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Posts na categoria "Fronteira"

Bagé, me caíram todos os butiás do bolso

08 de junho de 2018 0

Chegamos a Bagé ao entardecer e se você nunca ouviu falar da luminosidade do pampa, não perde por esperar!

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Seguimos direto para cidade cenográfica de Santa Fé, e parecia que eu estava ouvindo o Capitão Rodrigo irrompendo no bar do Nicolau e dizendo:

“Buenas e me espalho! Nos pequenos dou de prancha e nos grandes dou de talho!” na pele do ator Tiago Lacerda.

Em 2012, Bagé foi um dos cenários escolhidos pelo diretor Jayme Monjardim, por sua luz (olha a luz aqui novamente!) e paisagem ideal para as filmagens do longa “O Tempo e o Vento” construindo aqui uma cidade em meio ao pampa.

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O filme é inspirado na maior obra do escritor gaúcho Érico Veríssimo, que conta a história da família Terra Cambará até o final do século XIX. Retrata a formação do Rio Grande do Sul, a formação do território brasileiro, a construção da sua cultura e a demarcação de suas fronteiras. Além de ter imortalizado personagens como Ana Terra, Capitão Rodrigo e Bibiana.

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O cenário está um pouco desgastado pelo tempo, sua construção foi feita para ser efêmera mas a comunidade pediu e o espaço foi doado a  prefeitura  que  busca recursos para a reconstrução em material mais resistente.

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Mas a magia está presente e a gente torcendo para que consigam manter viva este pedacinho da história recente. Enquanto isto aproveitemos o ambiente bucólico e vejamos a beleza que ele conserva.

Seguimos com pressa para não perder o entardecer na Vila Santa Thereza, também na entrada da cidade e com um passado com muito o que contar.

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A Charqueada de Santa Thereza iniciou em 1897, fundada pelo comerciante português Antônio Nunes de Ribeiro Magalhães,  que chegou a ser o maior arrecadador de impostos da província, contando com 600 homens trabalhando e abatendo cerca de 100.000 reses .

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No entorno da charqueada Santa Thereza, foi edificado um amplo complexo urbano e industrial, formado pela vila de operários, palacete do proprietário, capela, coreto, teatro, padaria, lagos artificiais,  alfaiataria,  fábrica de tonéis, restaurante popular além de uma escola para mais de 60 alunos. O trilho da via férrea chegava até dentro da propriedade.

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Tudo está bem conservado pela Associação Pró – Santa Thereza, fundada em 2003 ,  que mantém o patrimônio, com exceção do palacete que já estava em ruínas.

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Chegamos a Bagé em noite de festa. Era dia 24 de maio, dia da  padroeira da cidade, Nossa Senhora Auxiliadora. A população toda mobilizada para a procissão que corta as principais ruas do centro, casas enfeitadas com velas nas janelas e música em frente ao IMBA , Instituto Municipal de Belas Artes.

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O Museu Dom Diogo de Sousa, antiga Beneficência Portuguesa iluminado pelo luar era um primor.

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Jantamos um honesto buffet de sopas no café Tarragona, uma das belas casas restauradas da Praça Júlio  de Castilhos.

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Também conhecida como Praça da Estação,  abriga o monumento homenageando um dos personagens mais famosos da cidade, o Analista de Bagé , sua secretária Lindaura e o criador Luis Fernando Veríssimo, além de nossa companheira de todas as roubadas, Magda Garcia. Ali o impagável dito:

“Tem muito paciente que acha que o umbigo dele é o centro do mundo,                                                     quando todo mundo sabe que é Bagé”                   Analista de Bagé

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O centro histórico é muito gracioso e bem conservado, muitas casas do século XIX mantém o legado de uma passado rico e glamoroso. Diversas praças dão um clima de um lugar onde se pode aproveitar o tempo, vendo a vida passar.

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A antiga estação férrea inaugurada em 1884 é testemunha de um passado onde o trem de passageiros trazia as autoridades, saudadas por bandas musicais da cidade. Bagé, então, estava ligada à cidade de Pelotas  e Rio Grande via férrea, o gado e o charque bajeenses chegariam a outros mercados. O progresso chegava e a cidade orgulhava-se. Hoje o prédio faz parte do centro administrativo.

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Para finalizar um pit stop na LEB, Livraria e Café Bageense. Na minha opinião uma cidade que consegue manter uma livraria/café deveria receber um selo de qualidade! Foi um prazer conhecê-la.

“Eu sempre digo que Deus criou o resto do mundo primeiro e o Rio Grande do Sul quando pegou a prática, mas as pessoas dizem que isso é bairrismo. ”  Luis Fernando Verissimo
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Ecoturismo em Bagé - Rincão do Inferno , Casa de Pedra e Estância Vinícola Paraizo

03 de junho de 2018 0

Sabe aqueles lugares que a gente chega e pensa:

“Por que não descobri isto antes?”

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Pois a região rural de Bagé está exatamente no momento perfeito, antes de entrar nas rotas de turismo de massa e com maravilhas da natureza. Depois não vão dizer que nós não avisamos!

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O Rincão do Inferno é um cânion no Rio Camaquã, decorre de uma formação rochosa radical de beleza natural incomparável , localizada entre os municípios de Lavras do Sul e Bagé, às margens do Rio Camaquã. Distante 70 km de Bagé por estrada de terra, é indispensável contratar um guia para chegar e entrar na propriedade que é particular mas aberta a visitação. O valor da entrada é R$ 20,00.

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Esse local, outrora hostil para se viver, recebeu este nome assustador pois serviu de refúgio para  descendentes africanos que fugiam da escravidão. Como Bagé aboliu a escravatura quatro anos antes do resto do Brasil com uma visita da Princesa Isabel a localidade,  o Rincão do Inferno passou a fazer parte do quilombo das Palmas, que também é composto pelo Rincão dos Alves, Rincão da Pedreira e Campo do Ourique. Atualmente a comunidade quilombola local é formada por algumas famílias que são as guardiãs da identidade, da história e da tradição dos descendentes de escravos.

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Mas é na experiência de aventura que mora o maior interesse, aqui pode-se fazer caminhadas , acampamentos e até descidas de caiaque. Tudo monitorado pelos experts na região,  Juliano Munhoz e Silvana Silva, ambos conhecedores da história, da natureza e das peculiaridades locais. Uma escola de cultura pampeana sem paredes.

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Fiquei louca para voltar no verão e tomar um bom banho de rio entre as caminhadas. Agora os 4 graus de temperatura não eram muito adequados a estes arroubos aventureiros.

O local também foi palco das filmagens do longa de Jaime Monjardim baseado na obra de Erico Verissímo, ” O Tempo e o Vento” . Foi no Rincão do Inferno que Ana Terra encontrou Pedro Missioneiro na beira do rio.

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Na mesma região a Casa de Pedra é uma gruta gigante , ou uma brecha sedimentar para usar o termo erudito! Serviu como esconderijo para tropas revolucionárias em vários momentos desta nossa conturbada história gaúcha. Também conhecida como Galpão de Pedra, dizem ser possível esconder na gruta 200 homens a cavalo .

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Aqui, no filme o “Tempo e o Vento” , Ana Terra esconde o filho Pedro , quando sua casa é destruída pelos castelhanos. Como veem o local entra na história real e na imaginária.

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Além disto tudo é um local perfeito para criar cenários para refeições glamorosas, pode ser um piquenique ou algo mais elaborado . Nós mesmos fomos surpreendidos pela iniciativa dos guias de montar uma churrasco campeiro , trouxeram carvão, linguiça e pão e criaram um almoço inesquecível , uma verdadeira travel experience personalizada. Quase chorei de tão lindo!

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Esta região é palco de inúmeras possibilidades de escaladas mais profissionais. Mas também de trilhas para todos os tipos de preparo. É só dizer o tempo e suas possibilidades físicas que eles montam o programa na medida.

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Voltando para a cidade fechamos a exploração campeira com uma visita a uma estância típica de criação de gado  do pampa e que está entrando em uma nova fase, começando a explorar a produção de vinhos e a experiências relacionadas a isto.

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A Estância Paraizo, dos queridos Thomáz, Mônica e Victória Mércio, nos recebeu com carinho e nos mostrou um ambiente repleto de tradição em  busca de novos caminhos. Um galpão de pedra cheio de referências pampeiras transformado em cave, a mangueira à sombra de um cinamomo dá nome a fazenda paraíso.

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Mas o encanto maior é o parreiral e a degustação dos vinhos no entorno do Mausoléu da Família Mércio. O por do sol emoldurou o momento sensorial e os vinhos Cabernet Sauvignon Don Thomaz e Vitoria safra 2012 completaram o deleite. Recomendo agendar a visita e disfrutar deste pequeno paraíso.

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A Família Mercio é originária da Ilha de São Jorge, nos Açores, e partiu por cerca de 1690 com destino a Colônia do Sacramento. A Estância Paraizo nasce 100 anos após a chegada , em 1790, como parte de uma Sesmaria entregue pela Coroa Portuguesa pelos serviços militares prestados na constante Guerra contra a Coroa Espanhola pelos então campos neutrais da atual região de Bagé.

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Tradicional Estância de pecuária e ovinocultura desde o ano de 2000 iniciou um novo capítulo de empreendedorismo e foi uma das pioneiras a implantar vinhedos na região da Campanha. Desde então, vem se dedicando ao cultivo de uvas finas, varietais Shiraz e Cabernet Sauvignon com mudas originárias da Itália.

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O vinhedo Don Thomaz y Victoria está situado na faixa dos paralelos ideais no Hemisfério Sul para o cultivo de uvas vitiviníferas e onde também se encontram tradicionais países produtores como Argentina, África do Sul, Nova Zelândia e Austrália.

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A Estância Paraizo é membro da Associação dos Vinhos da Campanha Gaúcha que até o final de 2018 deve receber o certificado do Instituto Nacional de Patentes Industriais (INPI) para o selo de Indicação de Procedência da Campanha Gaúcha. Em parceria com as outras vinícolas da Região faz parte do projeto do SEBRAE para a criação em 2019 da Rota do Enoturismo da Campanha Gaúcha.

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Informações

Guias para organizar passeios ao Rincão do Inferno e Casa de Pedra

Silvana Carvalho Silva  : (53) 99995. 5509

Juliano Munhoz : (53) 99974.7115

 

Estância Paraizo

www.estanciaparaizo.com

Facebook : Estância Paraizo

Instagram : @estanciaparaizo

 

 

Ecoturismo no Pampa - Guaritas e Minas de Camaquã

30 de maio de 2018 0

O Pampa Gaúcho é uma região com paisagens lindas , estâncias e cidades que contam muitas histórias. Um potencial riquíssimo para o ecoturismo , pois sua a maior riqueza são as vastas dimensões inexploradas, e tudo isto é ainda quase desconhecido no turismo local.

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Daí vem aquela questão do que vem antes o ovo ou…. Não tem uma boa infraestrutura, mas se não tem turistas não sustenta a criação de uma rede de hospedagem qualificada , guias e tudo mais.  Resolvemos parar de esperar as respostas e desbravar o que já temos com o suporte que encontramos  e o resultado foi surpreendente. Temos que agradecer o apoio , acompanhamento e informações preciosas da amiga Rossana Weiler.

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Saímos de Porto Alegre num amanhecer gelado, mas com toda a luminosidade que um céu de inverno pode ofercer. Seguimos direto para a região do Alto Camaquã, na RS 153 a caminho de Bagé. São 289km da capital , sendo somente os últimos 20 km por estrada de chão batido.

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Nosso primeiro destino foram as Guaritas da Serra do Sudeste, formações rochosas que lembram a paisagem da Capadócia na Turquia, e que são uma das 7 Maravilhas do RS junto com as Missões e Antônio Prado. A grande vantagem é que aqui o lugar é todo nosso, um campo nativo e rochas que chegam a 500 metros de altura , proporcionando trilhas e pequenas caminhadas, subindo nas formações para ter uma visão completa da paisagem. Nossos únicos companheiros de aventura foram uma chibarrada, um grupo de cabritos que vive em cima das pedras e o som da natureza.

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Uma sensação deliciosa é fotografar este cenário idílico e sentir-se como uma desbravadora de novos destinos! Inclusive, o cenário já apareceu em produções cinematográficas nacionais como Anahy de las Misiones (1997), Valsa para Bruno Stein (2007), Os Senhores da Guerra (2014) e a série Animal (2014).

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Para fazer as trilhas ou escaladas é necessário contatar a Associação das Guaritas para ser acompanhado por um guia local.

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Seguimos para as Minas de Camaquã que fica uns 15km adiante, na mesma estrada. Lá uma estrutura de turismo de aventura foi montada , Minas Outdoor Sports, e conta com uma represa para prática esportiva, estrutura para arvorismo, lugares para trilhas e uma tirolesa com 1.100m , partindo do Morro da Cruz e passando por cima da mata e do arroio João Dias.

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A história desta localidade é muito interessante, criada a partir da descoberta das minas de cobre na região, tornou-se uma vila modelo quando o neto do Conde Matarazzo recebeu a concessão de exploração das minas. Conhecido playboy da sociedade brasileira , Francisco (Baby) Pignatari foi um empreendedor ousado e criou a Companhia Brasileira do Cobre – CBC  em 1942.

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Nas Minas do Camaquã, construiu uma cidade privada para atender seus funcionários, com hospital, um cinema ao estilo western americano, clubes de lazer e campo de aviação . Uma estrutura super avançada para a época, onde viveram cerca de 5 mil habitantes, no auge da mineração. As casas hoje foram vendidas para particulares e alguns prédios são belas testemunhas deste período áureo.

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Aqui se pode fazer um tour histórico para conhecer a casa de Baby Pignatari e suas 4 esposas , com casos impagáveis de roubo de princesas ,  amores e traições. Compramos até um livro da vida do personagem , para nos deliciarmos com os detalhes. No momento a visita a mina esta fechada pela FEPAM , o que é uma pena, pois nos disseram ser a parte mais interessante e bonita do lugar.

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Chegamos a Bagé ao cair da noite onde uma gostosa lareira nos aguardava acesa em nosso quarto na Pousada do Sobrado. Uma tradicional estância bem próxima ao centro de Bagé, com um clima familiar e serviço atencioso. Um ambiente campestre encantador com todas as facilidades de um hotel fazenda, galinhas, ovelhas e pavões, lago com barquinho, piscina e o mais lindo por do sol.

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A casa histórica foi palco de muitas façanhas, uma construção típica das fazendas do Pampa. Um privilégio poder ter esta vivência.

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Daqui saem cavalgadas para diversos pontos interessantes. No próximo dia 17 de junho de 2018 estão organizando a Cavalgada dos Vinho da Campanha, saindo do Sobrado até a Vinícola Peruzzo, Programa Imperdível para quem gosta de camperear, novas experiências e um bom vinho.

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Nós fizemos uma cavalgada mais curta , mas nem por insto menos interessante. Passamos por campos, matas e nos sentimos parte desta linda coxilha pampeira.

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Informações e reservas para os passeios:

Associação das Guaritas

Jorge Luis Preto – (55) 9973.8677

 

Minas Outdoor Sports

(55) 9976.5682 ou (55) 9650.1312

 

Pousada do Sobrado e Cavalgadas

Rua Zoroastro Lamote , s/n – Zona Rural , Bagé

(53) 3242. 2713

Porto Alegre , Rivera , Minas de Corrales , Montevideo: cruzando o Uruguai de carro.

22 de abril de 2014 5

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Partimos de Porto Alegre pela BR 290, a estrada que leva à fronteira do Uruguai e Argentina. Pode parecer muito óbvio para quem trilha estes pagos corriqueiramente mas vou dar umas dicas de onde parar na estrada, até porque as opções não são muitas e mesmo as que temos não são paradores muito bem estruturados .

O primeiro ponto para um café da manhã , para quem sai ao alvorecer de Porto Alegre é a Raabelândia em Pantano Grande, foi recentemente reformada e pode ser também uma boa opção na volta , quando o cansaço já está pegando.

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O Papagaio , ou Constante para os de boa memória , é a parada de Cachoeira do Sul . Para quem está na estrada há duas horas , já é tempo de um café ou um banheiro limpo. Aqui pode-se também almoçar num buffet livre com churrasco. Como podem ver , tudo muito simples. O almoço mais famoso da 290 é o a la minuta de São Gabriel , no Batovi, já a 320km da capital.

Em Rosário do Sul desviamos a rota e saímos da BR 290 em direção a Santana do Livramento, uma cidade que cresceu com a co-irmã Riveira em função de ser zona franca. Pode ser uma parada interessante para compras e hospedagem, dois hotéis antigos estão em Livramento  Jandaia e Portal, quase sempre lotados.

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Uma ótima novidade por aqui é o Hotel Casino Rivera, moderno , eficiente e de muito bom gosto! Conseguimos reservas para a Páscoa com apenas 3 dias de antecedência e adoramos a experiência. A noite anida dá para se divertir no Casino Rivera, conectado ao hotel.

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Numa próxima prometo um post com mais detalhes de Livramento, guardo ótimas recordações do Clube Campestre. Para os saudosistas lembro que Páscoa é época de empinar pandorgas na fronteira e por onde passamos a cena se repetia! Lindo de ver crianças brincando como crianças!

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Entrando nas estradas uruguaias a paisagem se transforma, a calmaria se instala e vimos até um casal de aventureiros coreanos que vinha de bicicleta de Ushuaia com planos de seguir até o Alaska.

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Em Rivera entramos no Uruguai , pela Ruta 5 vamos até nossa primeira parada 100 km adiante, em Minas de Corrales. O país é eminentemente agrário e as paisagens campestres encantam por serem bucólicas e simples. Pernoitamos numa fazenda de amigos e sinto informá-los que não está aberta a visitação , o que é uma grande lástima.

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A Páscoa é período de renascimento , o outono traz um clima seco e o ar fica mais acolhedor e límpido! Fiquei extasiada com as flores e colorido dos campos. 20140420_124221

  

A lua também deu espetáculo , nascendo a cada dia uma hora mais tarde e semprede uma cor diferente, desde o vermelho escarlate até um amarelo quase em chamas! Pena as lentes não conseguirem captar todo o ambiente de céu estrelado , fogueira acesa e mate aquecendo os corpos!

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Mas foi o pôr do sol que nos arrebatou a imaginação! Aqui estamos na região dos Três Cerros  , entre Rivera e Taquarembó, e eles parecem que foram feitos para emoldurar o sol em seu adeu diário. O açude ajudava a refletir todo o colorido e as nuances do céu. Não pude deixar de lembrar as palavras de Caio Fernando Abreu :

Nunca desista. Tente. Sei lá. Tem sempre um pôr do sol esperando para ser visto.

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 Pela manhã a neblina imprime um clima mais bucólico e introspectivo , que vai se dissipando a medida que o sol se impõe. 

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Mas todo o entorno fica dourado pelas cores de um outono que é promessa para quem  acredita sempre que o amanhã possa ser melhor!

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Mais uma noite de fogo na lareira que também serve para assar uma carne e embalar a conversa jogada fora até a madrugada! Só esperando mais um dia de sol com churrasco na varanda .

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 A fazenda Los Ombues é assim denominada pelos umbus centenários que fazem parte da paisagem.

Durante o dia o programa é passear pelos campos e se encantar com o trabalho dos peões na mangueira ou encilhando seus cavalos para a lida. Tudo tem sua poesia e tradição. Olhem que maravilha esta parede decorada com utensílios campeiros!

 

As árvores secas são a moldura perfeita para a paisagem invernal que se anuncia, no Uruguai ainda podemos apreciar todo o trabalho no campo como se fazia “antigamente” , mesmo para quem anda somente pelas estradas.

Para quem não tem a sorte de ter amigos no Uruguai,  existe a possibilidade de hospedagem em Taquarembó no Hotel Carlos Gardel. Está região é famosa pelos Cerros , estas montanhas cortadas que delineiam a paisagem pelos caminhos. Seguimos pela Ruta 5 passando por Paso de los Toros, Durazno e Florida.

Hotel Carlos Gardel em Taquarembó

Chegamos a Montevideo pela Ruta 5 , passando pela região de Bodegas  ou vinhedos em Canelones.

Por este caminho rodamos 500 km até Minas de Corrales e mais 450km para chegar em Montevideo !

Rambla de Montevideo

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www.viajandocomarte.com.br

Do Rio Grande do Sul a San Martin de los Andes, de carro

12 de março de 2014 7

 

Uma sugestão legal de viagem de carro nas férias de julho!

Ano passado optamos em sair do Brasil pelo Uruguay para evitar a policia caminera argentina, que quanto mais perto da fronteira do Brasil, principalmente na região de Entre Rios, mais terrível e chata, param os carros com placa do Brasil e podem estar certos que sempre vão achar alguma razão para ganhar alguma propina.

Saimos da fazenda em Uruguiana às 6:30 da manhã, nossa última cidade no Brasil foi Quaraí, entramos no Uruguay por Artigas, e na ponte mesmo fizemos a aduana do carro e das pessoas, é fácil e rápido. Os uruguaios são ótimos, muito educados, não complicam, são um povo realmente hospitaleiro, não fomos parados nenhuma vez sequer dentro do Uruguay (e viva Jorge Drexler!).

Esta foi a nossa rota.

Então, fomos de Quaraí – Artigas – Salto – Paysandu onde cruzamos a ponte General Artigas e entramos na Argentina, passamos por Gualeguaychu – Zarate, até aí na Argentina a polícia nos parou 2 vezes, em uma delas alegaram que estávamos com os faróis apagados( lá é obrigatório viajar com eles acesos sempre) mas como tínhamos certeza que viajavamos com eles ligados, endurecemos e eles nos deixaram partir sem multas. Na segunda vez nos pararam e alegaram excesso de velocidade 102km/hora, disseram que se pagassemos ali na hora dariam 50% de desconto na multa, do contrário quando cruzassemos a fronteira pagariamos o valor integral…. imagina, eles com um bloquinho de papel na mão, não tinham nada do radar para nos provar que estávamos mesmo naquela velocidade e por coincidência só pararam nós, brasileiros. Decidimos arriscar e a verdade é que nunca nos cobraram a suposta “multa”.

E acabaram aí nossos contratempos, no restante a viagem é bárbara, linda, retas intermináveis e belos cenários, só estou querendo prepará-los para lidar bem com estes percalços.

Cruzando o Uruguay

 Nosso almoço já foi depois de Zarate em  Cañuelas ( que fica a 250km), um lugar muito bom para almoçar  tem várias opções de parrillas e restaurantes.

 As estradas são boas e o trecho mais pesadinho da viagem foi de Cañuelas até Azul, somente os primeiros 50km são duplicados, e porque já era final do dia e o cansaço vai pegando, chegamos em Azul em torno da 19:30.

Azul é uma cidadezinha muito simpática e deve ter tido um passado muito rico, tem prédios bonitos, um teatro muito legal estilo art noveau, foi a cidade escolhida para passarmos a primeira noite. 

Grandes criações de gado Aberdeen Angus e Hereford nas proximidades de Azul.

Lindo prédio da prefeitura de Azul, ostentando as imagens de dois heróis nacionais argentinos: San Martin e Belgrano.

Azul é uma cidade do porte de Uruguaiana, e que privilégio poder ostentar um teatro lindo destes e com uma extensa programação… bons tempos da Argentina rica.

 O hotel de Azul é sem luxos, mas limpo, com um bom banho e um desayuno com ótimo suco de laranja e medias lunas. Diária de 180 pesos o quarto duplo, ou seja R$ 90,00 reais. Se você quiser conferir…

http://www.granhotelazul.com/

Saímos de Azul em torno das 8 horas, nosso próximo destino era a cidade de Neuquén, já na província de Rio Negro a  890 km de distância.

Optamos o caminho que passa pela Serra da Ventana, uma estrada bonita e com pouco movimento.

Serra da Ventana.

Antes de cruzar os 300km do deserto, paramos para almoçar em Rio Colorado, num posto ACA, umas milanesas com papas fritas e saladas resolveram nosso problema.

Chegamos em Neuquén à tardinha, o comércio ainda estava aberto e aproveitamos para comprar o que eles chamam de “correntes liquidas” é um spray para colocar nos pneus para evitar que eles derrapem no gelo.

Neuquén é uma cidade bem maior com cerca de 200 mil habitantes.Não tem muuuitas opções de hotéis e eles não são baratos como no restante da Argentina. Paramos no Hotel Comahue, muito bom no centro da cidade, numa grande avenida com um canteiro no meio. Diária de U$139 por quarto duplo.

http://www.hoteldelcomahue.com/

Saindo de Neuquén de manhã cedinho, nosso destino é San Martin de los Andes que fica a 430km, uma barbada para quem vinha fazendo uma média de 800 por dia, e a partir daqui a paisagem vai ficando cada vez mais bonita.

Controle sanitário na entrada da provincia de Rio Negro, é proibido entrar com frutas e outros víveres para evitar a disseminação de doenças.

É uma emoção a primeira vista das montanhas nevadas, sensação de liberdade, de ganhar o mundo.

Chegando em San Martin de los Andes

San Martin é uma pequena cidade, muito charmosa e interessante, muitos argentinos que optaram por um lugar tranquilo e bonito para viver se mudaram pra cá e fizeram daqui um lugar diferenciado.

Finalmente depois de 2.600km chegamos!!

Valeu, foi uma viagem linda, e em outro post vou estar contando tudo de San Martin e de alguns passeios nos arredores dos lagos e do vulcão Lanin

Aguardem!!!

Adios muchachos!

Charqueada Santa Rita em Pelotas, conforto e charme invadindo a História

05 de outubro de 2012 1

Nossa ideia era fazer um pit stop em Pelotas antes de seguir para o Uruguai, só uma noite para minimizar a distância. Como sou inquieta resolvi sair em busca de algo diferente, podia ser só uma noite , mas com algum charme seria bem mais interessante. Sempre ouvi falar que existiam fazendas com pousadas na região, e a palavra charqueada foi mágica pois vieram a mente todas as histórias que povoam o imaginário desde a Casa das Sete Mulheres, um dos meus romances favoritos.

Residência principal da Charqueda Santa Rita

Portão de entrada da propriedade

Sala de visita , com objetos de época

Chegando ao centro Pelotas nos assustaram que seria complicado de encontrar o caminho à noite. Não tivemos nenhuma dificuldade, o bairro do Areal é bem conhecido e desde lá a sinalização é perfeita. A chegada numa luz difusa de uma noite chuvosa de verão completou o quadro. O quarto além de bom ar condicionado estava cheiroso e o banheiro me conquistou com um piso de ladrilho hidráulico feito ali mesmo na cidade, amei.

Ao amanhecer fomos surpreendidos pela natureza exuberante , contruções super bem restauradas e um café da manhã servido num prédio lindo à beira do Arroio Pelotas .  A Charqueada Santa Rita fica no meio do caminho entre a cidade de Pelotas e o Laranjal, é uma das 8 charquedas abertas a visitação mas a única que abriga uma pousada e um pequeno museu onde uma menina bem informada conta a história do lugar. A pousada conta  com seis quartos bem equipados e decorados com um bom gosto e apreço pela tradição e em breve vai oferecer também um restaurante.

Numa região onde na época áurea funcionavam mais de 40 charqueadas , a Santa Rita guarda uma história de  produção de charque que era usado para o consumo dos escravos da região das Minas Gerais e exportado para as Antilhas. O Arroio Pelotas era a via de escoamento da produção e foi assim que descobrimos que pelota se chamava uma pequena embarcação feita de couro de boi e puxada por um escravo nadador que era usada para carregar a carne seca e salgada até os barcos maiores, daí o nome da cidade!


Pelota é uma pequena embarcação, como um bote, feita de couro, que foi utilizada para a travessia de arroios

Vários objetos e detalhes ajudam a contar a história. O sino que avisava da chuva para recolher a carne que secava nos varais, a lanterna que acesa indicava que havia charque pronto, o portão com a data de construção 1826 , a santa que dá nome ao local e até o mais recente documento , o quarto que abrigou o presidente Lula numa visita à região.

Posso dizer que ficou um gostinho de “quero mais”, voltaremos para curtir com calma e conhecer a Charqueda Boa Vista que oferece passeios de barco pelo Arroio Pelotas e a Charqueada São João que foi usada como cenário da Casa das Sete Mulheres . Isto se o pessoal de Pelotas não me mandar outras dicas , daí sou capaz de me mudar e ficar por lá!

Informações: http://www.charqueadasantarita.com.br/

Est Costa, 200 – Areal  Pelotas – RS, 96085-100
(0xx)53 3028-2024

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De Uruguaiana ao Chile - Parte II

08 de janeiro de 2012 0

Na primeira parte deste post eu narrei aqui nossa viagem de carro saindo de Uruguaiana até Mendoza na Argentina. Hoje vou contar para vocês a segunda parte da nossa aventura que vai de Portillo até o oceano Pacífico.

Saimos de Mendoza pela manhã e depois de percorrer os 250km que ligam Mendoza a fronteira com o Chile, chegamos em Portillo, famosa e antiga estação de esqui que fica bem perto da fronteira, quase na hora do almoço. A passagem na fronteira hoje em dia é tranquila, mas ainda está presente na minha memória quando passamos de carro por aqui nos anos 80 e dentro do túnel bem na fronteira fomos parados por homens encapuzados ( era pleno inverno) com uma pomada branca no rosto, não sei se para proteção contra o frio ou simplesmente para despertar mais terror do que já sentíamos, a verdade é que eles tinham uma lista de nomes na mão e pediram nossos documentos e depois de fazer muitas perguntas, nos liberaram, duros tempos com toque de recolher em Santiago.

Nossa viagem foi em fevereiro, e o Hotel da estação de esqui estava funcionando, o que foi uma ótima noticia, pois não há muitas opções em dezenas de km. Almoçamos muito bem e seguimos nossa baixada até o litoral.

A estrada é um zig zag e muitas vezes pode ser perigosa no inverno. Nosso destino na praia era Concon, que fica perto de Viña del Mar, a distância daqui de Portillo até Viña é de 210km. A estrada é bonita e a gente passa por várias plantações de uva, a região perto de Santiago é conhecida pela produção de vinhos.

Chegamos a Concon à tardinha e foi uma boa surpresa, mas tem outros lugares melhores para ficar, outras praias mais bonitas e com mais recursos como Reñaca por exemplo, mas como tínhamos estes apartamentos de time sharing, fizemos de Concon nossa base para explorar o litoral.

Tem vários lugares a serem explorados, nós aproveitamos um dia meio friozinho e nublado e fomos até Valparaiso, que já é uma cidade bem crescidinha, é um lugar interessante, mas diferente daquela Valparaiso que eu imaginava dos livros de Isabel Allende, e como estávamos mais no espírito de praia mesmo, valeu o passeio que vai serpenteando o mar, mas não nos aprofundamos muito além disso.

Uma presença muito forte por essas paragens é a de Pablo Neruda, a mais famosa de suas casas fica em Isla Negra, a 85km ao sul de Valparaíso. Neruda viveu aqui com sua terceira esposa e ambos estão enterrados nesta propriedade. Entrei em uma livraria e comprei um livro dele, ler suas poesias olhando para o vasto oceano me aproximou da alma chilena. 

Tem dois lugares que considero os mais legais que estive, o primeiro é a praia de Reñaca que fica ao lado de Viña del Mar, é uma praia jovem, agitada, lembra muito Punta del Leste com aqueles paradouros na beira da praia, muita garotada bonita e pra quem gosta de surfar tem boas ondas que quebram  bem na beirinha.

 

E a gurizada que estava conosco achou muito importante registrar o pequeno show dado pelas garotas contratadas pala marca Bacardi na beira da praia.

Outro dia saimos de Concon rumo ao norte até a praia de Ritoque que é conhecida pelo surf, o dia não ajudou muito mas a estrada é bonita, sempre costeando o mar e lá podemos fazer uma trilha até em cima do morro pra ver os surfistas.

A galera do surf.

O segundo lugar que recomendo muito é Zapallar, que fica 54km de Concon, é um lugar especial e com um restaurante que o Leonel vai me matar, mas eu vou contar aqui pra vocês, o Chiringuito, onde se come os melhores frutos do mar que vocês podem, ou melhor nem podem imaginar, é de comer ajoelhado para se redimir dos pecados da gula!!

Olhem só pra isso !!

Nos outros dias fomos a outras praias muito legais e com o preço das coisas bem acessíveis, existe uma variedade enorme de frutos do mar elaborados de muitas maneiras sempre acompanhado de um bom vinho chileno ou até uma caipirinha improvisada

 

 

Foram dias maravilhosos e deixamos o Chile com pesar e torço muito para que o país possa se reerguer o mais rápido possível do trágico terremoto que o abalou neste verão.

Nossa volta foi pela cidade de Cordoba na Argentina, uma pérola! Mas isto é assunto para outro post!

Bom pessoal aqueles que quiserem saber outras coisa é só escrever que terei o maior prazer em ajudar naquilo que for possível!

Deixo vocês com mais este por do sol chileno.

 

 

 

 

 

 

De Uruguaiana até o Chile - Parte I

12 de dezembro de 2011 40

Assistindo a cerimônia do Oscar , dia 7 de março do ano passado, quando anunciaram o ganhador de melhor filme estrangeiro, o argentino “O segredo dos seus olhos”, fiquei duplamente feliz, primeiro porque o cinema argentino, apesar de todas as dificuldades que o país está atravessando, consegue com produções relativamente baratas fazer filmes incrivelmente bons, e segundo que quando o diretor José Juan Campanella, depois de fazer os agradecimentos usuais, cocluíu mandando um abraço a “los hermanos de Chile” foi como se no momento ele criasse uma corrente de solidariedade pelo sofrimento dos chilenos que envolveu a todos nós latino americanos.

Estive no Chile em fevereiro de 2009, em uma viagem inesquecível, por onde atravessamos a Argentina, entramos no Chile passando por Portillo até chegarmos no Pacífico em Vinã del Mar.

Você precisa de ao menos 2 semanas para fazer este trajeto, é uma longa viagem, indico para aqueles que gostam de viajar de carro, as paisagens vão se alternando de Pampa, deserto, campos, bosques, praias, é uma aventura.

Olhem só este céu! Nem nos quadros do Constable eles são tão lindos!

Mas sabe como é verão né? Em poucos minutos as nuvens ficaram negras e pegamos aquele temporal, passageiro, fugaz, como são as chuvas de verão.

Nossa primeira parada foi em Santa Fé que fica a 450km de Uruguaiana.

Santa Fé é uma cidade bonitinha, bem cuidada, só que chegamos lá à noite já com pouca luz para fotografar, mas tenho uma boa lembrança do centrinho com uma rua de pedestres e um ótimo restaurante.

No dia seguinte saimos cedinho pois tínhamos uma longa jornada até a cidade de Mendoza que fica a uns 900 km de Santa Fé.

Já na chegada simpatizei muito com a cidade, ela não é muito grande e é muuuito arborizada, tem um parque enorme, ruas como a da foto, restaurantes charmosos.

Nosso hotel era bem localizado e charmoso, chamava Aconcagua, e a diária era em torno de 100 dólares.

Este era o pátio do hotel onde eles tinham parreiras com diversos tipos de uva, sim porque aqui em Mendoza todo o turismo gira em torno do vinho, é onde está a maioria das grandes vinícolas argentinas, e existem vários passeios guiados, muitos com refeições nas “bodegas”.

O mercado é uma festa para os olhos e para o paladar, pois são dezenas de presuntos crus, queijos, óleo de oliva, azeitonas, tudo delicioso.

Um restaurante que descobrimos e que eu super recomendo, é o Azafran, esta foto mostra a adega na frente onde eles fazem degustação de vinhos.

A comida é maravilhosa, talvez um pouco caro para padrões argentinos, mas com certeza vale a pena conferir.

Passamos 3 noites em Mendoza, que foi ótimo, na cidade a gente cruza com muitos estrangeiros, italianos, franceses, americanos, ela tem um ar cosmopolita. Se você quiser um pouco mais de luxo então minha dica é: hospéde-se no Park Hyatt, que fica em frente a uma praça central da cidade num prédio neo clássico lindo.

Nós nos aventuramos nas estradinhas para tentar visitar alguma bodega de vinhos, mas completamente pouca prática, não tínhamos feito reserva, ou nos informado dos horários de abertura e fechamento, resumo: Não conseguimos visitar nenhuma, mas valeu pela paisagem das estradinhas que saem da cidade que são muito lindas, com parreirais a perder de vista e muitas vezes com as montanhas (Andes) ao fundo.

Fomos almoçar no Clube de Regatas de Mendoza que fica no meio de um parque lindo, ótimo astral com um enorme buffet aberto a não sócios. Almoçamos numa varanda com esta vista.

A turma do golfe aproveitou o campo da cidade pra jogar uma bolinha…

Depois de 3 dias partimos de Mendoza por uma estrada que por si só já vale a viagem, que é o trecho de 250km que liga Mendoza até Portillo no Chile.

 

É por esta estrada que se chega ao Parque Nacional do Aconcágua, para aqueles que querem escalar ou simplesmenta fazer algumas trilhas na área que é linda.

 

 

No caminho a gente passa pela “Puente del Inca” que é esta ponte estranhamente coberta por uma espessa camada calcária, parece minerais que foram se acumulando ao longo dos anos.

Neste lugar tem várias banquinhas de artesanato que merecem a sua atenção, muitos panos coloridos, blusões de lã, ponchos, coisas tipicas bem legais.

Na parte II do roteiro vamos passar por Portillo, tradicional estação de Ski chilena e vamos até o pacifico.

Adios e até lá!!!

Bom dia Primavera!!

23 de setembro de 2011 0

 Hoje o dia amanheceu mais radiante e carregado de energia positiva!

Nosso longo inverno de 2011 já é história, caminhando pela cidade nos últimos dias já percebemos que a Primavera dava sinais da sua chegada.

Na minha opinião, de agora até o natal vivemos a melhor parte do ano, toda a boa perspectiva do verão. As pessoas saem mais pra rua, os bares ficam lotados de gente na calçada, enfim a cidade vive a céu aberto e eu adoro esta vibração.

Neste exato momento estou na  fazenda que fica próximo da fronteira oeste do Rio Grande do Sul, próximo de Uruguaiana e não resisti de registrar as imagens desta estação que está chegando e mostrando toda a sua beleza.

 

As Azaléias estão dando um show por toda a cidade.

 

 

Os  Ipês roxos estão ao longo de todo a BR 290, lindos demais, ainda mais contra este céu azul!

 

As Glicinias caindo em cachos.

Bah essa agora me apertou… alguém sabe aí como chama??

Flores e + flores enchendo nosso cotidiano de cores, ok pode parecer brega ficar fotografando flores mas é só hoje gente, para que a Primavera venha pra ficar!!

Deixo vocês com este lindo por do sol sobre o Rio Uruguai.

Porto Alegre - Colônia - Buenos Aires de carro

20 de abril de 2011 102

A idéia de passar o feriado em Buenos Aires surgiu um pouco “em cima do laço” e é claro que não conseguimos mais passagens aéreas. Partimos então para enfrentar os quase 900km por terra, uma empreitada para o pouco tempo disponível , mas resolvemos encarar como um passeio por terras e mares nunca dantes (por nós) navegados!

O câmbio está muito favorável , a grosso modo divide-se os valores por 2 e tudo está mesmo a metade do preço do Brasil. Nosso objetivo era turismo bem básico , pois o casal acompanhante era marinheiro de primeira viagem!

Saímos de Porto Alegre na quarta-feira ao meio dia e seguimos via Jaguarão, um caminho mais curto do que ir pelo Chuí , via Punta del Este. A primeira parte da Estrada , Porto Alegre -Pelotas é a pior de todas. A estrada, apesar dos vários pedágios,  é mal conservada e estreita. São 256km que levamos 3 horas para percorrer. De lá seguimos por uma estrada bem mais tranquila para Jaguarão, fronteira com Rio Branco no Uruguai.

Chegamos a tempo de comer um delicioso pancho uruguaio vendo o sol se por no rio, no Restaurante da Malu. Coincidências da vida, a Malu era uma amiga da época do colégio que morando em Pelotas resolveu abrir um negócio em Rio Branco, para aproveitar a zona franca e o movimento que os free shops trouxeram à cidade, olha onde fomos nos encontrar.

Na verdade não é muito difícil de encontrar alguém por aqui pois a cidade se resume a uma rua meio faroeste, com o free shop da Neutral e alguns outros armazéns de queijos e vinhos.

Depois de nos reabastecermos, seguimos até nosso primeiro destino que seria Montevidéo. Mais 400km de viagem pela Ruta 8 via Treinta y Três, uma estrada bem sinalizada e completamente vazia, a não ser pelo animais que cruzam perigosamente o caminho! Fomos recebido num apartamento no Bairro do Buceo, pelo melhor anfitrião que poderíamos imaginar, o Rodrigo Garcia. Caminhas arrumadas e uma reserva para jantar no Panini’s . O detalhe é que nosso anfitrião tem 19 anos! Este guri vai dar bom!

Panini’s : 26 de Marzo, 3586 – Puerto Buceo, (5982) 622-1232

O restaurante é muito gostoso, ambiente acolhedor e uma entrada de peixes e presuntos maravilhosa. O pratos mais interessante foi este risoto de parmesão com cordeiro.

Montevidéo é uma cidade bonita e muito tranquila, a orla em frente ao Rio da Prata tem um ar meio Rio de Janeiro, mas as pessoas são bastante tradicionais e  conservadoras. Não tivemos muito tempo por aqui, na verdade almoçamos no ponto mais tradicional da cidade , na volta! O mercado do porto é um programa imperdível e toda a região está sendo revitalizada num ambicioso projeto urbanístico. Nossa opção por aqui foi o tradicional Palenque.

O Teatro Solis, no centro, também foi reformado e está deslumbrante.

Com um dia radiante, nos despedimos de Montevidéo e seguimos para Colônia de Sacramento pela Ruta 1, por 175km. As paisagens bucólicas do Uruguai são um bálsamo para o olhar!

Colônia é uma joia lusitana que quase parou no tempo e é Patrimônio da Unesco desde 1995. Pomo da discórdia entre Portugal e Espanha desde sua fundação no século XVII, guarda na arquitetura bem conservada parte importante da história do país. As ruas arborizadas criam um ambiente mais poético com as folhas caindo e tudo é cuidadosamente mantido para criar um clima nostálgico! Sugiro passar uma noite por aqui , dizem que ao anoitecer tem-se a impressão de que o tempo realmente não passa por aqui!

É um lugar extremamente charmoso , com ótimas opções de gastronomia e algumas pousadas. O forte e o farol dominam a paisagem à beira d’água.

O restaurante mais famoso é o Drugstore, uma gracinha e onde estão os carros antigos com mesas postas dentro, não percam! Um detalhe, lembrado pela Ana Carolina Bolsson, é que muitos restaurantes em Colônia não aceitam cartão de crédito, incluindo o Drugstore.

De Colônia partem ferry-boats que chegam a Buenos Aires em 1 hora, uma maneira agradável de economizar alguns quilômetros na viagem. A estação do Buquebus foi recém inaugurada e é um luxo. Aqui vai o site para horários e preços: http://www.buquebus.com/cache/HomeARG.html

Nós optamos em deixar o carro num estacionamento , mais econômico e prático. Os três dias nos custaram R$ 32,00 e economizamos bastante stress no alucinado trânsito da capital Portenha, onde os táxis são muito baratos!

O melhor de tudo é ver Buenos Aires por este ângulo inusitado, desde o Rio da Prata!

Seguiremos em Buenos Aires e Montevidéo nos próximos posts!