em Santiago.

Nossa viagem foi em fevereiro, e o Hotel da estação de esqui estava funcionando, o que foi uma ótima noticia, pois não há muitas opções em dezenas de km. Almoçamos muito bem e seguimos nossa baixada até o litoral.

A estrada é um zig zag e muitas vezes pode ser perigosa no inverno. Nosso destino na praia era Concon, que fica perto de Viña del Mar, a distância daqui de Portillo até Viña é de 210km. A estrada é bonita e a gente passa por várias plantações de uva, a região perto de Santiago é conhecida pela produção de vinhos.

Chegamos a Concon à tardinha e foi uma boa surpresa, mas tem outros lugares melhores para ficar, outras praias mais bonitas e com mais recursos como Reñaca por exemplo, mas como tínhamos estes apartamentos de time sharing, fizemos de Concon nossa base para explorar o litoral.

Tem vários lugares a serem explorados, nós aproveitamos um dia meio friozinho e nublado e fomos até Valparaiso, que já é uma cidade bem crescidinha, é um lugar interessante, mas diferente daquela Valparaiso que eu imaginava dos livros de Isabel Allende, e como estávamos mais no espírito de praia mesmo, valeu o passeio que vai serpenteando o mar, mas não nos aprofundamos muito além disso.

Uma presença muito forte por essas paragens é a de Pablo Neruda, a mais famosa de suas casas fica em Isla Negra, a 85km ao sul de Valparaíso. Neruda viveu aqui com sua terceira esposa e ambos estão enterrados nesta propriedade. Entrei em uma livraria e comprei um livro dele, ler suas poesias olhando para o vasto oceano me aproximou da alma chilena. 

Tem dois lugares que considero os mais legais que estive, o primeiro é a praia de Reñaca que fica ao lado de Viña del Mar, é uma praia jovem, agitada, lembra muito Punta del Leste com aqueles paradouros na beira da praia, muita garotada bonita e pra quem gosta de surfar tem boas ondas que quebram  bem na beirinha.

 

E a gurizada que estava conosco achou muito importante registrar o pequeno show dado pelas garotas contratadas pala marca Bacardi na beira da praia.

Outro dia saimos de Concon rumo ao norte até a praia de Ritoque que é conhecida pelo surf, o dia não ajudou muito mas a estrada é bonita, sempre costeando o mar e lá podemos fazer uma trilha até em cima do morro pra ver os surfistas.

A galera do surf.

O segundo lugar que recomendo muito é Zapallar, que fica 54km de Concon, é um lugar especial e com um restaurante que o Leonel vai me matar, mas eu vou contar aqui pra vocês, o Chiringuito, onde se come os melhores frutos do mar que vocês podem, ou melhor nem podem imaginar, é de comer ajoelhado para se redimir dos pecados da gula!!

Olhem só pra isso !!

Nos outros dias fomos a outras praias muito legais e com o preço das coisas bem acessíveis, existe uma variedade enorme de frutos do mar elaborados de muitas maneiras sempre acompanhado de um bom vinho chileno ou até uma caipirinha improvisada

 

 

Foram dias maravilhosos e deixamos o Chile com pesar e torço muito para que o país possa se reerguer o mais rápido possível do trágico terremoto que o abalou neste verão.

Nossa volta foi pela cidade de Cordoba na Argentina, uma pérola! Mas isto é assunto para outro post!

Bom pessoal aqueles que quiserem saber outras coisa é só escrever que terei o maior prazer em ajudar naquilo que for possível!

Deixo vocês com mais este por do sol chileno.