O último capítulo da saga de Luciano Terra em Budapeste
PALÁCIO REAL
Vindo-se do lado de Peste e tomando-se o funicular que sobe o morro do palácio chegamos ao portal de entrada do mesmo: o arco do palácio totalmente talhado em pedra branca e ferro forjado. Nele os símbolos da dinastia húngara são retratados e podemos ingressar na residência real.
Primeiramente construído no século XIV foi sofrendo as interferências de várias épocas até chegar no que é hoje: uma mistura de estilos. No seu interior hoje estão diversas galerias de arte e a visitação é aberta ao público. A vista do alto e de dentro do palácio é extremamente privilegiada e já vale a visita. Os jardins super cuidados e todas as esculturas que ornam seu interior e exterior vêm totalmente de encontro ao bom gosto europeu.
Contornando o palácio e entrando em seus pátios pode-se encontrar em um deles a mais bela fonte de Budapeste: a Fonte de Matias (Mátyás-kút).
Fonte de Matias
Todo o complexo do Palácio é fantástico e o melhor é perder-se por seus aposentos e pátios e ir descobrindo construções maravilhosas. Se estiver um dia de sol, contemplar Peste e sua beleza de um dos mirantes é algo inesquecível.
IGREJA DE MATIAS (MÁTHYÁS TEMPLOM)
Este templo tem seu nome devido ao grandioso rei dos húngaros Matias que mandou construir no século XV a torre mais esbelta que ainda hoje se destaca na construção. A mesma foi palco de muitas coroações de reis. O interior de caráter neogótico transmite um clima medieval, uma intimidade aconchegante.
Ao lado desse templo está uma das construções mais interessantes de Budapeste: o Bastião dos Pescadores.
Bastião dos Pescadores
BASTIÃO DOS PESCADORES (HALÁSZBÁSTYA)
Localizado no alto de um penhasco, ao lado do templo de Matias e de frente para o Danúbio, se encontra o complexo do Bastião dos Pescadores. Uma construç ão com um estilo que remete à idade média e que encanta seus visitantes, pela beleza e pela vista de praticamente toda a cidade.
Neste local há a estátua do fundador do estado Húngaro, o monumento a São Estevão. Primeiro rei húngaro deve-se a ele o cristianismo no país. Aqui o clima medieval é festejado e artistas fantasiados e com seus falcões nos remetem a séculos atrás. Um clima fantástico e totalmente bucólico.

Aproveite o momento e chegue perto de um dos mirantes, nele você poderá ver o sistema de radiais e bulevares do lado de Peste, as pontes do rio, a llha de Santa Margarita e bem a sua frente o Parlamento Húngaro. Uma vista totalmente fantástica. Aqui você entenderá a grandiosidade dessa cidade do leste europeu.
PARQUE DAS ESTÁTUAS
O que fazer quando se ganha a liberdade depois de tantos anos? Ignorar o passado e seguir em frente? Eliminar todos os vestígios dessa época de dor e opressão e viver como se nada tivesse acontecido? Não, em Budapeste foi um pouco diferente. Lá, ao invés de destruir todas as lembranças de um tempo que todos querem esquecer, foi criado um parque, afastado da cidade e sem nenhuma ostentação, para lembrar a todos o que realmente aconteceu no período de dominação comunista.
Tomando-se um ônibus no centro da cidade você consegue chegar ao subúrbio de Budapeste e se deparar com o “gigantismo” das estátuas comunistas. Vale a pena sempre lembrar que a mensagem que os soviéticos queriam passar era: estado grande, cidadão pequeno. Nada como mostrar ao cidadão a sua insignificância para ele acreditar que não é alguém e se submeter a todos os tipos de desmandos de um governo totalitarista.
Nesse parque (que nada mais é que um pátio murado) estão algumas das estátuas que ficavam espalhadas pela cidade no período comunista. O que impressiona realmente é o seu tamanho. Destaque para as botas que restaram de uma gigantesca estátua de um lider comunista. Vale a visita para entrar um pouco no clima e sentir como terá sido esse tempo no leste europeu.
E assim foram nossos dias na capital Húngara. Dias de muita cultura, de muita contemplação e reflexão. Caminhar pelas ruas dessa cidade e sentir ainda a energia de um povo que se libertou e acordou depois de tantos anos nos trouxe fortes emoções. O espetáculo das luzes às margens do rio Danúbio em uma noite estrelada ficará eternamente em minha memória.
A beleza e o encantamento de visitarmos um país não tão conhecido e voltarmos com novas informações é maravilhoso.
Às vezes precisamos abrir um pouco mais a mente e ir em busca dessas culturas e linguas “estranhas”, pois somente vendo de perto o desconhecido poderemos entendê-lo um pouco melhor e com isso diminuirmos o nosso possível preconceito a seu respeito.
Hotel Géllert
Vá até lá e depois nos conte, tenho certeza que você não irá se arrepender. Boa viagem!




































