Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

Posts na categoria "Itália"

Puglia - Um dos segredos mais bem guardados da Itália.

18 de junho de 2018 2

Pois se você não tiver a sorte de ter um amigo italiano para te dar umas barbadas, não se aflija, estou aqui para dividir com você um dos lugares mais lindos ainda não descoberto pelo turismo mundial.

Este lugar é a Puglia, uma região da Itália que fica ao sul no que seria bem o “salto da bota”. A capital da Puglia é Bari, e ao longo da sua costa estão dois mares, o Adriático e o Jônico.

IMG_0343

IMG_4043

Estradas da Puglia no verão, cobertas de campos de Girassol.

Eu diria que  em 10 dias você pode conhecer bem a região, a Puglia tem uma grande diversidade, tem muito para oferecer, praias com águas cristalinas, uma gastronomia fantástica, você sabia que a grande maioria do óleo de oliva produzido na Itália vem da Puglia? A famosa Burrata ( aquela mussarela em bolinha que você abre e ela quase derrete, especial para fazer  uma Salada Caprese de comer ajoelhado.

IMG_9046

Um roteiro pela Puglia pode começar em Vieste, um lugar especial, uma antiga vila de pescadores, com menos de 15 mil habitantes, que se ergue sobre um promontório espetacular na península de Gargano. Ruas estreitas de paralelepípedos, todos sorriem para você,  casinhas de pedra  com janelas floridas,a vida escorre lenta e tranquila. Restaurantes onde a estrela é sempre o mar, pratos com polvo, camarão, peixe, são um must.

IMG_4067

Praia de Vieste

Fizemos um passeio de barco para visitar as grutas marinhas, você não acredita na beleza, no azul da água, e quando o sol reflete o azul no interior das grutas é de tirar o fõlego, beleza para todos os lados.

À noite muitas opções de bons restaurantes no centrinho histórico, nós seguimos a dica de uma amigo nativo, Il Dragone, um restaurante familiar  e comida deliciosa.

IMG_4051

centrinho animado de Vieste.

IMG_4053

Il Dragone

IMG_4055

De Vieste descemos de carro até o Parque Nacional do Gargano, na costa paisagens deslumbrantes do mar, e no continente a Floresta Umbra, onde se pode fazer trilhas, caminhar no Canyon do Gargano, pelo  leito de um antigo rio, que há milhares de anos atrás formou  uma grande cratera.

IMG_4095

Peninsula de Gargano

IMG_9057

Nosso próximo destino foi Polignano A Mare, outro lugar imperdível em um roteiro a Puglia, Polignano é lindo e você vai me desculpar, mas é absolutamente fundamental ficar no Hotel Grotta Palazzese, uma das condições geográficas mais especias da Itália, as imagens falam por sí, mas me acredite,reza a lenda que ficar neste hotel salva até casamento! :) , brincadeiras à parte o lugar é único, só jantar lá já vale uma ida a Puglia.

IMG_4114

Polignano A Mare

IMG_0032

  Este é o incrível Hotel/Restaurante Grotta Palazzese

italian-cave-restaurant-grotta-palazzese-polignano-mare-31-ITALY0116 (1)

Polignano é quase um vilarejo, ainda guarda muito o carater de cidade do interior, a antiga e boa religiosidade italiana, durante a nossa estadia pegamos uma procissão a tardinha, e minha ideia foi de ter entrado na máquina do tempo, padres, sinhorinhas vestidas de preto, mas nem por isso taciturnas, de jeito nenhum, todas olhavam na nossa direção e sorriam, convidavam a participação, meu coração italiano se encheu de nostalgia por uma Itália que eu nem sabia que ainda existia. Em Polignano também fizemos um passeio de lancha pelas cavernas marinhas, lindíssimo, mas aqui a atração principal é o Dorino Contento, uma figuraça! Ele é o dono da lancha e conta muitas estórias da cidade, você pode procura-lo no Facebook, é diversão garantida, a parte que os lugares são lindos, banho de mar nota 10.

IMG_4107

IMG_9084

IMG_4104

IMG_4140

Procissão em Polignanno A Mare

IMG_4224

Restaurante Antiche Mura a Polignano

IMG_0219

Saida de lancha para ver as grutas e a cidade do mar com Dorino Contento.

IMG_0246

IMG_4267

Dorino, uma figura inesquecível, o italiano típico.

De Polignano fizemos um bate e volta até Alberobello, cidadezinha dos famosos Truli, que vem do grego Tholos que significa cúpula. A cidadezinha é formada por centenas destas casinhas brancas com uma cúpula de pedra cônica. O efeito do conjunto é mágico, parece um cenário encantado, flores de todas as cores contrastam com o branco das casas. Lojinhas, souvenires, restaurantes, museu do óleo de oliva, programa completo para passar o dia, e a estrada é linda, pontilhada por grandes olivais e plantações de girassol.

IMG_0293

Paisagens de Oliveiras por todos os lados.

IMG_9129

Os Trulli de Alberobello.

IMG_9151

IMG_0070

cena italiana.

IMG_9153

Outra cidadezinha que amei de paixão foi Locorotondo, ruas estreitas, mas a cada esquina parecia que eu estava olhando um cartão postal, floreiras de gerânios muito vermelhos, sacadas de ferro cheios de arabescos, vespas, que para nós é vintage para eles faz parte do dia a dia, tudo compunha um quadro muito, muito pitoresco. Sentamos em um pequeno restaurante embaixo de uma parreira, quer mais Itália que isto?

IMG_0173

Locorotondo.

IMG_9167

IMG_9168

Segundo meu amigo italiano nenhuma viagem a Puglia é completa sem conhecer  uma Masseria, que são antigas propriedades rurais que hoje são hotéis de luxo, muitas eram antigos frantoios, ou seja, fazendas que plantavam oliveiras e processavam óleo de oliva. Ele nos indicou uma maravilhosa, fazenda de campanha desde 1500 (!) imersa em uma atmosfera de outra época, mistura de cultura e tradição com conforto contemporâneo – um sonho, uma legítima travel experience.

Você já deve ter ouvido falar de Matera,  o que nunca ouviu falar? Hiii você está mesmo por fora…  Matera é uma jóia, fica há 80Km de Polignano A Mare, e verdade verdadeira, não fica mais na Puglia, mas na região lindeira de Basilicata. E já que você veio até aqui não pode deixar de conhecê-la. Uma cidade com muita história, classificada como patrimônio da humanidade pela Unesco. Mas como o post é sobre a Puglia, não se zangue, mas já sabe: Matera = imperdível.

Cidades que tem que contar do seu roteiro, talvez não para dormir, mas ao menos para conhecer são:  Ostuni, Otranto, eu não perderia tempo entrando em Brindisi, mas isto é pessoal, evito as cidades grandes que para mim já perderam a inocência e a originalidade.

IMG_0309

Ostuni.

IMG_0313

IMG_0170

Você vai me perguntar sobre Lecce, e ai vou ter que confessar meu crime – não conheci, um horror, pois todo o planeta fala bem de Lecce, mas tudo na vida são escolhas e aqui escolhi ir para um refúgio a beira mar – Galipolli.

Nosso último destino na Puglia foi Gallipoli, esta cidadezinha na beira do mar Jônico, pequenina, um antigo  feudo rodeado por altas muralhas que descem até o mar, com um antigo castelo que domina a paisagem. Muitas igrejas barrocas, palácios, mas Gallipoli é sobretudo sobre descanso, pores do sol, praia, happy hour no antigo porto. Repor as energias, acalmar a mente e organizar a memória que irão me abastecer de alegria interna por muito tempo.

IMG_0343

Praia de Gallipoli.

IMG_0342

Porto.

IMG_4277

que tal o Viagra salentino?

IMG_4314

IMG_4295

IMG_4302

Eu não poderia acabar este post sem dizer um grazie mile ao Roberto, mio amico italiano!     

 

Se você gostou deste poste quer saber mais dicas de viagem, palestras culturais siga nossa página Viajando com Arte no Facebook, ou dê uma passada no nosso site:

www.viajandocomarte.com.br 

Filmes para passear pela Itália

19 de outubro de 2015 2

Adoramos filmes que nos levam a conhecer ou rever países que visitamos ou sonhamos em desvendar.

Como imagino que muitos sofram da mesma síndrome que eu , esquecimento seletivo! Cada vez que sento na frente da TV penso em todas as dicas de bons filmes que me deram , mas não consigo lembrar o nome de nenhum no momento! Vamos registrar aqui algumas possibilidades para viajar sem sair do sofá.

IMG_8176

Dividimos esta série por países em filmes dos anos 2000 (os anteriores imagino que muitos já conheçam!). Não temos nenhuma pretensão de crítica cinematográfica,  mais e sim um entretenimento voltado para imagens das regiões mais lindas de cada país.

A Viagem a Itália (2014):

Cartaz do Filme

Com realização de Michael Winterbottom é um verdadeiro um “road movie” gastronômico que segue os passos dos poetas Byron e Shelley com a dupla de atores Steve Coogan e Rob Brydon (transformados numa espécie de caricatura de si próprios). O filme não tem um roteiro muito interessante e os diálogos podem ser meio monótonos , mas as imagens são incríveis da viagem de carro pela Itália, percorrendo Ligúria, Toscana, Roma, Amalfi e Capri, onde experimentam os mais interessantes restaurantes e hotéis das respectivas cidades.

A Grande Beleza (2013)

A Grande Beleza

“Viajar é util, exercita a imaginação [...] Aliás, à primeira vista todos podem fazer o mesmo. Basta fechar os olhos.” É assim, citando um pequeno trecho de “Viagem ao Fim da Noite”, do escritor  Louis-Ferdinand Céline, que A Grande Beleza começa. Um filme de Paolo Sorrentino provocante, divertido e de grande impacto visual que mostra a alta sociedade italiana numa perspectiva ácida percorrendo um  delicioso passeio pelos recantos mais interessantes de Roma.  

Terra Firme ( 2011)

Terra Firme

Ao sul da Sicília, na pequena Lampedusa, um retrato super atual da questão da imigração na Europa.  A família Purcillo vive em uma ilha remota, onde a maior fonte de trabalho é o turismo. Ernesto , o patriarca da família, ainda mantém seu barco de pesca, mais por razões sentimentais do que pela renda que obtém. Em uma pescaria, ele e o neto acabam se deparando com um barco de imigrantes ilegais a deriva, e tem que enfrentar a situação onde a tradição do mar se choca com as leis italianas.

Baaria , a porta do vento (2009)

Baaria - A Porta do Vento

De Giuseppe Tornatore , uma saga siciliana. Em 1930, na província de Palermo. Ciccio  é um humilde pastor que encontra tempo para se dedicar à sua grande paixão: a leitura. A Itália passava pelo fascismo e, durante a Segunda Guerra Mundial, a região enfrenta uma grande penúria. Delicado e envolvente traça um panorama histórico do sul da Itália com lindas e idílicas imagens.

Cartas para Julieta (2010)

Cartas para Julieta

Bem mais conhecido e visto do que os anteriores tem como pano de fundo a Casa de Julieta em Verona , numa história romântica e açucarada que engendra um passeio magnífico pela Toscana. Sophie descobre uma antiga carta de amor e junta-se a um grupo de voluntárias que responde estas missivas amorosas. Para sua surpresa, a remetente Claire Smith (Vanessa Redgrave) ouve o conselho dado na resposta e vai em busca de um italiano, por quem se apaixonara na juventude. 

Pão e Tulipas (2000) 

Pão e Tulipas (2000) Poster

Depois de ser esquecida na estrada pela família , uma dona de casa descobre sua força interior e recomeça a vida em Veneza. Muito procurada como ultimo destino antes de morrer , Veneza aqui encara o renascimento em visuais líricos , cheios de romance e fantasia.

Post Relacionado:

Uma viagem pela França em 6 filmes

Se você gostou deste post e quer saber mais sobre grupos e roteiros do Viajando com Arte acesse nosso site:

 www.viajandocomarte.com.br

 

Veneza , a experiência que faz a diferença

14 de setembro de 2015 0

Veneza é uma cidade sui generis. Partindo do princípio de que todo o mundo , literalmente , tem o desejo de conhecê-la , nem que seja para poder criticar , pelo excesso de exposição, reclamar do cheiro ou do que mais lhe aprouver!

IMG_2895

IMG_2754

Pois eu amo Veneza,  sinto romantismo no ar , muito mais que qualquer outro odor, e sempre que posso volto pois entendo que é uma cidade inesgotável , que se tirarmos a casca de imagens pasteurizadas descobrimos belezas e delicadezas incríveis.

IMG_2710

Pois desta vez foi a Bienal de Artes que me trouxe a desculpa perfeita para explorar uma outra faceta da cidade.

IMG_2804

Foram dois dias explorando o Giardini e o Arsenale, e ao contrário dos críticos , a divisão da exposição por países me cai muito bem , organiza um pouco os pensamentos e facilita minimante o entendimento . Já sei , arte contemporânea não é para entender e sim para sentir , não é mesmo Renato Rizzo? Mas não consigo me furtar de buscar uma lógica ou um propósito nos trabalhos, faz parte de minha formação ainda muito arraigada na modernidade.

IMG_2743

IMG_2746

Arte chinesa no Arsenale

No Giardini os Pavilhões históricos em meio à sombra revigorante das árvores valem a visita em qualquer ocasião , nos anos pares abrigam a Bienal de Arquitetura.

IMG_2813

Pavilhão de Israel

IMG_2826

Pavilhão Egito

IMG_2849

Pavilhão Coreia

Porém o grande diferencial desta visita foi a escolha da hospedagem, não sou da turma que defende a ideia de que o hotel é só para dormir e que portanto qualquer cama limpa e chuveiro honesto cumpre a função! Para mim a escolha de uma boa localização aliada a conforto e charme já são meia viagem andada. Curto um bom hotel assim como um bom vinho , não precisa ser caro mas tem que trazer um prazer extra ao momento.

IMG_2657

Bauer Il Pallazo

Nesta linha Veneza é um exemplo perfeito de que vale o investimento, às vezes até uma extravagancia. Todos sabem que a cidade borbulha de turistas da manhã à noite e o hotel passa a cumprir as vezes de um refúgio de paz e conforto mais do que merecido. Escolhemos o Bauer Il Palazzo por tudo isto e recebemos bônus.  Il Palazzo é um verdadeiro palácio pois preserva estilo clássico veneziano em seus ambientes, adornados com lustres de cristal Baccarat,  pisos de mármore, mosaicos e móveis entalhados.

IMG_2908

Pisis Restaurante

IMG_2914

Punta della Dogana

Uma janela para o Canal Grande , com gôndolas passando , um terraço de café da manhã ao ar livre , perfeitamente denominado de Settimo Cielo, com vista para as cúpulas mais lindas da cidade e o Pisis, um dos melhores restaurantes às margens do canal de frente para a Punta della Dogana e Basílica de Santa Maria dela Salute. Além disto oferece possibilidades de experiências em aulas de culinária e confecção de máscaras venezianas.

IMG_2945

IMG_2687

 Settimo Cielo

O conforto e os mimos já seriam suficientemente convincentes se parassem por aí , foi então que numa noite de lua cheia descobrimos o serviço de barco privado para cruzar o canal e conhecer o jardim do Bauer Palladio que fica na Ilha da  Giudecca , um “bairro” bem tranquilo de Veneza , e ainda muito interessante e genuíno. Me senti num filme de James Bond , foram dois dias de luxos e devo confessar que Veneza nunca mais será a mesma depois desta experiência .

IMG_2903

IMG_2942

Posts Relacionados

Burano, a mega colorida ilha da laguna de Veneza

Roteiro pelo Vêneto

A Itália a ser descoberta: Sirmione e Ravenna

Sapori e sole em Verona e Lago di Garda

Para saber sobre roteiros em grupo ou assessoria particular do Viajando com Arte visite nosso site www.viajandocomarte.com.br

 

Expo Milano 2015 - universal , imperdível e histórica !

01 de setembro de 2015 2

A Expo 2015 é uma exposição universal que acontece até 31 de outubro em Milão na Itália! O incrível é que algo desta magnitude tenha aparecido tão pouco na mídia brasileira.  Eu diria que se você tiver alguma possibilidade de estar por perto não deixe de visitar , é uma oportunidade histórica.

IMG_3258

Pavilhão da Malásia

IMG_3276

As exposições universais tiveram início em 1851 em Londres. Atualmente, uma exibição é realizada a cada cinco anos, em locais diferentes, onde os países apresentam os seus avanços tecnológicos.
São eventos que funcionam como plataforma para o diálogo internacional sobre temas relevantes, deixando heranças como a torre Eiffel, que foi construída em Paris para abrigar a Exposição Universal em 1889.

IMG_3379

IMG_3059

Pavilhão do Brasil – Projeto Arthur Casas

IMG_3275

Pavilhão Brasil

A atual conta com 144 pavilhões de diferentes países em torno do tema “Alimentando o Planeta, Energia pra a Vida” . O objetivo é promover o debate sobre como nutrir o planeta de forma sustentável, justa e saudável, promovendo as identidades culturais. Mas para além do tema proposto a Expo é uma vitrine para os países  e um dos maiores temas desenvolvidos é o design e arquitetura.

IMG_3104

Pavilhão Polônia

IMG_3109

Pavilhão Polônia

IMG_3154

Pavilhão do Chile

Fiquei extasiada, encantada e admirada ! Os pavilhões são imensos e foram projetados pelos melhores arquitetos do mundo. No interior cada país mostrou o que produz de mais relevante em termos de alimentação , alguns fugiram do tema e outros acabaram focando em algo mais turístico. Alguns países se juntaram em torno de um produto comum , como  o café para um grupo de países Africanos ou os tubérculos para alguns sul americanos como a Bolívia. O Peru foi uma ausência sentida.

IMG_3112

IMG_3115

Pavilhão da França

IMG_3190

IMG_3179

Rússia (Crescer para o mundo, cultivar para o futuro)

Os meus prediletos foram Reino Unido , França, Brasil , Polônia, Rússia e Estônia. A maioria do publico e crítica também votou nos três primeiros , mas a partir daí vale o gosto pessoal, originalidade e a criatividade que não falta para ninguém. Alguns países focaram em algum produto especial como o Reino Unido cujo tema é Cultivado na Grã-Bretanha, compartilhado globalmente  , e a Suíça que falou de água e a Áustria que falou de ar.

IMG_3239

IMG_3243

Pavilhão do Reino Unido

Muitos detalhes valem uma atenção especial , tendo em vista a ideia de sustentabilidade o mobiliário é super interessante.

IMG_3186IMG_3187

IMG_3203

Para visitar com calma é preciso mais de um dia. Nós pegamos o fim das férias italianas e o gigantesco parque estava transbordando de gente. Ainda conseguimos ver todos os pavilhões de fora e entrar em pouco menos da metade.

IMG_3058

IMG_3149

IMG_3148

Pavilhão do Equador

Para agendar a próxima Expo Universal , acontecerá em 2020 em Abu Dhabi, mas ainda dá tempo de visitar Milão no segundo semestre.

Para saber sobre roteiros em grupo ou assessoria particular do Viajando com Arte visite nosso site www.viajandocomarte.com.br

 

 

Roteiro pelo Vêneto

20 de outubro de 2013 13

IMG_5724

 

A região do Vêneto no norte da Itália, é bastante familiar na serra Gaúcha, pois foi de lá que muitos de seus ancestrais emigraram no século XIX em busca de uma vida nova em terras distantes.

Eu me incluo neste passado com a diferença que meu pai emigrou mais recentemente, depois da segunda guerra mundial. Desde muito cedo fui familiarizada com os nomes das cidades, das comidas, lembro de quando comprávamos alcachofra e a moça do caixa invariavelmente tinha que perguntar o que era aquilo tão diferente…

É uma região muito bonita e interessante, e para aqueles que tem vontade de conhece-la, resolvi montar um roteiro básico onde inclui as coisas que são imperdíveis neste trajeto.  

Nosso roteiro começa na cidade de Verona, imortalizada na tragédia de Shakespeare que narra o romance impossível de Romeu e Julieta.

Saindo do Brasil até Milão, você pode optar alugar um carro no aeroporto e pegar a auto estrada, ou pegar um trem até Verona e lá alugar um carro.

Verona 

Vista da cidade de Verona.

Dois dias em Verona dá para fazer muita coisa, não é uma cidade enorme, o centro histórico é lindo e bom de fazer a pé ou de bicicleta.

As principais atrações são a arena romana, um anfiteatro romano, construído no ano 30dc, que está muito bem conservado, e até hoje são apresentadas óperas e shows durante o verão.

Anfiteatro romano.

A casa de Julieta também atrai muitos turistas e apaixonados que deixam bilhetinhos de amor na entrada do túnel que leva até a famosa sacada.

IMG_5742

A famosa sacada de Julieta.

O comércio de Verona é especialmente atraente, pois tem concentrados em uma única rua, que vai da Arena até a casa de Julieta, as melhores grifes italianas.

Passeie pela cidade, entre em suas igrejas, elas as vezes escondem raros tesouros.

Seguindo nosso roteiro , nossa próxima parada é a pequena cidade de Soave, onde videiras e um lindo castelo medieval no topo de uma colina, dominam a paisagem. Estacione o carro e vá caminhando até o castelo, vale a subida, pois de lá se tem uma vista de 360 graus de toda a região. E a cidadezinha nos dá a sensação de ter voltado nos tempos de Ticiano e Tintoretto. Pare em algumas das tantas caves e bares para saborear um Spritz, bebida muito em moda por estas bandas.

soave

Soave

images

 

E o Spritz, a bebida de verão italiana que já chegou no Brasil.

Depois de uns 45km chegamos na cidade de Vicenza, famosa pela suas feiras de ourivesaria. Vicenza é outra cidade que vale muito a pena conhecer, não é uma cidade que transborda de turistas como a maioria das cidades italianas.

Vicenza-la_Piazza_dei_Signori

Piazza del Signore -Vicenza Foto: Wikipédia

No centro tem a Pizza del Signore, com um café estrategicamente colocado de onde se pode ver a vida dos vicentinos passar.

Não deixe de visitar o, projeto do ilustre arquiteto renascentista Andrea Palladio. O teatro  agenda apresentações até hoje e tem incrivelmente bem conservados cenários da sua criação.

DSC05620

Jardins do Teatro Olímpico.

DSC05623

 

A perfeita ilusão do cenário em perspectiva no Teatro Olímpico.

Passeie pela rua principal, a Corso Palladio, cheia de lojas, cafés, livrarias e muitos restaurantes nas adjacências. Antes de deixar Vicenza reserve um tempo para conhecer ao menos 2 das villas projetadas por Palladio, talvez a mais famosa seja a La Rotonda, um belíssimo exemplo da arquitetura renascentista, só confira os horários de visitação, que são poucos. Em Vicenza suba o Monte Bérico e almoçe no Restaurante Sette Santi, a comida é muito boa e você tem uma vista incrível da cidade.

Confira o site : http://www.settesanti.it/homepage.html

 

Villa_rotonda_15

 Villa La Rotonda, projeto de Andrea Palladio. Foto WikiArquitectura.

De Vicenza você tem algumas opções de passeios, se quiser um pouco do ar da montanha, minha sugestão é subir até Asiago, uma espécia de Gramado dos vicentinos, uma cidadezinha que guarda muito as características austríacas, e centro de esqui no inverno. A paisagem é muito bonita, no verão com aqueles gramados que parecem campos de golfe. O queijo famoso é o chamado grasso de Asiago. Esta região de montanhas nas proximidades de Vicenza eram muito utilizadas como estação de veraneio, assim como as pessoas se retiravam para as praias nos meses quentes de verão, muito vicentinos vinham para a montanha onde o ar era mais fresco e o contato com a natureza maior.

A familia do meu pai possuia uma pequena casa num vilarejo chamado Mazo, este lugar povoou a minha infância pois meu pai falava dele como fosse o paraíso sobre a terra. Nas suas memórias ligadas a Itália, este lugarzinho perdido é o que ocupa o lugar mais importante e ele fez questão que todos nós fossemos lá conhecer. É um lugar de onde sai uma linda trilha montanha acima, muito agreste, perfeito para um piquenique.  Casa de verão em Mazo de tempos imemoriais….  não deixe de conhecer, é linda! Na descida de Asiago em direção a Vicenza não perca de parar na Birreria Sumano, além da cerveja produzida por eles, tem umas bruschettas de presunto de parma e parmiggiano de Asiago que são o acompanhamento perfeito.

DSC05588

Birreria Sumano

DSC05578

DSC05587

Casa de Mazo

Nossa próxima visita é a cidade universitária de Padova. Entre as atrações de Padova ou Pádua em Português está a Basílica de Santo Antônio, este mesmo o santo casamenteiro, além de você ir lá pedir uma ajudinha ao santo, você aprecia as 29 peças executadas por Donatello para o altar desta igreja.

Se você for devoto passe por trás do altar e lá está exposta a lingua(!) de Santo Antônio.   É claro que qualquer roteiro no Vêneto que se preze deve incluir sua cidade mais famosa,  Veneza, também conhecida por La Sereníssima.

Veneza capital de uma das repúblicas mais poderosas da Itália, a República de Veneza, onde existia um intenso comércio com o oriente, principalmente com Constantinopla e conserva até hoje em sua arquitetura influências bizantinas. Veneza que sedia umas das bienais de Arte mais prestigiadas e importantes do mundo.

DSC05627

Ponte do Rialto.

Se você já foi a Veneza certamente terá alguma queixa de mau atendimento de garçons, uma vez um garçom se negou a nos servir só saladas… essas coisas acontecem em Veneza, hordas de turistas?? Essa é uma constante em Veneza, mas não desanime, a cidade vale a pena estes transtornos. Meu conselho durma ao menos uma noite em Veneza, está provado que a grande maioria dos turistas vai apenas passar o dia e a noite você pode passear tranquilamente e se transportar no tempo quem sabe para  clima da peça de Shakespeare, o mercador de Veneza! Que no filme atual com Al Pacino tão bem soube reproduzir a cidade dos tempos do gueto judeu.    

Este post já está longo demais, espero que vocês tenham se inspirado e estejam planejando em incluir a região do Vêneto na sua próxima viagem para a Itália!!

Arrivederci!

Desbravando passeios e roubadas na Toscana: Montalcino e Sant´Antimo

16 de outubro de 2013 2

Seguindo nossa saga pelo interior da Toscana , o dia foi de muitas descobertas e surpresas.

IMG_8176

Montalcino é uma gracinha em todos os sentidos. A cidade tem ruelas medievais, fica na ponta de uma elevação com uma bela vista dos Vale de Asso , Ombrone e Arbia, estava toda decorada com bandeiras coloridas e ainda é a terra natal do Brunello e do Rosso di Montalcino.

IMG_8178

No período medieval a cidade era conhecida pelos curtumes que produziam um couro desejado por toda a Itália. Fazia parte da importante via de ligação entre Canterbury, na Inglaterra e Roma , a Via Francigena, que marcou como polo comercial toda a região.  Além disto a cidade estava sempre envolvida nas brigas internas entre Siena e Florença. Quando Siena foi conquistada por Florença,  em 1555, Montalcino ainda resistiu por 4 anos mas acabou sendo incorporada também pela Família Medici, .

 

No século XX a cidade começou seu crescimento como polo turístico e foi o vinho o grande incentivador deste renascimento. O Brunello feito da uva sangiovese, tinha  11 produtores em 1960 e hoje são mais de 200. Este foi um dos primeiros vinhos a receber a DOCG (Denominazione di Origine Controllata e Garantita) ,Brunello tem que envelhecer por pelo menos 5 anos para começar a ser comercializado, o Rosso, feito da mesma uva sangiovese , precisa de um envelhecimento menor , 1 ano.

Assim como Siena , Montalcino é dividida em bairro chamado de contrade.

 

Almoçamos muito bem numa Enoteca -Osteria bem tradicional com uma bela vista do vale, oferecia como diferencial enviar vinhos para o mundo todo. Na Osticcio comemos um pão com azeite virgem digno dos deuses de entrada , variações de pasta como prato acompanhados , é claro , de um delicioso Brunello, o almoço custou EU$ 30,00 por pessoa.

Depois de termos nossos apetites terrenos saciados partimos para o alimento do espírito. Sant´Antimo é uma abadia Beneditina cuja lenda conta teria sido fundada pelo Imperador Carlos Magno. Nada comprova este romance , mas sua história remonta ao século XII e a arquitetura atual tem típica influência francesa.

Depois de um dia meio cinzento meio chuvoso , chegamos a Abadia quando o sol brilhava nas videiras alaranjadas iluminando a paisagem como se fosse abençoada pelo espírito santo. Tudo conspirou a favor, a caminhada pela estrada vazia, o ambiente límpido pela atmosfera outonal e principalmente a paz que emana de suas paredes centenárias.

Atualmente um grupo pequeno de monges , na verdade oito, vive no local , e sua principal atividade, além da liturgia e contemplação, é o desenvolvimento de coro de cantos gregorianos , que infelizmente não estava em funcionamento neste dia. A Abadia oferece alguns cursos de canto e também programas como o  ” Canta e Caminha”  para exercitar o corpo e a alma. http://www.antimo.it/

Para saber mais sobre roteiros em grupo ou particulares do Viajando com Arte visite nosso site www.viajandocomarte.com.br

 

Pelos caminhos do Vale d'Orchia na Toscana

15 de outubro de 2013 5

 

Hoje nosso roteiro desvenda uma Toscana um pouco menos conhecida mas cujas paisagens povoam nosso imaginário , principalmente depois de tantas novelas globais ambientadas na região. As paisagens também foram muito bem exploradas em filmes como Beleza Roubada, Irmão Sol, Irmã Lua , Sob o Sol da Toscana e no mais recente , Cartas para Julieta.

foto

 

São colinas ondulantes, matizadas por tons outonais que encantam em cada curva. Claro que muitas vezes a chuva atrapalha um pouco o visual , mas não costuma ser constante e é totalmente recompensada pelo fato de nos deixar com uma Toscana quase particular , sem muitos turistas e nem dificuldades de acesso aos pontos mais concorridos.

 

Foi numa destas curvas que nos deparamos com a igrejinha que já foi cenário de vários casamentos cinematográficos e também novelescos , como o de Clara e Totó na novela Passione.

 

Várias cidadezinhas pontuam o caminho, desta vez passeamos por Montalcino, Bagno Vignone, San Quirico , Pienza e finalizamos na Abadia de Sant’Antimo.

Nenhuma  destas pequenas cidade tem uma história muito variada, tirando o fato de serem partidárias de guelfos ou guibelinos ou serem a favor de Siena ou Florença , nas disputas territoriais da Itália Medieval. Mas todas possuem centros medievais preservados e paisagens criadas pelo homem dignas de cartões postais. Nossa primeira parada foi Bagno Vignone, uma antiga estação de águas termais romana e que tem entre seus famosos frequentadores Lourenço , o Magnífico, o mais conhecido mecenas da família Medici que vinha aqui tratar de sua  saúde, era acometido pela doença de reis: a gota.

O pequeno borgo não é mais que um minúsculo centro onde o principal núcleo aglutinador é uma grande piscina de águas termais, bastante quente e convidativa num dia frio e chuvoso. Os banhos são oferecidos num ambiente coberto que fecha justamente às quintas-feiras , o dia que estávamos por lá. Mas a visita foi plenamente recompensada pelo ambiente bucólico e quase solitário.

 

Almoçamos muito bem no restaurante Il Pozzo, numa cidade murada que parece saída das histórias da Távola Redonda, Monteriggioni. O borgo conta com uma muralha de 570 metros de circunferência e 14 torres, sendo totalmente cercada por vinhedos e colinas. No interior das muralhas uma vida melancólica nos faz viajar no tempo.

 

 

 

Em dois pontos distintos pode-se subir na muralha para observar a paisagem e imaginar como os defensores se prepararvam para um possível ataque. Vale a pena dar uma caminhada , é bem curta pois não se consegue dar a volta inteira , só estavam cobrando a subida na entrada principal , a outra estava liberada. 

 Nosso próximo destino foi Pienza, cidade projetada no Renascimento pelo Papa Pio II (daí seu nome).  Lá fizemos deliciosas compras para um pic-nic organizado em nosso hotel na mesma noite. O queijo pecorino é uma especialidade feita de leite de ovelha , pecora em italiano, grissini, tomates adocicados e para completar um vinho de Montalcino,  a festa foi irreparável!

 

 

Para saber mais sobre roteiros em grupo ou particulares do Viajando com Arte visite nosso site www.viajandocomarte.com.br

Civita di Bagnoregio – uma cidadela flutuante

17 de março de 2013 7

Por Luciano Leonetti Terra

A primeira imagem foi de longe, do outro lado do abismo. O coração tentando acompanhar o que os olhos sentiam com tamanha visão. Boca seca como o solo arenoso e erosivo daquele vale.  Durante a descida, rumo ao caminho sobre o ar que levava até a cidade flutuante, os batimentos se aceleraram um pouco mais. Pelo esforço físico e pela ansiedade de cruzar aquela ponte estreita rumo à visão que ainda parecia irreal. Necessidade de pisar aquele solo para acreditar não ser apenas uma miragem desértica qualquer. Apesar de que a imaginação não seria tão criativa para vislumbrar aquele lugar.

A longa ponte estreita em seu começo era plana, mas nos últimos metros iniciava uma subida. Era o fim do restante de fôlego e ar nos pulmões. Como se a finalidade fosse arrebatar o visitante totalmente. O portal de entrada era grandioso. Ao cruzá-lo temia ter ido para outra dimensão rumo ao passado. Ruelas desertas, casas fechadas por fortes fechaduras e cadeados de metal. O som do silêncio era quase ensurdecedor e só foi interrompido pelo miado de um dos tantos gatos que, logo descobri, habitavam aquele lugar. Aos poucos a pequena cidadela foi se descortinando. A cada esquina vias sem saída davam para o amplo vale. A mais de uma centena de metros acima do fundo do abismo tinha-se a impressão de quase cair no penhasco. Casas, milagrosamente grudadas ao solo, quase pendiam. Destino de muitas outras que ali existiam e que já tinham sido engolidas pelo vazio. Futuro daquelas que ainda resistiam. Morte certa e anunciada.

A vida ali descansou. A monotonia rompida apenas por poucos viajantes que descobrem seu caminho. Menos de meia dúzia de lojinhas e restaurantes quase vazios. Para surpresa uma cozinha familiar ao lado de um pátio pitoresco serviu uma deliciosa massa. Serviço impecável e um calor humano para compensar a falta de pessoas pelas ruas. Quanto tempo suportaria morar isolado, enclausurado nas nuvens? A solidão proporcional ao espaço vazio.

No final da visita, ao cruzar o portal de saída, a visão do alto em direção à ponte que ligava aquela ilha ao continente, novamente capturou o meu fôlego e só consegui sobreviver porque ninguém morre de encantamento. Um oceano de ar e areia separava aquela dimensão do restante dos mortais.

Segundo informações não oficiais, lá moram apenas quatro pessoas, e para minha surpresa conheci uma delas. Por coincidência cruzei com ela na entrada e na saída da cidadela. Uma sincronia de ir e vir interessante. Uma mulher instigante, com ar de mistério. Seria uma deusa ou uma louca? Chapéu de aba larga, echarpe de peles, sobretudo longo e cabelos loiros esvoaçantes. Olhos azuis profundos se confundiam com o céu ensolarado. Caminhava lentamente e a passos suaves, como se levitasse sobre as nuvens do vale. Quando ia embora, ao cruzar com ela pela segunda vez, ouviu minha conversa e perguntou que língua era aquela. Disse-lhe que era português e aproveitei a deixa para perguntar de onde ela era. Sua figura inspirava toda a curiosidade que um ser humano pode ter.  Ela me disse que no momento ela era dali, mas que sua língua era a Polonesa e que também falava inglês e Francês. Contou-me que a solidão para ela não era problema, ao contrário de alguns turistas mais barulhentos. O grande problema segundo ela era ter que cruzar aquela ponte sempre que precisava comprar alguma coisa. Na cidadela não havia mercados, padaria e nem farmácia.

            O que leva alguém a morar ali? Gostaria muito de saber e ouvir toda a sua história. Fuga, busca pelo autoconhecimento, por uma voz interior? Loucura ou total lucidez? Adoraria ter ouvido os seus motivos. Entretanto, como toda viagem a outra dimensão, o tempo era curto e os mistérios muitos. Quem sabe da próxima vez que o portal se abrir eu consiga descobrir um pouco mais de suas verdades. Isto se a cidadela ainda permanecer levitando em seu solo sagrado.

O que comer na Itália? Dicas de gastronomia por região

05 de outubro de 2012 1

A Itália é uma festa para o paladar. Para um italiano , falar sobre um destino de viagem começa sempre com a pergunta básica:  come-se bem por lá? Não é por nada que a Inglaterra seja um roteiro maldito no país.

O ritual da mesa tem uma aura mística , nenhum encontro social que se preze acontece sem um bom vinho e muitos pratos e o célebre movimento slow food, que estimula a valorização das tradições culinária regionais, surgiu na Itália em 1989.

Meu objetivo hoje é dar algumas dicas do caminho das “massas, tomates , queijos e vinhos ” para quem vai para Itália e não quer perder as delícias de cada região. As diferenças são muitas, e cada um se orgulha de seus produtos. Além disto não adianta você chegar na Toscana e querer comer um canolli siciliano que vai levar um desaforo de alguma mamma, tem que aprender a saborear também na época certa. Respeito pela tradição faz parte fundamental da cultura italiana. Mas vamos ao que interessa!

 

Piemonte : Queijo castelmagno, robiola e taleggio. Vinhos Barbera e Barolo e Barbaresco. Vinho doce de Asti. Trufas brancas e  negras de Alba. Panacota , doce de nata cozida com calda. Panetone Milanese.

Panacota Piemontesa

Ligúria: Pesto de Gênova, Vinho Valpolcevera.

Lombardia : Queijo gorgonzola e belpaese. Salames. Torrone de Cremona

Trentino Alto Adige : Vinho Santo e biscoito de amêndoas cantuccini.

Friulli- Venezia Giulia : Queijo montasio. Grappa. Presunto San Daniele. Vinho Pinot e Tocai.

Vêneto : Vinhos Valpolicella, Bardolino e Soave, que não é doce e nem suave.

Emília Romana : Vinagre Balsâmico de Módena. Mortadela de Bologna. Queijo Parmigiano Reggiano Grana        Padano de Parma e o frisante vinho Lambrusco.

Toscana : Vinhos Sassicaia , Tignanello e o Brunello de Montalcino. Queijo pecorino. Panforte di Siena, um doce de frutas secas.

Úmbria: Trufa negra de Norcia. Porchetta.

Lácio : Queijo pecorino romano. Spaghetti alla matriciana e carbonara e o leve vinho Frascati.

Sicília : Mini Tomates, pistache ,amêndoas e limão siciliano. Spaghetti alle vongole. Canollo, doce de ricota . Granita e Gelato em Notto. Caponata siciliana.

Granita , uma raspadinha com sabor de amêndoa e morangos

Sardenha : Queijo sardo. Vinho Cannonau e Carignano.

Mesa típica italiana

Se você gostou deste post e curte dicas de viagem, arte, restaurantes e afins, curta a nossa página Viajando com Arte no Facebook:

https://www.facebook.com/pages/Viajando-com-Arte/121374657937187

Um verão na Toscana: Bagni San Filippo

18 de agosto de 2012 4

Fazia quarenta graus à sombra em Florença. Sabe quando a gente começa a ter a visão duplicada pela bruma que sobe e a cidade medieval arde em chamas amareladas! Assim estávamos , e depois de fazer a visita à Galleria Uffizi , perto da hora do almoço, andar na rua tornou-se um martírio.

Quando ouvimos no rádio que o dia seguinte seria pior a decisão foi tomada, vamos escapar deste caldeirão em busca de um lugar mais fresco e de preferência com alguma possibilidade de encontrar água, poderia ser mar , rio ou mesmo uma poça d´água. O Arno não servia porque infelizmente é muito poluído.

Como Florença é bem compacta , os aluguéis de carro são próximos do centro foi  assim que pegamos um Smart na manhã seguinte, bem poucos passos do hotel e saímos “abanando as tranças ” pelas estradinhas do Chianti. Segundo informações locais a Toscana não é muito bem servida de rios e lagos , a sugestão foi seguir até Viareggio na beira do mar. Achei que não seria bem nosso foco , praia cheia  e trânsito … Preferi algo mais bucólico , apresentar a verdadeira paisagem de ciprestes e girassóis para minha filha , debutante na região.

Mudei a direção e seguimos para o sul , Vale d´Orchia . Nosso destino inicial seria Bagno Vignone que eu já conhecia e sabia ser uma região de termas , água haveríamos de encontrar! Chegamos lá e para nosso desespero a piscina central da cidade é fechada para banho ,a particular entra em manutenção toda a quinta-feira, e adivinhem ….era o fatídico dia!

Bagno Vignone

O gerente do local , vendo nosso desapontamento nos indicou outra terma perto, Bagni San Filippo ao pé do Monte Amiata e foram mais 16km em busca do ouro transparente. Não posso negar que o visual compensou os quilômetros rodados, reclamar seria quase um sacrilégio.

Bagni San Filippo

Chegamos num clube público , numa cidade minúscula! Parecia algo como Gravatal , pessoas mais velhas , silenciosas tomando sol ou de “molho ” na água. Novamente 40 graus e o sol do meio dia ardendo,  nossa hesitação foi-se por água abaixo, tudo que queríamos era nos jogar naquela piscina , ou seria melhor dizer banheira. Quando entrei, chegava a queimar , pense numa água quente, pois ali passava de 36.

Mas a surpresa veio quando olhamos atrás do clube , onde passa o rio de água sulfurosa e formando o Fosso Bianco, piscinas naturais onde a pedra foi coberta por sedimentos e ficou com aspecto de glacê! Um visual incrível que lembrava Pamukkale na Turquia , só que em tamanho menor e com infinitamente menos turistas.

O banho mudou de rumo rapidamente e seguimos a corrente , onde a água sulfurosa se misturava a outra fresca e límpida , num ambiente natural e ainda quase intocado!

Nosso dia foi completo com o sol se pondo nas curvas dos vinhedos do Chianti, e o Smart venceu com glórias o desafio!

Se você gostou deste post e curte dicas de viagem, arte, restaurantes e afins, curta a nossa página Viajando com Arte no Facebook:

 https://www.facebook.com/pages/Viajando-com-Arte/121374657937187