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Posts na categoria "Alemanha"

Heidelberg , meca de estudantes na Alemanha

10 de abril de 2013 2

Prisão de estudantes

 Heidelberg é daquelas cidades que a gente , aqui destas terras tropicais, imagine somente existir em livros de história infantil. As margens do rio Neckar ela é um mosaico de ruelas e casas renascentistas e dominada pelo Castelo de Heidelberg na colina.

 

Em posição dominante sobre o rio, o primitivo castelo medieval adquiriu a forma actual a partir de 1550. serviu como residência dos Príncipes até à guerra contra a França, quando foi destruído pelos soldados de Luís XIV. Depois disso viria a ser restaurado apenas parcialmente.

As luzes do Castelo só são acesas três vezes por ano, no primeiro sábado de junho , julho e agosto, quando a cidade entra em festa !

Ficamos no Hotel Hollander , bem em frente a ponte , um lugar simpático e simples mas com uma bela tarifa tendo em vista a localização, € 110,00.

O babuíno com espelho também fica bem aqui na frente , uma obrigação tirar uma fotinho com ele!

Assim como o castelo , a maioria dos prédios medievais da cidade foram destruídos nesta época e a cidade adquiriu sua feição renascentista atual, sendo totalmente genuína por não ter sido bombardeada na II Guerra, é sede de uma base militar americana.

Este é o único prédio remanescente do período medieval

Sua Universidade é das mais antigas do país, dá ênfase à pesquisa e por ela passaram 55 ganhadores do Prêmio Nobel. Da saudade passear pelas ruas e ver tanta gente jovem , a maioria em duas rodas, com pastas e material de estudos! Acho que é um lugar especial para buscar uma bela formação em mais de 100 especialidades!

Mas nem sempre foi um local de estudos democráticos, como atesta a prisão de estudantes que guarda nas paredes protestos em grafitis quase contemporâneos ,de estudantes detidos por delitos nem sempre bem justificados!

Uma das instituições locais são os cafés de cada facção estudantil!

Depois é perambular pela cidade, quem sabe alugar uma bicicleta e passear pelo Vale do Neckar que oferece paisagens deslumbrantes e outras belas cidades para desvendar!

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Ich Liebe Berlim !

28 de novembro de 2012 8

A Sabrina é uma leitora e amiga aqui do Viajando com Arte, ela morou uns tempos em Paris e viajou pra caramba por todos os cantos da Europa. Este post já estava prometido há tempos, demorou mas valeu a pena, a descrição dela sobre a cidade de Berlim está show!!! Confiram:

  

 

Cheguei em Berlim com muitas expectativas, pois sempre ouvi de todos os meus amigos que já visitaram que era uma cidade especial. Bom, eu posso acrescentar mais milhões de adjetivos à Berlim, pois na minha opinião é a cidade mais show de toda Europa!!!

Berlim é historia pura! Mas o que eu mais gostei na verdade talvez eu nem consiga explicar... foi a “ambiance” (como dizem os franceses)... a atmosfera da cidade.

Ha muita coisa para se ver e visitar, entre elas:

A igreja Kaiser Wilhelm-Gedächtniskirche, destruída em 1943 durante um bombardeio na Segunda Guerra Mundial. Depois da guerra os destroços foram removidos, e foi construído uma parte nova e moderna, que hoje é também um memorial. As suas ruínas impõem um respeito inexplicável. Como se a gente pudesse ver um pouco dos horrores da guerra alí na nossa frente.

  

  

  

  

  

A praça Gendarmenmarkt - Pela majestade dos seus edifícios e a sua simetria, é considerado como o exemplo mais belo da arquitetura néo-classica em Berlim e também o "square" mais bonito da Europa. Os franceses construíram a catedral da direita e os alemães com inveja construíram a da esquerda!

                                                    

 

 

Berliner Dom, a catedral, simplesmente o "monumento" mais maravilhoso de todos! Eu comprei um postal que é uma foto da catedral bombardeada na guerra. Impressionante!

 

 

 

Na verdade eu achei isso de praticamente tudo ter sido destruido durante a guerra muito impressionante. A gente sabe que foi assim, ouve, pensa e imagina, mas quando se esta em Berlim é que se tem uma verdadeira idéia de tudo isso. Em Berlim de cada 10 prédios 6 foram completamente destruidos e 3 danificados, ou seja... so restava 1 inteiro. E hoje a cidade esta la, linda e imponente, tudo reconstruido, renovado, remodelado. Realmente impressionante.

 

 

 

Berlim também é uma cidade democratica que propicia o acesso a informação a todos. Pelo menos eu achei. Eles não escondem o que aconteceu. Esta la exposto a céu aberto e de graça, pra todo mundo ver. Eu soube que foi bem dificil para os alemães se orgulharem da sua nacionalidade depois dos horrores do holocausto. Em ocasiões como jogos, olimpiadas e etc era bem dificil de ver alguém com a camiseta da Alemanha ou com bandeiras asteadas. Faz muito pouco tempo que eles conseguiram superar o trauma. Superaram mas não esqueceram, o que é importante!

 

Dentre os museus a céu aberto esta o famoso Check Point Charlie - um dos postos militar entre a Alemanha Ocidental e a Alemanha Oriental durante a Guerra Fria. Na foto a representação de um soldado soviético que controlava a entrada para o lado oriental. Checkpoint Charlie se tornou um símbolo da Guerra Fria, representando a separação do leste e oeste, e — para alguns alemães orientais — uma estrada para a liberdade. Da até pra carimbar o passaporte com um "visto". Custa 1 Euro, é claro!

 

 

 

 

 

 

 

Tem também a exposição a céu aberto e gratuita - Topografia do Terror - que conta a história do Nazismo. A exposição fica no terreno onde antigamente se situava os principais prédios do regime nazista. Neste lugar está sendo construído um museu que abrigará a exposição.

 

 

 

O controverso "Memorial aos Judeus Mortos da Europa " - Imponente e tocante. Eu “gostei” muito do museu, mas tu sai de la mal. Não é recomendado para pessoas muito sensiveis!

"It happened, therefore it can happen again: this is the core of what we have to say. It hapen, and it can happen everywhere." Primo Levi, sobrevivente do holocausto.

 

 

 

A "East Side Gallery " - A maior extensão do muro reconstruída e conservada. Quase1 kilometro. Em 1990, 118 artistas de 21 países se encontraram no East Side Gallery para realizar a maior pintura a céu aberto do mundo. Eu achei impressionante ver o muro e saber de todas as historias que aconteceram naquela época... O surgimento do muro “da noite pro dia”, ele começou a ser construído em 13 de agosto de 1961, não respeitou casas, prédios ou ruas. Policiais e soldados da Alemanha Oriental impediam e até mesmo matavam quem tentasse ultrapassar o muro. Muitas famílias foram separadas e perderam o contato. O muro chegou a ser reforçado por quatro vezes. Possuía cercas elétricas e valas para dificultar a passagem. Havia cerca de 300 torres de vigilância com soldados preparados para atirar. As formas que a galera encontrava pra pular o muro, eram as mais diversas! Desde saltar das janelas de edificios que ficavam na margem, até se esconder em porta-malas, etc...

 

 

 

 

Ainda restam pelas ruas muitas placas como esta que indicam que ali existia o muro.

 

 

E hoje é possivel até levar pra casa um souvenir do muro!

 

 

 

 

A queda do muro não dependeu de nenhuma ordem oficial, apenas o desejo latente e cada vez maior de liberdade, união e reencontro, além do enfraquecimento dos regimes socialistas. Um mal-entendido em relação a um comunicado oficial do governo da Alemanha Oriental, somado às pressões políticas e sociais externas e internas, provocou a derrubada do Muro de Berlim. Na verdade Günter Schabowski, porta-voz do Politburo da Alemanha Oriental, recebeu do chefe do Partido Comunista o anúncio de que, no dia seguinte, iriam fornecer passaportes aos alemães para saírem. Mas, confuso, divulgou a notícia como se a concessão de passaportes – e a possibilidade de sair – fosse imediata. Isso provocou a multidão que foi as ruas e começou a pressionar. Os guardas sem saber o que fazer e sem orientação acabaram abrindo “as portas” do muro! E “vive la liberté”! Nos postais com fotos do momento da queda da pra se ver a alegria estampada nos rostos dos alemães!

 

 

 

 

 

Reunificada oficialmente em outubro de 90, a Alemanha rica e próspera luta ainda hoje para superar a desigualdade existente entre ossies (orientais) e wessies (ocidentais). Esses dias mesmo eu vi na TV que 3 em cada 5 alemães orientais nunca foram para o lado ocidental.

 

Eu também fiz um city tour de bike muito legal, durou 5 horas com direito a parada para o almoço num Biergarten! 

         

 

 

 

           

        

 

 

 

 

 

 

                    

 

Nada mais a dizer senão que Berlim é sem dúvidas a cidade mais show da Europa!

 

Sabrina Porcher - http://binaporcher.blogspot.com/

 

 

Rothenburg ob der Tauber, a mais genuína das cidades medievais alemãs

10 de agosto de 2012 6

"Rothenburg ob der Tauber" significa Fortaleza Vermelha acima do Tauber. A cidade datada de 950 é um dos melhores exemplos de uma cidade medieval , tão perfeita que já serviu de cenário para vários filmes , inclusive a cidade natal de Pinóquio. Falando em Natal , ela esta intimamente ligada a data , lá existem diversas lojas que vendem enfeites de Natal o ano inteiro e sua decoração em dezembro é famosa pelo mundo afora!

 

Eu estive por aqui nos anos 90, como fora minha primeira visita a uma cidade medieval tinha um certo receio de me decepcionar agora! Nada disto aconteceu, tudo está na mais perfeita ordem e chegar a Rothenburg pela Estrada Romântica tem um gostinho especial! A viagem no tempo é completa porque nada da parte mais nova é visto deste ângulo.

Fizemos um passeio de bicicleta pelas marges do Tauber ! É de tirar o fôlego em todos os sentido:  bucólico , romântico e físico , pois na subida de volta tem que se puxar ou então descer e empurrar a bicicleta, que foi o que nós fizemos. Mas valeu cada pingo de suor derramado, pois são caminhos que de carro não temos como seguir e quando vemos a idade do pessoal que anda por ali , não dá para questionar a possibilidade , dos 8 aos 80 anos !

Rothenburg teve um significado especial para a ideologia nazista. Para eles , a cidade era o epítome da cultura genuinamente germânica, a quintaessência do espírito alemão. Nos anos 1930s eram organizadas viagens regulares de todo o Reich para conhecer a cidade e seus habitantes , muitos simpáticos ao Nacional Socialismo, se consideravam "a mais germânica de todas as cidades alemãs". Em outubro de 1938, Rothenburg expulsou seus cidadãos judeus . 

Em 1945 , durante a II Guerra Mundial , soldados alemães protegiam a cidade. No dia 31 de março bombas foram jogadas sobre a cidade por 16 aviões , matando 39 pessoas e destruindo 306 casas, 6 prédios públicos e nove torres de vigia, além de 600 metros da muralha de proteção. O secretário americano da guerra conhecia a importância histórica do complexo e decidiu não usar artilharia na tomada de Rothenburg. O comando alemão local ignorou a ordem de Hitler de lutar até o final e se rendeu para salvar o que restara da destruição  Após a Guerra seus residentes rapidamente restauraram os estragos, doações para a reconstrução vieram de muitas partes. Nas paredes da muralha placas comemoram a reconstrução com os nomes e os países dos doadores  .

O doce mais encontrado pela cidade é o Scheneeballenkönig, o nome é um palavrão mas ele não passa de uma espécie de massinha frita , tipo calça-virada, que vem com diversas coberturas! Não é muito meu paladar, mas...

Sem querer acabamos repetindo o mesmo hotel de 20 anos atrás! O Romantik Markusturm é super bem localizado e tem um atendimento simpático, os quartos são diferentes entre si e decorados com móveis típicos ! Para mim foi bem divertido voltar e o preço bastante convidativo de € 110,00 com café da manhã.

Para me despedir , uma das tantas figuras encontradas nos prédios da cidade que mais uma vez me conquistou totalmente!

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Alemanha de bicicleta, já pensou? Parte I

28 de maio de 2012 29

 

Pois eu já e muito, sempre ouvia relatos de amigos que tinham feito roteiros na França, Toscana e aqui dentro eu pensava " putz eu ainda quero fazer isso!!" E fiz. Foi no verão europeu de 2011 . Na Alemanha, lugar perfeito para estrear esta categoria de aventuras, pois nada como um pais organizado, com toda infra estrutura para a gente constatar que 6 dias pedalando uma média de 60km por dia não só é muito tranquilo,  como a gente não precisa ser um super atleta pra fazer isso acreditem!

Comecei pesquisando na internet quais seriam os melhores lugares, e a Alemanha me acenava com um circuito de 6 dias margeando os rios Danúnio e Altmul, numa área que me pareceu ter muita floresta e cidadezinhas medievais no percurso.

Cruzamos o Rio Danúbio várias vezes, ele nos acompanhou em quase todo o trajeto.

Agora vou dizer para vocês que acabei fazendo tudo por uma companhia californiana a Bike tours http://www.biketoursdirect.com/ eles tem centenas de opções de tours por vários lugares do mundo. No nosso caso eles na verdade contrataram os serviços de um empresa alemã a  Radweg Reisen http://www.radweg-service.com/startpage.html , que faz tours na Alemanha de acordo com o seu perfil, então se você quiser, pode entrar em contato direto com a empresa alemã.

O tour que acabei escolhendo foi este: http://www.biketoursdirect.com//?location=tourdetail&tid=17&searching=yes - por várias razões, eram 6 dias, um nivel bom pra começar, sem muitas subidas, numa região linda e o preço muito razoável uma média de 600 euros por pessoa com 7 diárias em hoteis 3 e 4 estrelas, aluguel das bikes e vouchers para algumas atrações.

Nosso tour foi perfeito! Sério não poderia ter sido mais de acordo com a nossa expectativa. Vou contar pra vocês, primeiro ele era self guided, ou seja eramos nós conosco mesmo, não havia guia, nem outras pessoas, nosso único compromisso era o de deixar as malas até as 9h da manhã na portaria do hotel para que eles levassem até o nosso próximo destino.No mais, éramos donos do nosso tempo, parávamos  quando a fome ou a sede ou simplesmente a vista linda do Danúbio exigia uma foto.

É uma viagem perfeita pra fazer com a familia, com os filhos mais crescidinhos, é uma vivência do lugar sem precedentes.

Nosso ponto de partida foi a cidade de Regensburg. Imaginem, verão, dia longo. Tivemos a sorte de estar lá na data de uma festa enorme bienal que eles comemoram a entrada do verão, mais ou menos o mesmo espirito da festa da musica na França. Bancas de comidas, muito chope e bandas de música espalhadas por toda a cidade. Bah! Eu pensei , isto só pode ser um aviso que não vou morrer de exaustão no primeiro dia...

Grande festa bienal em Regensburg  para comemorar a entrada do verão.

A festa começa na sexta e só termina no domingo, bandas de música se apresentam por toda a cidade.

É gente eu estava com medo de não aguentar o tirão, e neste tour não tinha aquela moleza que se você cansou eles vem e te levam na van, nã, nã nã, achou que era atleta? Agora guenta!!!

Saindo de Regensburg em direção a Bad Gogging, passamos por várias cidadezinhas.

Saímos de Regensburg sem falar com uma única pessoa, alguém deixou no nosso hotel as bicicletas, já com as alturas e pesos de cada um de nós devidamente ajustadas ( ah este mundo virtual existe mesmo!!) mapas, guias, lista de hotéis reservados no percurso e um refinamento: vouchers incluidos no nosso pacote de trechos de barco, visita ao castelo, caverna, enfim as atrações que nos esperavam.

Passamos no meio de algumas florestas, onde a qualquer momento poderia surgir uma fada ou quem sabe um gnomo..

E por muitos trigais dourados e lavouras

Bueno, lá fomos nós: Eu, Paulinho, Victoria (minha filha que mora na França) Johan ( namorido) e Luisa ( amiga das indiadas). Saimos num dia de verão alemão, ou seja céu pesado de nuvens, nada animador, mas mesmo assim, me rendi à paisagem, e como sempre faço, agradeci a seja lá quem for o responsavel de estar lá.

Muitas paradas hidráulicas  para registrar os belíssimos cenários que se apresentavam

Quase 70% do tempo fomos pedalando ao lado do rio Danúbio, quase sempre por ciclovias ou pequenas estradinhas de terra, os jardins, os trigais, as várias plantações que passamos ao longo do percurso, foram a melhor maneira de conviver com este pais.

Isto que nós nem éramos profissionais do pedal, eles vão de capacete, roupinha de ciclista, nosso máximo de aparato foi comprar aquelas bermudas estofadinhas e confesso elas foram ouro!!! No mais fomos de bermuda, boné e uma mochila com bikini, protetor solar, câmera fotográfica, uma capinha de chuva e só.

Outra razão por ter escolhido a Alemanha foi porque eu estava com muita saudades de comer uma boa bratwurst com cerveja bem gelada. No  nosso  primeiro almoço não deu outra, foi a primeira de muitas, e o que é melhor, sem culpa!!! Pois pedalando o dia inteiro eu tinha muitos créditos para comer e beber!!!

Muitos lugares simpáticos para parar ao longo do percurso, onde a gente encontra com outros ciclistas.

Olhem só que maravilha! Salsichas de todos os tamanhos e paladares, um paraíso!

No segundo dia nosso destino era a cidade universitária de Eichstatt e já tinha esquentado bastante, então fizemos uma parada estratégica para tomar um banho de rio, coisa que eu não fazia desde que era criança.

Banho de rio no Danúbio.

Cidadezinhas que mais pareciam de bonecas, tudo é muito cuidado, limpo e charmoso.

Foi no final do dia quando chegamos em Neuburg, que tivemos uma das boas surpresas desta viagem, minha sensação era que havíamos entrado dentro de um cenário de filme. Esta estória eu vou contar da parte II. Aguardem pessoal!

Auf wiedersehen!!!

 

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Alemanha de bicicleta, já pensou? Parte II

08 de setembro de 2011 13

Para aqueles que não leram a Parte I do roteiro eu peço um pouquinho de paciência e aconselho que dêem uma olhada no linck aqui para poder entender bem a viagem.

http://wp.clicrbs.com.br/viajandocomarte/2011/08/30/alemanha-de-bicicleta-ja-pensou-parte-i/?topo=77,1,1,,,77

Feito isso vamos continuar com  as nossas andanças de bicicleta pela Bavária, que é uma região lindíssima no sul da Alemanha.

Depois de pedalar por um caminho sombreado pela floresta, onde passamos por um castelo, chegamos a cidade de Neuburg à tardinha, mas ainda com sol alto.

Chegando em Neuburg

Os hotéis foram todos selecionados pela companhia Bike tours com quem fechamos o pacote,  em média 3 estrelas, e principalmente bem localizados.

Nosso hotel em Neuburg

A grande vantagem de fazer este passeio no verão, é que mesmo tendo em média 60km para percorrer por dia, com os dias longos a viagem rende muito, teve um dia que alcançamos nosso destino as 4h da tarde, o que na Europa no verão significa ainda muitas horas de dia para aproveitar. Nosso esquema era chegar dar uma descansadinha, e sair para conhecer a cidade. E foi o que fizemos aqui em Neuburg, mas antes, fizemos uma parada estratégica para aplacar a sede, e começamos a perceber uns personagens muito diferentes pela cidade.

Parada estratégica na chegada.

 

Ops! Pessoas muito diferentes começaram a desfilar pelas ruas da cidade, vinham de todas as direções num movimento febril e todas se dirigiam para um mesmo lugar, começamos a nos perguntar se tinhamos bebido cervejas a mais da conta...

Quando chegamos no hotel tudo foi esclarecido e a sorte parecia nos acompanhar, pois estava acontecendo justamente naquele dia a grande festa medieval/ renascentista da cidade. Eles fecham o centro histórico da cidade, que fica no alto, e lá montam como que um cenário de filme para nos transportar no tempo.

A organização é alemã, ou seja - perfeita! A idéia era que eu estava no século XV e que a qualquer minuto poderia deparar com o próprio Durer!!!

Entrada da festa, no centro histórico de Neuburg

 

A produção das crianças é um capítulo a parte, parecem saidas de um filme do Rei Arthur.

Bandas, bobos da corte, muitos jogos da época reproduzidos com as pessoas brincando participando.

Carrocel puxado pelo muque do homem.

Olhem só os tipos que andavam por lá.

A noite foi chegando e depois de fazer um boa refeição nas muitas barraquinhas de comida voltamos ao hotel, pois no dia seguinte mais estrada nos esperava

Pegamos a estrada cedinho, e logo percebemos que hoje o calor ia pegar, paramos num super mercadinho no caminho e compramos tudo para um farto piquenique no caminho.

lavouras de batatas floridas no caminho.

Piquenique é um programa obrigatório, tem muitos lugares na rota pra você escolher.

Depois de Bad Gogging, NeuburgEichstatt, nosso último destino antes de voltar a Regensburg era a cidadezinha de Riedenburg, para chegarmos lá depois de pedalar a média do dia, eles colocaram um trecho de barco, o que foi uma delicia, pois depois de pedalar uma boa parte do dia pudemos desfrutar na paisagem do deck do barco.

Trecho de barco incluido no passeio até a cidadezinha de Riedenburg.

Riedenburg é uma cidadezinha medieval com 5 mil habitantes, muito linda, na margem do rio Altmuhl.

Riedenburg

Para a nossa sorte o melhor restaurante era o próprio do nosso hotel.

E aí já viu né? Ir a Alemanha e não comer uma boa Apfelstrudel é imperdoável!

Na terceira e última parte da minha "saga" de bicicleta pela Alemanha, vou mostrar um castelo lindíssimo que visitamos, uma caverna de eslactites, mais algumas paisagens bacanas neste passeio que eu super aconselho a todos a experimentar !