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Posts na categoria "Egito"

Egito com Arte 2018

25 de novembro de 2018 0

Acabamos de realizar nossa terceira edição do Viajando com Arte no Egito, a última vez tinha sido a exatos 10 anos, infelizmente depois de 2008 o país entrou em um longo período de turbulência politica que nos manteve afastadas deste lugar fantástico por bem mais tempo do que gostaríamos.

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Templo de Philae em Aswan, dedicado a deusa Isis.

Nosso roteiro começou pelo sul do Egito, fizemos nossa base em Aswan, cidade famosa na antiguidade por suas pedreiras de granito de onde saíram muitos obeliscos que foram usados para decorar templos por todo o Egito. Aswan também estava associada com o lugar de nascimento do rio Nilo, (que nasce no centro da Africa) de lá se podia navegar até o delta do mediterrâneo, pois os egípcios faziam todo o transporte via fluvial, por esta razão a roda demorou a se tornar algo comum por lá.

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Mercado de especiarias de Aswan.

Nos instalamos no Hotel Old Cataract , este hotel data do período colonial inglês, é um hotel lendário, foi aqui que Ágatha Christie escreveu seu famoso livro – A morte no Nilo.

O hotel fica em um dos tantos oásis a beira do rio Nilo, o lugar é belíssimo, e da sacada do quarto podemos ver o deserto.

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Vista da sacada do quarto do Hotel Old Cataract.

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Passeio de camelo ao entardecer em Aswan.

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Por do sol em Aswan.

Visitamos os grandes templos construídos por Ramsés II, que ficam uns 300 Km ao sul de Aswan, conhecidos como Abu Simbel, a gente chega em um vôo curto de menos de 1 hora.

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Visitando Abu Simbel, os templos construidos pelo faraó Ramses II

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Os templos são grandiosos, e devido a construção da grande represa de Aswan, eles foram literalmente fatiados e trasladados cerca de 200 m do seu lugar original, para evitar que ficassem submersos pelas águas do lago Nasser, em um empreendimento caríssimo financiado por vários países para salvar este grande monumento reconhecido pela Unesco como patrimônio da humanidade.

Aswan tem um mercado bem típico com muitas especiarias, e lá fomos nós, conferir as padarias que assam o pão na hora, comprar o chá mais típico daqui chamado de karkadi, que é o chá de Hibiscus.

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Happy hour navegando em Feluca pelo rio Nilo.

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Vista do Hotel Old Cataract em Aswan.

De Aswan saem os cruzeiros que sobem o rio Nilo até a cidade de Luxor, são 3 dias de navegação, na minha opinião uma das experiências mais legais para se ter no Egito, pois do barco vamos observando as margens verdes e exuberantes das tamareiras, e logo ali já se vislumbra a imensidão do deserto. Ao longo do caminho vão surgindo templos que a gente visita. A tardinha, o horário mágico, o Egito nos brinda com um por do sol mais lindo a cada dia. Ouvir o chamado para a reza (que acontece 5 vezes por dia) é lindo, emocionante.

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Vista da cabine no barco navegando o rio Nilo.

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deck do barco.

Na segunda noite no barco tivemos uma festa egípcia, todas vestidas como Cleópatras, Nefertaris, Nefertitis, nos divertimos demais.

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Festa Egípcia.

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Durante a navegação até Luxor a gente visita vários templos.

Chegando em Luxor fizemos o passeio de balão ao amanhecer, foi simplesmente espetacular, o dia estava perfeito, o ar límpido e levantar com o sol, junto com outros balões foi especial.
Nestes 10 anos eles se profissionalizaram muito, tudo melhorou, exceto que a gente sempre tem que madrugar, pois além de ser o horário mais bonito, é também o mais seguro, pois normalmente não tem vento.

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Enchendo os balões para subir aos céus junto com o sol no Vale dos reis.

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De cima se vê claramente o limite do vale irrigado e o inicio do deserto.

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O templo da faraó mulher Hatshepsut no vale das rainhas em Luxor.

Luxor é conhecida como o maior museu a céu aberto do mundo, você passeia pela cidade e vê o Egito antigo passando pelos seus olhos. Tem dois templos importantes Luxor e Karnac, este último dedicado ao todo poderoso deus Amon – Rá.
E foi no vale dos reis, na margem ocidental do rio Nilo, onde se fez um dos achados arqueológicos mais importantes da humanidade – o tesouro intocado do Faraó Tutankhamon, pelo inglês Howard Carter em 1922.
Hoje a gente visita várias tumbas incrivelmente bem preservadas com pinturas que conservam suas cores originais, mesmo depois de 3000 anos. Mas o tesouro do faraó Thut está conservado no Museu no Cairo.

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a Sala Hipostila do templo de Karnak, com sua floresta de colunas monumentais.

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Templo de Karnak

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detalhe do templo de Hatshepsut

Nossa última parada foi o Cairo, que sim é uma cidade caótica, confusa, mas a gente tem que procurar ver a sua beleza. Nossa localização ajudou bastante, ficamos no Four Seasons, cujos quartos dão de frente para o por do sol no Nilo, um lugar privilegiado, perto das atrações mais importantes.

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Vista do rio Nilo da sacada do Hotel Four Seasons no Cairo.

Fizemos muitas visitas legais na cidade, algumas fora do circuito normal dos roteiros, como é o caso do enorme Parque Al Azhar, um coração verde no meio da cidade, onde os casais vão para namorar e crianças fazer piquenique com suas classes.

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Parque Al Azhar, no Cairo.

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Mesquita de Alabastro no Cairo.

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Interagindo com as meninas locais, eles são super receptivos e adoram posar para foto com os turistas.

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Mercado Khan el Khalili, no Cairo

Ponto alto foi o Sitio de Gizé onde estão as famosas pirâmides e a esfinge, conseguimos um lugar especial para visitar com exclusividade a esfinge de pertinho sem outras pessoas, entramos na pirâmide de Kefrem, andamos de camelo próximo das pirâmides, almoçamos no Hotel Mena House, que tem vista única do sitio. Nos despedimos das pirâmides com o espetáculo de luz e som que conta de maneira bem didática um pouco da história desta civilização.

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Super tranquilo de visitar o sitio de Gizé, nada de multidões.

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o famoso beijo na Esfinge.

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Para fechar com chave de ouro nossa imersão na cultura do Egito antigo, fizemos uma visita privada ao Museu do Cairo antes da sua abertura. Foram 2 horas inteiras com o nosso acompanhamento mais nosso guia egípcio. Ter aquele museu só para nós, foi um privilégio, pois o museu é pequeno e costuma ficar lotadíssimo.

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Final da visita ao Museu do Cairo, como boas brasileiras, cada uma com a sua sacolinha : ) !

Nosso grupo foi muito bacana, super astral e muito parceiro,  pois no Egito se acorda muito cedo, para poder aproveitar as horas mais frescas do dia, e todas enfrentaram as madrugadas  com muito bom humor.

Foram dias intensos de muito aprendizado e ótima convivência.

Egito com Arte – viagem à terra dos Faraós

26 de outubro de 2018 0

Depois de dez anos desde nosso último Egito com Arte , estamos voltando ao país dos Faraós!

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Muita expectativa neste reencontro, é um país que nos marcou profundamente por ter sido nosso primeiro destino exótico nesta trajetória de quase quinze anos de estrada.

Vamos ao interior rever imagens de um país onde a vida parece seguir um ritmo do século passado ou em alguns momentos da própria civilização egípcia antiga.

Vamos retomar o roteiro dos sítios faraônicos com a Necrópole de Sakara , primeiro “cemitério”  de pedra do Antigo Egito, guarda nas suas muralhas o formato do antigo Palácio de Memphis. Foi aqui que o arquiteto Imhotep criou pela primeira vez uma pirâmide para abrigar os restos mortais do faraó e todo seu enxoval funerário, necessário para cumprir sua trajetória na vida eterna.

Pirâmide Escalonada ou Pirâmide de Degraus é a mais antiga construção neste formato que se tem notícia. Foi construída em blocos pequenos de pedra com estruturas sobrepostas. Guardava um estátua do faraó Djoser que hoje encontra-se no Museu do Cairo, na famosa Praça Tahrir centro da cidade.

Aqui a sensação de voltar no tempo é completa, bem menos turistas se aventuram a chegar até Sakara, principalmente ao entardecer.

Vamos para o sul do pais, seguindo o curso do Nilo em direção ao Alto Egito.

O Templo de Philae em Assuan  é primor histórico e um feito de engenharia. Ameaçado pelas águas do Lago Nasser , criado em decorrência da represa de Assuan construída na década de 60,  o templo ficava submerso boa parte do ano e estava entrando em deterioração. Um movimento internacional trabalhou na sua remoção e uma nova locação foi feita.Estivemos por lá em três ocasiões e posso dizer que este é meu templo favorito no país dos Faraós. Além do ótimo estado de conservação , Philae tem entorno especial pois a ilha para onde foi transferido não tem outra construção além do próprio templo.

Removido e reconstruído pedra a pedra, Philae é um passeio feito em pequenos barcos desde a cidade de Assuan. O passeio já é uma delícia, nesta região o Rio Nilo forma ilhas de pedra que criam um ambiente diversificado e encantador. O sol , sempre presente, reflete na água as pedras milenares que formam o templo.

Aqui aparece o Hotel Old Cataract , nosso alojamento na cidade, aqui  foi escrito o clássico de Agatha Christie, “Morte no Nilo”, ainda hoje o hotel mais luxuoso da região.
 As felucas compões a paisagem, embarcações típicas do país.

 

 Esta pequena construção na margem do Nilo é um quiosque , mandado construir pelo Imperador Romano , Trajano. Delicado e grandioso ao mesmo tempo, mostrava a força de dominação dos romanos no seu celeiro do mundo Antigo, o Egito.

Atualmente o povo egípcio é muçulmano e não guarda relação com a cultura do Antigo Egito , mas contribui com o exotismo e o colorido, criando uma mistura original presente em todos os momentos.

Muitas emoções nos aguardam , reeencontros e novas descobertas!

 
Vamos mandar relatos e fotos , nos acompanhem pelas redes sociais.

Egito, patrimônios da humanidade - Philae , templo de Ísis.

07 de fevereiro de 2011 5

 Diante dos recentes acontecimentos no Egito, me sinto preocupada com  destino deste povo já tão sofrido e comovida com a possível destruição do patrimônio histórico e artístico do país. Acredito que conhecer as riquezas desta cultura milenar seja uma forma sinjela de ajudar em sua preservação, para isto vou colocar alguns posts de Templos espalhados pelo país , que espero em breve estejam novamente liberados para a apreciação do mundo e colaborando para o desenvolvimento da democracia e economia egípcia.

O Templo de Philae em Assuan no Egito é primor histórico e um feito de engenharia. Ameaçado pelas águas do Lago Nasser , criado em decorrência da represa de Assuan contruída na década de 60,  o templo ficava submerso boa parte do ano e estava entrando em deterioração. Um movimento internacional trabalhou na sua remoção e uma nova locação foi feita.

Estivemos por lá em três ocasiões e posso dizer que este é meu templo favorito no país dos Faraós. Alem do ótimo estado de conservação , Philae tem entorno especial pois a ilha para onde foi transferido não tem outra construção além do próprio templo.

 

Removido e reconstruído pedra a pedra, Philae é um passeio feito em pequenos barcos desde a cidade de Assuan. O passeio já é uma delícia, nesta região o Rio Nilo forma ilhas de pedra que criam um ambiente diversificado e encantador. O sol , sempre presente, reflete na água as pedras milenares que formam o templo.

Aqui aparece o Hotel Old Cataract onde foi filmado o clássico de Agatha Christie, “Morte no Nilo”, ainda hoje o hotel mais luxuoso da região. As felucas compões a paisagem, embarcações típicas do país.
 
 

 

 


Philae é uma construção Ptolomaica, isto é , feita pela dinastia grega que governou o Egito Antigo em seu derradeiro momento Antes de cair nas mão de Roma e tornar-se uma possessão desta civilização. O general Ptolomeu, do exército de Alexandre o grande, herdou a região após a morte do grande conquistador e deu nome a dinastia lhe seguiu. A figura mais conhecida entre os Ptolomeus foi Cleópatra VII, a famosa Cleópatra de César e Marco Antônio. Ela foi a última governante desta dinastia e viveu até 30 a.C., apesar de serem egípcios os Ptolomeus nunca deixaram de falar grego e ter sua cultura ligada a esta civilização.

Neste relevo o rei Ptolomeu faz uma oferenda a deusa Ísis e a Hórus, seu filho, no Pilone de entrada do templo , tudo em dimensões monumentais.

 


 





Philae originalmente foi templo dedicado a deusa Ísis, uma deusa da cultura egípcia mas que foi adotada por muitos outros povos antigos. Quando os cristão se tornaram mais poderosos o templo foi transformado em Igreja Católica e foi neste momento que os relevos dos deuses foram martelados para serem descaracterizados e transfomados em santos cristãos.

Mais significativo a cruz sobreposta aos deuses, o poder da nova cultura se soprepondo ao antigo credo. 

Os capitéis dos pilares de um período artístico tardio são variados , cada um com um formato diferente. Um primor artístico contra o céu azul.

O templo é dividido em setores com significações especiais. Quando foi remontado perdeu a sua linearidade original, mas não o encanto .

Esta pequena construção na margem do Nilo é um quiosque , mandado construir pelo Imperador Romano , Trajano. Delicado e grandioso ao mesmo tempo, mostrava a força de dominação dos romanos no seu celeiro do mundo Antigo, o Egito.

Atualmente o povo egípcio é muçulmano e não guarda relação com a cultura do Antigo Egito , mas contribui com o exotismo e o colorido, criando uma mistura original presente em todos os sítios.


Um chá nas Pirâmides de Gisé

22 de dezembro de 2010 2

arquivo particular

Falar sobre a visita às Pirâmides de Gisé no Cairo não traz nenhuma novidade, é a visita obrigatória para quem vai ao Egito. Mas o que parece óbvio tem seus segredos e eu diria que o maior deles é a escolha do horário. A manhã é o período predileto dos guias de turismo, por sinal a regra no Egito é acordar muito cedo e fazer a maioria dos passeio pela manhã para evitar o sol escaldante do meio-dia. Mas é o fim de tarde que reserva um brinde especial para os bem informados. Bem em frente a Esfinge localiza-se um café, que para além do chá de karkady, oferece um pôr de sol emoldurado pelas 3 Pirâmides.

O chá pode ser trocado por uma stella (marca de cerveja mais tomada no país) ou um café, mas desfrutar deste visual quase particular, pois a maioria dos turistas sai rapidamente para o próximo destino, é um dos programas imperdíveis da viagem.

Uma foto tradicional é o Beijo na Esfinge! Vejam que não é muito simples, eu só consegui beijar o nariz quebrado!

O Sítio Arqueológico de Gisé compreende as três grandes pirâmides de Kéops, Kéfren e Miquerinos, a Esfinge , o Templo do Vale e o Museu da Barca Solar. A Esfinge guarda as tumbas dos antigos Faraós no seu descanso eterno.

O contraste do Antigo Egito aparece constantemente com o atual Egito Muçulmano onde costumes nos surpreendem a cada instante. A magnitude das pedras da grande Pirâmide de Kéops são testemunhas de quase cinco mil anos de História.
 

Uma grande “roubada” por aqui é subir num dos muitos camelos oferecidos pelos vendedores que circulam em torno dos turistas. Provavelmente você vai negociar ao montar no animal e pagar o dobro para desmontar. Uma lástima não limitarem o acesso dos mascates na área das pirâmides, assediam sem cessar quase quebrando a magia local.


Outro fator problemático em Gisé é o grande crescimento da cidade que está estrangulando o espaço das pirâmides , acabando com o que restava de nossa ilusão de encontrar as pirâmides perdidads no meio do deserto. Vários projetos existem para a região , inclusive a construção de um grande museu que desafogaria o caótico Museu do Cairo , mas desde nossa primeira viagem ao Egito esta construção vem sendo postergada! Uma pena , pois o Egito tem o turismo como uma das principais fontes de renda e com certeza todos ganharim com um cuidado maior em Gisé.
 
 
Bem perto do Sítio de Gisé está o Hotel Mena Haouse Oberoi, grande palácio que Ismail Pasha, o último Pachá , construiu ao lado das pirâmides. Reza a lenda que a, também  última, imperatriz francesa, Eugênia , esposa de Napoleão III ,teria tido um afair com o Pachá e que na inauguração do Canal de Suez  teriam se encontrado no Palácio. Este hotel guarda muitas recordações de acontecimentos históricos, serviu de base para os australianos na I Guerra e de local de encontro entre Churchill e Roosevelt na II Guerra.
 
 
 
 
Para nós foi um local de uma belíssima refeição com vista para as pirâmides, até porque na região não existe muitas opções interessantes para o almoço ou um happy hour antes do show de luz e som, que também é muito bonito e conta um poucoi dos 5 mil anos de história que rondam o lugar.


Sobrevoando o Vale dos Reis no Egito

15 de outubro de 2010 4

Conhecer o Vale dos Reis às margens do Rio Nilo no sul do Egito já é um privilégio para poucos.Mas fazer está visita à bordo de um balão é uma experiência para constar no anais da nossa história. 

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O Vale dos Reis é onde localiza-se a necrópole dos Faraós do Antigo Egito, onde suas múmias foram colocadas em enormes tumbas escavadas na rocha e decoradas com a maestria da arte egípcia. Aqui estão as tumbas de Tutankamon e Ramsés II, faraós de uma época onde as antigas pirâmides de Gisé já não cumpriam seu objetivo de manter um sepulcro seguro para a eternidade, pois já haviam sido saqueadas por ladrões de sarcófagos. Mais de sessenta tumbas foram encontradas aqui e escavações continuam sendo feitas na busca de um tesouro intacto como o do Faraó Tutankamon, encontrado em 1922 pelo arqueólogo inglês Howard Carter. O Colosso de Menmon atualmente marca a entrada do Vale, mas já foi o portal de um grande palácio destruído pelas cheias do Nilo. Aqui subimos no balão para começarmos nossa aventura!

 As cestas são grandes , comportando uma média de trinta pessoas em cada viagem. Mesmo para os mais assustados com os ares, o vôo é tranquilo e a sensação de liberdade vale a ansiedade inicial.

Nos vôos mais baixos pode-se vislumbrar a vida privada, quase invadindo os quintais das casas de adobe. A simplicidade quase bíblica das moradias e das pessoas é algo que encanta mas também assusta. Por alguns momentos tem-se a sensação de ter voltado no tempo. Práticas de irrigação e plantações seguem as mesmas técnicas do Egito Antigo, e os moradores locais não cansam de acenar para os turistas que invadem seus afazeres.

 
O cenário é quase lunar, o deserto montanhoso esconde o vale onde as tumbas estão espalhadas. Ao pé da montanha situa-se o Templo da Faraó mulher Hatshepsut, uma das jóias arquitetônicas de Luxor. Visto do alto ele quase se confunde à paisagem.
Apesar de ser um país desértico o Egito é um grande produtor agrícola devido à irrigação que o Rio Nilo permite fazer nas suas margens. Antigamente as cheias do Nilo eram vistas como um dádiva dos deuses, após a construção da Barragem de Assuan as cheias são controladas e a produção de alimentos cresceu muito no país. É surpreendente ver o contraste do ocre do deserto com o verde das plantações.

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Enquanto nosso balão era recolhido muitas crianças se aproximavam vendendo quinquilharias ou pedindo alguma propina, um prática bastante usual por aqui.
Mas nossa viagem foi das primeiras do dia e outros balões seguem enfeitando os ares até às 8h, quando a calmaria da manhã acaba e seguiremos para visitar a cidade de Luxor antiga capital conhecida como Tebas.

 

O nascer do sol no Nilo é um evento simbólico desde a Antiguidade. O sol simbolizava o recomeço da vida, era o deus Rá para os antigos egípcios. No leste as cidades eram construídas para celebrar a vida terrena. Na margem oeste ficavam as necrópoles, simbolizando o mundo do além , onde o sol se põe para passar o período de escuridão.

Encantamento num cruzeiro no Nilo

03 de outubro de 2010 5

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Navegar pelo Rio Nilo é uma das melhores maneiras de conhecer o Egito!

Muitos barcos fazem esta viagem, mas em geral todos costumam ser espaçosos e guardar um charme meio nostálgico, quase como os bistrôs franceses em relação aos grandes trasatlânticos pasteurizados. A viagem mais usual vai de Luxor a Assuan, ou vice-versa, mas existem cruzeiros mais longos por regiões menos turísticas como Abydus e Dendera.

 

Assuan é um local de veraneio onde os europeus passam férias nos vários resorts espalhados pelas margens do Nilo. É um local aprazível e tranqüilo.

Desde de 1960 é conhecida por abrigar a Represa de Assuan, feita para gerar energia e alavancar a industrialização planejada pelo presidente Nasser. A represa criou o enorme Lago Nasser que inundou o deserto até a fronteira com o Sudão, deixando submersos diversos templos antigos. Os templos mais importantes, como Abu Simbel e Philae, foram relocados em áreas mais altas com ajuda internacional.

Em Assuan localiza-se o Hotel Old Cataract, célebre pelo filme “Morte no Nilo” baseado no livro homônimo de Agatha Christie.

Aqui as felucas, barcos de passeio típicos da região, criam um clima que inspira descanso e reflexão.

Seguindo o Nilo em direção norte a paisagem é deslumbrante, a margem verdejante de tamareiras contrasta com o deserto árido e montanhoso e é emoldurada por um céu constantemente azul.

Como o rio é estreito, durante todo o percurso vai se tendo um desfile de vilarejos e ruínas que podem ser visitadas em rápidas paradas.

A população local usa o Nilo como meio de transporte e subsistência. Cenas insólitas de embarcações improvisadas divertem quem se detém a apreciá-las. Num passeio de feluca um menino se agarrou a nosso barco e seguiu catando por um bom tempo, ganhou boas gojetas, mas até agora não sei dizer se foi pelo show ou para desistir da carreira artística.

Todos acenam para os barcos de turistas , que são uma atração para os egípcios, mesmo já fazendo parte da paisagem.

Nesta viagem o que mais importa não é o destino final e sim o percurso.  

Lembrar toda a antiguidade desta civilização sobre a qual o historiador grego Heródoto chegou a dizer : ” O Egito é uma dádiva do Nilo”, com suas cheias que fertilizavam as margens permitindo que o país fosse o celeiro do mundo antigo.  

Deslizar na cadência da correnteza e desfrutar de uma paisagem milenar, nos faz quase delirar ao de ver uma construção que poderia ter servido de manjedoura de Jesus, até com os burrinhos perfilados.

Um mico que todo mundo tem que pagar é comprar um roupa típica egípcia e participar da festa à fantasia promovida pelos navios. Na primeira vez que estivemos no Egito , em nosso barco estavam praticamente só europeus, foi quase um velório! Já nas duas vezes que fomos com grupos de brasileiros , todos entraram no clima e se produziram muito, várias versões de Cleópatra surgiram e foi muito divertido. A tripulação do barco se encantou principalmente com os “cabelos” das brasileiras, objeto de desejo na cultura árabe, sempre coberto por lenços em público.

Curtir o entardecerno navegando no Nilo, só seria mais perfeito se fosse com um chimarrão!

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E não é que os gaúchos não esquecem da cuia e da bomba…

Brindemos ao Egito!

O Egito muçulmano - da série "A vida é para ser compartilhada"

15 de dezembro de 2009 1

Hoje apresento um depoimento muito sensível da nossa super parceira de viagens, a Guina Macedo, que já viajou conosco ao Egito em 2008 e ao Marrocos em 2009.  

 

 

A minha fascinante experiência aconteceu no Egito..

Decidi viajar com o grupo,”Viajando com Arte”,de última hora, (um mês antes do embarque), portanto não tive a oportunidade de frequentar as aulas. As gurias, Mylene e Clarisse, me indicaram alguma leitura, filmes, mas confesso que achei tudo muito confuso..afinal, mais de 30 dinastias, com seus respectivos faraós,e nomes complicadissíssimos..confiei que, estando com elas, saberia as coisas certas e no momento certo e …bingo!
Mas, independente da história, não tinha muita ideia do que viria pela frente e o pouco que sabia, me bastava muito; Esfinge ,Pirâmides de Gizé, Nilo e conhecer o mundo muçulmano! Que no fundo, era o que mais me seduzia.. ver as mulheres com as “tais” burcas, os homens usando “jellaba”, as mesquitas e seus miranetes, a lingua árabe ,enfim, aquele mistério todo que me despertava tanta curiosidade.
 

 

 

 

 

  

Nosso vôo era S.Paulo-Roma-Cairo. Quando pousamos em São Paulo ficamos sabendo de um grande atraso nos vôos internacionais.Resumindo, pousamos no Cairo por volta das 4;00 da manhã .Pouco antes de pousarmos, eu e minha companheira de vôo e de quarto, Guilly, estávamos intrigadas, olhando na janela do avião, pensando o que seriam centenas de luzes verdes na cidade, quando falei excitada; ”As mesquitas”!!(com Alá escrito em neon).

 

Abrimos a porta do quarto, no hotel, as 4:30h ,4:40h. Tiramos da mala o necessário para higiene e para dormir. Enquanto ela estava no banho, abri a porta da varanda, (nosso quarto deveria ser no15º andar), me apoiei na sacada e pensei; “Meu Deus! Aquele rio ali é o Nilo!!!” ,e assim que comecei a pensar sobre o assunto ,comecei a escutar sons que vinham de todos os lados.. não conseguia definir se eram lamentos, algum tipo de música,(a cidade a esta hora já tinha muito movimento de automóveis e buzinas), até que pensei em voz alta, numa mistura de espanto, alegria, surpresa: “é o chamado para a reza”.

 



 

Lembro que no café do dia seguinte, quando encontrei a Mylene comentei com ela que tinha escutado, porém de uma forma confusa, em função do barulho da cidade. Ela me falou: “Quando estivermos andando de barco pelo Nilo, tu vais poder escutar bem claro ,por causa do silêncio”… Realmente, quando passávamos por pequenos lugarejos, na hora dos chamados para a reza, víamos pessoas solitárias, concentradas, rezando na beira do rio.. e aquele som de lamúria, alto, entrando deserto a dentro…Aquilo me emocionava, “me arrepiava a alma”, enfim, mexia e mexe ainda muito comigo.. Este ano no Marrocos, também. Procurava estar sempre sozinha nestas horas (chamada para as rezas), para poder escutar bem e me questionar; ”Porque isto mexe tanto comigo”?.. 

 “Salam Aleikum”!!!!

  

Eu tinha que apresentar pra vocês a referida dupla do texto, Guina e Guilly se aventurando de camelo no sul do Egito.

 

 

  

Lugar especial no Cairo

13 de outubro de 2009 0
Pois foi com surpresa que descobri no Cairo uma “ilha” de modernidade, literalmente uma ilha chamada Zemalek, onde mora a elite abastada, com características bem ocidentais, onde as jovens egípcias desfilam pela rua sem o tradicional véu. Foi neste lugar que descobri o Sequoia, um dos restaurantes mais descolados do Cairo, situado nas margens do rio Nilo, o Sequoia não é só bonito, mas é um lugar vibrante, frequentado pela tribo fashion da cidade. Com música comandada por vários Djs. O menu é variado, desde comida árabe, mediterranêa, pode-se comer frutos do mar, cuscuz, e mais uma grande variedade de pratos. Ou simplesmente sentar sob uma tenda branca, fumar um shisha ( a maneira árabe de fumar nos narquilés, fumos de sabores como morango, maçã, baunilha e pedir uma cerveja, Sakhara ou Stella, feitas no Egito.

Sequoia : Abdu El Feda , Zemalek, Cairo – Egito.