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Posts na categoria "Andaluzia"

Alhambra : na Espanha como os árabes

23 de abril de 2013 0

A Espanha foi dominada pelos árabes por mais de 700 anos e em Granada , na Andaluzia, podemos ver o mais bem conservado exemplo de arquitetura moura presente na Europa. O Alhambra , a Vermelha em árabe, é uma fortaleza -palácio em formato de cidadela construída com luxo e requinte principalmente em seu interior.

Alhambra

A maior parte do complexo foi construído, principalmente, entre 1248 e 1354, no reino Nasrida , sendo um local onde os artistas e intelectuais procuravam refúgio no decurso das vitórias cristãs por todo o  Al Andalus, como os árabes chamavam a atual região da Andaluzia. Mistura elementos naturais com outros feitos pela mão do homem, sendo um testemunho da habilidade dos artesãos muçulmanos da época.

Quando os Reis Católicos, Isabel e Fernando, conquistaram o Reino de Granada, expulsaram o último califa, o qual ficou muito triste por ter perdido o que chamava de "o Paraíso Terrestre". Diz a lenda que o monarca teria chorado diante de sua mãe enquanto se afastava da cidade e que esta lhe teria dito:"não chora como uma mulher, o que não soubeste defender como um homem". No caminho até à costa granadina existe um porto de montanha chamado "El Suspiro del Moro", nome que se obteve desta lenda, já que deste ponto se pode observar toda a cidadela de Alhambra.

Palácio dos Arrayanes

Alhambra é dividida em 2 setores, o Generalife onde localizam-se os jardins e o Palácio Násrida com estrutura posteriores construídas pelos reis católicos que reconquistaram a região em 1492. No Generalife as construções são mais abertas , era onde a corte vivia durante o verão escaldante do sul da Espanha. É totalmente cercada por nascentes e fontes , dando uma sensação de frescor.

Poetas mouros descrevem o Alhambra como "uma pérola encrustrada em esmeraldas", em alusão à cor dos seus edifícios e à dos bosques que os rodeiam.

O seu elemento mais ocidental é a alcazaba (cidadela); uma posição  fortificada de proteção. O resto do planalto compreende vários palácios, cercados por uma muralha defensiva relativamente fraca, flanqueada por 13 torres, algumas defensivas e outras destinadas a providenciar vistas panorâmicas para os seus habitantes. O bairro de Albaizin, que fica logo abaixo , é uma verdadeira medina árabe encravada em plena Espanha, uma delícia caminhar em suas ladeiras e descobrir lojinhas e pequenos recantos.

No Albaizin ficam os famosos restaurantes Carmen, com jardins particulares  e vistas deslumbrantes do Alhambra. Nós aproveitamos a tarde ensolarada e almoçamos no Carmen de Mirador de Moraima.

Para Hospedagem no centro de Granada a dica é o AC  Hotel Palácio de Santa Paula, maravilhoso convento remodelado e muito bem localizado. http://www.espanol.marriott.com/hotels/travel/grxpa-ac-palacio-de-santa-paula-autograph-collection/

Uma dica muito importante é fazer a reserva para a visita ao Alhambra , sem a qual não é permitida a entrada no Harém e partes do Palácio Násrida. http://www.alhambradegranada.org/es/info/ventadeentradasalhambra.asp

Tapeadas Sevilhanas

07 de janeiro de 2011 7

 

Sevilha é a capital da Andaluzia, região no sul da Espanha que guarda mais fortemente a herança da dominação moura de quase 700 anos! Uma jóia arquitetõnica que mescla elementos de várias culturas e tem na sua catedral e no Alcazar dos Reis Católicos os dois maiores tesouros.

A Catedral está localizada onde no período Mouro estava a Mesquita , uma lástima não terem deixado este registro! O único resquício da  construção religiosa é a famosa Torre da Giralda , atual emblema da cidade, e que era o antigo minarete de onde os fiéis eram chamados para a reza.

 

 

Sevilha é a cidade andaluza de que mais gosto! Ela não é tão pequena e turística como Córdoba mas também é uma cidade que se domina facilmente e tem um vida noturna pulsante. Desde minha última visita em 2002 notei que muitas coisas mudaram , o centro histórico ou Bairro de Santa Cruz mantém intacto seu legado mas a modernidade dos arquitetos espanhóis aparece em novas construções.

A cidade é marcada por construções que remontam as duas grandes feiras que aconteceram por ali em 1929 e 1992. Particularmente encantadores são os pavilhões americanos da feira de 29, uma prova de que investimentos como este podem render frutos e turismo por muito tempo.

Mas os pavilhões da América Espanhola tem o "exotismo"  sul-americano , como este representante da Guatemala.

O maior monumento desta época é o pavilhão da Plaza de Espanha, um prédio de tijolos construído para ser provisório, assim como a Torre Eiffel, é hoje um dos cartões postais da cidade. Os bancos que circundam a praça dão uma aula de geografia espanhola além de colorirem ainda mais o ambiente.

 

 

A gente enloquece com o comércio rico e diversificado de Sevilha. Nosso hotel , Meliá Colón, é muito bem localizado quase ao lado do Corte Inglês, a maior loja de departamentos da Espanha. A decoração é em estilo Philip Stark , os quartos são amplo e claros e o atendimento bastante satisfatório.

Os quartos tem as portas decoradas com recortes de quadros de pintores da Escola Sevilhana separados por épocas em cada andar, uma aula de História da Arte Espanhola.

Mas nas ruas é que a "movida" acontece, é imperdível sentar num café e ver a população local na sua rotina de compras e tapas. Não se assustem , ninguém recorre a violência gratuita, os espanhóis saem a "tapear" quase todas as noites , isto é , passam de bar em bar tomando uma sangria ou uma cerveja Cruzcampo com um tira-gosto da casa.

Para escolher um destes locais coloridos e típicos minha dica é a rua Mateos Gago, bem em frente a Giralda , no bairro de Santa Cruz. Em poucos metros estão mais de quinze bares e restaurantes que fazem a festa do olhar e do paladar.

 

 

Os restaurantes de Triana, do outro lado do rio Guadalquivir também são uma boa idéia para o ritual sevilhano.

Não deixe de assistir a um show de tablado flamenco. Uma mistura de música árabe e dança cigana como tempero andaluz.  As lojas com a indumentária são uma tentação! Tudo muito colorido e enfeitado, mas por aqui sem muita utilidade, a não ser nas festas à fantasia. Os sapatinho petipoá são um doce.

Existem vários tablados pela cidade, alguns mais ao estilo teatro outros mais intimistas. Nossa experiência foi no minúsculo Los Gallos, na Praça Santa Cruz, antigo bairro da Juderia. É um local tradicional que já teve bailarinos lançados ao estrelato nacional. Uma boa dica é o restaurante logo ao lado , La Albahaca, um ambiente mais refinado para um jantar a dois!

A visita a Sevilha não está completa sem um calmo recorrido aos Alcazares Reais, antiga residência dos reis espanhóis. Aqui pode-se ver toda a influência dos árabes , a arquitetura é claramente uma releitura , ou melhor um mix de estilos. Aconselho a pegar um guia local para poder apreciar toda a riqueza deste complexo, cujos jardins fecham a visita com chave de ouro.

Andaluzia - Seguindo os passos dos mouros

16 de novembro de 2009 1

Nosso primeiro destino na Espanha foi a cidade de Granada, a última cidade que ainda estava sob o dominio muçulmano, quando foi reconquistada pelos reis católicos em 1492.

Granada é uma cidade muito agradavel, não é grande demais e de quase todos os lugares podemos vislumbrar sob a montanha conhecida como La Sabika, a fabulosa fortaleza vermelha ou como é chamada  - a  Alhambra, que é uma das maiores atrações de toda a Andaluzia. A Alhambra é dos mais belos exemplos da arte Mudejar, interpretação que em solo espanhol foi feita da arte islâmica. Este palácio magnífico esteve praticamente esquecido do mundo por muitos séculos, foi redescoberto no século XIX por escritores como Washinton Irving, Victor Hugo, Alexandre Dumas, que cultuaram o lado exótico e romântico dos seus palácios e jardins. 

Depois da visita a Alhambra fomos almoçar num restaurante ótimo chamado Carmem de Moraima, dica de uma grande amiga e prima da Mylene, a Nani (Ariadne Geidel) , que mora em  Granada. Ela realmente conhece o lugar, pois além de ser super bem localizado no Albaicin ( fica no alto, de onde se tem uma visão privilegiada da Alhambra) a comida é maravilhosa, depois dos Tajines e cuscuz do Marrocos foi ótimo saborear uma boa Paella!

 

Esta era a linda vista da Alhambra que podemos desfrutar durante o almoço.

Saimos de Granada depois do almoço em direção a Córdoba que fica a uns 180km, chegamos lá à noitinha e a maioria achou melhor ficar no hotel descansando. Um pequeno grupo decidiu conhecer um pouco da vizinhança do hotel, bom já que estamos falando no hotel, este não pode passar despercebido, pois é lindo demais, bacana demais  ( aiii que antiguidade...) fantástico!!! Chama-se Hospes Palacio Del Bailio- http://www.hospes.com/es/hotel-cordoba-palacio-bailio/É uma mistura do antigo com o ultra moderno, ruínas romanas no subsolo do restaurante que tem o piso de vidro e fica iluminado à noite. Junto com objetos antigos convivem outros de puro design pós moderno, como pias em declive, banheiros que abrem as cortinas por sensor de presença, um espetáculo!

Esta é ponte romana de Córdoba, no fundo está a Catedral- Mesquita que foi iniciada no século VIII por Abderraman I sobre parte da antiga igreja visigótica que ficava neste mesmo lugar . A medida que os fiéis muçulmanos iam aumentando a mesquita foi sendo expandida e embelezada. Córdoba atingiu o seu apogeu de prosperidade no século X e enquanto a Europa vivia a obscuridade da Idade média, Córdoba era um importante centro difusor de cultura. Grandes filósofos árabes, judeus e muçulmanos conviviam aqui em harmonia, e mesmo depois da queda da cidade sob o poder dos católicos, em 1236, o legado muçulmano se fez sentir por muito tempo.