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Posts na categoria "Grécia"

Mykonos agreste, uma grata surpresa

06 de junho de 2018 0

Todo mundo já ouviu falar de Mykonos, a fama de ilha gay, praias com muita festa e noite cheia de baladas esta espalhada pelo mundo. Mas depois de 15 anos voltei a Mykonos e para meu deleite descobri que além de tudo isto a ilha ainda mantém recantos de natureza preservada e praias paradisíacas.

Nos hospedamos em Psarou , uma praia que fica bem próxima a vila de Chora  (Hora) , centro urbano mais importante. É uma praia pequena e muito gostosa , o Mykonos Blue é tudo aquilo que esperamos de um hotel charmoso e bem atendido , com todo o conforto e muito mais, uma dica valiosa de minha amiga Flávia Alvarez!

A recepção do Mykonos Blue tem  charmosso burrinhos azuis

A piscina do hotel  com o mar azul ao fundo, blue em todos os lados!

Praia de Psarou ao entardecer.

As praias Paradise e Super Paradise continuam sendo  point , com recantos de nudismo e som nos paradores . Elia é mais família, um local charmoso com boa estrutura e esportes náuticos.

Super Paradise

Jeep alugado, indispensável para descobrir a ilha

 Mas foi no norte de Mykonos que nos surpreendemos com praias totalmente preservadas , sem construções e nem paradores com seu muitos guarda-sóis. Ftelia intocada e fica no fundo de uma grande baía, quase totalmente livre de cosntruções e com poucos frequentadores.

Ftelia , uma paraíso quase intocado ao norte de Mykonos

Agios Sostis é uma graça, tem uma pequena baía separada por pedras onde descobrimos o parador do Kiki, um restaurante bem simples onde o próprio Kiki faz na grelha todos os tipos de calamares , peixes e lulas com um visual de matar de inveja qualquer outro parador de beira de praia. O único problema do norte da ilha é o vento , em dias muito ventosos não é muito recomendável.

Agios Sostis

 

Entre um prato e outro vai um banho de mar

Enquanto Kiki prepara tudo na grelha.

Uma amostra do ambiente de Chora, no próximo post o charme “urbano” de Mykonos

 

A Grécia para além de Mikonos e Santorini! Um passeio pelas ilhas Argo Saronicas

15 de abril de 2015 0

Dentre as mais de 700 ilhas habitadas na Grécia , eu duvido que você consiga enumerar mais de quatro ou cinco. Pois é , e isto não é um desconhecimento raro , poucas pessoas fora da Europa exploram o país como ele merece.

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Pois então, embarquem conosco para as Argo Saronicas, um grupo de ilhas bem próximo a capital Atenas e , ao contrário do que se possa imaginar , são mais preservadas e genuínas do que as famosas Mikonos e Santorini.

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A melhor forma de explorar este arquipélago é de barco ou ferry partindo de Atenas. Para que for de ferry existem muitas possibilidades de hospedagem nas diversas ilhas.

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Nosso caso era uma comemoração especial , um aniversário de 50 anos cuja festa durou uma inesquecível semana. Os alugueis de barco são bem frequentes nas marinas de Pireus e podem caber em vários orçamentos diferentes, dependendo da categoria do barco e do número de pessoas em cada um.

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Depois de uma noite em Atenas onde passeamos por Plaka e nos deliciamos com o visual do Monte Likabettus, iniciamos nossa semana de sonhos.

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Nosso roteiro iniciou em Poros. Um porto distante 60km de Atenas e que fica separado por um estreito canal do continente grego , a região do Peloponeso.

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Aqui tudo é preguiça , a vida é tranquila e tirando o barulho das festas que alguns bracos fazem no porto , o silêncio é total.

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Todos os dias fazíamos paradas estratégicas para mergulhar , andar de caiaque ou stand up paddle em alguma baía tranquila. As águas da região são tépidas, mesmo no final do verão quando o sol já não arde na pele.

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Spetses com seus quatro mil habitantes é a maior cidade que encontramos. Um charme com ruas fechadas a automóveis particulares, por aqui somente vespas , carruagens e taxis.

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Tem um porto relativamente grande que recebe ferrys diretamente de Atenas. Nos anos 60 e 70 foi um destino da moda entre ingleses e outros que buscavam mais tranquilidade. Desta época é o Poseidonion Grand Hotel que até hoje é o mais luxuoso da região, em estilo clássico buscando imitar o Negresco de Nice.

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Muitos bares e restaurantes se alinham pela beira das várias marinas que formam baías simpáticas e coloridas. Aqui daria para ficar mais uns dias sem cansar.

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Nosso próximo destino foi uma noite ancorada no meio do nada ! Isto mesmo , era noite de lua cheia e aproveitamos a luminosidade natural para curtir o silencio da noite com vinho rosé e polvo grelhado ! Cozinhávamos quase todos os dias no próprio barco , mas para isto levamos um amigo chef que foi nossa salvação.

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Para os menos agraciados com dotes culinários os barcos oferecem um serviço básico de cozinha ou a possibilidade de contratar um chef que faça a viagem no barco! Também pode-se jantar nos portos e almoçar lanches no barco.

Acordar com o balanço do mar e ver o sol nascer no horizonte é algo que não tem preço.

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As cabines/suites não eram grandes , mas acomodavam muito bem 2 pessoas com uma mala cada. Banhos bem comodos no próprio banheiro de cada suíte.

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Passamos a noite seguinte num pequeno porto simpático onde compramos mais polvo! Quase criámos tentáculos nesta viagem , mas não dava para resistir! Ermione, bem assim como a menina de Harry Poter. Minúscula mas também ligada a Atenas por ferry, foi a que menos me apaixonou no trajeto.

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Seguimos para a cereja do bolo! Tínhamos que chegar cedo pois a marina é a mais concorrida e queríamos aproveitar o dia inteiro em Hydra.

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Hydra foi um dos lugares mais intocados que eu conheci , uma legítima colônia de pescadores com menos de 2 mil habitantes, nenhum veículo motorizado e um turismo muito tranquilo . Aqui os únicos meios de transporte são burricos , que levam grande parte da carga também e uns poucos mini tratores para o serviço mais pesado.

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Tudo é encantador, parece que os bouganvilles são mais floridos , os gatos encontram um paraíso de descanso e paz e as águas… são de uma transparência alucinante. Sabe aquelas fotos onde os barcos parecem estar boiando no ar , pois é assim mesmo!

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Monastérios se espalham pelas ruelas que sobem até as montanhas do interior. Cafés , lojas transadas e muito para desfrutar em termos de praias de pedra e grutas para praticar mergulho. Em 2007, a National Geographic Traveler classificou Hydra no mais alto grau de preservação da integridade ambiental entre todas as ilhas gregas e décima primeira do mundo.

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Acabamos nosso périplo com uma sensação de que o paraíso existe e pode ser usufruído sem que precisemos abrir mão do resto de nossas vidas nem vender a alma ao diabo!

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Para quem gostou deste post , visite nosso site e descubra outros passeios em grupos especiais ou contrate uma assessoria particular para montar sua própria viagem :)

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Você já pensou na Macedônia , Bulgária e Romênia? Um roteiro inusitado ficou acessível à bordo do maravilhoso navio Silversea

01 de novembro de 2014 1

O bom de trabalhar com turismo é que qualquer destino que se invente de visitar vira prospecção e daí não tem ruim. A gente descobre , fuça e , às vezes tira leite de pedra , mas na maioria se encanta com o inusitado.

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Nunca tinha pensado em visitar a Macedônia , na verdade só tinha escutado falar em Meteora e por aí acabavam meus conhecimentos sobre a região.

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Meteora

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Pois o roteiro do navio Silversea foi uma surpresa atrás da outra. A começar pelo próprio navio, que acaba de ganhar o prêmio de melhor navio do mundo de pequeno porte pela mais renomada revista de turismo : a Condé Nast Traveller.

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Então tudo começa com o serviço , mais do que 100%! As cabines , todas em tamanho muito confortável e a maioria com varanda, abrigam os 280 passageiros. Um mordomo serve cada pequeno grupo de cabines facilitando a colocação de roupas nos closets, isto mesmo, e se coloca a disposição para reservas nos 4 restaurantes , serviço de quarto e muito mais.

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De longe o mais interessante numa viagem de navio é a comodidade de amanhecer cada dia em um porto, sem a preocupação de malas, check in e tudo mais. Enquanto se poderia questionar o tempo e a tranquilidade para explorar o novo , o pessoal do navio já vem com uma “lecture” para dar toda a história e principais atrativos do próximo destino. Pois nosso roteiro foi perfeito neste sentido , para dar um primeiro olhar em possibilidades nunca d´antes navegadas e se for o caso , voltar para curtir com mais vagar.

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Para ser bem sincera , o único senão da viagem foi o fato de estarmos na Grécia e não termos aproveitado nenhum dia de praia. O roteiro não privilegia ilhas com belos exemplos de praias gregas mas também outubro já está um pouco além dos dias quentes e propícios a um banho de mar . Vejam o pessoal na piscina! Cobertores a postos.

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Saímos de Istambul , na Turquia para nosso primeiro porto na Macedônia (região norte da Grécia). Kavala é uma cidade pequena , simpática dominada por um centro antigo com vestígios gregos , romanos e otomanos. Antes de tomarem Istambul os turcos passaram por aqui conquistando a cidade.

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O aqueduto no centro é dos mais lindos e bem conservados que eu já vi.

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Mas Kavala não é um motivo para se deslocar até a Macedônia. Já Thessaloniki sim! A cidade é berço de Felipe , pai de Alexandre , o grande . Um lugar moderno , arejado , repleto de cafés e restaurantes descolados . Adorei tudo . Do calçãdão à beira mar com a famosa Torre Branca até a religiosidade das tantas igrejas ortodoxas.

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A história é densa , parace que a gente sente nas pedras da rua os anos e as dores por que passaram estes povos. Aproveito para indicar um livro que através da saga de uma familia conta um pouco da história do lugar ” O Fio” de Victoria Hilslop. O Museu Arqueológico é muito interessante e bem montado, as coroas de ouro do período helenístico são demais.

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É uma cidade que precisa ser desvendada , ela é como um amor difícil , que não se entrega ao primeiro assédio. Os sítos arqueológicos se espalhas pelas calçadas.

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Em cada jantar no navio , uma enorme variadade de possibilidades! O serviço sempre atencioso e impecável, os garçons chamam os passegeiros pelo nome. A gente se sente especial , cuidado e acarinhado. Os restaurantes são todos deliciosos , difícil escolher. Mesas individuais, atendimento personalizado.

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Em Volos o que vale mesmo é pegar um carro e seguir a Meteora. (O navio tem serviço de passeios em grupo para destinos mais distantes, não é assim um Viajando com Arte, mas ok! ) Uma paisagem que mistura natureza e prodígio humano e que nos faz sentir pequenos diante da grandeza de seus construtores. Algo que lembra a Capadócia , mas num clima mais místico e com menos turistas.

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Eram vinte mosteiros , hoje são apenas seis , mas o espírito esta bem guardado numa filosofia eremita. Apesar de ser desconhecida a data exata de fundação de Meteora, crê-se que os primeiros foram eremitas que se estabeleceram em cavernas no século XI. Formou-se um estado monástico rudimentar procurando um refúgio seguro à ocupação dos turcos otomanos, encontraram nos rochedos inacessíveis de Meteora o local ideal.

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De lá voltamos para a Turquia numa parada estratégica em Izmir , que já foi um enclave grego na região. Daqui o mais interessante também é sair do porto para visitar Ephesus, a antiga cidade romana que eu já conhecia de outras edições da viagem Turquia com Arte. Como o dia estava lindo , Izmir tornou-se uma parada interessante, uma cidade grande cheia de mercados e um belo calçadão à beira mar. Para interessados em Ephesus aqui está o linck para o post, é imperdível:

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Aqui um dos pontos altos do roteiro , um dia de nevegação cruzando o estreito de Dardanelos , o mar de Marmara e o estreito de Bosphoro para chegar no Mar Negro. Um delírio passar pela cidade de Istambul ao entardecer, suas mesquitas e minaretes desenham o horizonte e os passaros acompanham o barco fazendo uma trilha sonora. Um dos momentos mágicos da minha vida.

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O Mar Negro não é muito diferente de nosso conhecido Atlântico, tem um azul profundo e águas traiçoeiras.

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Mas os países que nos esperavam tem uma história recente marcada por um regime comunista ditatorial que deixou marcas profundas de amargura e muita pobreza , mesmo vinte e cinco anos depois de seu fim. A Romênia e a Bulgária foram nossos destinos na região , tendo em vista que a Ucrânia esta convulsionada e não permite visitas na atualidade.

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Na Romênia chegamos no porto de Konstança que nos serviu apenas de escala para seguirmos por 250km de boas estradas até Bucarest. É uma região plana agrícola , e aquele imaginário fantasioso que compartilhávamos , de acampamentos de ciganos em florestas desabitadas não é por aqui que iríamos encontrar. Bucarest para mim foi um choque .

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Por mais que eu já tivesse lido sobre as atrocidades do ditador Nicolau Ceaușescu no período comunista , o Palácio do Parlamento na cidade é maior e mais estarrecedor. É o segundo maior edifício do mundo (só perde para o Pentágono) num dos países mais pobres da Europa , foi construído sobre os escombros de uma cidade que tinha uma arquitetura elegante e que cuja a sofisticação de sua elite deram-lhe o apelido de “Paris do Leste”. Durante a liderança de Ceaușescu (1965-89), a maior parcela da parte histórica da cidade foi destruída e substituída por edifícios do estilo comunista, em particular altos blocos de apartamento. O melhor exemplo disso é o desenvolvimento do chamado Centrul Civic (o Centro Cívico), onde todo um bairro histórico foi demolido para dar à luz os edifícios megalomaníacos de Ceaușescu.

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Mas nem tudo é desolação e lembranças negras em Bucareste. No outono os diversos parque se pintam de cores quentes e o Museu de arquitetura com replicas de prédios das diversas regiões da Romênia é muito lindo e bucólico em meio as folhas caindo.

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O centro antigo esta sendo restaurado , o que pode fazer com que a cidade retome sua tradição perdida.

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Por todos os portos o que não faltavam eram romãs, vermelhas , deliciosas in natura ou como suco!

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Assim como quase todas as outras cidade que passamos neste roteiro , Nessebar na Bulgária também guarda vestígios de cinco civilizações que por ali passaram: gregos, romanos , bizantinos , otomanos e búlgaros.

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Mas o pequeno porto no Mar Negro preservou bem este seu legado e nos brindou como uma das melhores surpresas do roteiro.

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Igrejas bizantinas intactas abundam nesta pequena cidade , hoje ponto de veraneio valorizado. Mas já estávamos longe do verão e a maioria dos turistas temporários já fora embora nos deixando um clima ameno numa cidade tranquila que praticamente abriu suas portas para nosso pequeno navio.

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Desvendamos os segredos de Nessebar pela manhã e à tarde saímos para fazer um safari nas montanhas!

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Bueno , safari aqui deve ser bem entendido como um percurso exploratório em um espaço agreste , montanhas altas mas animais e selvagens então , nem por perto. O esporte predileto dos búlgaros é a caça o que fez sobrar pouco para vermos nos campos.

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Pessoa muito simples ainda vivem com restos de veículos do período comunista. O mais difícil , segundo nos disseram foi resgatar a auto-estima.

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E para completar esta viagem especial ter a companhia de uma amiga de mais de quarenta anos ! Temcoisas que não tem preço!

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Kefallonia, o lado mais selvagem da Grécia - Parte I

09 de agosto de 2014 12

Você provavelmente nunca ouviu falar em Kefallonia, mas talvez já tenha visto imagens deste lugar paradisíaco, pois foi o set de filmagens do filme Capitão Corelli, com Nicolas Cage e Penélope Cruz, que se passa durante a Segunda Guerra mundial.

 Há 3 anos atrás eu conheci Corfu, (http://wp.clicrbs.com.br/viajandocomarte/2010/05/26/corfu-um-pedacinho-do-paraiso/)que também é uma ilha Jônica, só para você se situar as ilhas Jônicas são aquele grupo de ilhas que ficam à esquerda no mapa, entre a Grécia e a Itália, e foi paixão à primeira vista.Não é a toa que Onassis escolheu uma entre estas ilhas para ser sua propriedade, a Ilha de Skorpio é aqui. Amei a simplicidade, a beleza, e principalmente por ser uma ilha mais verde, florida e sem quase turistas. Decidi que iria conhecer cada uma destas ilhas, e este ano voltei, agora para conhecer Kefallonia.

As ilhas Jônicas são menos exploradas turisticamente e se você gosta de grandes restaurantes, resorts luxuosos então é melhor rumar para o grupo de ilhas do mar Egeu que ficam do lado direito do mapa, como Santorini, Mikonos, Ios, etc.

Kefallonia é a maior das ilhas Jônicas e a mais agreste, para mim é o verdadeiro paraíso, fica a menos de 1h de vôo de Atenas, e tem praias cinematográficas com pouca gente, estrutura boa, pois as mais bonitas tem sempre algum barzinho/restaurante e cadeiras e guarda sol para alugar, ou seja, alegria garantida, pois sempre vai ter um polvo grelhado e um vinho ou uma Mythos (cerveja) gelada.

Fiz umas pesquisas valiosas na internet antes de reservar meu hotel e acabei reservando através da www.booking.com um hotel muito bom, e o que melhor bem localizado, pois fica perto de Sami ( lugar onde filmaram Capitão Corelli) que é mais para o norte da ilha onde estão as praias e os portinho mais legais.

O Hotel é o Ionian Emerald Resort que fica em Karavonmylos, um ponto bem estratético para ir a todos os lugares.

A praia mais linda e famosa de Kefallonia é a Mirtos beach, e  depois de passar o portinho de Agia Efimia que é de onde tirei esta foto, fica mais uns 8 km e a gente chega lá

Estas mini capelinhas tem por todas as ilhas, e são miniaturas das igrejas ortodoxas gregas, algumas marcam lugar de acidentes, outras são pura devoção religiosa.

Então devagarinho a gente vai tendo a vista do alto da praia de Mirtos….

 

E notem, a quantidade de gente na praia, nesta que foi apontada pelo Lonely Planet como uma das 10 praias mais bonitas da Europa. Além da beleza de tirar o fôlego, foi isso que me encantou em Kefallonia, esta sensação de “privacidade”, de entrar num tunel do tempo, onde nem todos os lugares eram lotados de turistas, onde se chega num restaurantezinho na beira de um penhasco com apenas uma parreira de cobertura, atendido por uma família e que eles te servem o peixe pescado no dia, mais ou menos como Taormina é retratada naquele filme imensidão azul, lembram? 

Vinho local

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Saindo de Mirtos em direção ao norte a gente passa por vários lugarejos, numa estradinha que vai sempre costeando o mar, fomos até Fiscardo, um portinho lindo de onde sai o ferry que vai a Ithaca, a famosa ilha do lendário Ulisses, protagonista do clássico de Homero, a Odisséia e também a outra jóia das ilhas Jônicas, Lefkada.

Como este post já se alongou dividi ele em duas partes, aguardem pela continuação!!

 

Corfu - um pedacinho do paraíso

16 de dezembro de 2011 1

Algum tempo atrás assisti  uma palestra de  Luc Ferry, filósofo francês que também foi ministro da educação no seu país. Ele é simplesmente brilhante e assim como algumas pessoas ficaram impactadas com o Cirque du Soleil, eu fiquei com o pensamento de Luc Ferry. Entre outras coisas,  ele  relatou parte da Odisséia de Homero, onde o protagonista Ulisses luta por 10 anos na guerra de Tróia e fica outros 10 anos tentando voltar para sua ilha, Ítaca e para a sua mulher, Penélope. Desculpem este prólogo enorme para chegar ao ponto, mas é que pensei tanto em tudo que ele falou e meu pensamento me remeteu a ilha grega de Corfu, que como Ítaca a ilha de Ulisses, faz parte do conjunto de ilhas Jônicas, no lado oeste da Grécia.

Corfu foi o nome dado pelos italianos quando as ilhas eram dominadas pela República de Veneza de 1401 até 1797, o nome grego da ilha é Kerkyra. As Ilhas Jônicas tem uma caracteristica diferente das ilhas do Mar Egeu, que costumam ser mais áridas, Corfu é um lugar muito verde e florido.

Estivemos lá por 4 dias e foram inesquecíveis, pegamos um vôo de Atenas que dura em torno de 40 minutos, alugamos um carro na chegada, outra opção é alugar uma moto, mas como tínhamos malas então o mais prático foi o carro mesmo. 

Depois de algumas pesquisas na internet, percebi que a praia mais interessante e bonita era Paleokastritsa, e foi lá que eu achei esta maravilha que é o Hotel Akrotiri, http://www.akrotiri-beach.com/ olhem aquele prédio ali na foto, localizado estratégicamente entre uma praia e outra.

Esta era a vista do nosso quarto que tinha uma sacada perfeita pra fazer uma happy hour com esta vista horrivel….

No segundo dia alugamos uma lancha, nada de muito motor, mas o suficiente para podermos explorar muitas praias e de ter o privilégio de estar sozinhos em algumas delas. O aluguel é em torno de 50 euros das 11h até as 17h mais a gasolina, eles te dão um mapinha com as praias e pontos onde poderíamos almoçar. Foi perfeito.

Com este mapinha descobrimos muitos recantos, que talvez de carro não fosse possível chegar, um deles é este restaurantezinho/marina chamdo Grotta Bay, onde podemos estacionar a lancha e almoçar papeando com o dono que era um marinheiro veterano que já tinha estado no Brasil várias vezes.

Grotta Bay

A cidade de Corfu é muito bonitinha e guarda muita influência da arquitetura Veneziana, tem aquelas arcadas que lembram muito a Piazza San Marco e ali se concentram a maioria dos restaurantes, cafés e a vida noturna.

 

A foto ficou horrivel, tremida, mas eu coloquei só para que vocês pudessem ter uma idéia da agitação.

 

Fizemos vários passeios, visitamos uma igreginha ortodoxa no alto de um penhasco, passeamos entre as muitos bosques de oliveiras, ruínas, Corfu tem muitas coisas para ver.

Mas também é o lugar para o dolce far niente, e foi a nossa opção, ficar atirados na praia, cuja única preocupação foi a de - onde vamos ver o por do sol hoje? Se permitam gente, a vida passa muito rápido!

Atenas redescoberta

24 de agosto de 2011 3


 A primeira vez que estive em Atenas faz muito tempo, na verdade tanto tempo que já nem lembro daquela eu com 18 anos, de mochila pulando de um lugar para o outro, mas mesmo naquela época já olhei com um olhar critico aquela cidade grande que me pareceu sufocante, suja, cheia de cartazes colados, com pouco verde por tudo isso quis sair correndo de lá! 

Calma, calma, eu voltei a Atenas outras vezes e minha opinião mudou. Atenas mudou. É outra cidade, muito mais verde, organizada e limpa, mas não só isso, Atenas ganhou alma e aproveitou sua herança cultural  fantástica  na construção de prédios modernos onde o passado e o presente se encontram de maneira muito criativa e impactante. Ganhou a cidade, ganhamos todos nós.

Cheguei em Atenas num dia de verão com aquele céu que só a Grécia tem. O aeroporto é novinho, cheio de reproduções das grandes esculturas gregas, tem até um pequeno museu no aeroporto pra você ir conhecendo um pouco da cultura helênica enquanto espera seu vôo.

Nosso hotel foi indicação de uma amiga, ao qual eu super agradeço, pois além de ótimo ele é muito bem localizado,  perto da Acrópole, de Plaka, Monastiraki, enfim de todas as atrações mais importantes, e pudemos fazer tudo à pé. Sem falar da vista dos quartos e do terraço do café da manhã.

 

Vista do quarto no Royal Olympic, aquele ao fundo é o Monte Lycabettus

Vou ser boazinha e dar a dica da Rosane pra vocês: Hotel  Royal Olympic , podem conferir o site :

http://www.royalolympic.com/

Já na primeira noite fomos explorar o bairro boêmio e manjadíssimo de Plaka, mas como ir a Atenas e não jantar nos restaurantes ao ar livre de Plaka? Não adianta querer invertar moda, primeiro a gente tem que fazer o básico, então saímos numa caminhada sem pressa, olhando tudo, temperatura perfeita em torno dos 26 graus.

As noites animadas de Plaka, o tradicional bairro boêmio e turistico de Atenas.

Plaka é turística sim, mas é alegre, vibrante, sentamos num lugarzinho muito simpático embaixo de uma parreira, a comida foi ok, nada demais, mas a noite foi agradável e no outro dia estávamos prontos para conhecer a mítica Atenas de Péricles.

Se você vai ficar pouco tempo em Atenas eu diria pra visitar um único museu  – o Novo Museu da Acrópole, que além de conter as peças mais valiosas e significativas desta cultura que foi  a matriz da cultura ocidental,  tem um conceito e  concepção  geniais, sem exagero aqui hein!

Fiquei absolutamente deslumbrada com  tudo. Começando pela localização. No segundo andar do prédio onde eles reconstituiram a parte interna do Partenon com muitas das métopas e frisos esculpidos por Fídias, respeitando as mesmas medidas e orientação do templo original. Todo este complexo construido dentro de uma estrutura de vidro e aço onde todo o tempo se tem a vista da Acrópole.

Novo Museu da Acrópole, a foto não faz jus ao conceito e concepção bárbaros do projeto

Construído em cima de um sítio arqueológico.

Onde se pode ver as pessoas trabalhando.

Esta é a vista que se tem todo o tempo de dentro do museu.

O café no terraço, boa hora para tomar um iced coffee.

Não é permitido tirar fotos no interior do museu, dê uma espiadinha no site deles para você ter uma ideia :http://www.theacropolismuseum.gr/?la=2

Desta vez não subi até a Acropóle, mas vou dar um conselho valioso para quem estiver indo a Atenas pela primeira vez, esteja no portão de entrada exatamente às 8h da manhã que é quando abrem os portões, desta maneira você vai fazer uma visita tranquila, quando o calor do dia ainda é ameno e principalmente porque às 10h sua visita pode se transformar num suplicio grego, pois é a hora que chegam os turistas dos grandes transatlânticos aportados em Piraeus e ai meu amigo toda aquela aura maravilhosa se desvanece e você tem a sensação que caiu dentro das lojas americanas no dia 23 de dezembro.

Fomos explorar outros bairros outras latitudes da cidade e acabei descobrindo coisas incríveis como a subida no Monte Lycabettus, um dos mais altos de Atenas, alcançando 277 metros acima da cidade, o pôr do sol no topo oferece uma vista espectacular de Atenas e do Mar Egeu. De acordo com a mitologia antiga, Lycabettus  foi o monte originalmente planejado para  abrigar a Acrópole, mas a padroeira da cidade, a deusa Athena o deixou cair por acidente.

Para chegar no funicular que leva até o topo do Monte Lycabettus a gente passa por este bairro bem residencial

 

E ao preço de 4 euros a gente chega lá em cima.

A vista da cidade é espetacular

Achamos o nosso hotel bem atrás das ruinas daquele templo!

Tem este restaurante/bar mais informal

E um restaurante mais chique com vista para a Acrópole.

Lá em cima tem uma capelinha bizantina do século XIX e dois restaurantes, um mais informal e outro bem chique, um jantar lá é um must!

Logo abaixo do Monte Lycabettus está o bairro de Kolonaki, eu diria que é o equivalente ao nosso bairro Moinhos de Vento de Porto Alegre.

Kolonaki é muito charmoso, cheios de boutiques de grife, restaurante e bares frequentados na sua grande maioria por gregos, é um lugar vibrante que merece a sua visita.

O charmoso bairro de Kolonaki.

Estivemos lá em junho quando todas as tardes havíam manifestações pacíficas na Praça Syntagma, onde fica o parlamento grego. Eles passam por uma fase difícil, mas os gregos não se deixam abater, nisto são um pouco parecidos conosco, procuram não pensar muito no assunto e ir tocando um dia de cada vez.

Praça Syntagma, onde fica o parlamento grego, todos os dias protestos pacíficos na frente do prédio.

Como vocês puderam ver fiz as pazes com a cidade de Atenas e recomendo a todos um pit stop por lá para depois tomar o caminho das ilhas, de preferência as Jônicas, lugares de praias paradisíacas e intocadas, porque afinal vir a Grécia e não conhecer suas ilhas nem Aristóteles toleraria!!

sas efcharistó!!!!

Kefallonia, o lado mais selvagem da Grécia - Parte II

08 de julho de 2011 12

Chegamos a Fiscardo à tardinha, é um lugar que se vê pessoas de vários lugares do mundo, que vem para Grécia e aqui atracam seus barcos, é uma gracinha e tem muitas opções de restaurantes.

Porto de Fiscardo

Quando voltamos para o nosso hotel descemos pelo outro lado, mais por dentro da ilha, onde em muitos trechos se enxerga Ithaca muito próxima, quase dá para ir nadando, e naquele estado de encantamento que a gente tem quando se esta em lugares abençoados por Deus eu quase podia ver Ulisses me abanando de lá.

Ilha de Ithaca

Cena comum na ilha, parar o carro para o rebanho de cabras passar tocando seu sininhos amarrados no pescoço.

À noite fomos conhecer Sami, e tentar identificar algumas cenários do filme.

Sami

Sami é bonitinha, muitos restaurantes que servem frutos do mar e comida típica grega, ou seja, salada grega, moussaka ( que é uma espécie de lasanha com beringela, queijo e carne). A dona de um café onde perguntei sobre o filme ela me mostrou um grande albúm de fotografias das filmagens e apontou alguns dos cenários e só insistia no fato de que Penélope Cruz não era bonita ao vivo  :))

Lugares imperdíveis em Kefallonia são a praia chamada Petani que é tão linda quanto Mirtos e tem um quiosque muito astral onde se pode passar o dia.

Praia Petani

Sempre brincando com as pedrinhas da praia

A caverna de Melissani que fica um pouquinho afastada do mar em Karavonmylos vale a visita, lembra a gruta azul de Capri e é espetacular.

A profundidade aqui é de 15 metros, mas como o fundo é calcário a cor tem esta cor turquesa fantástica e é gelada!!!

Eu teria mais 1 milhão de fotos para mostrar para vocês, pois a beleza de Kefallonia é tamanha que eu não cansava de registrá-la, coloco este último lugar que também é visita obrigatória que se chama Antisamos, fica ao norte de Sami e é o local da antiga acrópole de Sami ( que segundo a lenda é o porto mais antigo do mediterrâneo)

Muitas oliveiras em toda a ilha e algumas centenárias aqui na antiga acrópole de Sami.

Praia de Antisamos

Com uma bela estrutura, onde se pode saborear um polvo marinado.

Num paraíso como este a gente fica bobo, rindo sozinho, já decretei que antes de morrer ainda volto a Kefallonia.

Oia, o lado charmoso e preservado de Santorini

05 de julho de 2011 5

No último post falei da tristeza de ver Santorini tão explorada e mal cuidada. Mas nem tudo está perdido, Oia (se pronuncia Ia) é uma cidadezinha na ponta norte da ilha onde tudo que imaginamos de Santorini está preservado , cúpulas azuis, casinhas brancas recém caiadas e muitos gatos enfeitando a paisagem.

Oia está localizada na parte norte da ilha sobre o pitoresco porto chamado Ammoudi. Este porto não é realmente onde os ferries atracam, mas é usado principalmente para yates e barcos de pescadores locais ou para os barcos que navegam para a ilha de Thirassia. Oia costumava ser uma colônia de pescadores no passado e consistia de casas pequenas em cavernas, assim como grandes mansões de capitães pesqueiros . No entanto, Oia foi seriamente danificada por um terremoto (1956), que resultou na destruição de uma grande parte de suas casas que foram recentemente restauradas (ganhando prêmios internacionais de restauração).

Hoje em dia, Oia continua sendo uma pitoresca aldeia das Cíclades, sua tradição de local alternativo , congregando artistas e artesãos de todos os tipos fez a fama das jóias no local. Estranho é ver a vida quotidiana acontecendo neste cenário de Mamma Mia, crianças brincando entre suas cúpulas como se fosse uma pracinha feita com casinhas de algodão doce!

O pôr-do-sol na ponta norte é um ritual diário , para onde afluem pessoas de todas as tribos.

 

As opções de hospedagem são inúmeras e os restaurantes charmosos e com cardápios variados. Elegemos o 1800, na rua principal, uma indicação do Guia Michelin  e participante da cadeia Slow Food, e foi uma ótima opção. Os pratos são inspirados em quadros pintados pelo chef , misturando sabores e cores. A sobremesa um chocolate  com sorvete de alecrim , um sabor fantástico!

O prato principal era um bacalhau fresco com feijão e um molho escuro que estou tentando até agora decifrar o que era!

Sugiro hospedagem no Armeni Suítes ou Kirini Suites & Spa, olhem o clima! Dá vontade de ficar o dia inteiro na piscina.

Santorini, a natureza no limite

01 de julho de 2011 9

Quando falamos em Ilhas Gregas é a imagem das escarpas de Santorini que nos arrebatam o imaginário. Realmente, fazem jus a fama, criam um cenário idílico , principalmente ao pôr-do-sol, que aqui deveria acontecer pelo menos umas três vezes por dia.

O problema atual é que Santorini está na rota de 100% dos cruzeiros marítimos que cruzam a Grécia e sua capacidade de absorver tantos turistas por dia está no limite máximo. Thira (Fira) é a cidade principal , aquela que se ascende por teleférico ou com os indefectíveis burrinhos que dividem uma escadaria infindável com centenas de turistas desavisados subindo a pé. Pois Fira está muito mal cuidada,com pintura descascando, prédios abandonados e lixo em suas ruelas, fica quase intransitável no meio do dia. Não aconselho a ficar em Fira, apesar de ter uma vista linda da Caldeira e do topo do vulcão. Para fugir das hordas de navios e encontrar a atmosfera de Santorini mais genuína siga até Oia (Ia), no extremo norte de Santorini, aqui nosso imaginário de cúpulas azuis em contraste com o profundo mar ainda se conserva.

 Thira (Fira) , principal cidade de Santorini

Os vários navios que lotam Fira diariamente

Santorini é o resultado da erupção de um vulcão acontecida em 1500 a.C. e que cortou a ilha em vários pedaços criando a “Caldeira” um mar interior que se abre para escarpas altíssimas onde as atuais cidades foram se encarapitando.

Vista da Caldeira desde Imerovigli

Restos desta antiga civilização extinta , os Cicladense,  foram encontrados no sul da ilha , conhecido como sítio de Akrotiri. Outro problema , Akrotiri está fechada para reformas por tempo indeterminado e nenhuma informação sobre isto está visível por aqui ,uma frustração. Aproveitamos para visitar a Praia Vermelha , acessível por uma escarpa complicada para os mais sensíveis. Mas o forte de Santorini não são as praias!

Um passeio de barco pela Caldeira , com direito a subida ao topo do vulcão , mergulho nas águas termais e ainda um belo visual das escarpas desde o mar é uma boa pedida. Descemos de Fira até o porto pela escadaria que dividimos com muitos burrinhos e seus nada gentis condutores, aproveito para alertar os marinheiros de primeira viagem , subir esta escdaria a pé é uma loucura e no lombo dos burrinhos uma aventura com bastante adrenalina! By the away, pra subir de teleférico custa € 4,00 e leva menos de 3 minutos.

 

Descida com direito a escorregar nos “cheirosos” vestígios dos pobres burrinhos

No porto acertamos o passeio de barco por  € 15,00 por pessoa, o que no hotel queriam nos cobrar € 40,00. Santorini sabe valorizar sua fama.

 Imerovigli é um povoado próximo a Fira, e abriga vários hotéis oferecidos pelos sites de reservas, para quem quer ficar por perto indico o Kapari . Nós ficamos no Iliovasilema com belo cenário , bom atendimento mas quartos fracos , e com direito a visita de umas baratinhas no meio da noite, as  diárias não são nada camaradas, em torno de € 200,00. O folder dos hotéis explora muito bem o cenário , portanto cuidado na hora de reservar!

Iliovasilema Hotel

O visual do dia ajuda a esquecer as baratinhas da noite

No próximo post , Ia , Santorini como nos cartões postais.

Chora, o coração pulsante de Mykonos

27 de junho de 2011 5

Chora ou Hora é a “capital” de Mykonos, é lá que, a partir das 19h, tudo acontece! Casais de todas as escolhas sexuais curtindo o entardecer,  jantares com visuais enluarados, baladas quando a noite se aprofunda. Nos seus portos chegam navios de todas as procedências , com turistas que nem chegam a se ambientar e já estão partindo para um próximo destino, perdem eles que não vão conhecer a famosa noite de Mykonos.

 

Mykonos tem um programa imperdível para quem está passeando pelas suas praias, curtir um pôr-do-sol em Little Venise, um recanto especial onde todos os restaurantes tem cardápio adaptado para este momento.

É por aqui que estão os famosos moinhos, cartão postal da ilha! Não deixem de conhecer o Aqua, uma taberna italiana com comida deliciosa bem na beira d’água.

Todas as ilhas gregas tem uma cidadezinha central , cheia de lojinhas com quinquilharias , ruas estreitas e restaurantes turísticos. Chora não foge a regra , mas posso apostar que é das mais charmosa e bem cuidada , além de ser bem grandinha e repleta de opções para todos os gostos e bolsos. Tudo é branquinho e recém pintado , cúpulas e janelas azuis , varandas floridas e muitos gatos se complementam como num quadro.


Partindo do Porto Velho vale desbravar as ruas principais, todas passeios de pedestres, onde cada recanto parece que foi montado como um cenário para ser fotografado. Me distrai tanto com fotos que esqueci até de comprar umas lembrancinhas para levar para os amigos, acho que vou fazer uns posters das fotos , que tal?

Mesmo parecendo cenário  ainda restam alguns moradores originais da cidade.

Uma das tradições mais legais por aqui é o costume de cada família ter a sua capela particular , sempre que as condições permitem. Os gregos são cristão ortodoxos e as capelas espalhadas pela ilha atestam a forte religiosidade do povo.

Mykonos pode não ser mais uma ilha  misteriosa, mas garanto que tem muito a oferecer a quem se dispuser a desbravá-la.