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Posts na categoria "Cuzco"

Uma trilha , um destino , mil opções . Peru sempre!

03 de agosto de 2015 0

Na próxima quarta-feira, dia 5 de agosto, teremos um happy hour para contar sobre as variadas opções de trilhas , hospedagem e passeios possíveis na muitas paisagens do Peru.

O bate papo vai rolar às 19h na Porto Brasil , Hilário Ribeiro 202/903.

Todos convidados , só confirmar pelo fone 3025.2626

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Em Setembro - mais um roteiro do Viajando com Arte: PERU!

15 de julho de 2015 0

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Um pequeno grupo irá desbravar com Mylene Rizzo a trilha LARES – de lodge a lodge!

Um roteiro para quem quer aventura (na sua medida) mas também não abre mão do conforto e da boa gastronomia peruana.

Com passeios de bicicleta, pic-nic no Vale Sagrado, aulas de história em Cuzco e Machu Picchu .. e todos os detalhes que quem já viajou conosco conhece.

Aqui o roteiro em detalhes :

https://issuu.com/mondaycomunicacao/docs/peruadventure?e=0

Informações pelo viagens@portobrasil.com.br ou pelo fone (51) 3025.2626
‪#‎portobrasil‬ ‪#‎peru‬ ‪#‎aventura‬ ‪#‎trilhaLares‬ ‪#‎viajandocomarte‬

No rastro dos quechuas: a Trilha Inca até Machu Picchu

30 de março de 2015 1

“Caminhar é ter falta de lugar”, disse Michel de Certeau. “É o processo indefinido de estar ausente e à procura de um propósito”. O filósofo francês pincela, em poucas palavras, a qualidade mística que tem acompanhado, ao longo do tempo, a singela prática de se locomover com as próprias pernas.

 

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As lhamas são as mais famosas, mas não as mais frequentes visitantes quadrúpedes da Trilha Inca

 

A circundação do Monte Kailash, no Tibete, é tida como um rituais mais sagrados do budismo e do hinduísmo. O Caminho de Santiago, na Espanha, é reverenciado e percorrido por milhares de peregrinos anualmente. E o nosso continente também abriga um desses itinerários que compõem o panteão das trilhas mais conhecidas e desejadas do mundo: a Trilha Inca.

 

A Trilha Inca fascina não só pelo esplendor geográfico, mas sobretudo pela herança cultural que guarda. Estendendo-se por mais de 40 quilômetros (a rota possui algumas pequenas variações), ascende a partir do rio Urubamba, atinge o seu pico a 4200 metros de altitude, e depois desce até 2720 metros, altura na qual fica o portão do sol, que dá acesso às ruínas de Machu Picchu.

 

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Uma das tantas descidas por entre sítios arqueológicos

 

Três amigos de longa data me convocaram para a expedição, e, apesar de estarmos no Peru bem no meio da temporada de chuvas, não houve como recusar o convite. Sabíamos que, quando chegássemos a Machu Picchu, depois de quatro dias de caminhada, provavelmente veríamos mais nuvens que ruínas. Sabíamos que teríamos de enfrentar uma garoa persistente na maior parte do tempo. Mas sabíamos que sabíamos muito pouco sobre a cultura do povo que um dia constituiu o maior império das Américas, e foi a consciência dessa ignorância que nos motivou a mergulhar no universo Inca para aprender mais sobre ele… a começar pelo fato de que o próprio nome da trilha talvez não fosse o mais adequado.

 

- Quechua era a denominação do povo que habitava essa região. – Honório, o nosso guia durante a caminhada, explicou assim que adentramos a primeira subida do primeiro dia. – Inca era o título exclusivo do rei desse povo, em um determinado período. Houve Incas mais importantes e Incas menos importantes, mas, quando falamos de “cultura Inca” ou “Trilha Inca”, na teoria, estamos falando de uma cultura restrita a esses reis, ou de uma trilha que só eles percorriam… E olha: eu duvido que qualquer Inca um dia tenha feito essa caminhada que a gente está prestes a fazer, viu…

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Cusco, ponto de partida para a maioria das expedições, já oferece vislumbres da cultura quechua

Enquanto os Incas não se aventuravam pela trilha que conectava a capital do império, Cusco (“umbigo do mundo”, em quechua), à cidadela sagrada de Machu Picchu, muitos outros o faziam. Estruturas circulares de pedra pontilham as margens do caminho, a cada quatro ou cinco quilômetros. Quando uma mensagem precisava ser transmitida entre um lugar e outro, mensageiros se encarregavam da tarefa: corriam até uma dessas estruturas, e compartilhavam o aviso com o próximo companheiro, que já devia estar esperando ali. Depois, esse segundo mensageiro corria até o próximo ponto de “passagem”, a partir de onde outro quechua levaria a mensagem adiante, numa espécie de telefone sem fio de grandes proporções, até que o aviso chegasse ao seu destino.

 

- Em outras palavras – Honório não continha seus devaneios quanto ao passado glorioso daquele caminho –, mesmo há muito tempo atrás, esta trilha já era cheia de gente correndo pra lá em pra cá.

 

A superlotação de fato chegara, em tempos recentes, a um nível insuportável. Deparando-se com o desafio de preservar uma das rotas mais cobiçadas do mundo, o governo peruano decidiu impôr um limite de visitantes simultâneos à Trilha Inca. Hoje em dia, somente 500 pessoas (200 estrangeiros, 300 carregadores e guias) podem transitar por ela no mesmo dia.

 

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No ponto de maior altitude durante a trilha, com o sugestivo nome de “passagem da Mulher Morta”

 

- A medida freiou o crescimento das operadoras de turismo da região – nosso guia lamentou –, mas foi necessária. Já bastam o próprios nativos que não sabem cuidar desse patrimônio…

 

A explicação para o resmungo ficou pendente. Nossos pulmões já estavam comprimidos pela altitude. A voz não encontrava brecha entre as inspirações, ansiosas pelo oxigênio rarefeito. Chegando perto do ponto mais alto da trilha, no segundo dia de caminhada, evitávamos falar muito e ocupávamos a boca com punhados anestesiantes de folhas de coca.

 

Foi mais tarde, já de volta a Cusco, que compreendemos um pouco da reclamação de Honório quanto a um suposto desdém para com Machu Picchu. Na periferia da cidade, trombamos, por acaso, com um artesão descabelado. Sem parar de trabalhar em uma representação de Pachamama (divindade quechua relacionada à Mãe Terra), cumprimentou-nos e nos convidou para conhecer seu humilde ateliê.

 

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O artesão de Cusco lapidando uma pequena escultura de Pachamama

Sem tirar os olhos dos talhos que desenhava na sua figura, explicou-nos estar lidando com serpentina, uma pedra encontrada na região da Trilha Inca, e com supostas propriedades energéticas. Lastimado, confessou ter de surrupiar estoques de sua matéria-prima ilegalmente:

 

- Desde que limitou o acesso de não-residentes ao perímetro da trilha, o governo tornou ilegal a exploração da serpentina. Isso quer dizer que, para que eu continue trabalhando, tenho de “roubar” pedras da minha própria terra…

 

Não julgamos o artesão. O carinho com que esculpia evocava um respeito que tratamos de absorver. E, o fascínio que ele mesmo parecia sentir por aquele material, nós pudemos experimentar já chegando ao final da nossa caminhada.

 

O terceiro – e penútimo – dia de trilha era o menos íngreme de todos. Por entre úmidas florestas, e através de trilhas estreitas que ladeavam precipícios, tivemos vislumbres rápidos de uma série de montanhas que lembrava o cenário extraterestre do filme Avatar. As nuvens, contudo, não davam trégua. Nos acompanhavam, como que tentando esconder o que pudessem para adiar a nossa surpresa diante da majestosidade do ambiente em que penetrávamos.

 

Blocos de serpentina foram anunciados pelo nosso guia, antes do último pernoite no sagrado território quechua:

 

- Ali, Felipe – Honório apontou -, abraça aquela pedra esverdeada e tenta sentir um pouquinho da energia dela. Muitas construções nessa trilha foram edificadas com ela.

 

O cansaço e a dor nas coxas se fizeram notar quando tentei sucumbir ao poder da serpentina. Depois de alguns segundos acocorado, envolvendo a pedra com os braços, desisti da empreitada e acabei cedendo ao sono latente.

 

O dia seguinte começaria às três da manhã. Às seis, deveríamos chegar ao portão do sol, e enxergar Machu Picchu ao vivo pela primeira vez. Dentro da cidade sagrada, teríamos todo o tempo do mundo para abraçar pedras e sermos abraçados pela energia delas. Deixaríamos de “estar ausentes”, e talvez fôssemos encontrar o propósito daquela jornada.

 

Caso contrário, não haveria problema. Arranjaríamos outra “falta de lugar”. Escolheríamos outro destino (outro percurso!). E começaríamos a planejar uma próxima peregrinação. No final das contas, caminhar é muio mais do que ir de um ponto a outro. Como já diria o poeta: caminhar é preciso.

 

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Em meio às nuvens e às multidões, nós comemoramos: Machu Picchu só vai perder o encanto quando a fotografia, além de cores e formas, conseguir reproduzir o misticismo

 

Felipe Sant’Ana Pereira | Março de 2015

Para saber mais sobre programas e roteiros do Viajando com Arte acesse o site:

www.viajandocomarte.com.br

Lago Titicaca a bordo do trem do Andean Express

29 de maio de 2014 2

O Peru não cansa de me surpreender. A cada viagem para lá , e já são cinco nos últimos quatro anos, descubros novos destinos e me encanto com diferentes experiências .

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Desta vez o diferencial foi o Lago Titicaca. Queríamos encontrar a história gloriosa da origem dos Incas, fazer um mergulho em lugares com ecos do passado. Fiquei com dois corações, tinha vontade de voltar ao deserto de Paracas que deixara boas lembranças, mas como todo o presente espera pelo passado para nos comover optamos por inovar , e a experiência de viajar dez horas pelo altiplano andino no Andean Express nos chamou com mais veemência, e acho que acertamos na escolha.

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Saímos de Cusco as 8h da manhã e embarcamos num trem com ares de exploradores do século XIX. A velocidade não ultrapassa os 50km/hora , várias refeições são servidas enquanto a paisagem muda na janela como se fosse um documentário da natureza andina, o que faz da viagem um deleite para todos os sentidos. No último vagão , envidraçado e aberto para uma contemplação geral , música e dança folclóricas são apresentadas de maneira singela e simpática , como o povo peruano se mostra em todos os momentos.

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O pisco souer embalou a animação

Uma parada estratégica no ponto mais alto da travessia nos faz sentir no topo do mundo , são mais de 4 mil metros de altitude e o ar gelado custa a entrar nos pulmões. Mas o que tira a respiração mesmo são as manadas de lhamas e alpacas que correm soltas pelos campos e os picos nevados que emolduram corredeiras geladas! Uma feirinha de artesanato colorido está armada e claro que ninguém resiste!

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Seguimos nossa trajetória , rumo ao lago navegável mais alto do mundo. Dividido entre Peru e Bolívia o Titicaca é quase uma divindade, é amado e temido pelo locais. Depois de um dia repleto de imagens enternecedoras , chegamos a Puno.

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O Lago Titicaca está mais para uma experiência vivencial do que para um destino turístico , não é repleta de “atrações ” mas nos oferece um clima bucólico e muitas possibilidades de mergulhar no passado reinventado em toda sua plenitude imaginária.

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A cidade de Puno é bem menos glamurosa do que outras cidades turísticas peruanas, não tem nenhum resquício histórico, e ao longe parece uma favela penduradas nas encostas , sem revestimento e nem pintura em suas construções. É muito conhecida pelo artesanato e principalmente por ser a porta de entrada da cidade de ilhas flutuantes feitas de junco totora, os Uros.

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Aqui tudo muda , o turismo é super organizado e controlado. Cada uma das 80 Uros tem uma ou duas famílias vivendo em algumas casinhas de junco e recebem somente um barco de turistas por semana , para apresentar seu modus vivendi e vender seu artesanato colorido de junco e lã!

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Parece um museu a céu aberto, todo o processo de feitura das ilhas de totora é explicado pelos habitantes, antigos descendentes da tribo de aimaras que sobrevivem por ali. Começaram seu périplo de viver sobre as águas para fugir da tribo dos quéchuas que habitavam as margens. É um visual interessante , diferente e colorido.

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Seguimos pelas águas do Titicaca em direção a Bolívia, com a cordilheira nevada ao fundo e depois de 2 horas de navegação chegamos a ilha de Taquile, um ponto perdido no meio deste mar de água doce onde uma população isolada sobrevive do que alega ser a melhor tecelagem do mundo.

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Fomos recebidos com música , mas tenho que confessar que a todas estas já estava meio farta de flautas e ritmos andinos!

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As tradições são mantidas pelo isolamento, mulheres não olham no rosto de estranhos, as solteiras usam um lenço preto que esconde seu rosto , hábito valorizado pelos homens locais. A fiação é feita por elas , mas a tecelagem com agulhas somente pelos homens. É um lugar onde o tempo parou e a gente se sente invadindo o túnel do tempo.

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Partimos para uma viagem de reconhecimento , de descobertas de um mundo único e isolado. Obrigada aos nossos companheiros que partiram nesta aventura de descobertas conosco e encararam tudo com espírito espostivo e alto astral.

Que venha a selva peruana e suas montanhas intocadas , quem sabe de uma próxima vez!

Se você gostou deste post e curte dicas de viagem, arte, restaurantes e afins, conheça nosso site Viajando com Arte :

www.viajandocomarte.com.br

Peru com Arte 2014 - Pic-nic em Pisac e Vale Sagrado dos Incas

16 de maio de 2014 1

Maio de 2014 , partindo para mais uma edição do Peru com Arte com toda a empolgação como se fosse a primeira vez!

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Depois de tantas experiências  inusitadas era difícil ainda surpreender a todos com algo inesperado! Mas o Peru sempre guarda alguma surpresa, dentro de sua simplicidade uma outra possibilidade , um personagem cativante ou um novo colorido.

Pois o Vale Sagrado , local mais fértil do país, no brindou com sua terra multifacetada , formando um mosaico ao longo do rio sagrado Urubamba. Ruínas incas em Ollantaytambo foram palco da invasão espanhola e ofereceram muitos visuais imbatíveis do vale.

Vale Sagrado visto desde as ruínas de Ollantaytambo

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Mas foi em Pisac, onde o mais famoso mercado inca do Vale Sagrado domina o centro da pequena cidade , que foi nosso deslumbrante pic-nic na montanha. O dia amanhecera chuvoso, até algumas capas e chapéus foram adquiridas pelo caminho, a perspectiva de um almoço na relva não se mostrava como a melhor opção. Com o passar da manhã as nuvens foram se dissipando e o sol aparecendo timidamente.

Tudo conspirava a favor, mas a imaginação do que nos esperava não ia além de toalhinhas vermelhas  espalhadas num pé de montanha ! Quando estacionamos e vimos nossa recepção com toldos brancos em mesas montadas em frente as ruínas de Pisac, num ambiente onde vaquinhas pastavam e camponeses pastoreavam em seus trajes típicos coloridos , mas num cenário totalmente genuíno , o encantamento foi completo e envolvente.

 

Mesa em frente aa ruínas de Pisac

Algumas crianças passeavam em volta, intrigadas com a situação. Uma aula de como enrolar um bebê para amarrá-lo as costas nos foi dada pela mãe que vendia sua arte enquanto conversávamos sobre costumes incas ainda mantidos pela população do vale.

O vinho gelado foi o brinde perfeito para este momento arrebatador! Os pratos variavam entre carne de alpaca fatiada bem fininha, saladas verdes com abacate e outras especiarias, quiche de legumes e para finalizar uma cheese cake de amoras!

 

Depois desta Festa de Babete, seguimos para a cidadezinha a tempo de aproveitar as últimas horas do mercado diário, uma babilônia de produtos artesanais, panos coloridos, bijuterias e muitas quinquilharias que quando tiramos do seu ambiente tornam-se tesouros de lembranças.

Como era a véspera do dia de finados, saí para procurar o cemitério da cidade que estava sendo preparado para a festa!

No caminho encontrei uma criação de cuy, um tipo de porquinho da índia servido como iguaria nas nos andes peruanos. O dono da casa me fez entrar para conhecer o ninho que reproduz a montanha atrás da cidade, um local sagrado,  me explicou que a criação completa o orçamento da família! O povo peruanos é extremamente simpático e acolhedor.

 

Se você gostou deste post e curte dicas de viagem, arte, restaurantes e afins, conheça nosso site Viajando com Arte :

 

www.viajandocomarte.com.br

 

Cusco: o encontro de dois mundos

18 de março de 2014 0

Dia 18 de maio estaremos partindo em mais um grupo , “Peru com Arte” que parte de Cusco. Serão 8 dias de viagem passando por Machu Picchu , Vale Sagrado e Lago Titicaca. Se você quer mais informações sobre o roteiro http://www.portobrasil.com.br/peru2014/peru2014.pdf

 

Cusco, antiga capital do Império Inca ,  é atualmente uma cidade charmosa e repleta de jovens em busca de turismo de aventura. Guarda um panorama espanhol, mas a herança inca esta em todas as bases de pedra das construções coloniais. A maioria dos edifícios incas foi arrasada pelos clérigos católicos com o duplo objetivo de destruir a civilização inca e construir com suas pedras e tijolos as novas igrejas cristãs e demais edifícios administrativos dos dominadores, desta forma impondo sua pretensa superioridade européia.

 

  Uma curiosidade é que Cusco encontra-se a 3.400 metros, num platô mais elevado que Machu Picchu, para onde se vai numa estrada descendente. Mascar folhas de coca ou tomar o mate desta planta ajuda a minimizar os efeitos da altitude.  Numa rua de San Blas fui abordada por um menino que me contava histórias locais, acabou citando o fato de estarmos na rua onde foi gravada uma cena do filme “Diários de Motocicleta” , quando fui rever a cena era ele mesmo que guiava o protagonista , Gael Garcia Bernal,  na pele de Che Guevara , por esta viela estreita .

 

 

 

Cusco é uma cidade surpreendente. Tirando a sensação de tontura e certo enjôo das primeiras horas devido a altitude , quando tudo se acomoda é puro encantamento. Todas as viajantes sucumbiram e compraram as pinturas religiosas locais , cusquenhas, inclusive com molduras. 

 

O centro gira em torno da Plaza de Armas, onde as ladeiras despejam tipos dignos de cartões postais. A cidade é um centro de onde partem grupos para visitas as ruínas incas e muitos programas de aventura como rappel, rafting e caminhadas pelas montanhas. Já podem imaginar que a juventude aventureira do mundo se encontre nos bares que circundam a praça central e a noite seja bastante agitada e cosmopolita!

 

Se você gostou deste post , e quer saber mais dicas de viagens, exposições ou mesmo um roteiro personalizado nosso site é:

www.viajandocomarte.com.br

Peru com Arte 2014

30 de janeiro de 2014 0

Para conhecer o roteiro clic aqui : http://www.portobrasil.com.br/peru2014/peru2014.pdf

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Peru com Arte, por Martha Medeiros

27 de janeiro de 2014 4
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Algumas atrações turísticas, de tão fotografadas, frustram a expectativa quando conhecidas ao vivo. Não é o caso de Machu Picchu. Por mais que se tenha visto mil vezes aquela imagem da montanha pontiaguda com as ruínas da cidadela inca a seus pés, nada se compara à emoção …de estar lá.
 
O Peru é perto, porém pouco visitado por nós. Quem planeja um roteiro cultural e gastronômico, quase sempre elege a campeã Argentina, ou então o Chile, com suas vinícolas e estações de esqui. O Peru? Coisa pra surfista e bicho-grilo. Pois temos hoje um voo direto que liga Porto Alegre a Lima em pouco mais de quatro horas, o que é um convite para expandir nosso conhecimento sobre a América do Sul. Se europeus e asiáticos atravessam oceanos para visitar esse país andino, por que nós, vizinhos, permanecemos indiferentes?
 
Minha viagem se iniciou pela graciosa Cuzco, que foi o coração do império inca. Depois, fomos de trem até Aguas Calientes, num percurso que margeia o Rio Urubamba e que invade a floresta amazônica, proporcionando um visual arrebatador. Desse pequeno vilarejo, saem ônibus a cada cinco minutos que levam a Machu Picchu.
 
Uma vez lá, escolha como entrar em transe. Há os que ficam meditando diante da energia que emana do lugar. Há os que fazem trilhas que os deixam fisicamente preparados para disputar um triatlo. Há quem não consiga parar de clicar – é um dos locais mais fotogênicos do planeta. E há os que emudecem e ficam gratos pela oportunidade de conhecer um pouco mais da história da civilização e por constatar o quão pequenos somos diante de uma natureza tão intimidante.
 
A altitude incomoda, mas não derruba. Folhas de coca combatem o ligeiro mal-estar. Masquei algumas. Muito amargas, troquei por um Trident. O chá é bebível, mas insípido. Sendo ecologicamente incorreta, bom mesmo para não tontear é um infalível comprimido, consulte seu médico.
 
Estivemos de passagem também por Ollantaytambo e Pisac, incrustadas no Vale Sagrado, e mais uma vez ficamos sem fala diante do visual montanhoso. E, por fim, Lima, a única capital sul-americana banhada pelo mar, apesar da água gélida e da areia preta. Se não é nenhuma Ipanema, ao menos tem as espetaculares falésias, que dão um tom dramático ao cenário. E tem o artesanato, as lhamas, a culinária: nunca comi tão bem.
 
Fui por minha conta com amigas que, além de amigas, são profissionais hábeis em reunir um pequeno grupo e proporcionar experiências sensitivas e surpreendentes, como a viagem no luxuoso trem da linha Orient Express, o piquenique sobre uma colina do Vale Sagrado e o tour de bicicleta pelas ruas da capital peruana. Estou falando de Clarisse Zanetello Linhares e Mylene Rizzo, que, em parceria com a Porto Brasil Viagens, organizam essas excursões diferenciadas.
São professoras de história da arte, mas o que mais se aprende com elas é ter gosto pela vida.”
 
 
 

Picnic dos deuses no Vale Sagrado no Peru

10 de maio de 2012 6

Depois de tantas experiências inusitadas era difícil ainda surpreender a todos com algo inesperado! Mas o Peru sempre guarda alguma surpresa, dentro de sua simplicidade uma outra possibilidade , um personagem cativante ou um novo colorido.

Pois o Vale Sagrado , local mais fértil do país, no brindou com sua terra multifacetada , formando um mosaico ao longo do rio sagrado Urubamba. Ruínas incas em Ollantaytambo foram palco da invasão espanhola e ofereceram muitos visuais imbatíveis do vale. Foi neste vilarejo que desembarcamos do trem Expedition vindo de Águas Calientes.

Mas foi em Pisac, onde o mais famoso mercado inca do Vale Sagrado domina o centro da pequena cidade , que foi nosso deslumbrante pic-nic na montanha. O dia amanhecera ensolarado, e nossa viagem de 1:30h pelo Vale foi uma volta ao passado remoto dos Incas.

Tudo conspirava a favor, mas a imaginação do que nos esperava não ia além de toalhinhas vermelhas  espalhadas num pé de montanha ! Desembarcamos um pouco distante de onde estavam montadas as mesas, o que nos possibilitou uma caminhada pelo meio das culturas do vale, amaranto , quinua e milhos. O vermelho do pendão do amaranto contra o céu azul , arrancou lágrimas de encantamento.

A recepção com toldos brancos em mesas montadas em frente as ruínas de Pisac, foi feita primorosamente pelo restaurante Cicciolina de Cuzco, num ambiente onde vaquinhas pastavam e camponeses pastoreavam em seus trajes típicos coloridos , mas num cenário totalmente genuíno , a magia foi completa e envolvente.

A chicha morada , um refresco de milho negro usado desde os incas, nos foi servida como um agrado! Os pratos variavam entre carne de alpaca fatiada bem fininha, saladas verdes com abacate, guaca mole com chips de mandioca e batata , quiche de legumes e para finalizar uma bolo de figos com um molho que não consegui identificar! Tudo absolutamente delicioso.

Depois desta Festa de Babete, seguimos para a cidadezinha a tempo de aproveitar as últimas horas do mercado diário, uma babilônia de produtos artesanais, panos coloridos, bijuterias e muitas quinquilharias que quando tiramos do seu ambiente tornam-se tesouros de lembranças.

No caminho encontrei uma criação de cuy, um tipo de porquinho da índia servido como iguaria nas nos andes peruanos. O dono do forno gigante nos fez entrar para conhecer o ninho que abriga a criação, me explicou que a iguaria completa o orçamento da família! O povo peruanos é extremamente simpático e acolhedor.

Foi um dia intenso e surpreendente! O que nos leva a admirar cada vez este nosso país vizinho.

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Trilhas em Machu Picchu - Huayna Picchu

06 de novembro de 2011 19

Mesmo tendo visto milhares de imagens, ouvido relatos de amigos, assistido programas em HD na Nat Geo, nada, nada mesmo pode me preparar para a experiência impactante na chegada na cidade perdida dos Incas – Machu Picchu.

 

Esta é a foto clássica de Machu Picchu, aquela montanha ao fundo é Huayna Picchu, nossa trilha foi subir ao topo desta montanha.

Depois de atravessar o Vale Sagrado, em uma viagem memorável no trem Hiram Bingham que são 4h acompanhando o rio sagrado para os Incas, o Rio Urubamba, viajando por um vale muito verde, cercado de montanhas altíssimas, onde em várias partes do caminho avistamos os caminhantes da trilha inca em suas roupar coloridas.

Já instalados no nosso hotel, o Inkaterra, que se localiza praticamente dentro da espessa mata, bangalôs que dão total privacidade, onde a gente toma banho olhando a floresta e as montanhas.

No dia seguinte de manhã bem cedo partimos nos ônibus que nos levam a entrada do parque da cidadela de Machu Picchu, a idéia é ver o sol nascer do alto de Huayna Picchu.

Éramos estas seis guerreiras dispostas a enfrentar o desafio de conquistar a montanha.

 

Fila para a entrada da trilha, o número de pessoas por dia é de 400, em 2 turnos de 200, evitando aglomerados, pois tem passagens muito estreitas.

Aqui nosso grupo se dividiu, uns iriam fazer a trilha da porta do sol – Inti Punku, por onde os caminhantes da trilha Inca chegam em Machu Picchu. Nossa trilha era montanha acima pelos desfiladeiros que se elevam até Huayna Picchu, aquela montanha que sempre aparece atrás da cidadela de MP nas fotos clássicas do lugar.

Éramos 6 mulheres no nosso grupo, verdadeiras guerreiras, pois a trilha exige um bom preparo físico, pois Huayana Picchu se eleva a uma altura de 2.720 metros, e muitas vezes passamos por degraus muito estreitos beirando os abismos que parecem infinitos vistos lá de cima.

Se você tem intenção de fazer qualquer uma destas trilhas tem que reservar com antecedência, pois eles só liberam um número limitado de pessoas por dia, nosso era o primeiro horário que sai as 7h da manhã.

O caminho se alterna em escadas muito íngremes e corredores estreitos, e salvo alguns momentos, não me senti medo ou insegurança, o segredo é não ter pressa, ir devagar sentindo nossos limites e principalmente sentindo a energia do lugar. Nosso estado era de muita excitação e adrenalina, é impossível não se envolver com a grandiosidade da natureza, com o passado Inca e confesso – não ficar revoltada com os espanhóis que lentamente destruíram e saquearam a civilização Inca.

E começa a subida..

Depois de uma 1/2 hora de subida já podemos ter uma visão da estradinha em zig zag que leva de Aguas Calientes até Machu Picchu

As pessoas que sobem estão todas embuidos do mesmo espírito e o astral reinante é dos melhores, não preciso dizer que Huayna Picchu mais parece a Torre de babel, pois tem gente de todas as partes do mundo, se ouve vários idiomas e  no caminho vamos cruzando com pessoas de todas as idades.

A visão de MP  lá de cima é indescritível. A sensação de chegar ao topo do mundo, de conquistar a montanha é inebriante e única. Paramos por momentos, silenciosas, reverenciando aquele lugar certamente abençoado pelos deuses.

Levamos em torno de 2h para atingir a parte mais alta, você pode fazer mais rápido, até em 1h, mas tomamos nosso tempo, fomos curtindo, fotografando prologando aquele momento especial.

Quando você for subir não esqueça de levar seu passaporte, pois na volta eles carimbam uma figura da montanha com a data, verdadeiro troféu!

Em uma parte perto do topo tivemos que atravessar uma caverna muuuuito estreita!

O carimbo no passaporte para registrar nossa aventura.

Na chegada já na entrada do parque onde fica o Hotel Sanctuary Lodge, abrimos um champanhe, nada mais adequado para comemorar nossa conquista, superação e aventura – altamente recomendável, pois na minha opinião estas são nossas melhores memórias.