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Posts na categoria "Fotografia"

Egito com Arte 2018

25 de novembro de 2018 0

Acabamos de realizar nossa terceira edição do Viajando com Arte no Egito, a última vez tinha sido a exatos 10 anos, infelizmente depois de 2008 o país entrou em um longo período de turbulência politica que nos manteve afastadas deste lugar fantástico por bem mais tempo do que gostaríamos.

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Templo de Philae em Aswan, dedicado a deusa Isis.

Nosso roteiro começou pelo sul do Egito, fizemos nossa base em Aswan, cidade famosa na antiguidade por suas pedreiras de granito de onde saíram muitos obeliscos que foram usados para decorar templos por todo o Egito. Aswan também estava associada com o lugar de nascimento do rio Nilo, (que nasce no centro da Africa) de lá se podia navegar até o delta do mediterrâneo, pois os egípcios faziam todo o transporte via fluvial, por esta razão a roda demorou a se tornar algo comum por lá.

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Mercado de especiarias de Aswan.

Nos instalamos no Hotel Old Cataract , este hotel data do período colonial inglês, é um hotel lendário, foi aqui que Ágatha Christie escreveu seu famoso livro – A morte no Nilo.

O hotel fica em um dos tantos oásis a beira do rio Nilo, o lugar é belíssimo, e da sacada do quarto podemos ver o deserto.

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Vista da sacada do quarto do Hotel Old Cataract.

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Passeio de camelo ao entardecer em Aswan.

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Por do sol em Aswan.

Visitamos os grandes templos construídos por Ramsés II, que ficam uns 300 Km ao sul de Aswan, conhecidos como Abu Simbel, a gente chega em um vôo curto de menos de 1 hora.

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Visitando Abu Simbel, os templos construidos pelo faraó Ramses II

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Os templos são grandiosos, e devido a construção da grande represa de Aswan, eles foram literalmente fatiados e trasladados cerca de 200 m do seu lugar original, para evitar que ficassem submersos pelas águas do lago Nasser, em um empreendimento caríssimo financiado por vários países para salvar este grande monumento reconhecido pela Unesco como patrimônio da humanidade.

Aswan tem um mercado bem típico com muitas especiarias, e lá fomos nós, conferir as padarias que assam o pão na hora, comprar o chá mais típico daqui chamado de karkadi, que é o chá de Hibiscus.

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Happy hour navegando em Feluca pelo rio Nilo.

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Vista do Hotel Old Cataract em Aswan.

De Aswan saem os cruzeiros que sobem o rio Nilo até a cidade de Luxor, são 3 dias de navegação, na minha opinião uma das experiências mais legais para se ter no Egito, pois do barco vamos observando as margens verdes e exuberantes das tamareiras, e logo ali já se vislumbra a imensidão do deserto. Ao longo do caminho vão surgindo templos que a gente visita. A tardinha, o horário mágico, o Egito nos brinda com um por do sol mais lindo a cada dia. Ouvir o chamado para a reza (que acontece 5 vezes por dia) é lindo, emocionante.

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Vista da cabine no barco navegando o rio Nilo.

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deck do barco.

Na segunda noite no barco tivemos uma festa egípcia, todas vestidas como Cleópatras, Nefertaris, Nefertitis, nos divertimos demais.

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Festa Egípcia.

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Durante a navegação até Luxor a gente visita vários templos.

Chegando em Luxor fizemos o passeio de balão ao amanhecer, foi simplesmente espetacular, o dia estava perfeito, o ar límpido e levantar com o sol, junto com outros balões foi especial.
Nestes 10 anos eles se profissionalizaram muito, tudo melhorou, exceto que a gente sempre tem que madrugar, pois além de ser o horário mais bonito, é também o mais seguro, pois normalmente não tem vento.

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Enchendo os balões para subir aos céus junto com o sol no Vale dos reis.

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De cima se vê claramente o limite do vale irrigado e o inicio do deserto.

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O templo da faraó mulher Hatshepsut no vale das rainhas em Luxor.

Luxor é conhecida como o maior museu a céu aberto do mundo, você passeia pela cidade e vê o Egito antigo passando pelos seus olhos. Tem dois templos importantes Luxor e Karnac, este último dedicado ao todo poderoso deus Amon – Rá.
E foi no vale dos reis, na margem ocidental do rio Nilo, onde se fez um dos achados arqueológicos mais importantes da humanidade – o tesouro intocado do Faraó Tutankhamon, pelo inglês Howard Carter em 1922.
Hoje a gente visita várias tumbas incrivelmente bem preservadas com pinturas que conservam suas cores originais, mesmo depois de 3000 anos. Mas o tesouro do faraó Thut está conservado no Museu no Cairo.

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a Sala Hipostila do templo de Karnak, com sua floresta de colunas monumentais.

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Templo de Karnak

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detalhe do templo de Hatshepsut

Nossa última parada foi o Cairo, que sim é uma cidade caótica, confusa, mas a gente tem que procurar ver a sua beleza. Nossa localização ajudou bastante, ficamos no Four Seasons, cujos quartos dão de frente para o por do sol no Nilo, um lugar privilegiado, perto das atrações mais importantes.

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Vista do rio Nilo da sacada do Hotel Four Seasons no Cairo.

Fizemos muitas visitas legais na cidade, algumas fora do circuito normal dos roteiros, como é o caso do enorme Parque Al Azhar, um coração verde no meio da cidade, onde os casais vão para namorar e crianças fazer piquenique com suas classes.

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Parque Al Azhar, no Cairo.

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Mesquita de Alabastro no Cairo.

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Interagindo com as meninas locais, eles são super receptivos e adoram posar para foto com os turistas.

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Mercado Khan el Khalili, no Cairo

Ponto alto foi o Sitio de Gizé onde estão as famosas pirâmides e a esfinge, conseguimos um lugar especial para visitar com exclusividade a esfinge de pertinho sem outras pessoas, entramos na pirâmide de Kefrem, andamos de camelo próximo das pirâmides, almoçamos no Hotel Mena House, que tem vista única do sitio. Nos despedimos das pirâmides com o espetáculo de luz e som que conta de maneira bem didática um pouco da história desta civilização.

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Super tranquilo de visitar o sitio de Gizé, nada de multidões.

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o famoso beijo na Esfinge.

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Para fechar com chave de ouro nossa imersão na cultura do Egito antigo, fizemos uma visita privada ao Museu do Cairo antes da sua abertura. Foram 2 horas inteiras com o nosso acompanhamento mais nosso guia egípcio. Ter aquele museu só para nós, foi um privilégio, pois o museu é pequeno e costuma ficar lotadíssimo.

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Final da visita ao Museu do Cairo, como boas brasileiras, cada uma com a sua sacolinha : ) !

Nosso grupo foi muito bacana, super astral e muito parceiro,  pois no Egito se acorda muito cedo, para poder aproveitar as horas mais frescas do dia, e todas enfrentaram as madrugadas  com muito bom humor.

Foram dias intensos de muito aprendizado e ótima convivência.

Amazônia - impressões de encantamento

28 de setembro de 2018 2

Numa primeira viagem para a Amazônia o encantamento de vivenciar o Brasil mais profundo me tomou de assalto.

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Foi um roteiro sob medida e enxuto , saindo de Manaus e subindo o Rio Negro por três dias de barco.

Pegamos o Untamed, um barco com 8 cabines com todo o conforto e charme , que incluía um chef inspirado , camareiras e o melhor e mais profundo conhecedor da selva que poderíamos sonhar.

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Foi uma aula sem fronteiras, que abriu nosso léxico de Amazônia e colocou uma semente de brasilidade em nosso coração.

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A pergunta mais frequente já respondo de cara, não tem mosquitos por aqui, nem nenhum outro tipo de inseto incômodo. O Rio Negro tem uma acidez que não deixa que eles sobrevivam, o que torna a viagem aprazível da manhã a noite.

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Manaus tenta resgatar sua rica historia do tempo das glórias do ciclo da borracha. O Teatro Amazônia está lindo e já vale a visita. Mas ainda tem o Mercado , Palácio Rio Negro e o delicioso hotel Villa Amazônia que além de bem localizado é lindo e confortável.

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Em três dias de navegação vimos muitos dos mamíferos e répteis  da selva como jacaré, macacos, preguiças e muitos botos.

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Fizemos todas as atividades que a floresta oferece: caminhadas, pescarias, banhos de rio, visita a comunidades indígenas e nado com o boto cor de rosa! Voltamos encantadas e inspiradas e este texto abaixo fala um pouco de tudo isto.

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“O Brasil não pode esperar para ser redescoberto.

São tantas águas, cursos abertos como veias na mata.

Um planeta água, verde, intocado. Rios que trazem sua verdade e não se entregam em luzes cristalinas.

Negro , Amazonas ou Solimões, cada qual mantém intacto o seu percurso. Igarapés singram os igapós, os manauara comem o seu tacacá feito de tucupi e jambu!

Um novo idioma , uma plêiade de criações da natureza ainda virgem e inviolada.

E nós, gente do sul, cheia de sabedoria estrangeira alheia ao nosso âmago, nossa verdade primordial.

Uma floresta tão rica em diversidade quanto em sensações , cores, reflexos e aromas.

Macacos que espiam com curiosidade, botos que nadam livres e interagem sem medo de seu maior predador.

Jacarés dividem as águas repletas de alimento conosco , e quem tem mais a temer?

Pirarucu, piranhas e tucumãs, o anzol não dá conta de tirá-los da água , criando uma nova paleta de sabores.

A selva se oferece abundante, açaí, cupuaçu, graviola ou cajá o paladar também vai aprender.

Cada palmeira com seu milagre, o palmito que mata ou o açaí que perpetua, a escolha é sua.

E mais água, e cipós e seringueiras que trouxeram a riqueza e logo a decadência.

A selva é sustentável, se sugada em excesso seca, murcha e morre.

E mais conhecimento em curas para todos os males, até para aqueles que nem sabemos que temos.

Curas para o corpo e para a alma que retorna repleta de orgulho de fazer parte de um Brasil que alheio à tudo insiste em sobreviver.”

Trilha pelo topo do mundo - Cordilheira Huayhuash, Peru.

07 de setembro de 2018 0

Ano passado fizemos a trilha de Salkantay, próximo a Cusco, que foi uma experiência muito legal, éramos um grupo de 12 pessoas do mundo inteiro. Mas meu coração pulsava pelas montanhas no norte do Peru onde em 2015, havíamos feito a trilha da Laguna de Santa Cruz na Cordilheira Blanca.

Se você quiser saber mais sobre Huaraz e a Cordilheira Blanca olha aqui: http://www.viajandocomarte.com.br/trilha-e-avent…ra-branca-peru/

Na ocasião jantamos na melhor (única : )  ) creperia em Huaraz, a do francês Patrick, e ele falou muito sobre a beleza impressionante da Cordilheira de Huayhuash, aquilo ficou marcado a fogo na minha mente e voilá! 3 anos depois estávamos de volta a Huaraz, a meca latino americana de trilhas e escaladas.
Desta vez a pegada era bem mais forte, a trilha seria de 6 dias e mais 2 trilhas prévias  de aclimatação, ou você está achando que andar entre 4000 e 5000 metros de altitude é moleza?

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Aqui nós 3, eu, Luisa e Ana, saindo para nossa primeira trilha de aclimatação, em uma montanha próxima a Huaraz.

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Tudo correu bem nas trilhas de aclimatação, nada de soroche,  como eles chamam o mal da altitude. A gente se sente um pouco mais ofegante, mas tem várias pessoas que passam mal, os sintomas mais comuns são dor de cabeça e enjôo. Mas treino é treino e jogo é jogo, só lá nas montanhas que realmente poderíamos saber como nosso organismo iria responder.

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Tudo certo, muita expectativa, zarpamos em uma viagem de van de umas 6 horas.
E aqui transcrevo meu diário dos dias que se seguiram:

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Saindo da estrada Pan americana, a paisagem já começou a mudar.

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Este é o mapa do nosso circuito

Dia 1 – Maracancha ou Cuartelhuain.

Saimos de Huaraz as 9hs, dia lindo de sol. Gravei a chamada para o nosso podcast do Peru e pegamos a estrada em direção ao sul, a mesma que vai para Lima. Depois de 1 hora entramos a esquerda e entramos em uma estrada cênica tendo a Cordillera Huayhuash ao fundo, lindo demais.

Paramos ao lado de um rio de corredeira em um lugarzinho gramado perfeito e almoçamos papas com crema de espinaca. As comidas de acampamento aqui são deliciosas, os “chefs” das trilhas fazem cursos de culinária especial para acampamento, a gente come trutas assadas, cereais com frutas aquecidos, sopas energizantes, tudo muito bom.

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Nosso pic nic durante a viagem.

Seguimos viagem por estradinhas cada vez mais estreitas e ingremes.

Entrando para dentro do vale.

Chegamos a Llamac e depois entramos no parque na vila de Pocpa, 15 soles por pessoa.

Chegamos ao acampamento em torno das 14:30, já havia 2 grupos e chegaram mais.

Tomamos o cha da tarde e agora começou a chover, espero que não dure tanto tempo.

Parou a chuva e o final de tarde foi lindo, dourado, auspicioso.

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Entardecer de tirar o fôlego previa um começo auspicioso para o nosso grande desafio

Dia 2 - Cuartelhuain / Mitucocha.

Saimos as 6hs e cruzamos o passo Cacanan 4700m

Depois seguimos e almoçamos e subimos o segundo Passo através do lugar chamado Quebrada Caliente. E a chuva gelada feito mini granizos nos pegou no caminho.

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Esta foto foi logo depois da primeira subida forte, a gente acha que não vai conseguir afinal 4.700mt, é um bocado, mas o segredo, é respeitar o seu ritmo, ir devagar, e quando a gente chega lá no topo, o sentimento é indescritível.

Foi muito difícil, um desafio enorme, fazermos em 1 dia o que as pessoas normalmente fazem em 2 dias, caminhamos 11 hs e chegamos no acampamento já quase escuro. Foi muito, muito, muito exaustivo.

Acampamos ao lado da lagoa Mitucocha.
O lugar é fantástico, mas só pudemos apreciar o cenário quando amanheceu, ontem estávamos completamente exaustas, jantamos e capotamos.

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Quando amanheceu o visual era este, e toda a bronca do dia anterior já havia passado

 Dia 3 – Laguna Carhuacocha – Passo Carniceiro (4.800mts)

Saimos as 7h 30 e o trajeto foi cinematográfico, lindíssimo, 3 lagunas e subimos, subimos até o miradouro a 4400m. Uma das paisagens mais lindas que já vi na vida. As vezes ouvíamos uns estrondos ameaçadores que eram pequenas avalanches e gretas estourando. A água das lagoas era muito verde, foi uma visão inesquecível.

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Lupinas nos acompanharam por todo o caminho.

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Visão espetacular das 3 lagoas

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Nestor nosso guia preparando o almoço.

Ali naquele lugar espetacular sentamos para descansar e comer um lanche.

Mas ainda era cedo para festejar, nos esperava um dos pasos mais duros, o Carniceiro, com este nome sugestivo subimos por ele até o topo de 4800m e lá no teto do mundo, almoçamos.

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No topo do Carniceiro

Mas ainda estávamos a quase 3 horas de caminhada do acampamento e começamos a descer com um sol forte por um vale lindo.

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Quando olhamos na direção que estávamos seguindo de um minuto para o outro havia se formado um céu escuro ameaçador e víamos mangas fortes de chuva mais ao longe. Quando a tempestade nos alcançou era um vento forte com mini granizos de neve que açoitavam o nosso rosto, caminhamos uma meia hora nestas condições, quando de repente assim como veio, a tempestade e as nuvens se foram o sol voltou e chegamos ao acampamento pelas 4h da tarde. Ana que foi a cavalo e por outro caminho evitando o Carniceiro havia chegado ao acampamento as 13:30, bem descansada e faceira.

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Arrumamos tudo, jantamos, na janta sempre temos uma sopa deliciosa de entrada, ontem foi de Zapallo, (moranga) depois frango com cogumelos e arroz e uma mini torta de sobremesa.

As 9h fomos dormir, dormi muitíssimo bem, foi restaurador.

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lanchinho da tarde.

Dia 4 – domingo – Passo Portachuelo (4750mts) / Laguna Viconga

Saimos 7:15h do acampamento, com bastante neblina e logo abriu um dia magnifico de sol, hoje fomos todo o trajeto juntas, Ana no cavalo e Luisa e eu caminhando. O dia foi ótimo, tivemos um Paso Portachuelo, leve não tão ingreme. Vistas incríveis de montanhas, lagos verdes um lago enorme, o Viconga que serve de reserva de água em caso de seca.

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Fizemos um lanche após o Passo, e depois subimos ao longo da barragem, para cairmos em um vale lindo, verde, uma área super remota, com cachoeiras, e aprendemos que neste mesmo lugar era usado como campo de treinamento da facção terrorista Sendero Luminoso. Até chegarmos ao nosso acampamento as 13:30, foi o dia mais light e que chegamos mais cedo. Aqui tem 3 piscinas termais com água extremamente quente, tomamos banho! Foi uma glória! Já estávamos nos sentindo um tanto azedas e poder relaxar o corpo cansado naquela água quente foi maravilhoso! Tempo tão lindo que colocamos a mesa e almoçamos ao ar livre, memórias para a vida.

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Piscinas de águas termais, perfeito para depois de dias de trilhas, um luxo!

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Dia 5 – Laguna Viconga / Passo Cuyoc (5.000mts) / Passo Guanacpatay ( 4.300mts)

A noite passada foi fria, o ar estava fino e o céu absurdamente estrelado, nestas horas me dou conta porque estou neste lugar, porque tantas horas caminhando, e me sinto minúscula diante desta natureza onipresente, dos seus barulhos noturnos, das águas correndo cristalinas, e parece que chego muito próxima do paraíso, ou ou menos do que penso ser o paraíso e tudo faz sentido.
Hoje raspamos o topo do mundo, subimos o Passo Cuyoc o mais alto de todo o circuito, 5000mts, a visão é incrível, o dia estava ensolarado e nosso astral animado. Descemos e almoçamos em um vale gramado, e nosso guia, muito gente boa, o Nestor, nos permitiu até uma sestiazinha gaúcha no sol.
Seguimos pela quebrada Huanactapay e acampamos em Rinconada a 4.300mts.

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mãos de 5.000 mts, o lugar mais alto de todo o circuito – Passo Cuyoc

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almocinho no sol, a gente merecia!

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Nosso último acampamento, lugar lindo demais.

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Dia 6 -  Huayllap / Huaraz

Acordamos cedinho, e partimos para aquele que seria nosso último dia de caminhada, nesta noite passei muito mal fui acometida pela maldição de Cortez, se é que vocês me entendem… foi um deus nos acuda, durante a noite. Comecei caminhando, mas depois da 2a parada, estava me sentindo muito fraca e montei no cavalo. Subimos bastante, e garanto que prefiro mil vezes estar sobre as minhas pernas do que montada a cavalo naqueles desfiladeiros, mas eu não tinha escolha. A descida foi caminhando por um vale tranquilo e bonito, até chegarmos a um vilarejo onde a van estava nos esperando para uma longa jornada de volta a Huaraz.

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Andaluzia no inverno: Sevilha. Para fugir do frio europeu do norte e ainda pagar mais barato

05 de julho de 2018 0

Muitas vezes me pedem uma sugestão de uma viagem para fazer na Europa no período inverno?

Janeiro e fevereiro quando a gente está de férias no Brasil é complicado encarar o frio europeu por isto sugiro a região de Andaluzia, na Espanha. Baixa temporada (sinônimo de preços mais convidativos) , dias secos e ensolarados e temperaturas nada assustadoras formam o cenário perfeito.

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 Alcazar dos Reis Católicos

Sevilha é a capital da Andaluzia, região no sul da Espanha que guarda mais fortemente a herança da dominação moura de quase 700 anos! Uma jóia arquitetõnica que mescla elementos de várias culturas e tem na Giralda e no Alcazar dos Reis Católicos os dois maiores tesouros.

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A Catedral está localizada onde no período Mouro estava a Mesquita , uma lástima não terem deixado este registro! O único resquício da  construção religiosa é a famosa Torre da Giralda , atual emblema da cidade, e que era o antigo minarete de onde os fiéis eram chamados para a reza. Mas a Catedral de Sevilha é maior catedral gótica do mundo , uma joia em detalhes e imponência.

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Catedral e a Giralda

 

Sevilha é a cidade andaluza de que mais gosto! Ela não é tão pequena e turística como Córdoba mas também é uma cidade que se domina facilmente e tem um vida noturna pulsante. Desde minha última visita em 2002 notei que muitas coisas mudaram , o centro histórico ou Bairro de Santa Cruz mantém intacto seu legado mas a modernidade dos arquitetos espanhóis aparece em novas construções.

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O Metropol Parasol , ou Setas de la Encarnación como é simpaticamente apelidado na cidade é o exemplo mais forte  desta entrada no século XXI.   Foi desenhado pelo arquiteto alemão  Mayer – Hermann e a sua construção terminou em abril de 2011, uma estrutura feita totalmente de madeira e que lembra um cogumelo gigante marca fortemente um bairro muito tradicional na cidade.

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Subir no terraço é uma experiência muito interessante!  

 

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A cidade é marcada por construções que remontam as duas grandes feiras que aconteceram por ali em 1929 e 1992. Particularmente encantadores são os pavilhões americanos da feira de 29, uma prova de que investimentos como este podem render frutos e turismo por muito tempo.

Mas os pavilhões da América Espanhola tem o “exotismo”  sul-americano , como este representante da Guatemala.

O maior monumento desta época é o pavilhão da Plaza de Espanha, um prédio de tijolos construído para ser provisório, assim como a Torre Eiffel, é hoje um dos cartões postais da cidade. Os bancos que circundam a praça dão uma aula de geografia espanhola além de colorirem ainda mais o ambiente.

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A gente enloquece com o comércio rico e diversificado de Sevilha. Um hotel bem interessante , Meliá Colón, é muito bem localizado quase ao lado do Corte Inglês, a maior loja de departamentos da Espanha. A decoração é em estilo Philip Stark , os quartos são amplo e claros e o atendimento bastante satisfatório.

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Alfonso XII 

Para ficar em um dos melhores hotéis do mundo e com uma história marcante , experimentem o Alfonso XII.

Mas nas ruas é que a “movida” acontece, é imperdível sentar num café e ver a população local na sua rotina de compras e tapas. Não se assustem , ninguém recorre a violência gratuita, os espanhóis saem a “tapear” quase todas as noites , isto é , passam de bar em bar tomando uma sangria ou uma cerveja Cruzcampo com um tira-gosto da casa.

Para escolher um destes locais coloridos e típicos minha dica é a rua Mateos Gago, bem em frente a Giralda , no bairro de Santa Cruz. Em poucos metros estão mais de quinze bares e restaurantes que fazem a festa do olhar e do paladar.

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Os restaurantes de Triana, do outro lado do rio Guadalquivir também são uma boa idéia para o ritual sevilhano. Por lá o clima é mais familiar e se pode sentir a cidade como vivem os sevilhanos.

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Ponte de Triana

 

Muito interessante e escondido é o museu de cerâmica em Triana. Uma obra que a arquitetura desenhou.

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Ahh, o flamenco! Existem vários tablados pela cidade, alguns mais ao estilo teatro outros mais intimistas. Nossa experiência foi no minúsculo Los Gallos, na Praça Santa Cruz, antigo bairro da Juderia. É um local tradicional que já teve bailarinos lançados ao estrelato nacional. Uma boa dica é o restaurante logo ao lado , La Albahaca, um ambiente mais refinado para um jantar a dois!

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A visita a Sevilha não está completa sem um calmo recorrido aos Alcazares Reais, antiga residência dos reis espanhóis. Aqui pode-se ver toda a influência dos árabes , a arquitetura é claramente uma releitura , ou melhor um mix de estilos. Aconselho a pegar um guia local para poder apreciar toda a riqueza deste complexo, cujos jardins fecham a visita com chave de ouro.

Não deixem de fazer um passeio pelas margens do Rio Guadalquivir! Pode ser a pé o de bicicleta, de dia ou de noite!  

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Bagé, me caíram todos os butiás do bolso

08 de junho de 2018 0

Chegamos a Bagé ao entardecer e se você nunca ouviu falar da luminosidade do pampa, não perde por esperar!

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Seguimos direto para cidade cenográfica de Santa Fé, e parecia que eu estava ouvindo o Capitão Rodrigo irrompendo no bar do Nicolau e dizendo:

“Buenas e me espalho! Nos pequenos dou de prancha e nos grandes dou de talho!” na pele do ator Tiago Lacerda.

Em 2012, Bagé foi um dos cenários escolhidos pelo diretor Jayme Monjardim, por sua luz (olha a luz aqui novamente!) e paisagem ideal para as filmagens do longa “O Tempo e o Vento” construindo aqui uma cidade em meio ao pampa.

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O filme é inspirado na maior obra do escritor gaúcho Érico Veríssimo, que conta a história da família Terra Cambará até o final do século XIX. Retrata a formação do Rio Grande do Sul, a formação do território brasileiro, a construção da sua cultura e a demarcação de suas fronteiras. Além de ter imortalizado personagens como Ana Terra, Capitão Rodrigo e Bibiana.

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O cenário está um pouco desgastado pelo tempo, sua construção foi feita para ser efêmera mas a comunidade pediu e o espaço foi doado a  prefeitura  que  busca recursos para a reconstrução em material mais resistente.

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Mas a magia está presente e a gente torcendo para que consigam manter viva este pedacinho da história recente. Enquanto isto aproveitemos o ambiente bucólico e vejamos a beleza que ele conserva.

Seguimos com pressa para não perder o entardecer na Vila Santa Thereza, também na entrada da cidade e com um passado com muito o que contar.

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A Charqueada de Santa Thereza iniciou em 1897, fundada pelo comerciante português Antônio Nunes de Ribeiro Magalhães,  que chegou a ser o maior arrecadador de impostos da província, contando com 600 homens trabalhando e abatendo cerca de 100.000 reses .

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No entorno da charqueada Santa Thereza, foi edificado um amplo complexo urbano e industrial, formado pela vila de operários, palacete do proprietário, capela, coreto, teatro, padaria, lagos artificiais,  alfaiataria,  fábrica de tonéis, restaurante popular além de uma escola para mais de 60 alunos. O trilho da via férrea chegava até dentro da propriedade.

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Tudo está bem conservado pela Associação Pró – Santa Thereza, fundada em 2003 ,  que mantém o patrimônio, com exceção do palacete que já estava em ruínas.

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Chegamos a Bagé em noite de festa. Era dia 24 de maio, dia da  padroeira da cidade, Nossa Senhora Auxiliadora. A população toda mobilizada para a procissão que corta as principais ruas do centro, casas enfeitadas com velas nas janelas e música em frente ao IMBA , Instituto Municipal de Belas Artes.

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O Museu Dom Diogo de Sousa, antiga Beneficência Portuguesa iluminado pelo luar era um primor.

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Jantamos um honesto buffet de sopas no café Tarragona, uma das belas casas restauradas da Praça Júlio  de Castilhos.

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Também conhecida como Praça da Estação,  abriga o monumento homenageando um dos personagens mais famosos da cidade, o Analista de Bagé , sua secretária Lindaura e o criador Luis Fernando Veríssimo, além de nossa companheira de todas as roubadas, Magda Garcia. Ali o impagável dito:

“Tem muito paciente que acha que o umbigo dele é o centro do mundo,                                                     quando todo mundo sabe que é Bagé”                   Analista de Bagé

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O centro histórico é muito gracioso e bem conservado, muitas casas do século XIX mantém o legado de uma passado rico e glamoroso. Diversas praças dão um clima de um lugar onde se pode aproveitar o tempo, vendo a vida passar.

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A antiga estação férrea inaugurada em 1884 é testemunha de um passado onde o trem de passageiros trazia as autoridades, saudadas por bandas musicais da cidade. Bagé, então, estava ligada à cidade de Pelotas  e Rio Grande via férrea, o gado e o charque bajeenses chegariam a outros mercados. O progresso chegava e a cidade orgulhava-se. Hoje o prédio faz parte do centro administrativo.

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Para finalizar um pit stop na LEB, Livraria e Café Bageense. Na minha opinião uma cidade que consegue manter uma livraria/café deveria receber um selo de qualidade! Foi um prazer conhecê-la.

“Eu sempre digo que Deus criou o resto do mundo primeiro e o Rio Grande do Sul quando pegou a prática, mas as pessoas dizem que isso é bairrismo. ”  Luis Fernando Verissimo
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Ecoturismo no Pampa - Guaritas e Minas de Camaquã

30 de maio de 2018 0

O Pampa Gaúcho é uma região com paisagens lindas , estâncias e cidades que contam muitas histórias. Um potencial riquíssimo para o ecoturismo , pois sua a maior riqueza são as vastas dimensões inexploradas, e tudo isto é ainda quase desconhecido no turismo local.

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Daí vem aquela questão do que vem antes o ovo ou…. Não tem uma boa infraestrutura, mas se não tem turistas não sustenta a criação de uma rede de hospedagem qualificada , guias e tudo mais.  Resolvemos parar de esperar as respostas e desbravar o que já temos com o suporte que encontramos  e o resultado foi surpreendente. Temos que agradecer o apoio , acompanhamento e informações preciosas da amiga Rossana Weiler.

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Saímos de Porto Alegre num amanhecer gelado, mas com toda a luminosidade que um céu de inverno pode ofercer. Seguimos direto para a região do Alto Camaquã, na RS 153 a caminho de Bagé. São 289km da capital , sendo somente os últimos 20 km por estrada de chão batido.

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Nosso primeiro destino foram as Guaritas da Serra do Sudeste, formações rochosas que lembram a paisagem da Capadócia na Turquia, e que são uma das 7 Maravilhas do RS junto com as Missões e Antônio Prado. A grande vantagem é que aqui o lugar é todo nosso, um campo nativo e rochas que chegam a 500 metros de altura , proporcionando trilhas e pequenas caminhadas, subindo nas formações para ter uma visão completa da paisagem. Nossos únicos companheiros de aventura foram uma chibarrada, um grupo de cabritos que vive em cima das pedras e o som da natureza.

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Uma sensação deliciosa é fotografar este cenário idílico e sentir-se como uma desbravadora de novos destinos! Inclusive, o cenário já apareceu em produções cinematográficas nacionais como Anahy de las Misiones (1997), Valsa para Bruno Stein (2007), Os Senhores da Guerra (2014) e a série Animal (2014).

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Para fazer as trilhas ou escaladas é necessário contatar a Associação das Guaritas para ser acompanhado por um guia local.

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Seguimos para as Minas de Camaquã que fica uns 15km adiante, na mesma estrada. Lá uma estrutura de turismo de aventura foi montada , Minas Outdoor Sports, e conta com uma represa para prática esportiva, estrutura para arvorismo, lugares para trilhas e uma tirolesa com 1.100m , partindo do Morro da Cruz e passando por cima da mata e do arroio João Dias.

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A história desta localidade é muito interessante, criada a partir da descoberta das minas de cobre na região, tornou-se uma vila modelo quando o neto do Conde Matarazzo recebeu a concessão de exploração das minas. Conhecido playboy da sociedade brasileira , Francisco (Baby) Pignatari foi um empreendedor ousado e criou a Companhia Brasileira do Cobre – CBC  em 1942.

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Nas Minas do Camaquã, construiu uma cidade privada para atender seus funcionários, com hospital, um cinema ao estilo western americano, clubes de lazer e campo de aviação . Uma estrutura super avançada para a época, onde viveram cerca de 5 mil habitantes, no auge da mineração. As casas hoje foram vendidas para particulares e alguns prédios são belas testemunhas deste período áureo.

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Aqui se pode fazer um tour histórico para conhecer a casa de Baby Pignatari e suas 4 esposas , com casos impagáveis de roubo de princesas ,  amores e traições. Compramos até um livro da vida do personagem , para nos deliciarmos com os detalhes. No momento a visita a mina esta fechada pela FEPAM , o que é uma pena, pois nos disseram ser a parte mais interessante e bonita do lugar.

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Chegamos a Bagé ao cair da noite onde uma gostosa lareira nos aguardava acesa em nosso quarto na Pousada do Sobrado. Uma tradicional estância bem próxima ao centro de Bagé, com um clima familiar e serviço atencioso. Um ambiente campestre encantador com todas as facilidades de um hotel fazenda, galinhas, ovelhas e pavões, lago com barquinho, piscina e o mais lindo por do sol.

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A casa histórica foi palco de muitas façanhas, uma construção típica das fazendas do Pampa. Um privilégio poder ter esta vivência.

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Daqui saem cavalgadas para diversos pontos interessantes. No próximo dia 17 de junho de 2018 estão organizando a Cavalgada dos Vinho da Campanha, saindo do Sobrado até a Vinícola Peruzzo, Programa Imperdível para quem gosta de camperear, novas experiências e um bom vinho.

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Nós fizemos uma cavalgada mais curta , mas nem por insto menos interessante. Passamos por campos, matas e nos sentimos parte desta linda coxilha pampeira.

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Informações e reservas para os passeios:

Associação das Guaritas

Jorge Luis Preto – (55) 9973.8677

 

Minas Outdoor Sports

(55) 9976.5682 ou (55) 9650.1312

 

Pousada do Sobrado e Cavalgadas

Rua Zoroastro Lamote , s/n – Zona Rural , Bagé

(53) 3242. 2713

Sri Lanka, uma viagem de experiências e aventuras

11 de dezembro de 2017 0

Voltar ao Sri Lanka e ser abraçada pela generosidade do povo cingalês é uma das primeiras sensações que nos toca!

A sua gente tem uma ingenuidade forjada pela sua longa história de miscigenação que salta aos olhos e aos ouvidos.

Aqui todas as culturas, raças e religiões convivem em harmonia! E voce se sente acolhido e bem vindo desde o primeiro instante.

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Meninas saindo da escola

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Templo Hinduísta em Colombo

Mas é na variedade de experiências que reside a magia do país.

Oito sítios que são patrimônio da humanidade protegidos pela UNESCO convivem nesta ilha três vezes menor do que o estado do Rio Grande do Sul. Dentre estes uma variedade que vai de florestas e berçários de elefantes asiáticos até sítios arqueológicos e templos budistas e hinduístas.

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Templo Hinduísta em Matale

Os elefantes asiáticos são uma dos ícones do país, menores e mais graciosos do que os africanos, fazem uma coreografia à beira de enormes lagos , com seu andar cadenciado e sua figura entre gigantesca e delicada.

Os safáris são brindados com dezenas de animais encontrados livres na natureza! Um privilégio.

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Carros de safari de elefantes

 

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Grupos de elefantes a beira do Lago de Mineryia

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Pintura no Palácio de Kandy

Histórias de invasões de povos do Norte, vindos do vizinho mais próximo,a Índia,  são uma constante desde o épico hindu Ramayana, que até hoje norteia a arte e os padrões mais elevados de respeito e educação.

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Colombo – capital administrativa

Nesta linha encontramos ruínas de antigas capitais construídas com alto grau de sofisticação. Polonarwa abriga estupas milenares cobertas de um limo respeitoso mantido pelo ainda baixo afluxo de turistas!

Local sagrado para budistas e hinduístas, mantém belos exemplares de budas gigantescos preservados ali por mais de mil anos.

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Ruínas de Polonarwa

Um colosso encantador ainda a ser descoberto.

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Estupas de figuras ilustres do budismo

Mas o mais impressionante de todos os monumentos fica bem no coração do país , Sigiriya é a rocha do leão, ali numa elevação radical foi construída uma fortaleza criada por uma disputa fraterna pelo trono real no início do século X.

Uma lembrança vem à memória enquanto subimos seus mais de 1300 degraus, Machu Picchu a cidadela sagrada dos incas no Peru! A preservação e o isolamento são os mesmos e no topo, vestígios de um palácio sagrado.

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A rocha de Sigiriya vista da planície

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Ruínas do Palácio de Sigiryia

Passando pelo templo mais adorado, por conter a relíquia sagrada do dente de Buda na última capital unificada antes da tomada dos ingleses, Kandy. A cidade guarda uma beleza meio decadente e lá acontece o maior festival cultural do Sri Lanka, onde dançarinos e elefantes decorados tomam as ruas numa celebração que dura mais de uma semana.

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Templo em Matale

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Oferendas ao dente de Buda em Kandy

Já nas montanhas encontramos o maior legado britânico, as plantações de chá que trazem um traçado regular e gracioso.

Aqui nossa experiência mais instigante, participar da colheita com as mulheres tamil, as responsáveis pelos trabalhos mais delicados nas plantações.

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 Plantações de cha em Nwara Eliya

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Moça da etnia tâmil colhedora de chá

O chá do Ceilão é uma marca que nem a mudança de nome do país  conseguiu apagar, o antigo nome se mantém vivo em cada embalagem que o Sri Lanka exporta.

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Experiência colhendo o chá

Chegamos ao extremo sul pelas linhas férreas, os trens por aqui transportam gente e carregam sonhos de muitas gerações. São um microcosmos de tipos e experiências, vale uma  viagem!

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Vagão privado

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Nossa experiência aqui foi num vagão privado que lembrava os períodos de colonização.

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Pelos trilhos

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Galle é a parte mais cosmopolita do país! Uma fortaleza com traços portugueses e holandeses e que hoje é o bastião mais charmoso, repleto de cafés e lojinhas transados e com um por de sol incrível nas ramparts viradas para o transparente Oceano Índico.

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Nas beiradas da muralha

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Hotel Galle Fort

Suas praias enfeitadas por pescadores originais e inesperados em suas estacas, são um convite ao dolce far niente. Ops, os italianos não andaram por aqui, mas os europeus em geral estão descobrindo em massa as belezas desta terra.

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Pescadores de estacas

Passamos por intempéries , pequenos acidentes de percurso e muitos momentos inesperados!

Andamos de ônibus, trem , tuk tuk em estradas que dividimos com crianças uniformizadas indo para escola, patos e galinhas e até elefantes desgarrados. Caminhamos muitos quilômetros em subidas e descidas mas acima de tudo nos deixamos envolver pela aura de outros tempos que permeia o ambiente!

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De tuk tuk pelas plantações de chá

Foi uma experiência transformadora e única em seu ineditismo e originalidade.

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 Colegial na janela do trem

Sri Lanka incrível descoberta

23 de março de 2017 2
O Sri Lanka é uma síntese de culturas que vem desde 
Alexandre Magno , passando por portugueses, 
holandeses e ingleses.
Tem traços de uma Índia só que mais tranquila, 
limpa e silenciosa. 
Mas igualmente apimentada e colorida. 
Uma ilha pequena onde convivem  pacificamente 
hindus, budistas, cristãos e muçulmanos, 
cada um respeitando e admirando a cultura do outro 
como parte intrínseca de sua própria. 

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 Dambulla - cavernas com pinturas budistas
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Colombo , a capital fundada pelos ingleses, é uma mistura de Delhi e Hanoi, com herança colonial  e tuk tuks por todos os lados. Cidade cosmopolita que cresce e se desenvolve com investimento chinês, guarda sua herança em bairros recentemente restaurados.

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Colombo , Hotel Taj

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O cheiro de mar no calçadão em frente ao charmoso hotel Galle Fort, nos lembra que a independência dos ingleses não vai muito longe, pouco mais de 50 anos.

O país busca se reconstruir como unidade após 30 anos de guerra civil no norte, mas que deixou cicatrizes por todos os lados. 

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Singaleses, etnia originária e majoritária e os tamil grupo originário do sul da India  que foi importada pelos ingleses, para trabalhar nas plantações de chá,  entraram em um conflito que só foi controlado em 2008.

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Templo hindu em Colombo

O aroma de curry está no ar, nos mercados coloridos pelos sarongs usados pelos homens como saias como os escoceses e os sáris das belas e sorridentes meninas, com suas tranças grossas e negras caindo nas costas.

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Prato típico de peixe com leite de coco e curry

Colegiais vestidas de uniforme imaculadamente branco circulam pelas ruas e acenam para os estrangeiros, ainda em numero reduzido. Mas a tônica é a simpatia e o bom humor em todas as situações.

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Sobrevoar seu pequeno território é como entrar num filme da National Geographic, nos pouco mais de 200km de largura vê-se planícies pontilhadas de vilarejos, montanhas e rios, mas principalmente lagos onde manadas de elefantes selvagens margeiam em seu andar despreocupado numa dança cadenciada. E por fim sempre está o mar onipresente nesta ilha de diversidade.

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Em Pasikuda , no litoral leste, o clima é de preguiça , exotismo e beleza infinita! Praia perfeita, areia fina e branca , mar tépido e  calmo e temperatura amena. Junte a isto uma região quase intocada , está criado o paraíso! 

Para complementar a infraestrutura geral do país com estradas adequadas, cobertura de sinal telefônico e internet e hotéis maravilhosos no clima de floresta ou praia, dependendo da localização.

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Uga Bay Hotel

Quando se entra no coração da ilha, a selva toma conta. Tudo é verde , mesmo o litoral não estando nunca há mais de100km de distância. Santuários e parques nacionais são reservados para o mamífero símbolo do país, o elefante. São mais de 3 mil elefantes selvagens nestes redutos de alimentação abundante. Passando em uma estrada estreita no meio da floresta as cercas elétricas servem para impedir os elefantes de invadir vilas em tempo de seca.

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Sigiriya é uma fortaleza elevada na selva, um elo perdido que nos lembra muito a cidadela de Machu Picchu.  A subida é um desafio, mais de mil degraus nos separam de um visual estonteante de mata por todos os lados. 

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Sigiriya

Feita por proteção ficou perdida até o sec XVIII quando foi descoberta por britânicos. Ruínas do antigo palácio, cisternas e até os vestígios do harém do imperador ainda são vistas por lá , impressionante!

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Sigiriya cidadela

Dambulla é fora de qualquer proporção! Quatro cavernas totalmente adornadas com motivos budistas, como as igrejas ortodoxas russas do piso ao teto. que remontam ao sec I a.C. quando era a morada de monges ascetas. Um sincretismo de budismo e hinduísmo reina por aqui. Mas as dimensões e o preciosismo são impactantes.

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Dambulla Caves

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Dambulla

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Quanto mais para o interior se vai , mais a paisagem é tropical e luxuriante. Alamedas de castanheiras sombreiam os caminhos, palmeiras gigantescas, uma vegetação que parece nos abraçar. A natureza é prolífica, abundante e verdejante. Viajar de trem pelo pais é uma experiência única.

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O coração da ilha tem a única parte montanhosa do país, é onde estão instaladas as famosas plantações de chá pelo qual o Ceilão , antigo nome do Sri Lanka , é mais conhecido. O processo é orgulhosamente mostrado nas antigas fábricas herdadas dos ingleses.

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O chá preto com leite e bem adoçado é a bebida nacional e as plantações são cenários interessantes nas cercanias de Nwara Eliya, uma cidade que poderia estar nas montanhas de algum país europeu.

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Galle é o pedaço mais cosmopolita do país! Uma síntese de culturas, influências e religiões! Uma península que abriga um forte transformado em microcosmos onde viveram portugueses, holandeses e burgers, uma mistura de locais com seus colonizadores.

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Muralhas de Galle

Os britânicos tomaram parte no final do século XVIII . Lojinhas diversificadas e charmosas, as muralhas do forte e o mar cristalino são ingredientes para uma gran finale. Nas praias de Galle e seu entorno os turistas aproveitam uma miríade de praias espalhadas pelos seus quilômetros de litoral.

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Praias de Galle

IMG_3873Pescadores de estacas

Para saber mais sobre roteiros Viajando com Arte: www.viajandocomarte.com.br

 

10 Anos Viajando com Arte

24 de outubro de 2016 0

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Parece que foi ontem , mas já faz dez anos que partimos na primeira aventura do Viajando com Arte para Paris. Neste tempo foram 15 destinos explorados e mais de 200 viajantes.

Para comemorar esta data queremos que vocês que participaram de alguma das edições do Viajando com Arte,  dividam conosco as melhores lembranças destas viagens.
As fotos dos momentos mais especiais, das experiências , das risadas, do encantamento.

Vamos selecionar as mais significativas e mostrá-las em um grande painel que ficará exposto no Patio Ivo Rizzo.
Corram para mandar suas fotos, todos que enviarem estarão concorrendo a um crédito em seu próximo roteiros com o Viajando com Arte.

Para participar envie sua foto para mrizzo@terra.com.br ou clarisselin@terra.com.br

Nossa festa será dia 8 de novembro às 19h no Patio Ivo Rizzo, todos convidados!

A Tate Modern em Londres cresceu!

14 de outubro de 2016 0

Razões não faltam para a gente querer voltar a Londres, mas esta nova Tate está demais!

A Tate Modern que todos nós conhecemos e amamos cresceu.

Em junho deste ano, a Tate inaugurou uma extensão em um prédio com a forma de uma carta de amor de dez andares, dedicados à arte contemporânea, exibindo montões da vasta coleção da Tate. O design diferenciado do novo prédio saiu das mentes brilhantes dos arquitetos Herzog & de Meuron, o prédio é chamado de ‘Switch House’ – um nome apropriado para um edifício que literalmente brilha.

O layout das galerias de exposição foi completamente redesenhado para proporcionar uma grande representação da arte a partir da origem do modernismo até os dias atuais por todo o mundo, a partir dos centros estabelecidos, como Berlim, Paris, Londres e Nova York, para os emergentes como Tóquio, São Paulo, Nova Deli, Bangkok e mais.


Então tá né, escolhendo as datas!

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