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Posts na categoria "Cidade do México"

Artesanato, espelho da riqueza cultural do México

13 de junho de 2018 1

Voltei do México meio Frida Kahlo. Eu , que sempre fui básica e equilibrada , só quero me vestir de amarelos e azuis berrantes, quero pintar a casa de cor de rosa e vermelho e decorar com todos os badulaque que eu trouxe , juntos!

Não é brincadeira não , a gente volta com a cabeça chacoalhada e com a certeza de que nunca soube combinar cores! Sempre ousou pouco! É uma mistura de sensações , materiais e texturas que mexe com todos os sentidos, aguça paladares e olfato.

Até a comida segue o arco íris espalhado pelo país! Não apetece muito , mas que é fotogênico , é!

cartonería é uma técnica utilizada para a elaboração de piñatas e judas,  consiste em um modelado de papel. Várias festividades usam estes “bonecos” de papel como decoração. Os alebrijes são uma variação da cartonería, sempre animais imaginários de cores vibrantes. Sua origem se encontra na Cidade do México,  e seu criador, Pedro Linares López, conta que , muito doente,  sonhou que estava em um bosque onde viu estes seres que o acompanhavam em seu caminho de regresso à  conciência  gritando:  “Alebrijes”. Vimos uma exposição de alebrijes gigantes no Zócalo!

Curtimos muito o colorido , mas sentimos imensamente não estarmos no país na semana da Festa do Mortos, dia 2 de novembro. Pudemos admirar alguns elementos usados nas comemorações, principalmente seu personagem principal , Catrina. Este ano ainda dá tempo para aproveitar o dia de finados por lá!

La Catrina de los toletes é a representação humorística do esqueleto de uma dama da alta sociedade. É uma das figuras mais populares da Festa do dia dos mortos. A palavra catrina é a variante feminina da palabra catrín, que significa dândi em espanhol. O personagem se caracteriza como um esqueleto de mulher usando um chapéu, um distintivo da elite do início do século XX e tem uma função  lembrar que as diferenças sociais não significam nada, diante da morte.

As origens da Catrina remontam às festas dos mortos pré-colombianas. Seu nome vem de La Calavera de la Catrina gravura do mexicano José Guadalupe Posada (1852-1913), água-forte  que faz parte de uma série de “Calaveras”(caveiras).

Ficheiro:Posada2.Catrina.jpeg

 La Calavera de la Catrina

 O Dia dos Mortos é uma das festas mexicanas mais animadas, pois, segundo dizem, os mortos vêm visitar seus parentes. Ela é festejada com comida, bolos, festa, música e doces preferidos dos mortos, para as crianças fazem caveirinhas de açúcar.

Casa com varanda decorada em Coyacán

Bonequinhas de pano , tipo aquelas usadas nas cerimônias de vudu, abundam. As meninas vendem nas áreas turísticas , normalmente vestidas com trajes típicos. Mas nem tente fotografá-las sem pedir permissão, e prepare-se para sonoros nãos!

Outro elemento central no folclore mexicano são as árvores da vida. Segundo a Bíblia, a Árvore da Vida é uma das duas árvores especiais que Deus colocou no centro do jardim chamado Éden. A outra é a “Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal“, de cujo fruto, Eva, e depois Adão, acabaram por comer por influência de uma serpente. A versão mexicana é colorida e muito abundante em dádivas, algumas são enormes e enlouquecem quem aprecia a cerâmica.

As flores de papel colorido são usadas em todas as decorações e aparecem em infinitas versões. Nesta época muitas roxas e laranjas, nas celebrações fúnebres.

Panos e mais panos, bordados, tramados ou pintados, a escolha é sua! O que importa é misturar tudo e ver o resultado final.

O mais legal é ver a origem destas estampas exóticas quando visitamos o Museu Antropológico do México no Parque Chapultepec na Cidade do México. O exemplo abaixo faz parte de um dos murais pré-colombianos do museu.

Para uma versão moderna das padronagens mexicanas folclóricas não perca a releitura feita pela designer Pineda Covalin, encontrada em shoppings ou aeroportos mexicanos! Lenços, vestidos e idéia originais sem perder a essência da alma mexicana, um luxo! Uma dica da Alessandra Nunes que adoramos.

Quanto ao sombrero? Não está em alta por lá! Encontramos poucos e sempre em lojas meio duvidosas. Algum mexicano vestindo não vimos nem de binóculo. Tivemos que fazer nossa própria versão.

 Para saber mais sobre roteiros em grupo ou particulares do Viajando com Arte visite nosso site www.viajandocomarte.com.br

Mexico com Arte - Maio de 2015

27 de janeiro de 2015 2

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Um roteiro para exaltar a riqueza cultural e as belezas naturais do Mexico.

Do voo num colorido balão sobre as Pirâmides do Sol e da Lua ao aroma da moderna culinária mexicana em restaurantes superestrelados e descolados. Dos ateliers dos artesãos de Oaxaca até a impressionante história da artista Frida Kahlo e seu companheiro Diego Rivera. Do centro do poder Zapoteca , em Monte Alban, até os sete tons de azul do mar em Playa del Carmen.

Um destino para todos os sentidos.

Veja o Roteiro completo aqui:

http://www.portobrasil.com.br/files/docs/88a466ef1a8ce79add8c7093f84a5604.pdf

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Informações (51) 3025.2626 Porto Brasil Viagens

A casa azul - A perfeita tradução da vida e obra de Frida Kahlo

15 de dezembro de 2014 4

Seguindo nossa programação na Cidade do México, no dia seguinte fomos visitar a mística  La casa azul em Coyoacán, na época uma pequena cidade nos arredores da Cidade do México e hoje um distrito.

 Na Casa Azul nasceu Frida Kahlo, em 6 de julho de 1907, uma das mais renomadas e talentosas artistas latino americanas,uma curiosidade sobre Frida é que ela sempre declarava que nascera em 1910, o ano de revolução mexicana e sobre isto ela dizia:

“Nasci com a Revolução. É preciso pensar nisso. Foi nesse fogo que eu nasci, levada pelo impulso da revolta até o momento de vir ao mundo… Tive essa sorte: 1910 é a minha data.”

Coyoacán, um bairro hoje já incorporado a grande cidade, mais parece mais uma cidadezinha do interior, aqui o trânsito intenso dá uma trégua, a gente consegue ouvir os passáros, ver muitas árvores e devagarinho começamos a ser indelevelmente envolvidos pela aura de Frida Kahlo.

Já nos muros que cercam a propriedade  vemos as cores das telas de Frida e do artesanato mexicano.

Na entrada referências ao grande amor da vida da artista – Diego Rivera.

La Casa Azul foi o lugar onde Frida Kahlo veio ao mundo, viveu, e deu o seu último suspiro. O prédio que data de 1904, não era uma construção enorme. Hoje a área construida é de 800m2 em uma área de 1200 m2. Diego and Frida encheram a casa com muita cor, arte folclorica e objetos pré hispânicos para demonstrar sua admiração pela cultura e pelo povo mexicano. 

Eu me sentia dentro do filme Frida,ou melhor dentro da vida de Frida, como se fôssemos velhas amigas, e eu estava em completo estado de graça, pois a casa transpira a personalidade da artista, tudo que se vê, os objetos, os móveis, as fotos antigas, tudo me remetia as suas telas e a sua trágica vida que, em muitos momentos ela conseguiu imprimir tanta leveza, seja pelas cores vibrantes ou por sua atitude desafiadora de nunca aceitar os limites de seu corpo prejudicado por uma poliomelite na infância e por um acidente grave na juventude.

O atelier da artista

 O que transparece não só na sua obra, mas naquele espaço que tão indiscretamente invadíamos, era de uma mulher forte, guerreira, que nunca se deixou abater. Uma mulher totalmente a frente de seu tempo, que despertou muitas paixões entre homens e mulheres, André Breton, o polêmico teórico do Surrealismo, não declarou seu amor a Frida?

A cama que foi adaptada com um espelho para seus famosos auto retratos, depois que a artista sofreu o acidente que a prenderia deitada por meses a fio.

 A cozinha, pintada em cores do folclóre mexicano.

A sala da Casa Azul

No fundo, seu coração sempre pertenceu a um único homem – Diego Rivera, a quem ela carinhosamente chamava de  pançon, a quem amou com devoção até o fim.

 Se você é fã de Frida como eu, vale a pena uns minutos na lojinha, tem coisas incríveis pra trazer pra casa…

Foto clássica, Mylene e eu ( reparem na minha cara de abobada, totalmente babona… depois desta visita, eu já podia ir embora do México.

La Casa Azul

Londres 247
Col. del Carmen
Coyoacán
c.p. 04000
Tel. 5554 5999
Fax. 5658 5778
http://www.museofridakahlo.org.mx/

Introduzindo o México - Cidade do México

05 de dezembro de 2012 13


Passamos uma temporada no México, e para mim muitas coisas foram surpreendentes, tanto para o lado positivo quanto para o negativo.

 Se você tem intenção de visitar o país tem que providenciar seu visto, não é necessário ir a São Paulo, nem coisa que o valha, você manda o passaporte através de um despachante e tudo bem. Quem tem visto americano não precisa fazer o visto mexicano e para aqueles que tem cidadania européia precisa tão somente de uma autorização que pode ser feita pela internet.

 Feito isso saímos do aeroporto de Lima, onde tínhamos feito uma viagem fantástica com um grupo aqui de Porto Alegre, eu estava completamente envolvida com a beleza, a autenticidade, a cultura  do Peru,  seria dificil ser conquistada assim tão fácil por outro lugar, talvez uma competição injusta com o México. Seis horas de vôo separam Lima da Cidade do México e 1hora menos no fuso, chegamos a Cidade do México à tarde e lá no aeroporto já estava o Juan, nosso guia que a partir de agora e nos próximos dias nos apresentaria ao México.

 Cidade do México

 Pois das coisas que mais me surpreenderam positivamente foi com certeza a Cidade do México, que eu já sabia ser uma megalópole de 24 milhões de habitantes, e imaginava uma São Paulo piorada, poluída e um pouco caótica e aqui tenho quase que me desculpar, pois a Cidade do México não é nada disso, muito antes pelo contrário.

 O problema da poluição que foi muito sério nos anos 80, é coisa do passado, quando eles tomaram medidas enérgicas, como restringir o  número de veículos que circulam diariamente, filtros nas chaminés das fábricas,tiraram de circulação automóveis muito velhos que poluiam acima dos níveis normais,  enfim um programa despoluidor que deu muito certo, pois os 3 dias que passamos lá o céu era muito azul. A cidade é muito arborizada, com amplas avenidas, limpa, olha eu fiquei de queixo caido, pois era tudo o que eu não imaginava!

O povo mexicano é muito festeiro e já no caminho do nosso hotel o Juan passou pelo bairro Condessa, que é um bairro que está mudando rapidamente, já que o Polanco é o bairro dos yuppies das baladas chiques, o Condessa se popularizou entre os artistas e boêmios, eu diria que um pouco a idéia da nossa cidade baixa ou da paulista Vila Madalena.


Paseo de la Reforma, na conhecida Zona Rosa, um dos bairros mais elegantes e comerciais da Cidade de México


Escultura conhecida como El Caballito, do artista Enrique Carbajal Sebastian, substituiu a antiga estátua de Carlos IV que esteve neste lugar até 1979


Amplas avenidas arborizadas, céu azul, você diria que é a Cidade do México?

Seguimos nosso rumo em direção ao Zócalo, como é chamado o centro da Cidade do México, o pessoal que vive na capital só a chama por DF, “morei na DF por tantos anos” morar na DF é dificil, muito trânsito” e assim por diante. No caminho paramos para conhecer o belíssimo Palácio de Belas Artes, contruido em mármore de Carrara  no início do século, seguindo o estilo Art Nouveau e acabando em pleno auge do Art Déco, é sede de importantes exposições, concertos, óperas


Palácio de Belas Artes


Estilo Art Déco com muito mármore de Carrara.


Trabalhos lindos e vigorosos dos principais muralistas mexicanos, o da foto é de Siqueiros, Nueva democracia, 1944


Detalhe do mural de Diego Rivera, El  hombre en el cruce de caminos, 1934


De volta na rua deparamos com o policial de rua da cidade, o que acharam?


As meninas quando fazem 15 anos no México é um verdadeiro acontecimento nas familias, aqui no Brasil, também se faz grandes festas, mas lá é quase um casamento, além disso elas saem vestidas, maquiadas, para fotografarem em frente aos monumentos da cidade.


mandiopãs mexicanos, eu não apeteci….


Reparem a linda cúpola Tiffany do Palácio de Belas Artes.


Luminárias Déco pelas ruas.

Caminhamos uns 200m do palácio de Belas Artes e o Juan nos levou a um dos cafés/restaurantes mais tradicionais da Cidade do México, que fica no antigo Palácio dos Condes de Orizaba, mais conhecida como a Casa dos Azulejos.   



Em 1919 a casa é vendida para os irmãos Sanborn, para estabelecer neste lugar uma das cafeterias mais concorridas da cidade até hoje.




O lugar é lindo, e você pode escolher entre muitas salas a que você prefere ficar.


Na escadaria obra de outro célebre muralista, Jose Clemente Orozco.
Seguimos por uma importante rua de pedestres por mais umas 3 quadras até chegarmos no coração da Cidade do México, o Zócalo.


Vista do Zócalo, com a Catedral à esquerda e o Palácio Nacional no fundo.

Chegamos ao Zócalo com a sorte de ver uma exposição dos super coloridos Alebrijes, que são um tipo de artesanato mexicano feito com diferentes tipos de papel e pintados com cores alegres e vibrantes. Foi uma verdadeira festa para os olhos.

É claro que estes Alebrijes criados a Toddy são apenas para esta exposição anual aqui no Zócalo, normalmente eles são pequenos e você pode trazer alguns pra casa :)))




Era chegada a tão esperada visita, conhecer os Murais de Diego Rivera no Palácio Nacional, eu ainda tinha muito viva na memória as cenas do filme “Frida” onde ela levava almoço para o seu querido Pançon, enquanto ele passava o dia dependurado em andaimes colorindo as paredes do palácio com sua arte narrativa da história do México transbordando em uma profusão de cores.



Pátio interno do Palácio Nacional, você lembra da Frida Kahlo no fime entrando aqui para conversar com Diego Rivera?


Na escadaria do Palácio Diego Rivera pintou durante 6 anos (1929/1935) como um poema épico, a história do México


Na época o governo buscava redefinir a nação, e os murais de Diego ajudaram a criar uma nova identidade nacional.


A entrada de Hernán Cortez na antiga capital Asteca -Tenochtitlan

Frida Kahlo no detalhe do mural de Diego Rivera


Nos corredores toda a história das diversas civilizações pré-hispânicas descrita nos murais.
 

Saimos dali pensando naquele passado indigena varrido do mapa, com suas crenças e valores substituidos a força pela fé católica, a mesma sensação de quando entrei no templo do sol em Cuzco, que foi o principal templo inca, hoje um mosteiro dominicano.


Morrendo de fome pois já passava das 2h da tarde fomos conferir a dica do Renato Rizzo, de almoçar no Grand Hotel, que fica do outro lado da praça.


Todo em estilo Art Noveau, o hotel é lindo.

Outra cúpula Tyffani.


Você sobe e almoça no terraço, a comida não é o forte, o que vale é a vista privilegiada do Zócalo. Mas aqui vai uma dica: se você quiser escutar seus pensamentos sente bem longe dos músicos!!


Bom gente este post está longo demais,  no próximo vamos a Coyacan conhecer a casa azul, que foi a residência de Frida Kahlo.


Adios!!!


Teotihuacan – onde os homens se tornam deuses , por Luciano Terra

07 de março de 2012 4

Em uma manhã ensolarada de inverno percorremos os quilômetros que ligam a Cidade do México a Teotihuacan. Com uma temperatura amena e a luz radiante de um sol tímido da estação mais fria do hemisfério norte chegamos a uma região semiárida com uma vegetação nada exuberante. Apesar da beleza natural não encantar ao primeiro olhar, aos poucos fomos descobrindo toda a beleza do local “onde nasceram os deuses”.

Muitos mitos mexicanos de origem pré-colombiana falam de Teotihuacan (ou Teotihucán, ou ainda em alguns livros “aportuguesando” para Teotihuacã) como um lugar especial e mítico e relatam que o sol nesta cidade seria o da “Quinta Era”, aquela na qual os povos mexicanos afirmavam viver antes da chegada dos espanhóis. Muitas informações se perderam ao longo do caminho e até hoje arqueólogos e pesquisadores se perguntam sobre a razão desta herança cultural e sobre o significado de seus monumentais templos e ruas. O que se sabe até hoje é que as mais antigas marcas do povoado na região teotihuacana remontam de 500 a.C. e que durante o século I d.C. foi traçada a sua mais famosa e imponente rua, a chamada Rua dos Mortos. Também desta época datam seus dois grandes monumentos: as pirâmides do Sol e da Lua.

Sempre que leio sobre a história dos descobrimentos e visito lugares como este fico extasiado e imaginando como terá sido esse primeiro encontro. Do lado dos espanhóis, na sua presunção ocidental e europeia, onde tudo que era importante e sábio estava lá na sua terra natal e nos seus arredores, o espanto ao se depararem com tamanhas maravilhas, com pirâmides gigantescas no meio do nada, com povos com culturas tão diferentes e com valores totalmente distintos dos seus. Infelizmente a falta de tolerância e a necessidade de subjugar sempre foram mais fortes em toda nossa história, independente do povo dominador, e o desfecho não poderia ter sido diferente: o vencedor dando as cartas ao final do jogo. E para impor a sua vitória destruía tudo o que significava cultura local e era importante para esses povos. Felizmente algumas cidades já tinham sido abandonadas na chegada dos espanhóis no novo mundo e por isso estas foram as que sobreviveram mais intactas, involuntariamente é claro, a essa invasão (caso também de Machu Picchu no Peru).  Já do lado dos povos mesoamericanos, o que terão pensado ao avistarem objetos não identificados vindos de alto mar? Como não pensar em deuses flutuando pelas águas, “serpentes emplumadas” que nada mais eram que caravelas e suas velas flamejando ao vento?

Teotihuacan sobreviveu à conquista espanhola e hoje uma visita a essa antiga cidade, além de uma aula de história a céu aberto, tem um toque de magia. Como não se sentir no passado rodeado de templos e pirâmides? Como não parar para imaginar como terá sido a vida naquela cidade hoje abandonada? Imaginar suas cores originais, sua vida, sua sociedade e seus valores. Hoje temos informações que arqueólogos nos passam, porém muitas dessas são suposições. Infelizmente não temos como ter certeza de muitos dados reais. Por outro lado temos que fazer um exercício enorme para entender seus rituais de sacrifícios humanos e seus valores em tempos tão remotos.

O que posso lhes dizer é que ao subir no topo da pirâmide do sol pude sentir a grandiosidade desse local. A vista de 360 graus de toda a região nos faz sentir no céu. Montanhas em formato de pirâmide completam e harmonizam o cenário de magia e encantamento. Por sua vez, avista da pirâmide da lua e da rua dos mortos é encantadora. Nos sentimos em um mundo distante, porém muito próximo. Para os mais esotéricos, lugar perfeito para uma meditação, para entrar em contato com a energia do cosmos e dos antepassados; para os historiadores e antropólogos, local perfeito para explorações, descobertas; para pessoas curiosas e viajantes como eu, um local ideal para ampliar os horizontes, questionar valores e aprender um pouco mais sobre essa cultura milenar. Conhecer e aprender para respeitar e aceitar as pessoas com sua cultura e modos de vida distintos, este é o meu lema de vida e de viagem. Se você estiver preparado para aceitar o diferente sua vida será muito mais interessante e fácil.

 

Ao final do passeio saímos de lá um pouco mais encantados com a cultura desse povo que viveu a mais de 2000 anos atrás e que deu origem, junto a tantos outros povos, a esse país fantástico que é o México.

A riqueza cultural da Cidade do México por Renato Rizzo

03 de novembro de 2010 9

Logo na chegada, ao sobrevoar a Cidade do México, tem-se a dimensão desta, que é uma das maiores cidades do mundo. Como não é muito verticalizada, fiquei impactado com o tamanho da área urbanizada que abriga aproximadamente vinte milhões de habitantes. Em terra, destaque para o colorido da cidade e a loucura do trânsito .

 

Durante a semana, fui ciceroneado por amigos mexicanos, quando tive a oportunidade de conhecer um pouco os costumes empresariais da Mesoamerica. Costuma-se fazer negócios durante as refeições e muitos clubes possuem ambientes próprios para isto. O bairro mais chique chama-se “Polanco” onde  podemos encontrar diversas grifes internacionais e ótimos restaurantes, inclusive o maravilhoso restaurante peruano Astrid & Gastón .

 

No mês de outubro a cidade abriga uma das maiores feiras de construção da América , a Expocihac .

No final de semana aproveitei ao máximo meu tempo para conhecer um pedacinho desta grande e bela  metrópole .

Do meu  hotel , o novíssimo Saint Regis que tem a famosa Diana caçadora em frente, podia avistar o grande “Bosque de Chapultepec” e foi por ali que iniciei minha jornada no sábado pela manhã .

Apesar dos vários Museus espalhados pelo Bosque,  precisei escolher um para visitar e optei pelo Museo Nacional de História , que está dentro do Castelo de Chapultepec , residência do Imperador Maximiliano e mais tarde residência oficial de vários presidentes mexicanos. A vista do Castelo é uma das melhores  da cidade .

 

Ainda no Bosque encontram-se os museos “Rufino Tamayo”, museo de “Arte Moderna” e o museo “Nacional de Antropologia” . Este museo da  pré-historia (Maias, Aztecas, etc) é considerado o mais importante do México mas vai ter que ficar para a próxima, uma bela razão para retornar!

Uma grande avenida chamada “Paseo de la Reforma” corta o Bosque e boa parte da cidade . Caminhar por esta avenida , na região próxima ao hotel , e  apreciar diversas esculturas, assim como jardins muito bem cuidados , é uma sugestão para quem gosta de andar a pé . A propósito, o hotel fica no bairro “Cuauhtémoc” , nome do ultimo  Azteca, que reinou antes da invasão Espanhola .

Em frente encontra-se a Zona Rosa , onde estão muitos restaurantes tradicionais e vida noturna . Algumas ruas , como a “Calle Amberes” é dedicada a um pessoal mais alternativo.

Para aqueles que pretendem provar a comida mexicana, sugiro conhecer a “ Casa de Toño” , um restaurante de comida rápida (tipo boteco) com o cardápio escrito sobre a mesa , bom e barato .


Aqui um ritual indígena de purificação da alma em pleno centro histórico.

Na mesma região está o “La Fonda Del Refugio” , tradicional e também com ótima cozinha. Cuidado com a pimenta .

Boa idéia é uma parada na livraria “El Pendulo” para um café .  Calle Amburgo 126.

A visita ao Centro Histórico é  obrigatória , mas aconselho a fazer durante a semana , pois final de semana parece que todos os cidadãos dirigem-se para lá . O taxi me deixou na “Alameda Central” e fui caminhando até o “Zócalo” onde está o “Templo Maior” , a Catedral e o Palácio Nacional . No trajeto é imperdível a visita ao Palácio de Bellas Artes , um prédio magnífico de fachada Art Noveau e interior Art Deco repleto de murais de grandes nomes da Arte Mexicana: Siqueiros, Rivera e Orozco .

Sugestão , uma paradinha no jardim interno do museo “Franz Mayer”  , ao lado da iglesia San Juan de Dios . Na caminhada podemos avistar de vários lugares , o prédio “Torre Latino Americana” é um dos poucos prédios altos construído em 1950 e não destruído pelos frequentes terremotos. 

Chegando ao Zócalo , uma dica imperdível : Almoçar no ultimo andar do Grand Hotel .

Um pouco mais distante , mas sem dúvida recompensadora, é a visita a “Coyoacán” e “San Angel” que até o início do século XX eram vilarejos rurais e hoje são locais de residência de vários artistas, políticos e personalidades . Em Coyoacán fiquei impressionado com o Museo Frida Kahlo , principalmente pela conservação dos objetos e obras de Frida e Rivera.

 

Adorei caminhar pela avenida Francisco Sosa repleta de casarões coloniais .

Todos os sábados, San Angel recebe uma grande feira de artesanato ao redor da praça , junto a Iglesia de San Jacinto .

Fotos de Renato Rizzo.

Fica um desafio , voltar ; pois muito tem que ser visto nesta cidade com rica em história e com um povo simpático e acolhedor .