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Islândia - Muito além da Björk - última parte - Por Luciano Zanetello

17 de outubro de 2014 0

Este post conta   a última parte da viagem, no primeiro a ideia era seguirmos até Reijkhyalo conhecendo seus arredores, deixando para o outro dia as atrações  no caminho até a capital. Na saída de Hofn  seguimos costeando o mar  com as montanhas do outro lado até Djúpivogur onde começava a parte dos Eastfjords.

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Costa

A partir dali a estrada contornava longos braços do mar que avançavam quilômetros formando os fjords.

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 Fjord

Quase que invariavelmente, no ponto mais interno de cada braço tínhamos uma cidade. Andamos assim por um bom tempo até que enveredamos para o interior do país passando por um longo túnel sob um primeiro cordão montanhoso para depois  subirmos mais ainda,  sempre na direção do  lado norte  da ilha.

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interior da ilha

Nenhum registro  especial neste  trecho mas sempre a beleza da natureza intocada proporcionando belas fotos. Almoçamos em Egilsstadir e seguimos  mais um longo trecho que nos levaria até as atrações próximas de Reykjahliö e do lago Myvatn.  Já próximos do lago, saímos da Ring Road para conhecer a maior cachoeira da Europa, a Dettifoss.

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Dettifoss 

O tempo estava pesado  com alguma chuva.. Perto dali visitamos o Hverir, local com vários geisers, fumarolas e um forte cheiro de enxofre.

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Em seguida uma lagoa nos mesmos moldes da Blue Lagoon e 2 km depois chegávamos a Reijkhyalo na margem  do Myvatn.

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 Lago Myvatn

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Todo o contorno do lago é uma via panorâmica pontilhada de hotéis. O nosso ( Hotel Laxa ) ficava a uns 15 km do “centro”  nos moldes e cores da arquitetura local  foto 716 Hotel. No dia seguinte, nosso último para explorar as belezas do país, acordamos cedo. O tempo tinha firmado e com as informações que tínhamos pego no hotel ,seguimos, para visitar os principais pontos.

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Paisagem 

Uma curiosidade, apesar do tamanho diminuto da maioria das cidades, todas, invariavelmente tem um centro de informações para os turistas. Fora isto, em todos os hotéis também encontramos bastante material e informações disponíveis facilitando nossa  vida. Começamos o dia com algumas fotos das paisagens do lago e suas pitorescas formações rochosas. A região é de intensa atividade vulcânica com várias crateras espalhadas ao redor do lago. Fomos a Dimmuborgir   onde existe um sítio das, formações rochosas remanescentes das erupções vulcânicas de milhares de anos atrás.

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 Dimmuborgir 

Sempre contornando o lago, estacionamos ao pé da cratera Hverfjall  e após uma boa escalada contemplávamos seu interior.

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Cratera Hverfjall  

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Dali, retornamos  pelo caminho da chegada de ontem e pegamos a subida para o vulcão Krafla  com  sua cratera  de águas azuis.

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cratera Viti  

A próxima parada foi um campo de atividade geotérmica,  todo ele circundado por extensos campos de lava endurecidos.

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 atividade intensa

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 Lava endurecida 

No caminho, mais uma usina de aproveitamento geotérmico.

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Usina 

Outra curiosidade, é que a Islândia utiliza só 25% da energia que gera devido ao enorme manancial no seu sub-solo. Aproveitamos para nos certificarmos de que o chuveiro que escorria água constantemente na beira da estrada, era de fato  quente.

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água quente  

Almoçamos com uma bela vista do lago e seguimos. No caminho, Godafoss ( mais uma cachoeira ), e  paisagens cinematográficas.

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 Godafoss

No meio da tarde, passamos por Akureury  segunda maior cidade da Islândia e logo adiante saíamos da estrada principal para visitar mais atrações.

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 cavalos islandeses 

A primeira era o Bronkovir, fortaleza construída em  tempos imemoriais.

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 Bronkovir 

Mais alguns quilômetros e chegávamos em Hvitserkur, uma  formação vulcânica no meio do mar.  A mitologia nórdica é pródiga em mitos e lendas. Um deles era dos Trolls que viviam a noite e não podiam se expor a luz do Sol. Este monolito  segundo a lenda, é um  Troll  que foi apanhado pelo nascer do sol e ficou ali petrificado para toda a eternidade.

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Troll de pedra

O tempo que já estava carregado, fechou completamente e por vários quilômetros a visibilidade era muito baixa. Na chegada a Reyjkaviq um longo túnel ( 6 km ) sob o mar nos levou da Ring Road as proximidades do centro. Infelizmente nossa viagem tinha chegado ao fim. É claro que não conseguimos ver tudo mas já tínhamos chegado a conclusão de que se for possível, visitaremos novamente a Islândia, agora no inverno pois a “fotografia” do país será completamente diferente. Na volta, nossa escala era em Heathrow. Como chegaríamos tarde da noite e nosso voo no outro dia seria as 6:00 h, resolvemos experimentar o hotel dentro do próprio aeroporto, tipo cápsula ( Yotel ) . A vantagem  é que não perdemos tempo com deslocamentos e existe a opção de locação por hora. O quarto lembra muito uma cabine de navio e todos os espaços são calculados e aproveitados. Foi uma boa experiência e recomendo muito para estas ocasiões  de conexões e vôos muito cedo.

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Hotel Heathrow 

De Vik até Hofn : Glaciares e Vulcões - Islândia parte II - Por Luciano Zanetello

14 de outubro de 2014 0

Em Vik, pegamos as informações das atrações na redondeza dando prioridade aquelas próximas a Ring Road em função do nosso tempo.

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Vik

A primeira parada foi o  Dyrhólaey  que era o outro lado da praia que tínhamos visitado na tarde anterior.

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 Dyrhólaey

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O visual era impactante parecendo que toda  paisagem tinha sido montada para fotografias.

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Areia Preta Dyrhóaley

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 Panoramica Dyrhóaley

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Farol

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 Dia de Sol  

Dali, voltamos a estrada para cumprir a jornada de 300 km até Hofn  nossa próxima parada. Nesta região,  a estrada corre entre o mar e a maior geleira da Islândia a Vatnajökull.

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 O Vatnajökull ao longe

Por dezenas de quilômetros vamos ora nos aproximando ora nos afastando da geleira.

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 Os campos de Lava 

Esta condição peculiar dos vários braços do degelo correndo para o mar resultou que a região só foi interligada ao resto do país em 1974 porque a solução tradicional de estrada não era possível tanto pelo volume inconstante do degelo quanto por eventuais erupções .  A solução encontrada foi um grande conjunto de pontes metálicas ( passagem só num sentido ) sobre  estes vários vãos.

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 Ponte metálica

Toda esta engenharia foi inútil quando em 1999 uma grande erupção na região lançou toneladas de lava ,neve e lama destruindo o que encontrava pela frente. A interrupção durou 24 dias até refazerem todas as estruturas . Não tínhamos muita informação do que veríamos no caminho e seguimos parando onde achávamos bonito e fotografando.

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 Cachoeira no caminho

A única indicação dos posts que tínhamos lido era a a Landmannalaugar perto do vulcão Hekla  onde poderíamos observar campos da lava e fontes termais. Na saída da Ring Road  para o local quando  vimos que distava 70 km da nossa rota e  não tinha  asfalto, desistimos. O visual dos campos de lava ao lado da geleira é inusitado.

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Logo chegávamos ao Parque Nacional de Skaftafell ,com sua estrutura de camping, centro de visitantes e também,  ponto de partida para incursões sobre a geleira.

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 Fácil de pronunciar  

No verão caminhando, no inverno com snowmobiles. O parque, como em vários lugares na Islândia tem várias cachoeiras e fontes termais. Como já tínhamos caminhado sobre o Perito Moreno, não fizemos a caminhada no glaciar só chegando  até a borda.

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 Na borda do Glaciar

Um pouco mais adiante, chegávamos no local mencionado  como uma das maiores atrações no País, Jökulsarlón.

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 Jökulsarlón  

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Lagoa Glacial

Por conta do aquecimento global, as pontas da geleira se desprendem e ficam flutuando neste lago até diminuírem bastante de tamanho e serem finalmente carregadas para o mar. A paisagem, o silêncio e aquelas enormes esculturas de gelo dão ao lugar uma atmosfera  surreal. Ficamos um longo tempo contemplando o lento deslocamento daqueles pequenos icebergs.Tivemos a sorte de ver um bloco enorme se desprendendo do principal e flutuar até ficar preso entre outros no canal que leva ao mar.

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 Trancados no Canal

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Esculturas de Gelo

Já com a tarde  bem avançada, seguimos fotografando  bastante pelo caminho até Hofn onde dormimos aquela noite. Uma das vantagens de visitar a Islândia no verão é que os dias são bem longos, em Setembro o anoitecer era por volta de 21:00 h.

No próximo post, a última perna da nossa viagem . Os dois dias que nos levaram primeiro até o lago Mývatn  e  no outro o retorno a  Reyjkaviq.