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Posts na categoria "ISTAMBUL"

De barco no Estreito de Bósforo, uma viagem entre Ásia e Europa

29 de janeiro de 2013 7

Fizemos o mais interessante dos passeios na cidade de Istambul ,único por ser uma passagem que separa o Mar de Mármara do Mar Negro e a Europa da Ásia. O Estreito de Bósforo é onipresente em Istambul , a cidade gira em seu entorno. Tirando a confusão que um braço de água, chamado Corno de Ouro ,causa sempre gerando dúvida se estamos diante do Estreito ou deste divisor da cidade européia, o Bósforo é um ponto de referência em qualquer situação.

Partimos da Ponte Gálata, uma região central e muito movimentada da cidade . Daqui pegamos um barco exclusivo do grupo que percorreu um trajeto encantador, partindo do Corno de Ouro até  a Ponte Mehmet II, onde o Bósforo é mais estreito com apevas 750 metros de largura.

 .Ponte Gálata com a Torre Gálata ao fundo

No Bósforo a cidade se revela, é uma grande via de ligação disputada por grandes civilizações desde a Antiguidade. Também uma via aquática traiçoeira em função das duas correntes opostas que fazem o terror dos navios, uma mais superficial que corre do Mar Negro para o Mediterrâneo e outra mais profunda que corre inversamente , causando acidentes frequentes onde barcos acabam se chocando e até entrando em casas localizadas as margens.

Lêer:Galata Bridge from Galata Tower.JPG

Contei a origem do nome deste Estreito enquanto navegávamos, vou colocar aqui a história mitológica para vocês curtirem junto.

Mito sobre a origem do nome do Estreito de Bósforo.

“Ió era filha  do deus-rio Ínaco. A genealogia é um tanto confusa, mas ela sem dúvida pertencia à família real de Argos. Segundo a tradição, quando Ió era sacerdotiza do templo de Hera em Argos, Zeus se apaixonou por ela e ia visitá-la com frequência.

Hera desconfiou da nova aventura do marido; porém, antes que pudesse fazer alguma coisa, Zeus transformou a moça em uma novilha de grande beleza e passou a encontrá-la na forma de um touro. Mas Hera, acostumada com os truques de Zeus, exigiu que a novilha lhe fosse dada e colocou-a sob vigilância em um bosque de Micenas.

O vigia,  o Gigante Argos, tinha cem olhos, enxergava tudo o que havia para ser visto em todos os pontos cardeais e era tão eficiente que, enquanto dormia, fechava apenas cinquenta olhos de cada vez. Zeus começou a se cansar daquela história e encarregou o eficiente Hermes de liquidar o incômodo vigia. Mas a morte de Argos não libertou Ió, e os olhos do gigante foram enfeitar o rabo do pavão , animal relacionado a Hera. O ódio de  esposa  frequentemente traída nunca acabava; ela ordenou, então, que um feroz moscardo picasse a novilha sem cessar.

A pobre , instigada pelo moscardo, percorreu toda a Grécia em desvairada corrida. Indo para o norte, atravessou o Estreito, assim chamado em sua homenagem (Bósforo significa, literalmente, “passagem da vaca“),  encontrou Prometeu junto ao Cáucaso e acabou chegando ao Egito, onde voltou à forma humana e deu à luz um filho de Zeus, Épafo.

Posteriormente, desposou o rei do Egito, Telégono, e seu filho Épafo reinou após a morte do pai adotivo. Os gregos consideravam Épafo uma encarnação de Ápis, o touro divino dos egípcios, e Ió logo foi associada à deusa Ísis

http://greciantiga.org/arquivo.asp?num=0415

No período de decadência do Império Otomano os antigos sultões turcos que viviam no Palácio Topkapi  desde o século XV começaram a construir Palácios ao estilo europeu nas margens do Bósforo , o Palácio Dolmabahce é um belo exemplo do século XIX.

Palácio Domabahce , última morada dos sultões

O Bairro de Ortakoy, com a tradicional mesquita, é um local de passseio dos istambuleneses , cheio de bares e restuarantes aparece bem no filme “O Tempero da Vida”.

Mesquita de Ortakoy e Ponte do Bósforo

La Reina , a balada mais famosa por aqui. Esta ficamos devendo mas prometemos que em junho vamos lá conferir.

Mansões em estilo Otomano , restauradas nas margens. Os turcos adoram dizer que estas casas alcançam valores de milhares de euros.

Clube Galatasaray, onde a passagem de Taffarel ainda é  lembrada com saudade e na época corriam boatos de que ele estaria voltando como treinador, era verdade.

Nosso ponto final foi a Fortaleza de Mehmet II . Aqui o conquistador persa , Dario, fez uma ponte de barcos para cruzar seu exército no ataque à Grécia.

Acabamos com um delicioso almoço de peixes e alcachofras com vista panorâmica para a Ponte do Bósforo .

Roteiro Turquia com Arte / Junho 2013

24 de dezembro de 2012 4

Café Literário - Istambul

04 de outubro de 2011 0

Seguindo com a nossa série de cafés literários legais hoje eu trago para vocês um café muito interessante que conheci em junho de 2011.

O café ADA que em turco quer dizer ilha, abriu em 2007 na incensada avenida Istiklal Caddesi, no bairro Beyoglu, que fica na parte mais moderna de Istambul.

Eles tem uma seção de livros bem completa, com vários títulos em inglês, tem também uma pequena seção de discos, revistas que você pode apreciar enquanto toma seu café. Uma coisa bem popular por lá são os Iced coffee, receita super refrescante para os quentes verões turcos. O iced coffe tem algumas variáveis, as vezes tem sorvete ou nata, as vezes tem algum licor misturado, mas todos são café batidos gelados, uma delícia!

É claro que se você vier a Istambul vai passear pela Istiklal Caddesi que é a rua mais importante do lado de lá da Ponte Gálata, e certamente vai querer fazer uma parada neste local frequentado pelos locais e quem sabe comprar um livro sobre o grande lider e figura amadíssima até hoje na Turquia, o grande Ataturk.

 

 

Istiklal Caddesi, rua mais movimentada da Istanbul moderna.

Istambul : Meio Europa, Meio Ásia - Por Martha Medeiros

05 de setembro de 2011 2


A Martha é nossa amiga e quando eu fui a Turquia pela primeira vez, ela me passou este texto sobre Istambul que ela havia publicado na revista Viagem em 2001.

O texto é ótimo (como sempre) leve, com muitas dicas e informações intemporais desta cidade mágica, que arrebatou os nossos corações.

As fotos são minhas e deixo vocês com a Martha.

Clarisse Linhares.



Não foi através das aulas de história que Istambul entrou pela primeira vez no meu imaginário, e sim quando assisti ao filme Expresso da Meia-Noite, uns 20 anos atrás. Fiquei com a idéia de que era uma cidade que cheirava a encrenca. Ao conhecê-la, no início de junho, descobri que na verdade ela cheira a pistache, amêndoa e café. Encrenca só vi no trânsito. Mistério vi em toda parte.

 

Ainda que a capital da Turquia seja Ankara, é de Istambul que todos falam e para onde todos querem ir, atraídos pela sua singularidade: uma metrópole cortada pelo canal de Bósforo, ficando uma metade na Ásia e outra na Europa. As duas metades, no entanto, se confundem. Nas ruas, mulheres de vestidos decotados caminham ao lado de mulheres enfurnadas em burkas, mesmo com uma temperatura de 37 graus. O verão é muito quente e úmido, e neva no inverno. O clima é apenas um de seus extremos.

 

A suntuosidade dos palácios, mesquitas e basílicas contrasta com a sujeira das ruas e a humildade do povo: não se vê sultões andando de BMW pelas avenidas. Depois de ter sido a cidade mais rica do mundo cristão, quando ainda se chamava Constantinopla, hoje o luxo de Istambul está confinado no Topkapi, antiga residência imperial formada por diversos pavilhões e pátios internos. Lá estão, abertos à visitação, os tesouros do império otomano (jarros incrustados com pedras preciosas, adagas de ouro e esmeraldas que humilhariam os anéis de Elizabeth Taylor) e o harém onde o sultão guardava outras jóias: suas roliças e fogosas concubinas. Grande parte do Topkapi é  hoje um parque público, com jardins bem cuidados, situado no bairro mais atrativo para os turistas: Sultanahmet.


Interior do Harem, no Palácio Topkapi

 


 

Entrada do Topkapi

De frente uma para a outra, a Mesquita Azul e a Basílica de Santa Sofia competem em majestade. A primeira, com seus seis minaretes apontados para o céu, é internamente recoberta de azulejos e de silêncio: entra-se sem os sapatos, mas não sem respeito. De maio a setembro, assim que começa a escurecer, nativos e turistas se unem na praça em frente para assistir ao espetáculo de som e luzes projetadas sobre a mesquita. Enquanto uma voz narra, através dos alto-falantes instalados nos minaretes, a história da sua construção (cada noite em um idioma diferente), música e canhões de luz tentam preencher os olhos atentos da platéia. Tentam. Não estou segura da satisfação da clientela: as gaivotas que sobrevoam a mesquita me pareceram mais atraentes do que os tímidos efeitos luminosos.

 

A Basílica de Santa Sofia, por sua vez, também impressiona por fora, com seus tons de terracota, mas principalmente por dentro. Ao entrar em sua nave principal, o fôlego desaparece, a cabeça se ergue e a gente não cai de joelhos por detalhe. É vertiginoso. Tudo é mega: a altura da cúpula, os mosaicos, as colunas, os balcões e os estupendos  medalhões caligráficos pendurados nas paredes.


Basílica de Santa Sofia


 

Mesquita Azul



 

Ainda em Sultanahmet, na esquina da Santa Sofia, uma bilheteria acanhada vende ingressos para uma aventura subterrânea: a visita à Cisterna da Basílica. Desce-se por uma escadinha e de repente estamos embaixo da terra, em quase absoluta escuridão, entre colunas de mais de 8 metros de altura e com pingos caindo lenta e educadamente sobre nossas cabeças. Trata-se do antigo reservatório de água da cidade. Passarelas molhadas nos conduzem entre as 336 colunas bizantinas, ao som de música new age. O cenário é de um filme de Indiana Jones. Mais uma extravagância da cidade.


Cisterna

 


 

Hotel/café Kibele, um lugar cheio de charme quase ao lado da Cisterna


A prova de que tudo é grande em Istambul está na moeda: a entrada para o Topkapi custa 15 milhões de liras turcas; a entrada para a Cisterna, oito milhões, e para a Santa Sofia, seis. É um susto, mas a quantidade de zeros não reflete seu valor: 15 milhões é mais ou menos 10 dólares. Com um milhão de liras você não compra mais do que duas garrafinhas de água mineral.

 

Deixando um pouco de lado as obras monumentais, há vida prosaica em Istambul. No bairro de Beyoglu está a Torre de Gálata (é recomendável uma subida para ver a vista de 360 graus da cidade) e a larga avenida Istiklal Caddesi, um calçadão onde você descobre que nem só de tapete vive o comércio do país. Aqui estão diversas lojas de instrumentos musicais, butiques de grife, uma livraria encantadora chamada Robinson Crusoe, uma filial da rede de sorvetes Mado (considerado o melhor do país) e o interessante Çiçek Pasaji, que nada mais é do que uma alameda fechada até o teto onde estão diversos restaurantes e cafés típicos. No final da avenida chega-se à praça de Taskim, que é a região cosmopolita de Istambul, mais comum a nós, 100% ocidentais, se é que se pode chamar de comum qualquer lugar onde as palavras começam com cedilha.


Vista da Torre Gálata


 

Ainda falando da Istiklal Caddesi, é em uma de suas travessas que está o lendário hotel Pera Palas ( 1)*, que hospedava os passageiros mais ilustres do trem Expresso do Oriente, mas que ficou conhecido mesmo por ser uma espécie de segundo lar da escritora Agatha Christie. Seu bar ainda cultiva um certo charme, mas o hotel está decadente. Desconfio que a criadora do detetive Hércule Poirot hoje optaria por um Crowne Plaza.


Istiklal Caddesi

 


 

Vista do 360 um dos bares/restaurantes descolados com vista para o Bósforo que fica em Istiklal Caddesi.


Aliás, há muitos hotéis de rede em Istambul, mas nada como se hospedar numa antiga mansão otomana restaurada, para não fugir do espírito da cidade. Na pequena e tranqüila rua de pedra Sogukçesme Sokagi, espetacularmente bem localizada em Sultanahmet, há uma série destas casas que viraram pensões e hotéis, sendo o mais charmoso deles o Konuk Evi. Não se aflija: eu me hospedei lá e em nenhum momento precisei dizer em voz alta o nome da rua, que é realmente impronunciável.


Casas Otomanas antigas em Sultanahmet

 

Cheguei e parti de Istambul sem saber dizer obrigado em turco. Tentei decorar, treinei em casa, mas na hora não saiu: é tesekkür ederim (com cedilha no s!!) Mas sabendo dizer obrigado em inglês, ninguém se aperta. A maioria das pessoas com quem o turista se relaciona fala um inglês básico. Principalmente os comerciantes. Estes, se preciso for, falam até português, desde que você compre deles um legítimo kilim.


 

Tapetes no meio da rua

A cidade é toda atapetada. Tem tapetes nas calçadas, nos bares, em cima de mesas e cadeiras, saindo pelas janelas, é tapete pra tudo quanto é lado e o efeito visual é bonito à beça. Impossível sair da cidade sem levar ao menos um. Em Sultanahmet, o melhor lugar para adquirí-los é no Arasta Bazar, uma rua ao lado da Mesquita Azul. O assédio dos vendedores não é a melhor recordação que você vai levar da cidade, mas faz parte da cultura local. Se você é loiro, e/ou tem olhos claros, e/ou está levando uma mochila nas costas,

 

revelará sua condição de turista e receberá um assédio de proporções quase indecentes. Eu, mesmo tendo o aspecto de uma muçulmana, não consegui evitar. Levava uma mochila nas costas.

 

Eles vão seguir você pela rua. Perguntar de onde você é. Mesmo que você responda que é de Liechtenstein, eles vão encontrar algum assunto relativo ao seu lugar de origem, vão ser simpáticos ao extremo e tentarão arrastá-lo até a loja deles.

 

Estando na loja, ou em frente a ela, ou a 10 metros dela, você estará irremediavelmente perdido. Porque vai se interessar por alguma coisa, vai perguntar o preço e, sem saber, terá dado o pontapé inicial para o hábito que mais dá prazer aos residentes do país: pechinchar. Estamos numa terra de mercadores, lembre-se.

 

Pechinchar pode ser divertido, pode ser lucrativo e pode ser estafante.  É divertido quando ambos os lados são espirituosos e conhecem as regras do jogo, que inclui o direito de desistir do negócio caso não haja acordo. É lucrativo quando você sabe que o vendedor está pedindo demais e ele sabe que você está oferecendo de menos, e conseguem (depois de 20 minutos de prosa e duas xícaras de chá) chegar num valor de bom tamanho para ambas as partes. E é estafante quando você está apenas dando uma olhadinha e o vendedor está desesperado para vender. Aí quase sai briga.


Grande Bazar




 

É assim no Arasta e é assim num dos mercados mais famosos do mundo, o Grande Bazar, que não é grande, é enorme. Os riscos de se perder lá dentro, no entanto, são mínimos. Basta você lembrar do nome do portão pelo qual entrou (há vários) e, quando quiser ir embora, seguir as indicações das placas internas. Portanto, perca-se, o lugar pede. E, ao bater em retirada carregando seus oito tapetes, suas cinco capas de almofadas, seus dois conjuntos de chá, seus sete castiçais e seus 11 pratinhos de porcelana, não esmoreça e dirija-se ao Bazar das Especiarias, que não fica longe. Aí sim, acrescida sua bagagem de vários chás e temperos, almoce no Pandeli, uma instituição turca que fica no segundo andar do prédio.

 

Eu poderia ficar até amanhã falando sobre Istambul, mas a vida  continua. Faltou dizer que se você quiser ver dança do ventre, há casas noturnas que apresentam o espetáculo, ainda que no quesito sensualidade as brasileiras sigam imbatíveis. Que é uma cidade que já vem com trilha sonora: há sempre um som saindo de algum lugar, seja dos minaretes, cujos alto-falantes convocam à população para as orações do dia, seja uma música de rua, há sempre o que ouvir. E que se você ficar apenas três ou quatro dias, vai ser pouco. Istambul é grande, como já foi dito. São dois continentes numa cidade só.

(1)* O Hotel Pera Palas, a que a Martha se refere no texto, hoje chama-se Pera Palace, foi todo reformado e reabriu no final de 2010, lindíssimo, um hotel histórico que preserva sua história, como o quarto 411 onde se hospedava Agatha Christie.

Experiência nos banhos turcos...

09 de junho de 2011 1

Está é minha terceira vez em Istambul e das outras vezes eu bem que tentei, mas não tive oportunidade de conhecer os famosos “hamam” que são uma espécie de sauna + massagem, enfim   uma tradição instituida aqui na Turquia.

Desta vez eu não me permitiria sair daqui sem ter conhecido aqueles que no passado instigaram o imaginário de artistas como  Delacroix e Ingres que através de suas telas exploraram este mundo dos harens, enfim dos prazeres mundanos.

Ato número 1: Perguntamos ao Halil, nosso querido guia turco, onde poderíamos ir a um hamam bom, com um pouco de receio de frequentarmos algum em que pudéssemos ser confundidas no nosso propósito, se é que vcs me entendem…

Ele nos indicou um banho turco muito interessante, histórico que existe aqui no mesmo lugar desde 1481!!!!!!!!!!  O Brasil nem tinha sido descoberto e eles já sabiam dos prazeres da vida!!!

Claro que existem 2 entradas diferentes, a mais bonita bem na frennte do prédio é a entrada dos homens, e virando a esquina quase num beco escuro e solitário, esta a nossa entrada… pobres seres diminuidos da sociedade, as mulheres!! :))))

Desculpem o texto longo, mas foi uma  experiência e tanto, na chegada combinamos o menu que incluia “full service”  calma, calma… traduzindo:  sauna, exfoliação da pele através de massagem com uma luva aspera e depois uma boa massagem de espuma, tudo isso ao custo de 95 liras turcas mais ou menos o equivalente a 100 reais.

A parte feminina funciona desde 1963

 

 

na parte superior tem as cabines para a gente se trocar e deixar as coisas chaveadas, bem tranquilo.

 

Uma pena que a sala do Hamam propriamente dito não foi possível fotografar, mas era uma sala com uma grande cupula onde tinha alguns buracos que formavam um desenho geometrico por onde passava a luz através de vidors coloridos, muito legal. A sala era toda revestida de marmore branco e rosa com um grande bando quadrado de mármore no centro onde as moças do Hamam fazem a exfoliação e o banho de espuma. Toda volta da sala tem torneiras que caem em umas bacias de mármore com umas tigelas de bronze para a gente se molhar, para espantar o calor da sauna.

 

Então aqui fica a minha dica para aqueles que estão pensando em ir a Istambul, não deixem de passar por esta experiência, é maravilhosa e vamos combinar que depois de um dia de caminhadas e explorações nada melhor do que uma massagem e um bo banho turco!!

Endereço do Hamam:  Tarihi Galatasaray Hamami

                                               http://www.galatasarayhamami.com/

Tudo começa em Sultanahmet, a primeira colina de Istambul

07 de junho de 2011 20

O bairro de Sultanahmet, com a Santa Sofia e a Mesquita Azul ao longe

Istambul é a única cidade do mundo em que uma pessoa sai para trabalhar pela manhã e volta à tarde fazendo uma “viagem” intercontinetal. Basta cruzar a ponte do Estreito de Bósforo que se vai da Ásia para a Europa , sem sair da mesma cidade. Viver aqui é, literalmente, estar no cruzamento de dois mundos e de muitas culturas.

 

Começamos nossa “jornada” pelos pontos imperdíveis de Istambul , lugares que todo o turista, ou não, tem que conhecer nesta diversificada metrópole. A Mesquita Azul  é um dos maiores ícones religiosos e culturais, uma construção do século XVII, nova para os padrões milenares das ruínas romanas e bizantinas que ainda vamos encontrar por aqui. Istambul antes de ser turca, foi uma cidade grega chamada Bizâncio,  capital do Império Romano do Oriente e com o nome de  Constantinopla, capital do Império Bizantino.

Ansiedade, um mundo novo se descortina! O Islã baseia-se em preceitos que muito já ouvimos falar , mas que pouco conhecemos realmente.  O pátio das abluções tem várias torneiras que facilitam a purificação anterior à reza.

Pátio da Mesquita Azul

Para quem nunca visitou um país muçulmano este contato inicial é impactante, mesmo a Turquia não sendo um país nada ortodoxo em termos religiosos. A Mesquita Azul , denominada assim em função de sua decoração interna  com azulejos em padrões azulados, é um ponto turístico mas principalmente um local de oração, onde se pode ver pessoas em prece nas 5 rezas diárias e é fechada a visitação durante o culto mais importante das sexta-feiras.

Cúpula da Mesquita Azul

 Azulejos em Estilos Iznik na Mesquita Azul

Não é necessário cobrir a cabeça para visitar uma mesquita na Turquia, mas o lenço é aconselhável pois o colo ou os braços descobertos podem ser envolvidos caso necessário.

 

Nossa segunda visita do dia foi a Basílica Cisterna,também no bairro de Sultanahmet, era uma cisterna subterrânea construída no século VI pelo Imperador Bizantino Justiniano e que ficou perdida até o século XIX. Nesta época, seguindo relatos históricos de que por ali haveriam cisternas enterradas, pesquisadores escavaram embaixo de casas onde os moradores tinham o estranho hábito de pescar em plena sala de estar!

Um palácio subterrâneo, onde a iluminação e a música  criam um clima místico . Um ambiente fresco e de muita tranquilidade, apesar da quantidade de turistas circulando.

Passarelas de madeira sobre uma lâmina d’água dão acesso a uma enorme edificação que já alimentou  grande parte de Constantinopla e também do Palácio Topkapi, antiga residência dos sultões turcos. As cúpulas lembram a Mesquita de Córdoba, na Espanha, em arcos de tijolos e uma floresta de colunas. Os capitéis das colunas variam em formato e estilo, sendo várias aproveitados de construções anteriores.

Medusa , na Basílica Cisterna

Nossas aventuras estão recém começando , um abraço dos novos “turcos’ para todos que nos acompanham!

Istambul- perdidas no oriente....

05 de junho de 2011 15

Chegamos em Istanbul ao cair do dia, e conto para vocês… dificil não se surprrender e não se encantar. Esta mistura da modernidade ocidental e do exotismo oriental e muçulmano é sempre fascinante. Estamos hospedados no Pera Palace, um hotel histórico onde já se hospedou Agatha Christie, porque este hotel era o fim, ou começo da rota do mítico trem Expresso do Oriente, e foi aqui que ela buscou inspiração para escrever seu célebre livro Assassinato no Expresso do Oriente.

Aqui também tinha uma suite particular Mustafa Kemal, mais conhecido pela alcunha de Ataturk, ( pai dos Turcos) que foi o grande idealizador da democracia e da Turquia de hoje, mas ok, ok não vou ficar contando a estória deste que foi um dos maiores politicos e estrategistas da história. Vou contar desta Intanbul mais mundana, mais próxima. Agora mesmo  abrimos a porta da sacada do hotel que tem uma linda vista para o Corno de ouro e ouvi o chamado do Muezin para a oração, e neste momento minha cabeça voaaaaaa!!!

Desculpem, mas acho tudo isso muito legal, me faz sentir cidadã do mundo.

 Enfim queria contar para vocês deste museu que visitamos ontem, chamado de Istanbul Modern,  é o equivalente a Tate Modern londrina, um museu de arte moderna que não fica nada atrás de nenhum museu do mundo, muito antes pelo contrário, o lugar é bárbaro, além de ter obras incríveis dos artistas contemporâneos turcos, fica nas margens do estreito de Bósforo.

Agora parem e imaginem, aquele mar muuuito azul, depois de apreciar as obras de arte, sentamos no bar/restaurante muito transado, com um ótimo vinho turco da região da Anatólia, o que eu poderia querer mais????

Vista do Hotel Pera Palace, o Corno de Ouro que divide a parte européia sul da parte európéia norte da cidade.

 

                                   Hotel Pera Palace

 

Quarto de Agatha Christie

 

Terraço do Pera Palace

 

Entrada do Museu de Arte Moderna de Istambul.

 

 

Esta tela que esta à esquerda na foto é como se fosse um pathwork de tecido, é lindo, muito expressiva a foto da artista.

 

Olhem que legal esta instalação feita com livros pendurados na sala de leitura e pesquisa do museu.

 

O restaurante/bar do museu.

 

Com esta vista…

Na saida no jardim do museu eles colocaram vários paineis em branco onde vários artistas grafiteiros estavam em plena execução de trabalhos.

 

 

Eu espero que vocês tenham curtido tanto quanto eu… depois disso  atravessamos a Ponte Gálata e fomos rever a Haia Sofia e a Mesquita azul e demos uma passadinha no Grand bazar, porque umas comprinhas são boas e ninguém é de ferro né??

mas ainda vou contar muitas outras coisas deste pais tão legal e diferente!!

Salam Maleikon!!!!

Istambul

26 de junho de 2010 3

Estamos em Istambul e logo, logo vamos estar contando aqui pra vocês as coisas legais que descobrimos por aqui.

Aguardem!!