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Escócia - de carro pelo país do Kilt - Por Luciano Zanetello

09 de outubro de 2014 3

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Ilha de Skie

Há muito tempo as Highlands já chamavam nossa atenção. Quando começamos a  pesquisar, as menções à beleza da Ilha de Skye fizeram com que a viagem  virasse um giro nas Highlands  com uma permanência maior na ilha.

Nosso voo descia em Edimburgo e reservamos um dia para conhecer a cidade. O Castelo domina a cidade da sua posição estratégica. Não deixa de conhecer a Royal Mille Catedral de S. Giles, o Museu Nacional da Escócia, e a colina de Calton Hill.  O cuidado aqui é jantar cedo pois mesmo sendo verão a cozinha da maioria dos restaurantes fecha as 21:00 h.

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Calton Hill

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A Royal Mille e Catedral de St. Giles

No dia seguinte, pegamos o carro já preparados para encarar a “mão Inglesa” e iniciamos o nosso giro.

Uma dica, compre na chegada um chip local com pacote de dados ( aqui chamam de Sim card por  $ 40.0 / 60 ,0 ). As ligações ficarão infinitamente mais baratas e teremos   a vantagem da utilização da Internet  com o  Google Maps podendo dispensar o GPS no aluguel do carro que sempre encarece a locação.

A primeira parada foi em Stirling no castelo que domina a cidade com  a estátua de  Robert  “The Bruce” que conquistou a independência da Escócia ( tendo atraiçoado Willian Wallace anteriormente )

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Castelo de Stirling

Seguimos dali  até Inverness a capital das Highlands as margens do rio Ness. 

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Inverness

No dia seguinte fomos contornando o lendário Loch Ness com o passado pulando para dentro do carro a cada curva.

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Castelo Urqhart – Lago Ness

Seguimos cruzando as Highlands   até passarmos  a ponte que nos levaria  a Ilha de Skye 

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Preparando o Inverno

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Castelo de Eilean  Donan / Filme do Highlander

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Ponte de Skye

Um dos destinos mais procurados na Europa, é  a segunda maior ilha da Escócia  Sua natureza exuberante aliada a baixa densidade demográfica faz dela um paraíso para os apreciadores da natureza e esportes.  A capital da ilha é Portree no mais, pequenos vilarejos.

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Portree

Pela extensão da ilha, longas distâncias e pouco trânsito fora da temporada, nos pontos mais difíceis para acesso a estrada possui uma única faixa de rolamento com refúgios laterais  espaçados para quando carros de sentido contrário encontrarem –se, um deles tomará o refúgio e esperará  o outro  passar. Várias vezes aconteceu isto e todos esperavam normalmente acenando e agradecendo o direito de passagem cedido.

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Estrada em Skye

Por todo o País apareciam as manifestações  do plebiscito

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Plebiscito na Escócia

As atrações são tantas que é preciso priorizar o que se quer ver. Nos 03 dias,  vimos as principais, para ver tudo, seria necessário mais tempo. A culinária traz muito da  Inglesa  como o  “fish & chips”, muito pescado, caças  e o tradicional “haggis”.  Existem todos os tipos de hospedagem desde exclusivos hotéis, B&B e vários campings.

Sem querer determinar quais atrações seriam mais importantes, as que visitamos foram o Quirang, formação  no norte da ilha com belos visuais , o contorno Norte da ilha onde a cada curva tínhamos que parar para fotografar um ângulo novo. “The Old Man Storr “ formação rochosa mais conhecida da ilha que se chega após uma intensa caminhada.

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Quirang

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Old Man Storr

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O castelo de Dunvegan que até hoje abriga um dos clans que alternaram-se no domínio da ilha, os MacLeods e os MacDonalds,  Neist Point um farol no ponto mais Setentrional da Ilha , as “Fairy Pools” série de piscinas com agua muito transparente  junto  das Cullen, cadeia montanhosa da ilha.

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Duvengan Castle

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Neist Point um farol no ponto mais Setentrional da Ilha

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Fairy Pools

Em cada estradinha que pegávamos as paradas eram constantes para fotos. O nosso hotel foi uma ótima  surpresa, ficava na beira do mar dentro de um bosque e tinha toda a atmosfera dos filmes ingleses ”

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Flodigarry Hotel

Caberia ainda mencionar “Kilt Rock” uma queda d’agua onde segundo os locais, a pedra no fundo lembra a padronagem de um Kilt, ( daí o nome ) e também Tallisker Bay com sua areia preta e a famosa destilaria.

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 Kilt Rock

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Talisker Bay 

Na volta, sempre passando  por  lagos, rios e castelos  cruzamos  Fort Willians onde está localizada a montanha mais alta da Escócia ( Ben Navis ), e dormimos em Oban um balneário bastante procurado. Ao final, deixamos o carro em Glasgow e partimos para a outra parte da viagem, a Islândia , que em outro post conto  como é.

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Oban 

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Escócia , explorando castelos e descobrindo paisagens

08 de outubro de 2013 7

Visitar a Escócia , mesmo no auge do verão , é sempre um passeio agradável pela temperatura e temperamento do seu povo. A Escócia faz parte do Reino Unido da Gran Bretanha desde o século XVIII, mas mantém muito viva sua cultura e diversidade.  O país faz fronteira com a Inglaterra ao sul , e tem seu território formado por mais de 700 ilhas e arquipélagos. Aconselho fazer este tour de carro alugado, pois várias paisagens pitorescas situam-se em vilarejos onde o trem não tem acesso. As distâncias que percorremos não foram muito expressivas , mas não chegamos até as Highlands, região bastante famosa e visitada da Escócia.

Convoco algum visitante apaixonado ou morador a nos mandar dicas da região dos Lagos e das Highlands, ok?

Nosso recorrido começou em Edimburgo , ponto de partida para um passeio  pelo que é conhecido como The Kingdom of Fife.

No primeiro dia saímos de Edimburgo em direção a North Berwick, uma caminho que costeia o Mar do Norte e vai descurtinando uma paisagem pontilhada por pequenas praias , cidades pequenas e muitos campos de golfe. Já na saída da cidade vale dar uma passada em Leith , o que seria a versão marítima de Edimburgo. Seguindo para o leste o clima bucólico  nos faz sentir que a vida pode ter uma batida mais lenta e contemplativa, a parte rural muitas vezes se confunde com belíssimos campos de golfe que vão até a beira do mar. Paisagens que me trazem lembranças até do que eu não vivi.

No dia seguinte nosso destino foi cruzar a ponte em Queensferry em direção a Dunfermline, cidade que foi capital da Escócia no período das Guerras de Independência e guarda a tumba do herói nacional , Robert Bruce, em sua imponente abadia que encontra-se parcialmente em ruínas. Para quem não conhece a história escocesa , aconselho a ver o filme Rob Roy com Lian Neeson, conta um pouco da saga dos escoceses e sua coragem na tentativa de evitar a anexação inglesa.

Dunfermline foi uma descoberta maravilhosa, nunca tinha escutado falar nesta cidade que é super engraçadinha , é considerada uma grande cidade de 50 mil habitantes, num país de pequenos centros urbanos, mas guarda todo o clima de uma cidade de interior.

O mais famoso filho desta cidade é o rico industrial , Andrew Carnegie, que saiu daqui para fazer fortuna nos Estados Unidos e por lá construiu o Carnegie Hall , com seu nome. Na cidade deixou um legado importante , o Pittencrieff Park que era um parque privado onde o menino Andrew não tinha acesso quando morador da cidade . Ele prometeu para si mesmo que compraria as terras e doaria ao povo da de Dunfermline quando adulto. Cumpriu a promessa e hoje podemos desfrutar , além de um centro esportivo , escola e outras benfeitorias deixadas pelo ilustre cidadão. Um belo exemplo de filantropia para o bem comum.

Seguimos para o norte passando por Kirkcaldy e outras pequenos portos e cidades pesqueiras. Eu adoro o litoral em dias cinzentos , e por aqui é o clima mais comum, isto cria um visual sereno e profundo .

Nosso destino do dia foi St. Andrews, que eu considero a melhor surpresa e descoberta desta região. Apesar de já ter várias indicações da cidade , que tem o campo de golfe mais antigo do mundo de 1784, a cidade superou nossas expectativas em todas as possibilidades. Tudo é especial, hotéis e restaurantes muito charmosos e atrações para vários gostos. A parte relacionado ao golfe é um capítulo a parte, até um museu do esporte a cidade oferece, se alguém conheceu mande suas impressões, não sou a pessoa mais indicada porque nem sei como pegar num taco de golfe!

A pedido o nosso leitor Vicente, morador da região há 8 meses ,mandou mais informações. Adoramos quando nos ajudam a enriquecer os posts, complementando com dicas locais:

” A questão do golfe é o seguinte: Aqui que começou a se jogar golfe há mais de 500 anos atrás, e também onde foram concebidas as regras do golfe. Atualmente ainda ocorrem campeonatos importantes, como o Open Championship e o Dunhill Cup. Mesmo para os golfistas profissionais, os campos daqui têm um charme e uma tradição única. Pra quem é iniciante, uma dica é fazer uma aula com professores muito experientes, ou arriscar umas tacadas no “driving range” com uma vista de cinema.

Vocês pediram comentários também sobre as Highlands. Bom, a minha melhor dica é a região de Glencoe, onde tem uns vales muito pitorescos, e onde foram gravados filmes como o Coração Valente. Lá também tem esportes de inverno, lindas trilhas e muito sossego num dos lugares mais isolados da Europa. Outra dica é a região de Deeside, onde fica o castelo de Balmoral (casa de verão da rainha), entre outros. Quanto ao lago Ness, acho muito mais “marketing” em torno do tal monstro, do que propriamente um “local obrigatório” de visita.”  Obrigada Vicente!

St Andrews é uma cidade costeira e universitária , guarda as ruínas de uma abadia do século VIII e do castelo do arcebispo da mesma época. Tudo a poucos passos do centro da cidade, uma delícia para belas caminhadas à beira mar.

Sua tradição celta está presente por todos os lados, e as cruzes no cemitério são um passeio de muitas descobertas. A Universidade de St Andrews é das mais antigas do mundo e a uma das mais prestigiadas do Reino Unido. Aqui estudaram o Príncipe William  de Gales e sua futura esposa , Kate Middleton.

Nosso último ponto de parada no país foi Stiriling, conhecida como o portão de entrada para as “Terra Altas” , sendo o ponto de encontro das Lowlands e das Highlands. No castelo de Stirling o filho de Mary Stuart , James VI, foi coroado rei dos escoceses em 1567 e posteriormente uniu as coroas inglesa e escocesa como rei James I da dinastia Stuart, herdeiro da rainha Elisabeth I que morreu sem filhos.

O Castelo é muito bem conservado , sendo um dos mais visitados do país. Eu sempre adoro as cozinhas dos castelos e a de Stirling tem uma remontagem de época! Mas para além da visita turística deste monumento histórico o visual que se tem desde este local é imperdível e de tirar o fôlego.

Aqui também  o famoso William Wallace , que entrou para posteridade com o filme “Coração Valente” de Mel Gibson, participou de várias batalhas nas cercanias e tem um monumento bastante imponente numa das colinas de Stirling em sua homenagem.

 

 

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Edimburgo - uma síntese da Escócia

25 de março de 2013 2

 

Agora que o frio começa a arrefercer no hemisfério norte é hora de pensarmos em destinos quase proibitivos nos invernos gelados.

A Escócia é muito orgulhosa de sua tradição, especialmente quando se fala em guerras de independência contra os ingleses. A personalidade desto povo foi forjada pela dificuldade que o relevo e o clima oferecem, me encanta que até a flor nacional reflita este aspecto, a flor do cardo. Nunca subestime um verão escocês, eles estarão de calção e camiseta em temperaturas de menos de 10 graus nos meses de junho, julho e agosto.

Uma síntese das cores que formam a Escócia!!!

Edimburgo é a capital da Escócia e sede do Parlamento Escocês restabelecido recentemente em 1999, depois de séculos de união ao Parlamento da Inglaterra.

É uma cidade pequena , com menos de 500 mil habitantes, e muito acolhedora assim como o povo escocês.  A cidade antiga é dominada pela Royal Mile, artéria principal que leva ao Castelo de Edimburgo e que dá ao local uma atmosfera totalmente medieval. A cidade é mundialmente famosa pelo Festival de Edimburgo que acontece anualmente durante 3 semanas no mês de agosto. Deste festival fazem parte teatro, música, dança e ópera ,  além do Tattoo Militar um show típico que acontece no Castelo de Edimburgo. Mas cuidado, se a intenção for andar por lá nesta época é indispensável reservas com muita antescedência, este ano vai de 09 de agosto a 01 de setembro, dêem uma olhada no site:  http://www.eif.co.uk/

A cidade respira literatura , o Monumento aos Escoceses na parte nova da cidade faz uma homenagem a Sir Walter Scott e seus personagens. Muitos escritores de renome nasceram ou viveram em Edimburgo como por exemplo James Boswell,Conan Doyle e J.K Rowling. Edimburgo foi declarada a primeira Cidade de Literatura pela UNESCO.

O Hotel Balmoral é outro marco importante, e em todas as partes podemos identificar o orgulho nacional no uso de kilts, o traje típico local.

Mas é o Castelo de Edimburgo que domina a paisagem e pode ser vislumbrado de qualquer parte da cidade. Construído sob uma colina no século XII foi palco de muitos acontecimentos históricos , inclusive o nascimento de James VI , filho de Mary Stuart e que foi o personagem que unificou a Inglaterra e Escócia sob o domínio dos Stuarts, depois que a rainha Elisabeth I morreu sem herdeiros no século XVII.

A National Galleries of Scotland é motivo de orgulho nacional com obras importantes de muitos pintores europeus de diversas escolas e com entrada franca. Um visita bem interessante e rápida.

Vision of the Sermon (Jacob Wrestling with the Angel)

http://www.nationalgalleries.org/

Um belo hotel na cidade é a Glass House, poucos passos da Royal Mile mas já na parte nova, ele sintetiza a força da tradição com a arrojo contemporâneo, fantático e acessível!

Saindo para o leste costeando o mar , um belo passeio é ir até North Berwick. Para os apaixonados por golf é um playgroud porque se viaja todo o tempo dentro de campos perfeitos com vista para o mar. Os escoceses se dizem os inventores do esporte e a cidade de St. Andrews a sede do primeiro campo existente para o esporte. No próximo post um roteiro pelas Terras Baixas.

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