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Posts na categoria "Jardins com Arte"

Copenhague: despretensiosa , acolhedora e criativa. Precisa dizer mais?

05 de agosto de 2019 2

Copenhague capturou meu coração! Cosmopolita e aconchegante , estilosa e inovadora tanto na arquitetura quanto nas rigorosas linhas de seu design, é ao mesmo tempo agradavelmente relaxada, “easy-going” num estilo de vida que prima pela qualidade e valores genuínos. A nova culinária é um reflexo deste  espírito inovando sem perder o foco na produção local , no frescor e na busca de produtos mais próximos de sua origem.

Christianshavn

 

Um sentimento de liberdade conecta a cidade que se desloca sobre duas rodas. A artéria principal do centro é o calçadão da Stroget, para lojas internacionais ou mesmo para descobrir as descoladas  etiquetas dinamarquesas.

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Provence - Sabores e Cores. Viagem em maio / 2017

11 de dezembro de 2016 20

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A simples menção da palavra “Provence” nosso imaginário se enche de

fantasias, nossa mente divaga por campos de lavanda, nossos olhos se

iluminam com os amarelos dos girassóis – os mesmos que van Gogh tanto

pintou, nossa boca comeca a salivar só de lembrar dos seus vinhos rosés e

da doçura de suas frutas.

Suas paisagens, o seu estilo de vida descontraído

e seu clima convidam ao prazer puro e simples, mas o que encanta mesmo

na Provence e a sua diversidade.

A Provence é como um imã que a todos

atrai, uns vão em busca do seu sol, que brilha a maior parte do ano, outros

procuram seu estilo de vida e sua gastronomia, mas também seus sítios

romanos, sua riqueza cultural, suas paisagens de tirar o fôlego. As águas

cristalinas do Mediterrâneo em Cassis, as estradinhas de alamedas de

plátanos, suas cidadezinhas medievais, suas flores, seus perfumes e uma

atmosfera encantadora faz da Provence um destino perfeito.

Informações acosta@portobrasil.com.br ou (51) 3025.2626

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10 Anos Viajando com Arte

24 de outubro de 2016 0

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Parece que foi ontem , mas já faz dez anos que partimos na primeira aventura do Viajando com Arte para Paris. Neste tempo foram 15 destinos explorados e mais de 200 viajantes.

Para comemorar esta data queremos que vocês que participaram de alguma das edições do Viajando com Arte,  dividam conosco as melhores lembranças destas viagens.
As fotos dos momentos mais especiais, das experiências , das risadas, do encantamento.

Vamos selecionar as mais significativas e mostrá-las em um grande painel que ficará exposto no Patio Ivo Rizzo.
Corram para mandar suas fotos, todos que enviarem estarão concorrendo a um crédito em seu próximo roteiros com o Viajando com Arte.

Para participar envie sua foto para mrizzo@terra.com.br ou clarisselin@terra.com.br

Nossa festa será dia 8 de novembro às 19h no Patio Ivo Rizzo, todos convidados!

La Recyclerie , um lugar novíssimo e original em Paris

16 de agosto de 2016 2

Da Série: Eu amo Paris

Demorou, mas a equipe que já comanda os super hypes – Comptoir General e Divan du Monde, assumiram a antiga estação de trem Ornano, que estava fechada desde 1939. Localizada perto da saída do metro Porte de Clignancourt no 18 ème, há apenas 5 minutos do famoso mercado de pulgas, o La Recyclerie é uma das novidades mais surpreendentes de Paris.

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Um lugar que a gente queria que tivesse muitos outros iguais na cidade, aparte de todos os clichês BoBo – bourgeois-bohème ou burguês-boêmio ( produtos biô, orgânicos e ecológicos bla bla bla), o La Recyclerie criou vários espaços interativos e uma atmosfera super bacana, bar, restaurante, hortas, a oficina do René ( tipo faça você mesmo) enormes aberturas, pé direito altíssimo, terraço, e verde, muito verde.

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Um lugar absolutamente único, garotada bonita.

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Pode ser até que você não curta lugares e refeições mais alternativas, mas tem que conhecer o La Recyclerie, opção ideal para ver novos conceitos e fugir um pouco do óbvio.

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Endereço: Parisgioll, 83 Boulevard Ornano, 75018 Paris

Inhotim , para aprender a gostar de arte contemporânea e ainda curtir a natureza

25 de outubro de 2015 3

Vem mais um feriado pela frente , o dólar esta nas nuvens e ainda tem férias a vista ? Uma dica para um programa cultural em família é a visita ao megacomplexo de arte contemporânea em Minas Gerais. Sei que pode parecer estranho , principalmente se as crianças forem pequenas . Mas não descarte ainda, a gente só aprende a gostar daquilo que é familiarizado , e Inhotim é a mais agradável opção para um primeiro contato , tanto para crianças quanto para adultos.

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Tudo muito lúdico , integrado com a natureza e simplesmente lindo , de chorar de tão lindo e bem organizado! Para brincar , fazer picnic, correr solto e curtir sem pressa. Ainda dá para tomar banho de piscina dentro de uma obra de arte , ouvir o som da terra e se divertir aprendendo. Se ainda tem alguma dúvida , de uma olhada nas fotos abaixo, acho que não vai restar nenhuma.

Pavilhão Adriana Varejão

No último ano fizemos nossa primeira visita oficial a Inhotim. Organizamos a viagem para um grupo fechado da Bienal do Mercosul e com isto ganhamos o privilégio de termos 0 acompanhamento da curadora Júlia Rebouças.

Mobiliário Hugo França : Tamboril

Minha última visita ao jardim botânico/museu tinha sido em 2011, e de lá para cá muita coisa já mudou. A velocidade do crescimento do complexo vai de acordo com seu título de arte contemporânea, assombroso! E isto que o próprio idealizador de tudo aquilo , Bernardo Paz, nos confidenciou : seu objetivo e aumentar em mais de cinco vezes o número de pavilhões, incluir pista de pouso , hotéis e até shopping center ( sei não!) .

Júlia Rebouças , Bernardo Paz e Patrícia Druck

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Mas por enquanto tudo está perfeito e, já, gigantesco! Os pavilhões novos dedicados a Ligia Pape e Tunga são tudo de bom . Quando falo em “pavilhão” , não se enganem , nada parecido com blocos amorfos e sem graça, são estruturas pensada pelos melhores arquitetos do Brasil , respeitando em sua forma as obras que irão abrigar .

Tteia de Ligia Pape

O pavilhão de Tunga fica numa parte de mata bem fechada , uma experiência onde a natureza invade a obra. Ficamos sabendo que as performances de inauguração no início de setembro foram muito fortes e interessantes, com a comunidade muito envolvida.

 

Fonte:/fotografia.folha.uol.com.br/

Novo Pavilhão Tunga

O passeio exige preparo físico , são colinas repletas de obras ao ar livre espalhada em mais de 100 hectares de jardins. Existe o transporte de carrinhos elétricos, mas eles não cobrem todo o parque , além de não serem suficientes para todos os visitantes. Mas vale cada pingo de suor derramado , e isto que pegamos quase 40 graus neste final de semana.  Uma opção bem legal é a obra de Jorge Machi , uma piscina onde pode-se entrar literalmente, providencial neste dia!  Piscina é a realização escultórica de um desenho que o artista fez de uma caderneta de endereço com índice alfabético, aqui transformada numa obra site-specific que é também uma piscina aberta ao público. 

Esta é outra dica importante, a gente aqui do sul tem uma imagem de Minas Gerais uma terra linda , que é , mas montanhosa e fresca. Ledo engano , esta região está na intersecção entre cerrado e mata atlântica e é muito quente em quase todas as estações! Roupas leves, sapato confortável, chapéu e protetor solar são indispensáveis.

Olafur Eliasson com um caleidoscópio gigante

Na minha primeira visita fiquei apenas um dia por aqui , o que me permitiu uma visão bem limitada e rápida. Desta vez pudemos fazer mais descobertas de obras “escondidas” na mata  ou mesmo mais distantes do núcleo do parque. Aconselho a aproveitar a viagem e ficar pelo menos dois dias no parque , indico um hotel bem charmoso nas proximidades , a Pousada Nova Estância em Brumadinho 

Amei a árvore de bronze de Giuseppe Penone , “construída” e amarrada entre 4 árvores naturais que vão incorporá-la com o tempo, chama-se “Elevazione”.

A Geosfera com a obra “Da Lama Lâmina” de  Matthew Barney  é outra visita impactante.

 “Imensa” de Cildo Meireles  , brinca com a mistura de palavras e formas de mesas e cadeiras .

O som da terra capta a 220 metros de profundidade os sons que nosso planeta emite, uma obra de técnica e muita acuidade. Interessante e instigante. Pena que não gravei para vocês ouvirem , muda muito de intensidade conforme as interferências do meio. Obra de Doug Aitken chamada “Sonic Pavillion”.

Para finalizar Helio Oiticica sendo visitado por uma família inusitada

Para quem gostou deste post e quer informações sobre viagens em grupo ou assessoria privada :

www.viajandocomarte.com.br 

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Para quem quer mais informações sobre Inhotim:

  http://wp.clicrbs.com.br/viajandocomarte/2012/10/24/o-jardim-museu-mais-lindo-do-mundo-esta-no-brasil-voce-conhece-inhotim/?topo=77,1,1,,,77

"Fall into color"- Dallas Arboretum comemorando a entrada do outono

08 de outubro de 2015 0

A Marília Clark, querida amiga e colaboradora silenciosa nos manda estas fotos maravilhosas de sua cidade de adoção!

Para entrar no clima de belos jardins pelo mundo , o Dallas Arboretum  em sua festividade de outono foi o recanto eleito. O linck para maiores informações : http://www.dallasarboretum.org/

Depois de um verão escaldante no Texas ano passado, comemoraram os dias mais frescos com uma explosão de cores em imagens deliciosas. Este ano os jardins estão mais floridos e as fotos ainda mais lindas do que de costume.

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Além dos jardins de abóboras , todo o complexo outonal é encantador.

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A Vila de Abóboras de Cinderela foi o tema escolhido para a exposição de 2011.

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 A parte chamada Woman´s Garden é uma dos recantos prediletos da Marília, tanto é que uma de suas fotos foi escolhida para representar o jardim num periódico local!

 

 

Abraços e que a gente não vire abóbora antes da entrada do verão!

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Para saber sobre roteiros em grupo ou assessoria particular do Viajando com Arte visite nosso site www.viajandocomarte.com.br

 

 

Mais uma atração imperdível em Paris - Fondation Louis Vuitton

07 de agosto de 2015 0

Vamos partir do zero , Paris já tem tantas coisas para se ver e fazer que uma semana por lá é pouco tempo . Pois para deixar a gente mais baratinando na hora de montar um roteiro , inaugurou em 2014 mais uma opção imperdível na cidade, a Fondation Louis Vuitton.

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Para os desavisados não vão encontrar nem a sombra das famosas bolsinhas por lá , mas a fundação abriga  a coleção privada de arte de Bernard Arnault, o big boss do LVMH, número um mundial do luxo.

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O prédio é um capítulo à parte , uma escultura em forma de museu. Ancorado em pleno Jardin d’Acclimatation,  Frank Gehry, um dos arquitetos mais conhecidos do mundo e autor também do Guggenheim de Bilbao, pousou um barco com sete velas. Uma mistura de aço , madeira e vidro cria uma estrutura em movimento que nos arrebata e encanta.

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Apesar de ser um presente para a cidade sofreu muitas críticas , mais pelo fato de ter sido financiada por um milionário do que pela sua forma ou conteúdo. A Fondation é marketing? Sim. Mas é também um museu/escultura que aumenta as atrações culturais de Paris, que já não são poucas. Pergunto eu , qual cidade não gostaria de um mecenas deste porte?

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Falando do espaço interno , o térreo é iluminado e faz um convite ao deleite. Tem o restaurante Frank , com um espaço no jardim. No almoço, um cardápio enxuto de cozinha francesa. Na parte da tarde, pâtisseries, sorvetes,  sanduíches.  No jantar, sexta e sábado, o restaurante propõe um cardápio mais sofisticado. A reserva é possível somente para o jantar.

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A proposta da direção é mostrar poucas obras, renovadas sempre. O acervo fica no segundo andar, é focado em arte contemporânea , com muito espaço para a fotografia.

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No subsolo esta a exposição temporária que muda em cada estação. Mas também um espelho d’água que da o suporte para o “barco”  e um anfiteatro muito bacana que vai abrigar shows e concertos.

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Mas o mais incrível é o terraço onde se pode curtir a arquitetura em seu âmago. Dali a estrutura de metal, madeira e vidro pode ser admirada desde o seu interior e o visual para o jardim é incrível! Por isto aconselho visitar a Fondation em dias de sol , ao contrário de outros museus, porque faz toda a diferença um céu azul.

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O Jardin d’Acclimatation também é uma visita bem legal , principalmente para quem viaja com crianças. Tem um parque de diversões meio vintage e muitas opções desde passeios de pôneis, camelos e lugares para passear e fazer lanches. Até o mais famoso chocolate quente de Paris tem uma filial por aqui , o Angelina.

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Eu aconselho a comprar o ingresso  por internet.  A fila para a compra no guichet estava enorme.

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Para chegar dá para pegar o pequeno ônibus elétrico da Fondation no Arco do Triunfo, Place Charles de Gaulle esquina com Avenue Friedland. Os ônibus partem a cada quinze minutos. Ou mesmo ir pela linha 01 do metrô até a estação Les Sablons e caminhar uns 10 minutos até a entrada.

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Jardim Majorelle - o oásis de YSL em Marrakech

27 de julho de 2015 1

“Faz muitos anos que encontro no Jardim Majorelle uma fonte inesgotável de inspiração e seguidamente sonho com suas cores que são únicas”

                                                           Yves Saint Laurent

 

Este é um dos pontos altos da viagem para o Marrocos que faremos em outubro, um roteiro detalhadamente escolhido para encantar com a diversidade deste país único. 

 Para saber mais sobre o roteiro de outubro clique aqui :

http://cdn.wp.clicrbs.com.br/viajandocomarte/files/2015/04/RoteiroMarrocosA4.pdf

Ou entre em contato pelo fone (51) 3025.2626

Para quem conhece um pouco do Marrocos, esta imagem pode lembrar Chefchaouen, a cidade azul do Riff , norte do país. Ou mesmo o colorido mexicano de Frida Kahlo e Diego Rivera. Mas este belo cenário é um oásis em meio a turbulenta Marrakech.

Estando em Marrakech, uma cidade quase monocromática em tons de vermelho e ocre , é um deleite ainda maior a visita ao colorido Jardim Majorelle.

Visitando a Exposição de YSL no Petit Palais em Paris em 2013, me emocionei quando assisti a um video onde Pierre Bergé falava que as  coleções eram gestadas aqui nestes jardins onde ele e Yves passavam grandes temporadas, depois de tudo criado no imaginário é que iam para Europa executar.  Agora o deleite pode ser maior com o filme, “O Louco Amor de Yves Saint Laurent” que trata da vida deste homem genial e sua vida amorosa e mente perturbada, pela ótica de seu companheiro e emprésário por 50 anos. Adorei as imagens que mostram a casa do casal no Jardim Majorelle, com todos os objetos artísticos adquiridos durante a turbulenta estada no Marrocos, numa época em que o país era destino de artistas e pessoas em busca de emoções e inspiração.

O filme tem um arquivo de imagens rico , misturado  cenas  recentes, como a de seu velório e a do “leilão do século”, em que Bergé vendeu a vasta coleção de arte que ele e YSL montaram ao longo de meio século. O tom do documentário é de profunda melancolia, com longas e lentas panorâmicas dos lugares onde o casal viveu. 

YVES SAINT LAURENT, MARRAKECH, MOROCCO, 10TH APRIL 1969

Patrick Lichfield

Foi neste local que o famoso costureiro e colecionador de arte, Yves Saint Laurent, pediu para ter suas cinzas espalhadas após sua morte em 2008. YSL Pierre Bergé, adquiriram esta propriedade em 1980 e restauraram em todo seu explendor, criado por Jacques Majorelle em 1924.

Mausoléu de Yves Saint Laurent

Filho de um expoente da Art Nouveau da Escola de Nancy, Louis MajorelleJacques Majorelle foi pintor de aquarelas, apaixonado pelo mundo árabe. Chegou à Marrakech em busca da cura para uma tuberculose e da mística oriental, em 1919. Comprou um grande terreno, quase dentro da medina da cidade, e começou uma coleção de plantas que compreendia exemplares dos cinco continentes, com grande ênfase nos cactus.

 

O jogo de cores é arriscado mas encantador! Os pássaros parece que foram hipnotizados pelos tons fortes de amarelo e azul cobalto, conhecido como azul majorelle, e fazem um coro como música de fundo.

 

 

Mesmo já tendo visitado algumas vezes o jardim, que fica no coração da Nouvelle Ville de Marrakech, é um local de paz e frescor que não me canso de admirar. Uma ótima pedida é almoçar na cafeteria que tem sucos de laranja com romã e abacaxi como especialidade. Os sanduíches também são muito gostosos, ainda mais para quem já está no país há alguns dias e ávido para mudar o cardápio.

Nos dias de verão,  lufadas de vapor d’água são liberados a cada cinco minutos , tornando o ambiente super agradável

Mas a melhor parte da história começa quando Yves Saint Laurent,  natural da Argélia, vai para Paris estudar alta costura e é contratado por Christian Dior como assistente. Em 1960 volta para seu país para servir na guerra e no retorno funda sua própria grife. Inspirado em artistas como Mondrian , Picasso , Matisse e Delacroix cria moda que vai vestir mulheres marcantes.

Uma máxima de Bergé :

 Chanell libertou as mulheres, Saint Laurent lhes deu poder

Em 1980 os companheiros adquirem a propriedade, praticamente em ruínas. Reformam e mantém uma parte já  aberta ao público desde 1947.  Pelas frestas dos bambus pode-se vislumbrar a belíssima moradia. Na livraria, ao lado do café, encontrei um exemplar com fotos do interior da casa, indescritível pela arquitetura mas principalmente pelas obras de arte.

5 motivos para amar Paris

17 de julho de 2015 6

Paris é uma das cidades mais lindas do mundo, o que já razão suficiente para você visita-la, mas se só este argumento não te convenceu, vou listar 5 razões para que você ame Paris tanto quanto eu.

5 motivos porque eu AMO Paris

Paris é uma cidade plana, perfeita para percorrer de bicicleta. Os motoristas estão super acostumados a dividir o trânsito com bicicletas o que aliado com todas as ciclovias e sinalizações, torna pedalar muito seguro. E se você já pedalou em alguma cidade, sabe como é gostoso, pois a gente tem a oportunidade de vivenciar, experimentar mais a vida da cidade e não cansa tanto quanto andar à pé. E algo que me dá extremo prazer é voar as tranças pelas ruas e parques de Paris de bicicleta.

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Qualquer pessoa com um cartão de crédito pode alugar uma Velib, aquelas bicicletas disponibilizadas em todos os lugares da cidade.

Experimente, garanto que você nunca mais vai querer ficar andando de metro para cima e para baixo  outra vez.

Uma das regiões mais legais de Paris na minha opinião, é a vizinhança do Canal Saint Martin. É um bairro descolado e jovem. Todos os finais de tarde a margem do canal se enche de gente bonita fazendo happy hour, saindo do trabalho, sentando na murada do canal e armando grandes pic nics. Um astral ótimo, tem uma pizzaria inclusive onde você faz o seu pedido e eles te dão um balão cor de rosa, quando a pizza fica pronta eles vêem o seu balão de longe e vão lá entregar a pizza em mãos!

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Canal Saint Martin

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Toda a galera picnicando à tardinha.

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Caminhar pelas margens do Sena especialmente à tardinha quando a cidade se cobre de um colorido sépia, a visão do por do sol a partir da Pont des Arts  amolece até os corações mais duros.

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Ver o por do sol na Pont des Arts

Parques e jardins incríveis

Os parques de Paris tem uma beleza diferente em cada estação do ano, um dos meus preferidos é o Buttes-Chaumont, que fica no 19º arrondissement, perto de Belleville, é enorme, com  25 hectares de um terreno acidentado, com colinas verdes, uma ponte gigante, o parque é cheio de cerejeiras, o que torna sua visita em abril um espetáculo, pois as cerejeiras rosas e brancas estão no auge da floração.

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Cerejeiras em flor no Parque Buttes-Chaumont

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a ponte e o coreto neoclássico do parque

Outro lugar muito legal é o Parc Floral, um jardim botânico que fica dentro do Parque Bois de Vincennes. É um lugar para fugir do barulho da cidade. Tem 31 hectares e várias estufas para a gente visitar. Tem um bar/restaurante onde se pode sentar na rua pegando sol e tomando um bom vinho rose.

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Parque Floral

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Comida justa no restaurante/bar do parque Floral

Boulangeries e mercados

Tem coisa melhor do que pão crocante com queijo e vinho?

Em Paris nem precisa gastar muito, você pode entrar em qualquer boulangerie ( padaria) que a baguette vai ser crocante e deliciosa. Passe em algum dos muitos mercados da cidade, tem um bárbaro aos sábados na Bastilha, na Rua Richard Lenoir, os pequenos produtores dos arredores de Paris trazem seus produtos frescos direto da fazenda. A gente come com os olhos, tudo lindo, as frutas, ostras, queijos, presuntos, tudo convida a um grande pic nic, em algum parque ou jardim da cidade.Tem uma grande ala reservada as comidas de todos os gêneros e outra ala de antiguidades e objetos vários, na verdade tem de tudo! O negócio é garimpar!

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Mercado aos sábados na Bastilha, na Rua Richard Lenoir

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Frutas, verduras, ostras e todo o tipo de produto fresquinho, direto dos produtores

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E a parte do mercado dedicado as antiguidades

 

Fora que somente andar pelas ruas de Paris e observar os detalhes dos prédios, as portas, a influência clássica da arquitetura já me deixa levitando. E a todo momento fico perdida nos meus pensamentos e digo baixinho “ como estou feliz, estou em Paris”

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as portas de Paris

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Para saber sobre roteiros em grupo ou assessoria particulare do Viajando com Arte visite nosso site www.viajandocomarte.com.br

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Recantos de Paris

 

A casa azul - A perfeita tradução da vida e obra de Frida Kahlo

15 de dezembro de 2014 4

Seguindo nossa programação na Cidade do México, no dia seguinte fomos visitar a mística  La casa azul em Coyoacán, na época uma pequena cidade nos arredores da Cidade do México e hoje um distrito.

 Na Casa Azul nasceu Frida Kahlo, em 6 de julho de 1907, uma das mais renomadas e talentosas artistas latino americanas,uma curiosidade sobre Frida é que ela sempre declarava que nascera em 1910, o ano de revolução mexicana e sobre isto ela dizia:

“Nasci com a Revolução. É preciso pensar nisso. Foi nesse fogo que eu nasci, levada pelo impulso da revolta até o momento de vir ao mundo… Tive essa sorte: 1910 é a minha data.”

Coyoacán, um bairro hoje já incorporado a grande cidade, mais parece mais uma cidadezinha do interior, aqui o trânsito intenso dá uma trégua, a gente consegue ouvir os passáros, ver muitas árvores e devagarinho começamos a ser indelevelmente envolvidos pela aura de Frida Kahlo.

Já nos muros que cercam a propriedade  vemos as cores das telas de Frida e do artesanato mexicano.

Na entrada referências ao grande amor da vida da artista – Diego Rivera.

La Casa Azul foi o lugar onde Frida Kahlo veio ao mundo, viveu, e deu o seu último suspiro. O prédio que data de 1904, não era uma construção enorme. Hoje a área construida é de 800m2 em uma área de 1200 m2. Diego and Frida encheram a casa com muita cor, arte folclorica e objetos pré hispânicos para demonstrar sua admiração pela cultura e pelo povo mexicano. 

Eu me sentia dentro do filme Frida,ou melhor dentro da vida de Frida, como se fôssemos velhas amigas, e eu estava em completo estado de graça, pois a casa transpira a personalidade da artista, tudo que se vê, os objetos, os móveis, as fotos antigas, tudo me remetia as suas telas e a sua trágica vida que, em muitos momentos ela conseguiu imprimir tanta leveza, seja pelas cores vibrantes ou por sua atitude desafiadora de nunca aceitar os limites de seu corpo prejudicado por uma poliomelite na infância e por um acidente grave na juventude.

O atelier da artista

 O que transparece não só na sua obra, mas naquele espaço que tão indiscretamente invadíamos, era de uma mulher forte, guerreira, que nunca se deixou abater. Uma mulher totalmente a frente de seu tempo, que despertou muitas paixões entre homens e mulheres, André Breton, o polêmico teórico do Surrealismo, não declarou seu amor a Frida?

A cama que foi adaptada com um espelho para seus famosos auto retratos, depois que a artista sofreu o acidente que a prenderia deitada por meses a fio.

 A cozinha, pintada em cores do folclóre mexicano.

A sala da Casa Azul

No fundo, seu coração sempre pertenceu a um único homem – Diego Rivera, a quem ela carinhosamente chamava de  pançon, a quem amou com devoção até o fim.

 Se você é fã de Frida como eu, vale a pena uns minutos na lojinha, tem coisas incríveis pra trazer pra casa…

Foto clássica, Mylene e eu ( reparem na minha cara de abobada, totalmente babona… depois desta visita, eu já podia ir embora do México.

La Casa Azul

Londres 247
Col. del Carmen
Coyoacán
c.p. 04000
Tel. 5554 5999
Fax. 5658 5778
http://www.museofridakahlo.org.mx/