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Posts na categoria "Dordonha"

Uma viagem pela França em 6 filmes

22 de outubro de 2015 3

Como fizemos com a Itália , vamos apontar alguns filmes onde a França aparece em destaque. Seja pelas paisagens, arquitetura ou gastronomia e cultura. Buscamos filmes a partir do ano 2000 , pois partimos do princípio que filmes mais antigos todo mundo já ouviu falar.

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Sobre Amigos, Amor e Vinhos (2015)

 

Como tema central a crise de 50 anos do protagonista, o filme fala relacionamento e tem uma pegada divertida e questionadora. Uma verdadeira ode a amizade e as diferenças. Este é o quinto  trabalho do francês Eric Lavaine, um grande sucesso de bilheteria na França,  sucesso que se espalhou pelos demais países da Europa.es mais antigos todo mundo já ouviu falar. Mostra a França do Midi , onde o grupo vai de férias.

A 100 passos de um sonho  (2014)

Um filme leve que entra na onda da gastronomia mostrando uma França do interior . O diretor é o mesmo de “Chocolate” , Lasse Hallstrom filma com muita delicadeza e graça, contando a historia de uma família indiana que se muda para Saint-Antonin-Noble-Val e acaba sendo alvo de preconceito da elite local.

A Riviera não é aqui (2008)

Uma das melhores comedias francesas que eu já vi ! Brinca com o preconceitos dos franceses do sul contra os do norte mostrando uma região pouco explorada pelo turismo , a região de Nord Pas de Calais. Vivendo em Salon-de-Provence,  Philippe Abrams dirige uma agência dos correios e é casado com Julie, que sempre está depressiva. Para agradá-la, ele elabora uma fraude de forma que possa ser transferido para a Côte d’Azur. Desmascarado, é transferido para Bergues, uma pequena cidade do norte onde se envolve com os colegas e muda sua impressão do lugar.

 

Até a Eternidade ( 2012)

Um acidente quase fatal leva um amigo a ir parar em um hospital, enquanto que o resto de grupo viaja em suas férias anuais. Os segredos e a cobiça de cada um dos envolvidos ameaça romper o grupo de amigos no meio. Terceiro longa-metragem do diretor Guillaume Canet, filmado na região costeira do Atlantico,  é um drama sério que possui algumas pitadas de humor e muitas doses de nostalgia. .

Meia noite em Paris (2011)

Comédia romântica meio fantasiosa e muito deliciosa , do ícone Woody Allen , é para mim um dos mais lindos filmes que vi em Paris nos últimos tempos. Um guia literário e um passeios por Paris dos artistas e intelectuais que ficaram na memória de todos nós. Um filme com alma e muito charme , Paris em todo seu esplendor.

 

Um Bom Ano (2006)

Uma comédia romântica de Ridley Scott , reuniu atores de diversas nacionalidades. Um empresário londrino recebe a notícia de que herdou um vinhedo na Provence. Prevendo bons negócios , resolve fazer uma rápida viagem para visitar a propriedade e repassá-la. Mas chegando lá tudo muda de figura. Uma passeio que contempla belas paisagens de Bonnieux, Gordes e Lacoste. Uma delícia, mas bebam com moderação, ops , vejam!

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Dordonha - Uma das regiões mais lindas da França - Beynac, Domme, Rocamadour

30 de junho de 2014 1

Continuando nossa viagem pela Dordonha, hoje vou contar um pouco mais deste lugar tão abençoado.

Na França existe uma classificação para as cidadezinhas cujo título é Les plus beaux villages de France ( as cidades mais lindas da França), é como um selo, a cidadezinha tem que ter certos pré requisitos além de ser linda. Aqui na Dordonha, existem muitas cidadezinhas com este título e de fato os lugares fazem jus.

Depois de passar a noite em Les Eyzies-de-Tayac, pegamos a estradinha que vai ao lado do Rio Dordogne e nossa primeira parada foi na cidadezinha de Le Buisson-de-Cadouin, uma vilinha muito charmosa, com uma igrejinha muito antiga, o lugar estava cheio de motociclistas viajantes, paramos para tomar um capucino no sol e curtir aquele belo cenário.

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 Passando em  Le Buisson-de-Cadouin

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Um lugar tranquilo, sentamos na praça para um capucino e depois seguimos viagem até Beynac.

Chegamos em  Beynac-et-Cazenac, já perto da hora do almoço. Uma perfeita cidade medieval, ela é muito pequenina e se ergue sobre uma montanha. Deixamos o carro embaixo e fomos morro acima explorar este lugar com ruelas medievais, muralhas de pedra, flores, lampiões pelas ruas, sério a cada esquina parecia um cartão postal. Beynac é um charme, das mais lindinhas que visitei. A gente sobe e no topo tem um castelo do século XII, a região é cheia de histórias ligadas  a Guerra dos 100 anos.

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Chegando em Beynac, de longe já se avista o castelo no topo da cidade.

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Começamos a subir…

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A cada ruela parecia que um cavaleiro iria aparecer montado em um lindo cavalo tordilho.

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A vista do vale do Dordonha é linda, só isto já vale a visita, não entramos no castelo, pois eu já tinha lido que não há muito para ver lá dentro, mas a subida até lá vale muito a pena.
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Estava um dia lindo de primavera, escolhemos um restaurante ao ar livre na beira do rio e almoçamos saladas maravilhosas regadas com vinho rosé, da casa mesmo, tudo delicioso.

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Um passeio legal de fazer aqui são os balões,  deve ser um experiência incrível mas tem que programar com antecedência, pois os balões levantam bem cedinho de manhã.

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Seguimos nossa viagem pela estradinha as margens do Rio Dordonha e minha intenção era conhecer Roc Gageac, que é muito lindinha, mas a poucos metros de chegar a estrada estava bloqueada e tivemos que pegar um desvio,  acabamos nos distanciando e Roc Gagec ficou para uma próxima vez, em compensação nesta perdida conhecemos um lugar super legal que foi a cidade de Domme, esta também tem o selo das mais lindas da França.

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Uma das portas da cidade de Domme.

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Em Domme, depois de passear pelo centrinho, reservamos uma visita guiada pela Grotte de Domme, que é uma gruta que fica exatamente abaixo do centrinho da cidade.

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Esta é a Grotte, muito interessante, cheia de estalactites e estagmites de várias centenas de anos. Incluido no ingresso está uma visita guiada, como era a última visita do dia, estávamos só nós duas, uma bela visita privada.

Como lá dentro fotos são proibidas, peguei está da página de turismo de Domme.

E foi o nosso guia quem nos falou sobre Rocamadour, eu adoro deixar espaço para o improviso quando viajo, nós não tinhamos nada muito pré determinado, viajávamos ao sabor das nossas vontades.

E foi assim que fomos parar em Rocamadour, veja bem, se você é  religioso, talvez já tenha ouvido falar de Rocamadour, pois é um dos centros de peregrinação mais visitados da França. Lá em uma igreja muito antiga está a estátua da  Virgem Negra, que segundo a tradição foi trazida para a França no  ano 70 d.C. pelo eremita Zaqueu de jericó, e ao qual são atribuídos muitos milagres. Confesso que eu até já tinha visto algumas fotos de lá, mas até ligar que estávamos ali do lado…

No caminho muitas criações de gansos, não esqueçam que aqui é a terra do Foie Gras!

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Chegamos em Rocamadour no final da tarde, e nos hospedamos no Hotel Le Belvedere, daquela rede Logis de France. Bem legal, o hotel não tem charme, mas é um dos restaurantes mais recomendados da cidade, tem estacionamento fácil e uma vista de tirar o fôlego!

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Jantamos com esta vista de Rocamadour. Não lembro do que jantei, mas a sobremesa nunca vou esquecer, foi das melhores e mais crocantes tortas de maça da minha vida, veio quentinha com uma bola de sorvete de creme…  #morri !
 Pela manhã a vista da cidade medieval construída ao longo do rochedo era demais!

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Fomos à pé até a cidade, subimos até a capela da Virgem Negra, passeamos até comprinhas fizemos.

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Entrando na cidade

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Na Capela lá em cima, a imagem da Virgem Negra.

Rocamadour é lugar de peregrinação desde muitos anos, e personagens famosos já estiveram aqui pedindo graças a Virgem, como Eleonora de Aquitânia, Henrique II da Inglaterra, Luis IX da França, Branca de Castilla, todos meus velhos conhecidos das aulas de história.

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E foi aqui que nos falaram  de um lugar sensacional chamado Gouffre de Padirac, nos disseram que era uma coisa única no mundo, imperdível, bom nem preciso dizer para vocês que algum tempo depois já estávamos indo pra lá né?  Único no mundo… como é que eu estando ali do lado não iria conferir?

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Cenários incríveis pelo caminho

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Caverna de Padirac fica a 18Km de distância de Rocamadour, e foi das coisas mais incríveis e insólitas que já conheci.

Na entrada tudo o que a gente vê é um enorme buraco, como um poço gigante de aproximadamente 100m de profundidade  e 35m de diâmetro e isto é só o começo. A gente desce as escadas e lá embaixo pega um elevador que desce atá as entranhas da terra, um lugar totalmente surreal, no subterrâneo existe um labirinto de passagens, com estalactites, estalagmites e um rio de águas cristalinas onde a gente navega em 2 momentos uma distância de 1km, simplesmente fantástico, tem pontos lá embaixo onde o pé direito da caverna chega a ter 95metros!

Sem dúvida é um lugar que você tem que conhecer, eu achei um assombro!

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As fotos não são permitidas a partir de um certo ponto. Estas de abaixo, peguei no site da Gouffre, mas já aviso: As fotos não fazem jus a beleza do lugar!

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Espero que vocês tenham curtido!
No próximo post vou contar sobre outra lugar muito legal onde fizemos uma trilha pelas montanhas, perto da cidadezinha de St Cirq de Lapopie e visitamos a famosa caverna de pinturas Rupestres de Pech Merle e cruzamos o ainda selvagem Parque Nacional de Cévennes.

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Dordonha - Uma das regiões mais lindas da França - Périgueux, Bergerac e Les Eyziers

04 de maio de 2014 3

Este ano escolhi conhecer a Dordonha, uma região que fica no sudoeste da França.

É um lugar com cenários fantásticos, eu, uma amante inveterada da Provence tive que dar o braço a torcer, pois a Dordonha é  páreo duro para qualquer região da França. Tem tantas opções legais, você pode apreciar a gastronomia que tem nas trufas e no Foie Gras o seu ponto alto, para quem adora um castelo,  é  chamada  a terra dos 1001 castelos, é lá que se concentram as grutas com desenhos pré históricos e  pinturas rupestres que parecem ter sido pintadas ontem, fazer trilhas à pé ou à cavalo. O Rio Dordonha é o que dá o nome a região, mas tem mais  um punhado de rios que cortam diversos vales tornando a paisagem ainda mais bonita. Os franceses costumam chamar esta região de Perigord como era conhecida a região quando ali habitavam os gauleses.

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A gente logo aprende que existem 4 Perigords diferentes  - o verde, devido aos seus exuberantes vales cobertos de florestas e rios, onde se destaca a cidade de Brentôme, também chamada de Veneza do Perigord.  O Perigord Branco, que é o coração da Dordonha, onde fica a capital Périgueux, onde maioria dos prédios são construídos em pedra calcária branca. O Perigord Negro, que tem densas florestas de carvalho e cujo centro fica na cidade de Sarlat-la-Canéda e  o Perigord Púrpura, que é a região produtora de vinhos e sua capital é a lindinha Bergerac.

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De tudo o que  arrebatou meu coração para sempre foi a natureza exuberante do lugar, em cada curva eu via paisagens de tirar o fôlego, acredito que parte da magia foi por conta da estação, o mês de abril, com a primavera em plena brotação – cerejeiras, pessegueiros, o campo tapado de pequenas flores silvestres. Ter viajado em abril foi realmente uma grata surpresa, achei que ainda seria frio e talvez até chuvoso, mas foi perfeito, muitos dias de sol, temperatura boa, tudo certo.   Fui nos primeiros dias, quando recém abre a temporada, ou seja tudo já está funcionando, mas o movimento é muito tranquilo, os hotéis reservávamos de um dia para o outro, viajávamos levadas pela beleza dos lugares, me ouvindo falar assim nem dá  para acreditar, já o que o mundo e principalmente a França está sempre lotado de turistas, mas confesso – é a pura verdade.

Eu prefiro sempre sair de Paris de trem, evitando o stress de dirigir na cidade grande e aproveitando que adoro andar de trem. Escolhemos Limoges para pegar o carro e tudo funcionou como um relógio suiço, 15 minutos depois de chegar na estação já estávamos na estrada em um lindo dia de primavera no interior da França. Yupiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii  !!!! Tem sensação melhor?

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Nosso primeiro destino foi a capital Périgueux, assim chamando de capital você até pode achar que é uma grande cidade, que nada, na Dordonha não tem grandes cidades, ao menos no nosso padrão, e é aí que reside a grande beleza do Perigord, as cidades não mudaram muito nos últimos 500 anos, elas são pequenas, tranquilas, com feições medievais autênticas, cada uma com o seu mercado com produtos frescos vindos diretamente dos produtores da região.

Uma coisa que adotei é chegar diretamente no Office de Turismo, poupa muito tempo, as pessoas são treinadas para te dizer tudo de interessante que existe num raio de 50 km. Ali nos munimos de mapas, folhetos e indicações  dos hot spots locais.

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Vista da Catedral de St Front, do século XII, fica no centro histórico. Aqui a margem do Rio Isle que corta a cidade de leste a oeste.

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Passeando pelas ruas medievais de Périgueux.

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Vou ter que confessar nosso crime, contra tudo o que eu prego, aqui acabamos ficando no Hotel Ibis, nada contra quem gosta do Ibis ( Para quem não conhece o Ibis é uma cadeia de hoteis budget francesa, que tem hoteis espalhados pelo mundo)  por principio não fico, pois os quartos e o hotel como um todo, são absolutamente iguais, esteja você em Bangkok, Paris ou Rio de Janeiro, não tem surpresa, para mim o Ibis não tem alma.

Mas aqui em Périgueux ele era absurdamente bem localizado, na beira do rio a 2 quadras do centrinho, ok desta vez passa!

Jantamos no Restaurante Le Clos de Saint Front, era TOP, sério, pratos muito elaborados, eu comi uma truta maravilhosa e a Victoria que é vegetariana foi contemplada com um prato cheio de abobrinhas, beringelas, tomatinhos confit, queijos, tudo delicioso. A casa do restaurante toda de pedra, antiga linda, recomendo.

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Restaurante Le Clos de Saint Front

Na manhã seguinte fomos tomar café na praça principal da cidade, as vezes acho muito bem pegar hotel sem café da manhã e tomar nas boulangeries ou cafés da cidade. Estava acontecendo o mercado semanal, melhor lugar para se conhecer mais profundamente uma cultura é o mercado. Frutas, verduras, queijos, embutidos e a estrela local – o Foie Gras, tudo direto dos pequenos produtores locais – mastercard não?

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Abril, temporada de Aspargos e Morangos ( rabanetes dão o ano inteiro)

De Périgueux seguimos para Bergerac, aposto que você já ouviu falar no Cyrano de Bergerac,   personagem  de uma peça de teatro com o mesmo nome,  de autoria de Edmond Rostand, que tinha o nariz enorme, é inspirado em uma pessoa real Savinien de Cyrano de Bergerac , um escritor cuja familia possuia terras na região.

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O Rio Dordonha passa ao longo de Bergerac, ali nas margens saem vários passeios de barco .

O centro histórico de Bergerac é lindo, uma volta no tempo, tudo nos remete a idade média, as construções perfeitamente preservadas, a tranquilidade só foi perturbada por uma feirinhas de antiguidades que estava instalada na praça.

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Feira de antiguidades em Bergerac

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Uma homenagem ao seu cidadão mais ilustre – Cyrano de Bergerac

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Em cada recanto um clique de cartão postal.

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Já no mercado de Perigueux havíamos nos abastecido de queijos, presuntos, tomates, azeitonas, cogumelos e tudo o mais que é necessário para um pic nic de primeira, o vinho compramos aqui em Bergerac, já que a região é célebre por seus vinhos, as uvas cultivadas aqui são Merlot, Cabernet Sauvignon e Cabernet Franc e para os brancos Sauvignon Blanc e Semillon. A região não é tão famosa quanto a sua vizinha Bordeuax. Em Bergerac se produz vinhos de alta qualidade até os mais simples.

Entramos em uma estradinha e escolhemos o lugar do primeiro de uma série de pic nics que fizemos aqui na Dordonha. 

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Nosso destino era a cidadezinha de Les Eyzies-de-Tayac, lugar da Caverna de Font de Gaume.

Font de Gaume -  A Gruta de Font-de-Gaume é a última grande gruta decorada da França que, apresentando obras policromas, permanece aberta ao público. As obras são comparáveis pela sua riqueza às da caverna de Altamira ou da de Lascaux, embora o seu estado de conservação seja claramente inferior. Fonte Wikipédia.

Em  Lascaux e Altamira a gente visita  reproduções das grutas, pois as originais estão fechadas há anos para visitação pública.  Aqui a gente vê as pinturas originais feitas algo em torno de 15000 anos, eu fiquei arrepiada, é daquelas memórias que ficam com a gente para sempre. O número de visitantes é limitado, a Gruta abre as 9h, chegamos lá às 8:30h e fomos as primeiras, o guia disse que no verão as pessoas chegam as 3h da madrugada…

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Entrada da Gruta de Font de Gaume

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Pintura de um Bizão. Foto: Turismo de Les Eyzies

Les Eyzies acabou se revelando uma boa surpresa, chegamos à tardinha, quando toda a paisagem se cobre com um manto dourado. A cidadezinha fica na confluência de 2 rios o Vézère e o Beune de um lado e do outro um massivo de montanhas.

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Entrando em Les Eyziers-le-Tayac

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Neste massivo de montanha que está localizado o Museu Nacional da Pré História.

Nosso Hotel chama-se  Hostellerie du Passeur, recém reaberto, muito bom, na margem do rio e o restaurante é maravilhoso.

Destaque para as sobremesas que são divinas, comi um suflê de Grand Marnier que era uma loucura!

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Hotel em Les Eyziers – Hostellerie du Passeur

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Vista da janela.

Na sequência vou falar de Beynac, Domme, Rocamadour e a jóia de St Cirq Lapopie.

Dordonha, um lugar a ser descoberto - Por Luciano Zanetello

28 de janeiro de 2013 7


Vou falar um pouco da história da Dordonha região com vários atrativos turísticos, seja o interesse do viajante natureza, castelos, abadias, sítios históricos, esportes, gastronomia, vinícolas ou outros mais.

Esta região desde a pré história já registrava a presença humana sendo referência os estudos das pinturas rupestres das Cavernas de Lascaux e Les Ezyès . Para quem não sabe, a caverna original de Lascaux esteve aberta a visitação durante poucos anos ( 1940 – 1963 ).

Na entrada de Lascaux II

Les Ezyés

 Como a condensação do gás carbônico dos visitantes estava degradando as pinturas, a caverna foi fechada e uma réplica exata foi construída e inaugurada em 1983 ( Lascaux II )  recebendo  hoje recebe milhares de turistas .

Os Romanos que invadiram a então Gália, deixaram aqui vários traços de sua passagem .  

O  Dordonha, principal rio  da região, foi a fronteira histórica entre a França e a Inglaterra na guerra dos cem anos, razão pela qual a região tem inúmeras fortalezas.  

Entardecer / Perigueux

Para uma melhor compreensão, a região é chamada em Occitano de Pèrigord e compreende quatro divisões : Pèrigord Blanc  branco, em razão da cor das pedras da região, Pèrigord Vert, verde, devido as exuberância de sua vegetação,  Pèrigord Purpre, púrpura, por conta dos incontáveis vinhedos  e o Pèrigord Noir, negro, remetendo as suas cavernas pre históricas.

La Roc St.Cristhope e Cidade troglodita (moradia nas cavernas)

 La Roque Gageac

Panorama de Domme  

Existem dezenas de pequenas cidades todas com algum tipo de atração.Várias estão classificadas entre as mais belas da França. Como sua arquitetura seus castelos e abadias são preservados, vários filmes conhecidos foram rodados aqui aproveitando estas características, entre eles “Chocolate”,  “Os Três Mosqueteiros” e “Les Miserables”para ficarmos só nos mais conhecidos. 

St. Leon Sur Vezère

 Chateau Clérans

Aqui é a terra do foie – gras e das trufas. Em vários locais avistamos fazendas de criação de gansos e patos. O ganso é um símbolo regional e tem até uma praça em Sarlat ( Le Marché des Oies ).

 Ruas de Sarlat

 Jardin des Enfeus e Lanterna dos mortos / Sarlat

Lagarteando / Sarlat    

Com estes  ingredientes  são criados  pratos inesqueciveis. Basicamente se come bem em todo lugar.

A dica que deixo aqui é do restaurante “La Rapière” em Sarlat onde tivemos um jantar inesquecível com pratos a base de veado e foie – gras .

Personagem Local / Cyrano de Bergerac

Bergerac

 Montbazillac Praça central  

 Foi particularmente bom a visitação nesta época, como não tínhamos a menor intenção de praticar esportes e atividades próprias ao calor o frio não era problema, éramos quase considerados locais devido a ausência de turistas. O único senão é que como não era a época usual do turismo, alguns hotéis e restaurantes nas cidades menores estavam fechados. Como as distâncias aqui são curtas, apesar de termos um deslocamento de 500 km em relação a Paris, ficamos baseados em Perigueux e  fazíamos incursões diárias  as cercanias. Um frio seco,um sol radiante, uma boa comida, um bom vinho, uma boa parceria, não poderia ser melhor ……

Piquenique

Castelo de Beynac

 Chateau Biron

Ficamos por ali quatro dias, o ideal para conhecer tudo seria no mínimo uma semana. 

Brantome / Abadia

 

 Brantome a Veneza do Perigord

Uma dica, quando não tiver uma certeza para onde viajar , o que visitar , o interior da França é 100% garantia de ótimo destino.  

Depois de esgotar Paris e arredores, o Vale do Loire, a Bretanha , Normandia e com toda a certeza a Dordonha são lugares incríveis com peculiaridades únicas que vão satisfazer todos os desejos.

Finalmente, por conta da valorização do real frente a outras moedas, fazer turismo fora do Brasil está na maioria das vezes mais barato, com exceção dos custos da passagem, todos os outros itens atualmente são mais em conta no exterior. Para exemplificar, o vinho francês de qualidade superior aos que aqui são vendidos, custam nos restaurantes em média  EU 15,0 .

 A bientôt ……

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