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Posts na categoria "Lisboa"

Lisboa - Lx Factory, novíssimo lugar hype da cidade.

22 de agosto de 2016 0

 

Se você ainda não conhece a LX Factory em Lisboa, vai enlouquecer de vontade!


Em uma esquina escondida de Lisboa entre o centro e Belém, afastada dos centros mais turisticos da cidade, no lugar mais trendy e fashion de Lisboa, lotada de ateliers de Arte e estúdios de Design, fica a LX Factory, montada em um antigo complexo Textil – A Companhia de Fiação e Tecidos Lisbonense, um dos mais importantes complexos fabris de Lisboa. A sensação é de estar em um cenário de cinema de uma antiga zona de produção.

A gente transita em meio a estúdios de produção, restaurantes e lojas. Tudo muito legal, descolado , preservaram bastante da antiga industria e aí reside muito do charme da LX factory. Tem de tudo desde salão de beleza ambientado nos anos 50, Pubs até Hotel –Uma ilha de criatividade.


Segundo a palavra dos criadores do projeto “Em LXF, a cada passo vive-se o ambiente industrial. Uma fábrica de experiências onde se torna possível intervir, pensar, produzir, apresentar ideias e produtos num lugar que é de todos, para todos.”

 

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Livraria “Ler devagar” fica dentro do complexo.

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barracas e brechós ao ar livre.

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Bares e restaurantes.

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Chiado e Bairro Alto - onde tudo acontece em Lisboa

23 de julho de 2015 7

Lisboa está na moda em toda a Europa e por aqui não há quem não tenha colocado Portugal em sua mais nova lista de desejos.

Pois é , e em Lisboa o que mais bomba em termos de restaurantes , lojas transadas e muita gente bonita é o Chiado e sua extensão mais acima , comumente chamado de Bairro Alto.

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A região mais artística e cosmopolita de da cidade foi devastada por um incêndio em 1988. Embora tenha perdido na tragédia parte dos edifícios Art Nouveau do século 18, o Chiado foi reconstruído e remodelado com maestria do arquiteto português Álvaro Siza Vieira.

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Seguindo nosso itinerário , partindo da Baixa pode-se subir à parte alta da cidade de várias maneiras.

Numa transversal da rua Augusta, na rua de Santa Justa,  está o Elevador de Santa Justa , que desemboca no Largo do Carmo , uma dos mais simpáticos recantos da região.

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Elevador Santa Justa

Aproveitem para entrar nas ruínas mais emocionantes de Lisboa na minha modesta opinião, o Convento do Carmo , uma igreja parcialmente destruída mas que foi conservada em ruínas e é um monumento forte e importante para a memória portuguesa. A Igreja e Convento do Carmo foram construídos no século 14, mas devastados no grande terremoto de 1755, a tragédia que quase varreu Lisboa do mapa.

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Convento do Carmo

No entorno está um dos bons hotéis do Chiado , e olha que aqui são muitos. O Hotel do Carmo , com um budget mais alto e para quem quer economizar o  Teatro Bed & Breakfast fica logo na próxima esquina e é bem simpático, confortável  e mais simples.

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Hotel Teatro Bed & Breakfast

Para quem vem do Rossio a subida para o Bairro Alto pode ser feita pelas escadarias da Calçada do Carmo e depois emendar na Calçada do Duque. Uma subida cenográfica , com restaurantes e bandeirinhas nas escadarias. Encantador principalmente ao cair da noite.

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Calçada do Duque

Já no Bairro Alto, considerado a zona boemia da cidade, é quase uma  extensão do Chiado. É frequentado por intelectuais, artistas, designers e oferece um clima vanguardista. Lá em cima , rumar para o Miradouro de Santa Catarina que oferece uma das mais lindas vistas da cidade em meio a um jardim bem cuidado e aprazível.

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Ao longe o Castelo de São Jorge emoldurado pelo casario colorido, parece uma montagem de tão lindo. Aproveitem para visitar o Museu da Farmácia que fica logo em frente e traz 5 mil anos de história da Saúde!

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A terceira opção para alcançar esta região é tomar um dos vários elétricos que sobem as ladeiras com seu charme pitoresco.

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Não deixem de passear pela rua Garrett, o coração do Chiado onde está o famoso café A Brasileira , os Armazéns do Chiado , uma espécie de shopping com várias lojas que continuam a vocação comercia da rua. Daqui a descida para o Tejo é especialmente  impactante.

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Rua Serpa Pinto

São muitos endereços interessantes de lojas e designers legais por aqui. Perambulem pelas rua da Misericórdia, rua da Rosa, rua das Gáveas e muitas surpresas estarão no caminho. Desde lojas de roupas de estilistas locais até produtos inusitados como flores , perfumes , charutos e chocolates.

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Para um happy hour o bar do Hotel Bairro Alto (Praça Luís de Camões 2) é um must , oferece uma paisagem única. Para jantar eu indico o bistrô 100 Maneiras (Largo Trindade 9 ), super moderno e avant garde na apresentação dos pratos. Para um jantar mais refinado o Tágide (Largo da Academia Nacional de Belas Artes 18-20) ou o Largo (Serpa Pinto 1200) podem ser  excelentes opções  também. Para um endereço moderninho o Sacramento na Calçada do Sacramento vale a visita. E para provar que Lisboa está sintonizada com as tendências de qualquer outro país pipocam hamburguerias transadas pela cidade. Curtimos o visual da Honorato Hamburgueria Artesanal na esquina da Tv. do Carmo com a Serpa Pinto.

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Sacramento

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Prato de bacalhau do Bistrô 100 Maneiras

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Hamburgueria Honorato

Mas para além de tudo isto , a região conserva sua alma genuína , com as fachadas cheias de roupas penduradas e um clima nostálgico e original. As tradições são preservadas e ainda passam de geração em geração, na religiosidade e na postura  e seriedade de comportamentos.

 20150516_195935                Meninas comemorando a Primeira Comunhão

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Para saber sobre roteiros em grupo ou assessoria particulare do Viajando com Arte visite nosso site www.viajandocomarte.com.br

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Lisboa renovada: Cais Sodré , Alfama e Rua Augusta

Lisboa mais perto de Porto Alegre

Lisboa renovada: Cais Sodré , Alfama e Rua Augusta

16 de julho de 2015 1

Estive em Portugal nos primeiros dias ensolarados do verão e vou contar e experiência numa série de posts nos próximos dias, acompanhem aqui!

Minha experiência em Lisboa era antiga , numa época em que imperava um espírito ranzinza,  de um momento de poucas perspectivas e baixa autoestima. Portugal era o primo pobre da Europa , e Lisboa cheirava a mofo com prédios mal conservados e pessoas mal humoradas.

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Arco da Rua Augusta

Bom , nesta primavera minhas péssimas lembranças foram dissipadas como num toque de mágicas. Voltei a Lisboa e encontrei uma capital jovem e renovada por um povo que se reciclou e recebe o turista como ninguém.  Gentileza , cortesia e principalmente um desejo profundo e autêntico de mostrar o que o país tem de melhor em termos de tradição , mas também de novos projetos.

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Cais Sodré

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Cais Sodré

As mais conhecidas atrações de Lisboa foram remodeladas e estão prontas em seu mais reluzente esplendor! Partindo da Praça do Comercio , passando pelo Arco e entrando pela  Rua Augusta , não se vê uma parede descascada e nenhum andaime de restauração , raridade nas cidades históricas europeias.

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Praça do Comércio

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Arco da Vitória

Já na beira do Tejo, o novo Cais Sodré encanta pela modernidade integrada a paisagem antiga. Dali da para pegar todos os meios de transportes que estão integrados , trem , barco ou até os famosos bondes de Lisboa . Ali convivem em harmonia lisboetas e turistas de todas as nacionalidades. Em tempo , a Europa descobriu Portugal , hordas de franceses e anglo-saxões vem em busca de sol , temperaturas mais amenas e dos preços que por aqui ainda são bem mais convidativos.

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Cais Sodré

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Cais Sodré

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Daqui dá para pegar o elétrico 28 e seguir para Alfama e seu Castelo de São Jorge. Subir a ladeira a pé  pode ser interessante , mas é cansativo e pode faltar fôlego para explorar o que Alfama tem de mais interessante. O bairro ainda conserva um ar mais retrô , mas esta mais limpo e  repleto de opções. Muito giro na gíria local!

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Alfama e o Castelo de São Jorge

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Alfama

Os telhados de Alfama são espetaculares e de lá se avista o porto onde muitos navios turísticos aportam diariamente trazendo muitos visitantes de 1 dia para a cidade.

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Voltando para a rua Augusta uma volta no tempo , ela lembra um tempo de fausto nas fachadas coloridas e nas pastelarias com doces deliciosos. Um passeio desde o arco a outra extremidade leva até a Praça do Rossio, o coração da cidade que prepara a subida para o Bairro Alto .

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Fachadas da Rua Augusta

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 Doces portugueses

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Para saber mais:

Passando por Lisboa

Crônica de Lisboa

Passando por Lisboa

29 de agosto de 2012 5

Voltando da Europa agora em junho do ano passado, optei pelo vôo inaugurado pela TAP em 2011, Lisboa/Porto Alegre direto. Como o vôo sai de Lisboa as 9:40 da manhã, decidimos dormir em Lisboa e aproveitar a cidade.

Alguma semelhança com Copacabana?

E foi ótimo, Lisboa está muito legal, se come maravilhosamente bem e no verão,  com os dias longos deu pra ver muita coisa. Depois de uma rápida pesquisa na internet, achamos um lugar que alugava bicicletas a http://www.bikeiberia.com/ 10 euros para 4h.

Fizemos toda a margem do Rio Tejo, que é bem extensa de bicicleta, foi muito bom, pois a gente passa por várias atrações turisticas no trajeto, como o Mosteiro dos Jerônimos, pelos famosos pastéis de Belém, Torre de Belém, Monumento aos Descobrimentos, pelas Docas de Alcântara, onde tem vários restaurantes de peixes e frutos do mar, numa área legal na beira do rio que foi toda reformada.

Monumento aos descobrimentos

Mosteiro dos Jerônimos

Torre de Belem

Outro lugar muito interessante que você não pode perder é o Centro Cultural de Belém, um lugar multimidia, com várias galerias, exposições, cafés, restaurantes, lojinhas de museu e étnicas, esta foi a dica de um amigo brasileiro que mora em Lisboa.

Centro Cultural de Belem

Parada estratética em uma das cafeterias do Centro Cultural de Belem

Depois de entregarmos as bicicletas pegamos o elevador de Santa Justa que por 3 euros nos deixa no Largo do Carmo que fica no Bairro Alto / Chiado, um dos lugares boêmios e descolados da cidade.

Elevador de Santa Justa ou do Carmo

Pelas ruas do Bairro Alto

Caminhando sem muito compromisso achamos uma jóia, a Cervejaria Trindade, no local do antigo Convento da Santíssima Trindade, fundado no século  XIII. O lugar vale uma visita, as paredes tem vários painéis decorados com azulejos de inspiração maçônica, lindos. Sem falar que comemos um polvo maravilhoso lá.

Seguimos caminhando e deparei com uma loja bárbara, da fachada a gente não faz idéia da extensão meio labirintica do lugar, a loja chama Lost´in e bati altos papos com a dona, a Margarida.

 Ela tem coisas lindas, todas as roupas são confeccionadas na India, com aqueles tecidos indianos lindos, leves, mas com um design mais ocidentalizado.

 Nem preciso contar que fiquei maravilhada e esqueci do tempo lá dentro, para a grande sorte do Paulinho que estava comigo é que atrás da loja tem um terraço com uma vista linda da cidade, onde servem um tipo de mojito com frutas vermelhas e lá ele ficou bem distraído.

Ainda circulamos bastante pela região, nosso dia rendeu muito, acabamos comendo bacalhau neste quase boteco chamado “ A antiga casa que faz frio” 

Última vista do Castelo de São Jorge, que domina o cenário da cidade.

Quanto ao vôo da TAP, eu só tenho a dizer que achei um luxo!! Embarcar em Lisboa de manhã e chegar em casa à tardinha sem aquele stress e horas de espera no Galeão ou em Guarulhos.

O único problema foi sair de lá com 30 graus e chegar aqui com 5…. também, nada que uma lareira não resolva.

Cervejaria Trindade: Rua Nova da Trindade, 20C -  Baixa/Chiado

http://www.cervejariatrindade.pt/

Loja Lost´in : Rua Dom Pedro V, 58

Lisboa mais perto de Porto Alegre em 2011.

01 de março de 2011 2

 

 

A TAP anunciou que a partir de junho terá 4 vôos semanais diretos entre Lisboa e Porto Alegre, vocês já imaginaram ficar livre de todas aquelas horas de espera em Guarulhos ou no Galeão?? Nem quero pensar no rombo na  minha conta bancária, pois ir pra Europa vai ser um abraço! Quase o mesmo que pegar o onibus aqui em Porto Alegre e amanhecer em Uruguaiana tchê!!

 Com essa idéia na cabeça, agora no verão quando fui passar uns dias em Paris, acabei agendando meu vôo pela TAP e resolvi passar 2 dias em Lisboa. Já faziam mais de dez anos que eu não ia até  Portugal e achei legal dar uma conferida na cidade.

Cheguei em Lisboa perto do meio-dia, apesar dos dias curtos de inverno ainda pude ver bastante da cidade que esta linda, muito cuidada, e teve muito da margem do rio Tejo reabilitada, onde antes era apenas cais de porto, eles construiram restaurantes, centros culturais, bairros totalmente novos na região do Parque das Nações, uma Lisboa moderna com cara de século XXI, onde morar e circular por ruas amplas e arejadas é sinônimo de qualidade de vida.

E isso sem perder aquele charme colonial, seus bairros centrais e tradicionais como o Rossio, Alfama, continuam com a mesma feição de antes, me lembrou muito São Luis do Maranhão, com fachadas de cerâmica e azulejos, sacadinhas, ruelas estreitas e muitas, muitas igrejas barrocas com fachadas familiares, afinal foram eles que um dia desembarcaram no Brasil e iniciaram a nossa colonização…





Como eu ia ficar por apenas 1 noite ,escolhi meu hotel depois de muita pesquisa, e acertei em cheio o hotel é simplesmente perfeito, lindo,sem ser pretencioso, tudo muito cuidado, café da manhã impecavel, produtos da L´Occitane, os quartos tem vista para o Rio Tejo. O hotel chama-se  Lapa Palacehttp://www.olissippolapapalacehotel.com/ .

Fica bem localizado no bairro da Lapa,  os taxis em Lisboa não são caros e detalhe, não sei se tive sorte, mas conheci um motorista de táxi que era simpático demais, muito gentil e brincalhão, tanto que no dia seguinte eu o chamei para me levar a fazer um tour pela cidade.


Esta era a vista da sacada do  quarto no Lapa Palace. Ao fundo o rio Tejo.

 


No primeiro dia depois de cilcular um pouco pela cidade e acabei parando na Cervejaria Brilha, um lugar bem tipico,  indicação de um amigo, pra comer um “prego” …  que é uma espécie de sanduiche de pão francês com bife de filé dentro, claro acompanhado de um vinho tinto.

Cheguei em pleno dia dos namorados europeu que é no dia 14 de fevereiro, e eu sozinha acabei voltando para o hotel depois de ir ao cinema assistir ao maravilhoso Cisne Negro, filme com Natalie Portman. O hall do hotel é lindo, o prédio é um palácio do século XIX, e da recepção ouvi o som de um piano e fui até lá ver de perto, o pianista tocava num ambiente belíssimo, apenas para um hóspede do hotel e o som enchia todos os espaços, pedi ao garçom a coisa mais portuguesa que ele poderia me oferecer… um vinho do Porto, é lógico! Depois que o pianista soube que eu era brasileira tocou várias músicas nossas, linda execução.

Na manhã seguinte sai para fazer um belo passeio até a cidade serrana de Sintra que fica a apenas 35km de Lisboa. A rota é muito bonita, a gente vai costeando o mar, passando por Cascais, Estoril, estava um dia lindo.

 

 

Marginal que sai de Lisboa, passa por Cascais, Estoril, etc




Neste lugar conhecido como  “boca do inferno”, seu Victor  parou pra tomarmos um expresso e para que eu pudesse admirar as ondas do oceano Atlântico batendo contra as pedras.

 

Seguimos e no caminho passamos pelo Cabo da Roca, que segundo dizem é o ponto mais ocidental do continente europeu. Como já dizia Camões nos Luzíadas ” onde a terra se acaba e o mar começa”.

 

 

Farol do Cabo da Roca

 

 

 

 

Começamos a subir a serra até Sintra, que é uma cidade pequenina, muito bonitinha, com vários atrações para se visitar, como o Castelo dos Mouros, o Palácio da Pena, mas se você quiser ir só para almoçar ou  fazer um passeio, ok,  andar naquela região já é uma boa opção.

 

 

Cheio de esculturas pela cidade de Sintra.

 

 

 

 

Cafés e restaurantes no centrinho de Sintra.

De volta a Lisboa parei para almoçar na margem do rio, nas Docas de Alcantara, uma área que foi totalmente reabilitada, mais ou menos o que sonhamos que a prefeitura faça aqui em Porto Alegre no nosso cais do porto. O restaurante Cinco oceanos também foi indicação de amigos portugueses e lá pude saborear um robalo grelhado fantástico, acompanhado de um vinho branco Del a Deu.

 

 

Docas de Alcântara

Restaurante Cinco Oceanos.

Eu não poderia sair de Lisboa sem experimentar os famosos pastéis de Belém, seria quase uma heresia e como peixe é leve sobrou espaço para come-los como sobremesa e encerrar minha estadia em Lisboa com chave de ouro.

 

 

 Agora é só torcer para que as negociações da TAP com a Anac tenham êxito e que possamos estar brevemente a apenas uma noite de distância de Lisboa.

 

 

 

Rumo ao frio! Europa nos espera.

10 de fevereiro de 2011 4

Hoje estou aqui só para fazer um convite !

Estamos embarcando numa temporada de pesquisa para novos cursos e viagens. Nosso destino será Lisboa , Paris e Londres.

Prometemos deixar aqui muitas dicas e novidades. Estão todos convidados a nos seguir nesta viagem.

Aproveito para pedir dicas de quem andou por estes destinos há pouco tempo, aguardamos colaborações !

Abraços e até lá, brrrr!

Crônica de Lisboa

18 de agosto de 2010 5

O Paulo Pais é um português de Lisboa que conhecemos o ano passado no deserto de Erg Chebbi, no Marrocos. Imaginem vocês que estávamos ali no por do sol do deserto na maior tranquilidade, quando começamos a ouvir um buchincho em português! Eram estes 4 amigos, 3 portugueses e um brasileiro, estavam percorrendo o Marrocos de moto, jantaram conosco aquela noite e nos divertimos muito com as diferenças e semelhanças herdadas dos nosso colonizadores luzitanos.

A meu pedido o Paulo escreveu está crônica apaixonada sobre a sua cidade – Lisboa. Desfrutem!!

Visitar Lisboa

 

Sou apaixonado por Lisboa, vivi todos estes anos, cresci em Lisboa, vivi o espírito bairrista de Lisboa, mas, falar de Lisboa, é um prazer inenarrável, Lisboa encantos mil, lindas ruelas, lindos becos, mistério, magia, romantismo e momentos de grande nostalgia.

 Andar pelas ruas da baixa pombalina leva-nos imediatamente a séculos passados, parece que Lisboa ainda é a mesma, apenas nos damos conta que estamos no século XXI quando olhamos as roupas das pessoas que nos cercam.


Lisboa tem de ser desvendada a pé, é fascinante percorrer os lindos becos e caminhar pelo Chiado, um dos bairros mais típicos da capital de Portugal.
Surpreendemo-nos com a linda arquitectura pombalina, pois devemos a Marquês de Pombal a reconstrução quase total desta cidade encantadora  Lisboa ficou quase totalmente destruída depois do terramoto, Lisboa é uma verdadeira obra de arte arquitectónica, mesmo para quem sempre viveu aqui, descobre a cada passo pequenos pormenores que nos encantam.

Sempre gostei de viajar, e viajar é para mim um acto de cultura, superior a qualquer livro, é conhecer um pouco mais de um povo de uma cultura, desvendando segredos que só os naturais nos podem fornecer.

Esta crónica é um pouco disso, é o tentar mostrar em meia duzia de palavras, o que pode esperar de Lisboa, é o transmitir dentro das minhas capacidades de escrita o que se sente ao colocar uma mochila às costas, e partir sem rumo por Lisboa, tentando descobrir a cada passo, imagens que despercebidamente passaram ao lado em todos estes anos.

São sete e meia da manhã, de uma Sábado de sol brilhante, céu limpo, o frio matinal faz-me colocar um casaco por cima de um polo, sei que o tirarei em breve.

Olho para o Tejo, o meu Tejo, avista-se a outra margem, Almada, uma calma surpreendente enche-me de nostalgia, recordo as vezes que tive de saltar para dentro daquele rio para ir buscar bolas de futebol, sim as regras eram claras, quem atira tem que ir buscar, há trinta anos atrás uma bola de futebol valia ouro, para crianças que pouco mais tinham do que saber brincar.

 

 

 Belém

Olho para o Tejo , estou em Belém, um dos lugares mais bonitos de Lisboa, ao fundo de um lado avista-se a foz do rio, a mistura com um mar, forma uma ondulação de espuma branca, sempre foi assim, e sempre será, gerações inteiras viram estas ondas, gerações inteiras irão ver estas ondas, de uma coisa estou certo, iremos todos recordar este Tejo, do outro o Cristo Rei, como que a brindar Lisboa de braços abertos, como é bela esta paisagem ao mesmo tempo tranquilizante.

Inevitavelmente, e porque estou em Belém, tenho que ir comprar um pastel de nata, embora ache que é demasiado turístico, embora ache que não ficaria numa fila eternamente para comprar o dito bolo, não posso deixar de dizer que são mesmo deliciosos, peço dois com uma bica (café curto ) a canela e o açúcar por cima, são a combinação explosiva para nos tentar-mos ao terceiro, mas não, vamos passear que se faz tarde, e ainda temos muito para ver.

Embora Lisboa tenha do ponto de vista cultural e turístico, muito para ver, o meu objectivo é passear por Lisboa, é sentir os cheiros, sentir as pessoas.

Entro no eléctrico, coisa que já não fazia há anos, revivo mais uma vez o tempo em que este mesmo eléctrico me levava para todo o lado, bamboleando, lá sigo os trajectos mais antigos entre Belém e Santa Apolónia, a velha estação de comboios, zona mais antiga de Lisboa, passo por Alcântara, Santos, Cais do Sodré, onde fica o mercado mais antigo de Lisboa, o Mercado da Ribeira, não vejo o movimento de outrora, provavelmente estará desactivado, fruto dos grandes hipers que destruíram a vida das cidades.

 

Mercado da Ribeira

Como é bom desfrutar Lisboa, sem pressa, sem destino, decido ir à Feira da Ladra que se realiza todas as terças e todos os sábados, do nascer ao pôr-do-sol, por tendas, bancas ou mesmo por panos espalhados no chão, a especialidade é a segunda mão: móveis, ferro-velho, livros e revistas, roupa, dos discos de vinil mais antigos aos cds mais recentes, quadros, etc, etc.

Toda a espécie de antiguidades e objectos sobre cuja proveniência não se fazem perguntas, quanto mais cedo chegar-mos, mais hipóteses temos de fazer um bom negócio, é interessante ver aquele corrupio de gente.

Bebo mais um café, decido fazer as ruas estreitas da Graça, bairro muito bonito, com ruelas onde mal cabe um carro, o serpentear das ruas vai levar-nos até à baixa, o coração de Lisboa.

Passo Alfama, visitar Alfama é visitar a arquitectura, os sons e os odores da Lisboa antiga. Este é um dos bairros mais típicos de Lisboa. Nas suas estreitas e sinuosas ruas encontramos o tesouro escondido de Alfama e nas suas íngremes escadas respiramos a alma de Lisboa.

Em Alfama, ainda é possível ver vestígios das ocupações Romana e Árabe, duas das civilizações mais dominantes no passado de Lisboa.

As ruas estreitas, resultado da cultura Muçulmana, guiam-se por leis individualistas em que os espaços públicos não são importantes.

 Estas ruas são uma marca do Corão, onde pouco valor é dado às fachadas em detrimento do interior das casas.

Alfama foi em tempos lar de delinquentes, desafortunados ou ingratos e, devido à sua proximidade com o mar, foi também casa de muitos marinheiros.


Reconstruída pela população local depois do terremoto de 1755, Alfama correu o risco de ser demolida, o que felizmente não aconteceu uma vez que esta zona da cidade foi considerada um livro de história viva, onde o passado se mistura com o presente

Entro pelo Rossio a praça central de Lisboa, o corrupio de gente é apaixonante, famílias às compras, ou simplesmente a passear, o mendigo que tenta a sua sorte pedindo trocos, vejo a Rua Augusta a cair no Tejo, tiro mais umas fotos, quero chegar ao Chiado.

 

Rua Augusta

Subo a Rua do Carmo, lembro-me da musica dos UHF que imortalizou esta via, continua o tal subir e descer de mulheres bonitas em hora de ponta.

O Chiado é, hoje, uma área de comércio nobre com todo o tipo de facilidades e animação de rua.

 

Aqui encontramos hotéis, teatros, livrarias, museus, restaurantes, lojas de designers portugueses famosos e o famoso refúgio favorito de personalidades como Fernando Pessoa e Eça de Queiroz hoje eleito pelos alunos de artes :o café “A Brasileira”.

Esta área tem aquele “je ne sais quoi”, que não pode ser explicado… apenas sentido… Vê-se nos edifícios e vive-se na história do devastador fogo de 1988.

No dia 25 de Agosto de 1988, o Chiado foi devastado por um fogo que começou num armazém na Rua do Carmo e que se estendeu até à Rua Garrett.

 

Apesar de ainda serem visíveis algumas cicatrizes desse terrível acontecimento, um impressionante programa de recuperação devolveu ao Chiado a vida que em tempos teve e agora ele está melhor que nunca!

 

Apaixona-me Lisboa cada dia que passa, vejo os turistas a olharem com prazer para a minha cidade, e isto deixa-me orgulhoso, Lisboa é provavelmente a mais fascinante, apaixonante e satisfatória de todas as cidades da Europa!

Com céu azul todo o ano e um Inverno ameno, este Lisboa oferece oportunidades de compras fabulosas de “etiqueta de criador”, uma vida nocturna fantástica, empolgantes panoramas da cidade e do rio e um ambiente pitoresco onde eléctricos antigos nos levam através das estreitas ruelas empedradas até aos excelentes novos hotéis nas largas avenidas: o prático do antigo funde-se com a sofisticação do século XXI.

Agora, continuo para Alcântara, onde irei desfrutar do melhor prego do mundo com uma boa cerveja, porque andar por Lisboa dá fome, há 20 anos que frequento esta marisqueira e nunca comi mal, sempre que posso troco os restaurantes mais finos pela minha petisqueira “ Brilha”.

Depois? Depois regressa-se a casa com um sentimento de um dia bem passado, sentamos duas crianças ao colo e começamos contar a história de Lisboa…” Sou apaixonado por Lisboa…”

 

Até à próxima