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Posts na categoria "Croácia"

Croácia al mare - navegando pelo paraíso

31 de agosto de 2018 0

Nossa última viagem foi uma experiência inesquecível.

O Viajando com Arte montou um grupo de 9 mulheres a bordo de um veleiro nas belíssimas ilhas do sul da Dalmácia na Croácia . Nossa viadem começou em Split, onde ficamos 2 noites para conhecer um pouco do passado romano da Croácia, no muito bem preservado Palácio de Diocleciano, onde até hoje podemos ver as muralhas que delimitavam as fronteiras do palácio, contém hoje o centrinho histórico de Split, cheio de lojinhas, restaurantes e bares.

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Detalhe da esfinge no Palácio de Diocleciano em Split.

No dia seguinte fomos conhecer um dos incríveis parques nacionais, a Croácia tem vários deles, todos lindos demais, o que visitamos fica a 1 hora de Split, é o Parque nacional de Krka, um lugar com uma beleza de tirar o fôlego, cachoeiras e passarelas sobre uma água verde esmeralda, cristalina. A grande vantagem de Krka é que é permitido tomar banho nas suas cachoeiras, o que já não acontece no Parque de Plitvice, seu irmão mais célebre.   IMG_8008

Parque Nacional de Krka.

Depois de 2 dias estávamos prontas para embarcar em nossa aventura pelas ilhas da Croácia.   IMG_8049 Este era nosso barco, onde passaríamos 1 semana, conhecendo lugares que eu nem imaginava existirem, fizemos um apanhado das ilhas mais lindas do sul da Dalmácia, Brac, Hvar, Kórcula, Mijet e finalmente Dubrovnik. Esta era minha segunda viagem a Croácia, e faze-la de barco foi uma experiência totalmente diferente, a comunhão com a natureza é total, apenas uma noite ancoramos em uma marina – em Vela Luka – na ilha de Korcula, as outras noites parávamos em baias, tranquilas, onde a gente só ouvia os sons da noite, grilos e o ondular do mar. Noites estreladas, com o melhor serviço de bordo que vocês podem imaginar, nosso jovem chef, o Viktor, tinha muito talento e saboreamos o melhor de frutos do mar e da culinária local. Longas conversas a bordo depois da  terceira noite já parecíamos amigas de infância. Conversar com nosso capitão Ante e sua esposa, Sandra, foi também muito enriquecedor, aprendemos muito do sofrimento e saga deste povo aguerrido que atravessou períodos dificeis de uma guerra sangrenta. IMG_8213 Nosso chefe a bordo, Viktor, o fato de estarmos lá durante a copa do mundo criou mais vinculos entre nós e a tripulação super atenciosa e carinhosa dos croatas. IMG_8317

Entardecer em Hvar.

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Nosso grupo em Hvar, antes da ilha ir a loucura no jogo que ganharam nos pênaltis da Dinamarca.

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Trilha que fizemos em Vela Luka na ilha de Korcula.

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E assim é o mar por lá, impressionante!

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Pic nic na praia.

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Pelas ruelas estreitas no centro histórico de Korcula

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Pedalando pelo parque nacional na ilha de Mijet.

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Por do sol memorável na ilha de Sipan.

E finalmente chegamos em Dubrovnik, uma cidade saída dos contos de fadas, nosso barco ancorava um pouco para fora das muralhas antigas da cidade e pegávamos o bote em 10 minutos estávamos chegando no portinho antigo. Duas coisas imperdíveis para se fazer em Dubrovnik, caminhar pelas suas muralhas ao entardecer e subir no teleférico para ver a cidade de cima, uma visão que vai te acompanhar para sempre.

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nas muralhas de Dubrovnik

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Hora da despedida, foram dia absolutamente inesquecíveis, uma experiência que super recomendo.

Ístria, a Croácia italiana. Por Luciano Zanetello

23 de outubro de 2013 4

istria

Depois de uma recorrida geral passando nos “points” mais visitados e comentados de quem visita a Croácia, chegamos ao nosso destino principal que era a península da Istria. Por sua formação geográfica  e característica dos povos que lá habitaram ,as cidades principais são todas na costa. A herança mais marcante é do tempo que Veneza dominava a  região, seja na arquitetura de suas inúmeras igrejas quanto nos símbolos  Venezianos  presentes por tudo.

Símbolos Venezianos

Arquitetura típica  

Simbolismos à parte, dizem aos turistas  que do alto do campanário em Motovun / Montana  num dia claro , pode – se avistar San Marco em Veneza ….

Motovun

Motovun encravada na montanha 

A infra estrutura para o turismo é de fazer inveja. Tudo organizado , com opções para todos os bolsos. Para  passear ( sem pressa )  e para aqueles que não querem pagar o pedágio,  estradas  regionais e vicinais ,todas com um ótimo  estado de conservação.

    Anfiteatro Pula    

Custei mas definitivamente desta vez joguei a toalha. O Brasil será sempre o país do eterno futuro !

Uma coisa é fazer turismo na França , Itália, Suíça “crème de la crème” da Europa e encontrar uma infra perfeita. Bem diferente é visitar um país que foi destruído há 20 anos atrás e constatar que dificilmente chegaremos lá . Lidando com a desvantagem de não terem  a  nossa areia branca, a Croácia como um todo é hoje um dos destinos mais procurados por aqueles que buscam praias.

Iha do Hotel Istria

A cozinha mediterrânea  aliada a grande fartura de frutos do mar torna fácil gostarmos da culinária Croata. Particularmente não me entusiasmou muito. A pouca variedade nas opções dos restaurantes torna monótona as opções . Quem vê um cardápio em um restaurante numa cidade , quase que seguramente terá visto todos.

Culinária Croata

 Ruas de Bale

 A Istria é palco de iguarias que a tornam  única na culinária mundial . As famosas trufas ( brancas e negras ) fazem a diferença em vários pratos . Os vinhos da região também são muito apreciados . Outro destaque são os óleos extra virgens, tendo inclusive locais  específicos para degustação das diversas modalidades. Quando a cidade não tem uma beleza natural, criam – se as oportunidades.

 Produtos regionais

Trufas Negras e brancas

No interior da Istria  passamos por uma pequena cidade que estava realizando uma feira com degustação dos produtos locais . Pagava – se um valor bem baixo, 20 Kunas  (R$ 8,00 ) p/ pessoa por um cálice que dava direito a provar todos os vinhos e Prosecos da feira e, mais outro valor de 25 kunas ( R$ 10,00 )para degustar pratos feitos na hora por chefs locais . Nossa sorte é que não havia na saída a versão local do balada segura.. .

A grande diferença destes países para o Brasil é que todos os pequenos núcleos sejam eles vilas e pequenas cidades  tem vida própria . As pessoas podem ficar ligadas a seus locais de nascença sem precisar sair para usufruir de comodidades.

 Hum

 Hum que  segundo o Guiness, é  a menor cidade do mundo.

Finalmente, repisando no tema que no final de contas faz toda a diferença,- a educação de um povo – aliada   a certeza   de que os atos ( ilegais ) terão consequências, seja  o simples fato de sujar a cidade  ou exceder o limite de velocidade ,  mostram que a civilidade sempre funciona melhor sendo controlada, na contramão do Brasil dos  mensalões  e black bLocs impunes.

Igreja Eufrasiana / Porec

Porec

Mosaicos Porec 

Porec

Uma última dica, se a sua praia for o agito, não vá depois do verão. Em compensação se este não for a sua motivação, você vai poder curtir hotéis espetaculares por preços irrisórios comparados a Rio e S. Paulo , vai poder visitar as cidades sem brigar por estacionamentos e frequentar os restaurantes sem reservas.

A Croácia tem belezas para todos os gostos e épocas.

 Rovigno à noite

Rovigno

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Roteiro para amar a Croácia - Zadar é tudo!

31 de agosto de 2013 5

zadar

Foto aérea do centro histórico de Zadar

 

Este é o capítulo  de encerramento desta série de posts que escrevi sobre a Croácia, me perdoem se não escrevi sobra Zagreb ou a região da Ístria e certamente muitos outros lugares legais que faltaram, não deu para conhecer tudo e acho sábio deixar coisas por conhecer, para poder voltar.

Zadar foi uma escolha totalmente aleatória, olhei no mapa e vi que de lá saiam ferries para a Itália que era nosso destino a seguir. Confesso que sabia muito pouco sobre a cidade e talvez esteja aí a chave para o meu encantamento com Zadar –  expectativa zero.

É uma cidade vibrante, jovem, dinâmica, não é excessivamente turística. Durante o verão eles tem um evento chamado Zadar Classic open air, com uma extensa programação de músicos tocando em espaços abertos como praças e recantos da cidade.

Zadar tem um centro histórico parecido com Dubrovnik, fica em  uma ilha murada que se projeta no mar,   e foi neste lugar que alugamos um apartamento em uma casa antiga com jardim, um lugar ótimo – aluguei através do www.booking.com,  o apartamento chamado San Simeone. Nosso ap tinha um quarto e uma sala/cozinha e ficava super bem localizado.

O jardim do nosso apartamento, parecia que estávamos na casa da nona.

De cara simpatizei com a cidade que mesmo neste espaço reduzido do centro histórico tem vida própria, diferente de Dubrovnik ou de Veneza onde a chegada do turismo encareceu tanto a moradia, que forçou os moradores originais a se mudarem para longe. As pessoas que circulam pelas ruas, são senhorinhas indo as compras no mercado de rua matinal, os trabalhadores conversando nos cafés, a gente pode sentir o quotidiano real dos croatas.

A atmosfera aqui no verão é das melhores, de vários lugares a gente pode ver o mar e sempre tem uma brisinha que refresca mesmo nos dias mais quentes de verão. O programa de todos a tardinha é ver o por do sol junto ao Órgão do mar uma instalação genial do arquiteto/artista local Nikola Basic. O Órgão do mar é feito de um sistema de tubos e apitos que assobiam e exalam suspiros melancólicos conforme o mar empurra o ar e através de uns buracos feitos em uma escadaria de pedra que desce para o mar. O efeito é hipnótico e lindo, aumentando de intensidade quando passa algum barco ou ferry.

É nesta escadaria que esta instalado o Órgão do mar, repare nos buracos no chão, é por ali que sai o som.

E acredite, foi aqui que vi um dos pores do sol mais bonitos que me lembro, embalado pela melodia hipnótica do órgão, aqueles momentos inesquecíveis.

Bem ao lado fica a Saudação ao sol outra criação maluca e fantástica do mesmo artista. É um circulo de 22m  coberto por 300 placas de energia solar, que armazenam energia durante o dia, e quando o sol se põe, gera um espetáculo de luz. Para entender melhor só vendo as fotos.

Na foto do Filip Brala, a gente pode ter uma ideia melhor da instalação Saudação ao sol.

Saudação ao sol de Nikola Basic, foto Filip Brala.

Zadar tem dois lugares muito legais para ir na Happy hour, um chama-se Garden, fica ao ar livre com vista para o porto, um lugar descoladíssimo estilo Ibiza com almofadões, tendas, luz de velas. Durante os meses de julho e agosto, o Garden recebe os DJs de música eletrônica mais famosos do planeta.  Você pode tomar um coquetel, o dificil é escolher, pois a carta de opções é enorme. Outro é o Bar Lounge que fica na praça dos 5 poços, com o mesmo espirito do Garden, vale experimentar os dois!

Garden

Como estávamos no auge do verão fomos conhecer a praia de Zadar, que não é nenhuma Brastemp, verdade seja dita, mas foi ótimo para pegar um sol, mergulhar e ainda tomar um vinho gelado e almoçar de frente para o mar. A praia que fomos chama-se Kolovare, e fica a uns 15 minutos à pé do centro. Muito tranquilo.

Saindo das muralhas para ir até a Praia de Kolovare. Note a influência de Veneza na figura do leão de San Marco esculpido acima da porta central.

o lado de fora das muralhas.

E se o calor apertar, sempre tem a praia de Kolovare para um mergulho e um almoço de frente para o mar.

Explore o passado de Zadar, entre na Igreja de São Donato, construída no inicio do século IX, em estilo bizantino. A igreja foi erguida sobre o fórum romano, que foi construído entre os séculos I e III DC. Ao lado da Igreja tem mais ruinas romanas, pilares com relêvos de figuras mitológicas como Júpiter, Medusa, etc, acredita-se que aqui estava um templo dedicado a Júpiter.

Olhem que legal este registro do Filip Brala das ruinas do fórum romano com a igreja São Donato ao fundo e a torre onde você não pode deixar de subir, pois de lá se tem uma vista fantástica de toda a cidade.

Vista do alto da torre.

Uma dica preciosa de uma moradora local foi o restaurante Pet Bunara, comida maravilhosa, anote a dica.

Outro restaurante muito bom é a Konoba Stomorica, especializada em peixes e frutos do mar.

Este peixe grelhado, fresquíssimo foi nossa última refeição na Croácia antes de pegarmos o ferry para Ancona na Itália.

Acabamos ficando amigo do proprietário do nosso apartamento, pois ele morava no andar  do nosso, o Filip Brala, um gurizão que é fotógrafo e publicitário, super querido ele me cedeu algumas das suas fotos maravilhosas para eu poder ilustrar melhor meu encantamento por Zadar.

Eu adorei conhecer a Croácia, um pais simples e despretencioso, fiquei com a impressão de a Itália era muito parecida com a Croácia uns 30 anos atrás, solta, sem frescuras e bem mais barata.

Deixo vocês com esta última foto incrível do Filip Brala.

 

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Roteiro para amar a Croácia - Parques Nacionais Krka e Plitvice

28 de agosto de 2013 7

Plitvice filip

 Parque Nacional de Plitvice na foto de Filip Brala

Continuando a série de posts sobre a Croácia hoje vou falar dos 2 parques nacionais que visitei no verão.
No post anterior depois de chegar a Split de Ferry vindos da Ilha de Hvar, pegamos a auto estrada em direção a pequenina cidade de Skradin que fica a 98Km de Split, uma barbada.

Chegamos em Skradin ainda com a luz do dia, esta é a grande vantagem de viajar no verão, os dias rendem muito, se você pensar que acordamos em Hvar, pegamos o ferry depois de pegar praia, passeamos por Split e ainda chegamos aqui em um bom horário…

Chegando em Skradin, esta era a vista da estrada.

Escolhi visitar estes dois parques depois de ver algumas fotos de Plitvice, que é o nome de um deles, a paisagem me parecia surreal, lagos verdes cachoeiras, e pensei que eu tinha que ver aquilo tudo de perto, o mais conhecido é realmente o Parque dos lagos de Plitvice, mas li que lá não era permitido tomar banho… fiquei bem desapontada foi então que descobri o parque nacional de Krka, que pelas fotos era tão lindo quanto Plitvice e a gente podia tomar banho!
Na dúvida reservei uma noite em cada um, eles não são muito distantes entre si, então foi tranquilo.

Para você entender melhor, fomos ao Parque de Krka e ao De Plitvice ( no mapa chama Plitvice Jezera)

Fomos visitar primeiro Krka que ficava no caminho para quem vinha do sul, no nosso caso, de Split.

Eu já tinha reservado um hotel no www.booking.com  . o Hotel Skradinski Buk, um hotelzinho bom, sem nada de luxos, mas como era apenas para uma noite serviu bem para o seu propósito.
A cidadezinha de Skradin é muito bonitinha ela fica na beira deste grande lago onde desaguam as cachoeiras do Parque de Krka, jantamos em um restaurante que recomendo, o Dalmatino, comemos super bem e o ambiente era ótimo, sentamos em um terraço na rua, o clima de verão convidava a tomar um bom vinho croata geladinho…

Passeando por Skradin

tanto as cachoeiras de Krka quanto as de Plitvice são um fenômeno do terreno calcário, ao longo de milênios, a água do rio criou um canion profundo em meio às colinas, levando o carbonato de cálcio consigo. Liquens e algas retém o carbonato e o incrustam em suas raizes. Este material é chamado de Tufa e é formado por milhões de plantas crescendo umas em cima das outras. E é este crescimento que cria esta barreiras naturais que formam as fantásticas cachoeiras.

No dia seguinte cedinho, pegamos o barco que leva até o parque, a paisagem é belíssima e o trajeto não dura mais do que meia hora, só que não levamos em conta um detalhe, além de ser verão, era domingo , quando chegamos o parque estava bem movimentado, quando terminamos o circuito depois de ver todas as cachoeiras, piscinão de Ramos era pouco! O gramado estava lotado de familias e comprar qualquer coisa no restaurante local era impensável, as filas eram enormes, fiquei olhando aquela maravilha de cachoeira  de longe, sério, lugares cheios assim tiram toda a graça, não curti, da próxima vez volto em setembro em um dia de semana!

A bordo do barco que nos levou ate a entrada do Parque de Krka.

Esta é a visão da chegada, algumas pessoas tomando banho é lindo demais.

É muito bonito, e eles construíram grandes passarelas onde a gente pode dar toda a volta e ter uma visão perfeita de muitas cachoeiras.

A água é absolutamente cristalina e cheia de peixes.

Saimos de Skradin em direção ao Parque nacional de Plitvice que fica a uns 190Km, um pedaço por auto estrada e outro menor por uma estrada menor, mas muito bonita, campos verdes, montanhas e onde se passa grudadinho na fronteira da Bósnia.

Nosso Hotel era o Jezero, um hotel grandão, no meio da floresta e a 5 minutos à pé da entrada do parque, eu adorei, tá certo que ele não era nada charmoso, mas a sacada do nosso quarto dava para a floresta, a visão da floresta, o cheiro de pinho,  habituados a uma temperatura média  em torno dos 30 graus, pegar aquele ar da montanha, fresquinho, aquele silêncio, foi muito, muito gostoso.

Hotel Jezero ao lado da entrada do Parque dos lagos de Plitvice

Acordamos cedinho disposto a pegar o primeiro micro ônibus que sai às 8h do parque e leva a várias opções de passeio nas cachoeiras, eu conversei com a moça do oficio de turismo e como só tinhamos tempo de fazer um passeio ela aconselhou a fazer a trilha E, que levava 3h, disse que era o mais bonito.

Um desenho na entrada do parque mostrando as diversas trilhas para fazer.

O ônibus sobe por uma estradinha estreita no meio da floresta e larga as pessoas no inicio da trilha, éramos pouco mais de 20 pessoas, os primeiros a chegar, uma paz, um silêncio, só a natureza onipresente, eu estava adorando aquela exclusividade depois da muvuca do Parque de Krka.

Tudo tranquilo, só a natureza como companhia.

O parque é cheio de passarelas e indicações do caminho a seguir, não tem risco de se perder.

E começam as cachoeiras, uma mais linda que a outra..

E a cor da água..

Uma visão linda do alto na foto de Filip Brala

No final da trilha E você tem a opção de pegar um barco que leva você diretamente para outra trilha, ou você pega o barco para um trecho mais curtinho que só atravessa o lago para perto do ponto de partida.

Marrequinhas vem receber a gente do outro lado.

Apesar de em Plitvice não ser permitido o banho, acabei pendendo muito mais para este parque, infinitamente mais tranquilo e bonito. Então meu conselho se tiver que escolher um fique com Plitvice e deixe o mergulho para as águas turquesas das praias da Croácia.

No último post desta série sobre a Croácia , não perca a cereja do bolo, a cidade de Zadar!

 

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Ístria, a Croácia italiana.

 

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Roteiro para amar a Croácia - Parte III Hvar / Split

25 de agosto de 2013 2

 

 

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Praia de Zarace

Hvar tem muitas opções de passeios, de praias se você estiver de carro facilita muito, nós ficamos 4 dias na ilha e deu para fazer muitas coisas, fomos conhecer as praias de Zarace e outra que é imperdível a praia de Dubovica, é muito linda e tem um restaurante rústico com mesas embaixo de uma parreira onde se come super bem.

Para chegar até a Praia de Dubovica você vai estacionar o seu carro na estrada e descer à pé o que dá uns 10 minutinhos nada muito puxado, a caminhada só aumenta a vontade de se jogar naquele mar azul turquesa!

Praia de Dubovika vista da estrada.

Achamos a sombra de uma árvore e nos instalamos, quando a sede bateu depois de muitos mergulhos fomos para o restaurantezinho local sentamos embaixo de um parreiral e almoçamos muito bem, a comida na Croácia não tem nenhuma fórmula ou ingredientes muito criativos e diferentes,  tudo é simples mas é delicioso.

Achamos uma sombrinha para instalar nosso acampamento…

Passamos boa parte do dia por aqui mas a dona do nosso hotel tinha nos dados muitas dicas de lugares para visitarmos, fizemos um passeio até a praia de Zavala, a estrada é de terra e vai costeando o mar, a gente vê paisagens espetaculares pelo caminho como está aqui abaixo, mas Zavala mesmo não tem nada de especial.

Uma cidade que passamos para conhecer foi Stari Grad, que talvez merecesse mais tempo, pois é a mais histórica das povoações da ilha e segunda maior em tamanho,  daqui  saem os ferrys para Split. Mas confesso que  chegamos desdemos um pouco mas foi só.

Stari Grad

No final da tarde fomos montanha acima atrás dos campos de lavanda, é um passeio lindo de se fazer principalmente à tardinha quando toda a paisagem se cobre de um colorido sépia. A ilha de Hvar é grande produtora de lavanda e nos quiosques da cidade a gente encontra muitos produtos desta planta.

Subimos em direção a cidade de  Brusje  que fica no alto lá a paisagem era assim

Cheio de lavanda por tudo…

Voltando para nossa Praia de Milna passamos por uma antiga vila chamada  Velo Grablje que é o lugar mais importante durante o Festival da Lavanda que acontece no último final de semana de junho, uma oportunidade para degustar as iguarias tradicionais.

Hvar é coberta de oliveiras e videiras e se você quiser provar um ótimo vinho branco local peça o Zlahtina,  indicação de uma amiga que morou na Croácia totalmente aprovado. Outra dica importante para que vai explorar as ilhas na Croácia é comprar aqueles sapatinhos de praia, todos usam, é impossível caminhar na praia, entrar no mar sem eles, siga o meu conselho, compre no primeiro dia e você será muito mais feliz! :)

Produtos locais como azeite de oliva, mel, óleo de lavanda, à venda nas estradinhas..

Infelizmente nossos dias em Hvar chegaram ao fim e de Stari Grad pegamos o ferry para a cidade de Split, preste atenção no horário dos ferrys  e chegue ao menos 2h antes pois no verão pode ser bem concorrido. O porto onde a gente estaciona o carro na fila é pequeno, mas bem sortido, tem super mercado, café com wifi, dá para a gente se distrair enquanto espera. O ferry até Split leva 3 horas.

Split é a maior e mais importante cidade da costa da Dalmácia. Uma cidade bonita na beira do mar que tem muita história, já foi colônia grega e hoje é mais conhecida pelo seu passado romano já que o imperador Diocleciano construiu aqui nos anos de 293 AD, um grande palácio defronte ao mar.

A grande calçada em Split à beira mar, com parte do Palácio de Diocleciano ao fundo.

Chegamos em Split á tarde, estacionamos o carro pertinho e fomos reconhecer a cidade.

Entrada do Palácio de Diocleciano, a ideia do imperador era construir um palácio que ele viesse a morar depois de aposentado e de fato Diocleciano passou aqui seus últimos dias de vida. O complexo palaciano era gigante ocupando um espaço de muitas quadras. As muralhas hoje abrigam casas, restaurantes, lojas, galerias de arte.

No verão sempre acontece muitos festivais de música, e em Split não é diferente, aqui a montagem de um show.

Bares e restaurantes dentro das muralhas.

E do lado de fora esta linda esplanada à beira mar.

Na continuação vou escrever e contar tudo sobre minha experiência em 2 Parques nacionais da Croácia, lugares absolutamente imperdíveis em qualquer roteiro pelo país e para encerrar vou dedicar um post para a cidade na Croácia que arrebatou meu coração de viajante – Zadar!
Zbogom!!!

 

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Roteiro para amar a Croácia - Parte II Hvar

23 de agosto de 2013 19

IMG_3965 - Cópia

Na primeira parte eu contei tudo sobre Dubrovnik. Se você quiser ficar por dentro da primeira parte é só clicar aqui: http://wp.clicrbs.com.br/viajandocomarte/2013/08/09/um-roteiro-par…roacia-parte-i/

Saímos de Dubrovnik pela manhã e depois de pegar nosso carro na locadora nosso destino era a ilha  de Hvar. Nós havíamos estudado o mapa para calcular qual era o ponto mais próximo para pegar o ferry, entramos também no site da Jadrolinija, a companhia mais popular e com mais rotas no país.
http://www.jadrolinija.hr/en/home

De Dubrovnik o lugar mais fácil e perto para pegar o ferry para Hvar é a cidade de Drvenik que fica uns 134 Km de distância, você passa dentro de uma pequena parte da Bósnia – Herzegovina, mas é bem tranquilo, a gente só mostra os passaportes e documentos do carro, não leva mais do que 5 minutos. A estrada é bem bonita ela vai costeando o mar Adriático quase todo o tempo, paramos no caminho para almoçar numa prainha chamada Klek, só com pessoas locais, nós éramos os únicos estrangeiros no lugar. Eu não estava levando fé nenhuma que comeríamos bem, pois o lugar não tinha muita infra, mas de coração aberto sentamos em um restaurantezinho chamado Stoj, na beira da praia e pedimos o peixe do dia, e surpresa! O peixe super fresco veio grelhado com batatas e espinafre simplesmente delicioso, acompanhado de vinho branco gelado, foi show.

Partindo de Drvenik no continente, em direção a ilha de Hvar.

O Ferry Drvenik / Sucuraj (Hvar) leva em torno de 45 minutos.

Chegamos perto das 14h em Drvenik e não precisamos esperar muito o ferry que nos levaria para a vila de Sucuraj em Hvar. O ferry leva uns 45 minutos, mas as cidadezinhas mais legais estão no lado oposto da ilha, perto da cidade de Hvar. Andamos de carro uns 50km até o nosso Hotel que ficava na praia de Milna. Eu adorei ficar em Milna, pois é uma praia linda e muito tranquila, o Hotel Fortuna, fica na beira do mar, olhem só: http://fortuna-hvar.com/  e está muito perto da cidade de Hvar, uns 15 minutos de carro. Milna tem uma atmosfera familiar, alguns bons restaurantes todos ao lado do mar, uma coisa que aprendi é que os croatas tem uma cultura de parilla, é isto mesmo! Fazem tudo na grelha na churrasqueira, foi um festival de comer polvo, lula, camarão, peixe, enfim tudo grelhado, não só frutos do mar, mas cordeiro, porco, uma delicia.

Praia de Milna, este era a vista da sacada do nosso quarto no Hotel Fortuna.

Restaurante do Hotel.

Única ruazinha de Milna com várias opções de restaurantes.

Saindo á pé da frente do nosso hotel em poucos minutos chegávamos em outra prainha que eu super recomendo, era menor e tem um restaurante muito astral onde ficamos sentados na sombra na hora do sol forte.

E olhem só como fomos bem tratados!

Você vai ver uma placa com as letras FKK em algumas praias da Croácia, isto significa que são praias de nudismo. A história do nudismo na Croácia é antiga, começou na virada do século 20 quando o austríaco Richard Ehrmann, abriu a primeira colônia de nudismo no Adriático na ilha de Rab. E foi ninguém menos do que o rei inglês que abdicou ao trono Edward VIII e sua esposa Wallis Simpson que populalizaram a prática nadando nús em Rab em 1936.

Eu imagino que até este ponto você pode estar muito decepcionado, afinal Hvar não é a mais badalada das ilhas Croatas, famosa por suas baladas e festas?  Eu já ia chegar lá!

Praça principal da cidade de Hvar.

Como eu já comentei na primeira parte fiquei impressionada com a arquitetura croata, altamente influenciada pela cultura veneziana, e Hvar não é diferente, o centrinho é bonito, com a praça da igreja dominando a paisagem em seguida o porto onde vários barcos lindos e rústicos entram e saem em grande movimento. É na ponta deste porto que fica uma das baladas mais conhecidas, a Carpe Diem, a festa começa ali e termina em uma das ilhas Pakleni , em outra sede onde as baladas amanhecem. A Croácia tem um turismo enorme de gente jovem e em Hvar é onde mais vemos a garotada de toda a Europa, nas praias todos ostentam as pulseirinhas como troféus das festas que fizeram.

Outra baia do centrinho de Hvar.

A marina de Hvar

O Carpe Diem da marina, aqui a balada acaba cedo, em torno das 21h, daqui a gurizada pega os táxis barco e vai para a sede do clube nas ilhas Pakleni.

Tem muitos passeios para você fazer em Hvar , alugar um barco e conhecer as Ilhas Pakleni, como nós não tínhamos licença para dirigir barcos o máximo que conseguimos alugar foi um com um motor 5hp, é duro, mas valeu a pena. O aluguel de dia inteiro custa 70 dólares. Foi um passeio bárbaro, saimos da marina de Hvar às 9h da manhã e passamos o dia explorando as ilhas que ficam muito próximas, vejam o mapa:

Aqui uma vista aérea só para você entender, aquela cidadezinha no canto direito é Hvar, e este conjunto de ilhas que vemos são as Ilhas Pakleni, muito pertinho como você pode ver.

As ilhas mais populares e com alguma infra de restaurantes e bares estão marcadas com um R vermelhinho e as praias de naturismo estão marcadas com um pontinho amarelo.

Saindo no nosso barquinho do porto de Hvar.

As cadeiras do Carpe Diem ainda vazias de manhã cedinho…

Paramos em muitas enseadas para mergulhar, a água é cristalina, linda.

Até que chegamos nesta prainha na ilha de Vlaka.

Este é o nome do lugar – The fisherman’s house em Vlaka.

E descobrimos uma pousada que foi dos melhores lugares que estivemos na Croácia. O lugar é de um dinamarquês que veio pra cá e acabou casando com uma croata, juntos eles dirigem este lugar maravilhoso, todas as verduras são plantadas aqui, os peixes e frutos do mar são pescados no dia e atrás é cercado de parreiras onde eles produzem seu próprio vinho, sem falar na simpatia e aconchego do lugar, esta é uma dica preciosa, aproveite!

Para abrir os trabalhos – salada de polvo, um pão crocante e óleo de oliva.

Vocês concordam que este post já ficou muito longo, está quase uma novela :) !

Já, já publico a continuação!

 

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Um roteiro para amar a Croácia - Parte I

09 de agosto de 2013 23

Você já reparou que agora todo mundo só fala na Croácia?

 

Todo mundo ou foi, ou está indo, ou tem muita vontade de ir… como eu adoro inventar moda, já estava com uma certa implicância com a Croácia, mas acabei topando a parada, e neste verão europeu de 2013 fui passar uma temporadinha por aquelas bandas, e quer saber? Vou ter que dar o braço a torcer, a d o r e i!

A Croácia já foi invadida e dominada por vários povos ao longo da sua história, já foi grega, romana, integrou o império austro-húngaro e hoje procura esquecer sua história de guerra recente com a Sérvia e goza pela primeira vez uma autonomia, e desde  1 de julho de 2013 é o mais novo membro do mercado comum europeu.

Dito isto você já pode imaginar que a Croácia é uma grande mistura de estilos em todos os sentidos, culinária, arquitetura, etc, ela foi agregando  um pouco de cada cultura a qual foi submetida ao longo da sua longa existência. Mas vamos combinar que muito pouca gente vai a Croácia atrás de monumentos, museus e outras maravilhas feitas pela mão do homem, as pessoas vão a Croácia para curtir, relaxar e aproveitar o que a Croácia tem de melhor – as suas praias!

Praia na ilha de Hvar.

Nosso roteiro começou por Dubrovnik, fizemos um vôo Easy jet Paris/ Dubrovnik e as 9h da matina já estávamos desembarcando no verão. O custo do táxi até o centrinho é de mais ou menos $55 , tem também um ônibus que chega quase no mesmo lugar do táxi que custa bem menos.

Dubrovnik, a ilha em frente chama-se Lokrum, onde, reza a lenda, Ricardo coração de Leão, rei da Inglaterra, teria se refugiado após um naufrágio quando voltava das cruzadas em 1192.

Nem pense em chegar na Croácia nos meses de verão sem reserva de hotel, é pedir para se incomodar e o conselho vale também se você pretende alugar um carro. Eu sempre dou a dica, que já é manjada, mas funciona super bem que é o site de reservas de hotel http://www.booking.com   e para alugar carros gosto muito do http://www.economycarrentals.com  que faz um pool dos aluguéis mais baratos em quase todos os países do mundo.

O que você vai perceber é que a Croácia oferece muitos apartamentos para aluguel de curta temporada, as cidades tem feições medievais e nem sempre possibilita grandes hotéis no centro histórico, eu adoro ficar no  centrinho histórico e fazer tudo a pé, então minha opção foi um apartamento, que era ótimo, super novinho com todo o conforto, wi- fi free e de cara para coração da cidade. O nome do apartamento é Nijepresa Aptms, diárias de 175 euros e cabem até 4 pessoas.

As escadarias de Dubrovnik.

O coração do centro histórico em dia de casamento.

A famosa esplanada toda em piso de mármore com uma miscelânea de estilos.

Acho que 2 noites em Dubrovnik são suficientes, os passeios que você não pode perder é a caminhada à tardinha pelas muralhas da cidade, quando o calor já diminuiu e a cidade se cobre de uma luz sépia, ( 9 euros por pessoa) é muito legal, você percorre todo o centro histórico  pelas muralhas, tendo de um lado a cidade e do outro o mar, é lindo.

Aqui começa o percurso por cima das muralhas.

O porto de dentro de onde saem vários passeios para mergulhar, para a ilha de Lokrum.

Outro passeio imperdível é subir no bondinho até o forte imperial, um forte construído pelos franceses e que foi um marco de resistência na guerra recente da Croácia, enquanto Dubrovnik era bombardeada pelas forças Sérvias que chegaram muito perto da cidade , bravos soldados croatas resistiram e atacavam como podiam lá de cima a barreira inimiga.

A subida no bondinho custa em torno de 90 kunas por pessoa, é uma vista deslumbrante, mas importante, se você for no verão, suba depois das 19:30h, é o melhor horário, e depois veja o por do sol lá de cima, depois me conte!

Esta é a vista que se tem de Dubrovnik lá de cima.

Eu achei lindo fazer à tardinha quando tudo se cobre de uma luz dourada.

Lá em cima existe um museu no que sobrou do Forte que conta a história da Guerra e da bravura dos resistentes e tem um vídeo sobre o bombardeio de Dubrovnik, vale a pena ver, se a gente pensar em termos históricos, esta guerra aconteceu ontem! Este bombardeio foi em 1991, a maioria das pessoas com quem a gente conversa viveu os horrores da guerra.

A entrada do museu que conta um pouco da guerra recente e da bravura dos croatas que morreram defendendo a cidade.

 O forte ainda guarda marcas dos bombardeios dos Sérvios.

E a cereja do bolo – o deslumbrante por do sol lá de cima!

Quem disse que Dubrovnik não tem praia?

Pois naquele calor a gente olhava para aquele mar azuuuul e era quase como olhar para uma fonte de água no deserto, até que descobrimos o BUZA, um lugar bem descolado que fica nas muralhas e dá pra dar um mergulho no mar e ainda pegar um sol.

O BUZA é um lugar perfeito para dar um mergulho  e depois tomar um vinho gelado!

No outro patamar depois de vários banhos a gente sentou na sombra e tomou um ótimo rose croata, bem gelado, please!

A Croácia é grande produtora de vinhos, e pode tomar tranquilo, alguns são muito bons. O pais é tapado de parreiras e oliveiras.

Saindo dali na Praça da Igreja Jesuita, sentamos na Konoba Jezuite, um restaurante com mesas na rua e onde se come muito bem. Você vai ver muitos restaurantes na Croácia com esta denominação KONOBA, é algo assim como taverna, como a trattoria italiana, pode entrar tranquilo, normalmente é um lugar gerido pela família e a comida é ótima, comemos polvo grelhado com salada com vinho branco da casa, ahh os pequenos prazeres da vida… e a viagem está só começando!

Praça dos jesuitas.

Calamaris grelhado na Konoba Jezuite. Tá vendo bem? Calma isto é só o começo…

Uma outra dica se você está com vontade de uma boa massa com frutos do mar ou de pizza deliciosa é o tradicional Restaurante Wanda, comemos muito bem por lá.

Em Dubrovnik carro é totalmente desnecessário, então na manhã da partida fomos até o escritório da locadora e pegamos nosso carro, uma coisa que você deve estar muito atento que casualmente nesta viagem quase entramos numa roubada é de cuidar se você pegar o carro nos finais de semana os horários são bem mais restritos. Só para ilustrar eu tinha colocado o horário de pegar o carro as 16h e liguei para o escritório para pedir para antecipar para as 10h , o moço do outro lado da linha me disse que não só não tinha problema, mas que eu devia pegar cedo pois eles fechavam ao meio-dia.. já pensou? Ter que ficar lá até segunda? Então fique ligado, depois em outro post vou contar o que nos aconteceu no interior da Inglaterra,quase apanhei, foi uma loucura!

Foram 2 dias muito bem aproveitados, Dubrovnik  é uma cidadezinha muito acolhedora, linda imperdível em qualquer roteiro na Croácia.

 

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Croácia, destino de praias na Europa.

06 de setembro de 2011 4

Fazia alguns anos que eu andava muito curiosa em conhecer o litoral da Croácia, mas como raramente vou para a Europa no verão, acabava sempre deixando para uma próxima. Este ano tudo conspirou a favor e acabei conseguindo conciliar trabalho e uns dias de sol e mar. Eu e toda a gurizada européia, americana e de outras paragens!

Chegando de avião o visual já prenuncia  o que nos espera, mar azul transparente, muito sol e paisagens basicamente áridas. Conheci um austríaco no aeroporto, que ao saber que éramos brasileiros indo para a Croácia se surpreendeu muito. Não conseguia entender como nós saíramos de tão longe em busca de … praias!

 

A Croácia ainda é um destino barato e foi eleito como objeto do desejo de jovens para férias em turmas de amigos que se reúnem para alugar um barco ou uma casa, olhem a foto de um destes barcos. Dentre as mil ilhas e inúmeras praias o que mais me encantou foi a cidade medieval de Dubrovnik. Reconstruída após os estragos que a guerra do final do século XX causou no país, conseguiu manter o charme na dança de telhados e ruelas que formam seu traçado.

Em Dubrovnik a melhor dica é caminhar pela muralha que circunda a cidade ao entardecer e de lambuja acompanhar a rotina dos moradores de um ângulo privilegiado. A volta completa dura em torno de uma hora, com algumas escadarias bem íngremes, mas vale cada degrau!

 

Adorei o charme reconstruído de Dubrovnik , fora do centro antigo existem muitos hotéis de praia onde os europeus, principalmente italianos, vão veranear.

Os croatas se orgulham de dizer que são europeus, leia-se: não são bárbaros como os sérvios e outros povos dos Balcãs. Mas o peso das atrocidades da guerra aida se faz sentir , principalmente quando alguma pergunta neste sentido surge entre os turistas. Dois filmes traduzem bem esta minha impressão sobre o povo , algo que está nas entrelinhas que fica sempre presente no mais alegre dos momentos: ” A vida secreta das palavras” com Tim Robbins e ” A Caçada” com Richard Gere.

Mas a vida continua, e em Dubrovnik podemos vislumbrar um pouquinho o dia-a-dia da população.

Fizemos a nossa viagem por mar, num barco local bem simples que parava em várias ilhas e praias do litoral da Dalmácia, partindo de Dubrovnik até Split. Tomem o cuidado de , ao reservar seu barco , se certificar de que ele viaje à noite e que fique ancorado durante o dia para você poder aproveitar bem as praias. A natureza é semelhante em quase todo o trajeto e as pequenas cidades tem um clima bastante ameno durante o dia mas à noite esquentam com muitas “baladas” eletrônicas.

Bol é uma parada tradicional , tem uma praia de cartão postal e uma cidadezinha bem familiar.

Alugamos um pequeno bote para passear com mais liberdade entre as ilhas, algo que recomendo para todos. Além de ser barato, menos de EU$ 50,00 pelo dia inteiro de aluguel, possibilita conhecer lugares não acessíveis aos barcos maiores.

Diferentemente da Bósnia onde existem muitos muçulmanos , na Croácia a maioria da população é cristã e as igrejas são um contorno sempre presente no horizonte.

Nos finais de tarde o programa é tomar um sorvete nas praias, por sinal os croatas são loucos por sorvete, mas ainda não chegararam perto dos italianos na técnica de fabricação. Aliás a gastronomia não é o forte do país, com excessão dos frutos do mar, não posso dar maiores referências neste quesito. Mas o romantismo dos restaurantes compensa largamente e cria um clima propício para o romance!

 

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