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Trilha pelo topo do mundo - Cordilheira Huayhuash, Peru.

07 de setembro de 2018 0

Ano passado fizemos a trilha de Salkantay, próximo a Cusco, que foi uma experiência muito legal, éramos um grupo de 12 pessoas do mundo inteiro. Mas meu coração pulsava pelas montanhas no norte do Peru onde em 2015, havíamos feito a trilha da Laguna de Santa Cruz na Cordilheira Blanca.

Se você quiser saber mais sobre Huaraz e a Cordilheira Blanca olha aqui: http://www.viajandocomarte.com.br/trilha-e-avent…ra-branca-peru/

Na ocasião jantamos na melhor (única : )  ) creperia em Huaraz, a do francês Patrick, e ele falou muito sobre a beleza impressionante da Cordilheira de Huayhuash, aquilo ficou marcado a fogo na minha mente e voilá! 3 anos depois estávamos de volta a Huaraz, a meca latino americana de trilhas e escaladas.
Desta vez a pegada era bem mais forte, a trilha seria de 6 dias e mais 2 trilhas prévias  de aclimatação, ou você está achando que andar entre 4000 e 5000 metros de altitude é moleza?

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Aqui nós 3, eu, Luisa e Ana, saindo para nossa primeira trilha de aclimatação, em uma montanha próxima a Huaraz.

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Tudo correu bem nas trilhas de aclimatação, nada de soroche,  como eles chamam o mal da altitude. A gente se sente um pouco mais ofegante, mas tem várias pessoas que passam mal, os sintomas mais comuns são dor de cabeça e enjôo. Mas treino é treino e jogo é jogo, só lá nas montanhas que realmente poderíamos saber como nosso organismo iria responder.

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Tudo certo, muita expectativa, zarpamos em uma viagem de van de umas 6 horas.
E aqui transcrevo meu diário dos dias que se seguiram:

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Saindo da estrada Pan americana, a paisagem já começou a mudar.

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Este é o mapa do nosso circuito

Dia 1 – Maracancha ou Cuartelhuain.

Saimos de Huaraz as 9hs, dia lindo de sol. Gravei a chamada para o nosso podcast do Peru e pegamos a estrada em direção ao sul, a mesma que vai para Lima. Depois de 1 hora entramos a esquerda e entramos em uma estrada cênica tendo a Cordillera Huayhuash ao fundo, lindo demais.

Paramos ao lado de um rio de corredeira em um lugarzinho gramado perfeito e almoçamos papas com crema de espinaca. As comidas de acampamento aqui são deliciosas, os “chefs” das trilhas fazem cursos de culinária especial para acampamento, a gente come trutas assadas, cereais com frutas aquecidos, sopas energizantes, tudo muito bom.

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Nosso pic nic durante a viagem.

Seguimos viagem por estradinhas cada vez mais estreitas e ingremes.

Entrando para dentro do vale.

Chegamos a Llamac e depois entramos no parque na vila de Pocpa, 15 soles por pessoa.

Chegamos ao acampamento em torno das 14:30, já havia 2 grupos e chegaram mais.

Tomamos o cha da tarde e agora começou a chover, espero que não dure tanto tempo.

Parou a chuva e o final de tarde foi lindo, dourado, auspicioso.

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Entardecer de tirar o fôlego previa um começo auspicioso para o nosso grande desafio

Dia 2 - Cuartelhuain / Mitucocha.

Saimos as 6hs e cruzamos o passo Cacanan 4700m

Depois seguimos e almoçamos e subimos o segundo Passo através do lugar chamado Quebrada Caliente. E a chuva gelada feito mini granizos nos pegou no caminho.

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Esta foto foi logo depois da primeira subida forte, a gente acha que não vai conseguir afinal 4.700mt, é um bocado, mas o segredo, é respeitar o seu ritmo, ir devagar, e quando a gente chega lá no topo, o sentimento é indescritível.

Foi muito difícil, um desafio enorme, fazermos em 1 dia o que as pessoas normalmente fazem em 2 dias, caminhamos 11 hs e chegamos no acampamento já quase escuro. Foi muito, muito, muito exaustivo.

Acampamos ao lado da lagoa Mitucocha.
O lugar é fantástico, mas só pudemos apreciar o cenário quando amanheceu, ontem estávamos completamente exaustas, jantamos e capotamos.

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Quando amanheceu o visual era este, e toda a bronca do dia anterior já havia passado

 Dia 3 – Laguna Carhuacocha – Passo Carniceiro (4.800mts)

Saimos as 7h 30 e o trajeto foi cinematográfico, lindíssimo, 3 lagunas e subimos, subimos até o miradouro a 4400m. Uma das paisagens mais lindas que já vi na vida. As vezes ouvíamos uns estrondos ameaçadores que eram pequenas avalanches e gretas estourando. A água das lagoas era muito verde, foi uma visão inesquecível.

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Lupinas nos acompanharam por todo o caminho.

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Visão espetacular das 3 lagoas

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Nestor nosso guia preparando o almoço.

Ali naquele lugar espetacular sentamos para descansar e comer um lanche.

Mas ainda era cedo para festejar, nos esperava um dos pasos mais duros, o Carniceiro, com este nome sugestivo subimos por ele até o topo de 4800m e lá no teto do mundo, almoçamos.

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No topo do Carniceiro

Mas ainda estávamos a quase 3 horas de caminhada do acampamento e começamos a descer com um sol forte por um vale lindo.

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Quando olhamos na direção que estávamos seguindo de um minuto para o outro havia se formado um céu escuro ameaçador e víamos mangas fortes de chuva mais ao longe. Quando a tempestade nos alcançou era um vento forte com mini granizos de neve que açoitavam o nosso rosto, caminhamos uma meia hora nestas condições, quando de repente assim como veio, a tempestade e as nuvens se foram o sol voltou e chegamos ao acampamento pelas 4h da tarde. Ana que foi a cavalo e por outro caminho evitando o Carniceiro havia chegado ao acampamento as 13:30, bem descansada e faceira.

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Arrumamos tudo, jantamos, na janta sempre temos uma sopa deliciosa de entrada, ontem foi de Zapallo, (moranga) depois frango com cogumelos e arroz e uma mini torta de sobremesa.

As 9h fomos dormir, dormi muitíssimo bem, foi restaurador.

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lanchinho da tarde.

Dia 4 – domingo – Passo Portachuelo (4750mts) / Laguna Viconga

Saimos 7:15h do acampamento, com bastante neblina e logo abriu um dia magnifico de sol, hoje fomos todo o trajeto juntas, Ana no cavalo e Luisa e eu caminhando. O dia foi ótimo, tivemos um Paso Portachuelo, leve não tão ingreme. Vistas incríveis de montanhas, lagos verdes um lago enorme, o Viconga que serve de reserva de água em caso de seca.

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Fizemos um lanche após o Passo, e depois subimos ao longo da barragem, para cairmos em um vale lindo, verde, uma área super remota, com cachoeiras, e aprendemos que neste mesmo lugar era usado como campo de treinamento da facção terrorista Sendero Luminoso. Até chegarmos ao nosso acampamento as 13:30, foi o dia mais light e que chegamos mais cedo. Aqui tem 3 piscinas termais com água extremamente quente, tomamos banho! Foi uma glória! Já estávamos nos sentindo um tanto azedas e poder relaxar o corpo cansado naquela água quente foi maravilhoso! Tempo tão lindo que colocamos a mesa e almoçamos ao ar livre, memórias para a vida.

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Piscinas de águas termais, perfeito para depois de dias de trilhas, um luxo!

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Dia 5 – Laguna Viconga / Passo Cuyoc (5.000mts) / Passo Guanacpatay ( 4.300mts)

A noite passada foi fria, o ar estava fino e o céu absurdamente estrelado, nestas horas me dou conta porque estou neste lugar, porque tantas horas caminhando, e me sinto minúscula diante desta natureza onipresente, dos seus barulhos noturnos, das águas correndo cristalinas, e parece que chego muito próxima do paraíso, ou ou menos do que penso ser o paraíso e tudo faz sentido.
Hoje raspamos o topo do mundo, subimos o Passo Cuyoc o mais alto de todo o circuito, 5000mts, a visão é incrível, o dia estava ensolarado e nosso astral animado. Descemos e almoçamos em um vale gramado, e nosso guia, muito gente boa, o Nestor, nos permitiu até uma sestiazinha gaúcha no sol.
Seguimos pela quebrada Huanactapay e acampamos em Rinconada a 4.300mts.

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mãos de 5.000 mts, o lugar mais alto de todo o circuito – Passo Cuyoc

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almocinho no sol, a gente merecia!

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Nosso último acampamento, lugar lindo demais.

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Dia 6 -  Huayllap / Huaraz

Acordamos cedinho, e partimos para aquele que seria nosso último dia de caminhada, nesta noite passei muito mal fui acometida pela maldição de Cortez, se é que vocês me entendem… foi um deus nos acuda, durante a noite. Comecei caminhando, mas depois da 2a parada, estava me sentindo muito fraca e montei no cavalo. Subimos bastante, e garanto que prefiro mil vezes estar sobre as minhas pernas do que montada a cavalo naqueles desfiladeiros, mas eu não tinha escolha. A descida foi caminhando por um vale tranquilo e bonito, até chegarmos a um vilarejo onde a van estava nos esperando para uma longa jornada de volta a Huaraz.

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Trilha e aventura na Cordilheira Branca - Peru

18 de junho de 2014 6

O sonho de conhecer a Cordilheira Branca já me acompanhava há um bom tempo.

Fiquei literalmente enfeitiçada com a beleza do lugar, sonhava acordada  com aquele céu pesado de estrelas, com os picos nevados e rios de água cristalina.

Pesquisei tudo o que encontrei sobre as trilhas e encontrei muito pouca coisa, sabia que vinha gente de todas as partes do mundo para caminhar e escalar suas montanhas, li que está entre os 5 melhores trekings do mundo. Não existe muita informação disponível , mas através da Porto Brasil  que é nossa parceira nas viagens do Viajando com Arte, conseguimos um programa TOP com a Lima Tours do Peru.

A  Cordilheira Branca ou Yurak Janka (na língua quéchua) foi declarada Parque Nacional Huascarán em 1975. E foi protegida pela UNESCO como patrimônio natural da humanidade em 1985. O lugar é  um destino fantástico para viagens de aventura e ecoturismo; nesta cordilheira estão localizados as melhores trekings   da Cordilheira dos Andes, assim como as melhores  montanhas para escalar.

Fora que o lugar tem uma beleza de tirar o fôlego, para todo lugar que a gente olha sempre tem um cenário absurdamente lindo.

Samos de Lima no ônibus leito que nos levaria  450Km ao norte, até a cidade de Huaraz, capital da província de Ancash e base para todas as aventuras. Huaraz  não tem nenhuma qualidade extraordinária, acho que no passado tinha lá o seu charme colonial espanhol, mas depois que o terremoto de magnitude 7.9 em 1970 destruiu muito da cidade, ela foi se reerguendo sem muita preocupação estética.

Mas tem bons hotéis e bons restaurantes, é imprescindível ficar ao menos 1 dia em Huaraz para se aclimatar a altitude. Huaraz está a 3.100m, e a gente sente o ar rarefeito quando tenta dar uma corridinha ou subir escadas, para dizer o mínimo, tem pessoas cujos sintomas são fortes dores de cabeça e em alguns casos mais extremos náuseas e vômitos.  Muita calma nesta hora, não é comum isto acontecer se você tomar alguns cuidados básicos, ficar em repouso logo na chegada, tomar muito liquido,  o chá de coca ajuda muito, não é a toa que os nativos historicamente mascavam a folha de coca para ter mais energia e resistência.

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Praça principal de Huaraz – Montanhas por todos os lados

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Bistrot de Los Andes,  junto com a Creperia do Patrick, ótimos  lugares para comer em Huaraz.

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Independente de qualquer propósito,  o Peru é para mim um dos melhores lugares do mundo para viajar, gastronomia fantástica, reconhecida mundialmente, povo receptivo e caloroso que conserva uma autenticidade como poucos e as paisagens.. ahh aí que o Peru me pega de jeito, que lugares! Machu Picchu e arredores são outro capítulo quando se fala de natureza, Lima que também tem muito charme, enfim passear pelas ruas de Huaraz me deu muito prazer, observar as pessoas, os mercados, o artesanato.

A equipe que nos recebeu da  Cordilheira Branca Adventures foi nota dez, eles nos entregaram uma sacola de viagem onde colocamos o necessário para fazer 4 dias de trilha, roupas de baixo quentes para dormir, o saco de dormir que cada um tem que ter o seu, neste quesito não poupei, pois meu único medo era passar frio, já que dormiríamos a uma altitude média de 4.000 m, à noite a temperatura pode cair fácil para os 10 graus negativos.

Nada de muito peso, pois eram as sacolas que seriam carregadas pelas mulas durante o trekking.

Nosso grupo era de 4 pessoas Luisa, Rafaela, Carolina e eu, e nossa na nossa equipe eram 3 pessoas para cuidar de nós, nosso guia Willy, Rolando nosso super cozinheiro e Jesus –  dono das mulas e responsável pela montagem do acampamento.

As 7h da manhã de um dia lindo de junho, partimos de Huaraz em uma van, que serpenteou pelas montanhas durante quase 5 horas até chegarmos ao nosso ponto de partida - Vaqueria. Escolhemos fazer a trilha de Santa Cruz, que é das mais populares, são 4 dias e 3 noites de trilha.

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Depois de mais ou menos 1 hora, saímos do asfalto e pegamos a estrada de terra, o cenário ficando cada vez mais bonito.

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Passamos por várias plantações de Amaranto e Quinua.

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No caminho paramos para admirar a beleza da Lagoa de Chinancocha.

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E começamos a subir – subir e nunca mais paramos de subir, a estrada serpenteava e a cada curva, olhávamos o vale e a lagoa de Cinancocha ficando cada vez menor – vertigem….

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Esta foi a estradinha que subimos.

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Chegamos em Vaqueria, no inicio da tarde e depois de encontrar Jesus e eles prepararem as mulas, começamos nossa caminhada. A temperatura boa, começamos descendo um vale e passando por um vilarejo, esta primeira tarde o trajeto era de 9 Km.

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Mulas carregadas – Partiu!

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No caminho cruzamos com vários pastores de ovelhas e cabras

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E alguns até arriscando um comércio …

Já era quase noite quando chegamos ao nosso acampamento, o que tornou as coisas um pouco mais complicadas, pois a gente tem um ritualzinho de coisas para organizar, separar as roupas de dormir, os lenços umedecidos que são muito úteis para fazer um banho de gato, sim são 4 dias sem banho! Confesso pra vocês que não foi um problema, dá tranquilamente para contornar, até porque  a gente  não sua, mas se você é daqueles que não dorme sem banho, esta não é a sua praia!

Eu estava tão deslumbrada com a natureza, que queria parar o relógio, eternizar aquela torrente de sentimentos que me atropelavam, uma sensação total de comunhão com o universo.

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 Nosso guia Willy nos acompanhava com um cavalo, para o caso de alguém se machucar, aqui estávamos longe de tudo.

Rolando e Jesus iam na frente, e quando chegávamos o acampamento estava montado e eles sempre nos esperavam com chás, café e alguma coisa boa para comer, um luxo só! Sempre montavam as barracas perto de outros grupos, não eram muitos, gente de todos os cantos do mundo, ingleses, franceses, russos, israelenses, uma Babel ! Brasileiros não cruzamos nenhum.

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Acordávamos cedo, e depois do café começávamos a caminhar, fomos brindadas com lias lindos de sol.

O segundo dia foi de longe o mais puxado, foram 8 km de subida, sendo que 5 deles foi uma subida muito íngreme, para cruzar o Passo  de Punta Union, chegar lá em cima foi  inesquecível, vários sentimentos misturados – superação, alegrias compartilhadas, todo mundo fica eufórico.

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Começa a subida …
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E finalmente chegamos no Passo, subir até aqui com pouco oxigênio foi punk, mas a paisagem recompensou todo o esforço.

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Beleza, beleza até onde alcançava o olhar

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Muitas Apachetas pelo caminho, as pedras empilhadas tem caráter mágico e servem para marcar caminhos.

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Willy, nosso guia, trechos as vezes dificeis para o cavalo.

E lá embaixo já avistamos o lugar do nosso próximo acampamento. Fiquei muito impressionada com um casal de ingleses que carregavam tudo nas mochilas, barraca, panelas, etc, achei demais, a menina carregava 20kg nas costas, ao cabo deste segundo dia que foi o mais puxado ela estava aos prantos, exaustão total.

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Chegamos com sol alto – delicia, tempo para se jogar na grama descansar, comer, estávamos com o dia ganho.

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Eu imagino que você esteja se perguntando – “tudo muito lindo, mas e o banheiro?” 
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 Eles pensaram em tudo :) !

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Nosso chef Rolando mandando ver!

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Prato veggie da Rafa!

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Este foi o lugar mais alto que dormimos, também o mais frio, nossa barraca amanheceu coberta de geada.

E seguimos mais dois dias de trilhas passando por lagoas, gramados que pareciam campos de golfe, flores, muitas flores pelo caminho. Foi uma experiência muito forte, para mim que sou de pouca fé em assuntos de religião, foi uma como uma vivência espiritual, uma relação intensa com a natureza, sai uma pessoa diferente daquelas montanhas.

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Equipe completa: Willy, Eu, Rolando, Carolina, Luisa, Jesus e Rafaela. Valeu pessoal!