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Posts na categoria "Inglaterra"

A Tate Modern em Londres cresceu!

14 de outubro de 2016 0

Razões não faltam para a gente querer voltar a Londres, mas esta nova Tate está demais!

A Tate Modern que todos nós conhecemos e amamos cresceu.

Em junho deste ano, a Tate inaugurou uma extensão em um prédio com a forma de uma carta de amor de dez andares, dedicados à arte contemporânea, exibindo montões da vasta coleção da Tate. O design diferenciado do novo prédio saiu das mentes brilhantes dos arquitetos Herzog & de Meuron, o prédio é chamado de ‘Switch House’ – um nome apropriado para um edifício que literalmente brilha.

O layout das galerias de exposição foi completamente redesenhado para proporcionar uma grande representação da arte a partir da origem do modernismo até os dias atuais por todo o mundo, a partir dos centros estabelecidos, como Berlim, Paris, Londres e Nova York, para os emergentes como Tóquio, São Paulo, Nova Deli, Bangkok e mais.


Então tá né, escolhendo as datas!

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Quatro mulheres (perdidas) na Cornualha. Parte I

10 de outubro de 2013 0

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Cornualha entrou na minha vida através dos livros da Rosamund Pilcher,  autora dos famosos best sellers como Os catadores de conchasO regresso, ambos ambientados lá. A descrição de Rosamund daquelas falésias despencando no mar, dos campos ingleses floridos, de lugares ermos e lindos, marcaram indelevelmente meu imaginário. Em julho duas grandes amigas decidiram passar 1 mês estudando inglês em Londres e nos convidaram para visitá-las. Era a oportunidade que eu tanto esperara e agarrei-a com as duas mãos.

A  história da Cornualha está intimamente ligada ao mar, sua costa é pontuada de pequenos portos de pesca, seu folclore quase sempre ligado a contos de velhos pescadores. Tem paisagens deslumbrantes, de altos penhascos na beira do mar. Até hoje a indústria da pesca é muito importante para a região, mas hoje o turismo é de longe o que traz mais prosperidade. Difícil não se apaixonar por sua beleza selvagem, suas casinhas com jardins cobertos de flores. Rosamund não exagerou nem um pouquinho, a beleza da Cornualha compensou os anos de espera.

Quando contei meus planos para o meu marido ele me olhou com a expressão mais desconfiada do mundo, Cornu o que? Será que eu entendi bem?  É Paulinho, Cornualha, uma região ao sudoeste da Inglaterra, nada demais, é só um lugar que encasquetei há anos que queria conhecer, relaxa.

Planejar um roteiro da estaca zero é complicado, como saber os lugares legais, as boas? O tipo da pesquisa que pode render horas na internet, e em quem confiar?

Minhas amigas são super parceiras e mesmo sabendo que eu iria dirigir sem nenhuma prática, do lado “errado”, toparam a parada.

Precisávamos de um carro, e achei que sair dirigindo de Londres era abusar da confiança das minhas amigas. Achar uma cidadezinha que tivesse uma locadora de automóveis foi o que decidiu nosso ponto de partida na aventura pela Cornualha. E foi um pontinho minúsculo no mapa, a cidade de Barnstaple, o lugar escolhido para iniciar nossa viagem. Em Barnstaple aconteceu uma coisa muito bizarra, a companhia locadora era a americana Thrifty, que pode funcionar muito bem nos EUA, na Inglaterra foi um desastre. Nosso trem de Londres, nada britânico, chegou com atraso de meia hora, e o local da retirada do carro era longe da cidade, resumindo, chegamos lá com 1 hora de atraso da hora marcada para retirar o carro.

O funcionário que lá estava, que por sua vez não atendia ao telefone, já que ligamos insistentemente para alertar que estávamos chegando, declarou que não iria nos alugar carro nenhum, que estávamos 1 hora atrasadas e portanto havíamos descumprido o trato.Este mesmo funcionário, que depois descobrimos era o próprio gerente, começou aos gritos de ponham-se daqui para fora, o cara era totalmente louco. Não preciso dizer que nós 4 ficamos apavoradas, o lugar era isolado e o cara tinha todo o perfil de serial killer, pois o humor dele oscilava entre o bonzinho e o monstro em segundos. Nossa salvação foi o santo taxista que nos levou até lá e percebendo a loucura não arredou pé do nosso lado.

E agora ? :0 !

Cada coisa que acontece não é mesmo? Olha que eu já viajei um bocado, mas aquela era uma situação completamente nova, o que iríamos fazer no interior da Inglaterra à pé?

Achamos que o melhor era assumir uma postura de submissão e quase de joelhos imploramos que o louco nos alugasse o carro, depois de o taxista e ele quase partirem para agressão física e ameaças mútuas, o doidão virou um cordeiro e nos liberou o carro – detalhe: o carro não era automático como eu havia alugado. Fazer mudança com a mão esquerda? Por esta eu não esperava… nem elas!

Barnstaple ficou para trás, mas  o gosto amargo daquele episódio nos acompanhou por algum tempo.

Verão inglês, pleno julho, fazia frio e chovia. Primeira noite em um hotelzinho bem simpático exatamente no meio do nada, mas os donos era um casal que já tinha viajado o mundo, sentamos para jantar com uma boa garrafa de vinho italiano e foi naquele momento que nossa viagem realmente começou.
As 4 mosqueteiras: Magda, Mylene, Cleo e eu.

 

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Esperem pela Parte II – A saga continua :)))!

Para saber mais sobre roteiros em grupo ou particulares do Viajando com Arte visite nosso site www.viajandocomarte.com.br

 

Os cenários impactantes dos "Catadores de Conchas " na Cornualha

30 de setembro de 2013 2

Planejamos a nossa viagem com uma lembrança sempre presente , as cenas do livro “Os Catadores de Conchas” da doce Rosamund Pilcher que de uma forma lírica , marcou o imaginário mundial com a paisagem da Cornualha.

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A Cornualha é uma região que por vezes pode ser inóspita , onde o vento e a chuva fina castigam os moradores em quase a totalidade do ano . Programar uma viagem para lá em pleno verão não é nenhuma garantia de bom tempo e praias ensolaradas e em nosso caso não fugimos muito à regra. São falésia a pique sobre o mar, sem um mirador preparado para rasgar o infinito nem sequer um posto de turismo com os souvenirs da ocasião, apenas um acidentado relevo lacônico e definitivo, o litoral.

Mas por outro lado , em tempos de atrações turísticas lotadas e ambientes atopetados , a região não pode ser mais aprazível! Vastas planícies verdejantes com pastagens repletas de cordeiros no interior e um litoral recortado por penhascos onde a amplitude , e até um certo desolamento, criam um ambiente arrebatador. Durante muito tempo nossos únicos companheiros de viagem foram alguns solitários que faziam as trilhas caminhando com cajados , como se estivessem em uma peregrinação religiosa.

Montamos nosso roteiro partindo de Barnstaple, onde alugamos o carro. Nosso primeiro destino foi Clovelly onde o tempo parou e a cidade , propriedade particular , cobra a entrada de forasteiros como se fosse a sala de visitas de de um nobre morador.

Fechada ao acesso de carros, tem as ruas pavimentadas por pedras e o acesso ao porto pode ser feito em lombo de burro. Somente 400 pessoas ainda vivem por lá e as casas são conservadas como um pequeno museu a céu aberto.

Acredito que os lugares têm alma, uma reverberação que derrama para as pessoas que os habitam. Ou será o contrário? Serão as pessoas que emprestam aos lugares a sua essência? Será a luz, a brisa, a o ar salgado e as colinas sinuosas que fazem acolhedores os habitantes da Cornualha? Ou é a serenidade de uma vida em comunhão com a natureza que eles trazem dentro si que nos sugere que a Cornualha é um lugar feliz? Pouco importa qual das duas possibilidades estão corretas, se titubear, ambas.

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Nosso próximo destino foi Boscastle, um pequeno porto que oferece belas trilhas de caminhadas. Desde de Barnstaple até aqui são apenas 50km , o que dá a ideia de que as dstâncias não são grandes mas as estradas são muito estreitas e a direção na mão contrária, portanto vá com calma! Aqui muitas referências a tradição exotérica da região , bruxas gnomos e outros seres fazem parte da mitologia celta. Mergulhamos nas histórias e quase embarcamos em uma vassoura.

Viajar por muito tempo tem esta consequência: adquire-se um certo relativismo. Fica difícil aceitar os dogmas próprios como verdades absolutas. Visitamos outros países e ficamos sabendo que os nossos dogmas e mitos valem tanto como os deles.

Tintagel

Tintagel , o famoso castelo das lendas arturianas fica logo a seguir. Sua lenda começa a tomar corpo no século 12, quando Geoffrey de Monmouth conta a mítica história britânica, e descreve-o como o lugar da concepção de Arthur. De acordo com Geoffrey, Igraine, era a esposa de Gorlois, o Duque da Cornualha. Igraine, irmã de Viviane, deu à luz Morgana quando era esposa de Gorlois. Três anos depois, sua irmã Viviane e O Mago Merlim lhe incubiram de gerar o Grande Rei que unificaria as duas Bretanhas, com Uther. Uther, o Pendragon, apaixonou-se por Igraine e graças à feitiçaria de Merlim conseguiu assumir a forma de Gorlois e possuir sua esposa. Desta união nasceu Artur, o Grande Rei, em Tintagel.

 

Port Isaac é uma outra alternativa para um passeio gostoso e acolhedor. A vila já foi usada como set em diversos filmes como o engraçadíssimo ” O Barato de Grace” de 2000. Em 2005 foi cenário de uma montagem para a tv do nosso conhecido “Catadores de Conchas ” mas que infelizmente nunca vi por aqui.

Solidão , enquanto uns sentem as paisagens da cornualha como um desafio da natureza , para mim o arrebatamento de trilhas íngremes permitem uma viagem interior e um encontro com o âmbito mais profundo do meu ser. O vento salga a alma e endurece o dia a dia, mas tudo emana paz em sua profunda simbiose com o céu e o mar profundo.

Seguimos para mais um destino traçado no roteiro, desta vez a praia mais popular e charmosa do norte, St Yves. Chegamos ao entardecer e o sol tingia de dourado a baía que vista de nosso hotel nos chamava para uma primeira descoberta.

Tudo perfeito , uma típica cidade de veraneio inglesa com lojinhas e restaurantes em profusão , tudo decorado com muitos faróis e tecidos listados em azul e branco.

Depois de um jantar especial a beira a mar o maior espetáculo da viagem , a lua nasceu no horizonte, majestosa e imponente por entre os barcos , fantasgoricamente encalhados nas areias da maré baixa.

Importa, sim, o que os lugares deixam em nós quando os atravessamos. Deixam uma consciência de termos sido tocados por eles e acabamos ganhando a perspetiva sobre a ampulheta da eternidade e sobre o grão de areia que é a nossa vida nela.

A costa sul fica para um próximo post!

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Londres , modernidade e tradição na região da Tower Bridge

01 de abril de 2013 5

Londres não cansa de surpreender. Como sede das Olímpiadas de 2012 passou por muitas obras  revitalização e sua alma pulsa em várias regiões que foram totalmente remodeladas. Mas muitas mantém a história em forma bruta, e a “City”  é uma delas.

Tower Bridge

Depois de andar pela zona central de Picadilly e Leicester Square, que acaba de ressurgir renovada , tiramos um dia para conhecer a região da City. Originalmente o núcleo romano de Londres , onde a cidade nasceu pelas mãos do  Imperador Romano Claudio no século I a.C.com o nome de Londinium  e que acabou sendo a base do que hoje é o centro financeiro da capital inglesa, conhecida simplesmente como City.

Ali pulsa o capital do que já foi , até meados do século XX , o maior império do mundo. Bolsa de Valores, centro financeiro, escritórios , sedes de grandes empresas e muita gente circulando. Confesso que imaginava ser uma região moderna com algum contraste com prédios históricos como a Torre de Londres , o castelo medieval onde os normando se instalaram quando chegaram aqui para se mudar a história inglesa para sempre,  vindos do norte da França em 1078.

Mas é muito mais do que isto , a modernidade, ou seria a contemporaneidade dos prédios, me impactou mais do que em cidades como Berlin ou NYC, talvez pelo próprio contraste entre o antigo e o moderno. A Tower Bridge cria um clima nostálgico que o prédio da Prefeitura de Londres , obra de Norman Foster , equilibra de forma poética. Vale a pena dar um passeio num domingo ensolarado e almoçar por aqui, muitos restaurantes oferecem uma bela vista da ponte muito embora não encontrei nada que fosse “remarcable” em termos de culinária. Se alguém conhece,  mande a dica!

Prefeitura de Londres , obra de Norman Foster

O conglomerado, que tem outro prédio de Foster conhecido como “pepino” ,como epicentro , faz o pano de fundo para a Tower Bridge ao longe. Para visitar a região de Barbican , um desvio da ideia original, desça na Liverpool Station e aproveite as várias opções por aqui, inclusive Spitafield Market e o Bricklane Market.

Liverpool Station

 

Voltando para as margens do Tâmisa, foi aqui , na Torre de Londres , que os capítulos mais conhecidos da história inglesa aconteceram: a decapitação de Ana Bolena pelo marido Henrique VIII, a pseudo gravidez de Maria , a sanguinária que acabou gerando o nome do famoso drinque “bloody mary”  e foi daqui que Elisabeth I viu a ” Invencível Armada ” dos espanhóis, ser dizimada pela fúria dos mares . Emocionante a visita, um passeio pela história viva.

London Tower

A caminhada, partindo da Tower Bridge, pode ser em qualquer direção pela beira do Tâmisa , a surpresa sempre nos arrebata.

Em frente ao Museu de Design prédios residenciais seguem o estilo que está criando uma cidade em novos materiais. Este museu encanta gerações , com panoramas que recriam a história do design e também apresentam muitas possibilidades. Deem uma olhada no site do museu , as esposições temporárias são muito legais. http://designmuseum.org/

Na outra margem do Tâmisa , quem se aventura pela parte “interior” , logo atrás da beira do rio, vai descortinar uma paisagem quase de cidade do interior inglês em plena City,  a St Katherine´s Dock. Muitos yachts, restaurantes e prédios residenciais criam um ambiente peculiar. Aqui o Dickens Inn data de 1740, uma cervejaria que funciona hoje como pub e oferece ainda dois restaurantes, no verão é um local  divertido e movimentado.


Londres: a capital mais "avant-garde" da Europa

28 de abril de 2012 2

Quem vai a Londres pela primeira vez não deixa de se surpreender pelo clima meio NYC da cidade, muito diferente do resto da Europa , mais conservadora , Londres continua lançando tendências e se renovando.

Covent Garden

Na verdade este é um post meio encomendado , estava com o material guardado mas foi o pedido de dicas de Londres  de algumas alunas que me estimulou a colocar a “mão na massa”.

Começo pela dica de hotel , o Flemings Hotel Mayfair é um achado.

Fica quase na Picadilly Street em frente ao Green Park , tem um atendimento primoroso com muitos portugueses gentis que quase adivinham nossos pensamentos, uma decoração na medida entre o clássico e o arrojado, muito ao estilo Tricia Guild. Para nós foi perfeito!

http://www.flemings-mayfair.co.uk/

Olhem este hall de entrada com um ar de biblioteca antiga , por fora segue o mais tradicional estilo inglês, e isto é ainda mais instigante.

O Green Park é um dos parques reais de Londres e dá acesso direto do hotel ao Buckingham Palace, uma caminhada curta e bem agradável. Uma informação interessante é que o Palácio é aberto à visitção  nos meses de agosto e setembro , de acordo com as férias da rainha Elisabeth II, nos demais meses do ano pode-se visitar os estábulos reais. A região está no centro dos acontecimentos com o casamento  do próximo dia 29 de abril.

 

Atravessando a rua em frente ao Buckingham Palace o St. James Park já se mostra com toda sua beleza neste início de primavera.

Para quem quer fazer o circuito dos parques londrinos, que são todos interligados por ciclovias, uma dica super atualizada á o aluguel de bicicletas públicas que foi liberado para os turistas em fevereiro de 2011. Agora já se pode pegar as bicicletas em qualquer suporte espalhado pela cidade,  com cartão de crédito internacional a módicas $ 1,00 libra por dia , e devolver onde for mais conveniente. Uma forma cômoda e barata de  passear pelos maravilhosos parques de Londres.

 Bem perto dali a Royal Academy of Arts é um museu que tem mostras muito legais e apesar de não tão conhecido,  é imperdível. Apresenta atualmente a exposição ” Watteau: The Drawings” . http://www.royalacademy.org.uk/

A Regent Street é uma artéria comercial muito movimentada, várias lojas conhecidas estão por lá , mas eu me encantei com a National Geographic Store , primeira loja da marca mais conceituada em matéria de viagens e aventura. São livros , dvds, roupas , mapas , fotografias e para completar um café com sabores do mundo!

A loja oferece um provador para as pessoas fazerem test drive das roupas , ele simula extremos de temperatrura e vento, um luxo .

Bem pertinho , uma rua de pedestres tem uma enorme diversidade gastronômica concentrada em uma quadra muito descolada e super bem frequentada no almoço.

A Heddon Street tem o Zinc Bar & Grill – Seasonal British Conran , o Gabrielle’s – Regional French bistro , o Momo -  comida marroquina  o Below Zero e o Tibits - um buffet meio natureba onde comemos saladas ao estilo do Santo Grão no Rio de Janeiro. http://www.sugarvine.com/london/neighbourhood-watch/story.asp?story=46

Prometo um passeio por Chelsea e South Kensington, a Londres da futura princesa,  no próximo post!

Londres é para sempre - Por Luciano Zanetello

27 de março de 2012 0

 

A primeira e até então única vez que estive em Londres, foi em 86  naquelas viagens para conhecer de tudo um pouco.

Lembro  que gostei mas não houve aquela empatia com a cidade. Na época, saímos  de Paris de carro pela manhã  cruzamos o canal e, no final da tarde passeavamos por Portobello Road. 

Claro que lá tudo era novo, não conhecíamos o trânsito de Paris, não existia GPS, para chegar a Inglaterra só atravessando o canal e tantas outras coisas.

Esta divagação inicial é só para comparar como as coisas estão mais simples hoje em dia.

 Agora, pegamos o Eurostar na “Gare du Nord” e  2:30 hs depois estávamos no centro de Londres ( King’s Cross / St. Pancras ). Mesmo que a cidade toda esteja em obras por conta da próxima Olimpíada, é de impressionar como é bom quando a estrutura de uma cidade funciona.       

 Eurostar  

     

 King’s Cross

Estava muito frio e como gostamos de caminhar, “trilhamos”a cidade de baixo para cima várias vezes. Para aqueles que preferem o conforto, o metrô te leva a qualquer lugar ( só não é recomendado nas horas do rush quando multidões apertam – se nos trens ). Como estávamos com amigos que moraram vários anos em Londres, não tinha perdida  tudo era certo e fácil.

Começamos pela feira de Camdem onde existe de tudo para olhar ou comprar. Para ficarmos na comparação bairrista, é um brique da Redenção multiplicado por 10.    

 Mercado em  Camdem Town

Existem muuuitas bicicletas, até porque o trânsito no centro tem restrições e é cobrado uma taxa  dos carros que ali circulam.

 No dia seguinte fizemos o roteiro “gold”.

Começamos com o Museu Britânico onde entre  outros atrativos, tem  expostos “A pedra de Roseta” e partes da fachada original do Parthenon de Atenas. Para não perder o mote, vários museus em Londres são grátis. Isto estimula e modifica a relação das crianças com o ensino pois, imagine – se ao invés de ouvir falar de Michelângelo e Da Vinci, sentar na frente de quadros dos dois e copiá los a vontade , ou melhor do que ler nos livros sobre o Egito Antigo ou Mesopotâmia,  passear na frente de múmias e pedaços dos templos destes lugares, sem dúvida, muito mais atraente.

  Museu Britânico 

Pedra de Rosetta, sua importância provém do fato que foi através dela que contem o mesmo texto em 3 idiomas diferentes, que o linguista francês Champollion obteve a chave para a decifração dos hieróglifos egipcios. 

 

 Tate Modern

  Dali passamos por Convent Garden, Picadilly Circus até a National Gallery, onde na frente temos a Trafalgar Square  com os monumentos em homenagem a Wellington e Nelson.

 Picadilly Circus  

Monumentos a Nelson e Wellington

Descendo a Whitehall, à direita temos o arco em homenagem a Rainha Vitória ( Admiralty ) que dá início ao Mall  que termina no Palácio de Buckingham. Seguimos descendo a Whitehall e logo temos a esquerda o Parlamento, a direita a Abadia de Westminster. Caminhamos um pouco mais e logo a frente, o Big Ben próximo ao Tâmisa e o “London Eye”.

Abadia de Westminster  

 

 O Big Ben com parte do Parlamento e o London Eye ao fundo 

 Downing St. nº 10, endereço do poder 

 

 London Eye  

 

Dali, voltamos lentamente pela  Charing Cross St. onde temos dezenas de teatros nas imediações. Aproveitamos uma noite e fomos ver o “Fantasma da Ópera” (  produção fantástica ) na saída, a medida que percorríamos a rua, os vários teatros terminavam sua função diária e centenas de pessoas misturavam – se a procura de restaurantes para fechar a noite.

Aqui, um capítulo a parte, a culinária Inglesa não entusiasma ninguém …

As dicas que deixo  são o Restaurante da Tate Gallery ( sétimo andar do prédio com a visão da Catedral de St. Paul, Millenium Bridge , o inusitado prédio do “Ovo” ) um charme.

A outra é o restaurante do chef Inglês Jamie Oliver, o “Oliver Italien”. Lugar descolado com excelentes antipastos e visual despojado. 

 restaurante Jamie’s Italien   

 

 

Restaurante da Tate Modern

No outro dia, escolhemos o rumo da Tate Modern. No caminho entramos por ruelas desconhecidas ( The Temple )  e fomos parar na única igreja dos Templários na Inglaterra.

Igreja Templária 

Catedral de St. Paul  

 Teatro Globe de Sheakespeare 

 

 Visual da Tate Modern

 Depois a Catedral de St. Paul, a rua que leva até a Millenium Bridge e a Tate Modern. Ao lado o teatro de Sheakespeare mostrado no filme  “Sheakespeare Apaixonado” .

Como foram só 03 dias, isto foi o que deu para vermos. As outras atrações tínhamos visto na outra vez ( Torre de Londres, Palácio de Buckingham, Kensington Gardens, Hyde Park ).

Mudei radicalmente, minha impressão sobre a cidade. A multiculturalidade e o caldeirão racial faz de Londres uma cidade acolhedora com a vantagem das inúmeras atrações turísticas e culturais.

Sem dúvida, voltaremos …

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Knightsbridge e Chelsea, em Londres como a princesa

26 de agosto de 2011 2

Só durante a cerimônia de casamento do Príncipe William com Kate Middleton é que vim a descobrir que tínhamos algo em comum, dividimos a mesma vizinhança por dois meses! Pena não ter encontrado a futura princesa fazendo umas comprinhas na Kings Road ou visitando a Saatchi Galery.

Chelsea e Knightsbridge são charmosos ,com lindas residências e cheios de opções interessantes. Knightsbridge é mais conhecido por abrigar a famosíssima sede única da Harrods e os principais museus da cidade , mas esconde muitos outros tesouros. Este foi o destino sugerido pela Kátia Correa para nos servir de QG em Londres durante um inverno de estudos na cidade.

Em tempo , o famoso clima cinza e chuvoso da capital inglesa foi muito menos “frio,cinza e chuvoso” do que o último julho em Porto Alegre, portanto se os planos forem estes ,não tenham medo,  sigam em frente!

Tudo em Chelsea transpira exclusividade , vou listar aqui algumas descobertas que fiz na região espero que vocês curtam!

http://england-maps.blogspot.com/2011/07/chelsea-map-pictures-details-area.html

- Kings Road: caminhar desde a Sloane Square em direção a Fulham. Encontra-se quase tudo , desde pequenos negócios até lojas internacionais como a Anthropologie americana , redes de restaurantes e muito mais. A diferença de outras regiões onde temos muitas lojas semelhantes é o cuidado com que são decoradas e  apresentadas por aqui! A Zara , por exemplo, tem roupas muito diferentes de outras filiais. A rua é tradicionalmente associada ao estilo hippie dos anos 60, tem cerca de 3 km e muitas descobertas nos esperam.

Duke of York Square

Duke of York Square : uma praça bem central na Kings Road a artéria principal do bairro. Aqui pode-se encontrar lojas, cafés, livrarias e principalmente a Saatchi Galery , a galeria mais importante e lançadora de talentos da Inglaterra, e olhem que o país se destaca muito neste quesito. A visita é free, assim como todos os museus da cidade, são três andares com o que há de mais contemporâneo e atual em termos artísticos. Não deixem de comprar o catálogo que custa 1 libra para não ficar boiando sem saber o que está vendo.

Duke of York Square

Saatchi Galery

- Restaurante Bibendum : localizado num prédio lindo dos antigos pneus Michelin, divide a localização com um café e uma floricultura. O restaurante é famoso pelos frutos do mar.

Restaurante Bibendum

- Daphne´s : na Draycote Ave. 112,  este delicioso italiano está localizado numa rua onde tem vários bons lugares para comer! Japonês no Itsu, frutos do mar, e ainda lojas modernas muito bem frequentadas, não dá para perder.

 

-   John Sandoe Books: 10, Blacklands Terrace. Uma livraria maravilhosa, puro charme e atendida pelo dono que sabe onde está cada exemplar no meio de gatos e pilhas de livros! Tem muita coisa de arte e viagem , além de romances e outros assuntos. Tinha ido numa livraria de cadeia na Kings Road em busca de literatura sobre a Turquia, só tinham 2 títulos , aqui encontrei mais de 20. Um achado!

John Sandoe Books

- The Collection : 264, Brompton Rd. Não se assuste em frente a este endereço achando que indiquei uma boate por engano , o The Collection é um restaurante japonês dos mais legais que já estive, que com o andar da carruagem vai virando um clube noturno muito badalado . O bar é fantástico e a música , que aumenta proporcionalmente com as horas, muito boa!

- Harrods : eu sei que todo mundo conhece a loja , não é nenhuma descoberta , mas a parte de comidas no térreo é uma visita “turística” imperdível. Passear pelas gôndolas de chocolates , cafés ou qualquer outra iguaria que você se interesse é muito mais divertido por aqui. Cada detalhe é relativo ao tema , desde a roupa dos atendentes até o motivo das luminárias, encantador. Pode-se sentar num dos cafés e provar as iguarias, aproveitar a sessão de caviar ou susshi  ou mesmo comprar para levar para casa, nenhuma barbada, mas paga-se a visita e vale cada centavo.

- Museum Mile : aqui encontra-se a maior concentração de museus da cidade. O Victoria and Albert, museu de artes decorativas, o Museu de História Natural , o Science Museum  e o Royal Albert Hall, sala de concertos e shows. Os prédios são do período vitoriano , e somente por isto já são dignos de uma boa caminhada pela cercanias, se não for alvo de deliciosas visitas pelo acervo dos museus.

 

Museu de História Natural

- Nell Gwynn House: Sloane Street s/n, um apart hotel com apartamentos de vários tamanhos , para estadias mais prolongadas. Tem serviço diário , boa infraestrutura e é bem confortável, mas o mais importante é a localização. É claro , paga-se um pouco mais por isto! Cuidado que bem pertinho está a Sloane Ave. ,o que pode confundir os endereços. http://www.nghapartments.co.uk/

Para quem estiver de passagem marcada temos outros posts dando dicas de regiões diferentes, há muito o que descobrir. Se alguém andou por lá recentemente e quiser mandar sua colaboração , por favor!

Modernidade em Tower Bridge – http://wp.clicrbs.com.br/viajandocomarte/2011/05/31/londres-modernidade-e-tradicao-na-regiao-da-tower-bridge/?topo=77,1,1,,,77

Camden Town e outros mercados -http://wp.clicrbs.com.br/viajandocomarte/2011/04/18/londres-a-capital-mais-avant-garde-da-europa-parte-1/?topo=77,1,1,,,77

Eu só estou esperando outra oportunidade para voltar a Londres, quem sabe as Olimpíadas de 2012 não serão um bom motivo. A cidade está se preparando muito bem para o evento! Que nos sirva de exemplo. 

Rumo ao frio! Europa nos espera.

10 de fevereiro de 2011 4

Hoje estou aqui só para fazer um convite !

Estamos embarcando numa temporada de pesquisa para novos cursos e viagens. Nosso destino será Lisboa , Paris e Londres.

Prometemos deixar aqui muitas dicas e novidades. Estão todos convidados a nos seguir nesta viagem.

Aproveito para pedir dicas de quem andou por estes destinos há pouco tempo, aguardamos colaborações !

Abraços e até lá, brrrr!

Londres alternativa: Camden Town (parte 2)

18 de outubro de 2010 6

Nos meu dias em Londres encontrei várias amigas da minha filha que moraram na cidade durante alguns meses de estudo ou nas férias de cursos feitospor outras bandas. Todas foram unânimes , amam a cidade e se ofereceram para nos mostrar uma outra feição menos aristocrática e careta  do que eu tinha anotado para conhecer. A Camille  Costa foi nossa cicerone, querida como sempre e super antenada!

Camden Town por Mylene Rizzo

Não sou muito dada a roteiros alternativos, no sentido de buscar feiras de pulgas para compras baratas ou bairros muito fora do circuito. Não que tenha algum preconceito, mas simplesmente porque sempre programo tantas coisas ( principalmente museus e exposiçõoes ) , que normalmente falta tempo e pernas.

Mas me rendi a oportunidade de ser levada por “locais” e fui conhecer Camden Town , segundo minha guia um  antigo reduto punk que hoje está mais ligth e já foi incorporado pelo grupo menos undergrouds , além de claro muitos turistas. O conselho é que fossemos cedo , porque ao final da tarde vira um formigueiro principalmente no verão.

.

 Busquei no Wikipidia um pouco do histórico : “Camden é principalmente conhecida devido aos seus mercados: estes são relativamente recentes, com excepção do Inverness Market Street que é um pequeno mercado de alimentos que serve a comunidade local. O Mercado Camden Lock começou a sua actividade em 1973, e está agora cercado por outros cinco mercados:Buck Market Street, Stables Market (mercado dos estábulos), Camden Lock Village e um mercado coberto no Electric Ballroom. Os mercados são uma grande atração turística nos fim-de-semana, vendendo bens de todos os tipos, incluindo moda para estilo de vida diferentes, livros, comida, antiguidades, velharias e itens mais bizarros. Estes mercados e as lojas da vizinhança são populares entre os jovens, em especial aqueles que procuram vestuário “alternativas” como por exemplo o gótico.

Camden Town por Mylene Rizzo

Eu achei muito legal , além de ter sucumbido a algumas comprinhas básicas e muito baratas se compararmos com preços de roupas praticados aqui no Brasil. Sei que é difícil de acreditar que em pounds o preço possa ser convidativo , mas é verdade, e não tem só artigos punk e gótico , tem para todos os gostos. 

Camden Town era uma região industrial que foi tomada por artistas e hoje os antigos prédios de tijolos são totalmente repaginados em versões muito criativas. Era também ums região de canais atualmente bem aproveitados por lanchonetes e bares. Mesmo fora do centro e muitas vezes do circuito, achei um passeio imperdível!

Mesa para lanche! bastante original!

Programas para o fim de semana em Londres

24 de setembro de 2010 1

Para quem está de passagem marcada para Londres, este é o último fim de semana para ver a exposição Grace Kelly: ícone de estilo, no Victoria and Albert Museum. Estive por lá em julho e me apaixonei pelo museu que tem um dos maiores acervos de artes decorativas e design do mundo.

A loja do museu entrou no clima e está toda florida com cópias de objetos e roupas da atriz/princesa. Um luxo muito delicado

Já na entrada o enorme lustre de cristal, que mais parece feito daqueles balõezinho retorcidos, é inusitado e contrasta com a arquitetura Neoclássica do prédio.

Várias salas de exposições são vitrines de estilos separadas por materias, tais como ferro , mármore, madeira e etc.

A sessão de moda é um capítulo à parte e muitas exposições marcam presença. Quando acabar Grace Kelly no dia 26 de setembro, começa uma mostra que já esteve no Brasil , Diaghilev e a época de ouro dos Ballets Russos, imagino que fará um passeio pelos figurinos e cenários criados para os espetáculos por nada menos do que Pablo Picasso.

Para facilitar, a entrada nos museus britânicos é free, somente se paga a visita às exposições temporárias , para as quais aconselho  fazer reserva antecipada, para não ter que esperar na porta ou desistir, por falta de tempo . http://www.vam.ac.uk/

Já que estou dando dicas para o fim de semana  em Londres, imperdível é dar uma passada no Mercado de Portobello Road em Notting Hill no sábado, uma vitrine do cosmopolitismo local com artigos para todos os gostos. Ele é conhecido como mercado de antiguidades mas é muito mais do que isto. Nas primeiras quadras muitas bancas de quinquilharias de decoração e roupas.

Um aparte para as damas, os vestidos de malha e renda que por aqui não custam menos de cento e cinquenta reais, em Portobello Road podem ser encontrados por quinze libras , uma verdadeira barbada.

Na última quadra as bancas de alimentos são uma festa para o paladar, oferecem acepipes de todas as culturas e nacionalidades. Para quem não gosta de comer na calçada a região está cheia de pequenos restaurantes , cadeias de comida natureba e também  livrarias  e lojas transadas.

Além disto o bairro é uma gracinha, e dá para rever o filme de mesmo nome com a Julia Roberts, para apreciar mais recantos de Notting Hill. Apesar de estar muito lotado no verão achei um programa bárbaro.

Aqui vai o site para localização e mais informações. http://www.portobelloroad.co.uk/