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Posts na categoria "Europa"

Copenhague: despretensiosa , acolhedora e criativa. Precisa dizer mais?

05 de agosto de 2019 2

Copenhague capturou meu coração! Cosmopolita e aconchegante , estilosa e inovadora tanto na arquitetura quanto nas rigorosas linhas de seu design, é ao mesmo tempo agradavelmente relaxada, “easy-going” num estilo de vida que prima pela qualidade e valores genuínos. A nova culinária é um reflexo deste  espírito inovando sem perder o foco na produção local , no frescor e na busca de produtos mais próximos de sua origem.

Christianshavn

 

Um sentimento de liberdade conecta a cidade que se desloca sobre duas rodas. A artéria principal do centro é o calçadão da Stroget, para lojas internacionais ou mesmo para descobrir as descoladas  etiquetas dinamarquesas.

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5 razões para amar Paris

05 de setembro de 2018 0

Paris é uma das cidades mais lindas do mundo, o que já razão suficiente para você visita-la, mas se só este argumento não te convenceu, vou listar 5 razões para que você ame Paris tanto quanto eu.

5 motivos porque eu AMO Paris

Paris é uma cidade plana, perfeita para percorrer de bicicleta. Os motoristas estão super acostumados a dividir o trânsito com bicicletas o que aliado com todas as ciclovias e sinalizações, torna pedalar muito seguro. E se você já pedalou em alguma cidade, sabe como é gostoso, pois a gente tem a oportunidade de vivenciar, experimentar mais a vida da cidade e não cansa tanto quanto andar à pé. E algo que me dá extremo prazer é voar as tranças pelas ruas e parques de Paris de bicicleta.

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inverno ou verão, o tempo estando bom, bicicleta em uma cidade plana, cheia de ciclovias é a maneira mais lúdica de se conhecer uma cidade.

Qualquer pessoa com um cartão de crédito pode alugar uma Velib, aquelas bicicletas disponibilizadas em todos os lugares da cidade.

Experimente, garanto que você nunca mais vai querer ficar andando de metro para cima e para baixo  outra vez.

Uma das regiões mais legais de Paris na minha opinião, é a vizinhança do Canal Saint Martin. É um bairro descolado e jovem. Todos os finais de tarde a margem do canal se enche de gente bonita fazendo happy hour, saindo do trabalho, sentando na murada do canal e armando grandes pic nics. Um astral ótimo, tem uma pizzaria inclusive onde você faz o seu pedido e eles te dão um balão cor de rosa, quando a pizza fica pronta eles vêem o seu balão de longe e vão lá entregar a pizza em mãos!

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Com suas eclusas, o Canal Saint Martin é um lugar lindo e super romântico

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No verão é ponto certo para happy hour.

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adoro brincar com os reflexos, aqui viraram o mundo de cabeça para baixo!

Caminhar pelas margens do Sena especialmente à tardinha quando a cidade se cobre de um colorido sépia, a visão do por do sol a partir da Pont des Arts  amolece até os corações mais duros.

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Olha só para este por do sol com a Pont des Arts, aliás é um lugar super bacana para vir à tardinha com os amigos fazer um brinde.

Parques e jardins incríveis

Os parques de Paris tem uma beleza diferente em cada estação do ano, um dos meus preferidos é o Buttes-Chaumont, que fica no 19º arrondissement, perto de Belleville, é enorme, com  25 hectares de um terreno acidentado, com colinas verdes, uma ponte gigante, o parque é cheio de cerejeiras, o que torna sua visita em abril um espetáculo, pois as cerejeiras rosas e brancas estão no auge da floração.

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Buttes Chaumont, um dos meus lugares preferidos em Paris.

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Para quem gosta de parques e jardins tem infinitas opções, aqui em cima o Parque de Belleville

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Ufa demorou, mas agora em alguns (poucos) lugares a gente pode deitar na grama em Paris, aqui a galera descansando no Jardim de Luxemburgo.

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a chiquérrima e nobre Place des Voges, no Marais

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Que tal apreciar a instalação gigante de Claes Oldenbergh, a bicicleta enterrada, no Parque de La Villette?

Outro lugar muito legal é o Parc Floral, um jardim botânico que fica dentro do Parque Bois de Vincennes. É um lugar para fugir do barulho da cidade. Tem 31 hectares e várias estufas para a gente visitar. Tem um bar/restaurante onde se pode sentar na rua pegando sol e tomando um bom vinho rose.

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O lugar é imenso. Crédito da foto acima: Parc Floral

Boulangeries e mercados

Tem coisa melhor do que pão crocante com queijo e vinho?

Em Paris nem precisa gastar muito, você pode entrar em qualquer boulangerie ( padaria) que a baguette vai ser crocante e deliciosa. Passe em algum dos muitos mercados da cidade, tem um bárbaro aos sábados na Bastilha, na Rua Richard Lenoir, os pequenos produtores dos arredores de Paris trazem seus produtos frescos direto da fazenda. A gente come com os olhos, tudo lindo, as frutas, ostras, queijos, presuntos, tudo convida a um grande pic nic, em algum parque ou jardim da cidade.

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Fora que somente andar pelas ruas de Paris e observar os detalhes dos prédios, as portas, a influência clássica da arquitetura já me deixa levitando. E a todo momento fico perdida nos meus pensamentos e digo baixinho “ como estou feliz, estou em Paris”

Croácia al mare - navegando pelo paraíso

31 de agosto de 2018 0

Nossa última viagem foi uma experiência inesquecível.

O Viajando com Arte montou um grupo de 9 mulheres a bordo de um veleiro nas belíssimas ilhas do sul da Dalmácia na Croácia . Nossa viadem começou em Split, onde ficamos 2 noites para conhecer um pouco do passado romano da Croácia, no muito bem preservado Palácio de Diocleciano, onde até hoje podemos ver as muralhas que delimitavam as fronteiras do palácio, contém hoje o centrinho histórico de Split, cheio de lojinhas, restaurantes e bares.

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Detalhe da esfinge no Palácio de Diocleciano em Split.

No dia seguinte fomos conhecer um dos incríveis parques nacionais, a Croácia tem vários deles, todos lindos demais, o que visitamos fica a 1 hora de Split, é o Parque nacional de Krka, um lugar com uma beleza de tirar o fôlego, cachoeiras e passarelas sobre uma água verde esmeralda, cristalina. A grande vantagem de Krka é que é permitido tomar banho nas suas cachoeiras, o que já não acontece no Parque de Plitvice, seu irmão mais célebre.   IMG_8008

Parque Nacional de Krka.

Depois de 2 dias estávamos prontas para embarcar em nossa aventura pelas ilhas da Croácia.   IMG_8049 Este era nosso barco, onde passaríamos 1 semana, conhecendo lugares que eu nem imaginava existirem, fizemos um apanhado das ilhas mais lindas do sul da Dalmácia, Brac, Hvar, Kórcula, Mijet e finalmente Dubrovnik. Esta era minha segunda viagem a Croácia, e faze-la de barco foi uma experiência totalmente diferente, a comunhão com a natureza é total, apenas uma noite ancoramos em uma marina – em Vela Luka – na ilha de Korcula, as outras noites parávamos em baias, tranquilas, onde a gente só ouvia os sons da noite, grilos e o ondular do mar. Noites estreladas, com o melhor serviço de bordo que vocês podem imaginar, nosso jovem chef, o Viktor, tinha muito talento e saboreamos o melhor de frutos do mar e da culinária local. Longas conversas a bordo depois da  terceira noite já parecíamos amigas de infância. Conversar com nosso capitão Ante e sua esposa, Sandra, foi também muito enriquecedor, aprendemos muito do sofrimento e saga deste povo aguerrido que atravessou períodos dificeis de uma guerra sangrenta. IMG_8213 Nosso chefe a bordo, Viktor, o fato de estarmos lá durante a copa do mundo criou mais vinculos entre nós e a tripulação super atenciosa e carinhosa dos croatas. IMG_8317

Entardecer em Hvar.

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Nosso grupo em Hvar, antes da ilha ir a loucura no jogo que ganharam nos pênaltis da Dinamarca.

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Trilha que fizemos em Vela Luka na ilha de Korcula.

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E assim é o mar por lá, impressionante!

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Pic nic na praia.

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Pelas ruelas estreitas no centro histórico de Korcula

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Pedalando pelo parque nacional na ilha de Mijet.

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Por do sol memorável na ilha de Sipan.

E finalmente chegamos em Dubrovnik, uma cidade saída dos contos de fadas, nosso barco ancorava um pouco para fora das muralhas antigas da cidade e pegávamos o bote em 10 minutos estávamos chegando no portinho antigo. Duas coisas imperdíveis para se fazer em Dubrovnik, caminhar pelas suas muralhas ao entardecer e subir no teleférico para ver a cidade de cima, uma visão que vai te acompanhar para sempre.

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nas muralhas de Dubrovnik

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Hora da despedida, foram dia absolutamente inesquecíveis, uma experiência que super recomendo.

Trilhas nos Pirineus - para descobrir uma outra Espanha

17 de julho de 2018 0

Faz um ano eu vi uma foto das formações dos Mallos e Riglos quando estava pesquisando sobre trens na Europa e desde lá fiquei com esta ideia fixa , queria ir para a região dos Pirineus espanhóis. Eu já conhecia a região dos Pirineus  francêses mas a perspectiva de cruzar a fronteira e descobrir o que estaria por trás daquelas montanhas lindas me capturou a imaginação.

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Mallos de Riglos – Espanha

Foi uma viagem bem diferente , saímos de Barcelona e fomos em direção a Huelva. No caminho ainda veio de lambuja uma passada no Mosteiro de Montserrat. Um lugar lindo , mas como era domingo e estava lotado perdeu um pouco do encanto . Mas acho que vale muito a pena , para quem é mais religioso ou só pela paisagem também.

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Santuário de Montserrat

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Bom , seguimos para nosso destino por umas três horas por estradas ótimas. As cidades dos Pirineus espanhóis são bem mais rústicas e simples que suas vizinhas francesas. Muitas casas de pedras em vilarejos quase abandonados. Igrejas do século XII e XIII abundam , mas sem indicações mais precisas e muitas fechadas.

   A Espanha (291) Igreja de Panticosa

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Chegando a Murillo Gallego , onde estava nossa pousada veio o impacto. Nenhuma foto  retratava o que são estas formações rochosas ao vivo. As mão de Deus poderiam ser seu apelido, algo forte e desconcertante.

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Foto dos Mallos desde a janela da Pousada

Nosso hotel , encarapitado num monte bem à frente nos deixava com a melhor parte, ver suas mudanças de cor conforme o sol caía no horizonte.

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Murillo Gallego

 

Murillo Gallego é uma cidade medieval com não mais que 100 moradores, mas fora a dona do hotel e seu ajudante/ namorado francês que sumiu depois da primeira noite , não encontramos mais ninguém .

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Mas tudo é encantador , até o campo abandonado onde crescem as papoulas selvagens

A região é toda voltada para turismo de aventura , nas corredeiras é possível fazer rafting, as paredes dos Mallos são o cenário perfeito para o rapel e escaladas, nós ficamos com a trilha que dá a volta no monte.

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Partindo da pequena vila ao pé dos morros , subimos todo o caminho pedregoso até o topo e de lá voltamos pelo outro lado. Logo na saída nos deparamos com esta família com duas crianças pequenas, nos motivou a pensar que o caminho seria mais fácil do que o encontramos , ledo engano. As crianças é que tem cruza com cabrito montês e subiram sem nem reclamar!

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Mallos de Riglos – a vila

Foram umas 3h de caminhada , no inicio uma trilha tranquila e depois com subidas muito íngremes, confesso que duvidei da minha própria capacidade de vencê-las quando olhei para cima a primeira vez, mas como devagar se vai ao longe …

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O visual é fantástico e cruzar com o pessoal escalando as paredes é emocionante. Eles desafiam seus limites ao máximo.

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Lá pelas tantas encontramos esta placa que dizia, 1:30h para seguir caminho ou voltar pela mesma trilha . Quase demos a volta , mas daí já era uma questão de honra!

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A quase desistência

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    Mas o visual compensou o cansaço

 

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Aqui o visual desde o melhor hotel da região, o Spa de Mallos de Riglos!

Seguindo em direção a França passando pela estação de esqui de Formigal chegamos as paisagens  dos montes mais altos da região dos Pirineus, ainda com picos nevados. Aqui a ideia era fazer uma trilha , mas nossos casacos não contavam com o frio de 8 graus e só curtimos a paisagem de dentro do carro mesmo. Tudo já iluminado por um sol fraco de primavera.

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Fronteira de Portalet

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Para saber sobre roteiros em grupo ou assessoria particular do Viajando com Arte visite nosso site www.viajandocomarte.com.br

Andaluzia no inverno: Sevilha. Para fugir do frio europeu do norte e ainda pagar mais barato

05 de julho de 2018 0

Muitas vezes me pedem uma sugestão de uma viagem para fazer na Europa no período inverno?

Janeiro e fevereiro quando a gente está de férias no Brasil é complicado encarar o frio europeu por isto sugiro a região de Andaluzia, na Espanha. Baixa temporada (sinônimo de preços mais convidativos) , dias secos e ensolarados e temperaturas nada assustadoras formam o cenário perfeito.

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 Alcazar dos Reis Católicos

Sevilha é a capital da Andaluzia, região no sul da Espanha que guarda mais fortemente a herança da dominação moura de quase 700 anos! Uma jóia arquitetõnica que mescla elementos de várias culturas e tem na Giralda e no Alcazar dos Reis Católicos os dois maiores tesouros.

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A Catedral está localizada onde no período Mouro estava a Mesquita , uma lástima não terem deixado este registro! O único resquício da  construção religiosa é a famosa Torre da Giralda , atual emblema da cidade, e que era o antigo minarete de onde os fiéis eram chamados para a reza. Mas a Catedral de Sevilha é maior catedral gótica do mundo , uma joia em detalhes e imponência.

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Catedral e a Giralda

 

Sevilha é a cidade andaluza de que mais gosto! Ela não é tão pequena e turística como Córdoba mas também é uma cidade que se domina facilmente e tem um vida noturna pulsante. Desde minha última visita em 2002 notei que muitas coisas mudaram , o centro histórico ou Bairro de Santa Cruz mantém intacto seu legado mas a modernidade dos arquitetos espanhóis aparece em novas construções.

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O Metropol Parasol , ou Setas de la Encarnación como é simpaticamente apelidado na cidade é o exemplo mais forte  desta entrada no século XXI.   Foi desenhado pelo arquiteto alemão  Mayer – Hermann e a sua construção terminou em abril de 2011, uma estrutura feita totalmente de madeira e que lembra um cogumelo gigante marca fortemente um bairro muito tradicional na cidade.

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Subir no terraço é uma experiência muito interessante!  

 

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A cidade é marcada por construções que remontam as duas grandes feiras que aconteceram por ali em 1929 e 1992. Particularmente encantadores são os pavilhões americanos da feira de 29, uma prova de que investimentos como este podem render frutos e turismo por muito tempo.

Mas os pavilhões da América Espanhola tem o “exotismo”  sul-americano , como este representante da Guatemala.

O maior monumento desta época é o pavilhão da Plaza de Espanha, um prédio de tijolos construído para ser provisório, assim como a Torre Eiffel, é hoje um dos cartões postais da cidade. Os bancos que circundam a praça dão uma aula de geografia espanhola além de colorirem ainda mais o ambiente.

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A gente enloquece com o comércio rico e diversificado de Sevilha. Um hotel bem interessante , Meliá Colón, é muito bem localizado quase ao lado do Corte Inglês, a maior loja de departamentos da Espanha. A decoração é em estilo Philip Stark , os quartos são amplo e claros e o atendimento bastante satisfatório.

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Alfonso XII 

Para ficar em um dos melhores hotéis do mundo e com uma história marcante , experimentem o Alfonso XII.

Mas nas ruas é que a “movida” acontece, é imperdível sentar num café e ver a população local na sua rotina de compras e tapas. Não se assustem , ninguém recorre a violência gratuita, os espanhóis saem a “tapear” quase todas as noites , isto é , passam de bar em bar tomando uma sangria ou uma cerveja Cruzcampo com um tira-gosto da casa.

Para escolher um destes locais coloridos e típicos minha dica é a rua Mateos Gago, bem em frente a Giralda , no bairro de Santa Cruz. Em poucos metros estão mais de quinze bares e restaurantes que fazem a festa do olhar e do paladar.

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Os restaurantes de Triana, do outro lado do rio Guadalquivir também são uma boa idéia para o ritual sevilhano. Por lá o clima é mais familiar e se pode sentir a cidade como vivem os sevilhanos.

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Ponte de Triana

 

Muito interessante e escondido é o museu de cerâmica em Triana. Uma obra que a arquitetura desenhou.

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Ahh, o flamenco! Existem vários tablados pela cidade, alguns mais ao estilo teatro outros mais intimistas. Nossa experiência foi no minúsculo Los Gallos, na Praça Santa Cruz, antigo bairro da Juderia. É um local tradicional que já teve bailarinos lançados ao estrelato nacional. Uma boa dica é o restaurante logo ao lado , La Albahaca, um ambiente mais refinado para um jantar a dois!

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A visita a Sevilha não está completa sem um calmo recorrido aos Alcazares Reais, antiga residência dos reis espanhóis. Aqui pode-se ver toda a influência dos árabes , a arquitetura é claramente uma releitura , ou melhor um mix de estilos. Aconselho a pegar um guia local para poder apreciar toda a riqueza deste complexo, cujos jardins fecham a visita com chave de ouro.

Não deixem de fazer um passeio pelas margens do Rio Guadalquivir! Pode ser a pé o de bicicleta, de dia ou de noite!  

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Suzdal, a pérola do Anel de Ouro na Rússia

25 de junho de 2018 2

 

Suzdal é a principal cidade do Anel de Ouro , circuito medieval partindo  de Moscou que inclui o Mosteiro de Sergiev Possad , Rostov e Yaroslav.

Além de uma infindável série de Igrejas e Mosteiros a cidade é famosa pelas casas de madeira colorida que tem janelas emolduradas por rendilhados esculpidos. 

 

A tradição local diz que esta molduras serviam para expulsar os maus espíritos.

Suzdal foi declarada  Patrimônio da Humanidade pela UNESCO em 1992, e o seu Kremlin, espécie de cidadela-fortaleza que data do século X, é um dos mais antigos conjuntos arquitetônicos do país. O Museu de Arquitetura em Madeira é um dos mais interessantes do país, foram trazidos do norte belos exemplares de construções que são mantidas na cidade.

Contando com menos de treze mil habitantes a cidade procura preservar seu  patrimônio, impedindo o crescimento desordenado e construíndo hotéis de madeira no velho estilo russo.

 

Aqui acontece anualmente, no dia 15 de julho, uma festa no mínimo curiosa: a Festa do Pepino. Considerada uma iguaria pelos russos, o pepino de Suzdal é o mais valorizado da região. Os habitantes da cidade costumam vender pepinos em conserva, retirados de suas hortas, como forma de reforçar o orçamento familiar.

Quando visitamos Suzdal, estava montado ali o set de filmagem de Ivan , o Terrível. Do mesmo realizador de Taxi-Blues, Pavel Louguine  aproveitava o clima medieval do local para remontar o século XVI , período onde se passa a história deste perverso czar. Ivan é reconhecido por ter unificado a Rússia após a era das invasões mongóis e era uma das inspiração de Josef Stálin.

Mas é o ambiente idílico que mais encanta em Suzdal, é quando olhamos em volta e  sentimos uma atmosfera banhada em nostalgia, onde o tempo de sofrimento do período soviético parece não ter tocado.

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 Vejam como este mundo é pequeno. Esta mensagem acabamos de receber do Ariovaldo Leite da Silva sobre esta foto acima:

Se não tivesse acontecido comigo jamais acreditaria. Uma coincidência desta jamais tive noticia: Há cerca de 6 anos, em Suzdal na Rússia, numa rua longe da rota turística, paramos o carro por um motivo qualquer e do outro lado da calçada esta mulher saiu na janela e a fotografei. Hoje, fui dar uma olhada na página Viajando com arte e dei com esta imagem que foi tomada por um turista brasileiro na Rússia, talvez por conta da Copa. Fiz a comparação e vi que se trata da mesma janela, mesma senhora ( meu primo é perito e constatou) Dá para acreditar que num país imenso como a Rússia, passamos na mesma rua e tiramos a mesma foto e que a dele eu tenha encontrado casualmente na net? Isto é incrível….”

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Uma tradição mantida no inteiror é o chá servido em samovar com rosquinhas, mais bonitinho quando vem uma moça vestida a caráter.

 

 

Se você gostou deste post e curte dicas de viagem, arte, restaurantes e afins, visite nosso site:

 www.viajandocomarte.com.br

 

Mykonos agreste, uma grata surpresa

06 de junho de 2018 0

Todo mundo já ouviu falar de Mykonos, a fama de ilha gay, praias com muita festa e noite cheia de baladas esta espalhada pelo mundo. Mas depois de 15 anos voltei a Mykonos e para meu deleite descobri que além de tudo isto a ilha ainda mantém recantos de natureza preservada e praias paradisíacas.

Nos hospedamos em Psarou , uma praia que fica bem próxima a vila de Chora  (Hora) , centro urbano mais importante. É uma praia pequena e muito gostosa , o Mykonos Blue é tudo aquilo que esperamos de um hotel charmoso e bem atendido , com todo o conforto e muito mais, uma dica valiosa de minha amiga Flávia Alvarez!

A recepção do Mykonos Blue tem  charmosso burrinhos azuis

A piscina do hotel  com o mar azul ao fundo, blue em todos os lados!

Praia de Psarou ao entardecer.

As praias Paradise e Super Paradise continuam sendo  point , com recantos de nudismo e som nos paradores . Elia é mais família, um local charmoso com boa estrutura e esportes náuticos.

Super Paradise

Jeep alugado, indispensável para descobrir a ilha

 Mas foi no norte de Mykonos que nos surpreendemos com praias totalmente preservadas , sem construções e nem paradores com seu muitos guarda-sóis. Ftelia intocada e fica no fundo de uma grande baía, quase totalmente livre de cosntruções e com poucos frequentadores.

Ftelia , uma paraíso quase intocado ao norte de Mykonos

Agios Sostis é uma graça, tem uma pequena baía separada por pedras onde descobrimos o parador do Kiki, um restaurante bem simples onde o próprio Kiki faz na grelha todos os tipos de calamares , peixes e lulas com um visual de matar de inveja qualquer outro parador de beira de praia. O único problema do norte da ilha é o vento , em dias muito ventosos não é muito recomendável.

Agios Sostis

 

Entre um prato e outro vai um banho de mar

Enquanto Kiki prepara tudo na grelha.

Uma amostra do ambiente de Chora, no próximo post o charme “urbano” de Mykonos

 

Rússia um panorama : Moscou , San Petersburgo e o Anel de Ouro

08 de maio de 2018 2

 Neste prenúncio de Copa do Mundo várias pessoas tem nos pedido dicas da Rússia, país que já constou em nossos roteiros por diversas vezes. Difícil escolher , na verdade , difícil excluir alguma coisa! Vou tentar fazer um resumo de algumas das melhores atrações pelo país, para uma primeira visita de reconhecimento! 

Palácio de Tsarskoe Selo

A cultura russa é antiga mas acima de tudo tem uma riqueza e violência que não encontra paralelo. Nada por aqui é mediano , tudo é intenso e forte, a literatura fala de sentimentos atávicos como nenhuma outra, a arte pictórica inova e enfrenta sem concessões e a história é uma sucessão de tragédias seguindo o fio condutor de uma povo que tem na resiliência sua marca.

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A viagem pode começar em São Petersburgo, cidade que faz jus ao título de “Rússia com Arte”. Uma cidade repleta de história e simbolismo, mas que ainda conserva um ar meio decadente , principalmente se comparada a Moscou, mas que está caminhando rapidamente em busca de restaurar a antiga grandeza.

Museu Hermitage

No século XVIII, sob a dinastia dos Romanov, Pedro, o Grande vai construir uma nova capital e abrir uma janela para o Ocidente. Este Czar queria tirar a Rússia de seu atraso milenar e busca na Europa a inspiração para as reformas. São Petersburgo surge às margens do Mar Báltico como uma legítima capital européia, cercada de canais o que lhe valeram o título de “Veneza do Norte”. Ela não é uma cópia de outra cidade europeia , mas um resumo do que há de melhor em todas.

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Igreja do Sangue Derramado

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Rio Neva em San Petersburgo

O Hermitage, misto de palácio e museu, ainda tem janelas abertas com o sol batendo sobre telas de Reembrandt e Matisse, no entanto seu luxo imperial nos dá a sensação de que os palácios franceses são simples casas de campo. Ele foi construído por Catarina, a Grande, herdeira de Pedro, para tornar-se sua moradia nos meses mais frios,  por isto ser conhecido também como Palácio de Inverno. Guarda tesouros da arte ocidental , de Românticos a Impressionistas, de Neoclássicos a Barrocos.

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Mas para os apreciadores de arte o Museu Russo é uma visita imperdível, quase sempre vazio em contraste com as hordas de turistas que lotam o Hermitage. Aqui se encontra o âmago da alma russa , contado em quadros e imagens que captam  com maestria técnica e sensibilidade uma riqueza  ainda muito desconhecida pelo Ocidente.

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Museu Russo

Hermitage

Nos arredores da cidade de St Petersburgo  os Palácios de Verão de Peterhoff e Tsarskoe Selo são insuperáveis no colorido do Barroco Russo e no bailado das fontes e jardins. Aqui o trabalho de restauração está completo e o esplendor  e riqueza são testemunhos de um passado de luxo e ostentação.

Peterhof

Peterhof foi o primeiro palácio construído por Pedro , o Grande às margens do Golfo da Finlândia.  Apesar de todos os esforços, nada impediu que as tropas nazistas se instalassem em Peterhof durante a II Grande Guerra , em 1941, onde permaneceram até Janeiro 1944. Foi ali que prepararam  o longo cerco de Leningrado. As forças ocupantes do exército alemão provocaram grandes destruições:  o Grande Palácio foi pilhado e incendiado , obras destruídas e o parque depredado. Felizmente, pouco depois do fim da guerra foi iniciado um minucioso programa de restauro que conseguiu restituir ao conjunto o seu aspecto primitivo.

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Monplaisir primeira residência de Pedro em Peterhof

Peterhof é uma verdadeira joia da arte e da arquitetura russas, que vai muito para além do Grande Palácio. Na verdade, o conjunto é formado por mais dezenove outros palacetes, vilas e mais de 120 fontes espalhados pelo parque de mil hectares.

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Fontes de Peterhof

Tsarskoye Selo é o auge do estilo Rococó Russo, uma escultura que parece um bolo de açúcar em detalhes e cores. Foram usados mais de 100 kg de ouro para dourar a sofisticada fachada e suas numerosas estátuas .

 

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Construído pela Imperatriz Catarina , a Grande e por sua sucessora,  como palácio de verão da Dinastia Romanov. Quando as forças militares germânicas recuaram depois do Cerco de Leningrado, destruíram intencionalmente a residência, deixando, apenas, a carcaça do palácio para trás. Antes da Segunda Guerra Mundial, os arquivistas russos tinham removido plantas e desenhos do palácio , o que se mostrou fundamental na reconstrução do pós guerra.

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O país mais uma vez tenta se abrir para o Ocidente e apagar o passado, um paradoxo que se perpetua na sua história e que fica claramente representado no seu brasão imperial que adota a Águia Bicéfala

 

Em torno do século X um monge Bizantino, Cirilo, fez uma peregrinação  para converter este povo, eslavo e pagão, ao cristianismo e por esta razão hoje o alfabeto russo chama-se cirílico e multiplicam-se igrejas cristãs ortodoxas cuja característica mais marcante são as cúpulas em formato de bulbo de cebola.

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Dos séculos XI e XII, datam as cidades do chamado Anel de Ouro, um circuito medieval que circunda a capital, Moscou, e que nos faz viajar no tempo e apreciar um panorama que mescla a natureza exuberante e construções multicoloridas. Suzdal encanta com suas casas de madeira e seu Kremlin, fortaleza cujas cúpulas azuis com estrelas douradas representam a Virgem, adorada no país.

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Vladimir foi a mais antiga capital do Principado de Moscou e guarda vestígios deste florescimento. Yaroslavl e Kostroma são cidades maiores onde se pode vislumbrar mercados do século XIX em pleno funcionamento, além de uma atmosfera retrô com muitas características do período soviético.

Mas é em Sergiev Possad que está o mosteiro mais importante para a fé ortodoxa russa e o principal centro de peregrinação do país, onde a arquitetura e a fé dão um espetáculo de grandeza.

Sergiev Possad

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Depois de um período de invasões dos mongóis no século XIII, foi  Ivan IV, mais conhecido por Ivan, o Terrível, que expulsou os invasores e reunificou a Rússia a partir de Moscou. Um dos maiores emblemas russos, a Catedral de São Basílio em Moscou, foi construída por Ivan em comemoração a conquista de Kazan, uma possessão mongol. Ela situa-se na Praça Vermelha, cujo nome não faz referência ao período comunista , mas sim a uma tradição muito mais antiga de denominar “vermelho” o mais belo , importante e honroso local.

Praça Vermelha

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Moscou guarda características orientais muito marcantes, além da monumentalidade devida ao período soviético. O Kremlin, centro do poder político e religioso, abriga o Museu da Armeria onde podemos ver as jóias da coroa russa, os ovos Fabergé e vestimentas imperiais, uma riqueza que contrasta com a pobreza e simplicidade do povo. Mas a Rússia é um país de contrastes!

Kremlin

O Museu da II Guerra Mundial situa-se num parque que, por si só, já vale a visita. Mas é um passeio muito ilustrativo para percebermos os sacrifícios e a importância deste povo para a vitória dos Aliados na II Guerra Mundial, chamada por eles de “Guerra Pátria”.

Para os turistas desavisados uma dica, não deixem de visitar a Galeria Tretyakov, um museu de arte russa que não pode faltar numa visita a Moscou e que normalmente não consta nos roteiros tradicionais. A arte russa é um capítulo à parte e uma lástima ser tão desconhecida no Ocidente!

 Galeria Tretyakov

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Viagem "Russia com Arte" - Agosto de 2017

14 de fevereiro de 2017 10

Russia

 http://www.portobrasil.com.br/russia

A paixão pela cultura russa tornou este destino obrigatório. Criar intimidade com os cenários de Tolstoy e Dostoievsky nas noites brancas de São Petersburgo, descobrir os bosques do Anel de Ouro com suas dachas de verão e finalizar na pulsante e cosmopolita Moscou.

Roteiro

Moscou, Yaroslavl, Suzdal, São Petersburgo
17 a 28 de Agosto de 2017

* Acompanhamento especializado de Clarisse Linhares
* Acompanhamento técnico de Ana Claudia Costa
* Visita privada ao Hermitage
* 11 refeições inclusas, entre elas os restaurantes Turandot, Clube dos Escritores, Literary Cafe entre outros.
* Passeio de barco pelo Volga, vendo as cúpulas de Yaroslavl.
* Hospedagem nos incríveis Ararat Park Hyatt  em Moscou e  Belmond Grand Hotel Europe em San Petersburgo

 

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Mostiers Sainte Marie, um lugar para amar!

30 de novembro de 2016 0

Moustiers Sainte Marie, uma da cidadezinhas mais lindas no caminho entre a Provence e a Cote d’azur.

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Fica ao lado do belíssimo Lago St Croix, nas impressionantes Gorges du Verdon.

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Gorges du Verdon


Envolta em mitos uma pequena aldeia encravada entre penhascos com uma estrela instalada no alto. Reza a lenda que a estrela, foi pendurada por um cavaleiro capturado pelos sarracenos no século XII. Ele teria prometido que, se voltasse vivo à sua cidade natal, Moustiers, penduraria uma estrela e suas correntes em homenagem à Virgem Maria.

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A cidade é perfeita para servir de base para explorar as Gorges du Verdon e descobrir a grande beleza da região. É a cidade da faiança, com vários atieliers e galerias.

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Uma aldeia muito pitoresca e com bons restaurantes.


Moustiers está no roteiro Provence que o Viajando com Arte fará em maio/2017